15 novembro 2017 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA SÃO PAULO

15 novembro 2017 JOSELITO MÜLLER

CONHEÇA JACINTO BOLSONARO AQUINO REGO

BRASÍLIA – Crescendo a cada dia nas pesquisas eleitorais para o pleito de 2018, Jair Bolsonaro tem se tornado um forte nome na corrida para o Planalto.

Pai de três filhos que enveredaram pela política, todos alinhados ideologicamente com o pai, Jair é primo do sociólogo Jacinto Bolsonaro Pinto Aquino Rego, conhecido no mundo acadêmico pelos seus posicionamentos à esquerda.

Segundo Jair, seu primo, que é apenas três meses mais jovem que ele, “só queria saber de assembleia de centro acadêmico”, enquanto o hoje deputado ingressava nas forças armadas.

“Ele era o tipo de primo chato que queria discutir mais-valia, União Soviética e terceiro mundo nos aniversários das tias, quando a família se reunia”, revela Jair.

Embora divergindo de muitas ideias, Jair reconhece o bom humor do primo, mas enfatiza que não costumava rir de suas piadas.

“Ele ficava fazendo piada sem graça, como a do pavê e alguns primos riam só pra não deixar ele sem graça.”

15 novembro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

CRIPTOTULIPAS OU CRIPTOLOUCURA

Em janeiro de 2017 um carro popular custava em torno de R$ 40.000,00. Isso equivalia a 10 bitcoins e 1.470 ethereums, aproximadamente. Se você comprou o carro, hoje tem um bem que deve ter desvalorizado uns 15%. Se tivesse comprado 10 bitcoins teria hoje R$ 240.000,00, caso optasse pelo ethereum teria no banco R$ 1.500.000,00

As criptomoedas são uma novidade ainda pouco conhecida, atraentes por não ter custo na transação instantânea, pelo anonimato e ameaçadoras pelo risco de invasão da conta por hackers. O Bitcoin criado em 2009, a moeda eletrônica mais conhecida pelo público, teve em 2017 uma valorização impressionante. Cotada contra o Real a moeda que começou o ano custando próximo de R$ 4.000,00, hoje vale R$ 24.000,00. 500% de ganho. Muito mais do que a Taxa Selic 9% (acumulado até outubro), Índice Bovespa 20% (até 14/11), US Dólar 1% (até 14/11).

Quais seriam os motivos para tal desempenho fenomenal? Cada um encontra um motivo, ou desculpa pessoal para justificar ter comprado, ou não, essa nova tulipa do Século XXI. Se você não comprou o Bitcoin e está com água na boca vendo seu amigo contar que faturou horrores com essa novidade, talvez você seja o próximo a ceder ao impulso ganancioso de comprar um pouquinho dessa nova sensação. Ver um amigo do seu amigo contar que faturou 100%, ou mais com as criptomoedas, assim sem fazer força, dá aquela vontade de arriscar uns trocados. O lucro fácil alimenta o círculo virtuoso. Bom alertar aos interessados nessa criptoaventura que no dia 11/04/2013 o Bitcoin desvalorizou 50% em apenas 6 horas, caindo de US$ 260,00 para US$ 130,00. Cuidado para não chegar no final da festa e pagar a conta.

Existem em torno de 800 criptomoedas diferentes sendo negociadas. O Bitcoin representa 42% desse mercado estimado em US$ 100bilhões. Difícil entender porque a loucura por esses ativos que não geram riqueza. Mas podem criar novos ricos. Quem comprou o Ethereum (outra criptomoeda) por US$ 8,00 no início de 2017, hoje tem um ativo que vale US$ 306,00 (valorização de 3.700%).

