7 novembro 2017 FULEIRAGEM

MAYRINK – CHARGE ONLINE

7 novembro 2017 DEU NO JORNAL

CORRENTES DE ESTUPIDEZ

A Democracia Socialista, corrente do PT, soltou uma nota reclamando do acordo entre Lula e Renan Calheiros.

A nota diz:

“Em Alagoas, assim como em outros estados, é preciso reconstruir o PT com independência de classe, ao lado dos movimentos sindicais e populares, com programa e alianças de esquerda. Para a Democracia Socialista, petista não vota em golpista, não apoia governos golpistas e não participa de governos golpistas.”

Renan Filho terá de arrumar uns cargos para os integrantes da Democracia Socialista.

* * *

De fato, uns carguinhos e umas tetinhas para mamar no dinheiro público vão fazer os babacas da Democracia Socialistas se calarem na hora.

Num tem zisquerdista ou ideologia que resista

Quanto à expressão “corrente do PT“, que consta da notícia aí de cima, ela deve ser trocada por “Facção da Quadrilha PT“.

Estes idiotas descerebrados das zisquerdas não largam mesmo esta mania de formar “correntes” dentro dos bandos de que fazem parte.

Só o PT tem pra mais de 13!!!

7 novembro 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

7 novembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

LUISLINDA: “COMO EU VOU COMER, BEBER E CALÇAR?”

Antes de desistir, nesta quinta-feira, de reivindicar o acúmulo de dois vencimentos que lhe renderiam R$ 61 mil por mês, a ministra tucana Luislinda Valois (Direitos Humanos) tentou justificar sua pretensão: “Como é que eu vou comer, como é que eu vou beber, como é que se vai calçar?”, ela perguntou, numa entrevista à Rádio Gaúcha. “Eu, como aposentada, podia vestir qualquer roupa, podia calçar uma sandália havaiana e sair pela rua. Mas como ministra de Estado eu não me permito andar dessa forma. Eu tenho uma representatividade”, acrescentou Luislinda noutro trecho da conversa. (Ouça a íntegra no rodapé do post)

Como desembargadora aposentada, Luislinda recebe R$ 30.471,10. Como ministra, seu contracheque seria de 30.934,70. Entretanto, a lei proíbe servidores públicos de receberem remuneração mais alta que a dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que é de R$ 33.700. Para não extrapolar o teto, o Tesouro abate do salário de Luislinda R$ 27.642,80, reduzindo sua remuneração de ministra a R$ 3.292. Ou R$ 2.700 líquidos, como prefere realçar a ministra. Assim, ela embolsa mensalmente ”apenas” R$ 33.700, equiparando-se aos magistrados da Suprema Corte.

Embora não lhe faltem recursos para encher a geladeira, fornir o guarda-roupa e forrar os pés com bons calçados, a ministra comparou-se a uma escrava. No documento em que requereu o acúmulo integral das duas remunerações, revelado pelo Estadão, Luislinda anotou: ”O trabalho executado sem a correspondente contrapartida, a que se denomina remuneração, sem sombra de dúvidas, se assemelha a trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a lei da Abolição da Escravatura…”

Perguntou-se à ministra se a referência à escravidão não seria um exagero. E Luislinda: “…Apenas citei, porque é um fato público e notório. Todo mundo sabe como foi que aconteceu a escravidão. Não se tinha salário, não se tinha comida, não se tinha nada. Então, eu fiz uma alusão ao fato histórico.”

Luislinda prosseguiu: “Se querem me condenar porque eu estou pedindo um vencimento que acho justo, meu Deus!, eu quero saber quem é que senta aqui em Brasília, para trabalhar como ministro e receber R$ 2.700. […] Então, não é justo que eu requeira? Eu requeri. Sua Excelência a autoridade julgadora vai deferir, se achar que convém.”

Ex-magistrada, Luislinda não ignora a legislação que lhe impõe um teto remuneratório. Indagou-se à ministra se ela não conhecia a regra do teto quando aceitou o convite para ser ministra de Michel Temer. “Ah, não vamos virar o caso, gente! Esse aí é um direito de peticionar”, reagiu a entrevistada. ”A autoridade é quem vai decidir. Se ela decidir, eu vou apoiar tranquilamente. Sou da paz, gente. Não sou de briga. Agora, eu achei que tenho o direito. Não é um dirieto liquido e certo. Então, eu poticionei como qualquer brasileiro. Antes de ser ministra, eu sou brasileira, cidadã, eu voto, pago imposto, sou sujeita a doenças, já nasci sujeita a morrer, como todos nós. Então, porque essa celeuma? Não sei porque a mídia criou essa celeuma toda.”

A tucana Luislinda dispõe de uma vacina capaz de imunizá-la contra a exploração a que vem sendo submetida pelo Estado-feitor. Trata-se de seguir a fórmula à disposição de qualquer trabalhador livre: o pedido de demissão. A ausência de Luislinda na Esplanada preencheria uma lacuna.

O contribuinte brasileiro não merece ser escravizado pelos privilégios de uma ministra dos Direitos Humanos que pega em lanças por um vencimento de R$ 61 mil, mas não consegue se contrapor à portaria baixada pelo governo para atrapalhar o combate ao trabalho escravo. O brasileiro em dia com o fisco precisa ser alforriado de Luislinda.

* * *

7 novembro 2017 FULEIRAGEM

BENETT – CHARGE ONLINE

VELHOS TEMPOS…BELOS DIAS… (2)

The Mamas & The Papas

* * *

01 – All I Have To Do Is Dream – (Bryant) – The Everly Brothers – 1958 All I Have To Do Is Dream
02 – Pra Nunca Mais Chorar – (Carlos Imperial/Eduardo Araújo) – Vanusa – 1968 Pra Nunca Mais Chorar
03 – Sugar, Sugar – (Jeff Barry/Andy Kim) – The Archies – 1969 Sugar, Sugar
04 – Dominique – (Soeur Sourire/versão: Paulo de Queiroz) – Giane – 1964 Dominique
05 – California Dreamin` – (J.Phillips/M.Gilliam) – The Mamas & The Papas – 1966 California Dreamin’
06 – Queria – (Carlos Paraná) – Carlos José – 1964 Queria
07 – I`ve Been Hurt – (Ray Whitley) – Bill Deal & The Rhondels – 1969 I’ve Been Hurt
08 – Devolva-me – (Renato Barros/Lílian Knapp) – Leno e Lílian – 1966 Devolva-me
09 – Stormy – (B.Buie/J.Cobb) – Dennis Yost & The Classics IV – 1968 Stormy
10 – Triste Madrugada – (Jorge Costa) – Jair Rodrigues – 1967 Triste madrugada
11 – Love Is All – ( Reed/Mason) – Malcolm Roberts – 1969 Love Is All
12 – Ciúme de Você – (Luiz Ayrão) – Roberto Carlos – 1968 Ciúme De Você
13 – See You Later Alligator – (R.Guidry) – Bill Haley & His Comets – 1956 See You Later Alligator
14 – Que Pena – (Jorge Ben) – Gal Costa e Caetano Veloso – 1969 Que Pena
15 – My Boy Lollipop – (J.Roberts/R.Spencer) – Millie Small – 1964 My Boy Lolipop
16 – Minha Primeira Desilusão – (Sissi) – Silvinha – 1968 Minha Primeira Desilusão

7 novembro 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

7 novembro 2017 DEU NO JORNAL

O NÚMERO DEVERIA SER OUTRO

Em julgamento no Tribunal Regional Federal da 4ª Região nesta terça-feira (7), a 8ª Turma aumentou em 14 anos a pena de João Vaccari Neto em ação que também condenou outros cinco réus na Lava Jato, entre eles o casal Monica Moura e João Satana – ex-marqueteiro do PT.

Vaccari, ex-tesoureiro do PT, havia sido condenado em fevereiro a 10 anos de prisão por corrupção passiva, em decisão de primeira instância.

A pena agora aumentou para 24 anos.

* * *

Tem um ditado que diz que “todo castigo pra corno é pouco”.

