12 setembro 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

12 setembro 2017 PERCIVAL PUGGINA

LULA FINGINDO SER LULA

Se dependesse da arte de representar eu estaria sujeito à morte por inanição. Não consigo imitar sequer a mim mesmo. Por isso, aprecio o dom e o talento dos bons imitadores, especialmente se associam essa capacidade com a produção de textos de humor para, com sua dicção, desempenharem tais habilidades.

O ex-presidente Lula tem sido um prato cheio para imitadores. Recentemente, circulou nas redes sociais um áudio em que ele estaria falando com Rui Falcão sobre o desastre que representava o depoimento de Palocci. Numa torrente de palavrões, tendo ao fundo sons do Jornal Nacional para dar foros de veracidade à gravação, o ex-presidente esbravejava contra o delator por estar “entregando tudo”.

Semana passada, a coluna Painel, da Folha, contou que o deputado Fábio Faria (PSD-RN) ligou para seu colega Dudu da Fonte (PP-PE) fingindo ser Lula e gravou a conversa. O pernambucano, ao ouvir a voz do outro lado da linha perguntando-lhe se estava em Brasília e se poderia conversar, exclamou exultante: “Presidente, que saudade!”.

Ainda que Lula suscite afeto políticos, parece mais provável que tais efusões estejam referenciadas aos tempos de bonança que a conjuntura internacional proporcionou aos países em desenvolvimento nos primeiros anos deste século. Eram tempos em que se consolidou na América Ibérica o prestígio de alguns governantes com estratégias populistas semelhantes às de Lula: os Kirchner, Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega. De todos, tirante o destino incerto do “bolivariano” refundador da Venezuela, o brasileiro é o mais encrencado, tal a teia de corrupção em que se envolveu.

O desditoso petista se tornou o pior imitador de si mesmo. Os demais que o arremedam têm o humor a seu favor. A gente os ouve e ri. Lula nem isso. O que dele se escuta é pura falsificação, hipocrisia, bazófia, num script composto para colher aplausos de um público descrente mas aprisionado na rede dos favores. Os pequenos favores ao rés do chão; os grandes favores no alto do palanque.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

12 setembro 2017 DEU NO JORNAL

UMA NOTÍCIA AUTENTICAMENTE BANÂNICA

RELATOR DA CPI DA JBS RECEBEU DOAÇÕES DA… JBS

Homem de confiança do presidente Michel Temer, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), escalado para a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito-CPI da JBS no Congresso, foi beneficiado com doações para sua campanha eleitoral de 2014 da empresa que será investigada.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, Marun recebeu três repasses – dois de 50.000 reais e um de 3.000 reais – por meio das campanhas de Simone Tebet e Nelsinho Trad.

Ou seja, o dinheiro foi doado pela JBS para as campanhas de Simone, eleita senadora, e Trad, derrotado na disputa pelo governo do estado de Mato Grosso do Sul, e depois teve como destino final a campanha de Marun.

* * *

Uma notícia banânica num país altamente banânico.

Um deputado banânico babador-de-ovo de um presidente banânico.

Este nosso país é uma zona!!!!

Sem qualquer ofensa aos bordéis, claro.

Safadão e Safadinho: dois políticos banânicos em pose especial para o JBF

* * * 

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

OS QUINZE ANOS DO INSTITUTO RICARDO BRENNAND

Inaugurado em 12 de setembro de 2002, o Instituto Ricardo Brennand encontra-se localizado em uma área de pouco mais de 77 mil metros quadrados, na qual abriga o Castelo de São João, a Pinacoteca, a Galeria de Eventos, a Capela de Nossa Senhora das Graças e o Restaurante Castelus.

Ricardo Brennand

Juntando suas construções teremos uma área de 9,2 mil metros quadrados, de modo a oferecer aos seus visitantes o maior acervo de peças de arte já reunido por um só colecionador.

Costuma-se dizer, entre os colecionadores de obras de arte, que determinada peça, vez por outra, procura o seu próprio dono(!).

No Instituto Ricardo Brennand a história não acontece de forma diferente; aqui o objeto sempre procura o colecionador pelos mais estranhos e diferentes caminhos. Grande parte das obras em exposição, tem a sua própria história, algumas até transformando-se em romances e outras sendo objeto de conversas e exemplos de curiosidade.

Em sua portada de entrada o Instituto Ricardo Brennand ostenta dois dos oito grandes leões esculpidos em mármore que, no passado, ladeavam as escadarias do Palácio Monroe do Rio de Janeiro (1906). Demolido em 1976, foram dois desses leões oferecidos a Ricardo Brennand que os adquiriu para o seu futuro centro cultural, inaugurado em 2002.

A Mulher da Rede & outras esculturas

Uma das obras que mais causam impacto em nossos visitantes é a última escultura do artista italiano Antonio Frilli, A Mulher na Rede ou Doces Sonhos, adquirida em 2009.

O italiano Antonio Frilli, que em 1860 fundara o seu Atelier em Florença (Via del Fossi), foi um dedicado escultor de grandes estátuas em mármore de Carrara e alabastro, destinadas a famosos cemitérios, bem como para outras galerias conhecidas na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália.

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12 setembro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

O DESFILE DA INDEPENDÊNCIA

A parada militar deste Sete de Setembro não registrou, como é de costume, aplausos para as nossas Forças Armadas. Desta feita eles foram dedicados à Polícia Federal, com merecimento, diga-se, embora com a ressalva de que Exército, Marinha e Aeronáutica continuam a merecer o aplauso dos brasileiros.

Por que, então, as palmas para a Polícia Federal?

Elementar, meu caro leitor, diria este borra-papéis, se fosse Sherlock Holmes. Simplesmente porque, na verdade, ela tem mostrado, de modo inequívoco, que o braço da lei, longo e forte, alcança a todos, e não mais adianta perguntar ao policial se ele sabe com quem está falando. Sabe, sim, e muito bem, tanto que já chega com as algemas à mão, levando muitos dos que se acreditavam acima dos incômodos braceletes a varar noites insones, pensando no que poderá vir com o alvorecer…

A propósito, recentemente circulou na internet imagem de página do jornal Zero Hora, o maior do Sul brasileiro, edição de 11 de março de 1983, noticiando que o então presidente do Brasil, general João Batista Figueiredo, recusara ser o país sede da Copa do Mundo de 1986. É fato. E para responder a João Havelange, o presidente da Fifa, que fora a Brasília levando-lhe a proposta, ele só precisou fazer três perguntas ao interlocutor:

Você conhece uma favela do Rio de Janeiro? Você já viu a seca do Nordeste? E você acha que eu vou gastar dinheiro com estádio de futebol?

Mais não disse. Nem precisava.

O tempo mostrou que o general tinha razão.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

12 setembro 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


MULHERES CANTORAS E COMPOSITORAS DE PERNAMBUCO – ALMIRA CASTILHO

Almira Castilho

Lembrei-me das “mulheres de Tejucupapo”, que até hoje simbolizam a bravura das mulheres pernambucanas.

Aqui, mesmo tocando sempre no tema musical – em tese, aberto a todos os gêneros – pouco falo da participação feminina no cenário pernambucano.

Nesse plano, Chiquinha Gonzaga, está na posição de vanguarda. Podemos pleitear pioneirismo no choro, nas músicas do século XIX, inventados por João Pernambuco, de Sons Carrilhões, Luar do Sertão e Cabocla de Caxangá.

Mas, de parte das mulheres, talvez nossa grande desbravadora seja a magnífica Tia Amélia, a quem já dediquei uma coluna deste Megaphone e dedicarei mais.

Num rápido apanhado de nomes antigos e de gente nova – por favor, aguardo contribuição dos leitores – listei como mulheres cantoras e compositoras pernambucanas ou que fizeram carreira no solo na “Terra de Altos Coqueiros”, Almira Castilho, Anastácia, Marinês (e sua Gente), Tia Amélia, Clarice Falcão, Selma do Coco, Lia de Itamaracá, Teca Calazans (capixaba), Nena Queiroga (carioca, filha de Lula Queiroga), Ylana Queiroga, Glorinha do Coco, Isaar, Irmãs Acioman, Dalva Torres, Nanau Nascimento..

