7 outubro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

7 outubro 2017 JOSELITO MÜLLER

NUZMAN DIZ QUE GANHOU BARRAS DE OURO DO SILVO SANTOS

O presidente do Comitê Olímpico Braseiro Carlos Arthur Nuzman, preso recentemente sob suspeita de participar de esquemas de compra de votos para que o Rio de Janeiro fosse eleito sede dos jogos olímpicos, prestou depoimento na manhã de hoje, ocasião em que esclareceu a origem de várias barras de ouro, totalizando 16 quilos, pertencentes à sua pessoa, atualmente guardadas em um banco suíço.

Segundo Nuzman, as barras de ouro foram um prêmio que ele ganhou no programa “Show do milhão”, do apresentador Sílvio Santos.

“EU, NA ÉPOCA, TINHA FALADO PARA O SÍLVIO QUE PREFERIRIA GANHAR O PRÊMIO EM DINHEIRO MESMO, MAS ELE ME DISSE QUE AS BARRAS DE OURO VALIAM MAIS QUE DINHEIRO E EU ACABEI ACEITANDO”, DECLAROU.

O “Show do milhão” era um programa de perguntas e resposta que premiava os participantes com um milhão em barras de ouro.

Tal programa, ao lado da Tele-Sena e do “Topa Tudo Por Dinheiro” foi responsável por tirar milhões de brasileiros da pobreza, o que resultou na indicação de Sílvio Santos ao prêmio Nobel.

As barras de ouro de Nuzman, que segundo o Ministério Público, tinham origem ilícita, foram o motivo de sua prisão.

Com o esclarecimento da verdadeira origem do precioso mineral, Nuzman deve ser solto a qualquer momento e poderá voltar a presidir o Comitê Olímpico Brasileiro.

7 outubro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

7 outubro 2017 FERNANDO GABEIRA

MUDAR OU NÃO MUDAR

Parei algumas vezes esta semana para pensar 2018. Compreendo o pessimismo em que estamos envolvidos no momento. Mas, olhando para trás, as eleições de 2018 podem se livrar de alguns sérios problemas deste período democrático.

O primeiro instrumento para isso é a Lei da Ficha Limpa. Independentemente até do alcance que a interpretação do STF lhe der, é um filtro imposto pela própria sociedade. Um segundo filtro potencial, que também depende do STF, é acabar com o foro privilegiado. A Ficha Limpa exclui condenados, o foro privilegiado é um refúgio para os que querem escapar da condenação.

Se o Supremo escolher esse caminho sensato, não estará fazendo bem apenas ao processo político-eleitoral, mas a si próprio. Pode se livrar de centenas de processos e, simultaneamente, livrar-se do Código Penal, cuidar mais da Constituição.

Nas mãos do Supremo está outro fator de mudança: a liberação de candidaturas independentes. Reconheço que é contraditória com o princípio que levou à cláusula de barreira, um mecanismo que exclui partidos pouco votados. A ideia, aqui, era de combater a fragmentação, que torna o País ingovernável e o predispõe ao toma lá, dá cá que marcou o colapso do chamado presidencialismo de coalizão. Mas candidatos independentes estarão propondo mudanças e tendem a ser mais monitorados por seus eleitores, que, nesses casos, costumam ter papel decisivo na eleição. Aliás, se houve um momento neste longo período democrático em que valia a pena testar um novo caminho, esse momento é este.

A posição de procuradora-geral Raquel Dodge foi favorável às candidaturas avulsas. Não há nada que as proíba na Constituição e estão, segundo ela, amparadas no Pacto de São José, que vem a ser a Convenção Interamericana de Direitos Humanos.

Todos esses fatores contribuem para um tipo de eleição melhor que no passado. No entanto, quando penso em 2018 ainda não consigo equacionar alguns problemas das eleições brasileiras que percebi agudamente em 2010. Naquelas eleições descobri um pequeno exército de robôs trabalhando para Sérgio Cabral. Juntamos o material para denunciar o uso de empresas no exterior para produzir mensagens e interferir nas eleições. Mas naquela época era até um pouco esotérico denunciar as trapaças eletrônicas de Cabral. Vejo em pesquisas realizadas no exterior que os partidos brasileiros já utilizam esse mecanismo em grande escala, após a virada da década. Exércitos nacionais e estrangeiros de robôs entraram em cena nas redes sociais.

A eleição de Trump, nos EUA, revelou como a atmosfera é favorável à massificação das fake news. Existem suspeitas da participação dos russos no processo americano. No momento em que o eixo das campanhas se desloca da televisão para a internet, certamente os robôs terão impacto maior agora do que em todas as outras. O único caminho, naturalmente, será multiplicar o combate às fake news, o que já é feito pela imprensa. Num processo eleitoral as coisas acontecem rapidamente, às vezes no apagar das luzes, como os vazamentos contra Macron, na França.

Mesmo aqui, onde há problemas, reside também uma novidade nas eleições de 2018. Mais do que nunca, milhões de pessoas podem se informar sobre os fatos e compartilhar as suas ideias.

Se aquelas expectativas razoáveis se confirmarem no Supremo, aumentam as possibilidades de boas eleições em 2018.

O fracasso do sistema político-partidário é uma evidência para a sociedade. Candidaturas avulsas, grupos renovadores que optem por entrar em partidos, enfim, vai se criando uma base para mudar.

É uma ilusão pensar que novos nomes sozinhos modificam isso. Terão de se apoiar em parlamentares experientes que também querem mudar. Ainda assim, não serão maioria. Mas se representam grande parte da sociedade, jogam com 12, jogam com a torcida.

Pode parecer prematuro adiantar hipóteses para 2018 num país com tantas surpresas. Mas os sinais são de que o ano acabará sem grandes novidades. A segunda denúncia contra Temer caminha para ser rejeitada na Câmara. Não se esperam surpresas por aí, as próprias crises do hamletiano PSDB se parecem com as da primeira denúncia.

Segundo as pesquisas, grande parte da população quer que ele fique até o fim do governo e, ao mesmo tempo, seja investigado. Isso é impossível. Mas, pelo menos, dá um alento a quem votar contra a denúncia. O famoso se ajeita comigo e dê graças a Deus.

É nesse caminho que entra 2018, um ano que vai exigir muito de nós. Será realmente a primeira grande eleição sob impacto direto da Lava Jato. Ela contribuiu para que políticos e empresários saibam que a corrupção é mais arriscada. Ela pode ter filtros e também receber sangue novo.

Claro que todo o quadro depende de novas crises. A do momento envolve Senado e STF. É possível aplicar medidas cautelares contra deputados ou senadores? O Supremo proibiu Eduardo Cunha de ir à Câmara e recolheu Aécio durante a noite. Como resolver essa questão, a não ser pelo próprio Supremo? O embate é um novo centro de resistência às investigações. Se não houvesse foro privilegiado, o STF não teria desgastes pontuais, apenas definiria se juízes podem ou não aplicar medidas cautelares contra acusados.

Se os Parlamentos tivessem resposta adequada a cada caso de quebra de decoro, os juízes não precisariam adotar medidas cautelares. Em alguns países o próprio acusado se afasta, em outros é afastado pelo Conselho de Ética. A mensagem que a resistência ao Supremo passa é a de que medidas devem ser submetidas ao Congresso.

Com as decisões punitivas restritas aos comitês de ética e excluindo o STF, os parlamentares vão criar uma espécie de limbo onde tudo se dissolve. Aliás, é nele que se dissolvem em discursos e troca de favores as denúncias contra o presidente Temer.

Só mesmo em 2018 a sociedade poderá responder a tantos anos de ultraje.

7 outubro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

NONATO – CRATO-CE

Santíssima Santa Santidade
Santo Papa Berto I e Único,

este é somente para louvá-lo, bajulá-lo, pedir vossa bênção, puxar o saco e relembrar a participação do colunista Marcos Mairton, no programa do também colunista Falcão, Leruaite, no dia 19 de setembro de 2017:

R. Êita peste!!!

Sequiessê uma cortação de jaca da porra.

Uma puxada de esticar o saco.

Agora veja só: Marcos Mairton, competente e ilustre Juiz Federal que nos honra com a sua presença, é realmente colunista desta gazeta escrota.

Mas Falcão ainda não nos deu a alegria de assinar um espaço por aqui.

Vamos ver se a gente consegue isto. Aguarde.

E aqui vai o vídeo que você nos mandou, seu cabra doido.

7 outubro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

7 outubro 2017 JOSIAS DE SOUZA

SE RECIBOS SÃO FALSOS, RESTA A LULA A AUTODELAÇÃO

Apenas um brasileiro em um milhão é capaz de entender o emaranhado das falcatruas varejadas pela Lava Jato. Mas todo brasileiro que já entrou em pânico quando sobrou mês no fim do salário sabe o que é um recibo de aluguel. A simples suspeita de que Lula não consegue explicar o aluguel de um apartamento que utiliza em São Bernardo é inquietantemente perturbadora.

Quem cuidava disso era dona Marisa, disse o pajé do PT quando Sergio Moro o interrogou sobre o aluguel do imóvel. As evidências disponíveis no processo e Antonio Palocci informam que era a Odebrecht quem resolvida tudo, não a ex-primeira dama. A defesa de Lula levou aos autos um lote de recibos. Ufa! São ideologicamente falsos, declara a força-tarefa de Curitiba. Hummmm!

Tomado pelo hábito de nunca saber de nada do que se passa sob suas barbas, Lula parece guiar-se por uma filosofia própria. Está baseada na seguinte premissa: alguém que veio ao mundo para salvar o Brasil não pode se preocupar com coisas banais como, digamos, um recibo de aluguel.

Vem daí, talvez, o inconformismo do ex-soberano petista com seus investigadores. Lula enxerga os procuradores como seres insensíveis. É uma gente incapaz de notar que o dinheiro movimentado ao seu redor, venha de onde vier, é mais do que merecido. Ah, até o Palocci diz que roubaram nas sondas da Petrobras? Ora, gruda-se na testa do companheiro a tarja de “traidor”. E toca-se a procissão.

Noutros tempos, o político que roubava mas fazia costumava reclamar para si uma cota de imunidade. Estava entendido que sua obra justificava seus pecados, quando não eram uma decorrência natural deles. Mas a rapina sistemática do país foi levada às fronteiras do paroxismo. A reação tornou-se inevitável.

Colecionador de processos, Lula já foi denunciado nove vezes pela Procuradoria. Seis dessas denúncias viraram ações penais. Numa, o ex-presidente foi condenado por Moro a nove anos e meio de cadeia. Com uma rotina penal tão inquietante, se Lula não tiver como explicar o pagamento de um aluguel, talvez seja o caso de pensar numa autodelação. Seria mais honesto do que continuar exigindo dos seus devotos que façam o papel de idiotas.

7 outubro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

7 outubro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O DATABESTA INFORMA

Junto com os votos de um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica, aqui estão os números finais da última Enquete Fubânica.

Grato a todos que participaram.

E pra todos – tanto os que participaram quanto os que não nos deram o prazer -, uma música pra alegrar o nosso sábado.

* * *

Mestre Ambrósio – A ROSEIRA (Onde a moça mijou) – Luiz Oliveira e Waldemar Oliveira

7 outubro 2017 FULEIRAGEM

GIANCARLO – CHARGE ONLINE

7 outubro 2017 HORA DA POESIA

CREPÚSCULO SERTANEJO – Castro Alves

A tarde morria! Nas águas barrentas
As sombras das margens deitavam-se longas;
Na esguia atalaia das árvores secas
Ouvia-se um triste chorar de arapongas.

A tarde morria! Dos ramos, das lascas,
Das pedras, do líquen, das heras, dos cardos,
As trevas rasteiras com o ventre por terra
Saíam, quais negros, cruéis leopardos.

A tarde morria! Mas funda nas águas
Lavava-se a galha do escuro ingazeiro…
Ao fresco arrepio dos ventos cortantes
Em músico estalo rangia o coqueiro.

Sussurro profundo! Marulho gigante!
Talvez um – silêncio!… Talvez uma – orquestra…
Da folha, do cálix, das asas, do inseto…
Do átomo – à estrela… do verme – à floresta!…

As garças metiam o bico vermelho
Por baixo das asas, – da brisa ao açoite -;
E a terra na vaga de azul do infinito
Cobria a cabeça co’as penas da noite!

Somente por vezes, dos jungles das bordas
Dos golfos enormes, daquela paragem,
Erguia a cabeça surpreso, inquieto,
Coberto de limos – um touro selvagem.

Então as marrecas, em torno boiando,
O vôo encurvavam medrosas, à toa…
E o tímido bando pedindo outras praias
Passava gritando por sobre a canoa!…

7 outubro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

DINHEIRO DE PINGA

Deputado petista acredita que em 2018 o roubo de dinheiro público pelos partidos políticos será um pouco menor

“É um valor moderado para garantir uma eleição efetivamente democrática”.

Henrique Fontana, deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul, ao defender o fundo partidário criado sorrateiramente pelos parlamentares na noite desta quarta-feira, confirmando que tomar R$ 1,7 bilhão dos pagadores de impostos é dinheiro de pinga perto do que os partidos costumam abocanhar em épocas eleitorais.

7 outubro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

PINGAS….PINGA? PINGAS!!!!!!

7 outubro 2017 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA (MG)

7 outubro 2017 DEU NO JORNAL

POR INSTANTES, O DILMÊS SOOU FINLANDÊS

Celso Arnaldo

A pior presidenta do mundo agora é a pior palestranta do mundo – em vários idiomas. Seu inglês levou os tradutores da ONU – os melhores do mundo – a colapsos nervosos irrecuperáveis. E o francês de Dilma, exposto em Genebra, não seria suficiente para ela tentar comprar um croissant sem ser expulsa da boulangerie. Mas, surpreendentemente, o melhor desempenho de Dilma, em suas andanças pelo mundo para denunciar o golpe providencial de que foi vítima, foi em Helsinque, esta semana.

Conseguiram para ela uma plateia de finlandeses dispostos a ouvi-la discorrer sobre o “puhallus” – golpe em finlandês, numa versão mais fantasiosa que as fábulas de Peikko e Tonttu. E não é que Dilma aprendeu finlandês, como mostra o vídeo abaixo? Bem, como não sabemos finlandês, só podemos avaliar sua proficiência nesse idioma nórdico pelas risadas da plateia. Imagine: Dilma, em seu stand-up internacional, arrancando risos até nos confins da Finlândia – e mesmo quando o assunto é o dramático golpe de estado de que foi objeto.

O público parece à vontade para gargalhar. Dilma, não. De repente, muda a clave da língua:

– Há uma dificuldade em do português falar finlandês.

Mas, espere: isso soa finlandês. Claro, mas, examinando bem, a sintaxe desse “em do português” parece familiar também a quem não conhece uma palavra do finlandês. Se houver ainda qualquer dúvida sobre a irmandade linguística entre finlandês e dilmês, ouça a frase seguinte:

– Brasil é um país que foi o último país a…

Agora, sim, nenhuma dúvida. Nem um finlandês falaria português assim.

7 outubro 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

7 outubro 2017 JOSIAS DE SOUZA

CORRUPÇÃO OLÍMPICA É A ANTIAPOTEOSE DA ERA LULA


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