16 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

16 setembro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS DOMIGUES – CURITIBA-PR

Prezadíssimo editor da Gazeta Escrota

Ainda num sou repentista deste computador fela da puta, logo não sei editar porra nenhuma, ou porra alguma, no português castiço.

Mas se o nobre colega editor acessar o site do G1, verá algo que não tem preço: nosso ilustríssimo ex-presidente da câmara de deputados, Cunhão, sendo devidamente enjaulado, engaiolado, ao vivo e à cores, pela PF, em Brasília, onde foi depor.

Editando e colocando no JBF, fará um bem enorme a todos aqueles que queriam finalmente uma certeza de que ainda há justiça nesta merda deste país do caralho.

Bom final de semana e um forte amplexo (sabe lá que porra é essa…achei bonita a palavra).

Carlos Domingues.
República de Curitiba.

Ah: e peça por favor para devolverem logo este fela da puta, corno, prá cá. Dizem que ele deixou saudades aqui, num carcereiro chamado Metelão.

R. Vocês são uns sádicos, uns tarados, uns psicopatas.

Cunhão é um homem tão honesto quanto Lula.

Os dois, o ex-deputado e o ex-presidente, ambos já condenados, um preso e outro ainda solto, estão sendo vítimas de perseguição da justiça, da grande mídia e dos juízes federais concursados.

Mas, como nesta gazeta tem de tudo, inclusive cenas de tortura de prisioneiros políticos,  que consistem no fato da Polícia Federal carregar os pobres coitados num camburão, clique na imagem abaixo e veja a matéria que você pediu, seu malvado.

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

16 setembro 2017 PERCIVAL PUGGINA

LULA, TAL QUAL AS AVES DO CÉU

Não tive a pachorra de ouvir todo o interrogatório de Lula ante o juiz Sérgio Moro. O pouco que vi, convenceu-me que de três uma: ou o ex-presidente é absolutamente responsável por tudo de que é acusado e deve ser mantido longe do convívio social, ou é absolutamente irresponsável e deve ser mantido longe do convívio social, ou é como as aves do céu.

Nunca em meus 72 anos vi um indivíduo adulto, cercado de advogados, ser e se dizer tão alheio a tudo que pessoal e financeiramente lhe diga respeito. À sua volta se acumulam mecenas, vida afora, desdobrando-se em prodigalidades. Todos se preocupam com sua sobrevivência material, seu conforto, sua adega, proporcionando-lhe sítio, apartamentos, torre de telefonia celular, viagens em jatinhos luxuosos e custoso armazenamento para bens que não passavam de “tralhas, doutor”. E ele, materialmente desapegado, que há décadas não gera um real de valor, incapaz de responder quanto ganha por mês, a nada renuncia, de tudo aproveita, e de benefício algum conhece preço ou fonte de pagamento.

Na terceira possibilidade, Lula é uma ave do céu, como aquelas mencionadas por Jesus: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?”.

Agora só falta o Sérgio Moro e o TRF-4 acreditarem.

* * *

A ORCRIM E A DEMOCRACIA NO BRASIL

O funcionamento da Orcrim está descrito nesta parte da nova denúncia encaminhada no último dia 14 pelo Procurador Geral da República contra o presidente Temer:

“A organização criminosa objeto da investigação no âmbito da Operação Lava Jato foi constituída em 2002 para a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula Da Silva — Lula à presidência da República, quando integrantes do PT uniram-se a grupos econômicos com o objetivo de financiar a campanha de Lula em troca do compromisso assumido pelo então candidato e outros integrantes da organização criminosa do PT de atender interesses privados lícitos e ilícitos daqueles conglomerados.

“Com isso, Lula foi eleito e a organização criminosa passou a ganhar corpo após a sua posse, quando então se estruturou um modus operandi que consistia em cobrar propina em diversos órgãos, empresas públicas, sociedades de economia mista controladas pela União e Casas do Congresso Nacional, a partir de negociações espúrias com as empresas que tinham interesse em firmar negócios no âmbito do governo federal e na aprovação de determinadas medidas legislativas (…)

Todo este estratagema não foi desenvolvido para beneficiar indevidamente apenas os integrantes do PT que constituíram a organização criminosa, serviu também para atender interesses escusos de integrantes de outras agremiações partidárias que, ao longo do governo Lula, aderiram ao núcleo político desta organização criminosa com o objetivo de comandar, por meio da nomeação de cargos ou empregos públicos chaves, órgãos e entes da Administração, um verdadeiro sistema de arrecadação de vantagens indevidas em proveito, especialmente, dos integrantes da organização criminosa. Em contrapartida aos cargos públicos obtidos junto aos integrantes do PT envolvidos no esquema ilícito, os integrantes do PMDB e do PP que ingressaram na organização criminosa ofereceram apoio aos interesses daqueles no âmbito do Congresso Nacional.”

Como se vê, nada que até o semanário de Burundi já não tenha noticiado. No entanto, a organização descrita passou ao largo e o TSE fez que não viu algo muito relevante sob o ponto de vista político e institucional. Refiro-me à propagação sobre o baixo clero dos efeitos políticos e éticos da atividade criminosa desenvolvida pelas cúpulas das organizações partidárias.

Os caciques que comandavam os negócios da tribo supriam suas tropas de recursos para custeio das respectivas campanhas eleitorais. O motivo é evidente: quanto maior o número de fieis seguidores, mais valiosa se tornava sua posição política e mais bem remunerada a participação nos negócios. Sabe-se, hoje, que o topo da cadeia alimentar, o ápice da carreira consistia em ter apelido e arquivo próprio no departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht.

O tipo de ganância que essa organização permitiu prosperar gerou e ainda preserva um efeito político devastador. Não fossem as coisas assim, a representação da sociedade brasileira, a proporcionalidade entre as diferentes bancadas e muitos daqueles a quem hoje chamamos deputado e senador estariam em outras atividades, longe dos centros de poder. Devem seus mandatos aos caciques em cuja cisterna beberam água e, hoje, se empenham, juntos, em encontrar uma regra de jogo eleitoral que os agasalhe da rejeição do eleitorado.

A distorção causada pelo crime virou o país pelo avesso, influenciou o Direito e a Justiça, a economia, a moral nacional e a doutrinação nas salas de aula. A próxima legislatura, porém, não pode ser uma cópia carbonada da atual; a ORCRIM não pode continuar reproduzindo seus efeitos na representação política. A democracia é muito mais do que um conjunto de normas e formalidades; o que lhe dá vida é a adesão da sociedade política a elevados princípios e valores.

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

16 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

SÓ PODE SER

O PIB subiu.

A inflação despencou.

Milhares de vagas de emprego foram abertas.

Eu desconfio que isto tudo é obra de Lula…

Eu acho que Temer, secretamente, tomou o ex-presidente como consultor.

Só poder ser isto.

“Tá vendo, cumpanhero Teme? Tu fez do jeito qui eu dice e deu tudo certo”

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

16 setembro 2017 REPORTAGEM

QUEM “MATARÁ” OS FACÍNORAS?

