16 abril 2018PIRILAMPOS E VAGALUMES



Bem sei, deveria pirilampear em tua noite escura na mais pura esperança de te abraçar. Mas uma nuvem negra e espessa de tão carregada me carregou de volta à solidão, velha companheira, não me deixando ser o vagalume desejado. Tentei, em vão, relampejar a minha claridade mas a cidade, sonolenta, preguiçosa e ainda não desperta, não deixou que meu sonho prosperasse. Nada a fazer a não ser me enuvencer cinzento e chorar as mágoas junto com a chuva que cai e molha as lágrimas do meu rosto. Trovões fazem coro ao meu sofrer.

4 Comentários

  1. Grande Xico:

    Me deliciei mais uma vez com PIRILAMPOS E VAGALUMES, e me vir fazendo uma ponte entre Evolução 1.º de Nelson Ferreira (genial!) e os cantares dos grilos no Sítio São Francisco, principalmente nessa época de chuva maravilho!

    Parabéns, Bizerra! Sou-lhe fã incondicional! Assim como sou do compositor Luiz Fidélis!

  2. Quem sabe, Maurício? Mas seja quem for o provocador, os trovões fizeram coro à minha dor, amigo. Ainda bem que veio a chuva para acalentar a alma e torná-la de novo feliz. Abraço,

Deixe o seu comentário!


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa