20 setembro 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT


Mundo Cordel
JOELHO DE GALINHA

Quando o Glauber chegou acompanhado da Joana ao churrasco do Antero, os amigos pensaram que ela seria apenas mais uma namorada de fim de semana. Afinal, ninguém mais tinha esperança que ele ainda viesse a pensar em casamento. Aos quarenta e um anos, fugia de relacionamentos sérios e prolongados. Casar, então…

– Nem pensar, meu amigo! Gosto da minha vida de lobo solitário.

Só que, com a Joana, foi diferente. Não era a moça mais bonita que já tinha aparecido na companhia do Glauber, mas tinha uma simpatia que agradava a todos. Logo fez amizade com as esposas de alguns amigos dele, que passaram a apoiá-la e torcer por ela.

– Glauber, tá lembrado do meu aniversário sábado, né? – intimou, certa vez, o Geraldo. – Agora, tem o seguinte: a Lenira pediu que tu leve a Joana.

Lenira era a mulher do Geraldo. Uma das principais apoiadoras da Joana. Um pedido dela tinha peso dois, no mínimo. E, nesse caso, não era nenhum sacrifício atendê-la. Tanto que seis meses já haviam se passado sem que o Glauber trocasse de namorada.

Um dia, ele abriu o jogo para o Geraldo:

– Geraldo, eu tô começando a levar a sério essa ideia de casar com a Joana. Esse meu relacionamento com ela é mesmo diferente dos outros que eu tive.

Geraldo gostou da conversa e incentivou o amigo. Falou do lado bom de compartilhar alegrias e tristezas com uma companheira, de uma vida mais estável, de filhos, família e tudo mais que lembrou de dizer.

O Glauber acabou dando o resto do serviço:

– Pois é. Mas eu quero fazer tudo do jeito tradicional. Domingo vou almoçar com os pais dela, aí a gente marca a data pra oficializar o noivado.

E assim foi. No domingo seguinte, não se teve notícia do Glauber. Todo mundo sabia que ele estava dedicado à família da noiva. Ninguém queria atrapalhar.

Mas, veio a segunda-feira, a terça, a quarta, e nada de o Glauber comentar sobre o almoço com ninguém. No grupo de WhatsApp, nenhuma palavra. Alguns amigos telefonaram perguntando, mas ele foi monossilábico nas respostas: “Normal”, “Tudo bem”, “Tranquilo”. E mudava de assunto.

O mistério só seria esclarecido na quinta-feira, quando o Glauber chamou o Geraldo para tomar um chope. Parecia ansioso para desabafar. A primeira rodada nem havia sido servida e já entrava no assunto:

– Desisti do noivado. E do casamento também, é claro.

– Que é isso, cara? O que houve?

– O almoço. Tomei a decisão na hora do almoço.

– Tô besta. Foi a comida? – perguntou o Geraldo, tentando sorrir, mas espantado com a novidade.

– Foi.

– Sério?

– Sério, mas deixa eu explicar.

O garçom chegou com o chope. O Glauber bebeu de uma vez quase metade da caneca. Respirou fundo e retomou a conversa:

– Quando eu cheguei lá, a Joana disse que ela mesma tinha feito o almoço. Galinha ao molho pardo. Me animei todo. Tu sabe que eu gosto de galinha à cabidela. Na hora de servir, a mãe dela perguntou: “Qual o seu pedaço preferido?”. Respondi que a coxa.

– Até aí, normal. Porque tu sempre quer a coxa…

– Sim, mas aí é que tem o detalhe. Espera, que essa parte é importante – tomou outro gole de chope e prosseguiu. – A Dona Odília serviu a coxa da galinha pra mim. Mas o osso tava quebrado…

– Como assim?

– O osso da coxa, o fêmur, tava quebrado. Quer dizer, não era só quebrado. Era quebrado e faltando a parte que tem menos carne. Faltou o joelho da galinha. Pronto. Foi isso.

Fez-se uma pausa na conversa. Geraldo conhecia o Glauber há muitos anos. Sabia que ele gostava de galinha cozida, ainda mais ao molho pardo. Mesmo assim estava completamente surpreso. Como a falta do joelho da galinha poderia ter dissolvido aquele namoro tão promissor? Não precisou perguntar. Após mais um gole, o Glauber prosseguiu na narrativa.

– O problema, Geraldo, é que sou doido por joelho de galinha. Toda vez que eu peço a coxa, eu quero mesmo é o joelho. Sempre foi assim. Aí, quando eu vi aquele pedaço incompleto da galinha, perguntei, sem pensar: “Cadê o joelho?”. E foi aí e a Dona Odília me salvou de um casamento fracassado.

– Não consigo imaginar o que ela possa ter dito – comentou o Geraldo em total incredulidade.

– Ela disse: “Ah, meu filho, quando é a Joana que prepara a galinha, não tem perigo de vir joelho pra mesa! Ela come os dois lá mesmo na cozinha!”. Entendeu agora?

– Mais ou menos…

– Então, deixa eu explicar melhor. Geraldo, tu já imaginou eu casar com a Joana, e nunca comer os joelhos da galinha que ela prepara? E, mesmo quando a gente comesse a galinha num restaurante, eu ia ter que deixar os joelhos pra ela! Pra comer um joelho de galinha, eu teria que almoçar sozinho. Já pensou eu indo almoçar na maior clandestinidade, só pra poder comer um joelho de galinha?

– Mas, Glauber – atalhou o Geraldo. – Não daria pra negociar isso? Ficar cada um com um joelho talvez…

– Não! Não dá! Porque do jeito que a Joana é, se ela soubesse que eu tenho essa preferência, ela ia querer deixar os joelhos da galinha sempre pra mim. Talvez eu aceitasse, mas ia comer aqueles joelhos no maior remorso. Porque eu ia saber que ela também queria, mas estava deixando pra mim. Aí, depois de algum tempo, quando a gente tivesse alguma briga mais séria, arriscava ela jogar na minha cara: “Faz dez anos que não como um joelho de galinha por sua causa! E é isso que recebo de você!”. Não, amigo, pra mim, não dá.

Geraldo continuou achando esquisito, mas percebeu que a coisa era séria. Nem tentou convencer o amigo a desistir da ideia. Pôs à disposição o apoio que pudesse dar, embora não achasse uma boa ideia contar aquela história para Lenira. Nem para mais ninguém.

Glauber disse que não seria preciso. Que iria vazar uma foto sua com outra mulher no Facebook. Daria um jeito de Joana ficar sabendo. Depois confessaria a falsa traição. Assim, terminaria tudo de uma vez, sem chance de volta.

E, como dito, foi feito. Joana sofreu muito, mas acabou por se recuperar. Dois anos depois, casou com outro rapaz.

No dia do casamento, o Glauber tomou um porre homérico, ao som da música Garçom, do Reginaldo Rossi.

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

20 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

VINHO FINO, VINHO PAULINO

Semana passada o telefone tocou cedo. Era o colunista fubânico José Paulo Cavalcanti ligando de Portugal para dar os parabéns pra Aline e pro João, que estavam aniversariando.

Aline pariu o João, de parto natural, no mesmo dia do aniversário dela, de modo que eu faço uma polpuda economia, comprando um único bolo e dando apenas uma festa…

José Paulo mora aqui no Recife, mas viaja com frequência para Lisboa, onde também tem residência. 

Aliás, além da residência, ele tem em terras lusitanas mais outra coisa: tem muito prestígio como intelectual, eis que é um grande estudioso da obra de Fernando Pessoa, o ilustre poeta português, sobre o qual escreveu os livros “Fernando Pessoa – Uma quase autobiografia” e “Fernando Pessoa – O livro das citações“.

Dois livros que entraram nas listas dos mais vendidos não apenas no Brasil, mas também no exterior.

Cliquem aqui e vejam uma interessante matéria sobre José Paulo, publicada na página Curiosa-Mente. Uma matéria que versa sobre a paixão deste colunista fubânico pelo grande vate português Fernando Pessoa.

Embora completamente abstêmio – nunca bebeu uma gota de álcool em toda sua vida -, José Paulo costumava me trazer finas cachaças de presente, no tempo em que eu bebia, só pra me ver de porre e falando pelos cotovelos. 

Pois lá em Portugal o nosso estimado colunista virou produtor de vinho!

Isto mesmo: produtor de vinho, com plantação de uvas e fabricação própria.

Hoje recebi dele esta mensagem sobre o seu precioso produto:

“Chega em setembro, e vai dormir um pouco. Para descansar da viagem. Aos amigos chega no Natal. Inclusive suas duas garrafas. Nossa ambição é fazer o melhor vinho de Portugal. O protetor, amigo querido, garante que o vinho já é muito bom. Mas que, dentro de 10 anos, ficará saberão. Vamos ver. A quinta fica na Bairrada. E o vinho vem das uvas Baga.”

Cuida-se aqui do vinho Dona Lectícia – cujo rótulo está no final da postagem -, em homenagem a sua esposa, Maria Lectícia Monteiro Cavalcanti, grande intelectual pernambucana e figura pela qual eu tenho uma enorme admiração. Ela é autora de História dos Sabores Pernambucanos, um livro antológico no gênero.

Maria Lectícia e o seu vinho

Um grande abraço para o querido casal.

Aguardo ansiosa e sobriamente minhas prometidas garrafas.

Vocês moram num lugar muito especial na minha estima.

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

20 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

SE LULA VIRAR FICHA-SUJA, PT PODE TORNAR-SE PIADA

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

BAGUNÇA FARDADA

Há um ponto de coincidência entre democracias e ditaduras, entre países de todas as tendências, da extrema esquerda à extrema direita: as Forças Armadas têm de seguir a hierarquia. Quando este princípio básico deixa de ser respeitado, implanta-se a bagunça. E este princípio básico acaba de ser desrespeitado no Brasil. Quem deveria estar no comando está se omitindo.

O fato: um general da ativa, Antônio Hamilton Mourão, disse no dia 15, numa palestra em Brasília, que o Exército pode se sentir obrigado a intervir, e tem “planejamentos muito bem feitos” para isso. “Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos de impor isto”. E “a imposição não será fácil”.

O general deveria receber do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, imediata ordem de prisão, por desrespeito à hierarquia. Se o comandante do Exército se omite, pode ser demitido pelo ministro da Defesa, Raul Jungman (que levou três dias para, em pífia nota oficial, dizer que há clima de disciplina nas Forças Armadas – o que agora é falso – e que chamou o comandante para explicar a fala do subordinado). Há o comandante-chefe das Forças Armadas, que tem cara feia mas se calou: o presidente Michel Temer. Quem vai impor a ordem nas Forças Armadas?

Relembrando

Uma das causas principais da deposição do presidente João Goulart, em 1964, foi a quebra da hierarquia nas Forças Armadas, quando sargentos e cabos se rebelaram. A quebra da hierarquia fez com que oficiais favoráveis em princípio à manutenção do presidente passassem à oposição. E depois se soube que um dos principais incentivadores da quebra da hierarquia, o Cabo Anselmo, era agente provocador – que, mais tarde, faria a infiltração na guerrilha, trabalhando em sintonia com o delegado Sérgio Fleury.

Bagunça sem farda

A censura prévia é proibida pela Constituição (que também assegura a livre expressão do pensamento). A prática, porém, vem sendo outra:

*Uma exposição artística em Porto Alegre teve de parar porque seu patrocinador, o Banco Santander, se retirou, após manifestações hostis.

*Um projeto de iniciativa popular para proibir o funk está em análise no Senado. Proibir um ritmo? Aqui já se tentou proibir o samba, o maxixe e até um instrumento, o violão. Mas isso ocorria no início do século passado.

