KRISTINA REIS – RIO DE JANEIRO-RJ

Adorei ver minha montagem publicada.

Fiquei orgulhosa!!! Nunca, antes na estória desse Pais, tive algo publicado (falta de talento??)

Copiei, colei e mandei para meus amigos, junto com o link desse jornal tão diferente das demais publicações que nos cercam.

Infelizmente, não tenho o dom do desenho, mas gosto de montagens.

Por isso, envio mais uma, fique a vontade quanto a publicar ou não, caso ache inconveniente.

Não ficarei aborrecida, somente triste, mas enviarei outras.

Parabéns pelo belo trabalho desenvolvido.

Um abraços e mil beijocas!!!

30 abril 2018 CHARGES

ADNAEL

30 abril 2018 PERCIVAL PUGGINA

OS ARTIGOS QUE NÃO ESCREVO

Não é raro que leitores me perguntem por que, ao longo de tantos anos, tendo publicado quatro livros e milhares de artigos, eu não incluo entre minhas pautas os temas referentes às mazelas sociais. “Essas realidades nada lhe dizem? Por que o senhor combate pessoas e partidos manifestamente preocupados com os miseráveis?”, indagam-me, certos de que sangrarei sob o peso da minha omissão.

Essas indagações ganham relevo porque refletem dois problemas nacionais, com conseqüências políticas desastrosas. Refiro-me, primeiro, à ideia de que as palavras têm um poder mágico, capaz de mudar a realidade por mera dicção. E, segundo, a ideia de que não seja necessário explicitar, concretamente, o modo como se viabiliza a superação do mal descrito. É exatamente pela desatenção a esse aspecto que os demagogos congestionam a política brasileira.

Já ouvi muito discurso vazio, já vi muita gente chegar ao poder mediante tais parolagens, já vivi para ver muitos povos submetidos a tiranos que se impuseram em nome de prometida e nunca entregue redenção social. Sinceramente, sinto-me dispensado disso. Um artigo que aponte como soluções para a pobreza sistemas econômicos e políticas que agravam a miséria só serve para o autor.

Prefiro outro caminho, ou seja, o dos temas sobre os quais escrevo. Entre eles, um sistema econômico que produza riqueza e não miséria, políticas que liberem as iniciativas individuais e reduzam o peso do Estado sobre a sociedade; e um sistema educacional que cultive os valores do estudo e do trabalho. É o caminho que promove valores culturais relevantes, como a dignidade e a autonomia da pessoa humana, a família, o correto uso da liberdade, a solidariedade, a ordem, o amor à pátria, o respeito à lei e as virtudes. É o caminho da religiosidade sadia, do amor a Deus, da fé, da prioridade do espírito sobre a matéria, da ética sobre a técnica e da pessoa humana sobre o Estado. É o caminho que promove o Bem e denuncia o Mal. Que aprecia a beleza, a justiça e a verdade. É o que busca instrumentos políticos capazes de construir uma verdadeira democracia, na forma e nos princípios que a inspiram, porque simetricamente presentes no conjunto do tecido social.

Sei que assim se atacam os problemas causadores do baixo crescimento econômico, a miséria, a desagregação familiar e social, o vício, a violência e a criminalidade. Aí estão os adversários que enfrento, caros leitores, eventualmente ansiosos por um artigo talvez tão agradável de ler quanto historicamente surrado e inútil. É claro, também, que nada posso fazer se estas pautas, vez por outra, pareçam chapéus sob medida para a cabeça de algumas pessoas ou partidos políticos.

30 abril 2018 CHARGES

MYRRIA

30 abril 2018 A PALAVRA DO EDITOR

LUTEM CONTRA A DEMOCRACIA, CUMPANHEROS!!!

Este é o pensamento de uma petralha eminente.

Uma adoradora da religião de Lula que pertence ao primeiro escalão da organização criminosa.

Ela faz parte do sínodo de cardeais da organização anti-democrática que usa a sigla partidária de PT.

Maria da Novena escancarou o pensamento dos seus comparsas.

Lutem contra a democracia“, foi a frase que ela cagou oralmente no vídeo abaixo.

