19 novembro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

19 novembro 2017 DEU NO JORNAL

UM BIQUINHO PRA MAMAR É SEMPRE BOM

Filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lurian Cordeiro Lula da Silva foi nomeada neste mês assessora parlamentar da deputada estadual Rosângela Zeidan (PT) na Assembleia Legislativa do Rio.

O salário de Lurian como “assessora parlamentar IV” no gabinete de Zeidan é de R$ 7.326,64.

A deputada é casada com Washington Quaquá (PT), presidente do partido no Estado.

Há 30 anos no PT, Quaquá é ligado a Lula. Apoia o ex-presidente em sua defesa das acusações de corrupção e pediu suporte financeiro dos militantes para viabilizar as caravanas dele pelo País.

Em junho, um mês antes da sentença do juiz Sergio Moro condenando Lula a nove anos e meio de prisão por corrupção, no caso do apartamento no Guarujá, ele publicou nota em que aventou “confronto popular nas ruas” para a defesa do ex-presidente.

 

* * *

O ato de nomeação de Lurian foi assinado pelo ex-presidiário Jorge Picciani, o ladrão-presidente da assembleia do Rio, comparsa do PT naquele estado saqueado e em petição de miséria.

O nome do petista, presidente estadual do bando, casado com a de-putada com quem Lurian vai “trabalhar” é Washington.

E o sobrenome é Quaquá.

Coisas da Banânia petralhista.

Quaquá ao lado do pai da assessora-mamadora da sua esposa de-putada

19 novembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

CRIMES INESQUECÍVEIS

Tem crime que a gente não esquece. Jamais. Tem assassinato macabro, assustador, que se torna impossível cair no esquecimento. Não ser lembrado nas rodas de amigos. Na história policial, o ano de 2012 foi um dos mais violentos. Tempo de crimes apavorantes.

No México, desde 2010, governo, traficantes e grupos rivais travavam violentos duelos. Por dever, o poder público combatia o narcotráfico. Mas, sem querer dar o pescoço a torcer, os traficantes rechaçavam para dominar a região fronteiriça com os Estados Unidos, país de excelente mercado consumidor de drogas e garantir, enfim, a permanência de lucros.

Numa parada só, houve uma carnificina. De 72 imigrantes ilegais que tentaram cruzar a fronteira com o território americano, 70 pessoas foram executadas. Na lista de mortos, encontravam-se quatro brasileiros. Na manhã de março de 2012, a polícia mexicana localizou 10 cabeças, sete de homens e três femininas, expostas num banco. Todavia, os corpos, jamais foram encontrados.

Neste mesmo ano, no Brasil, mais precisamente em Garanhuns, famosa cidade do interior de Pernambuco, ocorreram dois crimes bárbaros. A jovem Giselly Helena da Silva, 20 anos, foi a primeira vítima. Enquanto entregava panfletos no centro da cidade, desapareceu.

No mês seguinte, outra garota, a Alexandra da Silva Falcão, 20 anos, também tomou sumiço. A elucidação dos dois crimes aconteceu por acaso. Embora morta, o cartão de crédito de Giselly era utilizado nas lojas. Rastreando, a polícia chegou aos criminosos da dupla. Três pessoas foram acusadas. A mulher, Isabel Cristina Pires, o marido, Jorge Negromonte da Silveira, ambos com 51 anos, e a amante, Bruna Cristina da Silva, 22 anos.

Participantes de uma seita anti-semitista, que rejeitava a procriação, matavam mulheres. Os corpos eram esquartejados e comidos pelo trio de canibais. Todavia, da sobra da carne das vítimas, faziam empadas para vender na cidade. Felizmente, a atrocidade foi resolvida, juridicamente.

Porém, o crime mais famoso foi o da linda modelo e atriz, Sharon Tate, esposa do cineasta Roman Polanski. O crime foi cometido pela gangue, de seis membros, do serial killer, o psicopata, ex-presidiário e aprendiz de música, Charles Manson. A terrível chacina foi cometida na madrugada do dia 9 de agosto de 1969, na Califórnia. Na época, Polanski encontrava-se na Europa, a trabalho.

A esposa Tate, bela atriz, grávida de oito meses, estava na companhia de quatro amigos na mansão, quando chegou a corja de Manson. Furioso, o bando espancava e distribuía facadas no grupo de amigos. Um colega de Tate levou 51 facadas. Apesar de suplicar por socorro, Tate foi morta brutalmente com 16 facadas pelo corpo.

Foi a governanta da casa, que chegou para trabalhar na manhã seguinte, que descobriu a chacina. Presos meses depois, o quinteto de assassinos foi julgado e condenado em janeiro de 1971 a pena de morte. Logo depois alterada para prisão perpétua, face a alteração na lei.

Aos 83 anos, exatos 48 anos após o triste episódio, Manson permanece preso. Doze pedidos de liberdade condicional foram negados pela Justiça americana. Todavia, por causa de uma doença grave, o homicida Manson foi internado em hospital californiano. Mas, nunca teve direito a saída temporária, visita íntima e progressão de pena, fatos normais no arcaico sistema prisional brasileiro.

Práticas que, sob pressão da sociedade, começam a ser alteradas para reduzir a sensação de impunidade no Brasil. Mas, conceder carro oficial do Estado para conduzir os três deputados do Rio de Janeiro na saída do presídio foi um ato debochado. Repreensível. Um tapa na cara do cidadão que não comete crime sob a proteção da lei.

19 novembro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

DOMINGO EM TAUAPIRANGA

19 novembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

19 novembro 2017 MARY ZAIDAN

DE MAL A PIOR

A um ano das eleições gerais, os protagonistas conhecidos na disputa para o Planalto impressionam. Não por ideias, plataformas ou coisa que o valha. Mas pela falta delas. Pela repetição de vícios e modos.

À criatividade zero somam-se a desconexão com o eleitor e mais do mesmo: as mentiras de Lula nos palanques antecipados, portanto ilegais, as brigas fraticidas entre os tucanos e os repetidos atores na terceira via: Marina Silva, Ciro Gomes, Cristovam Buarque.

As novidades ficam por conta de uma aventura embalada por Luciano Huck e do ultradireitista Jair Bolsonaro, que alimenta o sonho de ser o Donald Trump tupiniquim.

Bolsonaro tem surfado no neomilitarismo, que tem lá os seus adeptos, mas que dificilmente arregimentará maioria. E, ainda que com jovens bons de barulho nas redes sociais venha conseguindo angariar apoios, atrai ódio em proporção similar.

Na outra ponta, o ex Lula lidera absoluto. Mas não tem qualquer chance de chegar lá com as tais caravanas que, nas melhores plagas petistas, Nordeste e Minas, reuniram menos gente do que o ex imaginava, e que o PT, a CUT e os demais movimentos ditos populares prometeram.

Escaldado por duas derrotas consecutivas para Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno de 1994 e 1998, Lula sabe que tem de ir além do campo à esquerda, que, assim como o da direita de Bolsonaro, tem limite definido. Daí o perdão aos “golpistas”, diga-se, ao PMDB.

Lula foi quem desenhou e firmou a parceria com Michel Temer, ungido vice da pupila Dilma Rousseff. Foi ele quem alinhavou o apoio do PMDB que hoje ocupa com primazia as páginas do noticiário político-policial sem que o PT receba créditos pelo patrocínio da roubalheira geral e, em particular, de Sérgio Cabral e cia.

Pouco importa. Pragmático, Lula quer renovar a aliança com o PMDB.

Por dever de ofício, vai repudiar publicamente Temer, mas já abriu as portas para Renan Calheiros e os seus, para aliados de Eduardo Cunha. Do contrário, teme colaborar para que os votos do centro – a maior faixa da população – caiam no colo de novidades à la Huck ou dos tucanos, ainda que estes estejam tropeçando no peso de seus bicos.

O PSDB é um caso à parte. Tem especial talento para conspirar contra si, em especial quando as chances de poder se mostram promissoras. Seria a alternativa natural entre candidaturas extremas, mas não consegue lidar nem com as divergências internas, quem dirá com os conflitos cotidianos que um governo exige. Antes das urnas, tem dois dilacerantes confrontos intramuros agendados: a guerra pela presidência da sigla e uma ainda não definida prévia para escolha do candidato ao Planalto.