*a Justiça proibiu a exibição, no SESC de Jundiaí, SP, da peça teatral O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, na qual Cristo é transexual. O pedido de proibição diz que a peça é “atentatória à fé cristã”; o juiz que aceitou o pedido diz que, além de atentar contra a dignidade da fé cristã, “caracteriza-se como ofensa a um sem-número de pessoas”; é desrespeito “a uma pessoa venerada no mundo inteiro”, “o Filho de Deus”.

A exposição e a peça não são públicas. Vai quem quer (no caso da peça, comprando ingresso). Este colunista não iria a nenhuma das duas. Nos dois casos, podem ser de mau gosto e ofensivas. Mas induzem a agressões? Não. Enganam o público, para que veja o que não queira? Não. Então, não podemos agir como os malucos muçulmanos que assassinaram cartunistas do Charlie Hebdo, em Paris, e ameaçaram o jornal dinamarquês que publicou uma charge de Maomé. Somos diferentes deles – ou não?

Idiota? Nem sempre

O dirigente norte-coreano Kim Jung-un pode parecer bobo, mas se fosse não sobreviveria à disputa pelo poder com seus parentes – um dos quais já foi executado, e outro assassinado no Exterior. E a menção à ilha de Guam como possível alvo de suas bombas atômicas foi uma forma inteligente de mostrar conhecimento sobre forças e fraquezas americanas. Se Guam for atacada, o poderio americano na região do Oceano Pacífico sofrerá forte abalo, diz o especialista Richard Parker, em estudo para a Political Review de Arlington, EUA. Vale ler.

Jogo de soma zero

De Fernando Albrecht, ótimo colunista gaúcho: “Vocês devem conhecer a história de um vilarejo em que todos deviam R$ 100,00 para um amigo ou conhecido. É um exercício de lógica: no final, ninguém pagou ninguém e as dívidas foram quitadas. Nas 170 e tantas delações premiadas corre-se o risco de acontecer algo semelhante.

“Eis o que pode acontecer: João delatou André que delatou Tiago que delatou Roberto que delatou Carlos que delatou Miguel que delatou José que delatou Luís que delatou Maurício que delatou Felipe que delatou Adriano que delatou Paulo que delatou João, mas como João já era um delatado premiado ficou tudo zero a zero e todos viveram felizes para sempre. Só que agora todos sabem de tudo.”

Mas, cá entre nós, quem é que não sabia?

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

20 setembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

NUM INTENDI MESMO…

Hoje pela manhã, quarta-feira, foi realizado um evento em Olinda, aqui na região metropolitana do Recife.

O fato foi anunciado ontem na seção de Eventos aqui do JBF.

Era uma palestra com a jornalista global Cristiana Lobo, uma das mais badaladas celebridades daquilo que os muderninhos chamam de “grande mídia“.

Um evento promovido e patrocinado por um grande xopis centis e mais o apoio de um monte de entidades, como Clube de Diretores Lojistas, Sebrae e Prefeitura de Olinda, entre vários outros.

A seção de Eventos do JBF é totalmente aberta e publica graciosamente tudo que é espetáculo, lançamento, campanha, missa, culto, festa, palestra, enfim, tem espaço pra todo tipo de acontecimento deste mundo.

É só mandar pra cá que vai aos ares.

Agora, porque a organização do evento escolheu esta gazeta escrota, este lixo midiático para divulgação, eu não faço a menor ideia.

Não atino com as razões que levaram os organizadores da palestra, que teve até café da manhã, a escolherem este ambiente de baixo nível pra anunciar um evento tão chic. tão fino e de tão elevada categoria.

Fiquei sem entender.

Tem mesmo gosto pra tudo neste mundo.

Vôte!

 

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

EDER – CHARGE ONLINE

HONORIS CAUSA – A BANALIZAÇÃO DE UMA HONRARIA

É consabido que o termo Honoris Causa (por causa da honra) – locução de origem latina – designa um título honorífico outorgado por universidades a pessoas que tenha se destacado em certa área – artes, ciências, filosofia, letras, promoção da paz, de causas humanitárias etc. – sem a exigência de se possuir um curso superior, mas que por suposta boa reputação, equidade, virtude, merecimento ou atuações ações de serviço que sobrepujam instituições ou grupos.

Com o título, o sujeito recebe o mesmo tratamento e privilégios que aqueles que obtiveram um doutorado acadêmico de forma convencional – a menos que se especifique o contrário.

E ai é que mora o perigo. As vezes o agraciado fica mais constrangido que padre em puteiro.

O COMERCIO DE DOUTORES DE PAPEL

VENDE-SE UMA HORARIA. Saiba, caro leitor, você, eu, ou qualquer outro mortal desse Brasil varonil, pode vir a ser, também, um doutor honoris causa, pois existem entidades que, por módicos R$ 1.300,00 (um mil e trezentos reais), podem agraciar o nobre comprador com o cobiçado e “honrado” título. E tudo pela internet, on-line, via PagSeguro, e a entidade pede apenas cópias de documentos pessoais e comprovante de residência.

Esse procedimento é lugar comum no ODAEE – Organização das Américas para a Excelência Educativa, reconhecida como a entidade mais profícua na entrega de diplomas a brasileiros. Também é possível adquirir o título honoris causa pelo Instituto Nacional de Parapsicologia por R$ 1.300.

No estado do Paraná, onde esse título anda muito cobiçado ultimamente, o acesso é facilitado com pagamento em até 12 vezes no cartão. É só declarar de próprio punho, sem nenhuma certificação, algo sobre os ‘próprios’ méritos nas áreas contempladas, a saber: Parapsicologia, Terapias Holísticas, Psicanálise, Teologia, Capelania, Pedagogia, Educação e Administração.

O GOLPE DO TÍTULO

Certificados de doutor honoris causa são vendidos a pesquisadores e diretores de universidades brasileiras na intenção de turbinar currículos. Os preços chegam a R$ 3.600.

O establishment universitário federal, estadual, municipal ou privado é petista, com exceções aqui e ali. Não há surpresa nisso, afinal, foram 13 anos de aparelhamento na “educação”. Títulos “honoris causa” quase sempre são matéria de simpatia, de afinidades eletivas, não de mérito. Mas, digamos, não exclui a necessidade do devido decoro, não é mesmo?

DOUTOR DE VERDADE

Um bom exemplo de honestidade e merecimento à honraria, ocorreu com o ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz, o médico Paulo Gadelha, que recebeu o honoris causa em 2014, pela Universidade de York. Gadelha, que fundou a Casa de Oswaldo Cruz, referência na área de história da ciência e da saúde, diz que foi procurado pela universidade e que nada foi pago. “De forma alguma aceitaria algo que significasse uma troca de natureza comercial envolvendo uma questão tão séria.”

CASOS POLÊMICOS e JOGUETE POLÍTICO

Lula, Fidel e Nestor Kirchner…

Lula recebeu várias “honrarias” desse tipo aqui em pindorama. Mais de 10. No estrangeiro conta que recebeu pela Universidade de Coimbra (Portugal), pela Politécnica de Lausanne (Suíça), Sciences-Po (Institut d’Etudes Politiques de Paris), pela Universidad Nacional de La Matanza e Universidad Metropolitana de la Educación y el Trabajo (Argentina) e pela Universidade de Salamanca (Espanha).

Outro agraciado por aqui, foi o ditador cubano Fidel Castro, que em 1993 recebeu, igualmente, o título de doutor honoris causa da UFSC. Creia! esta universidade notabilizou-se por perseguir “alunos conservadores”, ao mesmo tempo em que convidava Cesari Battisti para ali proferir palestras.

Na Argentina, a Universidade Nacional de La Plata (UNLP), cujo titular e proprietário, Gustavo Azpiazu, decidiu outorgar o título de Doutor Honoris Causa ao presidente, Néstor Kirchner. A distinção foi criticada por decanos, que denunciaram uma “bajulação extrema” fornecido por um subterfúgio legal. Foi um verdadeiro tumultuo contornar o Conselho superior. Não houve unanimidade.

A título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de La Plata foi atribuído a 38 personalidades. Entre os quais o presidente da Comunidade basca, Juan José Ibarretxe Markuartu, o juiz espanhol Baltasar Garzón, o escritor Ernesto Sabato, ex-primeiro-ministro de Israel, Shimon Perez e da presidente das Avós da Plaza de Mayo, Estela de Carlotto.

O QUE DIZ O MEC

Questionado sobre o tema, o MEC afirmou, em nota, que o título honoris causa é honorífico, não regulamentado e tradicionalmente ofertado por universidades a pessoas de destaque de acordo com os critérios aprovados pela própria instituição. “Embora não seja usual a oferta deste título por instituição que não possua programa regular de doutorado, não parece haver vedação legal à prática, ressalvada a hipótese de sua utilização de forma a induzir outras pessoas a erro sobre a real natureza do título, desvio que poderia ensejar reparação nas esferas penal e civil.”

Ou seja, fica livre e aberta a eterna temporada de caça a doutores de papel.

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

20 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

A BANDA PODRE VAI VENCENDO A GUERRA NO BRASIL

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

20 setembro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VLADIMIR SANTOS – RIO DE JANEIRO-RJ

Caro Berto,

peço encarecidamente que você coloque este vídeo no ar no próximo dia 20. É na quarta-feira.

Vou dedicar a um amigo petista vermelho, meu colega de trabalho.

A turma toda vai ver o vídeo junto com ele.

Agradeço demais se você fizer isto.

Obrigado e muito sucesso.

Abraços e saudações para todos os leitores do jornal mais escroto do Brasil.

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


A PRÓSTATA E AS COISAS BOAS QUE ELA PROPORCIONA

Para muitos tem sido difícil conviver com as mudanças que atravessamos no nosso dia-a-dia, que chegam nos atropelando como um antigo caminhão “fenemê”. Precisamos aprender a conviver com essas “novidades”, ainda que não as aceitemos. Vida que segue.
Hoje, um dos grandes problemas do país é a saúde pública – fomentaram as privatizações com o acesso dos “planos de saúde” e esses, além de não darem conta do recado, dificultam a vida de muita gente.

O Governo tem consciência que os planos de saúde não atendem nem aceitam conversar com a possibilidade do atendimento de alguém com mais de 60 anos. Mas, nem esse “Governo” se preocupa em, por conta disso, se responsabilizar pelo atendimento dessa faixa etária – que acaba sendo a que necessita mais de atendimentos.

A corrida para outras alternativas e outras possibilidades de cura (ainda que de forma paliativa) de alguns problemas, tem sido grande. Não falo por mim. Até onde sei, fiz uma revascularização coronariana e estou às mil maravilhas.

Ainda assim, me interesso por informações sobre saúde e as variáveis terapêuticas. Ontem pesquei num “blog” (Blog da Jacinta Gama) essa matéria, que agora repasso aos leitores deste JBF.

Cuide-se, pois a próstata é um dos caminhos para vivermos bem conosco e com as nossas parceiras.

Jaramataia ajuda curar as pessoas com doenças na próstata:

Jaramataia

Dois exemplos que a planta tem poder de cura são as histórias dessas duas pessoas que moram no município de Apodi no RN, primeiro a luta do o sr. Assis Morais, agricultor residente do Sitio Rio Novo sentia dores na barriga e tinha dificuldade de urinar, após fazer exames médicos constatou que a próstata estava alterada, o médico o alertou para ele se preparar para fazer a cirurgia.

