2 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

NEURÔNIO OTIMISTA

Dilma Rousseff deseja que, em 2018, os brasileiros enfim consigam superar a herança maldita deixada por 13 anos de governos do PT

“Que 2018 seja o ano em que estaremos unidos pela recuperação do Brasil. Que 2018 seja o ano da reconquista da democracia, da força do voto para garantir os nossos direitos. Que em 2018 tenhamos uma eleição realmente livre. Livre de exclusões, livre de manobras políticas e judiciais com o objetivo de interditar candidatos”.

Dilma Rousseff, numa nota à imprensa escrita em dilmês coloquial, desejando um ano novo bem diferente daqueles que ela e seu criador deixaram de herança aos brasileiros.

2 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

A SAUDADE MATA A GENTE – Lívia Nestrovski

2 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

REPETINDO CAETANO VELOSO

Cinquenta anos atrás o Governo Militar, comandado naquele momento pelo General Costa e Silva decretou o Ato Institucional 5 (AI-5). O documento trazia como justificativa e objetivo: “assegurar autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção, buscando, deste modo, os meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direito e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa pátria”

Quero destacar os trechos:

“assegurar autentica ordem democrática, baseada na liberdade” Piada de mau gosto.

“contra a corrupção, buscando deste modo, os meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil” Problemas exatos que enfrentamos hoje, passado meio século daquela situação.

Em dezembro de 1968 o Governo rasgou a fantasia e se assumiu como uma ditadura explicita: “O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República”

Ao assinar o documento apresentado à nação, alguns membros do Conselho de Segurança Nacional sentiram-se constrangidos, porém o mais convicto da medida, único ainda vivo e conselheiro dos Governos Petistas, Delfim Netto teria dito: “Estou plenamente de acordo com a proposição que está sendo analisada no Conselho. E se Vossa Excelência me permitisse, direi mesmo que creio que ela não é suficiente. Eu acredito que deveríamos atentar e deveríamos dar a Vossa Excelência a possibilidade de realizar certas mudanças constitucionais que são absolutamente necessárias para que este país possa realizar o seu desenvolvimento com maior rapidez” (Elio Gaspari – A Ditadura Envergonhada)

O que quero mostrar é que 50 anos depois temos presentes no nosso Brasil muitos dos elementos que afligiam a Nação no final dos anos 60 e que serviram de catalisadores para provocar os Anos de Chumbo. O remédio amargo que desceu pela goela abaixo, imposto pelo AI 5, receitado pelos ministros, não curou o doente. Na melhor das hipóteses atenuou alguns sintomas, que agora na recaída vieram até mais acentuados. Vírus e bactérias que atacavam o organismo naquela ocasião ganharam resistência e precisam ser contidos.

Continuamos precisando combater os corruPTos, ajustar nossa economia, reciclar os políticos do Brasil e superar essa crise moral que atinge principalmente os Três Poderes da República. Dessa vez não teremos AI 5, faremos todo esse processo de forma democrática (de verdade) com a participação dos eleitores representados no Congresso que se renova nesse ano que está iniciando nessa semana. Um bom teste para a nossa democracia, pois a “prescrição médica” inclui medicamentos amargos, muito rigor e disciplina. Para o sucesso desse processo terapêutico é essencial uma troca considerável de deputados e senadores. Bem como a escolha de um presidente capaz de formar uma boa equipe de governo. O exercício da democracia requer muita capacidade de ouvir, refletir e tomar a decisão sensata, de acordo com nossa consciência. Não é um Fla X Flu onde quem não é apaixonado pelo mesmo partido, ou candidato, é burro, idiota e não merece atenção. As paixões por direita e esquerda, por exemplo, devem ser deixadas de lado na hora de apertar a tecla “confirma”.

Vou copiar aqui a última sentença do artigo de Gustavo Franco, de quem sou fã incondicional, publicado na coluna de Ancelmo Gois, no jornal “O Globo” em 30/12: “Só não podemos esquecer que eleição é sobre competência, talento e simpatia, mas também sobre integridade”

2018 será um ano de grandes oscilações, difícil de fazer prognósticos. Logo no inicio já teremos sinalizações mais claras para o Caso Lulla e a Reforma da Previdência. Duas variáveis de muita importância. Não podemos desanimar na hora que acharmos que o copo está meio vazio, nem relaxar quando ele parecer meio cheio.

