PIRILAMPOS E VAGALUMES

Bem sei, deveria pirilampear em tua noite escura na mais pura esperança de te abraçar. Mas uma nuvem negra e espessa de tão carregada me carregou de volta à solidão, velha companheira, não me deixando ser o vagalume desejado. Tentei, em vão, relampejar a minha claridade mas a cidade, sonolenta, preguiçosa e ainda não desperta, não deixou que meu sonho prosperasse. Nada a fazer a não ser me enuvencer cinzento e chorar as mágoas junto com a chuva que cai e molha as lágrimas do meu rosto. Trovões fazem coro ao meu sofrer.

4 comentários

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    • CÍCERO TAVARES em 16 de abril de 2018 às 18:30
    • Responder

    Grande Xico:

    Me deliciei mais uma vez com PIRILAMPOS E VAGALUMES, e me vir fazendo uma ponte entre Evolução 1.º de Nelson Ferreira (genial!) e os cantares dos grilos no Sítio São Francisco, principalmente nessa época de chuva maravilho!

    Parabéns, Bizerra! Sou-lhe fã incondicional! Assim como sou do compositor Luiz Fidélis!

  1. Obrigado, Cicero. Feliz por ser do seu agrado meus escritos nesta gazeta. Abraço

    • Maurício Assuero em 16 de abril de 2018 às 22:15
    • Responder

    Eis os trovões fazendo coro na dor. Quem sabe se não era a vibração da diretoria provocando o trovão?

    • Cardeal Xico Bizerra em 17 de abril de 2018 às 08:12
    • Responder

    Quem sabe, Maurício? Mas seja quem for o provocador, os trovões fizeram coro à minha dor, amigo. Ainda bem que veio a chuva para acalentar a alma e torná-la de novo feliz. Abraço,

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