Quando investimos em ações esperamos que as empresas irão produzir mais, lucrar mais e por consequência suas ações poderão valorizar. Quando investimos numa commodity é porque vemos chance de maior demanda do que capacidade de geração do material e consequente alta no preço. Moedas valorizam pela confiança nas economias que elas representam e pela aceitação daquele título pelo mercado. O caso mais representativo é o Dólar Americano. Aceito como pagamento em qualquer lugar do mundo e representante de uma economia capaz de enfrentar com sucesso as diversas crises através de séculos. Tornou-se um porto-seguro. As criptomoedas não tem nenhum lastro, apenas o compromisso de serem protegidas por um sistema criptográfico (blockchain), a prova de fraudes e interferência de terceiros. Ainda não são aceitas na maior parte das transações.

Pela procura desesperada por essas criptomoedas, que fazem esses registros contábeis valorizarem estupidamente sem haver lastro material, como as tulipas na tulipomania do Século XVII, podemos imaginar que no futuro não existirão Euro, Real, Dólar, etc., todos migrarão para essa modalidade a prova de falsificação.

Hoje ainda usamos a carteira para carregar os cartões de crédito/débito e algum dinheiro. Em breve não precisaremos mais carregar essa peça, que só será vista nos museus. Bastará carregar o smartphone e pronto.

15 novembro 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

EM BUSCA DA IMPUNIDADE PERDIDA

De hoje, aniversário do golpe militar que “proclamou” a República, em diante, a camarilha dirigente dos negócios públicos prosseguirá em seu ingente esforço para ter de volta a impunidade que, na prática, tem gozado, mercê de foro e de outros privilégios acumulados em 118 anos legislando prioritariamente em proveito próprio.

Com a chancela de uma Constituição promulgada pelo Congresso abusado e abusivo, nossa privilegiada casta dirigente se viu imprensada na parede pelo povo, que em 2013 foi às ruas reclamar de seus maus-tratos à sociedade explorada, humilhada e espoliada. No ano seguinte, graças à renovação dos quadros de agentes concursados da Polícia Federal (PF) e de procuradores da República e juízes federais treinados para combater crimes de colarinho-branco, como lavagem de dinheiro, teve início a Operação Lava Jato.

A união de esforços de corporações divididas internamente e rivais entre si – PF e Ministério Público Federal – levou aos juízes de primeiro grau e, em consequência, às celas do inferno prisional tupiniquim, até então exclusivas de pretos, pobres e prostitutas, uma clientela, branca, poderosa econômica e politicamente e abonada (em alguns casos, bilionária). Nunca antes na História deste País, como diria o ex-presidente em cuja gestão a total perda de proporções e do mínimo de sensatez produziu o maior escândalo de corrupção da História, ora nos é dado ver os príncipes de grandes firmas corruptoras tomando banho de sol nos pátios das prisões.

O foro privilegiado, que reserva o julgamento de 22 mil (ou 55 mil?) otoridades (em mais um desses absurdos colapsos de estatística a serviço de meliantes de luxo) à leniência do Supremo Tribunal Federal (STF), mantém um placar absurdo de 118 condenados em primeira instância pela Lava Jato contra zero (isso mesmo, zero) apenado no último e mais distante tribunal do Judiciário. Em caso extremo e inédito, o presidente da República só pode ser acusado por delitos cometidos no exercício do cargo.

Com pânico de perder com o mandato os privilégios, a borra política nacional permitiu-se abrir mão de anéis para manter os longos dedos das mãos que afanam. Mas nestes três anos e oito meses de Lava Jato, alguns fatos permitiram a seus maganões investir contra essa progressiva redução da impunidade. A chapa vencedora em 2014, Dilma-Temer, foi absolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por excesso de provas. E quando o leniente STF sai um milímetro da curva que interessa ao congressistas, estes logo o reduzem à posição de última defesa de suas prerrogativas de delinquir sem ser perturbados. Até Aécio, derrotado na eleição e guindado ao governo Temer, mantém-se “impávido colosso” no ninho.