Como na musica de Caetano, “É preciso estar atento e forte”.

Bem vindo 2018.

2 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

TRILHA SONORA PARA O COMEÇO DO ANO

01 – Mamãe passou açúcar em mim – (Carlos Imperial) – Wilson Simonal – 1966 Mamae Passou Acucar Em Mim
02 – Lábios de mel – (Waldir Rocha) – Maria Bethânia – 1979 Labios De Mel
03 – Essa moça tá diferente – (Chico Buarque) – Chico Buarque – 1970 Essa Moca Ta Diferente
04 – É hoje – (Almir da Ilha) – Caetano Veloso – 1983 É Hoje
05 – Amigo do sol, amigo da lua – (Benito Di Paula/Márcio Brandão) – Benito Di Paula – 1984 Amigo Do Sol, Amigo Da Lua
06 – A dona do primeiro andar – (Lucas/Luiz Carlos) – Os Originais do Samba – 1975 A Dona Do Primeiro Andar
07 – Pecado capital – (Paulinho da Viola) – Paulinho da Viola – 1975 Pecado Capital
08 – Nó na madeira – (Eugênio Monteiro/João Nogueira) – João Nogueira – 1975 No Na Madeira
09 – Olho por olho – (Daniel Santos/Zé do Maranhão) – Beth Carvalho – 1977 Olho Por Olho
10 – Contra-veneno – (Jocafi/Zé do Maranhão/A.Carlos) – Antonio Carlos e Jocafi – 1975 Contra-veneno
11 – Estou ficando louco – (Luiz Lucas Ribeiro) – Os Demônios da Garoa – 1969 Estou Ficando Louco
12 – Samba da poeira – (Dica/Rose/Wando) – Wando – 1974 Samba Da Poeira
13 – Gotas de veneno – (Nei Lopes/Wilson Moreira) – Jair Rodrigues – 1978 Gotas De Veneno
14 – Lama – (Mauro Duarte) – Clara Nunes – 1976 Lama
15 – Tô voltando – (Paulo César Pinheiro/Maurício Tapajós) – Simone – 1979 To Voltando
16 – O bonde de São Januário – (Ataulfo Alves/Wilson Batista) – Gilberto Gil – 1989 O Bonde De São Januário

2 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

2 Janeiro 2018 DEU NO JORNAL

TRF4 ESBOÇARÁ A CARA DO BRASIL EM 2018

Eliziário Goulart Rocha

O julgamento em segunda instância de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em 24 de janeiro, dará contornos iniciais, mas talvez definitivos, à cara que o Brasil terá em 2018: se irá se tornar, finalmente, um país em que a Lei é para todos, ou se vivas almas muito vivas seguirão escapando por mais um tempo da cadeia sob os aplausos dos seguidores da seita e de espertalhões em geral. Enquanto exércitos de Sem-Noção se mobilizam para fazer barulho a favor do mestre em Porto Alegre, os brasileiros sem alma presa seguem esperançosos.

Condenado em primeira instância, Lula recebeu em julho, do juiz Sergio Moro, a sentença de 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex. Caberá ao TRF4 determinar se a Lava Jato conseguirá mesmo mudar o país ou se esbarrará na tradição nacional de que alguns são mais iguais perante a Lei.

Lula é réu também em processos envolvendo o sítio de Atibaia, o terreno do Instituto Lula, obstrução de Justiça no caso Petrolão, empréstimo do BNDES e Operação Zelotes, fora outros em que foi denunciado, mas ainda não se tornou réu – nomeação para o ministério, Quadrilhão do PT, palestras suspeitas e MP do setor automotivo. Mesmo que escape desta vez, uma folha corrida dessas garante a pole position na fila de embarque do camburão. É apenas uma questão de tempo, mas a decisão do dia 24 terá o condão de determinar se começaremos o ano com os brasileiros decentes de alma lavada ou com a farra dos caras deslavadas.

2 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

2 Janeiro 2018 PERCIVAL PUGGINA

CAVEIRA DE BURRO?

Você já deu uma olhada nos nomes listados nas pesquisas de intenção de voto para as futuras eleições presidenciais? Pois é. Integram-nas alguns personagens da nossa cena política que jamais convidaríamos para um jantar em família. Outros há aos quais ninguém de bom senso confiaria a condução de uma microempresa familiar. Tudo indica, porém, que a nação entregará a um deles seu destino quando chamada – mais uma vez! – a escolher com base no inevitável e desesperado critério do mal menor. Caveira de burro, fatalidade?

Qual o perfil do presidente que desejaríamos ter? Honesto, competente, bem instruído nos negócios de Estado. Ademais, animado por um talento de estadista que lhe permitisse formular e sustentar soluções eficazes para nossas dificuldades sociais e econômicas. Sem ser demagogo, teria que estar dotado de excepcional capacidade de comunicação, pois lhe caberia arregimentar a opinião pública num nível capaz de alcançar dezenas de milhões de votos. Para viabilizar sua campanha em âmbito nacional, esse varão de Plutarco precisaria arrecadar uma fortuna entre doadores interessados no bom desempenho da frondosa árvore do poder e totalmente desapegados de sua acolhedora sombra e saborosos frutos.

Chegado ao Planalto nos braços do povo lhe caberia a indispensável tarefa política de compor sua sustentação parlamentar, posto que com nosso pluripartidarismo ela nunca lhe adviria da própria legenda. E mais uma vez, seu envolvente talento e bom programa produziriam o sortilégio de implantar suas ideias em cabeças onde elas não ocupavam qualquer espaço.

Há mais de um século, renunciamos à superior racionalidade do parlamentarismo e começamos a procurar por esse sujeito. E a fé em que o encontraremos resiste a golpes e rupturas institucionais, suicídios e revoluções, num cortejo de débeis honestos, poderosos safados, ditadores, demagogos, oportunistas, corretores da nação, idealistas repetidores de péssimos chavões. Caveira de burro ou burrice do sistema?

Se a concentração de poder no governante e se a possibilidade de partidarizar o Estado e a administração pública são causa relevantíssima de incompetência e corrupção, por que não separar essas funções? Se é tão difícil conseguir apoio parlamentar para medidas inerentes a um determinado plano de governo, por que não fazer dele o tema das campanhas eleitorais, centrando na eleição parlamentar o maior interesse político? Se seria tão apropriado dar a quem concede mandatos, ao eleitor, o poder de cancelá-los em caso de mau desempenho, corrupção ou infidelidade aos compromissos de campanha, por que não instituir o voto distrital com recall (que só é exequível nesse tipo de eleição)?

O presidencialismo brasileiro, com tão longa história de fracassos, se tornou um caso de fetiche. Nenhuma ideia na cabeça de um presidente se concretiza se não estiver antes na cabeça da maioria parlamentar. A importância da eleição do Congresso é uma obviedade que grita nas páginas da História!

2 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

2 Janeiro 2018 HORA DA POESIA

AS QUATRO VELAS – Dedé Monteiro

2 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

YKENGA – CHARGE ONLINE

OS TRÊS ENES DE MEU NOME

Em 1995, meu amigo (e de quem seria, depois, sócio) Pedro Paulo de Sena Madureira, então editor da Siciliano, me fez uma proposta irrecusável: escrever um roman-à-clef (ou seja, um romance a partir de um fato real, mas com personagens com nomes fictícios) sobre o escândalo daquele momento: o roubo feito pelos “anões do orçamento”. Era pegar ou largar. Peguei e não larguei, escrevi.

O livro foi publicado sob o título Veneno na Veia, mas nunca faltou gaiato que mudasse a sílaba fechada por aberta para transformá-lo em Veneno na Véia. Fazer o quê? Certo é que foi publicado e fez algum sucesso de vendas. Por conta disso, a professora Elizabeth Marinheiro, minha confreira nas Academias de Letras de Campina Grande (ALCG) e da Paraíba (ALPB), me convidou para falar dele num seminário sobre literatura que ela promovia no Teatro Municipal de Campina Grande. Escrevi, fui e voltei para casa sem prestar muita atenção naquele texto.

Muitos anos depois, estava escrevendo um editorial já em cima da hora para o Jornal da Tarde, quando a secretária, Cleuza, me chamou ao telefone para atender a outro ilustre confrade na ALPB, Ariano Suassuna. A conversa ao telefone estendeu-se mais do que eu devia e podia manter. Fui obrigado a interrompê-lo.

– Para o que mesmo você está me telefonando? – questionei.

– Então, você está me dispensando? – perguntou, queixoso.

– Não se trata de dispensa. Estou escrevendo um editorial, está em cima da hora para concluí-lo e só atendi porque era você – justifiquei-me.

– É que eu preciso saber se você realmente disse num seminário de literatura em Campina Grande que seu romance mais recente não era de aventuras, mas, sim, o de nossa desventura. Isso encaixa perfeitamente num capítulo de um livro que estou ultimando, aquele que estou escrevendo há 30 anos, e achei que poderia usá-lo. Você permite? – pediu.

– Ora, Ariano, por que você não…? E soltei o palavrão. Ele reagiu:

– Então, você não autoriza, não, é?

– Homem, esse menino, você acha que eu teria o topete de proibir que você usasse uma frase minha em epígrafe? Só se eu estivesse doido. Faça o que quiser da frase. Nem precisa dizer que ela é minha…

Aí, ele me respondeu com um palavrão mais cabeludo do que o que eu tinha empregado. E ficamos por isso.

Mais um tempo transcorreu e fui a sua casa na Graça, em Recife, convidá-lo para minha posse na nossa ALPB. Nosso encontro estava marcado para as 4 da tarde e temi que ele não pudesse me receber desde que vi o time do Internacional de Porto Alegre, com Tite de técnico, tomando café no hotel onde eu estava hospedado. Então, disse à moça que me recebeu ao portão de sua bela casa senhorial.

– Vim aqui só entregar um convite. Posso deixar e ir embora.

A moça entrou e voltou, misturada sua voz com a narração do jogo Sport X Internacional na transmissão da TV.

– Seu Ariano mandou o senhor entrar.

Entrei, esperei-o um pouco, ele saiu do quarto deixando o televisor ligado e veio logo com a bronca:

– Quer dizer que você vem a minha casa e não quer nem se encontrar comigo, seu malcriado, seu mal ouvido, seu mal educado?

– Não quis atrapalhar seu jogo. Lembra-se de quando nos conhecemos que você me mostrou assoviando sua versão do hino do Sport?

– Sim. Mas estou mesmo precisando falar com você. Não sei se vai dar para ir para sua posse, pois tenho muito trabalho na Secretaria de Cultura do governo do Estado de Pernambuco. E preciso muito esclarecer uma coisa daquela sua epígrafe em meu futuro livro.

– Qual é a dúvida?

– Quantos enes tem teu nome?

– Três.

– Como três?

– Sim, três. Ene-e-u-eme-a-ene-ene-e. Não são três?

– Mas tu és safado desde que te conheço…

Referia-se à noite em que o abordei, em 1967. à porta do Teatro Popular do Nordeste (TPN) quando me apresentei a ele, a sua mulher, Zélia, a seu amigo Hermilo Borba Filho, dono do teatro, e à mulher deste, Leda, à espera do show Memórias de dois cantadores, com Edir e Teca. E estão aí Edir Lima, o Edy Star, que mora em São Paulo e acaba de lançar CD novo, e Teca Calazans, que hoje vive em Paris, que não me deixam mentir.

Conduziu-me ao quarto contíguo, com cama e máquina de costura, sobre a qual repousavam os originais de seu mui aguardado romance em letras caprichosamente desenhadas em folhas de papel almaço pautado. Nelas brilhavam, graciosamente, os três enes do meu nome composto.

A prova de que escrevo a verdade está na página 343 do romance O Jumento Sedutor, lançado numa caixa e à disposição em todas as livrarias do País. A epígrafe, com a frase da qual não me lembrava mais, nem tinha como, pois não acho o texto da palestra, foi registrada por ele:

“Não é bem um Romance-a-chave, mas clara e decididamente também o é. Certamente não é um Romance-de-aventuras, mas, com certeza absoluta, posso defini-lo como o Romance da nossa desventura. Um Romance-de-gancho, pendurado nas paredes de nossas livrarias como carne em açougue” (José Nêumanne Pinto, aliás, o Zé dos três enes)

Acima fulgura outra epígrafe, da lavra de Almeida Garrett:

“Neste despropositado e inqualificável Livro, não é que se quebre, mas enreda-se o fio das histórias e das observações por tal modo que, bem o vejo, só com muita paciência se pode deslindar e seguir tão embaraçada Teia”.

Ou seja, o danado do Ariano não apenas pôs mesmo a minha frase como a juntou com outra de Garrett. Isso me lembrou a tarde em que, a convite da poeta Eunice Arruda, fiz uma palestra, e nem me lembro mais sobre o quê, ao lado do professor de jornalismo Ivan Teixeira, da Universidade de São Paulo (USP), e nela mofei da mania de Luiz Inácio Lula da Silva flexionar advérbios como menos, que este muitas vezes prefere chamar de menas.

O catedrático abespinhou-se:

– Você sabia que o conde Almeida Garrett também flexionava advérbios?

– Não sabia. Mas tenho certeza de que não foi com Garrett que Lula aprendeu a usar menos na forma feminina inexistente menas.

Dificilmente Ariano, eleitor de Lula, riria de minha piada. Mas juro que, ao contrário do que eu esperava, o público do auditório da Biblioteca Mário de Andrade naquela tarde distante rolou de rir, como se fosse mais uma das tiradas do dramaturgo mais engraçado do teatro brasileiro.

2 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

ALGUÉM LEMBRA?

Comentário sobre a postagem NÃO MINTAM SOBRE A MINHA GERAÇÃO

Marcos Mairton:

Pare o mundo, que eu quero descer

Canção de Silvio Brito, muitas vezes atribuída a Raul Seixas.

Raulzito, na verdade, usou esse verso na canção Eu Também Vou Reclamar, mas ironizando a canção de Silvio Brito, e demais musicas de protesto, que faziam sucesso na época.

Alguém lembra em qual ano isso aconteceu?

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2 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

2 Janeiro 2018 JOSIAS DE SOUZA

LULA SERÁ CONDENADO NOVAMENTE NA 1ª INSTÂNCIA

Segundo a superstição petista, Lula é um presidenciável favorito alvejado por uma conspiração de delegados, procuradores, magistrados e jornalistas para impedi-lo de retornar ao Planalto. Ele já foi condenado a nove anos e meio de cadeia pelo juiz Sergio Moro. E teme amargar a confirmação da sentença em segunda instância no dia 24 de janeiro. Mas seu drama terá novos capítulos. O Ministério Público Federal estima que Lula sofrerá novas condenações na primeira instância. Dá-se de barato que pelo menos uma delas, a ser prolatada em Brasília, ganhará as manchetes antes das convenções partidárias que confirmarão os nomes dos candidatos à Presidência.

Quer dizer: além da sentença do TRF-4, que pode tornar Lula candidato favorito a uma vaga no sistema prisional de Curitiba, empurrando-o para a inelegibilidade, o pajé do PT terá os pés de barro iluminados por um novo veredicto de primeiro grau. Um membro do diretório nacional do PT disse ao blog que nada irá alterar a decisão do partido de levar a candidatura de Lula às últimas consequências. “A estratégia não será modificada por uma, duas ou três novas sentenças”, disse o dirigente petista. “Já estamos roucos de tanto repetir que não existe Plano B.”

Tomando-se as certezas do PT ao pé da letra, o STJ concederia uma liminar para manter Lula longe do xadrez e o debate sobre uma hipotética impugnação da candidatura só seria travado no TSE em agosto. Lula cavalga seu sentimento de invulnerabilidade sem se dar conta de que, mantido o enredo, será um candidato precário, condenado a manter uma campanha incerta, que o obrigará a cruzar um terreno minado por temas radioativos: mensalão, petrolão, apartamento de praia, sítio de veraneio, contas milionárias, tráfico de influência e palestras de fancaria. Um candidato assim, com uma pauta tão envenenada, dispensa conspirações.

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PARTIDOS CORROMPEM ATÉ O SIGNIFICADO DAS LETRAS


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