1 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

A CIGARRA

Quando à tarde no céu se escuta a prece
que entoa a Criação na Ave-Maria,
canta a cigarra, canta e se estremece,
núncia da noite sepultando o dia.

Pobre cigarra! Canta como em prece,
e ninguém, escutando-a, desconfia
que no canto a alma simples lhe estremece
e é o canto o último raio do seu dia.

A tanta gente assim como a cigarra
a dor na pálpebra fechada esbarrra,
mas – na suave transfiguração

que nos redime desta pobre argila -,
se em lágrimas dos olhos não destila,
vem aos lábios em forma de canção.

1 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

RESPOSTA AO ARTIGO DO SENHOR GABEIRA

Eu tenho uma característica de só me inspirar para escrever quando estou puto e às vezes bêbado, mas puto penso melhor. Não tenho escrito muito porque tenho estado feliz e bebendo pouco. Preciso mudar isso, viu!

Tenho lido aqui muitos artigos do Gabeira e, normalmente, gosto e até concordo, mas o último me deixou puto. É aquele artigo que a gente lê, vomita, depois joga no lixo. Havia escrito na área de comentários, mas não me conformei e resolvi escrever este artigo.

A tese que não é minha, mas gosto de repetir, é perfeitamente demonstrada no artigo intitulado “A cada Ano Sua História”. O “militante” sai da esquerda, mas a esquerda não sai do “militante”. Apesar de nossa língua não aceitar muito, a melhor palavra seria estória, pois de história nada tem o artigo.

Ele diz que não gosta de relembrar 68, mas se relembra, continua com a afirmativa de que se lutou contra um regime ditatorial, sem lembrar que essa não é a verdade, pois se lutou por uma ditadura marxista, muito mais repressora do que dizem ter sido o regime militar. Também não lembra que a tal repressão foi endurecida justamente por causa dos “defensores da democracia” , aqueles “heróis” da estirpe de Marighela, Lamarca et caterva, que passaram à luta armada e ao terrorismo covarde, como o próprio Gabeira também.

Se não me engano, ele mesmo já havia reconhecido isso, mas pelo jeito, foi de boca pra fora ou esqueceu.

No massacre de Tlatelouco, houve sim 69 mortes, depois que os “soldados” da esquerda (eles dizem que foi a direita) dispararam do alto de um prédio contra os militares e a multidão para provocar a reação. Os militares mataram? A história mostra o contrário, pois na realidade eles tentaram proteger as pessoas. Morreram 200? Por que nunca houve reclamação de familiares querendo saber o paradeiro de seus entes queridos? Todos eram órfãos e sozinhos no mundo? A tese cai em desgraça por ela mesma.

Normalmente se diz que sem corpo não há crime, mas para a esquerda isso funciona ao contrário, pois sem corpo, aí é que há crime. Eles sempre fabricam cadáveres para que possam acusar o inacusável. Quando não conseguem fabricar reais (os 69, por exemplo), fabricam imaginários.

E sobre o Trump então, nem vou argumentar. Não vale a pena perder meu tempo. A história com “H” maiúsculo demonstrará. Por isso, só falo do passado.

Meu Deus, esses esquerdistas repetem mil vezes a mentira para que ela se torne verdade. Isso até me lembra um regime de esquerda que eles mentem dizendo ser de direita.

A verdade é uma só. Enquanto a esquerda não for desmascarada para a população menos culta, que não conhece a história, apenas a estória, o Brasil e o mundo nunca serão melhores.

Mas a verdade está vindo à tona. O bem sempre vence o mal, basta ler o apocalipse da Bíblia. A história vencerá a estória.

Que em 2018 a direita venha com muita força!

1 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

REGINA CÉLIA MACEDO – RIO DE JANEIRO

Querido Berto,

em anexo um vídeo que peço pra ser publicado.

Diga que é pra ser oferecido ao meu marido, o cabeçudo Rafael.

Meus votos de um excelente ano de 2018.

R. Eu não vou dizer nada pro seu marido, minha cara.

Você já disse que o vídeo é oferecido a ele.

