12 setembro 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

12 setembro 2017 PERCIVAL PUGGINA

LULA FINGINDO SER LULA

Se dependesse da arte de representar eu estaria sujeito à morte por inanição. Não consigo imitar sequer a mim mesmo. Por isso, aprecio o dom e o talento dos bons imitadores, especialmente se associam essa capacidade com a produção de textos de humor para, com sua dicção, desempenharem tais habilidades.

O ex-presidente Lula tem sido um prato cheio para imitadores. Recentemente, circulou nas redes sociais um áudio em que ele estaria falando com Rui Falcão sobre o desastre que representava o depoimento de Palocci. Numa torrente de palavrões, tendo ao fundo sons do Jornal Nacional para dar foros de veracidade à gravação, o ex-presidente esbravejava contra o delator por estar “entregando tudo”.

Semana passada, a coluna Painel, da Folha, contou que o deputado Fábio Faria (PSD-RN) ligou para seu colega Dudu da Fonte (PP-PE) fingindo ser Lula e gravou a conversa. O pernambucano, ao ouvir a voz do outro lado da linha perguntando-lhe se estava em Brasília e se poderia conversar, exclamou exultante: “Presidente, que saudade!”.

Ainda que Lula suscite afeto políticos, parece mais provável que tais efusões estejam referenciadas aos tempos de bonança que a conjuntura internacional proporcionou aos países em desenvolvimento nos primeiros anos deste século. Eram tempos em que se consolidou na América Ibérica o prestígio de alguns governantes com estratégias populistas semelhantes às de Lula: os Kirchner, Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega. De todos, tirante o destino incerto do “bolivariano” refundador da Venezuela, o brasileiro é o mais encrencado, tal a teia de corrupção em que se envolveu.

O desditoso petista se tornou o pior imitador de si mesmo. Os demais que o arremedam têm o humor a seu favor. A gente os ouve e ri. Lula nem isso. O que dele se escuta é pura falsificação, hipocrisia, bazófia, num script composto para colher aplausos de um público descrente mas aprisionado na rede dos favores. Os pequenos favores ao rés do chão; os grandes favores no alto do palanque.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

12 setembro 2017 DEU NO JORNAL

UMA NOTÍCIA AUTENTICAMENTE BANÂNICA

RELATOR DA CPI DA JBS RECEBEU DOAÇÕES DA… JBS

Homem de confiança do presidente Michel Temer, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), escalado para a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito-CPI da JBS no Congresso, foi beneficiado com doações para sua campanha eleitoral de 2014 da empresa que será investigada.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, Marun recebeu três repasses – dois de 50.000 reais e um de 3.000 reais – por meio das campanhas de Simone Tebet e Nelsinho Trad.

Ou seja, o dinheiro foi doado pela JBS para as campanhas de Simone, eleita senadora, e Trad, derrotado na disputa pelo governo do estado de Mato Grosso do Sul, e depois teve como destino final a campanha de Marun.

* * *

Uma notícia banânica num país altamente banânico.

Um deputado banânico babador-de-ovo de um presidente banânico.

Este nosso país é uma zona!!!!

Sem qualquer ofensa aos bordéis, claro.

Safadão e Safadinho: dois políticos banânicos em pose especial para o JBF

* * * 

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

OS QUINZE ANOS DO INSTITUTO RICARDO BRENNAND

Inaugurado em 12 de setembro de 2002, o Instituto Ricardo Brennand encontra-se localizado em uma área de pouco mais de 77 mil metros quadrados, na qual abriga o Castelo de São João, a Pinacoteca, a Galeria de Eventos, a Capela de Nossa Senhora das Graças e o Restaurante Castelus.

Ricardo Brennand

Juntando suas construções teremos uma área de 9,2 mil metros quadrados, de modo a oferecer aos seus visitantes o maior acervo de peças de arte já reunido por um só colecionador.

Costuma-se dizer, entre os colecionadores de obras de arte, que determinada peça, vez por outra, procura o seu próprio dono(!).

No Instituto Ricardo Brennand a história não acontece de forma diferente; aqui o objeto sempre procura o colecionador pelos mais estranhos e diferentes caminhos. Grande parte das obras em exposição, tem a sua própria história, algumas até transformando-se em romances e outras sendo objeto de conversas e exemplos de curiosidade.

Em sua portada de entrada o Instituto Ricardo Brennand ostenta dois dos oito grandes leões esculpidos em mármore que, no passado, ladeavam as escadarias do Palácio Monroe do Rio de Janeiro (1906). Demolido em 1976, foram dois desses leões oferecidos a Ricardo Brennand que os adquiriu para o seu futuro centro cultural, inaugurado em 2002.

A Mulher da Rede & outras esculturas

Uma das obras que mais causam impacto em nossos visitantes é a última escultura do artista italiano Antonio Frilli, A Mulher na Rede ou Doces Sonhos, adquirida em 2009.

