7 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

AMANTE SÓ AMA A POLÍCIA DA VENEZUELA

7 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

7 Janeiro 2018 DEU NO JORNAL

SUGESTÃO PRA CURAR ABALO

Abalado por documentos apresentados pela Odebrecht ao Cade em que foram apontados esquemas de cartel em São Paulo, José Serra (PSDB) tem confidenciado a amigos que não sairá candidato ao governo do estado.

Com meta para o ano, Serra tem dito que vai se concentrar em assumir a presidência do Senado.

* * *

Pois eu tenho uma sugestão para o Vampiro Serra.

Uma meta para 2018 que é bem melhor do que disputar a presidência do Senado.

A meta consiste em tomar bem no meio do olho do furico, com uma pajaraca de grosso calibre.

Garanto que vai acabar de imediato com o abalo e a depressão em que anda metido o tucano paulista.

Vocês já viram o deputado engolidor de pica, o zisquerdista Jean Aero Wyllys deprimido?

Pois é.

“Muito boa a sugestão do Editor do JBF. Tomar no toba vai mesmo levantar o meu astral”

7 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SENNA – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

7 Janeiro 2018 FERNANDO GABEIRA

AS BRUMAS DE JANEIRO

Viajaram todos no réveillon, fiquei só em casa, com uma delicada missão: acalmar os quatro gatos durante os 17 minutos dos fogos em Copacabana. No fim, deu certo. Vieram todos para a minha cama, redobrei a atenção com uma delas que tem o hábito de fazer xixi fora do lugar, quando contrariada. Nessa breve semana de férias, constatei que em 2018 vou trabalhar mais ainda. São as circunstâncias. Minha pergunta é esta: que tipo de qualidade necessito para encarar as novas tarefas?

Para fazer mais e melhor, destaco sempre uma delas, que nem sempre me acompanha, na trajetória agitada: concentração. Costumo levar na mochila um velho livro do sexto patriarca da Escola do Sul: Hui Neng, um sábio budista. Volta e meia, bate na tecla da concentração. No seu universo, a concentração é indispensável ao caminho espiritual. Mas nada impede que seja também um instrumento valioso na nossa vida cotidiana.

Definidos objetivo e método, nada melhor que usar os restantes momentos de férias para me dispersar. Ou, pelo menos, sentir a força avassaladora das múltiplas atrações que disputam nossa atenção. Dentro de casa, com livro, tevê e internet, é possível se perder completamente, em romances, ensaios, biografias, perfis, curtas, debates inteligentes e bobagens engraçadas.

Vi um perfil de Francis Bacon, cujos quadros sempre me impressionaram e a quem só conhecia de um livro de entrevistas. Fiquei triste com seu cotidiano pontilhado de crises, suicídio de um de seus amantes no momento de sua grande consagração internacional: a exposição no Grand Palais, em Paris. Lembrei-me de Van Gogh, pobre, dando sua própria orelha para uma prostituta. É como se fosse uma lenda: não me comove tanto. E pensei: as dores dos contemporâneos parecem ser as nossas dores.

Vi os episódios de série “Black mirror”, especialmente “Arkangel” me fez divagar de novo. A mãe decide implantar um dispositivo no cérebro da filha. Através dele, pode localizá-la e até mesmo ver e ouvir o que a menina Sarah vê e ouve. Na sua telinha, a mãe acompanha a cena de sua filha fazendo amor com o namorado. Ela vê o namorado de baixo, com os olhos de Sarah. E ouve a menina dizer frases pornográficas. Numa cena anterior, Sarah aparecia vendo no recreio da escola um filme pornográfico.

É apenas um detalhe em toda a história. No entanto, acionou uma conexão na minha cabeça: andei lendo um pouco sobre um debate acerca do tema nos EUA. Uma das críticas enfatizava que o imaginário sexual da juventude estava sendo colonizado pelos roteiristas de filmes pornográficos. Isso alterava o vocabulário e os próprios sentimentos. “Arkangel” me provoca a voltar ao tema.

Passados os momentos de dispersão, ainda fico intrigado como sou atraído por eles. Como se concentrar num mundo em que milhares de focos disputam sua atenção?

