15 dezembro 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

DOMINGÃO

15 dezembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

TRÊS EM UM

Deputada do Distrito Federal acerta Michel Temer, Lula e Dilma Rousseff com uma só paulada

“Governo acusa servidores públicos de privilégio na aposentadoria. Sabem o que é privilégio? É um presidente corrupto utilizar o cargo e os recursos do povo brasileiro para se salvar de denúncias de corrupção”.

Erika Kokay, deputada federal pelo PT do Distrito Federal, no Twitter, deixando seus seguidores sem saber se estava se referindo a Michel Temer, Lula, Dilma Rousseff ou aos três.

15 dezembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL

TRÊS DUPLAS EM CANTORIA E UM SONETO DE LEONARDO MOTA

Valdir Teles e Louro Branco improvisando com o mote

“É melhor  matar de faca,
do que matar desse jeito”.

* * *

Geraldo Amâncio e  Valdir Teles cantando de improviso um Dez de Galope na  Beira do Mar.

* *

Cícero Bernardes cantando de improviso com Jó Patriota

* * *

PEDRA – Leonardo Ferreira da Mota

– Pedra que eu amo, pedra confidente
De todo o mal que o coração tortura,
Tu, que tens a serena compostura
De quem da vida a inquietação não sente,

Tu, que vives de todo indiferente
Ao lodaçal desta charneca impura
Que nós chamamos mundo, pedra escura
Que eu te cobice a placidez consente!

Pudesse eu ter a calma soberana
Que tens, em vez de agitação insana
A sacudir meu peito de precito …

Faze-me, pedra à tua semelhança:
– Dá-me o sossego, a plácida confiança,
Faze desta alma um bloco de granito!.

15 dezembro 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO (PE)

EVANGELHO SEGUNDO LULA

Deputado fluminense explica que foi Sérgio Moro que assaltou a Petrobras e ajudou a quebrar o Rio de Janeiro

“A Lava Jato, em vez de punir pessoas físicas acusadas de práticas criminosas, puniu as empresas, como a Petrobras. Com isso, houve uma queda nos investimentos e um quase quebra da estatal. Virou uma reação em cadeia e o Rio de Janeiro já perdeu o quádruplo do que tinha em investimentos”.

Wadih Damous, deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro, ao explicar que, de acordo com o evangelho segundo Lula, o Rio e a Petrobras estão quase quebrados não porque diretores corruptos da estatal e a quadrilha de Sérgio Cabral saquearam todos os cofres, mas porque a Lava Jato descobriu tudo e os juízes federais estão cumprindo a lei.

15 dezembro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

15 dezembro 2017 JOSIAS DE SOUZA

NUM GOVERNO LÓGICO, LUISLINDA RECEBERIA ALFORRIA

Luislinda Valois tornou-se ministra de Direitos Humanos de Michel Temer por ser negra, mulher e tucana. Já havia anulado os efeitos de sua feminina negritude ao requerer o direito de acumular uma aposentadoria de desembargadora com o contracheque de ministra. Imaginou-se que permanecia no cargo graças à sua filiação ao PSDB. Mas foi renegada pelo tucanato. Nesta quinta, desfiliou-se da legenda. E anunciou a pretensão de permanecer na Esplanada dos Ministérios.

O apego ao cargo causa espanto. Sobretudo quando se recorda que, sob a alegação de que sua situação, “sem sombra de dúvida, se assemelha ao trabalho escravo”, madame Valois tentou embolsar, noves fora “atrasados” de cerca de R$ 300 mil, uma remuneração mensal de R$ 61,4 mil. Açoitada nas manchetes, a doutora recuou. Deu-se por satisfeita com a maior remuneração permitida por lei na administração pública: o teto de R$ 33,7 mil.

Antes de dar meia volta, a ministra soara assim numa entrevista: “Como é que eu vou comer, como é que eu vou beber, como é que se vai calçar? Eu, como aposentada, podia vestir qualquer roupa, podia calçar uma sandália havaiana e sair pela rua. Mas como ministra de Estado eu não me permito andar dessa forma. Eu tenho uma representatividade.”

Num governo lógico, Luislinda teria sido enviada ao olho da rua no instante em que evocou a escravidão para beliscar um privilégio. Tendo sobrevivido ao inacreditável, teria sido demitida diante da retórica em que se misturaram num caldeirão de desfaçatez a dieta, o guarda-roupa e as havaianas. Tendo resistido ao impensável seria exonerada pela contradição de afeiçoar-se ao cargo que a escravizava.

Um governo lógico já teria dado a Luislinda uma carta de alforria. A ex-tucana continua ministra porque não pode ser lógico o governo presidido por um denunciado criminal, por onde já passaram Geddel Vieira Lima e Romero Jucá e que ainda abriga Eliseu Padilha e Moreira Franco. Num governo assim, Luislinda escravizará o contribuinte pelo tempo que desejar.

15 dezembro 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

15 dezembro 2017 DEU NO JORNAL

É GORPI, É PERSEGUIÇÃO

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira marcou nesta quarta-feira a data do interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo aberto contra ele e outras três pessoas a partir da Operação Zelotes. Lula será ouvido na Justiça Federal do Distrito Federal no dia 20 de fevereiro de 2018, às 10h.

Nesta ação, o petista é réu pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa nas negociações que levaram à compra de 36 caças Gripen pelo governo brasileiro, por 5,4 bilhões de dólares, em 2014, e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da Medida Provisória 627.

Além de Lula, serão interrogados o filho do petista, Luís Cláudio Lula da Silva, e o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, os três também réus.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, a atuação do petista teria rendido a Luís Cláudio 2,5 milhões de reais, pagos pelo escritório Marcondes & Mautoni.

* * *

Já não bastava o Dr. Moro, agora aparece outro juiz querendo aparecer às custas de Lula.

É uma injustiça processar e prender quem roubou, segundo afirma o próprio Lula.

É gorpi, é perseguição, é inveja!

Agora, aqui entre nós, o que acho arretado mesmo é a lista de itens que, a cada dia, são acrescentados ao prontuário de Lula: tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

É de dar orgulho a qualquer filho trambiqueiro.

15 dezembro 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

15 dezembro 2017 FERNANDO GABEIRA

RESTOS A PAGAR

O fim de ano coincide com a divulgação do número de assassinatos no Brasil, nos primeiros 15 anos do século 21: 278.839. Mais do que a Síria, que vive uma longa guerra.

Anualmente são assassinadas 60 mil pessoas. A cada dez minutos alguém perde a vida pelas mãos de outro.

Essa mortandade dispersa passou ao largo da agenda política brasileira. Lembro-me de que, no início do processo de democratização, o foco voltou-se para os direitos humanos.

Em São Paulo, foi criada a Comissão Teotônio Vilela, da qual fiz parte. No Rio, Brizola implodiu o presídio da Ilha Grande.

A visão dominante na época tendia a considerar o crime nas ruas do Brasil como consequência direta da desigualdade social, da aspereza da vida nos bairros pobres. Mas os números indicam que países ainda mais pobres que o Brasil têm índices menores de assassinatos. É preciso mais que políticas sociais.

Uma projeto nacional de segurança, monitorado diretamente pelos presidentes que mais ficaram no cargo, Fernando Henrique e Lula, nunca veio à luz. Suponho que exista uma certa tendência aristocrática a considerar o fato policial algo secundário diante dos grandes temas do País.

Os jornais de qualidade, no passado, estruturavam seu trabalho como se fossem uma réplica do próprio governo, com suas pastas ministeriais: política, relações exteriores, economia e agricultura. Havia setor policial, com legendários repórteres, mas era de longe um setor secundário. Não dava o que pensar. Era como se multiplicassem pequenas tragédias, o que desde os gregos parecia algo integrado ao destino humano.

No momento em que se esgota o período inicial da democratização, o abismo entre a gravidade da violência no Brasil e seu lugar na agenda brasileira cresceu enormemente.

Estamos no limiar do ano novo, em que as eleições prometem ser o tema central. Com vários pré-candidatos em cena, a questão da violência ainda passa ao largo, exceto para Jair Bolsonaro, que enfatiza sua importância. Suas propostas, no meu entender, tocam num tema inescapável: como envolver a sociedade na autoproteção, como descentralizar uma tarefa maior que o Estado?

A resposta de Bolsonaro para esse tópico é legalizar o porte de arma, ampliando a capacidade de defesa individual. É um caminho seguido nos EUA, certamente confirmado nas urnas com a vitória de Trump. Mesmo lá é cotidianamente combatido, pela sucessão de massacres cometidos por atiradores isolados.

O mesmo princípio de envolvimento social levaria ao uso de outras armas que não as de fogo: a informação e uma intensa troca entre polícia e sociedade. Sempre que falo dessa tema, os defensores das armas contestam: que fazer num assalto, com um smartphone na mão?

