6 novembro 2017 FERNANDO GABEIRA

NO CORAÇÃO DAS TREVAS

Uma querida amiga disse que leu um artigo meu três vezes para entender bem. Prometi que na próxima, reescreverei três vezes. Italo Calvino disse que o texto do século XXI teria de ser leve. Mas como são pesados os temas do Brasil de hoje.

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse que os comandantes da PM estão ligados ao crime e que o governo não controla sua polícia. Não ficou aí, nessa sinistra generalização. Disse que a esperança de mudar só viria mesmo após as eleições de 2018. Estamos em novembro de 2017. Quantos tiroteios, quantas balas perdidas, quantas mortes nos esperam até lá? Se o quadro é esse mesmo que o ministro pintou, o governo federal deveria fazer algo para transformá-lo.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou há algum tempo que havia relação entre políticos e o crime organizado. Eles precisam de voto, o crime organizado controla mais de 800 pontos apenas no Rio. Quem vai à Baixada, viaja a cidades como Campos e Macaé ou cruza a Baía de Guanabara, vai até Niterói, constata que o número de territórios ocupados é muito maior.

Jungmann propôs uma força-tarefa para desvendar os vínculos entre crime e política no Rio. Raquel Dodge concordou. Até aí, tudo bem.

Uma revelação bombástica antes mesmo da força-tarefa começar o seu trabalho é inadequada. Acaba complicando a vida das pessoas já amedrontadas no seu cotidiano. O ministro Jardim nem mata a cobra nem mostra o pau. É como se dissesse: “Xi, a segurança está na mão de bandidos mas isso pode mudar depois de 2018.”

Felizmente não é bem assim. Ouvi alguns amigos da PM e eles garantem que há bons e honestos comandantes.

O Rio foi abalado por um governo que era, na verdade, uma organização criminosa. Todas as estruturas do poder foram de alguma forma contaminadas. Certamente será necessário um paciente e árduo trabalho com ajuda federal para desfazer todas as teias, os nichos da corrupção.

Quando o Exército veio pela primeira vez nessa crise, defendi a ideia de que deveria estabelecer um contato maior com a sociedade, oferecer um trabalho comum. Com as formas de comunicação de hoje seria possível criar um sistema de defesa muito mais poderoso. A própria sociedade se mexe. O aplicativo OTT (Onde Tem Tiroteio) é um um dos exemplos disso.

Nas primeiras investidas, a operação fez inúmeros cercos, apreendeu poucas armas. Era uma indicação de que o trabalho de inteligência precisava melhorar. Da soma que o governo federal destinou, foram usados apenas 22% para enfrentar a crise de segurança pública no Rio. E os cercos são a tática mais cara com menores resultados.

No meio do áspero caminho, uma crise no relacionamento entre os governos. Parecia haver algo no ar entre o ministro Jungmann e as autoridades estaduais de segurança. Ao invés da possibilidade de uma cooperação em grande escala, incluindo as pessoas que vivem aqui, o que nos ofereceram foram crises de relação, desconfiança mútua.

É preciso formar um bloco bem intencionado entre as forças de segurança. E pedir a ajuda da sociedade. Não temos armas. Mas o conhecimento coletivo é um instrumento que potencializa o trabalho armado, em certas ocasiões, pode até dispensá-las.

De uma certa forma, a luta contra o terrorismo na Europa e nos Estados Unidos, os esforços emergenciais após uma catástrofe natural – todos esses grandes embates demandam um vínculo através da rede. Nas inundações do Texas foi impressionante acompanhar o mapa das pessoas ilhadas; bastava clicar no ponto que aparecia a mensagem: falta comida, dificuldade de respirar, rompeu a bolsa d’água. Um terrorista procurado na Europa pode ter seu retrato passado para todos os smartphones de uma extensa área onde opera.

O potencial de descobrir os caminhos para programas que reforcem a segurança no Rio não está em governos combalidos, mas na própria sociedade. Como acionar esse poder sem ter o mínimo de credibilidade? O que os que ainda sobrevivem nos governos poderiam pelo menos tentar. E tentar com uma visão clara do que distingue propaganda de resultado real.

O grande problema não é só que os bandidos furam facilmente os cercos. O difícil é furar os cercos mentais que às vezes dominam as cabeças no governo. Quase todas têm medo de falar com pessoas reais. Preferem fazê-lo através das grandes máquinas de propaganda que filtram as críticas ou enfatizam as pequenas vitórias.

Sem que os sobreviventes no governo peçam socorro e a sociedade lhes dê mão, não vai prosperar uma defesa real diante da crise de segurança. De outra forma, voltamos aquela história de esperar 2018. É muito tempo, sobretudo para os que perdem a vida em segundos nas ruas do Rio.

É tudo tão grave, certamente não é uma dessas dores estranhas que simplesmente passam se ficamos em repouso. Nossas chances dependem também da percepção do abismo: quanto mais rápida, melhor.

6 novembro 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (G)

ANTÕE PENA NA FARMÁCIA DE LÉO BRANDÃO

6 novembro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

DANÇA MACABRA

Descem trevas e trevas nesta treva.
A noite é mais que noite: é um caos tremendo,
em cujo desplandor, fosforescendo,
uma ronda fantástica se eleva.

É a legião dos fantasmas legendários,
que emergiram do côncavo das lendas
e vêm cruzar, dançando, as mesmas sendas
que pisaram meus passos solitários!…

E a aurora, que não vem! Assassinada
pelo ímpeto das sombras, não há dia:
apenas noite bárbara, pagã.

E, única luz na rigidez do nada,
a ronda dos espectros tripudia
no cadáver sangrento da manhã.

6 novembro 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

6 novembro 2017 DEU NO JORNAL

UM SELEÇÃO DE ARROMBAR

Advogados de investigados na Lava Jato querem criar um instituto para reagir ao que dizem ser ataques dos responsáveis pela operação contra as garantias legais que asseguram as condições do exercício do direito de defesa.

Eles discutirão o assunto na segunda-feira com outros advogados alinhados à ideia, que surgiu de um grupo de WhatsApp criado em 2015 pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, sócio do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, defensor de Dilma Rousseff no processo de impeachment.

Participam do grupo atualmente 112 juristas, entre eles Alberto Toron (que defende Aécio Neves e Dilma), Antonio Carlos de Almeida Castro, o ‘Kakay’ (Joesley e Wesley Batista), Roberto Podval (José Dirceu), Pierpaolo Bottini (JBS e OAS), Fábio Tofic (Guido Mantega e João Santana) e Cristiano Zanin (Lula).”

* * *

O time de advogados é arretado.

Mas o time de corruptos que eles defendem é melhor ainda.

Deixa qualquer seleção pra trás:

Dilma Roussef, Aécio Neves, Joesley Batista, Wesley Batista, José Dirceu, Guido Mantega, João Santana e Lula.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!

Nem a seleção dos traficantes de droga do Rio de Janeiro consegue derrotar esta seleção banânica.

Num tem Lava-Jato que aguente uma quadrilha deste porte.

“Adevogado bom é o que num farta pra nóis, cumpanhero Aeço”

6 novembro 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

ALMAS GÊMEAS

Lula faz de conta que é parecido com Getúlio, Mandela e Tiradentes, mas sabe que tem a alma e a cara de Renan Calheiros

“Lula sinalizou que via com simpatia a ideia e decidimos acelerar esse debate”.

Ricardo Barbosa, presidente estadual do PT de Alagoas, fingindo que ainda será debatida a ordem baixada pelo chefão para preservar o casamento com o PMDB de Renan pai e Renan filho porque Lula apenas “viu com simpatia” a ideia de juntar no mesmo palanque em 2018 representantes das duas siglas que esbanjaram harmonia enquanto conviveram na quadrilha do Petrolão.

6 novembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

CAETANO VELOSO X MOVIMENTO BRASIL LIVRE, MOVIMENTO RENOVAÇAO LIBERAL E ALEXANDRE FROTA

O cantor, compositor, escritor e maior expoente do Movimento Tropicalista, Caetano Veloso, que surgiu sob a influência das correntes artísticas da vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o rock ‘n roll e o concretismo) nos anos sessenta, e sua esposa e empresária, Paula Lavigne, foram vítimas de ataques vis, canalhas, terroristas, nas redes sociais por uma turminha de marginais que se dizem defensores de um país livre, libertário, democrático, plural. Mas intolerantes e radicais com o ponto de vista dos contrários a eles, disseminando ofensas e ódios contra Caetano Veloso, chamando-o de pedófilo e que a sua esposa, Paula Lavigne apoiara-lhe a putaria com a encoberta do hímen arrancado dela pelo cantor quando apenas 13 anos.