Na estrada, às vezes com pobre conexão, isso é possível. O chamado fluxo de trabalho é também uma âncora no presente. Ainda assim, os fatos seguem acontecendo e não se pode descuidar deles. No entanto, é preciso fazer uma espécie de barreira sanitária. Em outras palavras, o volume de informações que nos orgulhamos de consumir e produzir também pode se voltar contra nós, sobretudo em doses cavalares.

De volta ao futuro imediato, está diante de todos nós um ano desafiador. Acompanhar as eleições, tentar extrair delas a maior mudança possível nas relações entre sociedade e governo é uma tarefa inescapável. O primeiro grande traço do ano eleitoral será desenhado no dia 24 de janeiro em Porto Alegre: o julgamento do recurso de Lula pelo TR4. Teoricamente, o Tribunal pode confirmar, rejeitar, reduzir ou ampliar a pena de Lula. Em qualquer hipótese, tudo terá de ser equacionado de novo, a partir dessa decisão.

Pelo que vi em Curitiba, quando Lula foi depor, as tensões que surgem nesses momentos podem ser superadas com serenidade e algum planejamento para evitar a violência.

Protestos, abaixo assinados, todos fazem parte do jogo político. Mas servem mais como um consolo para Lula do que propriamente uma visão apontando para o futuro. Em caso de confirmação da pena, como conduzir uma candidatura que se choca com a Lei da Ficha Limpa?

Não posso prever em detalhes esse primeiro grande momento do ano eleitoral. Na verdade, ainda o encaro como um incidente do passado. Lula resolveu se candidatar para fugir da Lava-Jato pelos melífluos caminhos da política.

Baixando essa poeira de janeiro, será possível discutir um pouco mais amplamente uma agenda para a mudança. Entre o destino de um condenado e as tarefas de reconstrução do país há uma considerável mudança de foco.

Os anos pertencem a uma teia maior do tempo. Nunca são totalmente novos. Como todos nós, trazem consigo a carga do passado. Até os motins nas cadeias são planejados na véspera do réveillon. Esperemos pois, com paciência, 2018 surgir nas brumas de janeiro.

7 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

7 Janeiro 2018 DEU NO JORNAL

O HOMEM CERTO PARA A TAREFA CERTA

Em junho de 2015, José Rainha foi condenado pela 5ª Vara Federal de Presidente Prudente a 31 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de extorsão, formação de quadrilha e estelionato.

O líder da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade, que gravou vídeo convocando até crianças para “fechamento de estradas e ocupações” em Porto Alegre no próximo dia 24, quando haverá o julgamento de Lula, foi investigado pela Polícia Federal na Operação Desfalque.

Investigadores apontaram que Rainha, que responde em liberdade, utilizava integrantes do MST para invadir terras e extorquir os proprietários delas.

* * *

Condenado a 31 anos de cana.

Em consequência de uma operação que tem a sugestiva denominação de “Desfalque”.

Invertendo a dezena da condenação, teremos um lindo número 13.

Aquele número que identifica uma organização criminosa que usa sigla de partido político e que é de propriedade do malfeitor já condenado que Rainha defende.

As coisas se casam admiravelmente bem.

Rainha é o cabra certo, certíssimo, pra defender Lula, gravando vídeo incitando à desordem, ao terrorismo e desrespeitando o estado democrático de direito.

Coisa mesmo de tabacudo zisquerdóide.

Rainha é o homem certo pra cumprir a tarefa certa, a defesa de Lapa de Corrupto.

José Rainha e Lula: dois marginais já condenados, ambos inexplicavelmente ainda em liberdade, segurando a mesma bandeira bandida

7 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA SÃO PAULO

NOTAS

A violência sexual não é exclusividade de países pobres. Nas nações ricas, de altos padrões culturais, a população também convive com este tipo de delito. Na União Europeia, composta por 28 membros, países como Inglaterra e Suécia se destacaram em 2015 ao registrar 64.500 ocorrências de crimes cometidos contra a mulher, dos quais 35.800 foram de estupros. Por outro lado, a Alemanha anotou 34.300 crimes sexuais, com sete mil estupros. A França relacionou 32.900 casos, com 13 mil estupros e na Suécia foram catalogados 17.300, com 5.500 estupros. Segundo a Organização Mundial da Saúde-OMS, apesar de falhas estatísticas. o Brasil figura nas estatísticas como o quinto maior no mundo em feminicídio. Crime em ascensão.