Ministros de STF entram em sessão: eles, com a Constituição, “matarão” os facínoras

Ainda nos machuca os ouvidos a frase “nós não vai ser preso”. Não é pelo maltrato ao idioma não, nem pela aberração da conjugação do verbo, porque isso até que passa e vira formalidade num País de treze milhões de analfabetos, quando o mais grave (muito mais grave) é o conteúdo da frase mesmo. E também ainda nos machuca as retinas o cariz de pretensão de impunidade com os quais o “nós não vai ser preso” nos foi lançado na cara. O dono da pérola, isso todo brasileiro com um fio de barba de vergonha sabe quem é, porque em gente boa dói mais, muito mais, coisas desse tipo: o senhor Joesley Batista, ex-todo-poderoso dono da J&F. As voltas que o mundo dá, e ele agora está trancafiado, por irônica cilada do destino, juntamente com o seu interlocutor no tosco diálogo que gerou a frase. O nome do parceiro de corrupção é Ricardo Saud, ex-alto diretor da empresa. O irmão de Joesley, Wesley, seguiu o mesmo caminho, aquele que tem levado muita gente a sair de suas mansões, por ordem judicial, e ir morar contrariado em cubículos de nove metros quadrados, sem vaso sanitário e sem água quente. Wesley está preso sob acusação de manipular o mercado financeiro.

Falou-se de retinas. E as nossas retinas absorvendo malas e caixas de dinheiro escondidas num apartamento em Salvador, como olhos nus olhando eclipse? Igualmente isso nos fere, igualmente isso nos dói: são os R$ 51 milhões do senhor Geddel Viera Lima, ele mesmo, o bebê chorão, que chora para o juiz, que chora para o carcereiro quando vão lhe raspar a cabeça na cadeia, mas não chora quando gatuna dinheiro do povo, quando conta dinheiro do povo, quando deixa suas lombrosianas digitais no dinheiro do povo. Ah, a dor de treze milhos de desempregados olhando a dinheirama roubada nos tempos em que ele foi vice-presidente do departamento de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal. Bom, muito bom, Geddel também está trancafiado.

Cena de “O homem que matou o facínora”: a lei e a democracia vencem o tiro

Falou-se de povo. Eta povo, o quanto que essa palavra passa de boca em boca na turma do PT, como dela se apropriou a boca de Lula, do chefão da organização criminosa Lula et caterva – Lula, hoje réu em seis processos e com uma linha de montagem de denúncias e inquéritos contra si. A boca da coxa fala em povo, e não enlouquecemos não, não estamos falando que coxa tem boca, estamos dizendo é que essa coxa, apelido da presidente nacional do PT e senadora Gleisi Hoffmann no submundo da corrupção, também ela anda e desanda a falar de povo. E parece padecer de episódios persecutórios, acha agora que o língua-nos-dentes Antonio Palocci entregou tudo o que sabia de podridão de Lula porque está a serviço da CIA (chora não, leitor; ou, pelo menos, chore de rir). Pois é, Lula e Palocci eram amigos até debaixo d’água ou debaixo de milhões de dólares, e hoje é o salve-se quem puder – depondo a Sergio Moro, Lula declarou que Palocci é “frio e calculista”. Como diz a população carcerária feminina, “quando o bicho abraça playboy, a língua de playboy não tem osso” – ou seja, um deda o outro, só falta fazê-lo por ordem alfabética. Palocci, o super agente secreto americano (tem mais jeito de KGB), não honrou o ensinamento do santo que inspirou sua mãe na hora de seu batismo: Santo Antonio de Pádua. Pregava Antonio, o santo, não o Palocci: “se não puder falar bem de alguém, não fale nada”. Claro que é impossível falar bem de Lula. Então Palocci, mesmo sendo católico, resolveu falar para tentar aliviar a sua prisão. Eis, aqui, outro trancafiado.

Falou-se de organização criminosa. Inacreditável, as quadrilhas se entrelaçam, nunca se viu tanta corrupção, nunca se viu tantos milhões e bilhões desviados de cofres públicos. A impressão que dá, tamanha é a lama, é que se todas as cédulas de dinheiro pego da Viúva fossem colocadas lado a lado, com paciência de Jó se conseguiria organizá-las por sequência numérica. Como se disse, tudo se entrelaça, é um novelo. Olhe! É lama mesmo! Olhe! De onde saíram tantos facínoras? Na semana passada, Michel Temer disse que “facínoras roubam a verdade” no País. Ele se referiu apenas aos que o denunciam. ISTOÉ elege a expressão facínora em outro contexto bem mais amplo: refere-se a todos, todos mesmo, os predadores que assaltam politicamente o Brasil. É como se Temer falasse de alguns músicos; ISTOÉ fala da orquestra interina. E toda essa corrupção enoja. Tudo isso é obsceno. Tudo isso, machadianamente, “exaure” e “cansa”. Bom Machado de Assis, bom “bruxo do Cosme Velho”, o teu Simão Bacamarte, de Itaguaí, faria um belo trabalho de internação de muitos e muitos políticos dessa “Pindorama, hoje Brasil!”, de muitos e muitos empresários, de muitos e muitos empreiteiros, não fosse ele médico mas, sim, delegado da Polícia Federal. E a Casa Verde seria a Papuda. Reais e dólares, aos milhões, aos bilhões, viraram troco para corruptos e corruptores das mais diversas cores ideológicas e partidárias. Ok, bom e sábio “bruxo”, você avisou: no dia em que fosse proclamada a República, do jeito que tal proclamação estava sendo alinhavada, se veria no País uma quantidade de corruptos que o “sol jamais alumiou”.

Falou-se de corrupção. Como o poder no Brasil parou nas mãos desses delinquentes? De onde vem esse Irma de malversação do dinheiro público? Genética, a causa não é, porque a esmagadora maioria dos brasileiros é honesta, basta olharmos para os olhos da honestidade que se sabe roubada naqueles que bocejam à espera dos sobrelotados metrôs e trens e ônibus às seis da matina. Só em São paulo, oito milhões de sonolentos todos os dias. E é mão de mãe com calo puxando filho para creche, é mão de mãe com calo indo para o batente de arrumar casa dos outros, é mão de mãe com calo seguindo para a fábrica. Não, o povo brasileiro é íntegro sim. Mas há um ponto de partida para todo o nó. A República!

Falou-se de República. Não pelo fato de a República ser República, mas, isso sim, por ter sido decretada e não proclamada. Aristides Lobo, arguto observador, escreveu com maestria que o povo, atônito, pensou que se tratava de uma parada militar. Ao saber que um desafeto seu (dera em cima de sua mulher) poderia ser o chefe do novo gabinete do império (boato nascido da boca de Benjamin Constant), Deodoro da Fonseca decidiu assinar a mudança de regime, sequer em praça pública, mas nas dependências do que seria hoje uma câmara de vereadores. Aí, deu ruim para o Brasil. A chamada classe política nasceu e cresceu e espichou e engordou sem o menor compromisso popular – conceito desenvolvido pelo signatário, tristemente no Brasil “o povo é nota de rodapé, o povo é nota de pé de página”. Daí nasce o patrimonialismo. A maioria dos políticos misturando o público com o privado, o que significa, em bom português, avançar no dinheiro dos outros e receber propina para utilizar a máquina pública a favor de interesses privados.

