21 outubro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

21 outubro 2017 JOSIAS DE SOUZA

SUJO, RENAN IRONIZA NA WEB TEMER, O MAL LAVADO

Dono de um currículo penal invejável, Renan Calheiros, estrela de 16 inquéritos e réu numa ação penal, sentiu-se à vontade para fazer troça na internet com Michel Temer, primeiro presidente da história a arrostar duas denúncias por fatos vinculados à corrupção.

Renan achou “engraçado” um parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal pela doutora Raquel Dodge. Nele, a procuradora-geral da República sustenta que há 51 milhões de motivos para manter Geddel Vieira Lima atrás das grades.

A certa altura, Dodge anota que Geddel parece ter assumido posição de líder de organização criminosa constituída para assaltar o erário. E Renan: “Nunca soube que Geddel era o chefe. Para mim, o chefe dele era outro.

Considerando-se que Temer, Renan e Geddel integram diferentes facções da mesma falange partidária, a plateia fica com a incômoda sensação de que sucede nos porões do PMDB algo muito parecido com o que ocorre na favela da Rocinha: uma disputa pelo controle do território.

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

21 outubro 2017 RUY FABIANO

HARMONIA PELO AVESSO

Governo, STF e Congresso irmanam-se mais uma vez em torno de tema vital para o destino da Lava Jato: o fim das prisões após condenações em segunda instância.

Essas prisões foram autorizadas pelo mesmo STF, há um ano, fixando a jurisprudência que agora pretende revogar. A única alteração na Corte, desde então, foi a entrada de Alexandre de Moraes, em substituição a Teori Zavaski, que, aliás, foi quem propôs essa prisão, antes do trânsito em julgado, que pode durar muitos anos, décadas mesmo. Será concretamente o fim da Lava Jato.

Nos Estados Unidos e na França, por exemplo, o condenado já começa a cumprir pena após condenação em primeira instância. Recorre às instâncias superiores de dentro da cadeia. Aqui, se voltar a prevalecer a prisão após o trânsito em julgado, a condenação prescreve sem que o condenado saia de sua rotina.

Paulo Maluf é o exemplo clássico. Todas as suas condenações prescreveram, sem que ele purgasse a cadeia. A jurisprudência do STF, prestes a ser revogada, havia estabelecido uma mudança importante para romper a cultura da impunidade no país.

Lula, já condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, aguarda a confirmação da sentença em segunda instância, pelo TRF 4, de Porto Alegre, que o levaria à prisão. Idem José Dirceu. Se depender dos titulares dos três Poderes, não têm mais o que temer.

Há uma semana, o ministro Ricardo Lewandowski, sinalizando essa mudança, mandou soltar o ex-vereador de Goiânia, Amarildo Pereira, preso após sentença confirmada em segundo grau. Foi um dia depois de o mesmo STF transferir ao Legislativo a prerrogativa de prender parlamentares – e mesmo dia em que o ministro Luís Fux concedeu habeas corpus ao terrorista italiano Cesare Battisti.

Na sequência, o Senado, confirmando as piores expectativas, devolveu na terça-feira passada o mandato ao senador tucano Aécio Neves. E a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, na quarta, rejeitou a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Temer e seus ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.

Estima-se que o plenário da Câmara, na semana que se inicia, confirme aquele resultado, já que o governo é majoritário e intensifica o corpo a corpo com os aliados na base do troca-troca.

Dentro da teoria das aproximações sucessivas da crise, mencionada pelo general Hamilton Mourão, como hipótese para uma intervenção militar, não há dúvida de que essas duas semanas foram de avanços significativos. O general, em palestra na Maçonaria, um mês atrás, condicionou a defesa da normalidade institucional a que o Judiciário cumpra o papel de colocar os políticos infratores na cadeia. Não o fazendo, advertiu, “vamos ter que impor isso”.

Até aqui, o Judiciário tem feito o oposto. A primeira instância – juízes como Sérgio Moro (Curitiba), Marcelo Bretas (Rio) e Waldisney Moura (DF) – prende, mas as instâncias superiores soltam.

Anteontem, por exemplo, o desembargador federal Olindo Menezes, do TRF 1, em Brasília, suspendeu o bloqueio de parte dos bens dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O bloqueio inicial, de R$ 60 milhões (insignificante para quem opera na escala dos bilhões), fora ampliado pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do DF.

O desembargador achou um exagero essa ampliação – e, além de liberar os bens pessoais dos dois, permitiu que suas empresas retomem normalmente suas transações financeiras. Mais um gol contra do Judiciário, dando novo passo nas aproximações sucessivas.

Enquanto isso, o ex-presidente FHC, otimista, considerou que há novidades na política brasileira. E citou o apresentador de TV, Luciano Huck, marido de Angélica e pré-candidato à Presidência da República (!!) como uma delas. Há também, e ele se esqueceu de mencionar, o treinador de vôlei Bernardinho, sem falar do craque Romário, hoje senador, que postula o governo do Rio de Janeiro.