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A distinção que o Brasil faz entre as autoridades e o povo é questionável. Enquanto concede regalias e benefícios em excesso aos figurões à custa do cidadão, nega direitos ao povão que tem de comprovar arduamente a obtenção de conquistas objetivas. Senão, dança na chapa quente. Por ter exercido apenas 10 anos de mandato, como deputado federal, José Dirceu, PT-SP, cassado em 2005, foi aposentado pela Câmara com o salário de R$ 9.600. O impressionante foi a rapidez na concessão do benefício. Enquanto o povão pena, injustamente, submetido a protocolos e burocracia infernais para obter a mísera aposentadoria.

* * *

Tem fatos na política que dificilmente o povo engole. A Comissão de Direito Humanos da Câmara dos Deputados julgou como negligência das autoridades a causa das chacinas nas penitenciárias de Rondônia e Roraima. O incrível é que, somente depois da morte de 56 detentos, os parlamentares descobriram a causa das atrocidades. Celas superlotadas, casos de tortura, maus tratos e o crime organizado ter assumido o controle nos presídios. Indiferentes ao descumprimento de normas constitucionais, parece que os parlamentares não sabem que existem 622 mil prisioneiros jogados em locais cheios de ilegalidade, ocupando míseros espaços nas celas superlotadas.

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A Justiça tem de se renovar. Modernizar o expediente, tirar a toga da imponência, ser tolerante nos atos, visando se aproximar do povo. Os magistrados devem esquecer a arrogância, trocar a morosidade pela agilidade para desengavetar processos entulhados. Fato normal no Judiciário, causador de prescrição. Na Dinamarca existe uma estátua numa praça, simbolizando a Justiça. Reproduz a figura de uma mulher montada nas costas de um homem franzino. O réu. A aparência da imagem reflete uma mulher obesa, inoperante e indiferente ao excesso de processos pendentes. A sobrecarga de serviços leva à morosidade nas sentenças. A lentidão provoca prescrição de processos. Fato constatado no STF em 2016, onde de cada cinco processos em tramitação, um prescreveu. Por que, então, não se criar uma Terceira Instância para desafogar as gavetas abarrotadas de causas jurídicas.

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A finalidade do Bolsa Família, programa social que visa transferir renda para o grupo de pessoas enquadradas na situação de extrema pobreza. Para ter direito ao benefício, o interessado se inscreve no Cadastro Único para Programas Sociais, mantido pelo Governo Federal, cuja responsabilidade administrativa é das prefeituras municipais. A preferência na inscrição é para as gestantes, mães em fase de amamentação e aquelas que comprovarem filhos com idade até 17 anos, matriculados na escola. Mas, após um pente fino, encontraram sérias irregularidades no programa. Dos 13,9 milhões de benefícios aprovados, descobriram 1,1 milhão de beneficiários inscritos irregularmente. Na vassourada, fará uma economia de mais de 2,4 bilhões ao ano. Tem gente que recebe o Bolsa Família apenas para doar às campanhas eleitorais. Outros recebem o benefício, tendo renda superior ao estabelecido no programa. Como tem arrumadinhos nesse Bolsa Família.

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Na comemoração dos 20 anos do Plano Real, entre 1995 e 2014, o Brasil brindou conquistas. Reduziu a pressão da dívida externa e inflacionária sobre a economia. Até o PIB surpreendeu. Superou as expectativas. Mas, passada a euforia dos 20 anos de prosperidade, surgiu a imagem da preocupação. A industrialização foi incapaz de derrubar a pobreza, a má nutrição e as doenças. A instabilidade política e o descaso público causam injustiça social. Impedem que as políticas econômicas, assegurem um crescimento sustentável do PIB. Como o caminho é longo, sente-se a necessidade de o país adotar algumas diretrizes básicas. Atualização da política fiscal talvez seja o caminho para estimular o consumo, fomentando uma política industrial objetiva.

* * *

Quando a festa é boa, atrativa, nem o alto preço da diária cobrado pelos hotéis atrapalha. A Associação Brasileira de Hotéis do Rio de Janeiro revela que na noite da virada do ano, de 31 de dezembro para 1 de janeiro, a ocupação nos hotéis foi de 98% em média. As regiões mais procuradas para hospedagem na Cidade Maravilhosa foi Copacabana/Leme e Flamengo/Botafogo. Nesses locais a taxa de ocupação registrou 100% para alegria da rede hoteleira carioca. Os 707 mil turistas, sendo 614 brasileiros e apenas 93 mil estrangeiros, injetaram cerca de R$ 2 bilhões na economia do Rio.

* * *

O Poder Legislativo custa caro ao país. A previsão orçamentária da Câmara para a próxima Legislatura é de R$ 6,1 bilhões. O excesso de deputados e de assessores elevam a já gigantesca despesa. Embora com menos componentes, a estimativa de gasto para o Senado também não é baixa. Os cálculos indicam despesa anual de R$ 4,4 bilhões. Para cada Casa parlamentar, o acréscimo em relação a 2017 é de R$ 200 milhões. Tudo bem que o aumento de despesas acompanha a inflação, mas, inadmissível permanecerem exagerados. Garantindo vida luxuosa aos parlamentares, diante da vastidão de necessidades do país. Na Câmara, a folha salarial dos 513 deputados, 3,3 mil servidores concursados e de 12 servidores indicados pelos políticos para exercer cargo em comissão come quase tudo. Com a reduzida sobra, compram material de consumo, propaganda, passagens aéreas e despesas de locomoção e auxílio alimentação dos parlamentares. No Senado, o caso é semelhante.

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O IBGE divulga outro vergonhoso indicador social. As desigualdades são fatos explícitos no Brasil. Pelo menos, a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revela que cerca de 50 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha de pobreza. A renda familiar dessa gente não passa de R$ 387,07, que é o limite referendado pelo Banco Mundial para indicar o patamar de pobreza de uma pessoa. Infelizmente, o Nordeste concentra o maior índice de pobreza, com a indesejável marca de 43,5% da população nordestina vegetando na miséria. A recessão e o desgoverno de 2015 empurrou muitos coitados para o buraco da miséria. Nua e crua.

7 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

7 Janeiro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

SEM LIMITES

A estupidez não tem limites.

Sobretudo a estupidez totalitarista zisquerdóide.

O colaborador fubânico Carlos Brickmann, em sua coluna de hoje – que está logo abaixo desta postagem -, cita uma frase do gênio Einstein que cabe como uma luva no presente caso.

A frase é esta: 

“Duas coisas são infinitas, o Universo e a estupidez humana. Mas, com relação ao Universo, ainda não tenho certeza absoluta”.

Pra alegrar o nosso domingo, provocando gostosas gargalhadas, escutem o pronunciamento deste débil mental conhecido por Pedro Stédile, o General-Comandante do Exército de Lapa-de-Corrupto.

Uma declaração que comprova a afirmação de Einstein: a estupidez humana é infinita,.

Embora eu tenha minhas dúvidas se este dinossauro babaca possa ser mesmo enquadrado como sendo do gênero humano…

Um vagabundo que, se fosse comprar a prazo, não conseguiria apresentar uma carteira de trabalho, um comprovante de renda ou um comprovante de residência.

Escutem só o que ele cagou pela boca:

E isto basta.

Nada a declarar.

Nada a comentar.

E, pra celebrar este tsunami oral de bosta, uma musica dedicada ao desocupado pelego Stédile.

7 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

MAIS INFINDA QUE O INFINITO

Nelson Marchezan Jr., PSDB, prefeito de Porto Alegre, sem consultar o governador gaúcho Ivo Sartori, MDB, pediu ao Governo federal que mande o Exército e a Força Nacional para manter a ordem na cidade, no dia 24, quando o apelo de Lula contra a sentença que o condenou a 9,5 anos de prisão será julgado pelo Tribunal Regional Federal. Conforme a decisão, o ex-presidente pode ficar inelegível pela Lei da Ficha Limpa e ser até preso.

A situação de Lula deixou o PT ultra-inquieto: o partido programou até a ocupação de Porto Alegre, líderes como José Dirceu pregam algo muito parecido com insurreição e guerra civil. Bobagem: se alguém ultrapassar os limites pode ser preso. E o PT tem um problema sério: sem o poder, com a Lava Jato, sem imposto sindical, como pagar os voluntários, transportá-los e alimentá-los? O partido se arrisca a um fiasco como o da última caravana.

Aí entra Nelson Marchezan Jr., ultrapassando os limites de ser prefeito e dando à manifestação petista, que não era muito diferente de demonstração de intenções, o caráter de coisa séria. Considera-se ameaçado, o prefeito! E pede gente fardada para protegê-lo das hordas vermelhas, que imagina que existam e que queiram ocupar sua cidade. Marchezan virou a esperança dos petistas radicais, ao dar-lhes crédito e visibilidade, como se força tivessem.