Eu só vou mesmo é publicar, conforme você pediu.

Num me meta nesse rolo.

Vôte!

1 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

NO ANO PASSADO EU MORRI…

O ano passado terminou sob – ou, como prefere o novo diretor da Polícia Federal (PF), Fernando “por qué no te callas” Segóvia, sobre – a égide da luta surda entre os poderosos mandatários de plantão e os impotentes cidadãos em nome dos quais aqueles exercem o poder máximo num possível Estado de Direito. Esta luta sem quartel pelo comando do “cartel de Abrantes”, paródia da expressão popular dos tempos em que patentes militares eram sinais de respeito, prestígio e, sobretudo, poder, é tão encarniçada que o máximo que se pode desejar em cartões bem intencionados de boas-festas resume-se num verso genial do repentista paraibano Zé Limeira, dito “o poeta do absurdo”: “No ano passado eu morri, mas neste ano eu não morro”. Se tudo der certo para a cidadania, o que é muito difícil, ele será uma grande Páscoa. Mas, se entre a votação da reforma da Previdência e a posse do presidente eleito pelo povo os desaforados aforados continuarem com a faca e o queijo em mãos, será uma quaresma sem carnaval para compensar.

O marco zero (como ponto de partida e nota de desempenho) da realidade áspera que está sendo imposta à Nação foram as duas votações na Câmara que dispensaram o presidente da República de ser investigado por participação – e possível mando – no “quadrilhão do MDB”, a pedido do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Mantido no cargo pela metade mais um dos companheiros de antanho na Câmara mais do que nunca “baixa”, o constitucionalista de Tietê Michel Temer conseguiu até dobrar de popularidade das profundezas dos 3% para ainda inaceitáveis, mas bem melhores, 6%. Impopularidade à parte, Sua Excelência começa o ano útil de 2018 em 19 de fevereiro, quando sua mitigada reforma da Previdência será submetida a votação mais difícil na Câmara, de vez que não é mais necessária apenas a aprovação de um terço de seus antigamente nobres pares e hoje ignaros “parças”, mas três quintos dos plenários do Congresso para aprovar seu (e nosso) primeiro grande objetivo no ano.

Para conseguir o intento, e com isso evitar transferir o abacaxi azedo e podre para o sucessor eleito, o vice de Dilma guindado ao poder pelas peraltices contábeis dela enfrenta a má vontade generalizada de uma população cuja desconfiança se transforma em votos num Congresso desmoralizado, mas com poder para decidir se o País continuará à míngua para pagar os privilégios dos articuladíssimos marajás dos Três Poderes, assegurados por cabos eleitorais, assessores e, em muitos casos, donos das impressões digitais do dinheiro vivo que contam propinas em contas no exterior, caixas de joias e até em apartamentos (ou aparelhos, como nos tempos de Dilma guerrilheira) vazios de gente e povoados por cédulas.

No ano em que alguns de nós morreram de verdade, mas muitos morremos apenas um pouco, os donos do poder da República fizeram o possível para manter o cetro e conter o martelo impiedoso de alguns juízes que resolveram romper o ciclo no qual só eram presos pobres, pretos e prostitutas. Com proxenetas e contadores fazendo delações premiadas, o ano das mortes aos pedaços terminou com a volta à casa de dois símbolos da propinocracia reinante. Para sua mansão em São Paulo regressou o pai severo e empreiteiro-mor do País, Marcelo Odebrecht, cumprindo pena de tornozeleira no calcanhar de Aquiles. O mandachuva das obras superfaturadas pode dizer como um malandro qualquer ao subir o morro de onde saiu: “Já paguei minha dívida com a sociedade”.

O seio da família na Zona Sul carioca é o destino do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, libertado graças à boa vontade que os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm com militantes de sua fé ideológica e com clientes abonados de colegas que frequentam a promiscuidade de convescotes do poder no Planalto Central do País. O egresso do inferno presidiário de volta ao lar, doce lar cruzou os portões da Papuda com dinheiro no banco e, no bolso, a carteirinha do Partido dos Trabalhadores, que para o STF o distingue de meros mortais. Ela garantiu a Dilma o direito de sonhar ser merendeira de escola. E ele foi o elo vivo entre a militância e os fundos do bicentenário banco público número um de Pindorama, dito do Brasil. Pizzolato passeou pelo Código Penal com desenvoltura: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, obstrução da justiça, falsidade ideológica e fuga para o exterior. Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão, ficou dois foragido na Itália, esperou um pela extradição e mais dois e meio na Papuda. Um quarto de pena cumprido com bom comportamento na caderneta de detento bastou para mobilizar a benemerência do ministro Barroso, que lhe concedeu liberdade provisória.

Do mensalão agora só resta preso Marcos Valério, chamado de operador por Roberto Jefferson, o delator, que, também indultado, nesta virada de ano negocia com o presidente da República a mudança do titular do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), criado por Getúlio, perdido por Brizola e refundado por Carlos Lupi, no Ministério do Trabalho. Outro condenado naquelas eras, Valdemar Costa Neto, Boy, também desfruta sua liberdade negociando ministérios com Temer à sombra do Jaburu. Pizzolato, o petista libertado, agora quer gozar benefícios de um indulto, que a Nação chama de insulto e duas damas, Raquel Dodge e Cármen Lúcia, consideraram inconstitucional por tornar o crime compensação das agruras que o peso do poder impõe aos martirizados políticos nacionais.

O indulto, que alguns desaforados impenitentes apelidaram de insulto, trocando uma consoante e mofando da generosidade do chefe do Executivo, aliás, deu o que falar no Natal, em que o presidente disputou o título de Papai Noel do século, afastando competidores menos votados.

O pórtico do ano dito novo foi atravessado por uma semana de lambanças patrocinadas pela comemorada habilidade genial do constitucionalista de Tietê. A primeira foi nomear para a Secretaria de Governo, leia-se negociação com o Congresso, a começar pela emenda constitucional da reforma da Previdência, um político apropriado para estes tempos de “sou grande, sou bruto, sai da frente, senão atropelo”. Se o deputado de primeira legislatura Carlos Marun tivesse um brasão, este seria o dístico adequado. Em seu estilo de valentão do Cerrado, disse aos nove governadores do Nordeste que quem quiser financiamento de banco público tem de forçar a bancada do Estado a aprovar a reforma da Previdência. Sinceridade ou sincericídio? Franqueza ou estupidez?

Como se vê, o novo estafeta do presidente no reino das cumbucas não é propriamente uma figura hamletiana. Ele não tem dúvidas nem meias palavras. Com Marun, ou dá ou desce. A fama de Temer não era esta até ganhar as fatídicas votações em que sepultou a carreira de arqueiro de flechas de bambu de Janot. Mas estes são outros tempos. Agora, com o poder que emana de representantes que o povo elegeu e por eles tem sido desprezado, Temer ousou e não esperava ser desafiado.

O chefe do governo teve de engolir o insulto que disparou antes do aniversário do galileu porque não contou com a astúcia de duas damas, depois de ler uma carta de sete governadores que se sentiram agredidos pelo pitbull que mantém amarrado à porta de seu gabinete. E talvez perceba que gorou seu projeto de perdoar as multas dos criminosos de colarinho branco em nome da miséria dos pobres que cumprem penas a que não foram condenados ou que já foram cumpridas, no dizer de seu ministro da Justiça, Torquato, que está mais pra capoeira do que pra Jardim.

Circula nas redes sociais post (perdão pelo anglicismo inevitável) do portal O Antagonista atribuindo ao chefe dos Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, a autoria secreta do passo em falso. O moço foi, como se sabe, indicado para o prestigiado posto pelo presidiário Eduardo Cunha, com endereço certo e sabido numa certa cela em Curitiba, e goza de prestígio junto ao chefão geral. Mas isso não basta para incriminá-lo à falta de provas, claro. De toda maneira, contudo, sua simples presença num gabinete no Planalto é uma espécie de impressão digital do Caranguejo da Odebrecht, a quem também, não se pode esquecer, Marun sempre serviu com denodo de congregado mariano. Amém.

É, amigos, mesmo para quem tenha morrido em 2017, não vai ser fácil sobreviver em 2018 à sombra de tantas cicatrizes, rugas e marcas do ano passado. Haja pimenteira!

1 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

FRANCISCO CIASCA – SÃO PAULO-SP

Família fubânica estamos de parabéns.

Em 2017 convivemos com o melhor jornal, 365 dias, e é claro me refiro ao JBF.

No jornalismo, tal qual nas novelas, existem protagonistas, coadjuvantes e figurantes.

Na grande novela de nossas vidas o JBF é o protagonista.

Obrigado amigo Berto por tudo.

Para todos Feliz 2018.

R. Meu caro, fiquei ancho que só a porra com suas palavras.

Chega se ri-me.

Eu é que tenho de agradecer, e agradecer muito, o carinho e a força desta comunidade que prestigia e lê esta gazeta escrota todos os dias da semana.

Um jornal que, segundo me disseram é lido todos os dias por Trump na Casa Branca.

Assim como Michel Temer, que acessa o JBF logo que chega no seu gabinete.

Felicidade pra todos nós!

1 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

PREVISÕES PREVISÍVEIS E OUTRAS VIGARICES PARA 2018

Pai Candinho, economista falido, ex-blogueiro chapa branca, babalorixá e baba-ovos volta à nossa coluna para sua tradicional lista de previsões previsíveis para 2018.

Com sua larga experiência em aconselhamento macroeconômicos e outras vigarices, Pai Candinho assessorou o Governo do PT por 13 anos em previsões políticas e mentiras descaradas. Ultimamente dividiu seu tempo entre a Papuda, a assessoria política do governo Temer e assessoria na área de segurança do Governo do Rio de Janeiro.

Como todos sabem Pai Candinho é um exemplo de sucesso e competência e ainda devolve 30% dos ganhos auferidos em suas consultorias, na forma de presentes, jóias e reformas em Sítios em Atibaia, basta acertar na licitação.

Pai Candinho deixa seu retiro espiritual na Polícia Federal de Curitiba uma vez por ano para realizar suas previsões para a coluna e também prever e ratificar os resultados a serem divulgados pelos Institutos de pesquisa brasileiros no ano de 2018, especialmente sobre as eleições.

Para suas previsões usará de sua vidência e das modernas técnicas de jogo de búzios, tarot, leitura do futuro em tornozeleiras eletrônicas e rumpologia.

Para quem não sabe, um pequeno aparte, rumpologia é arte de ler a sorte na bunda das vítimas, quero dizer pessoas, e creiam isto existe.

Apresentamos a seguir as previsões, bastante previsíveis, de Pai Candinho para 2018.

O ano de 2018:

– O ano terá 365 dias, começando no dia 01 de janeiro e terminando em 31 de dezembro;

– Teremos 09 feriados nacionais em 2018 e 5 pontos facultativos, a maioria vai virar feriadão nos serviços públicos;

– O MST, o MTST, Sindicatos e outros movimentos de sem – vergonhas, país afora, farão diversas greves e paralisações, sempre nas sextas ou em vésperas de
feriadões;

– A sexta-feira Santa será numa sexta-feira, neste ano dia 30 de março;

Brasil:

– Teremos greves de servidores públicos em todo Brasil, por qualquer motivo, por qualquer razão e o povo ficará novamente sem atendimento;

– Os professores das Universidades Públicas farão outra greve, sem nenhum motivo, apenas para protestar contra qualquer coisa. Os alunos atrasarão o semestre que será recuperado a jato com atividades nos sábados, domingos e de madrugada. Nas redes sociais os professores mostrarão sua efetiva participação no movimento paredista postando fotos de ‘atividades’ na praia, na Europa e pelos bares da vida;

– A economia brasileira vai melhorar, se não piorar;

– O Governo vai aprovar todas as reformas que propôs, se tiver os votos necessários, senão não vai aprová-las;

– A Reforma da previdência será minimizada, os votos para aprová-la serão comprados e pagos, mas possivelmente será retirada de pauta, por falta de votos;

– Os estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas vão quebrar e começar a parcelar os salários dos servidores;

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1 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SENNA – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SE TRANSFORMA NUMA CORTE DE CONVENIÊNCIA

“Gilmar Mendes no Supremo Tribunal Federal é a degradação do Judiciário brasileiro.” O Jurista Dalmo de Abreu Dallari proferiu essa profética frase em 2002 por ocasião da indicação e nomeação do ministro àquela Corte Constitucional, por Fernando Henrique Cardoso.

Em 17.02.2017, no julgamento histórico que discutia a legitimidade de ato do TJ/SP no HC 126.292, que negou provimento ao recurso exclusivo da defesa, e determinou o início da execução da pena, o pleno do Supremo Tribunal Federal (STF), por 7 votos a 4, mudou a jurisprudência que persistia na Corte desde 2009 no julgamento do HC 8.4078/MG, de relatoria do ministro aposentado Eros Grau. No HC 126.292/SP o STF confirmou que era, sim, possível a execução da pena depois de decisão condenatória confirmada em segunda instância, mudando o entendimento até então prevalente, desde que seja imperiosa a indicação concreta e objetiva de que os pressupostos descritos no artigo 312 do CPP incidam na espécie.

No julgamento, cujo relator do processo foi o profícuo, ético, ilibado, escorreito e “suicidado-se em tragédia aérea” ministro Teori Zavascki, que votou no sentido de mudança da jurisprudência, no que foi prontamente seguido pelos ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, cada um apresentando argumentos muito pertinentes.

Passados menos de um ano do julgado histórico e com o advento da Operação Laja Jato a todo vapor, que resultou no conjunto de investigações pela Polícia Federal do Brasil, que cumpriu mais de mil mandados de busca e apreensão, de prisão temporária, de prisão preventiva e de condução coercitiva, visando apurar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou bilhões de reais em propina, que veio como furacão prendendo políticos e empresários ladrões, fenômeno esse jamais visto em terra Banânia. O dinheiro que, no dizer do genial Millôr Fernandes, compra até amor sincero e paga toda sua felicidade, mudou o entendimento de dois ministros canalhas, pilantras, escrotos, escroques, ladrões: Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que passaram a se insurgir contra decisões defendidas por eles próprios como corretas. Entre o dinheiro sujo que receberam e o direito de punir para não receberem nada, optaram pela bandidagem, mudando entendimento jurisprudencial que eles mesmos firmaram na mais alta Corte Constitucional, antes da visibilidade da Lava Jato.

Após verem o dinheiro sujo cair em suas mãos como prêmios, vindo de políticos ladrões e empresários bandidos, os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli passaram para o lado da bandidagem e começam a se insurgir contra prisões cautelares de quaisquer espécies, prisão temporária, prisão preventiva, condução coercitiva e busca e apreensão, de forma monocrática que, segundo entendem agora maculam a imagem de gente honesta, séria, ilibada, que a única coisa que deseja é o bem do Brasil e dos brasileiros.

“É justo que gente da hombridade, da honestidade, da seriedade, do caráter dum Paulo Maluf, dum José Dirceu, dum Eduardo Cunha, dum Garotinho, duma Rosinha, dum Sérgio Cabral e tantos outros anjos ungidos estejam presos por decisões de juízes de primeiro grau irresponsáveis?, – perguntou Gilmar Mendes em coletiva ao Jornal “O Puteiro de Notícias” de Carpina, PE, tirando o cu do assento antes que o repórter Ivan Pé de Mesa perguntasse se a “mala recebida por ele de Garotinho tinha muita nota de cem”.

P:S: Feliz 2018 para todos os colunistas, chargistas, comentaristas e leitores do Jornal da Besta Fubana.

1 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
O DURÃO RICHARD BOONE, AMEDRONTADOR E VILÃO CRUEL

Para os amantes do faroeste, o truculento Richard Boone foi um dos grandes bandidos do cinema(aos moldes de Lee Marvin e Lee Van Cleff). Possuidor de uma cara de poucos amigos e modos nada educados, deixou uma marca bastante forte nos filmes em que atuou, grande parte deles westerns. Conforme nos conta o estudioso e pesquisador de filmes de bang bang, o paulista Darci Fonseca, Richard Boone que morreu com apenas 63 anos de idade era descendente do pioneiro Daniel Boone, àquele que fez grande sucesso nas famosas séries de televisão, na antiga TV TUPI. A bem da verdade, mesmo sendo mau, Richard Boone tem um lugar cativo na memória de quem curtiu e ainda gosta dos filmes de cowboys.

Mesmo com o tipo durão com feição ameaçadora e incapaz de sorrir, Richard Boone também fez sucesso nas famosas series de televisão. Nos anos de 1957 a 1963 dedicou-se quase que inteiramente à televisão como o inesquecível Paladin da série O Paladino do Oeste (Have a Gun, Will Travel). Durante praticamente todo esse tempo O Paladino do Oeste esteve entre as dez séries de maior audiência, com enorme popularidade também no Brasil. A principal razão desse sucesso era devida à magnífica elaboração da personagem que Boone criou, ou seja, um pistoleiro elegante, charmoso e erudito(apesar de sua feiura), que alugava seus serviços apenas para as causas que considerava justas.

No Cinema participou também em diversos filmes, atuando ao lado de astros como John Wayne, Charlton Heston, Marlon Brando e Richard Widmark. No tocante ao Papa do faroeste norte-americano, Boone trabalhou três vezes com John Wayne nos filmes: O Último Pistoleiro, Jake Grandão e O Álamo. Por ser um bandido feio, sujo e malvado, quase repulsivo, Richard Boone foi o escolhido para contracenar com o Papa John Wayne no filme Jake Grandão(Big Jake-1971). Big Jack é sim um bom filme. Considero um dos bons bang bang da fase final da vida do Wayne que morreu 8 anos depois. Nas filmagens de Jake Grandão, o já doente e cansado John Wayne, com seus 65 anos de idade fora acompanhado por um batalhão de dublês, inclusive, o dublê, hoje, de Clint Eastwood.

Neste faroeste cheio de ação, John Wayne interpreta o Grande Jake McCandles, um marido que não vê sua esposa há mais de 10 anos, mas que resolve voltar para casa quando seu neto é raptado por um sórdido bando de fora-da-lei. Na captura do bandido sequestrador, Enquanto a lei roda em velhos automóveis (baratinhas) & motocicletas (bicicletas malucas), Jake cavalga com um ajudante índio e uma caixa de dinheiro – ainda que pagar o resgate não seja o que Jake planeja para executar a velha e boa justiça do Oeste. Temperado com humor e tiroteios de primeira, esta é uma vibrante versão dos últimos dias do Oeste bravo. Para John Wayne, este foi um filme em família. Seu filho mais velho produziu e dois outros, Patrick e John Ethan, trabalharam nele. O filme também marcou a terceira vez que Richard Boone e John Wayne atuaram juntos e a quinta vez que Wayne contracenou com a extraordinária atriz Maureen O’Hara(irlandesa, era muito amiga de John Wayne, morreu em 2015 aos 95 anos).

Como curiosidades na película cinematográfica de Jake Grandão, estrelada por Wayne, Boone e a deslumbrante Maureen O’Hara, este foi o derradeiro filme dirigido por George Sherman. Amigo de Wayne desde os anos 30, ele já não ia bem de saúde e por conta disso o ator assumiu a direção em algumas sequências. Outras curiosidades, além do reencontro dos amigos Boone e Wayne foram as misturas do velho com o novo, a tentativa da troca no Velho Oeste, como sinal de modernidade, do cavalo pelas três baratinhas e a bicicleta maluca que se perderam nas veredas dos grandes e perigosos desfiladeiros montanhosos do território texano. Outra novidade foi a junção da grande família Wayne trabalhar junta, principalmente o garotinho de 10 anos, Ethan Wayne, que interpreta o neto de Jake, quando na verdade é o filho legítimo de John Wayne.