E toda pena pra tesoureiro do PT também é muito pouca.

Deve ser sempre aumentada.

Membro do alto escalão da quadrilha de Lula deve levar no furico uma pajaraca de tamanho compatível com o rombo que estes larápios fizeram no dinheiro público.

Eu só não concordo é com este aumento de 14 anos.

Bastaria 13 anos, o número do bando que usa a sigla partidária de PT.

Ficaria mais em conta.

Mais ou menos assim como a pena de Lula, que foi de 9 anos e meio por ele ter 9 dedos e meio.

Isto segundo o brilhante estudo jurídico do xibungo petista Jean Aero Wyllys.

Como brilhantes são todas as tiradas desta turma.

7 novembro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

7 novembro 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


MULHERES CANTORAS E COMPOSITORAS DE PERNAMBUCO – TIA AMÉLIA BRANDÃO

Tia Amélia: a primeira mestra

Amélia Brandão Nery já esteve aqui em nossas páginas, brilhando noutra série dita assim “Os Quase Anônimos Grandes Nomes da Música Brasileira”, publicada em agosto de 2015.

Quando relembrarem do trabalho, carreira, vida e talento verão porque “Tia Amélia” está também – obrigatoriamente – aqui, como estaria em tantos outros títulos e tópicos que se viesse a escrever sobre música pernambucana e brasileira.

Ficou conhecida do grande público, por breve tempo, por meio da canção “Minha Tia”, de Roberto e Erasmo Carlos, gravada em 1976. No início da carreira, quando Roberto foi morar no Rio, ficou hospedado na casa de tia Amélia, lá na Vila da Tijuca, recebendo influência sua nos primeiros passos.

O apelido “Tia Amélia”, que alguns creditam a Roberto, na verdade foi consagrando em crônica escrita em 1953, por Vinícius de Moraes.

Quem “descobriu” Amélia Brandão para mim foi Zeca Macedo, irmão, músico e que guarda uma bela memória musical.

Pois bem, passei semanas lendo e ouvindo tudo o que tinha sobre Amélia.

Casa onde residiu Amélia Brandão, na Rua Duque de Caxias, em frente a Pça Santos Dumont, próximo aos Correios de Jaboatão-Centro

Nascida em Jaboatão-PE (hoje, Jaboatão dos Guararapes) em 25 de maio de 1897, morreu em Goiânia-GO, em 18 de outubro de 1983.

Pianista e compositora, começou a carreira como pianista erudita, mas passou a dedicar-se sobretudo à música brasileira, particularmente, ao choro, sendo muitas vezes comparada a Chiquinha Gonzaga (Rio, 1847-1935), de quem foi contemporânea.

Amélia nasceu em família de músicos. O pai era violonista, clarinetista e regente da banda da cidade, enquanto a mãe tocava piano. Aos 4 anos, Amélia já tocava piano de ouvido; aos 6, iniciou aulas de música; e aos 12 anos, compôs a valsa “Gratidão”.

Enquanto caminhamos em sua biografia, podemos começar a entender melhor “Tia Amélia”, com o belíssimo maxixe “Bordões ao Luar”, com André Mehmari (piano) e Marco Aurélio (bandolim) de 1959.

Bordões ao Luar, de Tia Amélia, Seu desejo era ser artista, mas o pai e, depois o marido, tentaram impedir que seguisse carreira. Mesmo assim, Amélia fazia pesquisas sobre o folclore brasileiro, que serviriam, mais tarde, de tema para suas composições.

Casou-se aos 17 anos com um rico fazendeiro, escolhido pelo pai. Deixou o engenho Jardim, em Moreno-PE, município vizinho a Jaboatão, onde foi morar, na fazenda do sogro, que morreu dois anos depois do casamento do filho. Atolado em dívidas, o engenho teve de ser vendido, bem como a fazenda.

Após a perda dos bens, o marido de Amélia não existiu e morreu, vítima de colapso, deixando-a viúva aos 25 anos, com quatro filhos para criar. Chegou a vender o próprio piano para ajudar nas despesas de casa.

