NO TEMPO DO TOCA DISCOS

01 – Poema do Adeus – (Luiz Antonio) – Miltinho – 1962

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02 – Hava Nagila – (Folclore de Israel) – Chubby Checker – 1963

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03 – Suave é a noite – (versão: Nazareno de Brito) – Moacyr Franco – 1962

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04 – Papa-Oom-Mow-Mow – (Frazier/White/Wilson/Harris) – The Rivingtons – 1963

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05 – Amor – (Antenógenes Silva/Ernani Campos) – Rinaldo Calheiros e Silvana – 1962

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06 – Multiplication – (B.Darin) – Bobby Darin – 1962

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07 – Fica comigo esta noite – (A.Moreira/N.Gonçalves) – Nelson Gonçalves – 1962

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08 – The Wanderer – (E.Maresca) – Dion & The Belmonts – 1962

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09 – Palavras de amor – (Paulo Borges) – Alcides Gerardi – 1962

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10 – Sherry – (Bob Gaudio) – Frankie Valli & The Four Seasons – 1962

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11 – Meu ex-amor – (Adelino Moreira) – Ângela Maria – 1962

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12 – Roberta – (Bacalov/Faiella/Naddeo) – Pepino Di Capri – 1963

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13 – E a vida continua – (E.Gouveia/J.Amorim) – Agnaldo Rayol – 1962

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14 – Shame and Scandal In The Family – (Donaldson/Brown) – Shawn Elliot – 1965

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15 – Olhando para o céu – (versão: Romeo Nunes) – Trio Esperança – 1964

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16 – Datemi un Martello – (Hays/Seeger/Bardotti) – Rita Pavone – 1964

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19 setembro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)


Mundo Cordel
A HOMOSSEXUALIDADE, A DECISÃO E A NOTÍCIA

Chegou ao meu conhecimento uma manchete que, de imediato, me chamou a atenção: “Juiz Federal do DF libera tratamento de homossexualidade como doença”.

A notícia não me pareceu verossímil, diante do senso comum, hoje predominante, de que cada um deve exercer sua sexualidade com liberdade, sem sofrer discriminação ou preconceito.

Não obstante, as manifestações de protesto contra a decisão logo proliferaram nas redes sociais.

Fui ao texto da notícia. Ali, vi que a questão é sobre uma Resolução do Conselho Federal de Psicologia que regula a conduta dos psicólogos no tratamento de questões envolvendo orientação sexual. Um trecho da decisão, transcrito na notícia, permitiu-me concluir que o juiz responsável pelo caso concedeu liminar, determinando que o Conselho Federal de Psicologia não interprete a Resolução 001/1990 “de modo a impedir os psicólogos de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica da matéria, sem qualquer censura ou licença prévia por parte do C.F.P.”.

Noutras palavras, conforme o trecho transcrito na notícia, a decisão judicial não anula, revoga ou suspende os efeitos da Resolução do Conselho Federal de Psicologia. Apenas determina que sua interpretação não deve impedir os psicólogos de prestarem atendimento, dentro da sua área de atuação, com plena liberdade científica da matéria.

Para que os não versados no Direito melhor compreendam o ocorrido, é preciso observar que toda decisão judicial tem três partes: relatório, fundamentação e dispositivo. Na primeira, o juiz expõe os fatos sobre os quais irá decidir; na segunda, explica as razões pelas quais decide; na terceira, diz o que foi decidido.

Curiosamente, no dispositivo da decisão à qual me refiro agora, transcrito naquela notícia, não estava escrita uma vez sequer a palavra “homossexualidade”. Nem a palavra “doença”.

Reli o texto jornalístico ainda duas vezes, mas não consegui identificar como o autor da matéria chegara à conclusão de que teria havido liberação para se tratar a homossexualidade como doença.

Não obstante, consultei outros veículos informativos, e lá estavam as manchetes: (clique para ler)

Justiça permite tratar homossexualidade como doença

Justiça permite que psicólogos tratem homossexualidade como doença

Diante da curiosa situação, fiz o que costumo fazer nesses casos: fui em busca do texto original. Talvez na fundamentação estivessem expostas as razões que demonstrariam eventual postura contrária à adotada pela Organização Mundial de Saúde, desde 1990, como faziam questão de destacar os jornais.

Encontrei a íntegra da decisão no site jurídico JOTA. Na fundamentação da decisão, vi que o Juiz Federal que a proferiu, após realizar audiência com os interessados, fixou as seguintes premissas para desenvolver suas razões de decidir:

1ª) que, segundo a Organização Mundial de Saúde, a homossexualidade constitui uma variação natural da sexualidade humana, não podendo ser, portanto, considerada como condição patológica;

2ª) que, não sendo a homosexualidade uma doença, mas uma orientação sexual, o projeto de lei conhecido como “Cura Gay” merece críticas, e propaga ideia que não é a defendida pelos autores da ação;

3ª) que, sendo a Psicologia uma ciência da saúde, constitui dever do psicólogo aprimorar-se profissionalmente, envidando esforços na promoção da qualidade de vida das pessoas e das coletividades, baseando seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, buscando eliminar quaisquer formas de discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, nos termos de seu Código de Ética;

4ª) que a Constituição Brasileira elege, entre seus princípios, a promoção do bem estar de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, bem como a liberdade de expressão da atividade intelectual científica, dentre outras liberdades.