Começo com Almira Castilho, mulher de Jackson do Pandeiro por 12 anos, mas que, por certo, tem um lugar especial nesse universo, além do ultrapassado clichê “atrás de todo grande homem, há uma grande mulher”.

Num raciocínio rápido e superficial, posso pensar em Alma, esposa e mais que palpiteira, uma verdadeira parceira do marido, Alfred Hitchkock; Maria Bonita e Lampião. A conversão deste apotegma se estabelece com Bonnie and Clyde; d. Maria Tereza e Jango; Rita e Roberto de Carvalho, por exemplo.

Cantora. Compositora. Dançarina. De beleza brejeira e nordestina, era linda de se ver no palco, ao lado do exuberante pandeirista, cantando, dançando e arrebatando olhares e sorrisos de Jackson do Pandeiro, seu parceiro e marido.

Antes de seguir a carreira artística, atuou como professora. Dançava e cantava bem, também compunha e ficou famosa exatamente pela parceria com Jackson do Pandeiro, que ela conheceu em 1952, na rádio Jornal do Commercio, onde era rádio-atriz e cantora.


Chiques com chapéu de couro

Sua última aparição pública se deu 2009, quando, na cidade de Recife, recebeu homenagem em nome de Jackson do Pandeiro. Faleceu aos 87 anos, vítima de mal de Alzheimer.

“Chiclete com Banana”, de Gordurinha e Almira (1958), com Jackson do Pandeiro

Na opinião deste escriba, “Chiclete com Banana” se insere no contexto do antes e depois do modernismo-psicodelismo e tropicalismo da música brasileira. É um grande manifesto, com uma linguagem panfletária de cordel…

Olindense, Almira Castilho nasceu em agosto de 1924, deixando-nos quando já morava no Recife, em fevereiro de 2011, foi cantora, compositora e dançarina brasileira.
Parceira de Jackson do Pandeiro, com quem foi casada, sua carreira pontuou em composições e apresentações no rádio e no cinema. O casal esteve junto por 12 anos, de 1955 a 1967.

Forró Quentinho, de Almira Castilho

Almira Castilho era professora. Iniciou sua carreira artística em 1954, participando do coro na apresentação de “Sebastiana” por Jackson do Pandeiro. Foi rumbeira e rádioatriz na Rádio Jornal do Commercio, além de ter participado de algumas dezenas de filmes nacionais.

“Chiclete com Banana”, com Marjorie Estiano e Gilberto Gil

Fez mais de 30 músicas na parceria de Jackson, Gordurinha e Paulo Gracindo. “Chiclete com Banana” é o ponto alto de sua carreira. Foi a primeira que se usou o termo samba-rock na terminologia musical brasileira. Como se costuma fazer até hoje, a mídia em geral não registra os nomes dos compositores, arranjadores e produtores musicais, ficando a visibilidade maior para quem aparece e canta no palco do rádio e das televisões, nos CDs, DVDs, Spotify e mídias afins.

Muitas capas com Almira

Por que comecei esta série com Almira? Por um motivo muito pessoal. Era (e continuo) vidrado em Jackson, o rei do ritmo. Para mim, sempre esteve no patamar de Gonzagão, Humberto Teixeira e Zé Dantas, no que diz respeito a música nordestina.

Certa ocasião, Dagô – minha mãe e primeira professora da história da música que tive -alertou: “Junior, você adora Jackson, mas não esqueça que, “por trás dele existe uma artista de primeira grandeza chamada Almira Castilho”.

Penso que d. Dagô chamava a atenção para duas injustiças: a compositora Almira, que ficava mais escondida; e uma boa dose de feminismo pleiteando o espaço da mulher no universo da música nordestina.

Semana que vem, tem mais das mulheres de Tejucupapo da música regional….