O italiano Antonio Frilli, que em 1860 fundara o seu Atelier em Florença (Via del Fossi), foi um dedicado escultor de grandes estátuas em mármore de Carrara e alabastro, destinadas a famosos cemitérios, bem como para outras galerias conhecidas na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália.

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12 setembro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

O DESFILE DA INDEPENDÊNCIA

A parada militar deste Sete de Setembro não registrou, como é de costume, aplausos para as nossas Forças Armadas. Desta feita eles foram dedicados à Polícia Federal, com merecimento, diga-se, embora com a ressalva de que Exército, Marinha e Aeronáutica continuam a merecer o aplauso dos brasileiros.

Por que, então, as palmas para a Polícia Federal?

Elementar, meu caro leitor, diria este borra-papéis, se fosse Sherlock Holmes. Simplesmente porque, na verdade, ela tem mostrado, de modo inequívoco, que o braço da lei, longo e forte, alcança a todos, e não mais adianta perguntar ao policial se ele sabe com quem está falando. Sabe, sim, e muito bem, tanto que já chega com as algemas à mão, levando muitos dos que se acreditavam acima dos incômodos braceletes a varar noites insones, pensando no que poderá vir com o alvorecer…

A propósito, recentemente circulou na internet imagem de página do jornal Zero Hora, o maior do Sul brasileiro, edição de 11 de março de 1983, noticiando que o então presidente do Brasil, general João Batista Figueiredo, recusara ser o país sede da Copa do Mundo de 1986. É fato. E para responder a João Havelange, o presidente da Fifa, que fora a Brasília levando-lhe a proposta, ele só precisou fazer três perguntas ao interlocutor:

Você conhece uma favela do Rio de Janeiro? Você já viu a seca do Nordeste? E você acha que eu vou gastar dinheiro com estádio de futebol?

Mais não disse. Nem precisava.

O tempo mostrou que o general tinha razão.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

12 setembro 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


MULHERES CANTORAS E COMPOSITORAS DE PERNAMBUCO – ALMIRA CASTILHO

Almira Castilho

Lembrei-me das “mulheres de Tejucupapo”, que até hoje simbolizam a bravura das mulheres pernambucanas.

Aqui, mesmo tocando sempre no tema musical – em tese, aberto a todos os gêneros – pouco falo da participação feminina no cenário pernambucano.

Nesse plano, Chiquinha Gonzaga, está na posição de vanguarda. Podemos pleitear pioneirismo no choro, nas músicas do século XIX, inventados por João Pernambuco, de Sons Carrilhões, Luar do Sertão e Cabocla de Caxangá.

Mas, de parte das mulheres, talvez nossa grande desbravadora seja a magnífica Tia Amélia, a quem já dediquei uma coluna deste Megaphone e dedicarei mais.

Num rápido apanhado de nomes antigos e de gente nova – por favor, aguardo contribuição dos leitores – listei como mulheres cantoras e compositoras pernambucanas ou que fizeram carreira no solo na “Terra de Altos Coqueiros”, Almira Castilho, Anastácia, Marinês (e sua Gente), Tia Amélia, Clarice Falcão, Selma do Coco, Lia de Itamaracá, Teca Calazans (capixaba), Nena Queiroga (carioca, filha de Lula Queiroga), Ylana Queiroga, Glorinha do Coco, Isaar, Irmãs Acioman, Dalva Torres, Nanau Nascimento..

Começo com Almira Castilho, mulher de Jackson do Pandeiro por 12 anos, mas que, por certo, tem um lugar especial nesse universo, além do ultrapassado clichê “atrás de todo grande homem, há uma grande mulher”.

Num raciocínio rápido e superficial, posso pensar em Alma, esposa e mais que palpiteira, uma verdadeira parceira do marido, Alfred Hitchkock; Maria Bonita e Lampião. A conversão deste apotegma se estabelece com Bonnie and Clyde; d. Maria Tereza e Jango; Rita e Roberto de Carvalho, por exemplo.

Cantora. Compositora. Dançarina. De beleza brejeira e nordestina, era linda de se ver no palco, ao lado do exuberante pandeirista, cantando, dançando e arrebatando olhares e sorrisos de Jackson do Pandeiro, seu parceiro e marido.

Antes de seguir a carreira artística, atuou como professora. Dançava e cantava bem, também compunha e ficou famosa exatamente pela parceria com Jackson do Pandeiro, que ela conheceu em 1952, na rádio Jornal do Commercio, onde era rádio-atriz e cantora.


Chiques com chapéu de couro

Sua última aparição pública se deu 2009, quando, na cidade de Recife, recebeu homenagem em nome de Jackson do Pandeiro. Faleceu aos 87 anos, vítima de mal de Alzheimer.

“Chiclete com Banana”, de Gordurinha e Almira (1958), com Jackson do Pandeiro

Na opinião deste escriba, “Chiclete com Banana” se insere no contexto do antes e depois do modernismo-psicodelismo e tropicalismo da música brasileira. É um grande manifesto, com uma linguagem panfletária de cordel…

Olindense, Almira Castilho nasceu em agosto de 1924, deixando-nos quando já morava no Recife, em fevereiro de 2011, foi cantora, compositora e dançarina brasileira.
Parceira de Jackson do Pandeiro, com quem foi casada, sua carreira pontuou em composições e apresentações no rádio e no cinema. O casal esteve junto por 12 anos, de 1955 a 1967.

Forró Quentinho, de Almira Castilho

Almira Castilho era professora. Iniciou sua carreira artística em 1954, participando do coro na apresentação de “Sebastiana” por Jackson do Pandeiro. Foi rumbeira e rádioatriz na Rádio Jornal do Commercio, além de ter participado de algumas dezenas de filmes nacionais.

“Chiclete com Banana”, com Marjorie Estiano e Gilberto Gil

Fez mais de 30 músicas na parceria de Jackson, Gordurinha e Paulo Gracindo. “Chiclete com Banana” é o ponto alto de sua carreira. Foi a primeira que se usou o termo samba-rock na terminologia musical brasileira. Como se costuma fazer até hoje, a mídia em geral não registra os nomes dos compositores, arranjadores e produtores musicais, ficando a visibilidade maior para quem aparece e canta no palco do rádio e das televisões, nos CDs, DVDs, Spotify e mídias afins.

Muitas capas com Almira

Por que comecei esta série com Almira? Por um motivo muito pessoal. Era (e continuo) vidrado em Jackson, o rei do ritmo. Para mim, sempre esteve no patamar de Gonzagão, Humberto Teixeira e Zé Dantas, no que diz respeito a música nordestina.

Certa ocasião, Dagô – minha mãe e primeira professora da história da música que tive -alertou: “Junior, você adora Jackson, mas não esqueça que, “por trás dele existe uma artista de primeira grandeza chamada Almira Castilho”.

Penso que d. Dagô chamava a atenção para duas injustiças: a compositora Almira, que ficava mais escondida; e uma boa dose de feminismo pleiteando o espaço da mulher no universo da música nordestina.

Semana que vem, tem mais das mulheres de Tejucupapo da música regional….

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

PIROU DE VEZ

Gleisi insinua que Palocci é um agente da CIA a serviço do imperialismo americano e, claro, de FHC

“Lula representa hoje a esperança do povo brasileiro. (…) Aqueles que deram o golpe se assustaram muito com a mobilização do povo e tentam desviar a atenção dos escândalos em que estão envolvidos. (…) Por isso, os golpistas retomaram as campanhas de mentiras e difamação contra Lula e o PT. E desta vez contaram com alguém que militou nas fileiras do partido. Nós lamentamos muito que Antonio Palocci tenha se prestado esse papel”.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, num vídeo publicado no Facebook, insinuando que Antonio Palocci, ex-braço direito de Lula e Dilma Rousseff, só disse o que disse sobre os antigos comparsas por ser, assim como Sergio Moro, um agente da CIA escalado para destruir o partido mais temido por Donald Trump e, claro, Fernando Henrique Cardoso.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

LEMBRANÇAS INESQUECÍVEIS

* * *

01 – Cinzas do passado – (C. de Barros) – Claudio de Barros – 1960

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02 – Faz-me rir – (versão: Teixeira Filho) – Edith Veiga – 1961

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03 – Prelúdio para ninar gente grande – (L.Vieira) – Luiz Vieira – 1962

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04 – Chove, chuva – (J.Ben) – Jorge Ben – 1963

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05 – Deixa isso pra lá – (Alberto Paz / Edson Menezes) – Jair Rodrigues – 1964

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06 – Falhaste coração – (versão: Luiz Carlos Gouveia) – Ângela Maria – 1965

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07 – Guarânia da saudade – (Luiz Vieira) – Carlos José – 1966

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08 – Pára Pedro – (J.Mendes / J.Portela Delavy) – José Mendes – 1967

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09 – Última canção – (Carlos Roberto) – Paulo Sérgio – 1968

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10 – Que pena – (Jorge Ben) – Gal Costa & Caetano Veloso – 1969

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11 – Quero voltar pra Bahia – (Odibar / P.Diniz ) – Paulo Diniz – 1970

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12 – Quem mandou você errar – (C.Barroso) – Cláudia Barroso – 1971

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13 – Eu não sou cachorro não – (W.Soriano) – Waldick Soriano – 1972

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14 – Sangue latino – (João Ricardo / P.Mendonça) – Secos & Molhados – 1973

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15 – Manhãs de setembro – (Mário Campanha / Vanusa) – Vanusa – 1974

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16 – Severina xique-xique – (J.Gonçalves / G.Lacerda) – Genival Lacerda – 1975

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12 setembro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

12 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA NOTA FURIOSA

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência acabou de divulgar uma nota rebatendo as acusações feitas pela Polícia Federal contra o Insolentíssimo Sinhô Presidente de Banânia.

Acusações graves dizendo que Temer Cara-de-Tabaca comandava a organização criminosa do PMDB no parlamento federal.

Vejam que nota furibunda:

“O Estado Democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça. Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.

Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais. E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes.

Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões ‘por ouvir dizer’ a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas.

Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral. Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais.”

Num tá lindo???!!!

Segundo apurou o Departamento de Inteligência do JBF, para escrever esta nota e rebater as gravíssimas acusações que recebeu, Temer se aconselhou com Lula.

Ficaram pra mais de 13 minutos se falando no telefone.

Os redatores de notas do Instituto Lula passaram a manhã no Palácio do Planalto e ajudaram a escrever este magnífico documento que a presidência soltou agora há pouco.

Um documento cujo estilo não deixa dúvidas quanto aos excelentes redatores que são os assessores do Instituto Lula.

“Conte sempre cum eu, cumpanhero Temi, pra dirminti os gorpista das zelites”

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

NÚMEROS EXPLICAM O SUCESSO DA LAVA JATO

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES – XXXVI

Vicente do Rego Monteiro (1899-1970)

Vicente do Rego Monteiro nasceu no Recife, em 19/12/1899. Pintor, desenhista, escultor, professor e poeta. Sua mãe, Elisa Cândida Figueiredo Melo, era prima do pintor Perdo Américo. Ainda criança, iniciou-se na pintura sob a influência de sua irmã pintora Fédor. Em seguida foi estudar na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e complementou seus estudos artístiticos na França, nas academias Colarossi, Julian e Grande Chaumière. Em Paris, mantém contato com alguns dos grandes pintores da época: Modigliani, Fernand Léger, Gorges Braque, Joán Miró, Albert Gleizes, Jean Metzinger e Louis Marcoussis.

De volta ao Brasil, em 1915, se estabeleceu no Rio de Janeiro. Sua primeira exposição individual se deu em 1918, no Teatro Santa Isabel, no Recife. Dois anos depois, expõe pela primeira vez em São Paulo e mantém contato com Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Pedro Alexandrino e Victor Brecheret. Em 1921 retorna à Paris e manifesta interesse pelas estilizações da “Art Deco”. Não querendo perder a oportunidade de participar do grande evento que marcaria o início da arte moderna no país, deixou algumas obras, enfatizando a temática nacional, com o crítico e poeta Ronald de Carvalho, para incluir na exposição da Semana de Arte Moderna de 1922.

Em 1923, montou um ateliê em Paris e integrou-se ao grupo da “Galerie L’Effort Moderne” e fez desenhos de máscaras e figurinos para o balé Legendes Indiennes de Lamazonie. Inspirado na cerâmica marajoara e na cultura indígena, ilustrou o livro de P. L. Duchartre – Légendes, Croyances et Talismãs dês Indiens de l’Amazonie. Em 1930, depois de uma longa estada em Paris, veio ao Brasil trazendo a exposição da escola de Paris ao Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Exposição que inclui, entre outros, quadros de Pablo Picasso, Georges Braque, Joan Miró, Gino Severini, Fernand Léger e suas próprias obras. Essa exposição é importante por ser a primeira mostra internacional de arte moderna realizada no Brasil, com artistas ligados às inovações nas artes plásticas, como o cubismo e o surrealismo. Ao ser apresentada em São Paulo, a mostra foi acrescida de telas de Tarsila do Amaral, que o artista conhecera em Paris na década anterior.

A partir de 1930 fixou residência no Recife, alternando períodos no Brasil e na França até 1950. Era um pintor e poeta difenciado não apenas nas suas obras. Tinha gostos próprios, distintos dos demais artistas. Por exemplo, adorava carros e corridas. Em 1931 disputou o o Grand Prix do Automóvel Clube da França. Outra de suas paixões era a dança. Já em 1921, realizou o espetáculo Lendas, crenças e talismãs dos índios do Amazonas, no Teatro Trianon, no Rio de Janeiro. Diz-se que era também um exímio dançarino e chegou a vencer alguns concursos de dança de salão em Paris. Em 1938 foi nomeado diretor da Imprensa Oficial e Professor de Desenho do Ginásio Pernambucano. No ano seguinte fundou, junto com Edgar Fernandes, a Revista Renovação, dedicada à educação popular.

Em 1941, publica seus primeiros versos, Poemas de Bolso, organiza e promove vários salões e congressos de poesia no Brasil e na França. Entusiasmado com a editoração, fundou, em 1946, Paris a editora “La Presse à Bras”, dedicada a publicar poesias brasileiras e francesas. De volta ao Brasil, em 1950, viajou pelo país e passou a lecionar pintura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE no período 1957-1966. Seu segundo livro de poemas Broussais – La Charité foi contemplado com o Prêmio Guillaume Appolinaire, em 1960.

Segundo os críticos, sua pintura é marcada pela sinuosidade e sensualidade. Seu estilo se apresenta contido nas cores e contrastes, e reportam a um clima místico e metafísico. A temática religiosa é freqüente em sua pintura, chegando a pintar cenas do Novo Testamento, com figuras que, pela densidade e volume, se aproximam da escultura. A partir da década de 1950, volta a dedicar-se com maior intensidade à pintura, tornando mais constantes em suas obras temas regionais como, em O Vaqueiro e O Aguardenteiro. Frequentemente utilizava grande simplificação formal e uma gama cromática reduzida, às quais alia interpretação monumental do art deco. Faleceu em 5/6/1970 e no ano seguinte o MAC-Museu de Arte Contemporânea de São Paulo realizou uma retrospectiva póstuma; em 1997, o MAM-Museu de Arte Moderna (SP) realiza outra grande retrospectiva. Sua obra integra importantes acervos de museus brasileiros e europeus.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

12 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

MEU GURU TAVA CERTO

Sempre que leio os comentários do fubânico lulo-petista Ceguinho Teimoso – justificando o injustificável e explicando o inexplicável -, me lembro de uma frase do meu guru, o saudoso Millôr Fernandes.

Uma frase que o nosso estimado Ceguinho parece seguir ao pé da letra.

Vejam:

Provas, evidências, Polícia Federal, Palocci, vídeos, recibos, Lava Jato, triplex, pixulecos, sítio, Odebrecht, fotos, fatos, Ministério Público, terreno, faturas, processos, delações, testemunhos, Zelotes, comprovações, cachê de “palestras”, gravações, etc… etc… etc…

Não importa coisíssima alguma por mais verdadeira, objetiva e real que ela seja.

Não importa nada.

Sempre se pode provar o contrário. O Ceguinho deita e rola com esta sentença.

Millôr, como todo intelectual decente e honesto, sempre foi de oposição, qualquer que fosse o governo.

Já os zintelequituais cegados pela ideologia, tipo Emir Sader e Marilena Chaui, estão sempre defendendo figuras absolutamente indefensáveis, como Fidel, Chávez, Evo Morales, Kim Jong-un, Maduro ou Lula.

Aquele Lula que, segundo Marilena, enche o mundo de luz quando fala.

É mole ou querem mais???!!!

Em uma de suas raríssimas entrevistas, em agosto de 2005, quando o PT já estava no poder, Millôr disse uma frase antológica.

Como antológicos são todos os seus ditos.

Ele sentenciou o seguinte:

“Lula não tem consciência da própria ignorância”

Tem mesmo não. Isto tá mais do que provado.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

12 setembro 2017 JORGE OLIVEIRA

JOESLEY, DEPOIS DO PORRE, A RESSACA DEVASTADORA

Será que eu entendi bem? O cara toma um porre, liga para o amigo, diz um monte de sandices contra todo mundo e depois pede desculpas. É isso mesmo? E quando esvaziava os cofres dos bancos oficiais também estava embriagado? Ora, Joesley, conta outra, essa não cola. Como é que o senhor, um dos empresários mais ricos do mundo, com faturamento de mais de 150 bilhões de reais, é tão leviano?

Que garantia têm os seus investidores quando sabem que o seu principal acionista fala um monte de besteiras quando bebe, atropela a gramática e mostra-se um cara tão arrogante, aquele manda-chuva que diz comprar tudo e todos (“Janot, nesta sua escola eu fui professor”, diz na gravação). Joesley agora vai para a cadeia onde aprenderá a beber sem dar vexame. E lá dentro, senhor, é o salve-se quem puder. Prepare o bolso.

Dizem alguns entendidos que quando o cara se embriaga fala coisas que sóbrio jamais falaria. O bêbado naquele momento, em devaneio, é autêntico. Talvez, por isso, Joesley teria soltado a língua e falado o que realmente pensa do seu país, dos brasileiros e dos seus governantes. Considera todos uns idiotas, incapacitados, dementes. Tão dementes que caíram na sua conversa de vendedor de bugigangas e o ajudaram a juntar os bilhões de reais. Se você duvida, veja trechos das gravações, onde ele diz que será o último coveiro a botar a tampa do caixão. Ou seja: com toda fortuna lá fora, ele e os comparsas estavam pouco preocupados com a situação do país que ajudou a afundar com os seus amigos petistas. Depois de enterrar o Brasil em cova rasa, Batista tinha planos para se mandar e jamais botar os pés aqui dentro.

Foi assim, de gole em gole, que os irmãos Batista atravessaram a fronteira da ética e da moralidade. Acumpliciados com a petezada, com quem mantinham uma conta-corrente para sustentar seus dirigentes no poder, eles tiveram acesso aos bancos oficiais e dali saíram com bilhões de reais para erguer seu império. Na contramão da história, os petistas consolavam os lesados com umas casinhas fuleiras do “Minha Casa, Minha Vida”, a promessa de um pouco de água do São Francisco, a construção de arenas bilionárias para entreter a moçada do futebol e um aumentozinho do Bolsa Família para agregar à ceia mais um pouquinho de mandioca e feijão para os miseráveis. Enquanto mantinham esse segmento anestesiado com o clientelismo, escancaravam os cofres para os empresários espertos e gulosos se fartarem com o nosso dinheiro.

O depoimento do Palocci ao Sérgio Moro não deixa dúvidas: o PT entregou o país a esses empreiteiros e empresários aventureiros e beberrões. Só quem nega essas evidências hoje são alguns articulistas da seita arrancados de suas redações por Lula para proteger o assalto que o partido fazia aos cofres públicos. E para os jornais, por comprovada cumplicidade com a sujeira, não voltaram mais. Agora, muitos deles deprimidos porque o Palocci detonou a dupla Lula/Dilma como os cabeças da organização criminosa, querem detonar o companheiro.

O Palocci não está inventando nada. Ele era da cozinha do Lula e da Dilma. Foi articulador político e arrecadador principal das campanhas dos dois à presidência. Ele apenas está confirmando o que empresários e executivos de estatais já disseram ao juiz Sérgio Moro. Existia, sim, uma conta-corrente das empreiteiras para financiar as campanhas petistas e manter o partido no poder com dinheiro de popina. Os petistas críticos ao ex-ministro, vão agora à ditadura para desqualificar o seu depoimento. Dizem que ele “virou cachorro”, termo que se usava para identificar um preso político que, sob tortura, denunciava seus companheiros.

Quem espalha isso é o Zé Dirceu na tentativa de passar à história como um cara ideológico, que vai de cadeia em cadeia sem “entregar” ninguém. Espera, com isso, reconhecimento dos companheiros com uma estátua sua erguida em frente à Papuda para que seus seguidores o reverenciem. Até pouco tempo, Palocci era o grande formulador do PT, o cara que redigiu a “Carta ao Povo Brasileiro” para abrir as portas do Centrão para Lula, que tinha acesso aos gabinetes dos mais proeminentes empresários e políticos do país. De um momento para outro, por dizer a verdade, é acusado de dedo-duro. Lula, por exemplo, o descredencia, se diz decepcionado. Mas veja o que disse sobre ele em abril deste ano: “Palocci é meu amigo, uma das maiores inteligências políticas do país. Ele tá trancafiado, mas não tenho nenhuma preocupação com a delação dele”.

É assim mesmo, o cara vai do céu ao inferno quando deixa de comer no cocho da petezada. Quero ver quando o Lula for preso e entrar para o seleto grupo dos colaboradores. O que os seus seguidores vão dizer? O que os articulistas de plantão vão escrever para eufeminizar a sua delação premiada? Não se surpreenda, caro leitor, o Lula vai entregar a Dilma no primeiro interrogatório, como fez com a mulher dele e outros companheiros.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

12 setembro 2017 DEU NO JORNAL

UMA PERSEGUIÇÃO BRUTAL E INJUSTA

O Ministério Público Federal denunciou à Justiça Federal o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela segunda vez na Operação Zelotes.

O petista foi acusado de corrupção passiva junto do ex-ministro Gilberto Carvalho.

Os procuradores dizem que os petistas pediram 6 milhões de reais em propinas para viabilizar a elaboração e a edição da Medida Provisória 471/09, que prorrogou por cinco anos benefícios tributários às empresas do setor automobilístico

A Justiça Federal já aceitou uma acusação apresentada anteriormente contra Lula e o filho dele, Luiz Cláudio Lula da Silva, pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Zelotes.

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Isto é na Operação Zelotes. Sem contar a Operação Lava Jato.

Como bem diz o fubânico luleiro Ceguinho Teimoso, é muita perseguição em cima do político mais honesto que já surgiu em cima da redondura do Planeta Terra.

Lula está sendo tão perseguido e vilipendiado quanto os também inocentes Geddel, Joesley e Cunhão.

Aliás, vale a pena destacar a frase que Ceguinho escreveu hoje no JBF.

Vejam que primor:

“Lula é um estadista magnífico que não cometeu crime algum”

Só o Ministério Público Federal não enxerga esta verdade tão cristalina.

Alguém precisa alertar o MPF e mandar pros promotores esta frase do Ceguinho. É só acessar a Ouvidoria do órgão (clicando aqui) e fazer a queixa.