Tiririca errou quando disse que pior não fica. Ficou.

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


http://www.apoesc.blogspot.com.br
VIVA O POETA

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

DORINHO – CHARGE ONLINE

FACE ESCURA

Aécio Neves acha possível continuar tapeando os 51 milhões de eleitores iludidos em 2014

“Fui vítima de uma ardilosa armação, comandada por empresários que enriqueceram às custas do dinheiro público e não respeitaram as pessoas de bem”.

Aécio Neves, senador do PSDB de Minas Gerais, recitando um álibi que deixaria ruborizado de vergonha o avô Tancredo Neves.

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

21 outubro 2017 HORA DA POESIA

O ACENDEDOR DE LAMPIÕES – Jorge de Lima

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS

Volta e meia flagro-me dedilhando teclas pretéritas. Saudosismo? Não. Nada de excessiva valorização do passado. Viagem no tempo? Pode ser. Para mim, deleitar-se com os bons momentos usufruídos na existência de cada um de nós, consiste no melhor exercício para amenizar o inclemente avançar dos anos de nossas vidas.

Trazer à baila a plenitude do movimento renovador da música popular brasileira, após a Bossa Nova, é uma dessas práticas. Vivíamos a repressão oriunda do regime militar iniciado em 1964, quando jovens rebeldes descompromissados com política e influenciados pelo rock n’roll criaram a revolução musical que ficou conhecida como Jovem Guarda.

O som inovador de Elvis Presley, Roling Stones e de outros astros do iê-iê-iê – alusão direta à expressão yeah-yeah-yeah presente em sucessos dos The Beatles – impregnou parcela de nossa juventude desengajada de greves e de protestos contra o governo instaurado no país.

Eram turmas de cabelos engomados e calças colantes em forma de boca-de-sino, com cintos e botas coloridos, que apregoavam paz e amor e faça amor não faça guerra. Patotas de linguajar próprio, botando pra quebrar, mas achando tudo o maior barato sem considerar nada ruço, procurando manter a barra limpa.

Jovens cantores interpretando músicas leves e açucaradas, falando de amores ardentes, carangos, festas e brotos legais; utilizando letras fáceis de decorar emoldurando coreografias diferentes das usuais direcionadas para o público adolescente enfeitiçado pela onda em evolução.

A Jovem Guarda surgiu em 1965, na TV Record, em programa comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa definindo uma nova linguagem musical e comportamental no Brasil, que se tornou referência para adolescentes da época. Desde a forma de se vestir a gírias e expressões próprias criadas no embalo do movimento.

Além dos três titulares das jovens tardes de domingo, surgiram e se consolidaram na profissão e no cenário artístico nacional interpretes e compositores como Ronnie Von, Eduardo Araújo, Jerry Ariani, Sérgio Reis, Antonio Marcos, Márcio Greyck, Jorge Ben Jor, Tim Maia, Golden Boys, Renato e Seus Blue Caps, Lafayette e seu Conjunto, e outros a perder de vista.

Comenta-se que o nome que deu origem ao estilo popularizado nos anos 60, foi inspirado numa frase do revolucionário russo Vladimir Lenin: O futuro pertence à jovem guarda porque a velha está ultrapassada.

Setores da crítica afeitos à Bossa Nova, consideravam o som da Jovem Guarda música alienada, não somente porque privilegiou a guitarra em detrimento do violão, mas, sobretudo, por manter àqueles jovens afastados da discussão política que sacudiu o Brasil nos primeiros anos da ditadura militar. O programa terminou em 1968, com o desligamento de Roberto Carlos da TV Record.

Sem prescindir de outros estilos musicais, ainda hoje sinto prazer ao ouvir as inocentes e alegres canções que transformaram a Jovem Guarda num dos maiores fenômenos nacionais do século XX.

Tudo isso bicho, aconteceu meio século atrás, e foi uma brasa, mora!

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

21 outubro 2017 DEU NO JORNAL

VAI TER CHUVA DE TOLÔTES NAS ALTEROSAS

Lula vai passear por Minas Gerais a partir da próxima segunda-feira, 23.

Serão 12 cidades mineiras em oito dias.

Preparem-se para infinitas queixas de “perseguição” por parte do Judiciário, do Ministério Público e da imprensa.

E para muitas fotos fechadas, para dar aquela impressão de multidão.

* * *

Segundo apurou o Departamento de Fuxicos do JBF, a pequena e simpática cidade de Conceição do Mato Dentro, pra fazer jus ao nome, tá esperando Lula pra enfiar o pau dentro.

Um pau cheio de mato e bem grosso.

E aí é que Lapa de Demagogo vai cagar oralmente pra valer, muito mais do que já é do seu costume.

Beldades de Conceição do Mato Dentro fazendo uma pose para os leitores fubânicos

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

SECANDO O PAU

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

JOTA CAMELO – CHARGE ONLINE


CONFLITOS

A democracia no Brasil precisa tirar umas férias para se recompor, se refazer e voltar mais verdadeira, mais consistente e capaz de dar um novo caminho na nossa história, apagando todo esse desmoronamento ético e moral das nossas instituições que fazem parte do Poder. Acredito que a democracia, no momento, está depressiva, triste, pessimista e com baixa estima e não podia ser diferente em razão do vilipendiamento que sofre todos os dias por quem a deveria observar, defender e honrar. Muitos dirão que essas férias só poderiam acontecer se, em sua ausência, fosse substituída pelo autoritarismo, talvez o único caminho para uma purificação dos podres membros democráticos que em nome e uso da democracia, se fartam dos cofres públicos e das negociatas de cargos e poderes na estrutura de governo, em todos os níveis. Malas de dinheiro, barras de ouro, joias, sítios e apartamentos e tantos outros desvios, patifarias e acordos espúrios, foram praticadas em seu nome e dela fizeram uso para estar no comando deste Brasil. O apoio ao autoritário é inversamente proporcional às manipulações políticas do sistema democrático.

Os dados que a cada dia nos fornecem as pesquisas levam a extrema preocupação quanto ao que nos espera a curto prazo. A meta dos grupos políticos atuais está voltada a exclusiva manutenção do Poder e da sobrevivência individual dos seus membros. Ou tomamos uma atitude imediata para valer ou vamos chafurdar em breve em um lamaçal sem precedente na nossa história. É assustador que um presidente do Senado Federal e por consequência do Congresso Nacional, venha a público dizer que apoia o ex presidente Lulla, um condenado a caminho da prisão, caso ele consiga ser candidato a presidência da República. Esta declaração reflete bem o sentido do bando no Poder, sem referir que o senador presidente é um dos muitos com problemas na justiça. O Congresso Nacional cheira a enxofre.

As pesquisas do Instituto Ipsos, publicada no Estadão, informa resultados de opinião que são verdadeiros momentos de drama no Brasil. É difícil entender que um presidente que recebe 94% de rejeição continue no comando. A explicação plausível está no fato de que somos um país de população pobre, cultural e economicamente. Mais, 93% não confiam nos políticos. Este é um dos sinais de ignorância do povo sobre o processo eleitoral já que, por anos, pouca mudança aconteceu no quesito renovação. Aí então, temos os mesmos eleitos comandando por décadas a política nacional e regional, eleitos por aqueles que na pesquisa não confiam neles. O regime autoritário que se instala via a ação militar, tem os seus atores, os militares, com a maior aprovação, 66% da população, mas que, em acontecendo uma intervenção, não sustentarão tal posicionamento. Daí, nesse caso, o retorno imediato da democracia de suas férias, já expurgada de seus males.

Usando dos dados da tese “Ricos no Brasil, 1926-2013” (UNB) do site Slonik.com.br, faço a análise da nossa comprovada pobreza e despreparo técnico para, a médio prazo, conseguirmos algum desenvolvimento razoável à qualidade de vida ao brasileiro. Somos um País de 208 milhões de pessoas e apenas 20,8 milhões, ou seja, 10% da população ganham cerca de R$ 2.900,00 mensais, pouco mais de R$ 33.800.00 anuais. Temos 5% da população ganhando R$ 5.900,00, em torno de 70 mil anuais. Outros 2% estão na faixa de R$ 19.000,00 mil mensais, por volta de 230 mil anuais. Dos 208 milhões de brasileiros, apenas 0,1% ganha acima de 1 milhão de reais anualmente. Fica nítido que os salários no Brasil, para a grande massa de trabalhadores, são de sofrível qualidade e isso reflete diretamente na qualificação do profissional brasileiro que vai resultar em baixa produtividade e consequente perda de ganhos em todos os níveis, ou seja, do trabalhador, das empresas e do Estado em sua arrecadação.

Está claro e límpido que somos um País pobre e que nada fazemos de produtivo para sair dessa roda desqualificada de vida que vivemos. Exceto para alguns, milhões de brasileiros morrem todos os anos sem saber o que o mundo de hoje oferece e sem ter, sequer, a possibilidade de sonhar com melhores dias. Estão fadados a viverem subjugados pelo trabalho improdutivo financeiramente, a uma expectativa de melhor viver e usufruir, em sua passagem pela vida, daquilo que ela de bom, oferece minimamente, estudo e o sonho de poder almejar esperança de melhores dias. Esses bandos políticos que hoje compõe o cenário político do Brasil, raras exceções, jamais irão promover ações que visem alçar essa população marginalizada a um bem-estar de vida. O interesse deles é manter, para subjugar o povo, esse teatro de conflito.

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

PELICANO – TRIBUNA (SP)

GRUPO MANDAIA


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