Falou-se de tudo que anda por aí. E a saída, onde fica a saída? (antiga indagação do genial dramaturgo Oduvaldo Vianna Filha). Um dos maiores clássicos do cinema, em todos os tempos, chama-se “O homem que matou o facínora” (1962). Nele, o personagem Tom Doniphon (John Wayne) não acredita no ordenamento jurídico que começa a nascer nos EUA, a lei para ele é um revólver e um rifle. Ronson Stoddard (James Stewart), ao contrário, é um recém-formado advogado disposto a provar que a lei vence o tiro. Há um famoso bandido na história chamado Liberty Valance (Lee Marvin). Todos pensam que foi James Stewart quem conseguiu duelar e matar o facínora, mas na verdade quem o mata é John Wayne – e, importantíssimo, seu personagem evolui cultural e politicamente, abandona o cinturão e passa a pregar a soberania das leis e a democracia. Pois bem, a saída para o Brasil, a única saída, são os princípios constitucionais pelos quais o STF zela e saberá sempre zelar, até porque é essa a sua função precípua. Os onze ministros do STF serão, enfim, os homens que “matarão” os facínoras.

Transcrita da Revista Isto É

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

16 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

SOB DODGE, JOESLEY DEVE TER SAUDADES DE JANOT

Ouvido em audiência judicial nesta sexta-feira, Joesley Batista queixou-se de Rodrigo Janot. O detento da JBS não tem noção do que está por vir. Se o problema fosse o arqueiro, tudo se resolveria na segunda-feira, com a troca de guarda que ocorrerá na Procuradoria-Geral da República. As flechas passarão às mãos de Raquel Dodge. Quando a doutora começar a usá-las, Joesley talvez sinta saudades de Janot.

O ex-mecenas da política nacional reclamou da revogação do acordo de colaboração judicial da JBS. Considerou “um ato de covardia” o cancelamento da imunidade penal. “Depois de tudo que fizemos, das provas que entregamos…!” Sob Dodge, a premiação inédita nem teria existido. Entregando a mercadoria, os delatores teriam uma redução do castigo, jamais a extinção.

”Fui mexer com os donos do poder e estou aqui agora”, resmungou Joesley. “Estou pagando por isso.” A pose de empresário bonzinho achacado por políticos malvados não orna com o prontuário do personagem. Joesley e Cia. abriram o bico porque estavam cercados por seis investigações criminais. Sabiam que a Polícia Federal estava a caminho. Tinham o que entregar. Mas o áudio-pastelão que registrou a “conversa de bêbado” revelou que os delatores foram seletivos, não contaram tudo.

Para azar dos irmãos Batista, a revogação do acordo converteu-os em matéria-prima para Raquel Dodge e sua equipe. Os encrencados serão apresentados a uma expressão cara à substituta de Janot: “Reparação do dano.” Nada a ver com o conhecido acordo de leniência. Sob nova direção, a Procuradoria deve buscar no patrimônio dos mecenas as verbas desviadas do erário. Se funcionar, logo, logo haverá uma nova categoria na praça: os sem-jatinho. Ou sem-iate.

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

ATORRES – DIÁRIO DO PARÁ

16 setembro 2017 SONIA REGINA - MEMÓRIA

FRASE DE HOJE

“Os homens mais respeitados nem sempre são os mais respeitáveis”

Marquês de Maricá

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

16 setembro 2017 HORA DA POESIA

SONETO DA FIDELIDADE – Vinicius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

SÉRGIO PAULO – CHARGE ONLINE

16 setembro 2017 JOSELITO MÜLLER

NA CADEIA, JOESLEY SE RECUSA COMER QUENTINHA DA FRIBOI

PAPUDA – Suportando os primeiros dias de prisão preventiva, o empresário Joesley Safadão Batista amargou seu próprio veneno no início da tarde de hoje.

Enquanto aguardava ansioso a hora do almoço, quando pretendia degustar uma das sofisticadas iguarias servidas na cadeia, Joesley foi surpreendido com uma quentinha na qual, junto a arroz e feijão, havia um pedaço de carne Friboi.

“SÓ TEM GOSTO DE PAPELÃO, ESSA MERDA”, EXCLAMOU JOESLEY AO COLOCAR O PRIMEIRO PEDAÇO NA BOCA.

Um carcereiro que não quis se identificar afirmou que a conduta de Joesley acabou influenciando os outros presos a reclamarem da comida.

“Eles ficaram encostados nas grades gritando: ‘nós não vai comer’”, disse o carcereiro.

“AQUI TEMOS VÁRIOS ASSASSINOS CUMPRINDO PENA, MAS MATAR A LÍNGUA PORTUGUESA DESSE JEITO, COM CERTEZA SE DEU POR INFLUENCIA DESSE JOESLEY”, LAMENTOU O AGENTE.

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

PARA LULA, SÓ É CRIMINOSO QUEM REVELA OS CRIMES DE LULA

Quanto Sergio Moro aceitou a denúncia do MPF que tornou Palocci réu da Lava Jato, Lula declarou que o companheiro era uma flor de integridade

Prefeito de Ribeirão Preto de 1993 a 1996, descobriu-se que Antonio Palocci andava fraudando licitações para a compra de cestas básicas e cobrando mesadas de empresas fornecedoras da administração municipal. Imediatamente, Lula garantiu que Palocci jamais faria uma coisa daquelas. A demonstração de confiança foi reiterada em 2002, quando o chefe ordenou ao prefeito que renunciasse ao segundo mandato para comandar a coordenação financeira da campanha presidencial que levaria ao poder o candidato do PT.

A recusa dos primeiros da fila dos cotados para o cargo antecipou a chegada de Palocci ao Ministério da Fazenda, onde brilhou até meados de 2006. Começou a perder o emprego quando se descobriu que o manda-chuva da economia frequentava assiduamente a mansão em Brasília conhecida como República de Ribeirão. O ministro negou o status de freguês mais graduado do local reservado a festas ornamentadas por belas mulheres e lobistas com prontuários assustadores. Testemunha das constantes aparições do chefe, o caseiro Francenildo Costa implodiu a versão anêmica. E entrou na mira da bandidagem.

À caça de irregularidades que comprometessem a credibilidade de Francenildo, Palocci encomendou o estupro do sigilo da conta que mantinha na Caixa Econômica Federal. Imediatamente, Lula declarou que o grande companheiro jamais faria uma coisa daquelas. Fracassadas as tentativas de mantê-lo no cargo, o presidente caprichou na pose de viúva inconsolável ao despedir-se do parceiro a quem conferiu o título de “melhor ministro da Fazenda que o Brasil já teve”.

Em 2009, quando o ministro Gilmar Mendes inventou o estupro sem estuprador para absolver Palocci no julgamento do caso do caseiro pelo Supremo Tribunal Federal, Lula lançou a candidatura do então deputado federal a governador de São Paulo. Em 2010, o chefão decidiu que o ex-ministro seria muito mais útil no papel de coordenador da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Consumada a vitória do poste, o fabricante ordenou-lhe que instalasse o craque em coleta de doações eleitorais na chefia da Casa Civil.