Seu Assis é evangélico, e fez um pedido em oração para não passar por cirurgia alguma, o mesmo disse que durante a oração recebeu uma mensagem que em poucos dias ele ia receber a solução, foi daí então que sua filha uma ouvinte do programa de rádio “Noticias de hoje” com Wilson Oliveira, ouviu a notícia que o chá das folhas da jaramataia servia para evitar e combater doenças na próstata. Daí então ela resolveu ligar para pedir as folhas para seu pai, o senhor Assis, imediatamente o radialista preocupado com a situação decidiu mandar no mesmo dia 02(dois) litros do chá já pronto e várias sacolas contendo as folhas.

O tratamento teve início no dia 28 de fevereiro, desse dia em diante ele toma diariamente o chá nas medidas de 40 folhas em 02(dois) litros de agua 03(três) vezes ao dia, hoje dia 29 de março 31 dias depois o senhor Assis já se sente muito melhor e comemora os ótimos resultados, “Já consigo urinar normalmente várias vezes ao dia e as dores abaixo da barriga estão se acabando’’ disse Assis feliz da vida.

O segundo caso é do sr. Francisco Ailton Marinho, de 57 anos de idade, também após feito o exame da próstata foi constatado que ele tinha princípios irregulares quando ainda estava em São Paulo. Quando ele chegou em Apodi ficou sabendo, através do programa de Wilson Oliveira e começou a tomar o chá da Jaramataia, hoje com dois meses que toma o chá e refez o exame na CITOLAB e não foi constatado nenhum problema no seu exame. Segundo ele não houve nenhum remédio, a única coisa que ele tomou foi o chá da Jaramataia.

A luta continua no combate as doenças de próstata, nódulos nos seios, depressão, dores de cabeça e de coluna, cicatrização pós operatório, labirintite e prisão de ventre, pressão alta, aftas, pedra nos rins e ressaca, vamos continuar colhendo, embalando e distribuindo, para quem quiser é só ligar 84- 9156 3020 ou 9820 9649 ou mandar um e- mail para wocampanhas@gmail.com que enviaremos para qualquer local do mundo. Via: Blog do Josenias Freitas

Postado por Jacinta Gama às segunda-feira, março 30, 2015.

Nome comum: Jaramataia
Nome científico: Vitex gardneriana
Família: Lamiaceae

Conteúdo da embalagem: 100g do conteúdo vegetal, incluindo folhas e pequenas pontas de ramos.

Planta que previne, controla ou combate diretamente várias doenças (recém descoberta).

INDICAÇÕES

Labirintite; Hipertensão arterial (pressão alta); Próstata; Nódulos nas mamas; Dor de cabeça; Cicatrização operatória; Dores na coluna; Prisão de ventre; Mioma uterino; Bursite; Cálculo renal.

Outras doenças, disponíveis em consultas na web.

PREPARAÇÃO DO CHÁ – Ferva 2 litros de água limpa, adicione 1 colher de sopa da erva, espere esfriar, coe e coloque em um recipiente (jarra, garrafa) para conservar na geladeira.

CONSUMO – Tomar um copo(200ml) do chá ao acordar pela manhã, e outro ao anoitecer, repetir o tratamento até a melhoria do quadro.

CONTRAINDICAÇÕES – Não há contraindicações da erva Vitex gardneriana em nenhuma literatura, evitar o consumo em período de gravidez.

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

20 setembro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Caro editodos Luiz Berto:

Encontrei esse vídeo intrigante no You Tube com um depoimento contundente do sempre polêmico jornalista Olavo de Carvalho, que o colunista ficcional do Jornal da Besta Fubana, Joselito Muller, admira pela coragem de esculhambar com a canalhada petralha, que subiu o poder para domar o povo.

Nesse vídeo – Motivos Reais do Desarmamento – Olavo de Carvalho já denunciava com muita propriedade argumentativa o desarmamento da população patrocinada pelos bandidos do PT que tem fobia à população armada.

Tudo isso em 2012!

Embora haja controvérsia sobre o tema do desarmamento no Brasil, uma vez que a população já se pronunciou sobre o assunto em Plebiscito realizado em outubro de 2005, vai haver sempre margem para discutir a tese.

Contra ou a favor?

Vale a pena voltar à discussão novamente!

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

FRANS POST, O PRIMEIRO PINTOR DO BRASIL

Retrato de Frans Post por Frans Halls

Para registrar as realizações do seu governo, preservar em tela a paisagem e a topografia da conquista, bem como os feitos militares e a arquitetura militar e civil do Brasil Holandês, o Conde João Maurício de Nassau-Siegen contou com os serviços de um jovem pintor de Haarlem, Frans Post (1612-1680), que, juntamente com outro pintor, Albert Eckhout (c.1610 – c.1665), da Groninga, tomou para si a tarefa de registrar todos os pormenores do universo do Novo Mundo de então.

Foi Frans Post o primeiro artista europeu a trabalhar em terras da América, o primeiro pintor acadêmico a documentar em cores a paisagem brasileira, registrando também algumas paisagens da África, deixando uma vasta obra da qual chegaram aos nossos dias pouco mais de 160 trabalhos.

Nasceu Frans Janszoon Post na cidade de Haarlem, Holanda, em 1612, sendo filho do pintor de vitrais Jan Janszoon Post e de sua mulher Francyntie Peters, cujo casamento aconteceu em 1604, sendo ambos naturais de Leiden.

Era Frans o terceiro filho do casal, que tinha por primogênito Pieter Post, nascido em Haarlem em 1608, seguindo-se de Anthoni, nascido em 1610, e Johana, a caçula nascida em 1614, pouco antes do falecimento do chefe da família: Jan Janzoon Post.

Órfão de pai aos dois anos, tendo sua mãe se casado com Harman van Warden em 1620, de quem logo depois se separa, o menino Frans tem no irmão Pieter o seu primeiro mestre.

Pouco se sabe de sua formação acadêmica, tão somente que criou-se na cidade de Haarlem, uma das mais prósperas da província, Flandres, célebre por suas corporações de artistas.