Coitado do fubânico luleiro Ceguinho Teimoso: vai ser difícil ele desmentir sua ídola com o costumeiro malabarismo explicatório.

Mas, pensando bem, eu não duvido nada que ele tente…

 

30 abril 2018 CHARGES

SPONHOLZ

Comemorar o quê?

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Sr. Editor,

envio um vídeo bastante conhecido mas, lá se vão quase 4 anos.

Talvez já tenha caído no esquecimento.

30 abril 2018 CHARGES

IOTTI

TEREZINHA: A IRMÃ QUE PERDEU O CABAÇO AOS QUARENTA

Terezinha era uma morena prendada, discreta, caridosa. Um metro e cinquenta de altura, quarenta anos, peitos fartos e duros, pernas grossas, cabelos pretos e longos. Cristã fervorosa, dessas de ir à igreja todos os domingos se confessar com o padre Rubião, da igreja do bairro: As Escadas Para o Paraíso Eterno.

Sua maior preocupação na vida era que já estava passando dos quarenta anos, virando titia, e ainda não havia encontrado um pretendente do seu agrado para se casar. Enquanto isso, todas as suas colegas da irmandade e vizinhanças já haviam feito o caminho inverso.

Não sabia a quem atribuir esse caritó: se a sua exigência por um homem que só seus olhos enxergavam ou porque sentia medo de se aproximar de um pretendente, por ser muito fechada e arisca. Ou talvez trauma da infância.

Mesmo assim, uns dez ou vinte candidatos já lhe teriam se chegado perto, mas ela ficava arisca, cismada quando ia ser abraçada ou beijada. Quando o caboclo se enxeria muito ela já passava um rabo de olho enviesado para ver se a braguilha ou o calção do pretendente estavam intumescidos, com o “trussue duro”, e quando percebia algo estranho procurava se afastar toda desconfiada, e o descartava na bucha. Ó Deus! – Por que todo homem só pensa naquilo e quer logo comer a gente? – lamentava ela sem não entender!

Solteirona reprimida, sonhava quase todas às noites com um príncipe encantado diferente lhe beijando o cangote, lambendo as orelhas, roçando o pescoço, pegando-lhe os peitos fartos, mas quando aproximava a mão boba por cima do cara preta, ela se acordava assustada e sonhando em bica. – Meu Deus, o que está acontecendo comigo?! – Indagava-se a si mesma na penumbra do quarto solitário.

Um dia criou coragem e foi se confessar com o padre Rubião, um Alemão mais vermelho do que a carne da FRIBOI, e contar-lhe os sonhos eróticos que vinha fantasiando constantemente.

Véu na cabeça, entre as dez beatas que estavam à sua frente para se confessar, chegou a sua vez. Ajoelhou-se. Pigarreou nervosa. E no silêncio do confessionário o padre lhe perguntou: Minha filha, o que traz você aqui?

– Padre, respondeu ela nervosa. Eu estou assustada comigo mesma, padre. Estou com quarenta anos, sou solteira, virgem ainda, cabaço, sonho todos os dias com um homem diferente me possuindo, mas todos que se aproximam de mim, no sonho, eu expulso com medo, me acordo assustada com a calcinha dota molhada de desejos. Aí meu Deus! Isso não é pecado não, padre, esses sonhos estranhos comigo? Deus não vai me castigar?

– Minha filha – respondeu o padre Rubião! “Deus” não castiga ninguém! O castigo de “Deus” é uma heresia que a igreja inventou para meter medo nas descerebradas! O primeiro que se lhe apropinquar de hoje em diante, não perca tempo não. Agarre-o, namore-o, case-se ou se junte, dê, mas realize seu sonho! Não se esqueça: Deus está de cunhão cheio de tanto cabaço solto no céu e com mais o seu ele vai pirar. Esses sonhos que você está tendo, é falta de estímulo à libido! Exercite-a urgente senão você vai surtar feito Maria Madalena!

Terezinha, que já vinha de olho em Lucio, um eunuco com cara de debiloide de mais de cinquenta anos que frequenta a igreja também, ficou ouriçada com as palavras do padre, e partiu para conquistar o solteirão e, não mais pensando com a cabeça e sim com a parte do corpo de baixo, cantou o pretendente se gostaria de lhe namorar.