O juiz da 50.ª Vara Cível do TJ-RJ deu um prazo de 48 horas para que os oportunistas dos grupos de araque autodenominados Movimento Brasil Libre (MBL), Movimento Renovação Liberal (MRL) e seus líderes, como Kim Kataguiri e Renan Santos, e outros escorias da sociedade como Alexandre Frota e o analista político, Vinicius Carvalho Aquino, retirassem as ofensas publicadas nas redes sociais sob pena de multa diária de R$.10.000,00 (dez) mil a cada um dos réus.

Para o magistrado Bruno Manfrenatti que concedeu a liminar para a retirada de todos os conteúdos ofensivos aos autores da ação, o MBL e Frota abusaram da liberdade de expressão quando chamou o cantor e compositor de merda, filho-da-puta, ladrão, 171, pedófilo e apoiador da corrupção.

Caetano e Lavigne começaram a ser atacados depois de gravarem um vídeo, junto com outros artistas, em defesa da liberdade de expressão artística e da exposição Queer Museu — que foi cancelada pelo Santander Cultural em Porto Alegre depois de ser acusada por grupos conservadores de promover a pedofilia e a zoofilia. Apesar de ser uma merda a exposição, seus defensores tem todo o direito de defender essa merda até o fim! É o preço que se paga por viver numa Democracia!

O MBL passou, então, a promover nas redes sociais uma hashtag (jogo da velha) em que acusa Caetano Veloso de pedófilo em referência a uma entrevista que Paula Lavigne concedeu à revista Playboy em 1998, em que ela afirma ter perdido o cabaço aos 13 anos com o cantor, que tinha na época quarenta.

Juntando-se ao grupo dos reacionários acima mencionados, a TV Record do bispo Edir Macedo, exibiu recentemente uma matéria sensacionalista, tendenciosa, cujo tema era: Record expõe verdade sobre Caetano Veloso e Paula Lavigne e compara o caso ao do cineasta Polanski, onde implicitamente acusa o cantor e compositor de cometer pedofilia, como se na Igreja Universal do Queijo do Reino, principalmente hoje, não houvesse veado, bicha, baitola, pedófilo, charlatão, bandido, ladrão, sonegador, contraventor e principalmente exploradores da fé dos fudidos, lascados e mal pagos, tudo em nome de Deus, que é moco, surdo, cego e gago, fingindo não ouvir essas barbaridades praticadas na terra pelos seus rebanhos de aproveitadores!

A relação sexual de um adulto com uma menor de 18 (dezoito) anos e maior de 14 (quatorze) anos passou a ser considerado estupro de vulnerável só em 2009 com o advento da Lei 12.015/2009, que prever no seu art. 217-A, caput, que assim estabelece: ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com a vítima maior de 14(quatorze) anos e menor de 18 (dezoito), pena de reclusão de 6 (seis) a 10 (dez) anos. Nos anos 1980, quando Caetano Veloso e Paula Lavigne se relacionaram, cabia ao juiz julgar, caso a caso, se a menor tinha consciência dos seus atos. Portanto, se não havia lei tipificando essa conduta do agente, não havia crime nessa modalidade de conjunção carnal.

Segundo o juiz da 50.ª Vara Cível, Bruno Manfrenatti, os réus fazem parte dessa parcela de pessoas que usam do alcance das redes sociais para perseguir, denegrir, ofender, injuriar, caluniar aqueles que discordam de sua plataforma política, de suas ideias, de sua agenda. “A opinião alheia, se contrária à dos réus, torna-se alvo de ataques violentos, verbais e, até, físicos, senão pelos próprios réus, pelos seus seguidores, insuflados pelo discurso de ódio”, aponta o magistrado na decisão liminar.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: mesmo discordando dos dissonantes componentes do Movimento Procure Saber, liderado por Roberto Carlos, que depois que a merda começou a feder, limpou o cu e o tirou fora, para impedir biografias não autorizadas de serem publicadas: que moral, ética filosófica, cívica, política, religiosa, possui uma figura execrável, abominável, viadal, baitolal feito Alexandre Frota que já levou tanta pajaraca no rabo que, se for por uma atrás da outra e somada, vai do Oiapoque ao Chuí, para dizer que Caetano Veloso é um merda, um filha-da-puta, um ladrão, um 171, um pedófilo e apoiador da corrupção?

6 novembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)


http://www.forroboxote.com.br/
HÁ GOSTO EM CANDEIAS

A rede de varandas perfumadas
balança um arco-iris de sete mil cores
enquanto a língua do mar
lambe grãos de areia mágica e conchas sorridentes.
U’a boca carinhosa, na janela dos afagos,
descansa ruminando ondas de abraços
açoitados por doce e terna ventania.
Sementes ninadas preparam setembros …

Nas telhas, uma gota d’água repleta de afetos
sussurra o canto feliz de quem avisa chuva …

6 novembro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

6 novembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

NÃO SE DESESPEREM, POR FAVOR

O JBF está em pleno processo de mudança de hospedagem.

E isto tem provocado uma instabilidade no acesso a esta gazeta escrota.

Peço a paciência de todos os viciados.

Continuem tentando e insistindo.

Eu também estou tendo um trabalho danado pra botar no ar as postagens desta segunda-feira.

Mas, segundo a Plano 4, a competente empresa que toma conta do jornal, tudo se resolverá rapidamente.

Mantenham a fé e não pensem de modo algum em suicídio.

Façam como estes jovens na foto abaxo, que foram às ruas manifestar seu apoio a esta gazeta escrota.

6 novembro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

UM EPISÓDIO BOÊMICO DE JOÃO PARAIBANO

João Pereira da Luz (1952-2014), conhecido como João Paraibano, destacou-se como poeta e repentista que descrevia de forma notável o Sertão, onde ao longo dos anos tornou-se especialista no assunto. Entretanto, seu grande talento contribuiu para dominar os diversos temas explorados no admirável mundo da cantoria de viola.

Certa vez, João Paraibano estava numa festa e devido uma confusão com sua mulher, por motivos de ciúme dela, foi preso. Conta-se que dentro do cárcere, o poeta, aos prantos e um pouco alcoolizado, declamou de improviso, os seguintes versos para o delegado:

“Doutor eu sei que errei
Por dois fatos: dama e porre,
Por amor se mata e morre.
Eu nem morri, nem matei,
Apenas prejudiquei
Um ambiente de classe.
Depois de apanhar na face
Bati na flor do meu ramo.
Me prenderam porque amo
Quanto mais se eu odiasse.

Poeta mesmo ofendido
Sabe oferecer afeto.
Faz pena dormi no teto
Da morada de um bandido,
Se humilha, faz pedido
Ninguém escuta a voz sua,
Não vê o sol, nem a lua
Deixar o espaço aceso.
Por que um poeta preso
Com tantos ladrões na rua?

Sei que não sou marginal,
Mas por ciúmes de alguém,
Bebi para fazer o bem,
Terminei fazendo o mal.
Eu tendo casa, quintal,
Portão, cortina, janela,
Deixei pra dormi na cela
Com a minha cabeça lesa,
Só sabe a cruz quanto pesa
Quem está carregando ela.

Poeta é um passarinho
Que quando está na cadeia
Sua pena fica feia,
Sente saudade do ninho,
Do calor do filhotinho,
Da fonte da imensidade.
Se come deixa a metade
Da ração que o dono bota,
Se canta esquece da nota
Da canção da liberdade.

Doutor, se eu perder meu nome
Não acho mais quem o empreste,
A minha mulher não veste,
Minha filhinha não come
E a minha fama se some
Para nunca mais voltar.
Não querendo lhe comprar,
Mas humildemente peço:
Se puder, rasgue o processo
E deixe o poeta cantar.”

6 novembro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

6 novembro 2017 DEU NO JORNAL

DOIS RECORDISTAS BANÂNICOS

Pré-candidato a presidente em 2018, o ex-presidente Lula conseguiu conquistar a maior rejeição entre os presidenciáveis nas principais pesquisas para a eleição de 2018.

Sua rejeição, segundo o Datafolha de setembro, só perde para a rejeição do tucano José Serra em 2002, somando 47% do total.

Não por acaso, ele perderia para Lula no segundo turno.

Este ano, o mais rejeitado é o próprio Lula: 44%, hoje.

Apenas três candidatos a presidente ultrapassaram a barreira dos 40% de rejeição: Serra em 2002, Dilma em 2014 e agora Lula.

O ex-presidente FHC (PSDB), recordista de aceitação na História, entre candidatos a presidente, tinha apenas 17% de rejeição em 1994.

Entre os candidatos a presidente dos principais partidos para 2018, João Doria (PSDB) tem a menor rejeição, segundo o Datafolha.

* * *

Esta disputa está acirrada.

O campeonato de antipatia promete ter uma final digna de Maracanã lotado.

Serra e Lula, uma parelha tipicamente banânica.

Eu quero é que os dois tomem bem no meio do olho do toba.

Papa-Figo e Papa-Triplex: duas Medalhas de Ouro na modalidade Rejeição

6 novembro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)


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