Pieter Post (1608-1669), o mais velho dos irmãos, vem a ser discípulo do grande Van Campen, um dos mais renomados arquitetos do seu tempo, responsável pela construção da Mauritshuis (Casa de Maurício), na Haia, e freqüentador da corte do Príncipe Frederico Henrique. Através dele é o jovem Frans apresentado ao Conde de Nassau, recém-nomeado Governador do Brasil Holandês, que o convida para acompanhá-lo em sua nova missão.

No Brasil, o jovem Frans Post tornou-se a memória visual do governador, transformando-se numa espécie de cronista da paisagem. Para isso acompanhou o Conde de Nassau em todas as suas viagens e campanhas militares, chegando até a registrar incursões de esquadras enviadas do Recife para a tomada das cidades de São Jorge da Mina, Forte Nassau, São Paulo de Luanda e ilha de São Tomé, na África.

Por sua vez, ao irmão mais velho do pintor, o arquiteto Pieter Jansz Post, que trabalhava com Jacob van Campen na construção da Mauritshuis em Haia, é atribuído o traçado urbano da Cidade Maurícia, bem como o projeto de alguns empreendimentos desenvolvidos pelo Conde de Nassau no Brasil, a saber: o Palácio de Friburgo, denominado pelos portugueses de Palácio das Torres; a Casa da Boa Vista; a Igreja dos Calvinistas Franceses, “uma réplica em ponto pequeno da Catedral de Haarlem”.

O traçado urbano da Cidade Maurícia (Mauritsstadt), vem detalhado no mapa de Cornelis Bastianszoon Golijath, Mauritiopolis, Reciffa et circvm iacentia castra, publicado no livro de Gaspar Barleus (n.º 40). (¹)

Ao contrário de Pieter Post, o seu irmão Frans Post é constante na documentação da época, chegando a privar da lista de comensais do Conde de Nassau, no Palácio de Friburgo, em 1º de abril de 1643. Segundo revela José Antônio Gonsalves de Mello: “ao todo 46 pessoas das quais 19 com empregados. Entre elas: Frans Plante, o doutor Piso, três fidalgos não identificados, Albert Eckhout e Frans Post, ‘pintores, ambos com criados’, o cartógrafo Georg Marcgrave, também com criado, etc.”. (²)

O objetivo principal de Frans Post seria a documentação de cidades, vilas, povoações, costumes, construções civis e militares, cenas de batalhas navais e terrestres, que viriam ilustrar um grande relatório das atividades do Governo do Conde de Nassau em terras da América.

OS QUADROS BRASILEIROS

Em carta ao então Príncipe João Maurício de Nassau, datada de 10 de dezembro de 1678, relacionando as obras que seriam entregues ao Rei Luís XIV, o encarregado de seus negócios Jacob Cohen faz referência a “18 pequenas paisagens brasileiras em molduras pretas” (18 kleine bras. lantschapen in zwarte lijsten). (³)

Por esta fonte, chega-se à conclusão que Frans Post pintou pelo menos 18 quadros a óleo retratando a paisagem brasileira durante sua estada de sete anos no Nordeste, de 1637 a 1644. Eram quadros com cerca de 60 x 90 cm., emoldurados em ébano, que foram conservados pelo Conde de Nassau até 1679, pouco antes de sua morte, quando foram presenteados, juntamente com outros quadros e objetos do Brasil, ao rei de França, Luís XIV. (4)

fp1

Desse total de 18 quadros, apenas sete podem ser identificados em nossos dias. Os demais simplesmente desapareceram com o passar do tempo e a desídia dos homens. Assim foram relacionados por Beatriz e Pedro Corrêa do Lago as seguintes telas, assinadas e datadas por F. Post:

1 –Vista de Itamaracá, 1637 (63,5 x 89,5), Mauritshuis, Haia;

2 – O Rio São Francisco e Forte Maurício, l638 (60 x 80 cm.), Museu do Louvre, Paris;

3 – O Carro de Bois, 15.8.1638 (61 x 88 cm.), Museu do Louvre, Paris;

4 – Forte Ceulen no Rio Grande (Forte dos Reis Magos, Rio Grande do Norte), 28.8.1639 (60 x 86 cm.), Museu do Louvre, Paris;

Clique aqui e leia este artigo completo »

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

20 setembro 2017 SONIA REGINA - MEMÓRIA

GRANDES COMPOSITORES

Don Quixote, do compositor, maestro e arranjador Cesar Camargo Mariano, faz parte do LP Ponte das Estrelas de 1986. Musica para embalar nossos sentidos.

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

DIAS – CHARGE ONLINE

20 setembro 2017 DEU NO JORNAL

UM MERECIDO TROFÉU

O juiz Vallisney de Oliveira acaba de aceitar a denúncia do MPF contra Lula e Gilberto Carvalho, por cobrança de propina em troca da edição da MP 471/2009, que beneficiou as montadoras Caoa e Mitsubishi.

Lula responderá por corrupção passiva.

O MPF acusa Lula e Gilbertinho de receberem R$ 6 milhões em propina, por meio do escritório de lobby de Mauro Marcondes.

O ex-presidente responde a outras cinco ações penais (três na Lava Jato, uma na Zelotes e outra na Operação Janus) e já foi condenado numa sexta, referente ao triplex do Guarujá.

* * *

A denúncia foi aceita por outro juiz que não o Dr. Moro.

Outro juiz da linha decente da justiça brasileira.

Agora, como diz o colunista fubânico Josias de Souza, num texto logo aí embaixo, o PT terá de arranjar outro juiz pra incliar no “complô” anti-Lula.

Réu pela sétima vez!

E tudo isto, conforme garante o Ceguinho Teimoso, sem uma única prova, um único fato concreto, uma única evidência, uma foto, uma escritura, um indício, um documento, uma mísera delação, uma simples deduragem.

Ô justiçazinha parcial, infame, caluniadora, perseguidora e de quinto mundo é esta nossa…

Ao contrário da Coréia do Sul, um país atrasado, subdesenvolvido e ditatorial, em Banânia ex-presidentes não vão pro xilindró.