Foi a partir dessas premissas que o juiz concluiu que, ao proibir aos psicólogos “qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas”, a Resolução do CFP poderia, caso fosse mal interpretada, levar à conclusão de que os profissionais da Psicologia estariam proibidos de “realizar qualquer estudo ou atendimento relacionados à orientação ou reorientação sexual”. E assim, acrescentou:

“Digo isso porque a Constituição, por meio dos já citados princípios constitucionais, garante a liberdade científica bem como a plena realização da dignidade da pessoa humana, inclusive sob o aspecto de sua sexualidade, valores esses que não podem ser desrespeitados por um ato normativo infraconstitucional, no caso, uma resolução editada pelo C.F.P.”

Por razões éticas, não faço juízo de valor sobre decisões judiciais, seja para concordar com elas, seja para delas discordar. Aqui também não o farei. Logo, não emitirei opinião sobre a decisão estar certa ou errada, ou sobre ser justa ou injusta.

Posso, no entanto, dizer, sem entrar nesse mérito, que continuo sem encontrar, em nenhuma parte da referida decisão, qualquer sinal de autorização para o tratamento da homossexualidade como se fora doença, ou aprovação para a chamada “cura gay”.

Ao contrário disso, a decisão parte da premissa de que a homossexualidade não é doença, mas uma orientação sexual, e que a Psicologia deve abordar o assunto sopesando a dignidade da pessoa humana com a liberdade científica. Conclui, assim, que a resolução do CFP não pode ser interpretada de forma a inviabilizar “a investigação de aspecto importantíssimo da psicologia, qual seja, a sexualidade humana”.

Noutras palavras – e segundo meu entendimento – a conclusão à qual chegou o juiz em tal decisão, é a de que, se a pessoa, independentemente de sua orientação sexual, busca atendimento psicológico, em razão de sua sexualidade, o profissional da psicologia deve estar livre para prestar o atendimento. E deve fazê-lo sem adotar condutas preconceituosas ou discriminatórias, respeitando a dignidade da pessoa interessada, e lançando mão do conhecimento científico do qual dispõe.

Se tal conclusão é a mais acertada, adequada ou justa, não compete a mim dizer. Mas, quanto mais leio a decisão, mais me convenço de que as notícias que têm sido publicadas sobre ela – a exemplo das aqui citadas – estão amplamente equivocadas.

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

19 setembro 2017 EVENTOS

PARA OS FUBÂNICOS DE OLINDA E RECIFE – CRISTIANA LOBO NO PATTEO OLINDA SHOPPING

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

FRED – CHARGE ONLINE

19 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

DODGE PRECISA DEMARCAR O TERRENO RAPIDAMENTE

Finalmente, o jogo começou para Raquel Dodge. Existe uma grande curiosidade nas arquibancadas para saber como ela se comportará em campo. A conjuntura provoca apreensão: corrupção endêmica, Legislativo apodrecido, Executivo carcomido e Judiciário politizado. Com a Lava Jato sob ataque, a nova procuradora-geral da República precisa adotar nos primeiros minutos de sua gestão um estilo que destoa de sua aparência de frágil senhora.

Raquel Dodge faria um enorme bem a si mesma se observasse uma lei não escrita do futebol. Prevê que a primeira entrada de um zagueiro no atacante adversário precisa ser dura, para que o sujeito saiba com quem está lidando. A nova chefe do Ministério Público terá de conquistar a confiança da torcida. E não há outra maneira de fazer isso senão impondo o respeito que a autoridade do cargo exige.

Respeitabilidade não se confunde com o lançamento cenográfico de flechas. Ao contrário, exige mais método e menos gogó. Um comportamento de zagueiro inspiraria Raquel Dodge a ser implacável, por exemplo. com Marcelo Miller, o ex-procurador que assessorou os delatores da JBS. A suspeita de que o personagem fez jogo duplo precisa ser passada a limpo – mesmo que, para isso, a biografia da banda arqueira da Procuradoria tenha que ser passada a sujo.

O Supremo Tribunal Federal decide na quarta-feira o que fazer com a segunda denúncia que corre contra Michel Temer. A defesa do presidente pede que a peça de Rodrigo Janot seja mantida no freezer até que se decida o que fazer com as provas fornecidas pelos delatores Joesley e Wesley Batista.

Um ânimo de zagueiro levaria Raquel Dodge a entrar de sola nos delatores seletivos da JBS e a defender com vigor: 1) o aproveitamento das provas obtidas enquanto vigorava o acordo de colaboração premiada; e 2) o envio imediato da nova denúncia contra Temer à Câmara, para apreciação dos deputados.

Nunca na história da Procuradoria-Geral uma troca de comando gerou tanta expectativa. Há uma grande torcida pelo saneamento dos métodos do órgão. Em condições normais, a substituta de Janot seria beneficiada com um período de tolerância, para ganhar ritmo de jogo e demarcar seu território.

Entretanto, a atmosfera deteriorada intima Raquel Dodge a entrar como um zagueiro no calcanhar do adversário, estabelecendo rapidamente seu domínio na grande área. Sob pena de converter a energia da arquibancada em combustível para a vaia.

