4 outubro 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

4 outubro 2017 HORA DA POESIA

INTERMEZZO – Giuseppe Ghiaroni

Um ligeiro intervalo de esperança
foi a nossa escapada da rotina:
cada dia uma glória repentina
cada noite a euforia da mudança.

Um ligeiro intervalo de esperança
e eu julguei ter achado o ouro e a mina.
Vi no teu rosto aquela luz divina,
voltei a ser poeta e a ser criança.

Foi a nossa embriaguez dos impossíveis,
ilusão de vencer os invencíveis
e de alcançar o que ninguém alcança.

Mas foi bom. Foi tão mais do que mereço,
que hoje, em desespero, eu te agradeço
um ligeiro intervalo de esperança!

4 outubro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

SAUDADES QUE VEM DE CAPIBA…

Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba (Surubim, Out/1904 – Recife, Dez/1997)

No próximo 28 de outubro de 2017 comemora-se a data de aniversário de Lourenço da Fonseca Barbosa, o nosso sempre pranteado Capiba….

Quando vivo, o seu aniversário era por ele comemorado com um grande jantar em um dos restaurantes da cidade.

Teria ele 113 anos…

Lourenço da Fonseca Barbosa, o nosso CAPIBA, vivera por 93 anos, nos deixando no último dia de 1997.

Mais um ano sem Capiba.

Em tudo, porém, a sua imagem encontra-se presente entre nós…

A cidade se apresenta vestida de luzes e com as mesmas cores de mais uma primavera, povoada por gente que passa apressada, na labuta da vida diária…

Os rostos pintados dos dias de carnaval, ressurgem com os seus semblantes tristonhos, desfilando apressados diante de mim, fazendo anunciar a volta do azul da primavera no Recife.

Ao meu lado, no entanto, está faltando alguém… Está faltando ele, que por mais de trinta carnavais foi meu companheiro neste mesmo reino azul da fantasia. Carnavais em que juntos cantávamos, acompanhando a multidão, os seus sucessos: Cala boca, menino (1966), Oh! Bela (1970), Catirina meu amor (1971), De chapéu de sol aberto (1972), Frevo e ciranda (1973), Juventude dourada (1975), O amigo do rei (1977), Frevo da solidão (1978), Trombone de prata (1979), E eu drumo (1980), A turma da boca livre (1982), Recife, que beleza (1985) e uma infinidade de outros a embalar a nossa alegria.

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Foram tantos os carnavais, foram tantas as histórias que se perderam no tempo, que tudo hoje se transforma num amontoado de saudades. Recordações daqueles tempos felizes e tranquilos, quando só voltávamos para casa com o sol ofuscante a sorrir dos nossos semblantes de foliões assumidos.
 
Tempos dos Bailes da Saudade, iniciados por mim em 1972, juntamente com Aldo Paes Barreto, e por dezoito vezes repetidos; das gravações na Rozenblit; da primeira Frevioca, por nós inaugurada no Carnaval de 1980; das noitadas no Clube Português; das festas que marcaram os seus 80 anos (1984), com ele desfilando em carro aberto, acompanhado por uma guarda de cavalaria; das eliminatórias do Frevança; dos almoços de todas as semanas e, mais recentemente, dos ensaios do Bloco da Saudade.

Tempos por ele mesmo descritos, pintados que foram com cores fortes e alegres, quando compôs, em 1970,  É hora de frevo (RCA BBL 1489):

Quem quiser me ver
Me procure aqui mesmo
Quando chega o carnaval
Seja noite ou dia
Aqui tudo é alegria
E alegria não faz mal
É aqui que eu danço
Aqui é que eu canto
Aqui é que eu faço
Com desembaraço
Misérias no passo!
Na quarta-feira
Quando tudo terminar
Eu espero mais um ano,
Até o frevo voltar.

Assim era ele ao irradiar a sua alegria infantil que a todos contagiava. Ao seu lado a vida parecia nunca ter fim e sua presença seria uma constante até o final de nossa caminhada.

Ao contrário da regra geral, de que nos fala o poeta Carlos Pena Filho, o Recife não foi para ele a cidade ingrata. Muito pelo contrário, era ele festejado em qualquer parte onde estivesse, por velhos e moços e, sobretudo, pelas crianças que por ele tinha um carinho todo especial. Crianças de hoje, adultos e velhos do amanhã, que por muitas décadas estarão a cantar em seus  carnavais os mesmos frevos feitos por ele para embalar a alegria de sua gente, confirmando, assim,   a eternidade que ele parecia transmitir.