Aí se acaba num instante esta brutal e injusta perseguição.

E, pra encerrar, ainda tem mais o seguinte: 6 milhões é uma propina muito pequena.

Não está à altura da grandiosidade de Lula. 

“Porra. Os coxinha concurçado do ministero púbrico butaro de novo no meu cu”

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (ES)

12 setembro 2017 SONIA REGINA - MEMÓRIA

GRANDES COMPOSITORES

Astor Piazzolla, compositor e musico porteño, ao som do seu bandoneón, nos deixou belíssimas obras.

Adios Nonino, composição de 1969, eternizou esse grande artista.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

12 setembro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CAMILO – TAUBATÉ-SP

Caro Berto

Este vídeo deveria ganhar o 1º premio das paradas de sucesso do Legislativo e do Executivo.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

12 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

NA ALA DE TEMER, QUEM NÃO TEM FORO ESTÁ PRESO

A Polícia Federal fechou o inquérito sobre as suspeitas que rondam o PMDB da Câmara. Reuniu indícios de que a ala do partido liderada por Michel Temer cometeu crimes em série para amealhar “vantagens indevidas”. O rol de encrencados inclui duas categorias de políticos: os que dispõem de foro privilegiado e os presos.

Estão protegidos pelo escudo do foro especial, além do próprio Temer, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). Estão atrás das grades o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha.

A PF resumiu o miolo da encrenca numa nota: ”Integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta.”

O texto empilhou os crimes supostamente cometidos: “O grupo agia através de infrações penais, tais como: corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos.”

No Supremo Tribunal Federal, o processo sobre a redução da amplitude do foro privilegiado completa nesta segunda-feira 103 dias na gaveta do ministro Alexandre de Moraes. Indicado para a Suprema Corte por Temer, ele pediu vista dos autos e prometeu devolvê-los rapidamente para que o julgamento fosse retomado. As conclusões da Polícia Federal ajudam a entender sua demora.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

12 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

GEDDEL E RENATO RUSSO

Existe na praça um livro da autoria de Carlos Marcelo, intitulado “Renato Russo, o Filho da Revolução“.

Sobre este livro, consta o seguinte na página da Editora Amazon:

“Escrito a partir de mais de cem entrevistas e de pesquisas realizadas ao longo de nove anos, Renato Russo – o filho da revolução narra, de forma fluente e minuciosa, a transformação do adolescente Renato Manfredini Junior no maior ídolo do rock brasileiro. A vivência intensa em Brasília nos anos 1970 é reconstituída em detalhes neste best-seller lançado em 2009, presença constante na lista dos mais vendidos de não ficção daquele ano.”

Renato Russo morreu jovem, na flor da idade, com apenas 36 anos.

No livro citado acima, Renato conta que estudou em Brasília no mesmo colégio que Geddel e faz observações interessantes sobre o atual presidiário e ex-ministro de Lula e de Temer.

E diz que o apelido dele naquele tempo era “Suíno”.

Aí, com o passar dos anos, Geddel incorporou à personalidade de porco os hábitos de um rato. De um tremendo roedor do dinheiro público.

Vejam esta trecho do livro, na página 93:

Pra fechar a postagem, o Profeta Renato Russo cantando a música “Que país é esse?“, com o conjunto Legião Urbana.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

SE DEIXARMOS O AMOR FALAR…

Por entre a melodia das harpas, com os sons e silêncios – tão remotos – daquelas idílicas cordas, ressoava uma antiquíssima canção egípcia. Uma canção-conselho, uma anciã vontade de harmonia, um desiderato que findava assim: “Passe um dia feliz, usufrua dos mais doces perfumes, adorne pescoço e braços de sua esposa com flores de lótus e mantenha seu amor sempre ao seu lado. Não interrompa a música e a dança e esqueça a preocupação. Pense apenas no prazer, pois em breve chegará a sua vez: a jornada para a terra do silêncio!”

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No mesmo Egito ancestral e mítico, o Egito da civilização assaz e seu rio caudaloso, uma dança astro-teológica venerava um rei-deus – Osíris – como evocação de fertilidade e paz…Não obstante, Osíris padeceu esquartejado por Seth, seu irmão invejoso. E não obstante ainda, o mito então retorna e regenera-se em luz, desta feita, e revigora as férteis esperanças daquele povo das colheitas…

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Acontece que fomos erguidos sobre cadáveres ( e ainda o somos)! Somos os erigidos pelo medo e o espanto, nossa sentença… Os antigos matavam gente por oferendas! Sacrificavam aos deuses nossas virgens, e jovens, e crianças… Ritos, rituais, celebrações e danças por seus deuses desejosos de carnes, por seus deuses insaciáveis e frágeis… Frágeis deuses da bonança, tão desumanos… quanto humanos…

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E no entanto, Gaia Terra – nossa casa- é um cisco, um minúsculo e ermo fragmento, um grão esquecido no Caos. E o deus Hélios com seus quatro corcéis, o deus Sol (o nosso mesmo Sol), aquele deus grego flamejante de leste para oeste, é um astro mínimo e perdido, uma estrela a arder qual um periférico pingo na hélice helicoidal e láctea dessa galáxia menor, nossa parte no infinito e nosso abrigo e derredor…

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Somos uma civilização por encontrar um céu, por alcançar um alto e babilônico céu e salto pro depois… Depois de eternizar cada nome na Babel…

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Somos a civilização que roubou o fogo, somos cada um uma chama, cada um, um Prometeu. E agora, que ardemos essa flama, e abrimos o segredo, sobreveio-nos o ciúme. E as rugas… E as moléstias… Aos vingados por Pandora, resta agora ser cruel? Resta sermos os mil faces, qual um Zeus???

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Nós, os eternos apaixonados, os incorrigíveis e insaciáveis, não podemos nem a astúcia de um Ulisses. O Ulisses dos mil ardis que resistiu ( mas também caiu…), o Ulisses dos engenhos e prudência, o herói que venceu Circe (mas cedeu…), aquele que desceu ao Hades e sobreviveu, aquele de saber a paciência. Mas não nos amarramos aos mastros e vamos com os cantos das sereias… Nem resistimos muito aos testes… Somos os Ulisses sem Penélope.

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“E tão contrário a si é o mesmo amor”!!! Com facas nos dentes somos Eros e Afrodite, e somos Psique e como tal, queremos o triunfo do amor. Sonhamos com o amor… imortal!

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Somos tão pequenos e tão torrenciais… Quem é você, quem sou eu? Um rio, um caudaloso rio que corre nesses infinitos… Os Cérberos nos nossos cérebros de não fugir dos infernos que somos nós. Podemos o quê, meu Deus?

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Somos oráculos e auroras, trazemos dedos cor-de-rosa e laranja em nosso ser para traçar o arco das manhãs. Inauguramo-nos a cada novo dia! Luzimos o açafrão do amanhecer.

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E repetimos, e sabemos: Ainda que falássemos a língua dos anjos, sem amor nada seríamos!Como o apóstolo, desejamos o amor. Erguemo-nos por entre espinhos e desejamos o amor.

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E, ainda que fracos, ainda que longe de sermos qual um Ulisses o herói, sabemos que precisamo-nos sempre! E lembre-se, lembrem-se (todos) da última estrela no infinito… “Não interrompam a música e a dança e esqueçam a preocupação. Pensem apenas no prazer, pois em breve chegará a sua vez (a vez de cada um): a jornada para a terra do silêncio!”

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Há esperança para nós? Se o amor vencer, se deixarmos o amor falar…

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

12 setembro 2017 DEU NO JORNAL

ISTO É UM ESPANTO

A Polícia Federal concluiu e enviou ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira o inquérito que investiga o chamado “PMDB da Câmara”, grupo de deputados e ex-deputados do partido – incluindo o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) pelo crime de organização criminosa.

A PF atribui ao grupo as práticas dos delitos de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, entre outros.

O relatório da PF afirma que o presidente recebeu 31,5 milhões de reais em propina a partir de atividade criminosa do grupo.

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Não acredito!!!

Vejam bem: eu acredito na ladroagem praticada por Temer e seus comparsas.

O que eu não acredito é que a Polícia Federal tenha se ocupado deste assunto e que ele tenha sido manchete no noticiário nacional.

Segundo a teoria do fubânico petista Ceguinho Teimoso, todas as instituições do Brasil e do Mundo estão engajadas na solerte campanha de difamar e caluniar única e exclusivamente o ex-presidente Lula, o homem que empata com Jesus Cristo em honestidade (segundo ele mesmo…).

Lula é um estadista magnífico que não fez nada, absolutamente nada de errado e nem cometeu crime algum, segundo Ceguinho.

Além de Lula, a imprensa golpista da direita também costuma tirar o couro de Zé Dirceu, Gilberto Carvalho, Delúbio Soares, Vaccari e de mais um monte de outros inocentes petistas.

Agora vem esta tremenda surpresa: além de Temer, a mídia golpista bota nos ares a ladroagem de Eliseu Padilha, Moreira Franco, Cunhão, Geddel, Funaro, Henrique Alves… etc… etc… etc… 

Pra quem tem preferência por determinados bandidos, isto é um espanto.

E vejam só as coincidências da vida: a propina de Temer foi de 31 milhões de reais.

Invertendo esta dezena 31, teremos…

Ah… deixa pra lá.

12 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

OS HOMENS NÃO DEVEM CHORAR

O saudoso Barros de Alencar, recentemente falecido, interpreta, de Palmeira e Mario Zan, “Os homens não devem chorar“.


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