Palocci durou pouco no emprego. Soterrado por bandalheiras que transformaram em multimilionário um despachante de negociatas fantasiado de consultor de negócios, foi despejado do 4° andar do Planalto em 7 de junho de 2011. Lula repetiu que o companheiro era inocente. Em novembro de 2016, quando Sergio Moro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal que incluiu o ex-ministro entre os réus da Lava Jato. Lula solidarizou-se com o “exemplo de integridade”.

O ex-presidente repetiu a afirmação em junho passado, depois da condenação de Palocci a 12 anos de cadeia, e derreteu-se em elogios em sucessivas entrevistas. Numa delas, protestou contra a injustiça perpetrada contra “um dos homens mais inteligentes, leais e respeitáveis” que já conheceu. Também por isso, jurou que não lhe tirava o sono uma possível delação premiada do parceiro acusado por executivos da Odebrecht de administrar pessoalmente a conta de Lula no Departamento de Propinas da empreiteira. Ninguém mais qualificado do que o Italiano para lidar com a fortuna à disposição do Amigo.

Nesta quarta-feira, no segundo encontro com Sergio Moro em Curitiba, Lula mudou de ideia. Ainda grogue com as revelações de grosso calibre feitas por Palocci na semana anterior, enxergou no velho companheiro um “mentiroso, simulador, calculista e frio”. O setentão corrupto condenado a 9 anos e meio de gaiola anda enxergando as coisas pelo avesso. O Palocci que mentia para protegê-lo é que se encaixa nos adjetivos que agora usa. Tornou-se um perigo ambulante ao começar a contar a verdade.

A discurseira do ex-presidente a caminho da morte política também confirmou que os devotos da seita se curvam sem miados a uma regra que contém apenas uma exceção. A regra: “Todo petista é inocente, seja qual for o crime que tenha cometido”. A exceção: “Não haverá perdão para quem cometer o crime de revelar os crimes do mestre”.

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

16 setembro 2017 DEU NO JORNAL

O RECORDISTA DE PROCESSOS

Carlos José Marques

Ele agora mudou de patamar.

Coleciona novas peças acusatórias em ritmo quase semanal. É denúncia para todo lado. Neste início de mês já foram três consecutivas contra ele. Mesmo quem acompanha perdeu a conta. Como réu o líder petista figura em seis processos. Sentença de condenação também não falta: quase dez anos de cadeia o aguardam por um único dos malfeitos que cometeu. A ficha corrida do ex-presidente não é para qualquer um e sim digna de criminosos de alta estirpe. Mesmo assim ele insiste em posar de injustiçado, perseguido da lei.

A lorota caiu por terra quando o parceiro de todas as horas, Antônio Palocci, deu com a língua nos dentes e relatou os esquemas nos quais Lula teria recebido a bolada de R$ 300 milhões como reserva técnica. Isso de apenas uma das empresas que lhe fazem gentilezas. Dinheirama sem fim além – é claro – de benesses imobiliárias e reformas na qualidade de mimos extras. Palocci figurava como homem da mais estreita relação e confiança de Lula.

E nessa condição relatou com requintes de detalhes o caudaloso fluxo de corrupção em torno do antigo chefe e aliado. Haja lambança. Lula, por sua vez, para não fugir ao figurino habitual, comportou-se como um dissimulado de marca maior. Em escala ascendente, as suas reações contra quem o acusa – e já somam mais de 30 delatores entre empreiteiros, correligionários, operadores e amigos do calibre de Bumlai, Delcídio e quetais – soam inverossímeis, espetaculosas. Estariam todos mentindo, menos ele. Quem não se condói de tamanha crueldade? Há poucos dias disse ao juiz Moro, em mais um dos enésimos depoimentos, que prefere “a morte” a passar por mentiroso. Por essa ótica, o enterro já deveria ter ocorrido faz tempo.

Lula mente com a cara de pau de um Pinóquio incorrigível. Na semana passada, quando confrontado com as evidências de propina dada a seu instituto, chegou ao limite de dizer que não participava da direção executiva da organização. Figurava somente como “presidente de honra”. Em outras palavras, deixou entender que o Instituto Lula não é propriedade dele, Lula. Saibam todos de antemão. O cacique do pau oco debocha de qualquer circunstância. Mesmo as mais constrangedoras a ele. Cria ao seu redor espetáculos deprimentes.

As passeatas recentes, organizadas durante as suas andanças pelos currais do Nordeste, reuniram meia dúzia de áulicos seguidores. Nada além. Situações anedóticas foram registradas. Tome-se, por exemplo, o comentário da presidente da agremiação petista e senadora, Gleisi Hoffman, ao tratar da devastadora paulada do antes festejado quadro partidário, Palocci. Ela alegou que o ex-ministro estava a serviço da CIA, agência de investigações americana. Patético, para dizer o mínimo. Os petistas perderam o senso de ridículo. Apegam-se a qualquer lorota em busca da única tábua de salvação que enxergam: a candidatura presidencial de Lula como saída para livrá-lo do xilindró.

Lula quer travestir-se de candidato e dessa maneira fugir da condição de investigado. Seria deveras inacreditável a situação de uma chapa a presidente encabeçada por um dos mais encalacrados malfeitores políticos de que se tem notícia, o “chefe da quadrilha”, como denominam procuradores federais. Imagine, caro leitor, o bizarro contexto desse personagem concorrendo, repleto de processos, condenações em vias de segunda instância, provas de corrupção em profusão (quatro discos rígidos referentes a pagamentos clandestinos na Suécia em seu nome também acabam de ser entregues à PF) e novas falácias em campanha?

Mais grave: na eventualidade de sair vencedor das urnas, Lula teria de apresentar-se ao Planalto com a sua ficha corrida que, entre outras razões a impedi-lo de tomar posse, esbarra diretamente na Constituição. Em um dos artigos está prevista a proibição a qualquer brasileiro de assumir a presidência da República tendo pendências com a Justiça. Surrealismo além da conta. É aconselhável acreditar no bom senso dos senhores magistrados para evitar tamanha patacoada. Lula, pela ordem natural das coisas, já está fora da corrida a Brasília – a não ser que escolha a Papuda.

O próprio partido estuda alternativas. Quanto ao faroleiro-mor dos contos da carochinha, nada mais restará que o cumprimento de penas por tantos desvios que colecionou.

