Confesso que fiquei bastante interessado com um livro visto recentemente numa exposição. Manuseando-o, o texto despertou-me curiosidades múltiplas, tanto pelo tema como pela autora, uma paranormal que foi jornalista política, responsável pela cobertura das administrações presidenciais de Roosevelt até Lyndon Johnson, atualmente residindo na cidade de Naples, no Estado da Flórida.

Qual o tema de Ruth Montgomery e por que ele é deveras impressionante? Simplesmente pelas fantásticas previsões dos guias espirituais que com ela convivem sobre os futuros planetários próximos. O livro intitula-se O Mundo Futuro, foi editado pela Editora Pensamento-Cultrix, São Paulo, contendo 144 páginas.

Numa Introdução, a autora revela que trabalhava em Washington, em 1960, quando teve os primeiros contatos com o mundo psíquico, pois até então não sabia absolutamente nada de fenômenos do além daqui. Um dia recebeu um convite de uma cunhada para acompanhá-la numa sessão espírita em St. Petersburg, Flórida, convite aceito com relutância. A sessão transcorreu com o recebimento de mensagens por demais interessantes, que justificariam reportagens sobre o assunto. Autorizada pelo presidente da International News Service (INS), a autora produziu matérias jornalísticas publicadas em centenas de jornais, proporcionando reações favoráveis dos leitores, tudo mais tarde transformado num livro intitulado Em Busca da Verdade.

Por ocasião do lançamento do livro-reportagem, Montgomery tinha conhecido Artur Ford, um famoso médium que havia decodificado o código do aclamado mágico Houdini. Acertando com ele uma entrevista, Ford conseguiu incorporar o espírito do pai da autora, revelando para ela fatos sobre os quais o Ford jamais poderia ter conhecimento. Na ocasião, Ford lhe disse que os espíritos lhe comunicaram que ela se encontrava capacitada para exercer a psicografia.

Resolvida a manter contatos com o além, Ruth Montgomery sentava-se diariamente na sua escrivaninha, meditando com um lápis na mão. Após várias dias de nenhuma ocorrência, certa feita seu lápis desenhou um lírio, escrevendo a palavra Lily com um floreio, o papel informando ainda que dali por diante receberia comunicações daquela entidade. Daquele dia em diante, Montgomery principiou a receber belas mensagens filosóficas, inclusive de acompanhante da própria Lily, que lhe ditaram cerca de quinze livros, o próprio Arthur Ford juntando-se ao grupo depois de desencarnado.

Certa manhã, antes de principiar a escrever as mensagens recebidas, Ruth recebeu uma mensagem que lhe ordenava: “Nós que mandamos ir para a máquina de escrever”. Com uma explicação: os informes estavam ficando de leitura difícil, dada a rapidez com que se desenvolviam. Foi então que Ruth Montgomery desenvolveu uma psicodatilografia, os Guias sempre informando que a morte não nos conduz a uma outra nova existência. O que acontecia era tão somente mudança de vibrações.

Nos seus textos, Montgomery ressalta a existência de Walk-ins (aqueles que entram). Espíritos desenvolvidos que podem voltar à Terra no corpo de pessoas adultas, não mais de bebês, trocando com almas que desejam partir, não mais desejando conservar a centelha da vida.

Certa feita, durante uma consulta de rotina com seu médico, Dr. Spano, este perguntou se ela já havia tido conhecimento de uma pessoa por ela chamada, no livro, de Marshall Brown. Num papel de receita, o próprio médico escrevera: “Há algo que eu deva saber acerca de Marshall Brown, médico”.

Imaginando-se posta à prova, Montgomery resolver consultar seus Guias, recebendo a seguinte resposta: “Diga a Joe Spano que o outro médico tem uma doença rara cujo tratamento específico é difícil de determinar. Como você sabe, nós não somos médicos, mas esse homem, que é muito bom, precisa da ajuda de especialistas para fazer seu diagnóstico. Joe Spano é uma alma muito antiga que é capaz de entrar dentro de si e sair com boas intuições; e por isso, ele será de grande ajuda a quaisquer especialistas que venham a ser chamar a cuidar do caso.”

Tempos depois, numa nova consulta de rotina, o Dr. Joe Spano me disse: “Aquela informação que a senhora me trouxe estava corretíssima, absolutamente correta.”

Recomendaria, neste primeiro quadrimestre de 2018, aos que farão brevemente vestibulares sérios para serem eticamente competentes, uma leitura de um texto elaborado com muito esmero pelo Dr. Juvenal Savian Filho, PhD pela USP e pós-Doctor pela Universidade de Paris, atualmente docente na Universidade Federal de São Paulo, desde 2006. Seu livro Filosofia e filosofias: existência e sentidos, BH, Autêntica, 2016, 400 p., elaborado para estudantes pré-universitários do Segundo Grau de Ensino, é uma bem estruturada desconstrução para todos aqueles que buscam compreender o sentido da existência, desde o comportamento humano até as manifestações políticas, a postura ética, o conhecimento e as diferenciadas interpretações da realidade atual, inclusive a experiência religiosa, a irreligiosidade e o ateísmo, estabelecendo traçados concretos para a edificação de um conhecimento humano compatível com os desafios atuais, sem as nostalgias que anestesiam e desenobrecem o ser humano. E que traz, logo em suas primeiras páginas, uma notável advertência de Charlotte du Jour: “É preciso, acima de tudo, basear-se na observação daquilo que está escondido dentro do seu ‘eu’ interior.”

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