Na negociação pelo impeachment da desastrada Dilma, Jucá, o Caju do propinoduto da Odebrecht, definiu “estancar a sangria” como meta de seu grupo, alcunhado pelo ex-procurador-geral Janot de “quadrilhão do PMDB”, para o comparsa Sérgio Machado, cuja delação tem sido contestada. Embora isso esteja sendo confirmado pelas Operações Cadeia Velha e Papiro de Lama, no Rio e no Mato Grosso do Sul, desmascarando os dignitários peemedebistas Picciani e Puccinelli.

Faltam provas, alegam. Mas sobram fatos. Com alguns votos tucanos e todos do Centrão, que defendeu tenazmente Eduardo Cunha, a maioria da Câmara mandou para o lixo investigações contra Temer pedidas por Janot ao STF. O presidente até agora não citou um fato concreto para se defender das acusações de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa, meio ano após ter sido divulgada a gravação de sua conversa com um delinquente que usou identidade falsa para adentrar o palácio. E agora sente-se à vontade para trocar na Procuradoria Geral da República, em causa própria, o desafeto Janot por Raquel Dodge, indicada pelo parceiro de convescotes em palácio Gilmar Mendes, do STF.

Caso similar é o de Fernando Iglésias, cujo currículo fala por si. No Maranhão, tornou-se comensal e afilhado do clã Sarney. E não deve ter sido a atuação de adido na África do Sul que inspirou Padilha a lutar por sua nomeação. Ao assumir, sem o aval do chefe direto, o ministro Jardim, ele prometeu mudanças “paulatinas” na Lava Jato e reconheceu que terá atuação política. Atuação política na chefia da polícia que investiga os políticos? Hã, hã! O velho Esopo diria que se trata do caso da raposa disposta a assumir a segurança do galinheiro. Mas a fábula é antiga!

Enquanto Segóvia, o “tranquilo”, assume o paulatino como pauladas em subordinados e pagantes, o chefe do governo tenta obter a própria superimpunidade por meios sibilinos. Seu advogado Carnelós pediu toda a vênia possível a Fachin para convencê-lo a desistir de encaminhar Cunha, Geddel, Henriquinho, Rodrigo da mochila e Joesley, entre outros, para a primeira instância de Moro e Vallisney. E assim evitar que surjam delitos desconhecidos em seus depoimentos ou delações dos quais o chefe não tomaria conhecimento no gozo de sua indulgência plena com data marcada para terminar: janeiro de 2019.

Na manchete do Estado anteontem, Pauta-bomba no Congresso põe em risco ajuste fiscal, a reportagem de Fernando Nakagawa e Adriana Fernandes, de Brasília, relata o perdão das dívidas dos ruralistas, depois da dispensa de multas e pagamentos de parlamentares empresários, seus sócios e compadres em outro Refis amigo. E, segundo o texto, a Lei Kandir será alterada. Sem despesas, mas com graves danos ao combate à corrupção, vêm, depois deste feriado, a lei do abuso de autoridade e a redução das punições da Ficha Limpa, só para quem a tiver violado após sua vigência. Rogai por nós!

Na adaptação da obra-prima de Proust, Em Busca do Tempo Perdido, a memória não tem o olor das madeleines, mas dos miasmas de uma República apodrecida, convenientemente distante do Brasil real, que não a suporta mais.

15 novembro 2017 FULEIRAGEM

YKENGA – CHARGE ONLINE

15 novembro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UMA CHAPA PRA ARROMBAR A TABACA DE XOLINHA

Comentário sobre a postagem AMARILDO – A GAZETA (ES)

Roberto Fontes:

Papa Berto, a sua bênção!

Enquanto estes putos do PSDB vão desaparecer num processo célere de autofagia, a notícia publicada neste fim de semana e suitada hoje no Bar de Ferreirinha, dando conta da formação da chapa PBF/PBF para as eleições de 2018, causou alvoroço entre o eleitorado de Caicó e arredores.

Hoje, a Bolsa de Valores de Timbaúba dos Batistas (BVTB) abriu em alta de 2 pontos percentuais, com a possibilidade desta coligação feladaputal e a definição da Chapa Luiz Berto/Bibica Di Barreira pra presidente e vice, ou vice e versa.