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

“LUAR DO SERTÃO” POR GRUPO ECCO

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

16 setembro 2017 REPORTAGEM

UM FANFARRÃO CADA VEZ MAIS ISOLADO

A CARAVANA DESGOVERNADA – Réu em seis ações por corrupção, Lula especializou-se em jogar para a platéia

O ex-presidente Lula deve achar que o banco dos réus é um puxadinho do sítio de Atibaia. Só pode. A caminho da segunda condenação da Lava Jato, o petista entrou na nova audiência com o juiz Sergio Moro, realizada na última quarta-feira 13, em Curitiba, a destilar fanfarronices, como quem se sentisse em casa e jogasse para a plateia – a dele, claro. Faltou colocar os pés sobre a mesa. Foi agressivo com o juiz, a quem desafiou, questionando sua imparcialidade, chamou uma procuradora de “querida”, como se fosse alguém que privasse de sua intimidade, e quis discutir com Moro a condenação a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex do Guarujá. “Posso olhar na cara dos meus filhos e dizer que vim a Curitiba prestar depoimento a um juiz imparcial?”, indagou. Moro afirmou que não cabia a Lula fazer aquele tipo de pergunta, “mas de todo modo, sim”. “Não foi isso que aconteceu na outra ação”, retrucou o petista, ao que Moro respondeu: “Não vou discutir a outra ação. A minha convicção é que o senhor era culpado”. Lula chegou a elevar o tom de voz, mas não conseguiu dar explicações sobre os fatos pelos quais é acusado, numa ação por corrupção e lavagem de dinheiro: receber da Odebrecht um terreno para o Instituto Lula e ganhar de presente uma cobertura ao lado da sua em São Bernardo do Campo. Ao fim, atacou seu ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Em 2005, quando Palocci era ministro da Fazenda, o petista chegou a compará-lo a Ronaldinho, então astro do Barcelona.

Como sempre, Lula terceirizou responsabilidades. Ao dizer que a cobertura não é sua, e que pagava aluguel por ela, o ex-presidente não soube explicar por que não tinha pago os alugueis. De novo, jogou nas costas da mulher Marisa Letícia, morta em fevereiro, a culpa por ela não ter pago os alugueis. Disse que o apartamento foi alugado por sua falecida esposa e que era ela quem cuidava desse tipo de coisa. “Em 76, abri uma conta conjunta com a dona Marisa para ela administrar a casa. Passei quase 30 anos sem assinar um cheque, porque a dona Marisa fazia tudo. Foi ela que fez esse contrato”, disse Lula. Quanto à compra do terreno, afirmou que era tarefa de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula. Pressionado por acusações de delatores e colegas de partido de peso, como seu ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, Lula partiu para o confronto aberto. “Se o Palocci não fosse um ser humano, seria um simulador. É frio e calculista”. O ex-presidente foi acusado por seu antigo braço direito de agir, ao lado da ex-mandatária Dilma Rousseff, para frear a Lava Jato, além de fazer um pacto de sangue com Emílio Odebrecht para o recebimento de propinas.

TRAMA – Lula e Dilma fizeram conluio para frear a Lava Jato

Lula divide a esquerda

À medida que as ações da Lava Jato avançam, menores são as possibilidades de Lula disputar as próximas eleições presidenciais. Com o ex-presidente cada vez mais isolado, os petistas se preparam para enfrentar o eleitorado sem pai nem mãe. O próprio Lula acredita que pode ser carta fora do baralho e, na sua recente caravana pelo Nordeste, levou à tiracolo o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, “plano B” do PT. “Sem o Lula, a eleição será menos passional”, aposta Basileo Margarido, da REDE.

Marina Silva, em 2014, já atraiu para si parcela do eleitorado da antipolítica, agora espera canalizar ainda mais o voto do inconformismo. Quem também aposta em ocupar parcela do espaço que seria de Lula é o candidato do PDT, Ciro Gomes. Os trabalhistas acreditam que há uma tendência natural de unidade do Nordeste com Ciro.

Já a esquerda radical acredita que herdará parcela do eleitorado que ficou desencantado com o caminho adotado pelos petistas. Esse é o caso de Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que pode ser candidato pelo PSTU. “O projeto lulista se esgotou”, sentencia o deputado do PSOL, Chico Alencar, que trabalha para construir uma candidatura alternativa. Uma prova cabal e irrefutável do isolamento petista é que o PCdoB, um apêndice do PT desde 1989, pode até lançar candidatura própria. Cogita nomes como o do ex-ministro Aldo Rebelo. Que fase.

Uma prova inegável

Documentos encontrados pelo Ministério Público no sistema Drousys da Odebrecht indicam que pelo menos R$ 3,1 milhões dos R$ 12,4 milhões pagos por um imóvel para o Instituto Lula saíram do “departamento de propinas” da empreiteira. Os pagamentos foram feitos no exterior, através de empresas offshores ligadas a um ex-diretor da construtora. O sistema Drousys é um dos servidores usados pela Odebrecht para efetuar os pagamentos ilícitos.

No Drousys, os repasses aparecem registrados como “Prédio IL”, que seria uma referência ao Instituto Lula. Essa anotação é uma ligação direta do ex-presidente com as contas da Odebrecht fora do país. A partir disso, será possível rastrear eventuais pagamentos de propina a Lula. O Drousys, servidor localizado em Estocolmo, na Suécia, tem 1.781.624 arquivos, totalizando 2,67 terabytes de dados distribuídos em quatro discos rígidos. São e-mails, planilhas, comprovantes de pagamentos e outros arquivos e documentos que atestam os ilícitos praticados pela Odebrecht, e acima de tudo, os beneficiários das propinas milionárias.

Transcrito da Revista Isto É

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

16 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA OFENSA GRAVÍSSIMA

O colunista fubânico Alamir Longo postou comentário na coluna de Josias de Souza, também colaborador desta gazeta escrota.

Comentário este que continha um vídeo, que está no final da postagem.

Este vídeo contém um trecho da audiência do multi-réu Lula frente a um juiz federal (concursado)

No seu comentário, o nosso colunista cometeu uma ofensa pesada.

Ofendeu gravíssima e profundamente o reino animal e os bichos.

Alamir escreveu o seguinte sobre o depoente Lula, já condenado em outro processo a 9 anos e meio de prisão:

“Acuado, sem saída e mentindo feito bicho”

Os bichos, logicamente, ficaram putos com tão infame comparação.

Houve uma revolta imensa no reino animal.

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

SEMANA DOIDA

Esta semana foi digna de hospício e temos o direito de misturar fatos e piadas prontas. Afinal, o brasileiro tem esse dom de iludir a si mesmo, fazer piada de tudo e matar todo mundo de rir. Dizem por aí que é ótimo conseguir rir de si mesmo, mas vai ficando cada vez mais claro que essa conversa é mole. A cada piada dessas, só chegamos à conclusão de que estamos numa situação ainda pior, sem saída.

Geddel, morrendo de medo de tomar na papuda, alegou risco de estupro e pediu para voltar à prisão domiciliar. Prefere dar o ar da graça somente para quem conhece. Tão bobinho… Segundo Zé Simão, há risco de zoofilia, porcofilia.

Não duvidemos que essa notícia de estupro iminente tenha sido plantada exatamente para a defesa apresentar esse argumento para tirar “o porco” (segundo Renato Russo, em seu livro) da cadeia. Afinal, Eduardo Cunha chegou para uma temporada no mesmo clube de cafajestes e nem tocou no assunto. A não ser que a falta de Cláudia Cruz Credo… Afinal, Ricardo já tomou no Saud e foi pra lá também. Deve ter conversado com Geddel e o baianinho agora tá doido pra negociar uma dação e confessar que a única mala que gosta de manusear é a do dinheiro, quem requebra os quartos na dancinha da garrafa é seu irmão de-puta-do.