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

PIROU DE VEZ

Gleisi insinua que Palocci é um agente da CIA a serviço do imperialismo americano e, claro, de FHC

“Lula representa hoje a esperança do povo brasileiro. (…) Aqueles que deram o golpe se assustaram muito com a mobilização do povo e tentam desviar a atenção dos escândalos em que estão envolvidos. (…) Por isso, os golpistas retomaram as campanhas de mentiras e difamação contra Lula e o PT. E desta vez contaram com alguém que militou nas fileiras do partido. Nós lamentamos muito que Antonio Palocci tenha se prestado esse papel”.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, num vídeo publicado no Facebook, insinuando que Antonio Palocci, ex-braço direito de Lula e Dilma Rousseff, só disse o que disse sobre os antigos comparsas por ser, assim como Sergio Moro, um agente da CIA escalado para destruir o partido mais temido por Donald Trump e, claro, Fernando Henrique Cardoso.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

LEMBRANÇAS INESQUECÍVEIS

* * *

01 – Cinzas do passado – (C. de Barros) – Claudio de Barros – 1960

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02 – Faz-me rir – (versão: Teixeira Filho) – Edith Veiga – 1961

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03 – Prelúdio para ninar gente grande – (L.Vieira) – Luiz Vieira – 1962

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04 – Chove, chuva – (J.Ben) – Jorge Ben – 1963

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05 – Deixa isso pra lá – (Alberto Paz / Edson Menezes) – Jair Rodrigues – 1964

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06 – Falhaste coração – (versão: Luiz Carlos Gouveia) – Ângela Maria – 1965

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07 – Guarânia da saudade – (Luiz Vieira) – Carlos José – 1966

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08 – Pára Pedro – (J.Mendes / J.Portela Delavy) – José Mendes – 1967

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09 – Última canção – (Carlos Roberto) – Paulo Sérgio – 1968

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10 – Que pena – (Jorge Ben) – Gal Costa & Caetano Veloso – 1969

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11 – Quero voltar pra Bahia – (Odibar / P.Diniz ) – Paulo Diniz – 1970

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12 – Quem mandou você errar – (C.Barroso) – Cláudia Barroso – 1971

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13 – Eu não sou cachorro não – (W.Soriano) – Waldick Soriano – 1972

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14 – Sangue latino – (João Ricardo / P.Mendonça) – Secos & Molhados – 1973

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15 – Manhãs de setembro – (Mário Campanha / Vanusa) – Vanusa – 1974

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16 – Severina xique-xique – (J.Gonçalves / G.Lacerda) – Genival Lacerda – 1975

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12 setembro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

12 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA NOTA FURIOSA

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência acabou de divulgar uma nota rebatendo as acusações feitas pela Polícia Federal contra o Insolentíssimo Sinhô Presidente de Banânia.

Acusações graves dizendo que Temer Cara-de-Tabaca comandava a organização criminosa do PMDB no parlamento federal.

Vejam que nota furibunda:

“O Estado Democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça. Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.

Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais. E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes.

Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões ‘por ouvir dizer’ a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas.

Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral. Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais.”

Num tá lindo???!!!

Segundo apurou o Departamento de Inteligência do JBF, para escrever esta nota e rebater as gravíssimas acusações que recebeu, Temer se aconselhou com Lula.

Ficaram pra mais de 13 minutos se falando no telefone.

Os redatores de notas do Instituto Lula passaram a manhã no Palácio do Planalto e ajudaram a escrever este magnífico documento que a presidência soltou agora há pouco.

Um documento cujo estilo não deixa dúvidas quanto aos excelentes redatores que são os assessores do Instituto Lula.

“Conte sempre cum eu, cumpanhero Temi, pra dirminti os gorpista das zelites”

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

NÚMEROS EXPLICAM O SUCESSO DA LAVA JATO

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES – XXXVI

Vicente do Rego Monteiro (1899-1970)

Vicente do Rego Monteiro nasceu no Recife, em 19/12/1899. Pintor, desenhista, escultor, professor e poeta. Sua mãe, Elisa Cândida Figueiredo Melo, era prima do pintor Perdo Américo. Ainda criança, iniciou-se na pintura sob a influência de sua irmã pintora Fédor. Em seguida foi estudar na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e complementou seus estudos artístiticos na França, nas academias Colarossi, Julian e Grande Chaumière. Em Paris, mantém contato com alguns dos grandes pintores da época: Modigliani, Fernand Léger, Gorges Braque, Joán Miró, Albert Gleizes, Jean Metzinger e Louis Marcoussis.