Amélia Brandão – Maestríssimo Cipó

Certa vez, ao se apresentar em recital de caridade deixou entusiasmado com sua interpretação, o governador do estado, que lhe concedeu apoio para empreender uma turnê, durante a qual pode se realizar como pianista internacional.

Em 1929, foi ao Rio de Janeiro para esclarecer uma questão de direitos autorais relacionados com uma composição sua, gravada sem autorização pela Odeon. Na capital federal, contratada para se apresentar em um concerto no antigo Teatro Lírico, obteve enorme sucesso. Trabalhou em diversas emissoras de rádio e tocou piano com Ernesto Nazareth.

Na Odeon, além de recebido seus direitos autorais, foi convidada para a gravação de um disco.

Casa de Farinha, de Amélia Brandão Nery – com Stefana de Macedo, gravação de 1930

Em 1933, a convite do Itamaraty, Amélia fez uma excursão pelas Américas, com sua filha, a cantora Silene de Andrade. Em Washington, EUA, chegou a jantar com presidente Franklin Roosevelt e esteve com celebridades como Greta Garbo e Shirley Temple.

Representava o Brasil, a pedido de Getúlio Vargas. Sua última gravação em 1980, aos 83 anos, foi pelo selo Marcus Pereira.

Semana que vem tem mais…

Fontes:

1. Site ‘Famosos que Partiram’ – Tia Amélia;
2. DE MORAES, Vinícius. Samba Falado (crônicas musicais). Miguel Jost, Sérgio Cohn e Simone Campos (Org.). Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2008;
3. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira;
4.Amélia Brandão por Semira Adler Vainsencher;
5. Portal Luiz Nassif

7 novembro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

7 novembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

PACIÊNCIA

Tenham paciência.

Esta gazeta escrota está em fase de mudança de hospedagem.

E isto tem dificultado o trabalho de edição.

Com muito custo e paciência consegui botar no ar esta postagem.

As atualizações de hoje serão feitas assim que o processo estiver concluído, um trabalho que está sendo levado a cabo pela competente equipe da Plano 4.

Abrir o JBF também não está fácil pros nossos leitores.

Ora entra, ora sai.

Tá feito couro de pica: pra frente e pra trás.

Tenham juízo e evitem atitudes tresloucadas.

Pensar em suicídio não resolve o problema.

Mantenham a calma, sejam prudentes e rezem.

7 novembro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

CARLOS AIRES – CARPINA-PE

Meu amigo Papa Berto,

segue aí um texto poético de apresentação de um livrinho que estou vendendo aos amigos.

Também segue a foto dos livros bem como o endereço de E-mail para contato.

Abraço

R. Meu caro, você é um poeta popular que eu muito admiro.

A sua coluna aqui no JBF, PROSEANDO NA SOMBRA DO JUAZEIRO, é um dos espaços marcantes desta gazeta escrota.

O leitor fubânico que quiser encomendar o seu volume do nosso estimado colaborador, anote aí o endereço para contato: poetacarlosaires@hotmail.com

Desejo que você faça o sucesso que merece.

Um grande abraço.

* * *

Meu amigo “Papa Berto”,
Que é um sujeito bacana,
Diretor dessa “gazeta”
“Jornal da Besta Fubana”
Publique aí os perfis
Desse trabalho que fiz
Com muita dedicação
E que já está a venda.
Pra que façam encomenda
Deixo aqui a instrução.

Acima tem o E-mail
Para quem se interessar,
Em adquirir um livro
Eu logo irei lhe enviar,
Entre em contato comigo,
Que seja amiga ou amigo,
Que o poeta capricha,
Pra lhe enviar sem mutreta,
Ao leitor dessa “gazeta”
Boa da “bixiga lixa”.

Apresento pra o leitor,
Com prazer e alegria,
O livro que intitulei
“Meu Sertão em Poesia”
E essa pequena obra
Contém estrofes de sobra
Pra sua apreciação,
E como o título bem diz,
No calhamaço que fiz
Só falo do meu sertão.