E, por falar no número Sete, se alembrei-me da peleja entre uma cantadora e um grande repentista nordestino.

A mulher, de viola nos peitos,  fez este improviso:

Sete vezes fui casada,
Sete homens conheci,
Por incrível que pareça,
Sou virgem com nasci.

No que o cantador, seu rival na peleja, respondeu na buchba:

Esta história de pêta
De dois modos se expilica:
Ou vosmicê num tem buceta,
Ou os homi num tinha pica.

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

20 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

PT TERÁ DE INCLUIR OUTRO JUIZ NO “COMPLÔ” ANTI-LULA

Lula é um recordista penal. Tornou-se nesta terça-feira um hepta-réu. Repetindo: com nove denúncias a pesar-lhe sobre os ombros, já foi enviado ao banco dos réus em uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete ações penais. A sétima ação foi aberta nesta terça-feira. Nada a ver com Sergio Moro, Curitiba ou Lava Jato. Deve-se a providência ao juiz Vallisney de Souza Oliveira. Trabalha em Brasília. Atua na Operação Zelotes.

Após folhear denúncia que recebeu na semana passada do Ministério Público Federal, Vallisney concluiu que há indícios suficientes para processar Lula por corrupção passiva. Neste processo, o pajé do PT é acusado de comercializar uma medida provisória que interessava à indústria automobilística.

A novidade obrigada o PT a atualizar o seu rol de conspiradores. Na lista negra do petismo, o juiz Vallisney ficará uma posição abaixo de Moro. Se condenar Lula, iguala-se ao colega de Curitiba, que já pendurou no pescoço do grão-mestre do PT uma sentença de nove anos e meio de cadeia.

O PT construiu um conceito peculiar de Justiça. Quando o processo é contra um rival -Michel Temer e Aécio Neves, por exemplo – elimina-se o benefício da dúvida. A culpa indubitável. A cadeia, um imperativo. Quando o encrencado é um petista – José Dirceu e João Vaccari, por exemplo – a falta de provas é evidente. A prisão, um abuso de poder. Se o acusado é Lula… Bem, aí o caso é de flagrante perseguição política.

É mais fácil e confortável para o Partido dos Trabalhadores sustentar a tese de que Vallisney aderiu ao grande complô urdido por Moro, procuradores, delegados, agentes federais e repórteres golpistas para transformar Lula de político modelo em corrupto. A alternativa seria admitir que tudo o que está na cara não pode ser uma conspiração da lei das probabilidades contra um inocente.

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

20 setembro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARLUCE ANDRADE – MIRASSOL D’OESTE-MT

Editor Berto,

Por favor publique este vídeo na página de literatura do JBF.

Tenho certeza que vai ser muito útil para muita gente que gosta de ler.

Obrigada

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

PALAVRAS DA LUA

Ana,

Eu menino, meu pai (já doente da última doença) ficava ao lado da minha rede – prazer especial depois da volta da escola – lendo para mim as notícias da Apollo 11. Sim, da lua do homem, aquela deserta, de crateras, poeira lunar, pedras e terra estranhas, bandeira americana sem vento, marcas de bota no solo, gente duvidando da viagem…

“É um pequeno passo para um homem, um grande salto para a Humanidade”! O primeiro homem a pisar na lua, comandante da missão, que disse a frase poderosa, hoje não está mais aqui e flutua para o esquecimento, como é comum acontecer aos humanos que saem das suas épocas naturais. Ainda tem gente como eu que lembra da face e do nome: Neil Armstrong. E dos outros dois, Edwin Aldrin e Michael Collins – esse, um azarado que, como piloto do módulo de comando, esteve lá mas não pôde descer ao solo lunar. Juro que, se eu estivesse na missão, teria desobedecido as ordens e faria o parceiro sujar as botas também. E resolveria tudo quando voltasse à Terra.

A Lua, a nossa, dos nossos, a dos mistérios, a de São Jorge, a dos poetas, dos sonhadores, dos lunáticos, ora dourada ora prateada, segue lá, firme, todos os dias, eterna, ora exibida ora escondida, nova, crescente, meia, cheia, minguante. Ciclo perfeito regulando as marés, mostrando que o céu é real, nos fazendo crer que nem tudo está perdido.

Claro que eu adorava as histórias e notícias do meu pai querido, mas duvido que aquela lua dos astronautas seja a mesma que se esparrama como luar do sertão, a que nos serve de portal que guarda um acesso imaginário aos nossos queridos e às nossas saudades, aos nossos sonhos, que nos faz múltiplos como você tão bem (d)escreveu.

No caso da lua, não jogo no timaço da Nasa, prefiro a camisa surrada do time de várzea cujo hino diz “Mente quem diz que a lua é velha!”.

Como você, tenho cá meus escritos lunáticos, de noites de observação, como uma que fiz aqui mesmo na minha vila natal – onde estou agora para mais uma festa da minha Mãe padroeira. Quem sabe, publico qualquer dia, depois de limpar a poeira lunar?

Que todas as luas de todas as noites, exibidas ou escondidas, sigam nos protegendo e nos permitindo sair por aí, flutuando à cata de quem amamos (ou pretendemos amar). Inclusive do amor que nos acende a alma, já que a lua também é dos namorados.

Por conta dessa danada dessa lua é que resolvi escrever esta carta a você, amiga que não conheço. Até mais.

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

20 setembro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Caro Editor:

Para deleite (ops!) dos que adoram “cagar pra dentro”, tanto que fazem até desfile temátiCU exaltando os seus poderes reto-despregadores hemorroidais, os seus benefícios CUrativos reto-infiativos – para os inCUráveis seguidores de modismos, para os CUriosos amadores, para os maníaCUs reto-receptores, para os encantados CUltores e para os fanátiCUs adeptos!!!, dedico o texto do Aganemon. Clique aqui para ler.