Outra brilhante atuação de Richard Boone foi no filme HOMBRE, tendo Paul Newman como protagonista. Nesse filme, Paul Newman, praticamente sozinho, enfrenta em “Hombre” a quadrilha chefiada por Richard Boone. Um dos mais cruéis homens maus dos faroestes, Boone liderou nesse filme David Canary, Skip Ward, Frank Silvera e Cameron Mitchell, atores que dispensam apresentações. O Hombre é um Filme tenso e arrebatador com atuações impecáveis do bonito Paul Newman e do feioso Richard Boone. Não é à toa que, Hombre, foi, merecidamente, um grande sucesso de bilheteria e disparado o melhor faroeste de 1967.

E ainda tem O Último Pistoleiro, que é um filme profundo e onde o mais famoso cowboy feio do cinema, Boone, tem a chance de trabalhar pela última vez com seu amigo Duke(John Wayne). Aliás, O Último Pistoleiro, filme que eu recomendo por uma simples peculiaridade: “O Wayne se despediu da vida com uma pistola na mão”, duelando com Richard Boone. O Último Pistoleiro é de 1976 e o Duke nos abandonou para sempre em 1979. A obra, além do teor dramático de sua narrativa, ganha um caráter ainda mais melancólico e, é claro, histórico – este foi o último trabalho de Wayne, que morreria apenas três anos depois, em 1979, aos 71 anos, graças ao câncer em seu estômago, condição que o seu personagem deste filme compartilha. Richard Boone faleceu da mesma doença de John Wayne, câncer, em 10 de janeiro de 1981, com apenas 63 anos de idade. Seu corpo foi cremado e suas cinzas espalhadas em terras do Havaí…

1 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

PROVÉRBIOS GASTRONÔMICOS

“Comecei uma dieta, cortei a bebida e comidas pesadas, em 14 dias, perdi duas semanas.”

“Um excesso de vez em quando é ótimo, impede que a moderação seja um hábito.”

“Aquele que foge da abelha, não tem direito ao mel.”

“A leitura, como a comida, não alimenta senão digerida.”

“Por mais santo que seja o dia a panela tem de ferver.”

“Em velha gamela também se faz boa sopa.”

“Ao pé de um bom estômago, coincide sempre uma boa alma.”

“O amor é um molho, o que torna qualquer tipo de carne saborosa.”

“Excessos e tristeza não devem ir à mesa.”

“O peixe, para ser saboreado bem, deve nadar três vezes – em água, na manteiga e no vinho.”

“Beleza e formosura nem dão pão nem fartura.”

“Não há banquete por mais rico, em que alguém não jante mal. “

“A comida depois de passada a goela, o estômago que se entenda com ela.”

“Quem come salgado, bebe dobrado.”

“Não há guerra de mais aparato que muitas mãos no mesmo prato.”

“Todos os cogumelos são comestíveis, alguns só uma vez.”

“Faço a dieta da sopa: Deu sopa, eu como!.”

“Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.”

“O melhor bocado não é de quem faz, é de quem come.”

1 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

ADÃO – CHARGE ONLINE

1 Janeiro 2018 DEU NO JORNAL

ELEITORES EM DELÍRIO

* * *

Vocês não se esqueçam que estes tabacudos que foram “ao delírio” irão votar nas eleições de 2018.

Inclusive pra Presidente da República.

Pois é.

É isso aí.

Outro detalhe de suma importância: este espetáculo não foi realizado no norte. Nem aqui no nordeste.

Nem em Terezina, nem em São Luiz, nem em Belém.

O evento, que modestamente é considerado “o maior réveilon do mundo“, teve lugar numa importante cidade do sudeste, a região mais rica e influente de Banânia. 

Na capital do estado que, com o apoio de Lula, elegeu (e reelegeu!) Sérgio Cabral, um recanto de mundo possuidor de fina cultura e considerado altamente politizado.

Pois é. Pois é.

E aqui está uma pequena amostra do que há de mais fino na música popular banânica na era Temer, que substituiu a era PT.


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