Logo no início um convite!
“Vem Ver Como a Vida é Bela”,
Depois cito “A Baraúna”,
Que já foi frondosa e bela,
Na recordação fagueira
Também cito “A Quixabeira”,
Nessa minha narração,
E prosseguindo com o tema
Logo depois o poema
“Sou a Imagem do Sertão”.

“Saudade… Muita Saudade”,
Também está no roteiro,
Depois faço uma homenagem
Ao “Meu Lindo Juazeiro”,
E ao longo da caminhada
“Terra Minha, Terra Amada”,
Vai tocando o barco em frente,
E na jornada prossigo
E em alto brado lhes digo
“Esse é o Nordeste da Gente”.

“Meu Pedacinho de Terra”
Versei sem que houvesse falha,
Depois dele fui chegando,
No “Meu Ranchinho de Palha”
Vivendo nessa palhoça,
“Na Calmaria da Roça”
Vou contando essa façanha,
Para seguir adiante,
Eu vou subir confiante
“Nas Encostas da Montanha”.

Desci daquelas alturas
Porque todo o meu desejo,
Agora era assistir,
“Um Arrebol Sertanejo”,
Onde o caboclo roceiro
Cedo levanta ligeiro,
Pra cuidar da sua luta,
E com muita capacidade
Demonstra a “Autenticidade
Original e Matuta”.

“Minúcias da Minha Terra”
Vou descrevendo na reta,
Depois disserto o poema,
“O Passarinho e o Poeta”
Lembrando meu Pé-de-Serra,
“Saudade da Minha Terra”
Numa canção doce e pura,
Logo após que terminei,
Muito contente eu fiquei,
“Observando a Natura”.

Eu citei da Natureza
A particularidade,
Falei da Vida na Roça,
Com sua tranquilidade,
Do anoitecer sertanejo,
Bem visto no lugarejo,
Pela beleza e elegância,
Num versejar primoroso,
Eu escrevo pesaroso,
“Saudades da Minha Infância”.

Estou só sintetizando
Um pouco do meu escrito,
Mas são cem páginas contendo,
Um versejado bonito,
Se você adquirir
Um livro, e se me aplaudir,
Vou ficar lisonjeado,
E como um simples poeta,
Por ter atingido a meta,
Digo-lhe “Muito Obrigado”.

7 novembro 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

A PANE MENTAL NO TEXAS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ataque a tiros que deixou 26 pessoas mortas numa igreja no Texas no domingo, é uma questão de “saúde mental” e o acesso às armas nos EUA não é o problema. Ele também enviou suas condolências aos parentes das vítimas e ressaltou que os EUA “sempre são mais fortes quando estamos unidos”. Se o diagnóstico for certo, seu autor e propagador tem cometido graves erros. De acordo com o despacho da correspondente do Estado, Cláudia Trevisan, as vítimas frequentavam a Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs, comunidade de 640 habitantes a 50 quilômetros de San Antonio. O número de mortos representa 4% da população local. Outras 20 pessoas estão em hospitais da região com ferimentos de distinta gravidade. Segundo a polícia, a idade dos mortos varia de 5 a 72 anos.

Salta da frase do republicano a evidência de que ele pretendeu, em primeiro lugar, descaracterizar a chacina como ato terrorista e, em segundo lugar, desconectá-lo da possibilidade de ter resultado da liberdade que qualquer cidadão tem de adquirir armas de fogo no país. Feita no Japão, no outro lado do mundo, contudo, a frase só expressa mesmo a indiferença do chefe de governo da maior potência militar, política e econômica do planeta à morte dos cidadãos, que são o núcleo e a essência da democracia, sob cuja vigência atuam governo e sociedade civil com regras de convívio estabelecidas desde a chamada Revolução Americana, realizada, assim como a Revolução Francesa, no século 18, mas de natureza completamente oposta a esta. Hoje há até mesmo uma tendência dos historiadores e cientistas políticos a marcar uma diferença fundamental entre ela e a Inglesa, do século 17, de um lado, e, de outro, a citada na França e a da Rússia, cujo centenário não foi celebrado na pátria-mãe do socialismo no dizer de Stalin, mas o está sendo por comunistas do resto do mundo.