Um baita abraço,
Desde o Alegrete

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

HARPA PARAGUAIA

Los Castilhos prestam homenagem ao Paraguai em participação no programa “Aparecida Sertaneja” da Rede Aparecida de TV em belíssima seleção de polcas paraguaias.

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

UM A ADEUS MARCELO REZENDE

Hoje a TV brasileira
Está repleta de saudade
Porque Marcelo Rezende
Partiu para eternidade.
Fazendo o “Cidade Alerta”
De forma ampla e aberta
Entrava no submundo
Onde predomina o crime,
Com sua equipe, seu “time”
Mostrava tudo pra o mundo.

Encarava o jornalismo
Com muita seriedade
Publicando as reportagens
Com imparcialidade
Por ter atitude nobre
Jamais esnobou do pobre
E nem bajulou a riqueza
Sendo franco e recatado
Sempre mandou seu recado
Com solidez e firmeza.

Marcelo ganhou destaque
No Jornal Nacional
Com a sua reportagem
Lá na Favela Naval
Onde dez policiais
De formas cruéis, brutais,
Causando angústia e tortura,
Com seus gestos desumanos
Provocaram morte e danos
Sofrimento e amargura.

“Linha Direta”na Globo
Era sob o seu comando,
Ali Marcelo Rezende
Seu público foi conquistando
Com esforço e sem excesso
Logo alcançou o sucesso
Porque foi merecedor
Pois tudo que ele fazia
Usava de primazia
Calma, bonança e amor.

Clique aqui e leia este artigo completo »

20 setembro 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

20 setembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

TEMER NA ONU É A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO NADA

O Nada escalou a tribuna da Assembleia Geral da ONU na manhã desta terça-feira. Chama-se Michel Temer. Alguns dos presentes talvez tenham tentado enxergá-lo. Perceberam que era inútil. O olhar atravessava o Nada e ia bater no mármore ao fundo. Discursos como o que foi lido pelo presidente são redigidos no Itamaraty. O ghost writer escalado pela diplomacia esforçou-se para dar a Temer a aparência de um orador invisível, que não causasse problemas a si mesmo. Exagerou.

Cenho imponente, o Nada soou taxativo sobre temas em relação aos quais sua opinião não tem a mais remota relevância: “Os recentes testes nucleares e missilísticos na Península Coreana constituem grave ameaça…”. E silenciou sobre uma questão que, por intrigante, os brasileiros e os líderes mundiais gostariam de ver respondida: por que diabos o Brasil abdicou do progresso para se consolidar como uma cleptocracia clássica?

Desdobando-se para realçar a inutilidade da fala que o redator-fantasma do Itamaraty acomodou-lhe nos lábios, Temer discorreu sobre armas nucleares – “Reiteramos nosso chamado a que as potências assumam compromissos adicionais de desarmamento”-, falou sobre Oriente Médio – “Amigo de palestinos e israelenses, o Brasil segue favorecendo a solução de dois Estados convivendo em paz e segurança”-, realçou a encrenca da Síria -“A solução que se deve buscar é essencialmente política” -, sem esquecer todos os demais conflitos que inquietam o planeta -“No Afeganistão, na Líbia, no Iêmen, no Mali ou na República Centro-Africana, as guerras causam sofrimentos intoleráveis.”

O Nada sugeriu à plateia um passeio incômodo: “Percorramos os campos de refugiados e deslocados no Iraque, na Jordânia, no Líbano, no Quênia. Ouçamos as histórias dos que perderam pais, mães, filhos, filhas. São famílias que foram tragadas pela irracionalidade de disputas que não parecem conhecer limites. De disputas que, com frequência inaceitável, se materializam ao arrepio do direito humanitário.”

O “mal do terrorismo”, o “crime transnacional”, as “violações dos direitos humanos em todo o mundo”, o “racismo, a xenofobia e todas as formas de discriminação”, os “refugiados da Venezuela”… O redator do Itamaraty fez do Nada um personagem capaz de falar de tudo, exceto da moralidade e da ética que seu governo sonega aos brasileiros. Sobre o Brasil, a propósito, Temer realçou dois temas: ecologia e economia. Disse meias-verdades sobre ambos, privilegiando a metade que é mentirosa.

“O Brasil orgulha-se de ter a maior cobertura de florestas tropicais do planeta”, realçou o redator do Itamaraty, antes de anunciar “a boa notícia de que os primeiros dados disponíveis para o último ano já indicam diminuição de mais de 20% do desmatamento naquela região.” Nenhuma palavra sobre o decreto que Temer editou, reescreveu, revogou e planeja reeditar para assegurar a exploração mineral numa área de reserva na Amazônia, a Renca. O vaivém sobre a matéria provocou gritaria local e internacional. Só por isso o lero-lero ambiental frequentou as preocupações do redator do Itamaraty.

“O Brasil atravessa momento de transformações decisivas”, declarou, de repente, o Nada. “Com reformas estruturais, estamos superando uma crise econômica sem precedentes. Estamos resgatando o equilíbrio fiscal”, acrescentou, alheio à recentíssima conversão da meta fiscal brasileira de rombo em cratera. “O novo Brasil que está surgindo das reformas é um país mais aberto ao mundo”, prosseguiu o Nada, sem se dar conta de que, voltando a Brasília, terá de negligenciar novamente a reforma da Previdência para priorizar a recompra na Câmara dos votos que garantirão o enterro da nova denúncia da Procuradoria.

Tomado pela densidade, o discurso de Temer na ONU pode ser definido como a insustentável leveza do nada. Observada pela utilidade, a fala do presidente brasileiro foi dinheiro do contribuinte desperdiçado numa viagem dispensável. Considerando-se a importância que o mundo atribuiu às palavras do redator do Itamaraty, o Nada conseguiu, finalmente, unir os brasileiros. Ateou em todos o mais profundo sentimento de vergonha. O vexame só não é insuperável porque Temer deve retornar à ONU em 2018.


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa