11 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

11 Janeiro 2018 HORA DA POESIA

DE VIAGEM – Paula Nei

Voa, minha alma, voa pelos ares
Como um trapo de nuvem flutuante!
Vai perdida, sozinha e soluçante,
Distende as tuas asas sobre os mares!

Leva contigo os lânguidos cismares
Que um dia acalentaste, delirante,
Como acalenta o vento roçagante
A copa verde-negra dos palmares.

Atira tudo isso aos pés de Deus!
Lá onde brilha a luz e estão os céus
E virgens mil coroadas de verbena.

Isto que já brilhou como uma estrela,
A Deus, dirás, só pertenceu a ela,
Corpo de anjo, coração de hiena.

11 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA SÃO PAULO

JOSÉ DOMINGOS BRITO – SÃO PAULO-SP

Caro Berto

Seu “O Romance da Besta Fubana” é uma epopeia escrita no gênero da melhor literatura fantástica. Não sei se você gosta ou não desse enquadramento.

Digo isso porque tive um amigo, que talvez você conheça, o saudoso José J. Veiga, que não gostava nem desgostava do termo. Dizia apenas que era anterior a essa “moda” literária. De fato, quando apareceu com o livro “Os Cavalinhos de Platiplanto“, o realismo fantástico ainda não estava em voga.

Li extasiado seu livro “Sombras de Reis Barbudos“, e depois ouvi falar que os direitos autorais foram adquiridos para filmagem. Conversei com ele sobre as dificuldades de se filmar algumas cenas realmente fantásticas. Ele concordou plenamente e disse não saber como se daria ou mesmo se seria possível filmá-las. Para confirmar nossas dúvidas, o tal filme nunca apareceu. Foi pensado e bolado, mas não foi concebido.

E veja que que o fantástico de Veiga é bem mais modesto que a sua Besta Fubana derrubando aviões com um simples peido ou extraindo cuscuz de um barranco.

Imagino que nem Spielberg e toda a grana de Hollywood seria capaz de tal proeza

Enfim, eu não preciso dizer que você escreveu um grande romance.

Wilson Martins já disse e a 3ª edição confirma o fato.

Parabéns e grato pela leitura

Abraços

R. Minino, fiquei ancho que só a peste com a generosidade das vossas palavras, meu caro colunista fubânico.

Ganhei o dia.

Gratíssimo pelas apreciações feitas sobre o livro que despachei via correios pra você.

Quanto ao saudoso crítico literário Wilson Martins, citado no final da sua mensagem, eu fiquei feliz que só a peste quando ele escreveu sobre O Romance da Besta Fubana – e mais sobre dois outros livros -, a seguinte frase: “Importa acima de tudo que tenha crescido em dificuldade e complexidade o índice qualitativo do romance brasileiro.

Eu chega se mijei-me todinho de tanta felicidade. Quem quiser ler a íntegra da crítica de Wilson Martins, basta clicar aqui

Já a respeito do grande e saudoso escritor goiano Jose J. Veiga, declaro que é um dos meus ídolos na literatura de realismo fantástico. Conheci-o pessoalmente quando ainda morava em Brasília.

Era um sujeito afável, voz mansa, cordato e com ele encontrei algumas vezes quando vinha à capital federal participar de encontros literários e feiras de livros. Já fazem 18 anos que ele encantou-se.

Vou transcrever um trecho de um texto que escrevi em maio de 2009 sobre José J. Veiga:

Trata-se de um daqueles casos em que o autor é quase um desconhecido do grande público brasileiro (salvo em Goiás, sua terra, onde a rodovia que liga sua cidade natal, Corumbá de Goias, à capital Goiânia, tem seu nome), estudado apenas no meio acadêmico, mas que obteve reconhecimento no estrangeiro. Sua obra já foi publicada nos Estados Unidos, Inglaterra, México, Espanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Portugal. Considero-o o maior autor em língua portuguesa do realismo fantástico. Sua bagagem compreende mais de 15 títulos e um deles, Sombras de Reis Barbudos, um pequeno romance surrealista (pequeno fisicamente, mas infinito no simbolismo), é o meu predileto.

Na última vez em que nos encontramos, na Feira do Livro de Brasília, conversamos sobre uma frase que ele pronunciou numa entrevista que deu às páginas amarelas da revista Veja. Na ocasião, ele disse que achava admirável como pessoas que eram aparentemente sadias do juízo, se sentavam diante de um teclado e ficavam urdindo histórias, armando tramas, montando enredos e inventando mentiras para escrever livros e enganar os leitores. Coisa de doido.

E esta sua apreciação nunca mais me saiu da cabeça. Nós, os ficcionistas, somos realmente uma nação de doidos, tramando histórias e, qual pequenos deuses, dando vida ou sentenciando à morte os personagens em cujas narinas sopramos para fazê-los vivos e animados.

Um cabra arretado era José J. Veiga!

E aproveitando o fato de você ter insinuado que seria complicado transformar em filme O Romance da Besta Fubana, informo que já falei sobre este assunto numa entrevista que dei à extinta revista Interpoética, que era dirigida por Cida Pedrosa.

Aguarde que amanhã farei uma postagem sobre este assunto, na minha coluna A Palavra do Editor.

Receba um grande abraço e minha gratidão.

11 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

11 Janeiro 2018 PERCIVAL PUGGINA

POR QUE O PT DENUNCIA GOLPISMO NOS PROCESSOS CRIMINAIS CONTRA LULA?

Réu em sete ações penais, já condenado numa delas, e é tudo golpe? Na ponta da língua de todo cidadão há diversas respostas à pergunta que dá título a este artigo.

• O PT é um partido que não aceita ser contrariado, que não sabe perder e que quando eleitoralmente derrotado dá início imediato à campanha “fora fulano”, seja lá quem ou o quê tal fulano seja (prefeito, governador, presidente).

• O partido se vale de sua tentacular inserção nos circuitos formadores de opinião para converter os fatos mais comprometedores em arrevesadas e favoráveis versões.

• A visão que a legenda tem da realidade é comandada pelo objetivo final, ao qual tudo mais se submete, mantendo, com a verdade e com os fatos, em vista disso, uma relação libertina, alcoviteira.

• A politização do julgamento transformando Lula em vítima é uma estratégia que se não serve à defesa jurídica, serve à defesa política.

• O PT integra uma rede internacional de solidariedade comunista e/ou revolucionária esquerdista (o Foro de São Paulo é apenas parte dela) já habituada a dar vazão às posições aqui proclamadas pelo partido que, no passo seguinte, repercute, nacionalmente, o noticiário internacional.

Por isso se instalou a impressão de que, no exterior, a opinião pública julga ter havido golpe no impeachment de Dilma, malgrado o longo processo parlamentar dirigido, passo-a-passo, pelo STF. Também por isso o PT aposta em que, aconteça com Lula o que acontecer, sua imagem esteja sendo preventivamente enxaguada.

Há uma causa maior, porém. Para entendê-la é necessário ir a documentos partidários disponíveis na Fundação Perseu Abramo e nos arquivos do Centro Sérgio Buarque de Holanda. Muito especialmente, recomendo a leitura do documento O PT e a Constituinte (1985-1988). Ali, à página 181, no subtítulo “A posição final”, se lê coisas assim:

“O PT, como partido que almeja o socialismo, é por natureza um partido contrário à ordem burguesa, sustentáculo do capitalismo. Disso decorre que o PT rejeita a Constituição burguesa que vier a ser promulgada (…); por extensão, o PT rejeita a imensa maioria das leis que constituem a institucionalidade que emana da ordem burguesa capitalista, ordem que o partido justamente procura destruir e, no seu lugar, construir uma sociedade socialista”.

Por fim (pag. 184):

“O NÃO DO PT À CONSTITUIÇÃO – ‘O PT, por entender que a democracia é uma coisa importante – que foi conquistada nas ruas, nas lutas travadas pela sociedade brasileira –, vem aqui dizer que vai votar contra este texto, exatamente porque entende que, mesmo havendo avanços na Constituinte, a essência do poder, a essência da propriedade privada, a essência do poder dos militares continua intacta nesta Constituição’. Com esta declaração síntese de seu pronunciamento no Congresso Constituinte, o líder do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhou o voto não do partido à Constituição que será promulgada no dia 5 de outubro”.

Penso que esse conjunto de posições deixa claro que o partido do ex-presidente Lula opera dentro e fora dos limites da institucionalidade, aos quais, desde a origem, seus líderes não se submeteram e cujo valor não reconhecem. Opera dentro quando lhe convém e opera fora quando lhe convém. Contrariamente ao senso comum, o partido considera essa conduta virtuosa porque a situa, em quaisquer circunstâncias, com mensalão e Lava Jato ou sem mensalão e Lava Jato, na perspectiva de um ideal socialista revolucionário que a tudo purifica.

11 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

MAS QUE MULHER INDIGESTA!

Mesmo que o governo federal, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) e o dono do PTB, que é da base de governo, o réu confesso e delator Roberto Jefferson, pai dela, depois das derrotas na Justiça, recorram ao Supremo e mantenham a posse dela no Ministério do Trabalho, é duvidoso que garanta os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência.

Em relação à deputada e ao pai, a nomeação dela é considerada um resgate do nome da família depois da condenação dele no mensalão.

O que não é duvidoso é que, enquanto a capivara da sra. Brasil cresce, a Nação, estupefata, só pode cantar o velho sucesso Mulher indigesta do genial poeta da vila Noel Rosa.

Ela merece um tijolo na testa.

11 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Editodos Luiz Berto:

Com o título CORDEL DO FOGO ENCANTADO, no dia 21.11.2016, publiquei nesse espaço democratibilíssimo que é o Jornal da Besta Fubana um artigo inédito meu lamentando a dissolução no auge da fama de uma das bandas mais originais e extraordinárias surgidas na cena pernambucana nos últimos cinquenta anos.

Terminava o artigo assim: “A pergunta que ainda se faz até hoje é: por que a banda Cordel do Fogo Encantado se acabou-se no auge da fama, deixando milhares de fãs, admiradores e tietes órfãos? Talvez o poeta do absurdo, Zé Limeira, explicasse se vivo estivesse com seus repentes geniais destituídos de sentidos!…”

Para minha grata surpresa e de todos os fás, tietes e admiradores da banda os meios de comunicação anuncia a volta da Cordel do Fogo Encantado da seguinte forma: após oito anos de pausa estão cada vez mais forte os rumores sobre uma possível volta do grupo Cordel do Fogo Encantado. A banda natural de Arcoverde, sucesso de crítica e detentora de um fã-clube fiel, foi anunciada pelo festival SXSW (South by Southwest) como uma das que apresentarão showcases durante a edição 2018, que acontece nos dias 9 e 18 de março, em Austin, no Texas (EUA).

A volta da CORDEL DO FOGO ENCANTADO significa dizer que, enquanto há vida há esperança e a esperança só se acaba com a morte no paletó de madeira!

11 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

11 Janeiro 2018 OS PINGOS NOS IS

LULA TEM RAZÃO – CONDENAÇÃO É INJUSTA

* * *

AS MILHÕES DE PROVAS CONTRA LULA

11 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

CARROSSEL NA CHUVA

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* * *

Seria pura alegria:
Um domingo de recreio
Camisa nova de malha.
Viagens, lendas, batalhas
Epopéia aventurosa
Num cavalo de aluguel.

Mas nem música nem zoada
Nem maçã caramelada
Nem pipoqueiro ou floreiro
Nem bombom no tabuleiro
Nem ingresso, nem sucessos
Nem pirulitos de mel…

Foi domingo acinzentado
Sonolento, anuviado
E choveu no carrossel.

Não campeei pelo mundo
Não me amostrei pra Maria
Não me esbaldei na alegria
Não sorri com dente novo
Não fanfarrei com o povo
Não vi o povo girar.

Não conheci Panamá
Nem guerra do Paraguai
Não acenei pra mamãe
Nem dei adeus a papai
Não persegui samurais
Não me alistei num quartel.

Foi domingo acinzentado
Sonolento, anuviado
E choveu no carrossel.

Já fui rei, já fui monarca
Fui campeão de rodeio
Já fui os Três Mosqueteiros
Já fui caubói bom de laço
Já fui lanceiro de aço
Fui São Jorge lá do céu.

Mas domingo foi nublado
Sonolento, anuviado
E choveu no carrossel.

Se essa chuva…
Se essa chuva fosse minha!
Eu mandava, eu mandava neblinar
Com neblinas, com neblinas de lembranças
Para o meu carrossel rodopiar.

11 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

11 Janeiro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

VAI SER PRA ARROMBAR!

Hoje, dia 11 de janeiro, é uma data assombrada e assombrosa.

Faltam apenas 13 dias para o julgamento de Lapa de Mentiroso, o maior larápio da vida pública banânica em todos os tempos.

E o número 13 é a dezena azarada que azarou e fudeu o Brasil.

11 + 13 = 24.

O próximo dia 24 deste mês de janeiro vai ser o dia em que a Mãe de Pancanha irá tomar suco de pentelho de porco-espinho e vai mijar arame farpado; Mestra Joana Pé-de-Chita se deitará no chão e equilibrará um côco no jato do mijo; a sobrinha de Caralho-de-Asas vai comer pica de gato frita em sebo de bode; a nêga Espanta-Cacete irá amarrar o pixaim com biliros feitos de ossos de cachorro doido; a madrasta de Cavalo-do-Cão vai comer barro e cagar tijolo pra levantar a caverna do Tinhoso; a cabôca Traça-Pica fará caretas pra Tranca-Rua em cima de um pinico de barro; a enfezada Catraia Sibita lavará o priquito com o mijo da Besta Fera pra se enxugar com um pedaço da estopa de Maria Mulambo e a irmã de Arromba-Furico vai catar chatos na barba do cabôco Papa-Cu.

O próximo dia 24 vai ser ser pra arrombar a tabaca de Xolinha!

Xolinha de tabaca arrombada no próximo dia 24 da janeiro, conforme previsão do pai de santo palmarense Ciço Esprita, no qual baixou o cabôco Lasca-Cu hoje pela manhã

11 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)


http://www.musicariabrasil.blogspot.com
VAMOS FALAR DE DISCOS? (2)

11 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE


http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/
RAPIDÍSSIMAS

FERIADO

Quando cai na quarta, é pênalti. A semana passa a ter duas segundas – a segunda propriamente dita e a quinta, segunda meia sola.

* * *

XÔ, TRISTEZA

Você é a pior das amantes.

*  * *

# EU PRESTO

Perdão, pela imodéstia. Amo vocês.

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VELHO PASSARINHO

Com vontade de voar.

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LUA DE MEL

Não havia hora marcada. Era assim: um beijo, uma explosão. Filhos e filhos. As contas cada vez mais salgadas trataram de arrefecer o tesão.

* * *

UMA DOSE, GARÇOM

Amor é feito uísque: se é dos bons, envelhece com dignidade.

* * *

CUIDADO, IRMÃO

Às vezes, o noticiário não esclarece: emburrece.

* * *

GENTE DO CÉU

Quem não gosta de beijo bom sujeito não é.

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SINAL DOS TEMPOS

Pelo andar da carruagem, em breve, ninguém mais perguntará ao parlamentar a que partido ele pertence, mas, sim, de qual quadrilha ele faz parte.


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