A insensibilidade do bilionário Trump na chefia da nação foi várias vezes citada em episódios como o da viúva do herói de guerra, que detectou não ódio, mas algo do mesmo gênero – descaso e desinteresse -, no telefonema que o inquilino da Casa Branca lhe deu para, em tese, lamentar a terrível perda. Nem por isso convém desperdiçar a oportunidade de notar e registrar que a forma como o presidente combate o terrorismo é absolutamente inadequada, seja no quesito direitos humanos, seja na eficácia dos métodos empregados para deter o passo dos inimigos.

O mais gélido dos chefes de governo – mas não ele – daria mais valor à perda de vidas humanas do que à natureza do atentado que as vitimou. Há algo que, certamente, escapa à percepção monolítica do mais poderoso político mundial. O assassínio dos ciclistas em Manhattan foi de inspiração terrorista fanática e, como tal, assusta muito, pois demonstra a fragilidade das defesas de uma potência como a americana em relação a esse tipo de prática suicida de inspiração religiosa fundamentalista. Outra coisa é a atitude tresloucada do atirador do Texas, um veterano de guerra, em mais uma demonstração do efeito arrasador das intervenções militares americanas no planeta sobre a população do país. O resultado de ambas, contudo, é devastador, seja pela loucura, seja pelo fanatismo. E o aspecto espetaculoso de chacinas sempre produz um efeito cascata macabro.

Quando comentei no Jornal Eldorado o atentado contra a ciclovia em pleno centro da metrópole das metrópoles, cosmopolita por definição e natureza, critiquei duramente a reação, que considerei inábil e inadequada, de Donald Trump reforçando a ideia de que o melhor caminho para combater o terrorismo é a retaliação, o olho por olho, dente por dente da Bíblia, a lei de talião. Muita gente me criticou mais duramente em respostas nas redes sociais, dizendo que ele está certo e que há que ser duro com o terror. É claro que há que ser duro contra o terror, mas não ser duro de forma indiscriminada contra todos os cidadãos muçulmanos, porque o terror mais comum pode até ter hoje inspiração fundamentalista muçulmana, mas não é só por isso e nem sempre foi assim.

O atentado terrorista de um nacionalista sérvio provocou a 1;ª Grande Guerra Mundial. Os separatistas bascos aterrorizaram a Espanha por anos. Albert Camus escreveu textos antológicos e atuais contra o terror anticolonialista de sua pátria, a Argélia. A retaliação proposta por Trump é estulta por isso tudo e também porque – repito o que disse na rádio e por isso fui repelido – ela parte da ignorância da situação. E joga, sim, gasolina na fogueira. O correto é ser duro contra o terror, mas sem abrir mão da tolerância religiosa, da liberdade individual e de outras conquistas da civilização ocidental. Os ventos fortes que o governo Trump está plantando têm produzido de volta tempestades que atingem cidadãos americanos aleatoriamente, seja por novos atentados terroristas, seja produzidos por loucura pessoal. Não venho aqui afirmar: eu avisei. Apenas reforçar minha opinião de que a truculência covarde do terrorismo aleatório não será contida com a incompetência aleatória de quem usa como arma de guerra apenas o “quem com ferro fere com ferro será ferido”.

Acho também que as condenações que recebi por ter criticado Trump podem dar uma excelente oportunidade para discutirmos essa onda de direita radical que toma conta da política brasileira, como nunca antes tinha acontecido no País. E ela leva ao paroxismo de uma nostalgia da ditadura militar, que sempre chamo de longa noite do arbítrio.

Tive oportunidade de ver análises objetivas, tranquilas e lúcidas produzidas sobre o tema por Fernando Gabeira em seus artigos no Estado na sexta-feira e no Globo de domingo. Ele mostrou como a insensatez populista, oportunista e criminosa do PT de Lula e Dilma terminou produzindo uma reação inusitada no lado oposto do espectro ideológico por uma direita cega, vingativa e muito pouco inteligente.