Sábado passado, no Complexo Fudetício Mãe Joana, localizado na área do alto meretrício caicoense, as raparigas fizeram passeata comemorando a formação da chapa.

Di Barreira, que estava em Caicó, fez um Quem Quer Dinheiro especial, jogando aviõezinhos com notas de 100 dólares, levando as meninas ao delírio.

Os motoristas do UBER em Ipueira e Ouro Branco, cidades da Grande Caicó, suspenderam as manifestações previstas para o fim de semana e que poderiam aumentar o caos no transporte das duas cidades.

Tudo isso pra saudar a possibilidade desta coligação, com uma proposta diferente e da bixiga taboca pra desatolar o Brasil.

Na sua edição de hoje, o Bar de Ferreirinha publica, com exclusividade, as tratativas para a composição entre o Partido da Besta Fubana e o Partido do Bar de Ferreirinha, e fala sobre a reunião entre vocês dois na Praia de Tambaba, luqar neutro e equidistante entre Recife e Caicó.

Clique aqui para ler a matéria.

A luta é grande e desigual, mas alvissareira!

Um abraço.”

* * *

15 novembro 2017 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA SÃO PAULO

NEURÔNIO COM FUSO

Dilma Rousseff mostra o que acontece com o neurônio solitário quando muda de fuso horário

“Não acho que perdoar golpista é perdoar o PMDB e o PSDB. Acho que perdoar golpista é perdoar aquela pessoa que bateu panela achando que estava salvando o Brasil, e que depois se deu conta de que não estava.”

Dilma Rousseff durante uma entrevista para a rede de notícias DW, em Berlim, ao explicar em dilmês primitivo que perdoar golpista não é o mesmo que perdoar golpista, provando que o neurônio fica um pouco mais solitário quando muda de fuso horário.

15 novembro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

15 novembro 2017 HORA DA POESIA

ACÁCIA – Francisco Nobre

Para a Acácia exaltar e definir, não basta
ser poeta e cantar as gamas da beleza.
É preciso ter na alma, eternamente, acesa,
a chama da emoção, mais límpida e mais vasta.

Não conheço outra flor de igual delicadeza,
mais terna, e pura, e amena, e humilde, e alegre e casta.
Em bênçãos de perfume envolve a mão que a afasta
do cacho em que esplendia, ornando a natureza.

Invejo o colibri, que, em tresloucada audácia,
acaricia e beija, e sorve, a quando e quando,
as essências sutis das pétalas da Acácia.

Hei de amar essa flor além de outra qualquer,
porque pressinto, a vê-la, ardente, insinuando,
no aroma que trescala, um cheiro de mulher !

15 novembro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

15 novembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

SUPREMO PODE AVACALHAR A OPERAÇÃO LAVA JATO

Vêm aí mais duas boas oportunidades para o brasileiro conferir de que lado está o Supremo Tribunal Federal. A presidente Cármen Lúcia marcou para quinta-feira da semana que vem o julgamento que pode limitar a abrangência do foro privilegiado. Depois, em sessão a ser agendada, a Suprema Corte decidirá se mantém ou não a regra que abriu as portas das cadeias para os condenados na segunda instância. Uma combinação malandra de veredictos pode inaugurar uma pizzaria que servirá impunidade a larápios graúdos e avacalhará a Lava Jato.

Suponha que a maioria dos ministros do Supremo vote a favor da restrição do foro, nos termos propostos pelo relator Luís Roberto Barroso: permanecem no Supremo apenas os processos relativos a crimes cometidos por congressistas e ministros durante e em razão do exercício do mandato ou do cargo público. Nessa hipótese, desceriam do Éden Supremo do Judiciário para o mármore quente da primeira instância todos os processos relacionados à Lava Jato. A arquibancada soltaria fogos.

Agora imagine que, em julgamento posterior, a mesma Suprema Corte decida rever a jurisprudência que autorizou a prisão após a confirmação das sentenças por um tribunal de segunda instância. Neste caso, as senteças de juízes como Sergio Moro lançarão fachos de luz sobre as propinas e outras delinguências. Mas depois que o país enxegar a roubalheira, as luzes serão apagadas e os condenados recorrerão em liberdade à segunda, à terceira e até à quarta instância do Judiciário. Os processos se arrastarão por mais de dez anos. E muitos serão assados no forno da prescrição.

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, parecia sentir um cheiro de queimado quando falou sobre o tema numa entrevista ao blog, no mês passado. Ele lamentou a inexistência de punição de criminosos graúdos pilhados na maior investigação anticorrupção da história:

“Faltam os grandes chefes desse esquema criminoso, as pessoas mais responsáveis entre todas por ele, que foram os políticos poderosos que organizaram. Falta a responsabilização deles. E a responsabilização deles tramita exatamente no Supremo Tribunal Federal.” (reveja abaixo um trecho da entrevista do procurador)

No fundo, o Supremo Tribunal Federal julgará a si mesmo. Condenou-se à execração quando abriu o caminho, por 6 votos a 5, para o Senado anular as sanções cautelares impostas ao senador tucano Aécio Neves. A plateia tem agora mais um par de oportunidades para verificar se o Supremo utiliza sua supremacia para fazê-la de idiota.

* * *

AOS POUCOS, ESCRACHO VIRA OUTRO NOME DE NORMAL

15 novembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

15 novembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

SEM POBREMA CARDIUCO

Semana passada tive um encontro com o dono do meu coração.

Estou falando de uma consulta com o meu cardiologista, Dr. Sérgio Azevedo, um cabra cuja competência e dedicação ao ofício fazem orgulho à medicina desta beirada de Atlântico pernambucana.

Um figura humana como poucas.

Pra resumir a história: tá tudo em ordem com o motor peitoral deste Editor.

Batendo que só a porra e amando com muita disposição!

Tudo isto conforme ficou atestado pelos exames e também pelo eletro que aparece na foto abaixo nas mãos do Dr. Sérgio:

O eletrocardiograma é aquele documento que, segundo o colunista fubânico Jessier Quirino, apresenta “uns risquinhos pra cima e pra baixo: um trisco, um pum e uma linha, um trisco um pum e uma linha…

Leitor fubânico especial, o doutor coraçãozista Sérgio Azevedo abriu o computador durante a consulta, acessou esta gazeta escrota e ficamos comentando e fuxicando sobre algumas postagens.

Gratíssimo por tudo, meu doutor.

Você é uma cabra da bixiga lixa que merece todas as minhas homenagens e a minha gratidão.

 

Durante a consulta, aproveitamos a prosa e ligamos pra Jessier Quirino, outro cabra cujo coração é cuidado também pelo Dr. Sérgio. 

E, já que falamos em Jessier e em coração, vamos fechar a postagem com o vídeo intitulado Problema Cardiuco, gravado num programa em Fortaleza:

15 novembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

UM PAPAI NOEL NO RECIFE

Todos os anos, nesses dias que antecedem a festa do Natal, eu lembro sempre de um pedido de Mariana, minha filha hoje uma jovem senhora de trinta anos, quando, na inocência dos seus quatro aninhos, fazia um sucinto bilhete: “Papai Noel, Eu quero de presente uma mesinha com as cadeirinhas, que eu possa carregar”.  

Todos os anos, nesses dias que antecedem à grande festa, estou a reler o bilhete para assim lembrar um Papai Noel que sempre me acompanhara em todos os meus sonhos infantis. Ao contrário da menina, para quem o bom velhinho é uma simples lenda, o meu Papai Noel era de verdade…  

Não penseis que estou a sonhar e muito menos a contar bravatas, mas eu conheci um Papai Noel! … Um Papai Noel cheio de ternura, de meiguice e bondade. Um Papai Noel vivente como qualquer um de nós…  

Não imagineis que se trata de alucinações, mas, com toda emoção da minha alma, posso afirmar que eu convivi com este Papai Noel.  

O meu Papai Noel, enquanto me embalava no seu colo nos meses que antecediam ao Natal, conversava horas a fio sobre o brinquedo desejado por mim para aquele ano…  

Quando ainda ninguém falava das festas de dezembro, ele, depois de um duro dia de trabalho no Porto do Recife, metia-se em sua oficina do fundo do quintal de nossa casa da Marquês de Maricá, nº 73, na Torre,  e lá, com os seus cabelos brancos como um algodão, seus óculos na ponta do nariz, trabalhava todas as noites para construir o meu sonho; transformando a madeira bruta em coloridos brinquedos, bem diferentes dos expostos nas lojas e adquiridos pelos pais dos outros meninos.

Os brinquedos, confeccionados pelo meu Papai Noel, em nada se assemelhavam aos industrializados. Eram caminhões, carros-de-mão, espadas, cidades com pequeninas casinhas, barcos, aviões que surgiam de sua oficina, cheios de detalhes e de cores vivas, que mais pareciam impregnados da eternidade… – Em sua quase totalidade, duraram até a última enchente do Capibaribe em 1975.  

Há 47 anos, num dia de setembro de 1966, o meu Papai Noel fez uma viagem e nunca mais voltou…

 

Antônio (Tonico) Machado Gomes da Silva, o meu Papai Noel

Nas minhas orações através dos Natais que se sucederam a partir de então, eu pedi a ele, como nos tempos de criança, um presente que eu julgava simples e fácil de conseguir pelos mundos por onde vagava o seu espírito…  

Eu pedia, ao meu Papai Noel, a partir daquele Natal de 1966, a felicidade: um estado de espírito, que não se pode comprar com dinheiro ou trocar por qualquer outro bem material, mas do qual a minha vida ainda hoje padece de uma eterna e insaciável sede

Nas minhas orações, eu parecia repetir a canção de Assis Valente:

Papai Noel,
vê se você tem,
a felicidade,
pra você me dar.

Eu houvera crescido, já não mais era uma criança, mas os meus sonhos infantis pareciam buscar no pedido ao meu Papai Noel, a felicidade não encontrada neste meu mundo material, racionalista e povoado de invejas.  

A vida foi passando e, com as cicatrizes da alma, as rugas do rosto e os cabelos brancos espalhados pela cabeça, pude compreender que a felicidade não estava nas possibilidades do meu Papai Noel… A felicidade é um bem, impossível de ser alcançado pela grande maioria dos viventes. É artigo que existe no mercado, mas encontra-se inacessível a muitos como eu…  

Nesses dias em que vivemos o espírito do Natal, com a cartinha de Mariana nas entre páginas de um dos meus livros, volto a lembrar-me, com o rosto tomado pelas lágrimas, do meu bom Tonico; este meu Papai Noel que não vejo a tantos natais…  

Nas minhas divagações, cantei baixinho, com a voz embargada pelo pranto, aquela canção que parecia esquecida:

Já faz tempo que eu pedi,
Mas o meu Papai Noel não veio.
Com certeza se esqueceu,
Ou então felicidade,
É brinquedo que não tem.

Mas, quando já imaginava que o bom velhinho havia esquecido do meu pedido, senti, ao vislumbrar Mariana no meu colo, que ele voltara de forma bem original… Observando melhor, ele ali estava, bem vivo e bem junto a mim, como que reencarnado na figura de sua neta, que dele possui a mesma pele morena, o mesmo nariz afilado, as mesmas pernas longas, as mesmas orelhas, o mesmo sorriso, a mesma beleza jovial e tantos outros sinais que marcavam o seu biótipo e a sua personalidade …

Ele finalmente voltara!…

O meu Papai Noel reencarnara, em forma de esperança, lembrando que o meu pedido de mais de quatro décadas, talvez um dia, quem sabe, venha a ser finalmente atendido…

15 novembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

O CHEFÃO QUE UNIR OS LARÁPIOS DO PT E OS GATUNOS DO PMDB


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