Frase de Einstein: “Duas coisas são infinitas, o Universo e a estupidez humana. Mas, com relação ao Universo, ainda não tenho certeza absoluta”.

…ói ele aí tra veiz

José Rainha, que foi líder do MST, perdeu o posto para Stedile e estava silencioso, foi convocado para ajudar a ocupar Porto Alegre (afinal de contas, é um a mais). Rainha diz que este será um “janeiro quente” e que todos devem se mobilizar em defesa de Lula. Há pouco mais de dois anos, Rainha foi condenado a 31 anos de prisão, mas não foi preso até agora.

Dois destinos

Lula em Porto Alegre, tentando reverter a condenação que sofreu em Curitiba, com risco de ser preso ou declarado inelegível; Temer, na mesma data, 24 de janeiro, a caminho de Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial, levando os ótimos resultados que a economia brasileira vem apresentando. Com ele, os dois principais executivos da área econômica: o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. São bons resultados; e, se houver medidas de apoio – por exemplo, a volta do grau de investimento, perdido por Dilma – Temer pode até sonhar em ganhar popularidade e ser candidato à reeleição.

Desafio maior

A tropa de choque oposicionista nas redes sociais (e jornais) tem um problema sério para negar que os dados econômicos tenham melhorado. É que Meirelles foi repetidamente indicado por Lula a Dilma para ocupar o Ministério da Fazenda; e Dilma seguidamente o rejeitou. Lula tinha razão.

Martelo…

Ao mesmo tempo em que escolheu gente do ramo para tocar a economia e deixa seu pessoal trabalhar, Temer continua devastando a administração com apetite de gafanhoto faminto. A escolha de Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, para o Ministério do Trabalho, é um exemplo notável: Cristiane é citada na delação da JBS (por estar entre os negociantes de um pixuleco de R$ 20 milhões para o seu PTB, em troca do apoio do partido à candidatura de Aécio Neves, do PSDB, em 2014). É apontada na delação da Odebrecht como receptora de uma bonita mochila com R$ 200 mil. Há mais: dois funcionários a processaram na Justiça do Trabalho pedindo indenização por horas extras não-remuneradas. Ambos ganharam.

…na ferradura

Por falar em “ambos”, Moreira Franco e Eliseu Padilha, ambos ministros, estão ambos na mira da Lava Jato – ai de ambos se perderem o cargo e o foro privilegiado! Temer tem encontro com a Justiça de primeiro grau assim que deixar o mandato (por isso é importante para ele poder tentar a reeleição). Solitário num escândalo antigo, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, era chamado por Carlinhos Cachoeira de “menino de ouro”. Cachoeira não é de distribuir elogios a quem não os mereça.

Tesouro detonado

Foi bonita a festa, pá, como disse Chico Buarque sobre outro assunto. O Rio teve fogos durante 17 minutos seguidos, um recorde. Mas a conta veio logo: os dois principais hospitais universitários do Rio ficaram ser verbas e ameaçam suspender a contratação de residentes – o que é pior do que parece, por prejudicar o atendimento dos pacientes e o treinamento dos médicos. As escolas de samba, habituadas a fartos cofres, ajustam em cima da hora seus desfiles, para que não lhes falte dinheiro no Sambódromo. Que ninguém diga que este é um problema do Rio: o Carnaval carioca é o grande símbolo do turismo brasileiro, e o Rio é o cartão de visitas do país.

7 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

7 Janeiro 2018 SONIA REGINA - MEMÓRIA

MATINÊ

Aumente a tela, encha seu copo com o liquido que mais gosta e divirta-se com: Shemp, Larry e Moe, num curta metragem de 1949.

OS TRÊS PATETAS

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BREGA CHIQUE

Num passado recente, algumas composições musicais não precisavam de efeitos especiais, bumbum rebolante, ou até ajuda de um bom cirurgião plástico para aparecer nas telinhas espalhadas pelo Planeta Terra, o conteúdo eram histórias cantadas.

Um bom exemplo, eram as Óperas apresentadas em teatros. Desconfio que, ao diminuir de um Long Play para um CD, encolheram também as inspirações. Sendo bem condescendente, admito que, certas músicas atuais, até possuem algumas vogais e consoantes. Vamos conferir uma dessas histórias num show ao vivo, na “Interpretação” do compositor, musico e cantor Eduardo Dussek.