Possivelmente, nada, a não ser configurá-lo antes para ser rastreado e oferecer a pista à polícia. Mas em outras situações, a capacidade de prevenir por meio de avisos, mapas e dados que brotam da interação permanente pode salvar muitas vidas.

Se é para falar em experiência americana, a mais útil no Brasil seria a de estimular iniciativas da sociedade, até independentes do governo. Nossa expectativa de que o governo resolva sozinho é mais parecida com a tendência europeia.

Para alcançar esse projeto de cooperação será preciso uma longa marcha através de uma cultura que desconfia da polícia e romantiza o crime. Certamente isto tem raízes em nossa História colonial. Não foi à toa que Dilma sacou Joaquim Silvério dos Reis, o traidor da Inconfidência Mineira, para compará-lo aos delatores da Lava Jato. É um absurdo igualar uma luta de libertação nacional ao assalto à maior empresa pública do País. Mas ela escolheu a imagem pelo seu conteúdo emocional.

Claro que essa cultura tem também alguma referências concretas: a qualidade da polícia. Transplantada dos EUA para o Brasil, a campanha antidrogas nas escola, feita com palestras de policiais, é uma a experiência não funcionou bem. Os policiais brasileiros não despertavam a mesma empatia nos estudantes.

Mas se o argumento para não cooperar está baseado na qualidade da polícia, por que não dar uma volta nele e perguntar: o que vem primeiro, a baixa qualidade da polícia ou a subestimação cultural do seu papel?

Os países em guerra põem esse tema no topo da agenda, entre outras razões, porque morre muita gente. Se esse argumento tem algum peso, a violência deveria estar no topo da agenda nacional num país onde morre muito mais gente do que na guerra.

A diferença é que na guerra as pessoas se organizam para matar. Aqui alguns se organizam em quadrilhas e em grande parte os assassinos são indivíduos atomizados. Matam as outras vivendo sob a mesma bandeira nacional, às vezes no mesmo bairro ou o sob o mesmo teto. Vivemos uma guerra visceral.

Os contornos da campanha de 2018 ainda são muito difusos. Se o tema da segurança pública for tratado com a formalidade burocrática típica dos nossos programas políticos, os candidatos farão discursos para um País imaginário.

A experiência dos últimos anos nos desgastou muito. Brigas, ofensas, isso enfraquece a possibilidade acordos nacionais em alguns temas.

Em segurança pública, reconheço que é difícil um acordo com forças que romantizam o crime e veem na polícia um instrumento de opressão das classes dominantes. Se também aí não for possível um acordo nacional, que nossa geração de políticos, cujo ciclo se encerra, ao menos reconheça o fracasso retumbante num tema: o saneamento básico. Esquerda, direita, centro, estamos todos na mesma m…

Avançar numa tarefa que alguns países alcançaram ainda no século 19 é algo que dispensa mimimis, estrelismos e bate-bocas: seria uma maneira digna de encerrar um período cuja etapa derradeira foi uma distância abissal entre sistema político e sociedade.

15 dezembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

15 dezembro 2017 OS PINGOS NOS IS

A MESMA PATETICE

15 dezembro 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

PROMETEU

A Noite – Prometeu na Eternidade,
acorrentado à rocha do Inferno –
fere o éter caótico de um grito
de luz que o pranto abafa e a angústia invade.

E em seus olhos opacos de proscrito,
lacerados de súbita Verdade,
surge a indecisa, a vaga claridade
da gestação dos sóis. Gênio maldito,

cujo lúcido grito em luz se eleva!
forçado de alta comoção secreta
forçando louco as temerárias portas!

Também eu, também eu vi minha treva
inflar de um sonho, e amanhecer repleta
de estrelas! De cruéis estrelas mortas…

15 dezembro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

UM GOLPE É…

Dilma explica o significado de golpe em dilmês work-alcoolic

“Acho que vivemos um golpe. Não um golpe em um ato. É um processo. Ele tem vários atos. O primeiro, o inaugural, é o impeachment sem crime de responsabilidade. O segundo ato fundamenta o golpe: o enquadramento do Brasil, no sentido social, econômico e geopolítico, ao modelo neoliberal. Esse golpe tem o objetivo de reduzir a presença da população pobre no Orçamento. Tirar os pobres do Orçamento. E também retirou direitos trabalhistas”.

Dilma Rousseff, em entrevista ao jornal O Tempo, ao expor o conceito de “golpe” no mais puro dilmês work-alcoolic.

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DILMÊS WORK-ALCOOLIC


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