Domingo tive a oportunidade de ver na GloboNews que essa direita pouco afeita à lógica e à leitura chama de globolixo, um debate esclarecedor no programa de debates Painel, apresentado por William Waack e com a participação dos intelectuais Roberto Romano e Luiz Felipe Pondé, filósofos, e Luiz Sérgio Henriques, tradutor de Antonio Gramsci, o italiano que fez a cabeça dos comunistas brasileiros dos anos 40 aos 60. Aconselho que esquerdistas, direitistas e liberais lúcidos (que os há) o procurem no Google para assistir e se informar. Aprendi muito no debate.

Em seguida, tive a oportunidade de ver, no mesmo canal, um documentário sobre a brutalidade com que os ditadores militares brasileiros dizimaram, sem nenhum motivo justo ou até lógico, um dos poucos exemplos de capitalismo bem-sucedido nestes tristes trópicos, a Panair do Brasil. Essa obra nefasta do regime autoritário tecnocrático militar levou 5 mil famílias brasileiras ao desemprego. A ditadura reprimiu, torturou e derramou sangue de inimigos e de inocentes. É lamentável que ainda haja quem tenha saudade disso, como se fosse a panaceia para os males trazidos à sociedade brasileira por filhos dessa própria ditadura.

E também que tenha, neste momento de paroxismo da violência e da decadência do Rio levado à disputa da prefeitura daquela cidade em segundo turno por fenômenos da utopia regressiva religiosa de Crivella e da outra do legado revolucionário obsoleto e ineficiente de Freixo. Agora as pesquisas aparecem com a repetição desse mesmo antagonismo apontando um falso, mas perigoso, momento decisivo entre Lula e Bolsonaro. O caminho para escapar dessa assustadora fuga pelo regresso está no abandono da egolatria e da estadolatria e no avanço da sociedade na solução dos problemas, que são imensos. Lembro, como fez Luiz Sérgio Henriques no Painel, o exemplo luminoso do dirigente Lula Maranhão, do Partido Comunista Brasileiro, propondo e fazendo profícuo e democrático diálogo com e entre os cardeais dom Eugênio Sales, conservador do Rio, e dom Paulo Evaristo Arns, progressista de São Paulo.

A diferença mais notória entre a ditadura e hoje é que agora temos violência nas ruas e corrupção na máquina pública. Na ditadura também havia crime comum, mas associado ao pior de todos, a truculência do Estado. O exemplo da Panair, lembrando na canção Conversando no Bar, de Milton Nascimento e Fernando Brant, é apenas um. Os que ora sonham com esse inferno feito paraíso não sabem porque não viveram ou porque, se testemunharam, não ficaram sabendo, por causa da mão pesada da censura.

7 novembro 2017 FULEIRAGEM

LANE – CHARGE ONLINE

7 novembro 2017 EVENTOS

PARA OS LEITORES DO RECIFE – COLUNISTA FUBÂNICO TOMA POSSE EM ACADEMIA

7 novembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

7 novembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA TERCEIRA OPÇÃO

Folha de S.Paulo publicou um editorial sobre as candidaturas de Lula e de Bolsonaro para presidente.

Vejam este trecho:

“Há espaço, sem dúvida, para candidaturas com atitudes mais liberais e modernas que a de Bolsonaro e mais responsáveis e éticas que a de Lula. 

Entre o populismo macunaímico e o policialismo troglodita, a política brasileira tem certamente mais opções a oferecer.”

Eu acho que uma “opção a oferecer” seria a minha candidatura.

Este Editor está pronto para o sacrifício

Ente o “populismo macunaímico” de Lula e o “policialismo troglodita” de Bolsonaro, teríriamos o “fubanismo abestalhatório” do Berto.

Uma coisa é certa: eu seria um presidente bem mais cheiroso, bonito e charmoso que estas duas horríveis opções que estão na praça.

E tem mais um detalhe importante:

Depois de eleito, eu só iria roubar o suficiente pra quitar o meu extorsivo empréstimo consignado feito no Banco Brasil.

Quer dizer, num sei… talvez eu roube só mais um pouquinho…


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