7 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

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7 Janeiro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

CHEGUE VARA NA BUNDA

A décima contida na ilustração abaixo eu recebi pelo zap-zap.

Che Guevara posicionado no rego de uma bunda, que é o canal perfeito e bem apropriado pro assassino cubano.

Só faltou dizer quem é o autor desta obra prima.

Quem souber, por favor, informe aqui pra gente.

7 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

DR. ARMANDO

Em 1962, o Brasil foi campeão no Chile pelas pernas tornas de Garrincha. Os militares conspiravam o Golpe de 64. Jânio Quadros era um doido se preparando para perder a Presidência da República. E, na televisão, começava a campanha para o Governo de Pernambuco. Foi quando ouvi, pela primeira vez, o nome de Armando Monteiro Filho. Meu pai, com aquela cara fechada que sempre usava para dizer coisas sérias, apontou para a tela e disse: “É um homem de bem”. Menino ainda, perguntei algo como: “Então, por que vai perder a eleição?” Ele respondeu: “Política tem disso, meu filho”. Sendo o velho enormemente rigoroso no plano dos comportamentos, nunca duvidei daquelas palavras. E esse conceito, de ser Dr. Armando um “homem de bem”, o tempo só fez confirmar. Sem um único arranhão, ao longo de toda sua trajetória.

Dois anos mais Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, tentou declarar vaga a Presidência da República. Numa conspiração em que seria, ele mesmo, eleito por seus pares para esse cargo. Dr. Armando recebeu convite para ser Ministro da Justiça. E recusou. Com uma frase simples: “O Presidente é João Goulart”. Em respeito à Constituição. Pergunto quantos Deputados, hoje, recusariam um Ministério? Algum deles recusaria? E quantos estariam dispostos a por de lado seus interesses, políticos e/ou econômicos, em respeito a uma lei? São novos tempos, senhores. E outros homens, diferentes de Dr. Armando.

No governo Jango, foi Ministro da Agricultura. E fez o primeiro projeto de Reforma Agrária que o Brasil conheceu. Baseado no aumento progressivo dos tributos sobre terras improdutivas. Reproduzindo modelo exitoso posto em prática pela Itália. Lamento, hoje, não ter sido implementado, quando China, Rússia, México (a partir de 1920) e outros países emergentes faziam suas reformas agrárias. Teria sido um grande avanço social. Fernando Pessoa (em Padrão, de Mensagem) disse que “o homem e a hora são um só”. Não todos. Que Dr. Armando estava bem além do seu tempo.

Na Ditadura Militar, contra seus interesses econômicos, não se alinhou ao partido que apoiava o sistema. Como tantos que depois se proclamaram democratas. Depois. Foi para a oposição. Por acreditar na democracia. Naqueles negros anos, quando havia eleição, inevitavelmente o Governo reagia de maneira subalterna. O SNI, por exemplo, dizia estar apurando denúncias. Sem sucesso. E a Receita Federal lavrava, contra ele, Autos de Infração. Fiz sua defesa nos últimos desses autos, quando já formado em Direito. E ganhamos sempre. Longe de ações respeitáveis, era só tentativa de intimidação. Inúteis, que nunca se curvou. Compreendendo que política se faz com ideias, e também com homens, sabia ser amigo dos amigos. Como Tancredo, Francisco Julião, Brizola, Lula. E os apoiou, quando poucos empresários aceitavam fazê-lo. Era, com certeza, um homem de gestos.

Na intervenção do Banco Mercantil, meu pai deixou na minha mesa um texto de Rui Barbosa que remeteu a Dr. Armando. Dizia assim: “A experiência vai mostrando incessantemente a ineficácia da detracção contra os honestos. Deixae escrever contra vós o que quiserem. Cedo ou tarde irromperá o vosso triumpho sobre a calumnia”. Agora chegou sua hora. E exercito, aqui, o privilégio de dar esse testemunho. Porque Dr. Armando ensinou, a todos e cada um, que se pode ser homem público sem ter cargos públicos. E que se pode viver toda uma vida, inclusive na política, com honra. O homem se foi. Mas ficou seu exemplo. A missa de amanhã, segunda-feira, em louvor de sua alma, celebra saudades e esse exemplo.


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