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

DE CABRA QUE FOI PRESO

– Pereira, ô, Pereira – gritava Claudinho de Tantico, visivelmente embriagado na frente da Delegacia de Polícia, chamando por um dos soldados e tombando de um lado para o outro.

E como o policial não saía logo da cadeia, os gritos se refaziam cada vez mais altos. Até que outro militar acordou e resolveu investigar de onde vinha a gritaria.

– Que merda é essa, rapaz? – perguntou o guarda pela janela frontal do prédio, pondo um boné na cabeça e ajeitando o cinto.

– Quero ser preso – respondeu Claudinho com decisão.

– Que pôrra é, hômi? Por que você quer ser preso?

– Porque eu sei que serei mesmo, então já ‘tou me adiantando – argumentou Claudinho subindo os batentes da cadeia.

– Ei, pode ir parando por aí. Não vou lhe prender, não.

– Ora não! Vai que eu quero. Já ‘tou bebo, quero ser preso e abra logo essa porta.

– Hômi, vai curtir tua cachaça noutro canto, rapaz! – irritou-se o guarda fechando a janela.

Claudinho continuou insistindo, gritando, esmurrando a porta, promovendo uma arrelia enorme, reafirmando que queria ser preso.

O soldado abriu a porta, pegou-lhe pelo braço e foi deixá-lo no outro lado da rua, com puxões, empurrões e impaciência indisfarçada.

– Mas o cabra vê cada coisa mesmo. Vá pra casa e deixe de perturbação, ‘tá ouvindo? – ordenou soltando-lhe.

Claudinho aprumou-se, cambaleou mais um pouco e quando percebeu que o policial já entrava de volta na cadeia gritou com força:

– Meganha frouxo! Nem pra me prender serve. Mas eu vou ser preso de todo jeito!

Aí, foi demais! O soldado freou no salto do coturno chega riscou o chão de preto. Calado estava, calado ficou quando pegou Claudinho pela parte de trás da gola da camisa e calado continuou quando fechou o cadeado da cela, com “o elemento” jogado dentro.

Cerca de meia hora depois o delegado chegou e soube do episódio.

Cerca de uma hora depois uma mulher bateu palmas na frente da delegacia. Queria falar com o delegado. Foi introduzida na sala da autoridade e questionada sobre o que queria.

– Doutor Delegado, sabe Claudinho, aquele que o povo chama de Beto Barbosa? – perguntou ao delegado. Mas, sem dá tempo de resposta continuou: – Pois aquele bicho ruim bebeu e comeu desde ontem no meu bar e saiu sem pagar. Então, eu vim aqui pro senhor mandar pelo menos prender ele.

Neste instante se ouviu de dentro da cela:

– Ih, carecou sua “otára”. Eu cheguei primeiro.

“Coisas do Acary do meu Amor”, deste colunista

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

19 setembro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MIGUEL FANINI – TEÓFILO OTONI-MG

Amigo Berto,

Veja esta vídeo.

Está uma gracinha. Publique para os amigos leitores do JBF.

Quem vai gostar é Goiano.

Abraços mineiros.

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

CHICAGO, BOSTON OU MÉRIDA?

Recordaçoes hilárias do Prof. Dr. Phd Goyambú Bigeyes

Eu era menino pequeno lá no interior deste Brasil imenso, ainda me chamavam de Goyambuzinho, e freqüentava o ginásio, que então se chamava Ruy Barbosa com ipicylone.

Tínhamos um professor muito engraçado, e competente, e o que mais nos fazia rir era um defeito dele no modo de falar. Ele tinha morado no Rio de Janeiro e por isso, além do exagero no “s” puxado, pronunciado como se fosse um “x”, ainda tinha um problema de dicção que tornava sua fala muito diferente.

Um dia ele decidiu resolver um problema da turma toda, que era o de os alunos não memorizarem nomes e datas, dentre outras coisas que faziam parte dos ensinamentos escolares.

Disse-nos ele: – Vou fager com vochêch algunch egerchíchioch de mnemônica, que é uma técnica utilizada para memorizar ach coisach.

Bem, para não ficar muito difícil de entender a representação escrita da fala dele, vou reduzir as falas diretas, diminuir as representações e falar algumas vezes por ele.

Ele disse que iríamos começar com algumas coisas meio chulas, para despertar bastante o interesse da turma e treinar a mnemônica. Pediu atenção.

– Digamos que vochês precisam lembrar o nome de uma cidade muito conhechida dos Estados Unidos em uma prova, e a questão diz que é a mais populosa do Estado de Illinois. Pois bem, bastaria vocês, ao estudarem, relacionarem o nome da cidade, Chicago, a uma necessidade fisiológica. Podem relacionar assim: “não chei chi mijo ou chi cago”. Pronto! Na hora da prova essa aí vocês nunca errariam

Ficamos todos entusiasmados com a novidade quando ele propôs mais um exemplo.

– Voltando aos Echtados Unidos: diga aí você, Robertinho (e dirigiu-se a um dos mais bagunceiros da classe): A mnemônica para o nome de uma outra importante cidade norte-americana são “dejetos intestinais”. Qual seria essa cidade?

E o Robertinho, de pronto:

– Pêidon!

O professor riu e corrigiu:

– Não, Robertinho! Passou perto, muito perto! Mas, o nome da cidade é Boston!

Foi quando Joãozinho, o mais safadinho da classe, levantou a mão e perguntou ao mestre, sob gargalhadas gerais:

– Professor, o senhor já foi à Mérida?

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

19 setembro 2017 PERCIVAL PUGGINA

LULA, TAL QUAL AS AVES DO CÉU

Não tive a pachorra de ouvir todo o interrogatório de Lula ante o juiz Sérgio Moro. O pouco que vi, convenceu-me que de três uma: ou o ex-presidente é absolutamente responsável por tudo de que é acusado e deve ser mantido longe do convívio social, ou é absolutamente irresponsável e deve ser mantido longe do convívio social, ou é como as aves do céu.

Nunca em meus 72 anos vi um indivíduo adulto, cercado de advogados, ser e se dizer tão alheio a tudo que pessoal e financeiramente lhe diga respeito. À sua volta se acumulam mecenas, vida afora, desdobrando-se em prodigalidades. Todos se preocupam com sua sobrevivência material, seu conforto, sua adega, proporcionando-lhe sítio, apartamentos, torre de telefonia celular, viagens em jatinhos luxuosos e custoso armazenamento para bens que não passavam de “tralhas, doutor”. E ele, materialmente desapegado, que há décadas não gera um real de valor, incapaz de responder quanto ganha por mês, a nada renuncia, de tudo aproveita, e de benefício algum conhece preço ou fonte de pagamento.

Na terceira possibilidade, Lula é uma ave do céu, como aquelas mencionadas por Jesus: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?”.

Agora só falta o Sérgio Moro e o TRF-4 acreditarem.

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

19 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

FRASES QUE MERECEM SER GUARDADAS COM MUITO RISO E ESPANTO

“Há muito mais políticos corretos do que corruptos, e mais interessados no bem social do que em seus objetivos pessoais.”

* * *

“Lula é um homem honesto e um político honesto. (…) E não só Lula, como outros políticos, notadamente os que pertencem ao PT.”

Goiano Braga Horta, colunista do JBF

. . .

“Fala que eu te escuto, Goiano. Petista com petista se entendemos-se bem.”

* * *

E vamos continuar se rindo-se.

Fechemos a postagem com duas pegadinhas do Mução

* * *

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

19 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

ERA DODGE COMEÇA SOB OLHARES DA “ABAFA A JATO”

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

19 setembro 2017 DEU NO JORNAL

É DE FAZER DÓ

Na ONU, Trump diz que vai destruir a Coreia do Norte se ‘não tiver escolha‘.

* * *

Coitada da escravizada e tiranizada população da Coréia do Norte, a mais feroz ditadura do mundo, aquela que é aplaudida pelo PCdoB de Banânia.

Os norte-coreanos ou vão morrer de fome ou vão morrer com as bombas americanas.

É phoda!!!

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

ED CARLOS – CHARGE ONLINE

19 setembro 2017 ALAMIR LONGO - VENTO SUL

O MONSTRINHO ASIÁTICO

Não, não foram os vulcões, as pragas, as pestes, os tsunamis, os furacões, os terremotos e outros fenômenos naturais que causaram as maiores tragédias da História da Humanidade. As grandes atrocidades foram cometidas por monstros bem conhecidos: seres humanos!

Infelizmente, volta e meia, esses fantasmas ressurgem das tumbas para nos lembrar que a tal de paz duradoura é só mais uma grande utopia.

Pois a “bola da vez” agora é um monstrinho asiático – o ditador comunista da Coreia do Norte-, Kim Jong-un, que, insanamente, insiste em querer se divertir com brinquedinhos nucleares que podem desestabilizar a já combalida paz mundial e destruir seu país.

Kim Jong-un, o monstrinho comunista ditador da Coreia do Norte

É bem verdade que a estrutura econômica da Coreia do Norte é frágil e insignificante. Seu PIB é de apenas 30 bilhões de dólares que corresponde a pouco mais de 2% do PIB da Coreia do Sul. Um verdadeiro desastre! Aliás, essa é a maior especialidade das ditaduras comunistas: destruir a economia dos países onde se instalam.

Não cabe aqui comparar o potencial bélico da Coreia do Norte com a fabulosa máquina de guerra norte-americana. Porém, assim como não se deve superestimar o poderio militar norte-coreano – que é numeroso, porém obsoleto-, também não podemos subestimar as ameaças do gordinho com cara de ursinho inofensivo. Kim Jong-un é um desequilibrado, um louco que tentará se perpetuar no poder de qualquer maneira.

Não custa lembrar que não é qualquer país que tem capacidade de lançar, com sucesso, um míssil balístico intercontinental que viaje mais de 2.500 km antes de cair. Em menos de um mês a Coreia do Norte lançou dois deles que desfilaram perigosamente sobre o Japão. Isso não é pouco. E isso, internacionalmente, é reconhecido como um ato de guerra gravíssimo.

Pela 2ª vez míssil norte-coreano sobrevoa espaço aéreo japonês

Para realizar um feito como esse, um país depende de tecnologia muito cara e avançada. E, cá entre nós, embora o ditador comunista deva estar blefando em muitas coisas que fala, o sucesso de seu país com os lançamento de mísseis balísticos é inegável.

Se os mísseis têm ou não capacidade de carregar ogivas nucleares, não se sabe ao certo. Porém, o que se sabe é que com conversa mole ninguém vai deter Kim Jong-un nessa sua louca escalada molecular.

A Coreia do Norte vem realizando sucessivos testes nucleares

Eis aí um “belo” pepino para o topetudo Donaldão resolver. Como a ONU virou uma instituição inócua e incapaz de mediar conflitos entre nações, não sei como os yankees resolverão essa parada que não é nada fácil. Com diálogo parece que não se resolverá.

A grande questão é que há uma série de complicadores que deixam os EUA de mãos atadas. Não fosse isso, era só entregar a questão para o Pentágono e tudo se resolveria num piscar de olhos.

Míssil que cruzou o Japão voou 2.700 km a uma altura de 550 km

Um desses complicadores é a posição geográfica estratégica da Coreia do Norte. Pois além de fazer fronteira com a China e a Rússia, a península norte-coreana é “colada” à Coreia do Sul. Uma ação militar, ainda que cirúrgica, seria devastadora e, provavelmente, colocaria China e Rússia no mesmo Teatro de Operações, mas em posições antagônicas aos EUA. Resumindo: seria o estopim para mais uma grande guerra.

Kim Jong-un – esse menino levado – sabe muito bem que é uma espécie de cãozinho de estimação guardado por dois enormes Pit Bulls: China e Rússia. Daí a sua valentia exacerbada. Na verdade, nesse imbróglio, há uma troca de favores: os Pit Bulls protegem o cãozinho, mas usam o vira-lata para fazerem frente à influência norte-americana na referida região.

A China, grande plataforma que garante 75% de estabilidade a Pyongyang seria a única que poderia, sem intervenção militar, causar um colapso econômico na Coreia do Norte. Bastaria cortar totalmente o fornecimento de alimentos e energia. Porém, Pequim sabe, perfeitamente, que seria um tremendo tiro no pé, pois o território chinês se encharcaria de refugiados norte-coreanos que migrariam, principalmente, para a região nordeste daquele país que já tem problemas econômicos de sobra.

A China cumprindo em parte o bloqueio econômico imposto à Coreia do Norte, até que tem reduzido a parceria econômica que mantém com Pyongyang, só que a Rússia, simplesmente, aumentou cerca de dez vezes o intercâmbio comercial com o regime de Kim Jong-un, dando fôlego ao mimado gordinho de Putin.

Como esse assunto será resolvido, francamente, não sei. O certo é que se nada for feito, o baixinho atômico – como bem definiu Nêumanne – prosseguirá em sua louca escalada nuclear que poderá atingir níveis incontroláveis num tempo não tão distante.

Como teria dito Júlio César às margens do Rubicão, antes de marchar sobre Roma:

– A sorte está lançada!.

Quem viver, verá.

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

19 setembro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SABRINA CURTI – MANAUS-AM

Berto,

a realidade vai além da ficção.

Na novela O Bem Amado, de Dias Gomes, as três irmãs Cajazeiras apoiavam o corrupto Odorico Paraguaçu.

Hoje em dia, três palermas com mandato apoiam o corrupto Lula.

A novela de Dias Gomes antecipou a realidade.

Banânia e Sucupira se parecem muito.

Lula e Odorico são iguais até na discurseira.

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O POVO (CE)

SIGAMOS!

Mote de Heleno Alexandre

Sigo em frente aprendendo com o passado
Cada dia que passa, uma lição
Sem temor de pegar a contramão
Nem tampouco de ser ultrapassado
Não humilho pra não ser humilhado
Mas não baixo a cabeça por pensar
Que um ser é austero se lutar
E por isso que eu sigo assim lutando
Na estrada da vida eu vou andando
Sem saber onde e quando eu vou parar

Sei que a vida é melhor se for vivida
Sem ganância, sem ódio ou desavença
Para alguns tem sentido sem ter crença
Para outros com um deus é dividida
Para mim basta ter uma guarida
Com uma rede e uma noite de luar
Não invejo quem busca no comprar
A razão para seguir caminhando
Na estrada da vida eu sigo andando
Sem saber onde e quando eu vou parar

O futuro pra todos é incerto
Não nos cabe fazer conjectura
O presente nos dá a estrutura
Pra seguirmos talvez no rumo certo
O porvir é esse caminho aberto
Que por ele devemos caminhar
Mesmo sem ter certeza onde vai dar
E o que é que está nos aguardando
Na estrada da vida eu sigo andando
Sem saber onde e quando eu vou parar

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

C

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

EDER – CHARGE ONLINE

19 setembro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

É PENA DE FAZER PENA…

Comentário sobre a postagem UMA OFENSA GRAVÍSSIMA

Marcos Mairton:

“Sempre me chama a atenção gente que diz que fica com pena de quem lhe causa algum mal.

Eu fico é com raiva mesmo. Depois a raiva passa. Dá lugar a um sentimento de autoproteção, que me estimula a evitar situações que me exponham a ser vítima do

mesmo algoz.

