5 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

CASINHA – Silvio Brito

5 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

UMA TROPA COMANDADA POR ZÉ DIRCEU SÓ CONSEGUE MATAR DE RIR

Em países menos indulgentes com criminosos sem remédio, o fora-da-lei José Dirceu estaria purgando na cadeia os incontáveis pecados cometidos pelo subchefe da quadrilha do Mensalão. Depois de uma curta temporada no xilindró, acabou indultado pela camarada Dilma Rousseff. Reincidente irrecuperável, enfiou-se até o pescoço no esquema do Petrolão. Preso de novo, foi solto por outro habeas corpus fabricado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.

Há poucos meses, foi condenado em segunda instância a 20 anos de gaiola. Graças a embargos protelatórios, continua exercendo o direito de ir e vir. Há dois dias, aproveitou a morosidade da Justiça para avisar que comandará em Porto Alegre, no dia 24 de janeiro, os batalhões mobilizados para impedir que Lula seja condenado também pelo Tribunal Regional Federal. Um general de bloco carnavalesco é mais amedrontador que o guerrilheiro urbano que ficou fora até de assaltos a joalherias.

Igualmente jejuno em trocas de chumbo, o guerrilheiro rural só disparou balas de festim no cursinho intensivo em Cuba que lhe garantiu o diploma de revolucionário. Mas Dirceu botou na cabeça que é mesmo um guerreiro do povo brasileiro, e anda à caça de barulho. Para não desperdiçar o tempo de militares profissionais, o Tiro de Guerra de Taquaritinga pode encarregar-se de enfrentar o exército de araque.

A ofensiva liderada por Dirceu é tão real quanto a frase que repetia de meia em meia hora antes da descoberta de que o templo das vestais era bordel: “O PT não róba nem dêxa robá”.

Uma tropa comandada por um guerrilheiro de festim só consegue matar de rir.

5 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

5 Janeiro 2018 SONIA REGINA - MEMÓRIA

A DIVERSÃO CONTINUA EM 2018

Atendendo a pedidos dos leitores deste periódico eclético, uma excelente secção de cinema.

O GORDO E O MAGRO

* * *

CZARDAS

As novas tecnologias estão sempre nos surpreendendo, principalmente no campo das artes que nos permite descobrir grandes artistas espalhados pelo nosso Planeta Terra. Infelizmente não tem nome esse excelente violinista que desafia toda técnica musical.

5 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

OITO MESTRES DO IMPROVISO E UM FOLHETO DE GRACEJO

Leandro Gomes de Barros  (Nov/1865 – Mar/1918)

* * *

Leandro Gomes de Barros

Meus versos inda são do tempo
Que as coisas eram de graça:
Pano medido por vara,
Terra medida por braça,
E um cabelo da barba
Era uma letra na praça.

* * *

Oliveira de Panelas

Por este espaço onde moro
Meu sonho é tão colorido
Que eu tenho a doida impressão
Que ele foi construído
Por várias tintas confusas
De um arco-íris mexido.

* * *

Lourival Batista

És como milho de pobre
Que sempre se desmantela:
Vem o verão, ele murcha,
Vem a chuva, ele amarela,
Quando bota alguma espiga,
Certamente está banguela.

* * *

João Paraibano

Ao passar em Afogados
diga a minha esposa bela
que derramei duas lágrimas
sentindo saudades dela
tive sede, bebi uma
e a outra guardei pra ela.

* * *

Pinto do Monteiro

Aonde eu chego,não vi
Mal que não desapareça
Raposa que não se esconda
Bravo que não me obedeça
Letrado que não me escute
Cantor que não endoideça.

* * *

Cego Aderaldo
(No decorrer de uma visita ao Rio de Janeiro)

O clima do meu sertão
É mais quente e mais sadio,
Não é um clima abafado
Como este clima do Rio.
O sapo do Ceará,
Vindo aqui morre de frio.

* *

João Firmino
(Quando do falecimento do Cego Aderaldo)

Foi a forte aroeira que ruiu
Ao contato do gume do machado.
Foi o ferro melhor já fabricado
Que o mercado do mundo jamais viu;
Foi o trem, sem destino, que partiu,
E ao longo da estrada deu o prego;
Como Homero, também, ele era cego
A quem todo o seu povo admirava…
Para ser o próprio Homero só faltava
Ao invés de cearense ser um grego!

* * *

Manoel Bentevi

Na vida ninguém confia
Em nada sem ter certeza
São obras da natureza
Tudo que a terra cria:
Gente, ave, bicharia,
Tudo começou assim.
O homem é quem é ruim
Nada bom ele planeja
Por muito forte que seja
A morte pega e dá fim.

* * *

Um folheto de Apolônio Alves dos Santos

A MOÇA QUE SE CASOU 14 VEZES E CONTINUOU DONZELA

mçv

No outro século passado
na fazenda Jequié
havia uma donzela,
religiosa de fé
no seu batismo lhe deram
o nome de Salomé

Salomé era uma virgem
de estimada simpatia,
filha de um fazendeiro
criou-se muito sadia,
era a moça mais formosa
do estado da Bahia

Contava 22 anos
aquela jovem tão bela
sempre, sempre aparecia,
namorado para ela
casou-se 14 vezes
e continuou donzela.

Um daqueles namorados,
que Salomé arranjou,
era um rapaz forte e moço
em poucos dias casou,
mas sua morte súbita
todo mundo admirou.

Porque em menos dum ano
que ele tinha casado,
começou enfraquecendo
pálido e desfigurado
a noite deitou se vivo
e amanheceu finado.

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5 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

5 Janeiro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

NÚMEROS FUBÂNICOS

A nova hospedeira do Jornal da Besta Fubana, a empresa pernambucana Serv Host, atualiza diariamente as estatísticas relativas a esta gazeta escrota.

Para conhecimento do distinto público, abaixo está uma tabela onde destaquei em vermelho os números do mês de dezembro passado.

Conforme consta da tabela acima, no último mês de 2017 tivemos um total de 254.994 gentis e cordiais visitas. 

E isto perfaz uma média diária de 8.225 entradas neste antro de total semvergonheza e baixaria.

Pra uma gazeta amadora, caseira e que vai ao ar sem qualquer apoio ou patrocínio, seja público ou privado, é coisa pra caralho!

O fato é que existem dezenas, centenas de milhares de pessoas da nação banânica procurando besteiras, inutilidades e sacanagens neste mundo internético.

E este Editor é profundamente grato a esta nação de gente que dá expediente por aqui.

5 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA



Ébria, no orgasmo, a noite empalidece…
E eu, solitário, olho as estrelas nuas.
Eleva-se, nas auras de uma prece,
ao infinito a solidão das ruas.

Desdobra-se a cidade anoitecida
em sono, incenso e glória… E eu, só, me deito
e, só, tristonho e só, reprimo a glória
que palpita nas sombras do meu peito.

uma suave canção cheia de encanto
se escuta. Abrem-se tímidas janelas
à voz do amor, que os mundos entontece…

Beijos estalam no ar parado. E, enquanto
eu, só, tristonho e só, fito as estrelas,
numa orgia de luzes amanhece…

5 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Caro Editodos,

por favor compartilhe com a comunidade fubânica este posicionamento putural.

Abraços

R. Gostei da expressão “posicionamento putural“.

Nada a ver com “posicionamento cultural“.

Do jeito em que anda a cultura banânica, é bom fazer a devida distinção.

Afinal, as putas merecem todo nosso respeito.

Agora, aqui entre nós:

Este texto que você nos mandou, contido na ilustração acima sem o nome do autor, já foi publicado nesta gazeta escrota, com o título de “Puteiro deixa de usar luz vermelha“.

Trata-se de uma crônica do nosso colunista Joselito Müller, postada no JBF em agosto de 2015, com uma bela ilustração.

Detalhe: o nome completo do cidadão citado no segundo parágrafo é José Genivaldo Caralhão.

Confira clicando aqui.

5 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

FESTA DE SANTO AMARO NA PRAIA DE PARIPUEIRA.

Pablo Victor Gagliano nasceu em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, criança bonita de chamar atenção, um bebê rosado, lourinho de olhos verdes. Na juventude era cortejado pelo mulherio, as moças e coroas se apaixonavam ao conversar com aquele rapaz elegante, gentil e bonito.

Ao formar-se em engenharia química foi convidado para trabalhar numa indústria instalada em Maceió. Ele apaixonou-se pela cidade, nunca havia imaginado uma cor do mar tão bela, as praias um paraíso cheio de coqueirais, ficou morando na bela terra do poeta Lêdo Ivo. As jovens da cidade caíram em cima de Pablo. Além de bonito e educado, ele tinha um comportamento exemplar. Não era chegado às noitadas, nem às farras com raparigas comuns ao pessoal da terra. O genro que toda mãe deseja. Sua vida de solteiro não durou muito, apareceu Regina, uma bela morena de cabelos cacheados, lábios grossos e de uma simpatia contagiante. Ele rendeu-se aos encantos da moça e casou-se em numa festa de arromba, como quis Dona Mercedes, sua sogra.

Pablo em pouco tempo fez um pé de meia e construiu sua casa de praia na belíssima Paripueira, sua paixão. Uma casa grande onde nas férias levava seus dois filhos, passava todo o verão, não perdia a alegre e tradicional Festa de Santo Amaro, início de janeiro, com muita música, bebida, folguedos e quermesse da Igreja.

Quando os filhos se tornaram adolescentes preferiam passar férias na praia da Barra de São Miguel, reduto da juventude no verão, na casa do tio Renato, irmão de Regina. Era um desgosto para Pablo. Por conta disso ele transformou sua enorme casa numa pousada. Há alguns anos ele a administra em fim de semana. Às vezes Regina prefere ficar em Maceió, mas ele sempre vai fiscalizar os serviços prestados por Dona Cícera, a arrumadeira, e pelo jovem Gerson, administrador, porteiro, faz tudo da Pousada Cruz Alta.

Regina sempre foi ciumenta, mesmo sem Pablo dar motivos. As mulheres olham com admiração e excitação para seu lindo marido, às vezes se insinuando, afinal o cara é um tipão de coroa, porém, o comportamento dele é exemplar.

Pablo, de repente, ficou relaxado com os deveres conjugais junto à esposa. Só faziam amor quando Regina insistia, o que a deixou encucada. Até que, certo dia ela leu numa revista que o primeiro sintoma de um homem que está traindo é a frieza sexual com a esposa.

Regina procurou Audálio, detetive especializado, no Edifício Breda. Depois de um mês de investigação seguindo o suspeito, ele nada encontrou. Mostrou fotografias do marido no trabalho, nas ruas, na pousada, tomando banho de mar, sempre desacompanhado. Durante as noites que ela não o acompanhava, ele dormia sozinho em Paripueira. O experiente Audálio concluiu que o marido estava passando apenas por uma fase sem entusiasmo, embolsou os R$ 2.000,00 combinados e entregou-lhe as fotos. Regina não ficou contente com as investigações. Ela sentia no corpo e no comportamento a mudança do marido.

No início de janeiro no ano passado, Regina inventou que não podia acompanhar o marido à Festa de Santo Amaro em Paripueira, pediu desculpas por não ir. Ele disse que não havia problema e partiu feliz da vida para seu paraíso.

Ela percebeu essa alegria no ar. Deixou o maridão viajar. Ao anoitecer, sem avisar, partiu célere em busca de um flagrante do marido com alguma sirigaita. Eram sete da noite quando Regina entrou na pousada perguntando pelo esposo. Dona Cícera e o administrador, o jovem Gerson, disseram que estava no quarto assistindo televisão. Regina bateu à porta com força, Pablo custou a atender. Assim que abriu, a esposa entrou de repente perguntando quem estava com ele, queria conhecer a puta de seu marido. Pablo ficou assustado. Regina procurou no banheiro, armário, guarda-roupa, quando percebeu que ele estava sozinho, começou a chorar. Só parou quando foi consolada pelo paciente marido. Dormiram na pousada, Pablo nessa noite empenhou-se em suas obrigações conjugais.

No dia seguinte, Regina depois do almoço retornou à Maceió. Pegou suas coisas e partiu. Quando dirigia pela estrada, no meio do caminho, lembrou que havia deixado os óculos no quarto. Retornou imediatamente. A porta do quarto não estava na chave, ao abrir, surpreendeu-lhe a cena chocante. Seu belíssimo marido estava abraçando o administrador Gerson, alisando seus cabelos, beijando seu rosto. Regina avançou que nem uma leoa deu uma tapa no marido, saiu correndo, tomou o carro retornando para sua casa.

Regina hoje, um ano depois, mudou seu modo de vida, não se sabe se por vingança ou por prazer. Quem quiser encontrá-la todo fim de semana está nas baladas de Maceió, dançando, bebendo, namorando, dando para todo mundo. Pablo, o belo, continua morando em Paripueira. Regina só o aceita de volta se ele fizer um tratamento, a cura gay. Ela acredita piamente que homossexualismo é doença.

5 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

5 Janeiro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

A BESTA AVUANDO NOS ARES INTERNÉTICOS

Ontem, quinta-feira, dando o meu rotineiro passeio diário nas grandes páginas e blogs desta terra banânica – para catar notícias pra esta gazeta escrota -, me deparei com uma nota publicada em O Antagonista, sobre o arrogante condenado petralha Zé Dirceu, até pouco tempo atrás das grades e cagando de coca no boi da cadeia.

Por uma infeliz coincidência, ao lado e embaixo da nota d’O Antagonista sobre o bandido lulo-petista apareceu também um reclame do meu livro O Romance da Besta Fubana, postado na página Estante Virtual, especializada em venda de livros usados a preços bem baratos. 

Chega tomei um susto.

Vôte!

Livro meu iluminando notícia sobre um corrupto petralha.

Vejam só a armação:

Na verdade, este desenho com a expressão “capa ilustrativa“, depois eu descobri, não era do meu livro.

Era o anúncio de um texto que foi escrito sobre O Romance da Besta Fubana.

Trata-se do livro intitulado “O Romance da Besta Fubana – Festa, Utopia e Revolução no Interior do Nordeste“, que é Tese de Doutorado da Professora Ilane Ferreira Cavalcante, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Pois é.

É isto mesmo que vocês leram: O Romance da Besta Fubana foi fonte de inspiração até pra Tese de Doutorado numa universidade federal.

Vôte!

Quem quiser ver o reclame do livro da Professora Ilane na Estante Virtual, com o preço e forma de pagamento, basta clicar aqui

Se quiser adquirir, afirmo com toda minha modéstia, vai gostar da leitura.

Professora Ilane e seu livro sobre o Romance da Besta Fubana

5 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SENNA – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
A PARTNER E O PALHAÇO

Eu jamais vou esquecer
Que atuei na sua lona
Onde você foi palhaço
Eu peguei uma carona
O circo foi bem montado
Por você arquitetado
Penei nessa maratona.

Eu jamais vou esquecer
As cenas no picadeiro
Em cada apresentação
Atrapalhava-se inteiro
Foi perdendo seu papel
A pauta não foi fiel
Nem no palco verdadeiro.

Tentou imitar Carlitos
Piorou a situação
Pois para atuar sem voz
Precisa ter expressão
Quem nasceu pra ser palhaço
Não liga para embaraço
Nem vive sem pastelão.


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