Enquanto os tucanos se imolam em vez de amolar seus bicos para a disputa de outubro, Bolsonaro mordisca parte do eleitorado do PSDB utilizando o Movimento Brasil Livre e outros do tipo. E Lula tenta alargar sua rede de apoios para além dos fiéis.

Mas está só.

Perdeu para a prisão seus dois mais preciosos auxiliares – José Dirceu, o “capitão do time”, e Antonio Palocci, o homem que dialogou com a classe média e a atraiu para o então chefe. E o rumo, com a morte do ex-ministro e salvador de todas as trapalhadas, Márcio Thomaz Bastos, há exatos três anos. Abandonou muitos companheiros desde o mensalão e hoje inspira mais desconfiança do que crédito.

Em seu favor, o candidato Lula tem o fato de as investigações concentradas no PMDB darem alívio à folha corrida do PT e dele próprio.

Com o PMDB nas páginas nobres da ladroagem, perdeu fôlego a difusão de notícias sobre os desvios petistas. Poucos lembram, por exemplo, que a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, é ré por corrupção e lavagem de dinheiro.

Lula, com ganhos declarados de R$ 6 mil da bolsa-anistia e R$ 25 mil de pró-labore da sua empresa de palestras, não mais foi cobrado pelos R$ 9 milhões de previdência privada que só vieram à tona depois de o juiz Sérgio Moro pedir o bloqueio da conta. Muito menos dos R$ 21,6 milhões que o Ministério Público Federal quer bloquear.

Nem o mais fundamentalista dos militantes seria capaz de explicar como Lula, o nordestino pobre que virou presidente, amealhou tal fortuna. Superou com folga, em pouquíssimo tempo, a elite dos 172 mil entre os 200 milhões de brasileiros que, segundo o Global Wealth Report 2016, realizado pelo Banco Credit Suisse, têm mais de U$ 1 milhão, R$ 3,4 milhões ao câmbio de hoje. Lula tem.

A fogueira na qual o PMDB arde agora protege a fritura de Lula, que, amanhã, estará azeitado com o mesmo PMDB dos escândalos de hoje.

19 novembro 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

DIA DO CORDELISTA

Parabéns aos cordelistas
Que acessam o Besta Fubana
Celebramos hoje o dia
Dessa classe soberana
Que transforma em poesia
As noticias do dia-a-dia
De uma forma bem bacana

Pombal cidade paraibana
Viu nascer o maioral
Leandro Gomes de Matos
Cordelista sem igual
Conhecido no mundo inteiro
Esse ilustre brasileiro
Do cordel é o patrono oficial

O cordel era o jornal
Do povão antigamente
Em uma época remota
Alfabetizou muita gente
Na mente do matuto
Reinou em absoluto
E vivera eternamente

Enquanto existir vivente
Brilhará com galhardia
No mais modesto ambiente
A luxuosa academia
O singelíssimo cordel
Vai cumprindo o seu papel
Com louvor e primazia

19 novembro 2017 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA SÃO PAULO


O CHEIRINHO QUE ENLOUQUECE

Imburana – pau cuja casca cheirosa dá qualidade ao rapé

Faz tempo que se sabe que vem de Paris os melhores perfumes (às vezes, com muita matéria prima saindo do Brasil ou de outras plagas). São tantos os odores diferenciados que poderíamos ser injustos citando apenas um ou dois. Até por que, isso é também uma questão de preferência pessoal.

Mas, que tem quem cheire sempre, naturalmente, sem nunca ter usado qualquer perfume. Por muitos anos se preferiu muito o cheiro do sabonete Phebo, que dizem alguns, era fabricado no vizinho estado do Pará.

Há quem também goste do cheiro de canela e mais ainda do cravo. E aí você junta o cravo com a canela. É realmente um aroma que chama a atenção de muitos – embora não seja um aroma para usar durante a noite, numa reunião ou numa festa.

No interior do meu velho e progressista Ceará, os mais antigos gostavam de misturar o fumo de rolo, depois de posto à secar e torrado, com o pó de imburana, uma árvore cuja casca tem um cheiro forte e concentrado. Dava um aspecto aristocrático ao rapé – e o simples abrir do corrimboque era um convite à aspiração. Era cheirar e espirrar quantas vezes se pretendesse para desobstruir as narinas.

O cheiro do muco que corre da vulva canina anunciando o cio enlouque os cães

O odor, sabemos, nem sempre cheira bem. O forte odor de amônia incomoda e não é benéfico a quem o aspira. Mas, o cheiro de almíscar é exageradamente “gostoso e atraente” com é o cheiro de limão, de erva-doce ou de camomila.

Há cheiros que atraem, por dizerem alguma coisa. O cheiro humano, dizem, pode identificar pessoas. Uma coisa é o cheiro emanado através das axilas (via que a Natureza reservou para jogar fora as impurezas, pela transpiração) e outra coisa é o cheiro humano dos braços ou das pernas.

Mas, qual seria o cheiro emanado pela vulva da cadela quando inicia o período do cio? Por que aquele cheiro “enlouquece” os cães?

Os adversários adotaram como zoação o “cheirinho” que o Flamengo sente dos títulos

Mas, outro tipo de cheiro que tem incomodado muito a uma grande quantidade de pessoas, é o “cheirinho” que o Flamengo vem sentindo desde janeiro deste ano. Investindo milhões na contratação de jogadores que imaginavam poder garantir a conquista de todas as competições da temporada, o Flamengo tem ficado mesmo só no cheirinho, virando deboche e gozação dos adversários.

O meu Botafogo, que não teve dinheiro para investir o correspondente a 10% do valor investido pelo Flamengo, está atualmente como líder entre os clubes cariocas que disputam o Campeonato Brasileiro da Série A.

19 novembro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

19 novembro 2017 DEU NO JORNAL

O VOTO QUADRÚPEDE

Para quem nunca sabia de nada, demorou pouco para Lula acumular mais de R$ 35 milhões…

* * *

É errado dizer que ele não sabia de nada.

De uma coisa ele sabe muito bem: que existem milhões de antas descerebradas portando título de eleitor em Banânia.

Não só antas, mas tudo quando é tipo de irracional.

E ele conta com este eleitorado em 2018.

19 novembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

19 novembro 2017 PERCIVAL PUGGINA

2018: HORA DE FAZER O DIABO, DE NOVO

Novamente é quase três da madrugada na necrópole da República. Hora de cultos satânicos, quebrantos e esconjurações. Ágeis como drones, bruxas esvoejam entre lápides e ciprestes. Taumaturgos de colarinho branco presidem cerimônias.

Quem ainda não percebeu, em breve será arrastado para as consequências destes dias. Neles se reproduz o ciclo repetitivo e funesto muito bem definido por Dilma em 14 de março de 2013. Antecipando, então, campanha eleitoral em João Pessoa, ela afirmou que “Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição, mas quando estamos no exercício do mandato, temos que nos respeitar”. O público presente talvez tenha tomado a primeira oração como exagero e a segunda como compromisso. No entanto, o diabo foi feito e o desrespeito derrubou a casa. Um ano e pouco mais tarde, já com a disputa eleitoral em marcha, ante público de seu estado natal, Lula disse a Dilma: “Eles não sabem o que nós seremos capazes de fazê, democraticamente, pra fazê com que você seja a nossa presidenta por mais quatro anos neste país”. Os meses seguintes contêm minuciosa narrativa daquilo que, de fato seria feito, “democraticamente”, para assegurar mais quatro anos para a presidenta. É do diabo que estamos falando.

Se há algo que sabemos sobre as potências das trevas é que elas não mudam de caráter nem de objetivo. O discurso de Lula aponta para a volta ao seu pior estilo, aquele anterior à carta ao povo brasileiro, com ódio exacerbado, afinação bolivariana e cheiro de enxofre.

Cenários como os que se desenham para 2018 fazem parte da nossa tradição presidencialista. As “virtudes” tomadas em maior conta no recrutamento dos presidenciáveis jamais influiriam na escolha de executivo para uma pequena empresa que almeje sucesso. Mas, se é para presidir a república, tendo voto, qualquer um serve. Causa angústia saber que, periodicamente, apostamos o presente e o futuro do país num cassino eleitoral matreiro, desonesto, onde, em acréscimo a tudo mais, sequer as urnas são confiáveis.