Aceito eventuais pedidos de desculpas, mantida a guarda alta.

Mas, pena de quem me fez algum mal, nunca tive.

Sequer invejo quem diz que tem esse tipo de pena, porque nunca sei se é um gesto de grandeza, arrogância ou simples mentira.”

* * *

Lula com pena de Palocci… é pena de fazer pena…

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

MEU BRASIL BRASILEIRO

Heranças de um tempo índio

A Terra Brasilis…

A tarefa do tempo é fazer chegar setembro no hemisfério sul, fazer voltar a primavera. A tarefa desta estação é fazer valer sorrir, florir, encher de cores o coração geral destas sul-americanas terras. A tarefa da floresta é verdejar, festejar a vida, reverenciar seu povo. Povo-lembrança dos arcos de um arco-íris no céu como retinas coloridas; íris dos olhos do Sabiá a mirar ainda um tempo. Livre tempo, asas que se perderam. Lágrimas de um tempo pássaro, tempo anta, tempo onça, tempo fauna, tempo flora, tempo tinta e urucum. Tempo de se andar nu. Tempo de pintar o corpo, tempo de pintar o rosto, tempo-“bugre” e caçador.

Tempo lendas, tempo arco, tempo flecha, tempo ritos, tempo rio, tempo solto imenso-mar. Tempo serras e cerrados, e sertões e caatingas, e os brejos e os riachos, veredas de buritis. Mil palmeiras, mil vales e cachoeiras, as verdes exuberâncias, as tantas cores sem fim. Lagoas de águas tão doce, os picos e as chapadas, os mangues e os seringais. Ilhas, lagos, baías e enseadas. A ímpar fertilidade! As águas tão caudalosas, aves lindas e canoras, tempo das praias mais belas, sapos, rãs, vitórias-régias, encantos por todo lado. Paraísos, maravilhas, araras e papagaios: Terra de Vera Cruz.

Tempo de banhos-cascatas , tempo-pesca em rios fartos, de pescar com pontas-setas, e de rústico “canoar”. Preparar peixe na palha, assar a batata doce, cozer em panelas de barro. Tempo de colher raízes, tempo de assar castanhas. Tempo de coco e palmito. Fabricar as arapucas, coletar frutos silvestres. Tempo de dormir em redes, tempo de enfeite e plumas, cerâmicas e cestarias. Tempo de oralidades, rito de contar histórias, rituais de reunir.

Tempo mandioca e milho, mastigar a cacimacaxera, mastigar o abatiui, fazer tudo fermentar, tempo de tomar cauim. Tempo de comer beiju. Tempo de corrupiar, tempo de girar em rito, rito-rituais de cura, ritos de celebrações. Tempo-ritos de passagem, ritos de iniciação de cunhatãs e curumins. Indiozinhos tão arredios e um tempo mata, tempo flecha, tempo chuva, tempo de ser com os bichos. Ventos de querer voltar um tempo, vento de impossível sopro, tempo de tempos assim.

Vida eternos curumins… Vento-aldeia, aldeia dos ventos e magias; pajés, caciques e ocas, e tabas de congregar. Tempos de tantas tribos, todas tribos de um tempo. Tempo Ticuna, tempo. Tempo Terena e Kaingangue, tempo. Tempo Macuxi, tempo. Pataxó e Xavante, tempo. Tempo dos Ianomâmis. Tempos Tabajaras, tempo. Tempos Caetés, tempo. Tempos Tupiniquins e Tamoios, tempo. Tempos de um tempo Tuxá, Potiguara e Guajajara. Tempo Karipuna, tempo. Tempos dos Tupinambás. Tempos Guarani-Kaiowá. Tempo Xipaya,tempo. Tempo Kamaiurá.

E ver o bambu ventar, soprar a taboca-gigante, trombeta de curar e purgar. Tempo-cerimônia, tempo. Horas xuatê, horas de lutar e brincar. Tempos de sacudir o chocalho, de brandir o maracá, rodopios pra se encantar. Pés de ritmar o toré e marcar, e dançar sagradas danças, e cantar e mais cantar. Tempos dos povos-nações, de ser uma gente feliz. Tempo Pankararu, tempo. Tempo Xucurus, tempo. Tempo Cariris. Tempo de evocar espíritos, tempo de ouvir as matas, escutar os ancestrais, se aconselhar.

Tempos Cariris-Xocós, tempos de nadar nos rios, subir nos ouricuris, em palmeiras balançando, tempos tão livres assim. Falar dialetos tantos, falar só línguas indígenas, de caçar îakaré, îagûara, inhambuxintã, de beber na Ibiaçá, de pisar firme o yby, de falar língua tupy. Tempo Tupi-Guaranis, tempo. Tantas outras etnias, tempo.Tempo litoral, tempo. Tempos de um tão lindo tempo, tempos de um Brasil que, ainda Terra Brasilis, foi berço de um tempo índio!

A herança…

Ao cair da tarde o sol vem banhar-se às águas da lagoa azul. E a lagoa inteira veste-se de dourado, celebrando cálida esse momento nu. E sorrindo acalma cada raio e aninha-os. E abraçando guarda-os consigo um a um. Mas a passarada, toda alvoroçada, logo se assanha pela hora dada. E grita bem alto e imperativa para a lua branca: ei, Selene, volta! Aparece, ó nossa, e te desencanta. Vem, que és tu agora!

E a lua desperta, tão silente e sábia, só espia ao longe, aquela magia. Já a natureza, esgueirando-se então, traja-se numa outra, ao trocar de roupa. E acalentando ela a própria escuridão, canta e adormece. Mas só dormita a bela, que a preguiça é pouca. Rebulindo-se à noite feito ventania, faz-se acordada e viva noutra sinfonia. Que sibila, e chia, e estrila, e pisca e pirilampa e acende, e se acende e não. E haja cantiga, e haja cantiga. Repetida e quanto, tão comprida e tão… Quem esquece?

E ali na água, quem é que coaxa, quem é que se arrisca? É o sapo, é o sapo, aquele enfunado, já inflando o papo. E a dona coruja, o que é que pia, o que nos avisa? Avisa da morte, avisa da sorte da casa vizinha? Qual nada, qual nada, ela arregala é mesmo os enormes olhos da sabedoria. E em rasgando o manto, em voo já pleno, bem longo assobia: ooolhe, ooolhe, ooolhe, vem rompendo aurora, vem nascendo o dia!

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

PERNAMBUCANOS ILUSTRES XXXVII

Múcio Leão 1898-1969

Múcio Carneiro Leão nasceu no Recife, em 17/2/1898. Escritor, poeta, jornalista, crítico literário e orador. Realizou os primeiro estudos no ginásio Pernambucano e, em seguida, ingressou na Faculdade de Direito, onde seu pai era professor. Diplomado em 1909, logo mudou-se para o Rio de Janeiro.

Começou como redator do Correio da Manhã, além de exercer a crítica literária atraindo a atenção dos colegas e dos escritores da época. Em 1924 foi trabalhar no Jornal do Brasil, onde trabalhou por longa data. Em 1934, com a morte de João Ribeiro, substituiu-o na coluna de crítica literária. Paralelamente, exerceu diversos cargos e comissões públicas: oficial de gabinete do Ministro da Fazenda (1925); fiscal geral das Loterias (1926); agente fiscal do Imposto de Consumo (1926); presidente da Comissão de Teatro do Ministério da Educação (1939) e professor de Jornalismo da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil (1948-1967).

Em 1935 entrou para a ABL-Academia Brasileira de Letras, e na condição de um homem organizado com tino administrativo, logo foi empossado como segundo-secretário (1936); primeiro-secretário (1937, 1938); secretário-geral (1942, 1943, 1946 e 1948) e presidente da ABL, em 1944. Era também um documentalista por vocação e organizou inúmeras publicações, notadamente a obra crítica de João Ribeiro: Estudos críticos (1934), Clássicos e românticos brasileiros (1952), Os modernos (1952), Parnasianismo e Simbolismo (1957), Autores de ficção (1959), Críticos e ensaístas (1959), Filólogos (1961), Historiadores (1961). Na ABL deu especial atenção à organização de seu Arquivo, que atualmente leva seu nome.

Em 1941, junto com outros intelectuais, como Cassiano Ricardo e Ribeiro Couto, fundou o jornal “A Manhã”, criando ali um caderno literário “Autores e Livros”, que se transformou numa vasta e preciosa história da literatura brasileira (11 volumes de 1941 a 1950). Em 1951 foi eleito sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, onde proferiu uma série de palestras sobre o título O pensamento de João Ribeiro, publicadas na Revista do IHGB, em 1961. Como poeta,

“Poeta, ser estranho, ser enigmático entre os seres!
Vejo-o, isolado das cores, das formas e das ideias,
Isolado, nessa crepuscular solidão que o acompanha”.

Manuel Bandeira, enquadrou-o dente os poetas, que tendo iniciado no Simbolismo, “se definirão mais completamente na corrente modernista”.

Foi um escritor profícuo e publicou ensaios: Ensaios contemporâneos (1923), Atividades jornalísticas de Joaquim Nabuco, (1949) Emoção e harmonia (1952), Salvador de Mendonça (1952), Capistrano e a cultura nacional (1953), José de Alencar (1955), O pensamento de João Ribeiro (1960); romances: No Fim do Caminho (1930), Castigada (1934): contos: A promessa inútil e outros contos (1928), Prêmio de pureza (1931); conferências: O Romance de Machado de Assis (1952), A poesia brasileira na época colonial (1954), O Contista Machado de Assis (1958) e poesias: Tesouro Recôndito (1926), Os países inexistentes (1949) e Poesias (1949).

Faleceu em 12/ 8/1969. No ano do seu centenário – 1998 – a ABL publicou sua biografia, escrita pelo acadêmico Murilo Melo Filho.

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

O FURACÃO SEM NOME QUE DEVASTA O RIO DE JANEIRO

“Artistas e intelectuais” nascidos no Rio ou cariocas naturalizados não tem tempo a perder com a cidade sem lei

Graças ao caudaloso noticiário sobre tragédias ocorridas em outras paragens do planeta – provocadas por fenômenos naturais ou seres tecnicamente humanos -, milhões de brasileiros chamam pelo nome os furacões Irma, Kátia e José, sabem que vem aí o Maria, medem pela escala Richter a força do terremoto no México, atualizam a contagem dos mortos em outro atentado terrorista em Londres e acompanham em tempo real a marcha da insensatez na Coreia do Norte desgovernada por um maluco atômico.

Concentrados nas turbulências internacionais, e também de olho no cortejo de infâmias descobertas pela Lava Jato, esse mundaréu de leitores, espectadores e ouvintes parecem sem tempo para horrorizar-se com tragédias em curso logo ali. No Rio de Janeiro, por exemplo. Entre tantas outras abjeções, bandalheiras, safadezas e patifarias, a quadrilha liderada por Sérgio Cabral – que agiu o tempo todo com as bênçãos e o patrocínio dos presidentes Lula e Dilma Rousseff – incluiu em seu legado maldito um Rio reduzido a zona de exclusão.

O Estado brasileiro deixou de existir nos territórios conflagrados, reafirmaram as trocas de chumbo do fim de semana. Neste fim de semana, por exemplo, a intensificação da guerra pelo controle do tráfico de drogas na Rocinha produziu centenas de cenas que poderiam ser inseridas sem retoques num documentário sobre a Síria. Os tiroteios foram mais apavorantes que os registrados há sete dias. Serão menos inverossímeis que os da semana que vem.

Que fim levaram as Unidades de Polícia Pacificadora, as festejadas UPPs, a invenção genial do governador canalha? O que restou das modernidades inauguradas com foguetório e discurseira pelo presidente megalomaníaco e pela sucessora afundada na mitomania? Cadê as tropas do Exército que ali pousaram há pouco mais de um mês, prontas para resgatar os incontáveis quilômetros quadrados amputados a bala do mapa do Brasil?

O Rio agoniza sob o olhar distraído do restante do Brasil e sob a cínica indiferença de boa parte da gente que mora lá. Sobretudo dos “artistas e intelectuais” nativos ou cariocas naturalizados. Esses, como se sabe, estão ocupados demais com a preservação da Amazônia para perder tempo com uma cidade sem lei.

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

19 setembro 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


MULHERES COMPOSITORAS DE PERNAMBUCO – ANASTÁCIA

Anastácia

Tal qual Almira Castilho (com Jackson do Pandeiro), Anastácia foi casada e formou uma grande parceria musical com outro dos grandes nomes da música brasileira, mestre Dominguinhos.

Se Almira cantou, compôs e participou de dezenas de filmes, Anastácia teve uma carreira solo, antes e depois de seu casamento.

Anastácia (Lucinete Ferreira, cantora de compositora, nasceu no Recife-PE, em maio de 1941. Seu interesse pela música surgiu muito cedo, aos sete anos de idade.

Nesse tempo, acompanhava um cantador de cocos, na Macaxeira, bairro da capital pernambucana.

Iniciou a carreira em 1954, cantando na Rádio Jornal do Commercio, interpretando canções criadas e gravadas no Sudeste, principalmente os sucessos de Celly Campello.


Anastácia e Dominguinhos, em 1976, programa especial, de Fernando Faro

Em 1960, transferiu-se para São Paulo, onde passou a cantar gêneros nordestinos. Fez shows pelo interior, participando da “Caravana do Peru que Fala!, com Silvio Santos. Em seguida apresentou obras da dupla pernambucana Venâncio e Corumba.

Foi nessa época que recebeu o nome de Anastácia, dado pelo produtor, cantor e compositor Palmeira, então diretor da Chantecler.

Gravou seu primeiro disco em 1960, com as músicas “Noivado Longo”, de Max Nunes, além de “Chuleado”, “A Dica do Deco” e “Forró Fiá”, todas de Venâncio e Corumba.

Em meados da década de 1960, conheceu Dominguinhos, num programa de Luiz Gonzaga, na extinta TV Continental do Rio de Janeiro. Casou-se com Dominguinhos e participou de uma caravana artística com o “Rei do Baião!. Compôs com seu parceiro mais de 50 músicas, das cerca de 200 que escreveu.

Eu Só Quero um Xodo (Anastacia/Dominguinhos), com Anastacia

Em 1969, lançou pela RCA Victor o disco “Caminho da Roça!”, com a participação de Luiz Gonzaga nas faixas “Minha Gente”, “Eu Vou Me Embora”, de Antonio Barros, e Feira do Podre, de Onildo Almeida (o mesmo de “A Feira de Caruaru).

Gilberto Gil gravou “Eu Só Quero um Xodó, parceria dela com Dominguinhos, numa clássica versão, em 1973. Essa música recebeu mais de 20 regravações. Gil também gravou o sucesso “Tenho Sede”, de Anastácia e Dominguinhos, regravando-o em 1994 no disco Unplugged.

“Tenho Sede” (Dominguinhos/Anastácia), com Arismar do Espírito Santo, Robertinho Silva, Heraldo do Monte, Dominguinhos e Gil

Anastácia lançou cerca de 30 discos, constituindo-se num dos maiores nomes do forró. Suas músicas foram gravadas por Nana Caymmi, Claudia Barroso, Jane Duboc, Dóris Monteiro, José Augusto, Ângela Maria, Gal Costa e outros.

Semana que vem tem mais.

19 setembro 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE


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