Provando que tem esquema de proteína animal, Joesley voltou para Sun Paolo, onde até agora nenhum preso demonstrou interesse em suas carnes podres. Esse tá preocupado é com o fato de que tem gente ticiana da vida com ele. E aí não tem acordo, não vale esse troquinho que a PGR está cobrando, porque a tanajura está indo pro brejo. O negócio é tão sério que ele até esqueceu o terço e Nossa Senhora na viagem de volta.

Janot, ao invés de pedir para cagar e sair, enlouqueceu a biruta e saiu denunciando tudo. Até Pero Vaz de Caminha vai ser exumado para explicar o emprego que pediu para um irmão na carta a El Rey de Portugal, quando relatou que Cabral descobriu um bordel a céu aberto na Bahia.

E Collor já começou a traduzir a petição de extradição da ossada de Caminha, pois só chama Janôt de Janó. Por esse detalhe, a nova PGR Dodge Dart já está desconfiada que o collorido vendeu a agência de carrões propinados e envenenados, mas está mancomunado com Cerveró nessa rima pobre. Pode ser apenas um ponto de vista da Dodge, mas Cerveró não perde o foco, está sempre com um olho na missa e outro no padre observando tudo em imagens 2D.

Enquanto isso, um juiz de São Paulo condenou um morador de rua a prisão domiciliar, por furto. Imagine a confusão para cumprir o mandado e levar esse cara para casa. O jeito foi montar uns tapumes e botar o infeliz dentro.

Noutra frente da Sala de Justiça, a Polícia Federal investiga com Batman a suspeita de que Zé Sarney teria malas escondidas no Maranhão, com cerca de R$ 1 trilhão de cruzados. Dizem que o mais difícil está sendo convencer o marimbondo de fogo que isso é apenas papel velho, que ele pode dizer onde está o tesouro do Capitão Gancho e até fazer um acordo para trocar por três pentes Flamengo (cabem em qualquer bolso e são bons para pentear bigodes e macacos).

O país desmanchando e uma enorme tribo de desocupados acampou no modelo MST na porta de um hotel em Copacabana, chorando porque Lady Gaga recebeu o espírito de Tim Maia e não vai mais se apresentar no Rock in Rio! Teve uma das bonecas inconsoláveis que saiu na defesa: “Não é nada disso, ela teve uma crise de fimose!” E outra, em desespero, gritou de lá: “Deixe de ser burra, mulher, é fibromiaugia, uma doença transmitida pelos gatos”. Aí passa um sacana com um som altíssimo no carro e, com aquela voz fanha e desmunhecada, grita: “Ela não vem mais, gentchi. Não vem mais!”, tripudiando das coleguinhas. Ô raça desunida essa de fãs de celebridades mediúnicas.

E os espíritos zombeteiros estão por aí, como prova o relato de um jantar à sós, em que Lula recebeu a visita de Marisa. Ela chegou naquele copo que enlouquece andando pela mesa, revelando todos os escondidinhos de abóbora do velhaco. Ao final, ainda avisou que Celso Daniel estava na fila para descer e dar uma palavrinha com Nine Fingers. Imediatamente, ele acionou o adévogádo João Bobo para pedir ao supremo de frango que feche todos os centros espíritas do país, para que Marisa, Celso (e todas as testemunhas que foram morridas) e Toninho do PT não façam delação premiada no além para o juiz Sergio Morro de medo.

A defesa vazada do molusco já preparou até um habeas corpus preventivo para Zé Dirceu, que andou dizendo que preferia morrer a virar delator. Afinal, não custa garantir, pois o cabra pode mudar de ideia quando passar para o plano de curso superior por supletivo e virar mal-assombro de língua solta na prova oral do Juízo Final.

Zé Sarney também resolveu apoiar essa medida de extrema unção, pois teve um palpite que Dilson Funaro também pode entrar na fila da mesa branca para falar exatamente do Plano Cruzado, daquela dinheirama escondida e do maranhão que ele guardou nas malas. Afinal, não fica bem para um homem público e notório do porte de Matusalém ter a vida exposta na privada mediúnica e tomar na ilha de Curupu.

Imediatamente, lula lelé, ainda tonto tentando achar os recibos de aluguel que doutor Moro imparcial pediu, e puto porque Marisa não contou onde escondeu esses papéis, ligou para Sir Ney, disse que ele está proibido de morrer e que vai buscar apoio para mumificá-lo em vida na própria cadeira de madeira imortal da Academia Brasileira de Letras tortas. O velho marimbondo disse que topa, desde que não falte óleo de peroba para tirar a barba e graxa Nugget para pintar o cabelo e o bigode. E para fazer barba, cabelo e bigode, pediu para arranjar recursos da conta Amigo para Edison Babão e Jáder Baralho irem junto, com a condição de arrumar graxa acaju.

Das Alagoas, Renan encrenqueiro profissional continuou com cara de paisagem, mas não escondeu o interesse a respeito do processo de transporte das tintas acaju para o outro lado da meia-noite. Afinal, o homem dos bois voadores pretende continuar se fazendo de morto para comer o coveiro da Papuda. Geddel entrou numa crise branda, nada mais do que um panicuzinho na tevê, chorando lágrimas de crocodilo. Mas isso dá e passa.

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

LULA CONSEGUIU TORNAR-SE APENAS MAIS RIDÍCULO

O PT e o MST usaram como atrativo o kit mortadela, tubaína e 50 reais. Apareceram mil pessoas

Movimentando nervosamente as mãos, a gravata modelo babador encobrindo parcialmente a barriga obscena, vincos profundos no rosto proibido para sorrisos, Lula tentou reprisar nesta quarta-feira o numerito apresentado no primeiro encontro com Sergio Moro. Desprovido de álibis, alegações atenuantes ou mesmo desculpas amarelas, o réu caprichou na pose de perseguido por juízes, procuradores, delegados da Polícia Federal, empreiteiros que o enriqueceram, diretores da Petrobras que nomeou, velhos companheiros como Antonio Palocci, todos os delatores, até o porteiro do tribunal em Curitiba. Conseguiu tornar-se apenas mais patético. E muito mais ridículo.

Lula não conversa com jornalistas independentes deste novembro de 2005, quando foi entrevistado por ex-apresentadores do programa Roda Viva, da TV Cultura. Então afundado no escândalo do mensalão, foi socorrido por entrevistadores repentinamente interessados em saber se o presidente estava satisfeito com o desempenho do Corinthians ou no que tinha a dizer sobre questões transcendentais – a vida e suas implicações, por exemplo. Mas três ou quatro jornalistas sem medo de cara feia bastaram para escancarar a nudez do reizinho sem argumentos e sem vergonha.

O ex-presidente só fala para plateias amestradas desde 2007, quando foi desmoralizado na abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio com a histórica vaia no Maracanã. Passados 10 anos, tornou-se o único líder de massas do planeta que só fica próximo da massa nas macarronadas do domingo com a família. Para recepcionar o chefe condenado a 9 anos e meio de prisão por corrupção, o PT e o MST usaram como atrativo, nesta quarta-feira, o kit mortadela, tubaína e 50 reais. Apareceram mil pessoas. Qualquer procissão de vilarejo junta mais gente.

* * *

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

16 setembro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

O DIA LUCULIANO

Nenhum episódio da vida real (mal-avisado, traiçoeiro, de sabor acre, desventurado ou insidioso) se furta ao dever de prestar um favor.

Exemplo disso é o caso Gedel. Mesmo sem querer, Gedel acabou prestando um grande favor à maioria, esgarçada, dos brasileiros. Essa gente, – milhares no aflitivo ofício de pedinchar e outros milhares presos ao cabresto da escravidão consentida – embora habilidosa no reconhecimento e contagem de moedas de tostão, de vintém e de pataca, mastigava o desejo de vir a conhecer, ainda que pela televisão, uma cédula de cem reais.

Esse sonho tornou-se realidade a partir do descuidado gesto de Gedel: mostrou aos brasileiros, vincados pela miséria, não apenas uma nota de cem reais, mas um apartamento abarrotado de malas recheadas dessas notas cuja monta só foi possível porque a esse banco central particular acorreram várias máquinas de contar dinheiro; estas, aliás, por pouco não queimaram de tanto trabalhar ininterruptamente.

Toda essa ostentação – de invejar a opulência do político romano Licínio Lúculo (118-56 a.C.). – faria o irreverente escritor Orlando Tejo, (se acaso tivesse contemplado a cena) proferir a seguinte exclamação: brasileiros oprimidos pela corrupção, mais que vítimas da ignominiosa escravidão social, vocês são vítimas da desgraça de não terem morrido!

Outro brasileiro que por certo expressaria sua indignação seria o Antônio (Frederico de Castro Alves). Se tivesse assistido o dia Luculiano (remodelado para o dia gedeliano) diria mais ou menos assim:

Senhor Deus dos desgraçados, dizei-me Vós Senhor Deus se é delírio ou verdade tantas chagas sociais fabricadas por triunfais gatunos da política, aliás, recalcitrantes na pertinácia de ceifar em searas alheias?

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

16 setembro 2017 REPORTAGEM

A TRAJETÓRIA DE MÉDICO A MONSTRO

O ex-ministro Palocci saiu da condição de protegido de Lula para um ser desprezível aos petistas

A história do relacionamento do ex-ministro Antonio Palocci com o ex-presidente Lula é digna de um filme de amor que termina em tragédia, com ódio mortal no final. Palocci entrou na história do PT como um médico de periferia, militante do movimento de esquerda Liberdade e Luta (Libelu), que logo ascendeu no partido, muito respeitado por Lula, mas que hoje se transformou num monstro para os petistas. Lula passou a nutrir uma admiração especial por Palocci quando ele ainda era prefeito de Ribeirão Preto. Foi o escolhido para substituir o prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002, na coordenação de sua vitoriosa campanha para presidente naquele ano. Eleito, Lula foi a Ribeirão Preto e fez um apelo em praça pública para que Palocci largasse a prefeitura e assumisse o Ministério da Fazenda de seu governo. Confiança máxima.

O que não se sabia, e agora a delação desnuda, é que Palocci, a partir dali, passaria a ser o homem da mala de Lula, arrecadando recursos junto a empresários paulistas e até entregando dinheiro vivo ao ex-presidente. Na negociação de sua delação premiada com o Ministério Público Federal em Curitiba, onde está preso, Palocci já disse o que a ISTOÉ antecipou em maio: a Odebrecht disponibilizou R$ 300 milhões para o PT e Lula em 2010 e que seu assessor Branislav Kontiac, o Brani, chegou a entregar a Lula em 2012 mais de R$ 13 milhões em dinheiro vivo. Pessoalmente, Palocci diz que repassava pacotes com até R$ 50 mil para o ex-presidente. Quando alguém, que era carne e unha de Lula, dá detalhes como os fornecidos por Palocci, poucos duvidam da veracidade dos fatos.

Desvios no Instituto Lula

Na sua delação, Palocci conta como ajudou a gastar os R$ 300 milhões de Lula e do PT contabilizados no “departamento de propina” da Odebrecht. Lula, que tinha a alcunha de “amigo”, chegou a ter em um saldo de R$ 40 milhões em 2012 só para suas despesas pessoais. Mas só Palocci tinha autorização para sacar o dinheiro, como revelou o empresário Marcelo Odebrecht em depoimento ao juiz Sergio Moro. Palocci disse também aos procuradores que o ex-presidente desviou dinheiro doado ao Instituto Lula para custear despesas pessoais e de membros de sua família. De acordo com o ex-ministro, o caixa paralelo do instituto era administrado por Paulo Okamoto, presidente da entidade. Ainda no acordo de colaboração premiada, Palocci afirmou também que a atual presidente do PT, Gleisi Hofmann (PT-PT), se beneficiou das maracutaias do partido para ajudar empreiteiras. Segundo o ex-ministro, o PT ganhou R$ 50 milhões da Camargo Corrêa em 2009 para ajudar na anulação da Operação Castelo de Areia. Parte do montante foi repassada para a campanha de Gleisi em 2010.

Transcrito da Revista Isto É

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

16 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

ECONOMIA SERVE DE ÁLIBI PARA ABAFAR CORRUPÇÃO

O Planalto enterrará no plenário da Câmara a segunda denúncia contra Michel Temer com um discurso ensaiado. Adestrada e municiada com indicadores econômicos, a infantaria de deputados governistas entoará um coro com dois refrões. O primeiro diz que a recessão ficou para trás. O segundo afirma que as investidas do quase ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot não passam de flechadas irresponsáveis que podem frear o avanço da economia.

Não há em Brasília quem aposte uma cédula de real na hipótese de a Câmara autorizar o Supremo Tribunal Federal a dar andamento às investigações contra Temer e a quadrilha que Janot enxerga no coração do governo. A oposição não tem musculatura para cravar no painel eletrônico os 342 votos de que precisa. E Temer atrairá sem dificuldades o mínimo de 172 deputados que, subtraídos do total de 513 votos disponíveis na Câmara, impedirá seus rivais de atingirem a marca mágica dos 342.

A tática do governo convive, entretanto, com um grave paradoxo. Para sepultar a nova denúncia, Temer desperdiçará o tempo e a energia que lhe faltam para aprovar a reforma da Previdência. Em português claro: junto com as acusações de Janot, os deputados devem enviar à cova a pretensão do governo de mexer nas regras previdenciárias. Se isso acontecer, como parece provável, a recuperação da economia, mais lenta do que seria desejável, caminhará em ritmo de lesma.

Quer dizer: Temer conseguirá evitar a realização do pesadelo da queda. Mas não conseguirá realizar o sonho de passar à história como “presidente reformista.” Não deixará de se vangloriar de ter parado de cavar o buraco que Dilma Rousseff converteu em abismo. Mas tende a ser visto pela posteridade como alguém que testou os limites da paciência do brasileiro, ressuscitando a tese de que supostas realizações de um governante perdoam todos os seus meios. No passado, esse fenômeno costumava ser chamado de “rouba, mas faz.”

De costas para a sociedade brasileira, que lhe atribui uma taxa de aprovação de 7%, a mais baixa desde José Sarney, Temer ignora o saco cheio nacional. Voltará a oferecer cargos e verbas aos deputados. Se não for capaz de entregar a mãe de todas as reformas, como a equipe econômica se refere ao pacote de mudanças na Previdência, mesmo o brasileiro mais tolerante será levado a questionar se é mesmo tolerável um governo que se vende como reformista sem reformar seus velhos e maus hábitos.

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

16 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

SÓ ENXERGA PELO OLHO ESQUERDO

O fubânico petista Ceguinho Teimoso teve um ataque de fúria e baixou o cacete com força no colunista Josias de Souza.

Vejam o comentário que Ceguinho postou anteontem:

“Já li o texto do Josias de Souza cujo o qual a pessoa não o texto se não fosse engajadamente inimigo de Lula figadal poderia eventualmente dizer alguma coisa que tivesse lógica e fundamento mas como tudo o que ele escreve tem o viés de ódio ao Lula e ao PT isso contamina todo o raciocínio o pensamento e as idéias de modo que o texto que ele escreveu longe de ser algo que preste é como diríamos sem ofender ninguém porque os franceses usam isso direto uma merde, uma boste, uma caca, um cuêcuê.

Estou pensando se vale a pena perder tempo de ir lá colocar algum comentário atacando aquela besta.

Já em outro comentário, Ceguinho deu esta cacetada:

“Essa análise de Josias de Souza é um cu. (…) Quanto ao final da burrice escrita pelo Josias (o que digo sem querer desmoralizá-lo, nem desmerecê-lo, apenas apontando a completa e total diarreia mental), deve-se notar que, sim, Lula poderá acomodar vários Paloccis na Esplanada dos Ministérios, porque as cabeças são escolhidas com base no seu passado e presente, não no seu futuro, seu cavalo!”

No primeiro comentário, Ceguinho diz que Josias é “engajadamente inimigo de Lula figadal” e que “tudo o que ele escreve tem o viés de ódio ao Lula e ao PT”.

No segundo comentário, Ceguinho chama Josias de “cavalo

Acontece que aqui no JBF o colunista Josias de Souza já baixou o cacete em safados diversos, além de Lula, conforme vocês podem conferir nos itens que estão relacionados lá no final.

Temer, Aécio e outros figuras corruptícias, de uma banda ou de outra, já foram alvos da língua ferina e mordaz de Josias. E assim deve ser sempre a maneira de agir de um analista político isento e objetivo.

Afinal, Josias é contra Lula somente, como diz Ceguinho, ou Josias, como todo bom brasileiro sadio da visão, é contra quaisquer políticos safados e corruptos que fazem merda?

Hein?

Quem viu a maneira absurda e calhorda como Lula se comportou na última audiência em Curitiba, e analisou com atenção as respostas que ele deu ao juiz, entende facilmente que tipo de pensamento tem na cabeça as pessoas que ainda acreditam no ex-presidente depois daquele evento inesquecível.

Prestem atenção, caros leitores, nos dois textos que Josias escreveu sobre Temer (que Ceguinho classifica como “golpista“) e que estão publicados hoje no JBF. São suas duas colunas para este sábado.

Uma está em cima desta postagem, e a outra está logo abaixo.

Quanto a outras cacetadas do Josias, é só dar o clique em cada um dos títulos que estão lá no final.

Leiam e tirem suas conclusões.

Tem mais coisas. Muito mais coisas que Josias já escreveu. Fiquem à vontade pra procurar aqui no JBF.

Eu, que não tenho corruptos prediletos e enfio a pajaraca em todos eles, chega se mijo-me todinho de tanto se rir-se-me com os desatinos que Ceguinho comete a todo instante.

NA ALA DE TEMER, QUEM NÃO TEM FORO ESTÁ PRESO

CASO DO PSDB É AUTÓPSIA, NÃO DE AUTOCRÍTICA

NOVA DENÚNCIA ANTI-TEMER REACENDE CHANTAGEM

NO MUNDO DA LUA, TEMER COMEMORA “AVANÇOS”

AÉCIO TEM DE EXPLICAR POR QUE NÃO GOSTA DE TED

JANTAR DE GILMAR COM TEMER BEIRA O ESCRACHO

16 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

16 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

TEMER REAGIU À PF COMO SUPERIOR OU SUSPEITO?

Michel Temer está abespinhado com a Polícia Federal. O órgão diz ter reunido evidências de que ele e seus correligionários compõem uma “organização criminosa”. Acusa-os de praticar corrupção e outros crimes correlatos. O presidente extravasou sua irritação por meio de uma nota. “Facínoras roubam do país a verdade”, escreveu. Ficou no ar uma dúvida: Temer ainda reúne condições de reagir à PF como superior hierárquico ou responde apenas como suspeito?

A elucidação do mistério é essencial para que a plateia saiba com quem está lidando. Temer luta para ser compreendido. Precisa ser ouvido. Mas não se deve oferecer compreensão a quem merece interrogatório. Como superior, Temer falaria em entrevistas. Como suspeito, em oitivas, acompanhado dos advogados. Daí a importância de ultrapassar a questão preliminar. Afinal, não é a primeira vez que a PF gruda no presidente a pecha de corrupto.

Noutro relatório, enviado ao Supremo Tribunal Federal em junho, a PF também informara ter encontrado evidências que indicam “com vigor” a existência de corrupção praticada por Temer. O texto se refere ao inquérito sobre a JBS. Sem meias palavras, anota que o presidente recebeu vantagens indevidas em função do cargo. Menciona a mala com propina de R$ 500 mil repassada pela empresa de Joesley Batista a Rodrigo Rocha Loures, o preposto de Temer. Coisa filmada!

Agora, a PF diz ter colecionado novamente indícios contra Temer e os principais integrantes do seu grupo político – ou “organização criminosa”. Dois são ministros e dispõe do escudo do foro privilegiado: Moreira Franco e Eliseu Padilha. Três estão na cadeia: Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima.

A exemplo do relatório anterior, este também foi entregue à Suprema Corte. Servirá de recheio para uma segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente, que só pode ser investigado mediante autorização da Câmara dos Deputados.

A nota oficial da Presidência da República, que traduz com fidelidade o pensamento de Temer, reclama a certa altura: “Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais.”

Ai, ai, ai… No caso da JBS, a PF remeteu a Temer, com autorização do Supremo, um interrogatório escrito. Continha 82 perguntas. Agindo como um suspeito clássico, o suposto superior hierárquico da polícia se negou a responder.

Na sequência, denunciado por corrupção, Temer comprou com cargos e verbas públicas os votos dos deputados que enviaram o processo ao freezer. No momento, o presidente mobiliza novamente sua milícia legislativa para assegurar que o plenário da Câmara enterre a segunda denúncia, sonegando de novo ao Supremo a prerrogativa de analisar a consistência das acusações.

Considerando-se a tenacidade com que Temer nega as acusações de corrupção e, simultaneamente, evita que as investigações prosperem, o brasileiro fica tentado a dar razão ao presidente: “Facínoras roubam do país a verdade.”


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