Em menos de um ano saberemos quem dirigirá a república no quadriênio entre 2019 e 2022. Até lá, vamos para o mundo das trevas, onde tudo é incerto. A irracionalidade do sistema de governo e o vulto dos poderes em disputa, concentrados em uma única pessoa, levarão insegurança e instabilidade ao desempenho dos agentes econômicos. Dependendo do lado para onde for a carroça, cairá a Bolsa, subirá o dólar, cessarão os investimentos. Afinado com as bruxas, o parlamento só se interessará por doces (agrados e favores) e travessuras (contas ao pagador de impostos). Tudo virará moeda nas mãos de quem tocar o sino na hora do diabo.

A revista The Economist divulga um índice de democracia pelo qual 167 países são pontuados em relação a processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis. Entre os 20 primeiros lugares, apenas os dois últimos são presidencialistas. E nós estamos no 51º lugar. Um dia a ficha cai e exorcizamos esse modelo político.

19 novembro 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

19 novembro 2017 DEU NO JORNAL

O BNDES E A PETROBRAS LULEIRAS

A CPI do BNDES retoma os trabalhos na quarta-feira (22) disposta a promover uma devassa na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, para desvendar o financiamento suspeito de obras nos estados do Brasil.

Auditoria do Tribunal de Contas da União já apontou R$ 50,5 bilhões do BNDES usados para bancar 140 obras em outros países, quase todas da Odebrecht e muitas delas com a participação do ex-presidente Lula.

Os governos do PT aportaram R$ 440,8 bilhões do Tesouro Nacional para bancar financiamentos do BNDES no Brasil e mundo afora.

O Ministério Público Federal investiga o papel do ex-presidente Lula em esquema de tráfico de influência pela Odebrecht, em obras no exterior.

A CPI pretende recolher no BNDES novas informações técnicas e documentos que esclareçam suas operações sob suspeita.

* * *

O Diretório Nacional do PT já pediu a ajuda do fubânico luleiro Ceguinho Teimoso.

Ceguinho irá defender o BNDES de Lula nesta CPI da mesma maneira com que defendeu a Petrobras de Lula aqui no JBF.

Uma medida acertadíssima do Diretório Nacional da quadrilha vermêia.

Quem quiser saber a verdade sobre a Petrobras, leia os comentários de Ceguinho numa postagem de sexta-feira passada.

É só clicar aqui .

Primeiro leiam a postagem, claro.

Depois os comentários.

E tenham um bom domingo.

19 novembro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

A RIQUEZA DAS NAÇÕES

No começo, bem no começo, a ideia básica era conseguir especiarias raras e artefatos luxuosos que só pessoas imensamente ricas podiam se dar ao luxo. Os preços astronômicos compensavam de sobra todos os custos e riscos das imensas viagens necessárias para consegui-las e ainda davam lucros inimagináveis.

A rota da seda

Tais mercadorias normalmente eram importadas do distante e desconhecido oriente. Eram tecidos de seda e finíssimas porcelanas da China, especiarias deliciosas das Índias que, só de mencionar, aguçavam a imaginação dos europeus do medievo: Pimenta, noz moscada, canela, gengibre, anil, açúcar, chá, café das Arábias, tecidos de Damasco, tapetes da Pérsia e tantas outras mercadorias.

Os árabes as traziam até os portos do Mediterrâneo. De lá, navegadores italianos faziam a transferência e a distribuição para os mercados europeus. Foi este comércio que levou Gênova e Veneza ao seu apogeu.

Estava tudo muito bom, tudo muito bem, até que a perda de Jerusalém para os muçulmanos e o acirramento da disputa pelas almas dos fiéis em toda a costa mediterrânea complicou tremendamente o tráfico. Começou uma busca frenética por rotas alternativas e foi aí que os portugueses se deram bem. Herdaram todo o cabedal de conhecimentos trazidos do Oriente Médio pelos Templários e, com a extinção desta ordem, através da Ordem dos Cavaleiros de Cristo que os sucedeu, meteram mãos à obra.