Dois meses depois dessa cantada, ficaram noivos. Ela fazendo questão de escolher e pagar as alianças e acertar o dia do casamento, pois não aquentava mais aquele caritó, aqueles sonhos eróticos alucinados, aqueles desejos que lhe pipocavam os poros, lhe deixando maluca. Queria sentir o gosto do desejo, do prazer, do clímax, em fim. Não queria perder mais tempo sem o remelexo da sanfona, o vai e vem do camelo, o rela bucho do chamego apimentado da sanfona de oito baixos.

Quatro meses depois do noivado, ela mesma marcou a data do casamento. Comprou o enxoval, o traje de casamento do noivo, preparou os convites, tudo que um casório propiciava.

Solteirona juramentada, que recebia uma gorda pensão especial por morte do pai, que havia sido ex combatente da Segunda Guerra Mundial, dinheiro não lhe era problema, era solução.

Quando chegou o dia do casamento ela, que nunca havia ido a uma manicure depiladora, mandou a profissional caprichar: fazer barba, cabelo e bigode na possuída, deixando-a nos trinques para a tão sonhada noite de núpcias com o maridão.

Após a realização do casório na igreja As Escadas Para o Paraíso Eterno com a bênção do padre Rubião e o seu “tivirta-se”, Terezinha, só pensando naquele momento que toda noiva sonha na alcova, deixou os convidados na igreja, pediu licença a todos os presentes e partiu para o que ela achava ser a noite mais alucinante do mundo!

Pegou o Gordini Renault anos cinquenta, assumiu a direção, mandou o marido entrar, e deu uma arrancada tão da gota serena que os pneus cantaram no asfalto, tamanha era a vontade de se ver nua na frente do agora esposo, se deliciando de todas as fantasias sexuais que lhe passavam pela cabeça naquele momento.

Chegando em casa, não perdeu tempo. Mandou o esposo para o quanto, pediu-lhe que a aguardasse com a luz na penumbra e foi para a suíte se produzir para a dança do ventre antes das loucuras de amor com o maridão na cama.

Para sua frustração e toda produzida para aquele momento tão esperado, quando entrou no quarto encontrou o esposo roncando no sono eterno e ainda vestido com o traje do casamento.

Tentou acordá-lo, mas não conseguiu porque o eunuco estava no sono tão profundo que parecia um paciente entubado na UTI do SUS. Havia tomado um comprimido de Gardenal e outro de Rivotril ainda quando estava na igreja se casando.

Frustrada, decepcionada, arrasada com o ocorrido, Terezinha viveu por mais dois meses com essa angústia de não ter podido concretizar a tão sonhada noite de núpcias, e ainda teve de engolir as piadinhas e os sarros das colegas da igreja, da família e de outras dondocas que se encontravam na mesma situação que ela: cabaço!

Puta da vida e decidida a romper com todos os seus conceitos e preceitos de pecados, religião, “temência a Deus” e disposta a mandar o padre para a puta que o pariu também, decidiu expulsar o eunuco e inútil esposo de casa com todos os seus “mijados” e pediu o divórcio por absoluta incapacidade de copulação dele.

Dois dias depois do rompimento do casório, magoada ainda, mas disposta a não perder mais tempo com o caritó, se encontrou com Tião, um colega íntimo e bem gaiatão que já a havia cantado mais de cem vezes e ela não lhe caia nas lábias.

Conversar vai, conversa vem e, dirrepentelho, Terezinha estava nos braços do garanhão que, já sabendo do ocorrido, partiu para cima com todos os poderes de Grayskull, e tome beijos para lá, tome beijos para cá: no cangote, nas orelhas, no pescoço, no umbigo, nos peitos. Chamego, amasso, esfrega frega, que satisfez Terezinha na primeira noite sem ser de núpcias, que ela se sentiu tão feliz, tão relaxada, tão satisfeita, tão realizada, que quando amanheceu o dia, ela abriu os olhos e não desejando perder mais tempo, sussurrou no ouvido de Tião, que já estava todo quebrado da noite anterior:

-Amor, eu quero mais calamengal. Me faz recuperar esses tempos perdidos! Vem, olha como eu estou…

E sem mais temer os pecados de “Deus” e as ameaças do padre com inferno e tal, Terezinha se joga nos braços de Tião novamente, como se o mundo fosse acabar naquele momento, se delicia nas fantasias do prazer e nas loucuras do amor, suspirando, fungando, sussurrando e gritando de exultação.

Terminada a copulação e curioso por aquela grinalda de cem graus de Terezinha nas atitudes antes conservadoras, Tião se virou para ela, beijou-a mais uma vez a boca carinhosamente, e perguntou-lhe:

– Amor, por que essa mudança tão brusca na sua vida? Descobriu que o paraíso é aqui na terra, foi?

– Sim, amor! Descobri que “Deus” não reprime, não oprime, não censura e não proíbe nada que traz o bem! Ele nos deu o livre arbítrio para escolhermos e fazermos o que quisermos e desejarmos conosco e nosso corpo. A gente é que se reprime com o fantasma do pecado inventado pelo homem! Eu vivi essa ilusão por toda minha vida, mas agora me libertei com você! Disse isso e voltou a beijar Tião novamente na boca, desejando mais uma vez que ele a possuísse.

30 abril 2018 CHARGES

PATER

HERACLIDES CARDOSO DE OLIVEIRA – ALTAMIRA-PA

Amigo Berto

Bom dia

Parabéns.

Sou fã de teu site e quero contribuir.

Apesar de com pouca coisa, mas de coração.

Solicito-te enviar-me uma conta corrente com agência bancária etc.

Para que possa eu colaborar (depósito) com uma página tão importante deste nosso mundo virtual.

Aguardo.

R. Caro leitor, fiquei ancho que só a peste por você ter qualificado esta gazeta escrota de “página importante“.

Ganhei o dia!

Quanto à doação, veja aí do lado direito o botão do Doar com Pag Seguro, onde está escrito COLABORE COM NOSSO BLOG

Clique lá e vá seguindo as instruções.

Muitíssimo obrigado a você e a todos os leitores e colunistas que estão ajudando a manter no ar este jornal safado.

Até que enfim os salários atrasados de Chupicleide, a secretária de redação, irão ser pagos.

No final do ano…

Abraços para todos os fubânicos daí de Altamira.

30 abril 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

TROVAS DE GERALDO AMÂNCIO

“Pode dizer que eu sou ruim
Que eu não lhe nego um abraço,
Pode falar mal de mim,
Só não das trovas que eu faço.”

“Com elaboradas frases
E o dom divino e profundo,
Os poetas são capazes
De interpretar o mundo.”

“Cor de roupa de viúva
Escura, a noite nasceu,
Debaixo da noite a chuva,
Debaixo da chuva, eu.”

“Deixa a fome toda a casa,
A enchente ensopa as areias,
No tempo que a chuva vaza
Dos seios das nuvens cheias.”

“Cuida o homem do roçado,
Ara a terra, cava e planta,
Quando escuta no telhado
A canção que a chuva canta.”

“Sem cansaço e sem fadiga
Leva e traz, junta e espalha,
É o que faz a formiga
Sem saber por que trabalha.”

“Brechas na lei têm roteiro
Quando a justiça bambeia;
É por onde entra o dinheiro
E o dono sai da cadeia.”

“Da velhice não me contem
A solidão que apavora,
O que vovô sentiu ontem
Eu estou sentindo agora.”

Geraldo Amâncio Pereira é poeta, repentista, trovador, cordelista e contador de causos. Nascido no sítio Malhada da Areia, município do Cedro, Ceará, em 29 de abril de 1946. Cursou faculdade de História em Fortaleza. Começou com acompanhamento de viola em 1966. Participou de centenas de festivais em todo o país, e classificou-se mais de 150 vezes em primeiro lugar. Organizou festivais internacionais de repentistas e trovadores, além do festival Patativa do Assaré. É autor das três antologias sobre cantoria em parceria com o poeta Vanderley Pereira. Gravou 15 CDs ao longo da carreira, além de ter publicado cordéis em livros. Apresentou o programa dominical “Ao Som da Viola”, na TV Diário em Fortaleza.

30 abril 2018 CHARGES

SPONHOLZ

30 abril 2018 A PALAVRA DO EDITOR

FALANDO PELOS COTOVELOS

Sexta-feira passada participei de um debate no IFPE, órgão da Universidade Federal de Pernambuco.

O tema do encontro foi arretado:

A influência do politicamente correto no processo criativo“.

Deitei e rolei!

Falei pelos cotovelos.

E fiquei muito feliz quando a plateia, composta predominantemente de estudantes secundaristas, aplaudiu minhas colocações.

No final, os jovens me cercaram e a tietagem foi grande. Tirei retratos com eles e dei autógrafos que só a peste.

Fiquei mais alegre do que pinto no lixo!

O grande intelectual pernambucano Lourival Holanda, PhD em Letras e professor do Departamento de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco – e que estava sentado ao meu lado na mesa -, me deixou ancho que só a porra quando, em sua fala, disse que já havia lido o meu livro O Romance da Besta Fubana, o qual classificou como sendo “um clássico da literatura pernambucana“.

Puta merda!

Fiquei ancho que só a porra. Subi nas nuvens

Os vídeos abaixo contem apenas alguns pequenos trechos do meu falatório.

Lamento que não tenha sido gravado o momento em que falo dos meus colegas de pretume, o negro na literatura de cordel, um lugar onde não existe espaço pra estas viadagens.

Nos vídeos aparecem, partir da esquerda, meus colegas de evento: os escritores Thais Mendonça, Fernando Maia, Lourival Holanda, eu e Severino Rodrigues.

Autografos e tietagem com os estudantes: uma alegria enorme pra este escritor inxirido

30 abril 2018 CHARGES

PAIXÃO

30 abril 2018 DEU NO JORNAL

RENATO DUQUE, OPERADOR DO PT, NEGOCIA DELAÇÃO

Josias de Souza

Seguindo as pegadas do ex-ministro petista Antonio Palocci, o operador de propinas do PT na Petrobras, Renato Duque, está na bica de fechar com a Lava Jato um acordo de delação premiada. Num entendimento prévio, o ex-diretor da estatal petrolífera já firmou um acordo com procuradores brasileiros e italianos, para delatar crimes investigados em processos que correm na Itália.

Duque está preso desde 14 de novembro de 2014. No princípio, fazia pose de durão. Quando não negava, silenciava sobre os crimes. Em maio do ano passado, num depoimento a Sergio Moro, Duque revelou-se propenso a delatar. Nesta segunda-feira, o repórter Robson Bonin informou, em notícia veiculada no Globo, que a celebração do acordo está perto de acontecer.

Confirmando-se o acerto, a delação não deve ser banal. No depoimento prestado a Moro, seis meses atrás, Duque dissera que Lula não apenas sabia da roubalheira na Petrobras, como era beneficiário das propinas. Contou detalhes dos encontros secretos que manteve com Lula.

Duque revelou também que Lula, já com a Lava Jato a espreitar-lhe os calcanhares, orientou-o a apagar as digitais que imprimira em contas na Suíça. Contou que, na conversa, ficou entendido que Lula ecoava preocupações da então presidente Dilma Rousseff.

Num instante em que a Segunda Turma do Supremo retira de Moro pedaços das delações da Odebrecht, as confissões de Renato Duque podem ser úteis à força-tarefa de Curitiba. Com ela, deve ficar mais difícil para Lula ostentar o papel de personagem de uma ficção em que imóveis reformados lhe caíam sobre o colo — um sítio em Atibaia, por exemplo.

* * *

 

30 abril 2018 CHARGES

GENILDO

SOPHIA LOREN, A MUSA DO CINEMA ITALIANO

Para quem é cinéfilo, quando se fala em Sophia Loren vem logo à mente a figura de Marcello Mastroianni, um ator determinante na carreira artística da Deusa de Nápoles (A parceria entre os dois foi a mais prolífica da carreira de ambos). Outra pessoa crucial na vida da segunda mulher mais bonita que já existiu no planeta terra (a primeira é a brasileira Marcela Temer), sem sombra de dúvida foi o produtor Carlo Ponti, seu futuro marido que era mais velho que ela 22 anos. Casamento este que durou, precisamente, exatos 50 anos, haja vista que se prolongou até à morte de Ponti em 2007, aos 94 anos.

O primeiro filme estrelado pela italiana em língua inglesa foi “Orgulho e Paixão”, quando tinha apenas 23 anos de idade e partilhando a tela com um ator que tinha um par de olhos irresistíveis(Oi de Gato), que era nada mais nada menos que Frank Sinatra que se apaixonou perdidamente por ela, fato confirmado agora com o lançamento de um livro de memórias com 300 páginas, “Ontem, Hoje e Amanhã – Minha Vida”. Sophia Loren manteve também um ligeiro romance com o ator americano Cary Grant, mas segundo as más línguas ele não era do ramo. Ela nasceu como Sofia Villani Scicolone, em Roma. Filha bastarda, os primeiros anos foram de pobreza pelas ruas em Pozzuoli, Nápoles. Hoje, a segunda mulher mais bonita do mundo está com 83 anos de idade.

Essa gatona prestes a completar 84 anos que no passado tinha belos cabelos castanhos, corpo escultural e memoráveis olhos verdes, continua em plena forma. Os atributos físicos da atriz Sophia Loren já seriam suficientes para torná-la uma das mulheres mais famosas e desejadas do mundo. Interpretações memoráveis, porém, fizeram dela não apenas uma mulher cobiçada, mas também uma das atrizes mais importantes da história do cinema. Sua boniteza e ousadia eram tamanhas que, na década de 50, em filmes faroestes ela já usava “Calças Compridas Jeans”, o que era uma afoiteza e bastante atrevimento para os padrões comportamentais da mulher daquela época. Diz-se isso em razão de, apesar dos tempos bicudos e restritos às mulheres, Sophia, já era considerada um símbolo sexual em uma época sem PHOTOSHOP e em que os corpos femininos poucos se desnudavam…

Um fato negativo na vida dessa mulher que é uma divindade cinematográfica, surgiu em 1982, quando ela curtiu por um período de duas semanas um cubículo de tamanho 6 X 6m., dormindo numa beliche de cimento por ter sido trancafiada na cadeia em razão de ter praticado crime de evasão fiscal, por isto foi condenada e presa no xilindró. Justamente na década de 1980, Sophia diminuiu o ritmo no trabalho para cuidar dos filhos e também para investir em outras áreas, sendo a primeira atriz a lançar sua própria fragrância de perfume e uma linha de maquiagem. Outra curiosidade na vida da atriz que abocanhou dois Oscars, já em setembro de 2014, no aniversário de seus 80 anos, ela ganhou uma tremenda festa do magnata mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do mundo. Para celebrar tal vida e obra, o magnata Slim fez um baita jantar de gala com direito a presenças internacionais ilustres e uma exposição itinerante trouxe objetos curiosos como os dois Oscars de Sophia, alguns vestidos, figurino de filmes, joias da atriz, roteiros de filmes e um amplo acervo de fotografias.

A passagem do tempo não causa ansiedade na atriz, uma das estrelas mais elegantes do cinema mundial, pois ela ainda é a imagem da beleza e sensualidade que, em 2015, aos 81 anos, lançou um batom com seu próprio nome. Na campanha publicitária, veste um elegante vestido de renda preto, com um grande decote, e mostra um sorriso da cor cintilante, de um tom vermelho cereja que ela mesma escolheu para combinar com a pigmentação de seus lábios. Em suas memórias Ontem, Hoje e Amanhã – A Minha Vida , a primeira intérprete a ganhar um Oscar por um papel em um filme estrangeiro — Duas Mulheres(1961) — afirma que “Envelhecer pode ser agradável, e até divertido, se você souber como usar o tempo, se está satisfeito com o que conseguiu e se continua sonhando”. Um sonho alimentado tanto por seu trabalho quanto por sua família, estrela do “conto de fadas” que sempre quis viver.

Sophia Loren ganhou fama internacional em 1962, quando recebeu o Oscar de Melhor Atriz pelo filme DUAS MULHERES, que também lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. Ela detém o recorde por ter recebido seis prêmios de Melhor Atriz, o maior número já recebido, pelos filmes: Duas Mulheres (1960); Ontem, Hoje e Amanhã; Matrimônio à Italiana (pelo qual ela foi nomeada para um segundo Oscar). Sua carreira atingiu o auge em 1964, quando recebeu 1 milhão de dólares para estrelar o filme A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO. Além do Oscar, ela ganhou um Grammy, cinco Globos de Ouro especiais, o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, e o Oscar Honorário em 1991. Em 1995, ela recebeu o Prêmio Cecil De Mille pelas realizações ao longo da vida. Em 1999, Sophia Loren foi reconhecida como uma das 25 maiores lendas do cinema norte-americano do sexo feminino.

Trabalhou com Anthony Quinn em “Jogadora Infernal” e com John Wayne em “A Lenda dos Desaparecidos”, uma aventura Africana, em que John Wayne continua representando um Cowboy durão. Sophia, ao seu lado, é um belo enfeite que o diretor do filme explora habilmente, mas Sophia tem uma bela cena de briga, onde ela bota abaixo John Wayne. Estrelou também em 1958 o filme Desejo e em 1960, O Pistoleiro e a Bela Aventureira. No começo da carreira fez bico em vários filmes de Cawboys, como sempre, de calças compridas jeans, chapelão e cavalgando em belos garanhões.

Finalmente, o nosso espaço é minúsculo para descrever Sophia Loren, dona de uma beleza sem igual(que Marcela Temer não leia o blog de Berto Filho) – uma das atrizes mais festejadas de todos os tempos, uma das poucas atrizes que interpretam todo tipo de personagem, e sempre num registro diferente, é com certeza a mais famosa atriz estrangeira de todos os tempos. Um rosto inconfundível, de uma assimetria estranhamente bela. Sem retoques, natural como Sophia sempre fez questão de ser. Exuberante, ardente, romântica, batalhadora incansável e empresária de sucesso. Por ser italiana ela é um símbolo de mulher latina. Na verdade, Sophia Loren foi, é e será eternamente uma linda mulher. Digo melhor, UNA BELLA DONNA!!!

30 abril 2018 CHARGES

VERONEZI

30 abril 2018 DEU NO JORNAL

MAIS UM LULO-BABACAL QUE VOLTA À CENA

Gilberto Gil vai contribuir para a audiência zero do Canal Brasil com um programa de entrevistas.

Para divulgar o programa, ele deu entrevista ao Caderno 2.

Disse que Lula está na cadeia “por professar as ideias que professa, por ser quem é, por contrariar uma série de propósitos e expectativas assentadas na vida política do país”.

* * *

Na verdade, as ideias professadas por Lula estão resumidas na planilha Amigo da Odebrecht.

Gilberto Idiota Gil é daquele tipo de tabacudo que caga na entrada e caga também na saída.

30 abril 2018 CHARGES

CLAYTON

MORADA DOS LAGARTOS E DAS PEDRAS

Sinto-me sede e redescubro o pote que repousa, seco, à sombra de uma esquina esquecida dentro de casa. Sobre ele descansa o caneco de alumínio areado, quase inox, capaz de saciar-me, de amenizar o soluço doloroso da falta de saliva, a pouca água que me visita, às vezes. Mas nada se contém no pote além do seu destino frustrado de saciar sedes. Frustração de um barro que poderia ter sido um violeiro de Vitalino e transformou-se num artefato sem utilidade naquele sertão sem águas. Sou sede de justiça, do bem comum, tão incomum nas bandas de cá, das planícies distantes, da morada dos lagartos e das pedras. Sedo-me e aguardo a água, uma ribançã que seja voltando para casa com a asa molhada, um trovãozinho ‘peido-de-véia’ ou um relampo pequenininho, do tamanho de minha fé que está indo embora, no primeiro pau-de-arara que aparece levantando a poeira da vergonha. Sêde justo, meu Deus.

30 abril 2018 CHARGES

AMARILDO


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