Nos últimos dias de 1997, Capiba, o meu companheiro de mais de trinta carnavais, começou a ensaiar o seu adeus. E eu que acreditava na sua eternidade senti, no último encontro, o sabor da despedida.

Túmulo de Capiba

De mansinho ele se foi do meu convívio e hoje, quando começa mais um Carnaval sem a sua presença, é que eu sinto a falta que ele me faz.
 
Hoje, com a cidade tomada por risos dourados e bocas pintadas a cantar as suas melodias, enchendo de sons os mais tristes recantos, vejo-me vagando pelas ruas, como um órfão perdido no meio dessa multidão, procurando enganar os meus próprios sentimentos.
 
Na minha solidão, a sua presença… Para o meu consolo, a sua saudade… E assim sozinho, com o rosto tomado pelas lágrimas, lá me vou sem destino, cantando baixinho os versos que ele me ensinou:

Vivo nas ruas cantando
Um canto que me convém
Para fugir da tristeza
E da saudade também
Se estou certo ou errado
Alguém me há de dizer
Fujo talvez da saudade
Saudade que vem de você…

4 outubro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

RODRIGO BUENAVENTURA DE LEÓN – PELOTAS-RS

Berto,

Como vai meu caro?

Espero que bem.

Quero te parabenizar pelo sucesso desta ‘nossa’ gazeta escrota.

Me enche de orgulho poder escrevinhar meu besteirol em tão abrangente canal de comunicação.

Muito obrigado por nos suportar.

Um grande abraço!

R. Caro colunista, o orgulho é todo meu, por gerenciar uma gazeta que só tem colaboradores de altíssimo nível.

Vocês é que fazem o sucesso do jornal e são vocês a causa da grande audiência.

Gratíssimo pela força e muito sucesso!

4 outubro 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

4 outubro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O DATABESTA PERGUNTA

Tem nova enquete no ar.

O DataBesta quer saber a sua opinião.

Vá aí do lado e cumpra o dever fubânico dando seu pitaco.

JBF: Um jornal que até cachorro lê

4 outubro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

NOTAS

A profissão de bancário é dureza. Exige do profissional, habilidade no atendimento ao público, eficiência no manuseio dos valores alheios e boa gestão nas finanças, especialmente na coordenação de empréstimos e crédito. Para ser bem aceito, o bancário tem a obrigação de ser cordial, discreto, competente e responsável. Apesar da forte concorrência no mercado de trabalho, o profissional tem de enfrentar discriminação interna, pressão no cumprimento de rigorosas metas, sob pena de demissão, trabalhar à exaustão emocional, mesmo sem a devida condição física. Como o salário é baixo, é fácil encontrar bancário depressivo, cardiopata e extremamente agitado. Descontrolado até o pescoço.

* * *

É preciso muita paciência da sociedade para conviver com uma Justiça cara, lerda e cheia de deficiências. Além de enfrentar quatro instâncias nos julgamentos e muita perda de tempo, o cidadão bem que poderia obter o transitado em julgado já na segunda instância, como ocorre na prisão de condenados da Lava Jato. É inadmissível uma ação demorar mais de 19 anos no Judiciário, enchendo gavetas e torrando a paciência das partes interessadas, a maioria de idosos, aguardando o imediato desfecho da questão. Será que existe de fato lei dando prioridade às pessoas acima de 70 anos, nos processos que tramitam no Judiciário? Se existe, o Judiciário nem toma conhecimento. Fere a lei.

* * *

Os empréstimos concedidos pelo BNDES destinados ao setor industrial tem caído. Os investimentos que serviriam para investir na produção, caíram um bocado este ano. Contudo, o consolo tem sido a aprovação de crédito para outros setores que tentam avançar no meio das adversidades. O setor de infraestrutura tem obtido bons empréstimos. O segmento energético, construção de parques eólicos, também não perdeu oportunidade para crescer, assim como os dos ramos da química e petroquímica, mecânica, alimentos e bebidas, celulose e papel, têxtil e vestuário. Sinal de que o Brasil tem se mexido para vencer as incerteza presentes na vida do brasileiro.

* * *

O motorista que pensa em pegar a estrada para fazer uma agradável viagem, dar um passeio tranquilo, se engana. Com a buraqueira e a insegurança nas estradas federais, os viajantes correm sério risco. Podem ter que parar na estrada para consertar o carro, vítima de trepidações nos buracos ou ter de parar por causa de um 38 apontado na cabeça, empunhado pelos bandidos. Afinal, de corrupto, ladrão, mentiroso e cafajeste, o Brasil está cheio. Gatunagem, tem em todo canto do país. O que falta são meios para garantir segurança à população e aos turistas.

* * *

Dados da Agência Nacional de Água-ANA revelam a péssima estrutura de saneamento nos 5.570 municípios brasileiros. Quase a metade das cidades do país lança o dejeto dos esgotos nos açudes, rios e oceanos. Por falta de ação, a irresponsável atitude municipal comete graves crimes ambientais. Desprotege as nascentes hídricas e as matas ciliares que, indefesas, nem desconfiam que a agressão mata a Mata Atlânticam ruas e córregos. Para sanar esta terrível falha, o país teria de investir algo em torno de R$ 150 bilhões no tratamento convencional de esgotos. Afinal, o tratamento de esgotos é o principal critério para garantir saúde e qualidade de vida à população.

* * *

As excrecências têm de desaparecer do cenário brasileiro. Por causa de loteamento político e da nojenta distribuição de cargos, os fundos de pensão de estatais, como o Petrus, da Petrobrás, o Funcef, da Caixa e o Postalis, dos Correios, acumulam déficits bilionários. O absurdo é o pagamento dos desvios de dinheiro e de investimentos mal planejados cair nas costas dos funcionários que não deram pitaco algum e não participaram das falcatruas da maldita corrupção. Para quitar os extraordinários rombos os funcionários da empresas estatais terão de contribuiir por 18 anos seguidos. Sem pestanejar.

* * *

A China, a segunda maior economia do mundo, mostra sinais da pujança. No primeiro semestre deste ano, a taxa de crescimento econômico chinesa atingiu a marca de 6,9%. A excelente performance permite ao gigantesco país da Ásia Oriental adotar outro modelo de desenvolvimento. Trocar o modelo econômico da subordinação ao investimento e ao crédito barato, feitos na indústria e na construção, para o de consumo. A esperança se concentra na aceleração dos serviços de infraestrutura, visando manter a economia em efervescência de forma acelerada. Programa, alías, com estrutura multiplicadora, bem diferente de maneira errônea que enforcou o brsileiro em dívidas.

* * *

Às vezes, o capital não é o único recurso necessário para realizar o sonho do empreendedorismo. Tem momento em que a ideia, o estalo é fundamental. No início, Anderson Macena era apenas um empregado e morador dos fundos de funilaria, espaço cedido gratuitamente pelo patrão. No entanto, foi um fantástico projeto que levou o ex-lanterneiro à fortuna. Depois de passar pela experiência de lavador de carros, Anderson bolou negociar um lava-rápido com as concessionárias de veículos. A ideia pegou, atraiu clientela e, atualmente, o ex-latoeiro espalhou 42 franquias por cinco estados. Mas, o sonho permanece. Espalhar a franquia pelo país. O que deve acontecer brevemente, dada a aceitação do serviço no mercado automotivo.

4 outubro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

4 outubro 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
SÓ NA MOITA

Quem não tem bala na agulha
Não carece se arriscar
Na deve mirar na presa
Sabendo que vai falhar
Pois onça com vara curta
Só doido vai cutucar.

Se tem coisa que não gosto
Amigo, vou lhe contar
E gente que diz que vai
Porém não sai do lugar
Nem desocupa a moita
Nem se agacha pra cagar.

4 outubro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

SINA DE TODOS BRASILEIROS HONESTO: SER ENRABADO PELOS POLÍTICOS QUE ELEGEU! MAS… ATÉ QUANDO?

Mais uma vez se confirma a máxima de que no Brasil não existe salvação na esfera política. A roubalheira é endêmica. Sistêmica. Carcinogênico. Um tumor maligno incurável. Está no DNA do político brasileiro! Parece até que todos que se arvoram para as aventuras executivas e legislativas já entram com uma determinação pré-fixada: roubar, assaltar, saquear, tirar o máximo de proveito em benefício próprio, da família, dos parentes, dos aderentes, dos agregados, etc. e tal.

Depois do escandaloso caso envolvendo a ex prefeita Lidiane Leite da Silva de Bom Jardim, Maranhão, afastada do cargo pela Polícia Federal na Operação Éden em 2014, ficando conhecida nacional e internacionalmente como prefeita ostentação por desvio de verbas da merenda escolar, saqueando todo o município junto com a quadrilha do macho bandido, o ex secretário Humberto Dantas dos Santos, o Belo Rocha, que estava impedido de se candidatar por condenação pela LC n.º 135/10, (Lei da Filha Limpa), outro escândalo sem precedente e impunível assola o município de Mamanguape (PB), onde a atual vice-prefeita, Baby Helenice Veloso (PRTB), (na foto) antes pobre, fudida, lascada, arrombada, sem dinheiro até para comprar uma calcinha da feira de Caruaru, e pedindo arreglo até aos mendigos da praça principal para se eleger com a prefeita Maria Eunice do Nascimento Pessoa, 72 anos, hoje desfila de Rainha de Sabá (Makeda), ostentando carro de luxo, conduzido pelo filho de 11 anos. E este debochando da polícia, cagando para o Secretário de Segurança Publica do Estado da Paraíba e mandando os eleitores que elegeram sua mãe tomarem no centro do olho do furico!

DINHEIRO NA PREFEITURA É QUE NÃO FALTA PARA A GENTE GASTAR. AFINAL DE CONTAS FOMOS ELEITAS PARA ISSO – DECLAROU ELA EM FESTA DE ANIVERSÁRIO DESFILANDO EM CARRO ABERTO DIRIGIDO PELO FILHO MENOR, SENDO APLAUDIDA DE PÉ PELOS PUXAS-SACOS!

Não satisfeita com toda ostentação, desacato à polícia e promoção de festas e mais festas com o dinheiro destinado às necessidades do município, Baby Helenita Veloso também é destaque nas redes sociais de fim de semana por causa de um vídeo em que aparece no desfile do Dia da Independência, que em Mamanguape aconteceu no sábado (23). A vice-prefeita do município desfilou vestida de rainha e chegou na avenida em uma carruagem, abrindo o desfile da Secretaria de Assistência Social de Mamanguape. O desfile teve como tema “Nossa Terra, Nossa História”, e contou com 250 componentes, todos das famílias que a apoiam no esquema de propina do município.

Em declaração ao Portal Ponto G, Paraíba, ela punhetou: Nós, podem ter certeza, não comprometemos o dinheiro público com coisas banais. Esse traje glamuroso que estou usando, (sic) que tanto falam foi um traje cedido.” E ainda explicou que estava vestida de rainha para simbolizar a cidade de Mamanguape, que é conhecida como a Rainha do Vale. A vice prefeita ainda explicou que parte do dinheiro para bancar a apresentação partiu de um projeto social do município chamado de É DANDO QUE SE RECEBE!

ELA SÓ APARECE NA ENTREVISTA COM ESSA CARA DE DESCARAMENTO ABSOLUTO COMO SE NADA TIVESSE ACONTECENDO PORQUE SABE QUE NADA VAI LHE ACONTECER NA ESFERA CIVIL E PENAL – COMENTOU UM CANDIDATO DE OPOSIÇÃO QUE, SE ESTIVESSE LÁ, FARIA O MESMO! TRISTE BRASIL!

4 outubro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

4 outubro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A BOVINA É UM FENÔMENO: ELA RELINCHA AO INVÉS DE MUGIR

Dilma Rousseff – sim, ela ainda existe – foi ser Dilma lá na Rússia, numa palestra na Universidade de São Petersburgo.

A ex-presidente ficou irritada com o ritmo da mudança dos slides que levou para tentar mostrar que seu governo foi uma coisa maravilhosa. “Volta. Tenta fazer direito.”

Mais tarde, reclamou também da tradução da palestra. “Tá difícil. Tradução acho que não está clara.”

Se nem os brasileiros entendem o que Dilma diz, imagine o pobre coitado que precisou traduzir o dilmês para o russo.

* * *

Pois é, gente: a Vaca Peidona continua existindo.

Firme, cagona, peidona e forte!

E ela peida tanto pelo furico quanto pela boca, conforme se pode constatar quando ouvimos um discurso no idioma Dilmês.

Pena que ela não apareça com mais frequência no noticiário.

Suas idiotices vermêio-petralhais fazem uma falta danada no nosso dia-a-dia. Como bem diz o ditado, rir é o melhor remédio.

Sim, antes que eu esqueça: ela foi presidente de Banânia duas vezes.

Eleita e reeleita!!!!

Me digam uma coisa: vocês ainda tem esperanças no futuro de um país que tem um eleitorado assim feito o nosso?

Hein???

Eu conheço pessoalmente umas 13 pessoas que votaram nela. Ceguinho Teimoso é uma delas.

E, em falando da Vaca Peidona, vamos ver o que foi que ela andou aprontando estes dias na Finlândia:

4 outubro 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

GINGA PRA LÁ, GINGA PRA CÁ

A pesquisa Datafolha sobre as eleições presidenciais e a atual conjuntura chega a conclusões claríssimas a respeito da opinião popular: Lula é o candidato preferido para a Presidência, vence qualquer adversário no segundo turno e deveria estar na cadeia.

Nada de teorias conspiratórias: o Datafolha é respeitado, sério, dispõe de equipe experiente e qualificada, com excelente histórico de previsões corretas. Este é seu patrimônio maior; perdê-lo significaria sair de um mercado estável e lucrativo, além de prejudicar a reputação do jornal a que pertence, a Folha de S.Paulo. Que há algo esquisito, isso parece evidente. Mas não se refere à manipulação de pesquisas, e sim à hora de fazê-las.

Lula está sendo julgado por corrupção, em vários processos. Condenado já está, em primeira instância; um de seus aliados mais próximos, Antônio Palocci, que foi seu ministro, acaba de acusá-lo de roubalheira desenfreada. As acusações de Palocci foram um aperitivo do que poderá contar, em delação premiada. São fatos atuais, que acontecem agora, com TV e tudo.

Já a eleição presidencial é daqui a um ano e não se sabe nem quem serão os concorrentes. Alckmin, Dória, Serra, pelo PSDB? E se Joaquim Barboza for candidato? Ou Sérgio Moro, hoje popularíssimo? A economia mostra sinais de recuperação. Daqui a um ano, se a recuperação continuar, que tal Henrique Meirelles, do PSD? Pesquisa sem concorrentes é coisa só nossa.

Ele sabe

Gilberto Kassab, cacique do PSD, disse há poucos dias, sobre Meirelles: “Ainda não é candidato, mas reconheço que é um bom presidenciável”.

Moro, o ingênuo

O juiz Sérgio Moro disse nesta semana que o trabalho da Lava Jato está chegando ao fim, mas que o combate à ladroeira continuará com o mesmo vigor. A Lava Jato, disse, teve como alvo a corrupção no setor de petróleo e fez seu trabalho; agora falta pouco. Moro agiu e age de forma competente, desmontando esquemas de roubo na Petrobras. Há quem faça restrições a seus métodos, mas os tribunais superiores os aceitaram. Moro é um profissional de primeira linha. Só é ingênuo ao supor que o combate à corrupção continuará com o mesmo vigor. Moro pegou de surpresa os chefes do roubo, que demoraram a reagir por acreditar que estavam acima de qualquer suspeita. Hoje já sabem que a lei pode atingi-los. Protegem-se.

O vigor de Moro e dos outros

Uma ótima revista gaúcha, o Espaço Vital pesquisou os números do tal vigor. Em Curitiba, Moro condenou 107 réus da Lava Jato. Em Brasília, o Supremo ainda não condenou ninguém. É por isso que tanta gente luta para garantir o foro privilegiado: é muito mais seguro. Agora, outros casos levantados pelo Espaço Vital desta semana.

Celular alto padrão

O Tribunal de Justiça de Pernambuco autorizou a compra, por pregão eletrônico, de 60 smartphones (embora só tenha 52 desembargadores). Preço autorizado: R$ 12.633,00 por unidade, R$ 758 mil no total. Este colunista não encontrou anúncios de nenhum smartphone custando nem metade deste preço. Mas isso não faz diferença: o caro leitor ganha celulares ou costuma comprá-los com seu próprio dinheiro? Pois é.

Câmara Tour

De janeiro a 15 de setembro, a Câmara Federal autorizou 274 viagens internacionais de Suas Excelências, anunciadas como “missão oficial”. Newton Cardoso Jr., do PMDB mineiro, foi conhecer o Mercado de Maryland, EUA. Dois tucanos, Pedro Vilela (Alagoas) e Vanderlei Macris (São Paulo), e Cláudio Cajado (DEM – Bahia), passaram cinco dias em Paris num congresso de aviação. José Nunes (PSD-Bahia) e Paulo Azi (DEM-Bahia) foram a Orlando “para um encontro com diretores da Disney”. E todos nós nos responsabilizamos pela conta e pelas diárias.

Dúvida pertinente

Se o caro leitor emitir um cheque de R$ 5 mil, o banco é legalmente obrigado a encaminhá-lo às autoridades, para que cruzem as informações e vejam se não há irregularidades e se sua declaração de imposto de renda o capacita a pagar esse valor. Mas a JBS pagou R$ 248 bilhões a políticos e ninguém percebeu nada, nem no Governo do PT, nem no do PMDB?

Duvidar sempre

Luciano Coutinho, presidente do BNDES de 2007 a 2016, disse que os negócios do banco deram lucro, comprovando seu acerto. Coutinho é um economista renomado, conhece o ramo. Mas agora sabemos como é que a JBS obteve seus lucros. E há casos curiosos – por exemplo, uma produtora de pás eólicas, a Tecsis, que recebeu US$ 460 milhões do BNDES e, três anos depois, demitiu sete mil de seus oito mil empregados, fechou sua maior fábrica e enfrenta diversos pedidos de falência.

4 outubro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)


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