De volta ao Brasil, em 1915, se estabeleceu no Rio de Janeiro. Sua primeira exposição individual se deu em 1918, no Teatro Santa Isabel, no Recife. Dois anos depois, expõe pela primeira vez em São Paulo e mantém contato com Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Pedro Alexandrino e Victor Brecheret. Em 1921 retorna à Paris e manifesta interesse pelas estilizações da “Art Deco”. Não querendo perder a oportunidade de participar do grande evento que marcaria o início da arte moderna no país, deixou algumas obras, enfatizando a temática nacional, com o crítico e poeta Ronald de Carvalho, para incluir na exposição da Semana de Arte Moderna de 1922.

Em 1923, montou um ateliê em Paris e integrou-se ao grupo da “Galerie L’Effort Moderne” e fez desenhos de máscaras e figurinos para o balé Legendes Indiennes de Lamazonie. Inspirado na cerâmica marajoara e na cultura indígena, ilustrou o livro de P. L. Duchartre – Légendes, Croyances et Talismãs dês Indiens de l’Amazonie. Em 1930, depois de uma longa estada em Paris, veio ao Brasil trazendo a exposição da escola de Paris ao Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Exposição que inclui, entre outros, quadros de Pablo Picasso, Georges Braque, Joan Miró, Gino Severini, Fernand Léger e suas próprias obras. Essa exposição é importante por ser a primeira mostra internacional de arte moderna realizada no Brasil, com artistas ligados às inovações nas artes plásticas, como o cubismo e o surrealismo. Ao ser apresentada em São Paulo, a mostra foi acrescida de telas de Tarsila do Amaral, que o artista conhecera em Paris na década anterior.

A partir de 1930 fixou residência no Recife, alternando períodos no Brasil e na França até 1950. Era um pintor e poeta difenciado não apenas nas suas obras. Tinha gostos próprios, distintos dos demais artistas. Por exemplo, adorava carros e corridas. Em 1931 disputou o o Grand Prix do Automóvel Clube da França. Outra de suas paixões era a dança. Já em 1921, realizou o espetáculo Lendas, crenças e talismãs dos índios do Amazonas, no Teatro Trianon, no Rio de Janeiro. Diz-se que era também um exímio dançarino e chegou a vencer alguns concursos de dança de salão em Paris. Em 1938 foi nomeado diretor da Imprensa Oficial e Professor de Desenho do Ginásio Pernambucano. No ano seguinte fundou, junto com Edgar Fernandes, a Revista Renovação, dedicada à educação popular.

Em 1941, publica seus primeiros versos, Poemas de Bolso, organiza e promove vários salões e congressos de poesia no Brasil e na França. Entusiasmado com a editoração, fundou, em 1946, Paris a editora “La Presse à Bras”, dedicada a publicar poesias brasileiras e francesas. De volta ao Brasil, em 1950, viajou pelo país e passou a lecionar pintura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE no período 1957-1966. Seu segundo livro de poemas Broussais – La Charité foi contemplado com o Prêmio Guillaume Appolinaire, em 1960.

Segundo os críticos, sua pintura é marcada pela sinuosidade e sensualidade. Seu estilo se apresenta contido nas cores e contrastes, e reportam a um clima místico e metafísico. A temática religiosa é freqüente em sua pintura, chegando a pintar cenas do Novo Testamento, com figuras que, pela densidade e volume, se aproximam da escultura. A partir da década de 1950, volta a dedicar-se com maior intensidade à pintura, tornando mais constantes em suas obras temas regionais como, em O Vaqueiro e O Aguardenteiro. Frequentemente utilizava grande simplificação formal e uma gama cromática reduzida, às quais alia interpretação monumental do art deco. Faleceu em 5/6/1970 e no ano seguinte o MAC-Museu de Arte Contemporânea de São Paulo realizou uma retrospectiva póstuma; em 1997, o MAM-Museu de Arte Moderna (SP) realiza outra grande retrospectiva. Sua obra integra importantes acervos de museus brasileiros e europeus.


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