Caminho “português” para as Índias e extensão do Império Espanhol de Felipe II

Se considerarmos o rudimentarismo dos equipamentos de navegação disponíveis à época, podemos considerar os navegadores portugueses como verdadeiros gigantes de arrojo e de coragem. Foram estes heróis que promoveram a primeira globalização de verdade, integrando os 7 mares e os 5 continentes.

Não demorou quase nada para que a Espanha, vendo os ganhos incomensuráveis advindos a Portugal como fruto da sua ousadia, seguir-lhe os passos. Primeiro, timidamente, com as 3 caravelas magras do imitador e trambiqueiro Cristóvão Colombo. Depois, de forma mais profissional, desta feita com conquistadores dispostos a ter sucesso a qualquer custo, mesmo que o preço fosse sua morte. Sucederam-se os Cortez e os Pizarros na dominação, espoliação e extermínio dos povos ameríndios.

Na ausência das tão desejadas especiárias na América, ênfase aí passou a ser a busca de metais preciosos: o ouro e a prata. Com a unificação ibérica, de 1580 a 1640, o Brasil se viu engolfado nesta busca desenfreada por estes metais, embora tais buscas só fossem ter sucesso no início do século XXVIII.

A partir daí, foi uma sucessão de impérios europeus se estendendo pelo mundo afora. Os judeus portugueses, expulsos de Portugal pela inquisição espanhola, dirigem-se a sua inimiga, a Holanda, e lá fundam as companhias das Índias (Ocidentais e Orientais) a fim de entrar nessa partilha.

Assim, podemos dizer que, se os séculos XV foi dos portugueses, o XVI viu o apogeu espanhol. No seguinte, o XVII, entram na briga os holandeses e franceses. Já no século XVIII se desenha a hegemonia britânica, que vem a culminar com a derrota de Napoleão e se estende até o século XX, só terminando com a ascensão do colosso americano após a 2ª Guerra Mundial, depois da “unificação” no século XIX.

Com a revolução industrial, a partir do século XVIII, o grande fator de competitividade das nações passa a ser a capacidade de produzir manufaturas. Nessa seara, a Inglaterra foi a pioneira e campeã absoluta durante os dois séculos seguintes, razão pela qual seu império sucedeu aos anteriores e se estendeu ao longo de toda a Terra. A briga então passou a ser pelo acesso às fontes de matérias primas (baratas) e aos mercados para os produtos manufaturados (caros).

É nessa que o Brasil entra na globalização sempre de calças arriadas e de ré. Nunca conseguimos transcender nossa condição de mero fornecedor de matérias primas para as nações avançadas. A duas únicas épocas em que houve um esforço concentrado na busca pela industrialização do país foi um pouco antes da república, com D. Pedro II trazendo emigrantes italianos e alemães altamente qualificados, e ao longo dos governos de JK e militar. Não fossem esses períodos, estaríamos similar ao Mali ou Sudão.

As evidências empíricas apontando que só se consegue progresso econômico das nações através da industrialização são abundantes. Segundo os economistas do M.I.T, César A. Hidalgo and Ricardo Hausmann, o “Economic Complexity Index que criaram mede a intensidade de conhecimentos e tecnologia embutidos nos produtos exportados por um determinado país. Segundo os mesmos, esta medida é capaz de predizer a tendência de progresso desta mesma economia. Vejam o que aconteceu com o Brasil nos anos PT. Retornamos aceleradamente à mesma condição da década anterior ao “Milagre” brasileiro propiciado pela administração militar.

Segundo o Diário do Poder, o valor das exportações brasileiras em 2017 já supera em US$ 30 bilhões as exportações do mesmo período do ano passado. Segundo o diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Herlon Brandão “Isso foi motivado por safra recorde de grãos e vendas de minérios de ferro e petróleo, entre outros produtos”. Ele ressaltou ainda que, no início do ano, as exportações cresciam principalmente pela melhora nos preços internacionais, mas, agora, com a demanda mundial aquecida, há aumento significativo também nas quantidades exportadas. De janeiro a outubro, o preço dos produtos vendidos ao exterior subiu 11,9%, enquanto as quantidades aumentaram 7,3%. “Provavelmente teremos recorde neste ano no volume exportado”, afirmou.

Maravilhoso!

Lá vamos nós para mais um voo de galinha, sempre na condição de vassalos das economias desenvolvidas.


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