31 maio 2018 CHARGES

GUABIRAS

31 maio 2018 A PALAVRA DO EDITOR

FUBÂNICOS DE CORAÇÕES E BOLSOS ABERTOS

A generosidade de leitores e colunistas desta gazeta escrota propiciou um total de doações no valor R$ 1.220,00 neste mês de maio que hoje termina.

Os valores variaram de 20 até 300 reais.

Como a nossa despesa mensal pra manter esta esculhambação no ar é de R$ 750,00, sobrou um troco de R$ 470,00.

Este troco eu vou dividir com Chupicleide a secretária de redação, que ainda não recebeu o 13º do ano passado…

R$ 235,00 pra ela e R$ 235,00 pra mim, que deixo de faturar milhões dando palestras pra Odebrecht, que nem Lula fazia, pra ficar cuidando deste jornal imundo.

Meu saudoso professor de Cálculo Infinitesimal, o genial Luiz Gonzaga da Lapa, dizia que “a gratidão nunca deixa esmorecer o benefício“.

Sou grato a todos a todos vocês que fizeram suas doações e torço (junto com Chupicleide) pra que continuem de corações e bolsos abertos!!!

31 maio 2018 CHARGES

J. BOSCO

31 maio 2018 DEU NO JORNAL

EX-PRESID-ANTA PETISTA FALA SOBRE A GREVE

31 maio 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

NO BRASIL DO QUEM PODE GRITA MAIS E CHORA MENOS

Caminhoneiros autônomos, transportadoras de cargas e empresas que possuem frotas movidas a diesel sequestraram o Brasil, recorrendo apenas a bloqueios rodoviários para impedir a distribuição de combustíveis e alimentos . E o débil e inerme desgoverno lhes doará R$ 13,5 bilhões em sete meses, sacados dos impotentes cidadãos. Mas esse não é o preço mais alto a ser cobrado da Nação pelas carretas paralisadas: há um golpe em pleno curso por ditaduras acalentadas por bandos irresponsáveis da direita bárbara e da esquerda cínica. A primeira exige intervenção militar e a segunda, Lula livre e presidente de novo. Quem vai ganhar? Melhor não apostar. O prezado leitor certamente perderá, no mínimo, o valor da aposta.

O apressadinho de cotovelos apoiados na janela da frente de casa pode até imaginar: “A culpa é do Temer, então, que ele se dane”. É mesmo? Vamos aos fatos. O autor destas linhas tem 67 anos de idade e é do tempo do trem de ferro e das eclusas permitindo a navegação de balsas e barcaças pelas inúmeras bacias hidrográficas brasileiras. Tinha 4 anos quando o mineiro Juscelino Kubitschek, descendente de checos e telegrafista de origem profissional, apostou todas as nossas fichas no modal rodoviário. Desde que o simpático pé de valsa de Diamantina deixou o governo, há 57 anos, as ferrovias enferrujaram-se, o transporte hidroviário é um sonho distante e as rodovias são um imenso buraco com bordas asfaltadas, à exceção das privatizadas a custo de pedágio.

Durante a ditadura militar, que cassou os direitos políticos de Juscelino, Jânio e Jango, o general Ernesto Geisel teve a oportunidade de aprender, com a crise da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), que a opção do inventor dos “50 anos em 5” tinha sido uma roubada. Mas nem os catalogados no Almanaque do Exército nem os civis da Nova República ou eleitos pelo povo, tucanos e petistas, recuperaram trilhos e vias navegáveis. Alguns preferiram encher os bolsos, saqueando todas as “burras” da República.

Os cobradores da fragilidade do desgoverno abúlico, incompetente e inconsequente de Temer apontam-no como o responsável pelo caos. As ratazanas que roeram os cofres da viúva sob desmandos de Lula e Dilma, do PT, sejam os da esquerda populista ou os da velha cleptocracia herdeira dos coronéis da Guarda Nacional do Império convocados à rapina, votaram no constitucionalista de Tietê vice da tatibitate Dilma Rousseff, que nasceu em Minas e se criou nos pampas de Getúlio e Brizola. Em 2014 o “mercado” financeiro sufragou Aécio Neves, ora acusado de ter cobrado propina para se fingir de oposição, e com o impeachment de Dilma, em 2016, afagou as mãos de Temer, em que antes escarrava.

A posse do legítimo sucessor da rainha da quebra do decoro vernacular permitiu o paradoxo a que a Nação se submete há dois anos: sem forças para “estancar a sangria”, meta que o presidente do MDB, Romero Jucá, esperava atingir assim que Temer pusesse as mãos no leme da embarcação à deriva, o grupo no poder não consegue usá-lo como teria de fazê-lo.

E não há como. O “quadrilhão do PMDB”, ainda com P, de que foi acusado o grupo ora no poder pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, caiu na rede da devassa da maior roubalheira da História. Metade dos acusados e investigados está na cadeia e em simulacros para os quais é enviado quem goza das graças dos mui generosos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello: Eduardo Cunha, Henriquinho Alves, Rodrigo Loures e Geddel Vieira Lima, o petiz chorão de mãinha Marluce.

A outra metade, o trio desesperança Temer, Eliseu e Moreira, ficou no palácio e no poder por cumplicidade da Câmara dos Deputados e mercê da farta distribuição de merendas orçamentárias a suspeitos do Centrão. E da debilitação do que só se chama de governo por falta de nome adequado.

O desempenho do desgoverno foi muito abaixo de medíocre no caso. O chefe da Agência Brasileira de Inteligência (???), general Sérgio Etchegoyen, nada informou sobre a encrenca a vir. No quarto dia o presidente entregou carros que não rodam por falta de gasolina e comemorou a noite da indústria, paralisada por não dispor de combustível. O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, sumiu e ressurgiu falando grosso. E Padilha fez um acordo com líderes que nem os caminhoneiros reconhecem.

No sétimo dia, o chefe do Executivo mentiu. Disse que o governo negociou “desde o início”. De quê? Gabou-se dos “sacrifícios” do cidadão, como se fossem do governo, que não anunciou corte de gastos ou privilégios de partidos e políticos, mas, sim, privilégios para transportadoras e autônomos. Buzinas e sons de panelas vazias evitaram que fosse ouvido. Ninguém perdeu: a redução de 46 centavos no preço do diesel não chega às bombas, segundo disse o presidente do Sincopetro, José Gouveia, em entrevista à Rádio Eldorado.

Temer tinha ameaçado, antes, usar a força, mas exibiu um revólver de brinquedo. O ministro da Defesa, general Silva e Luna, apelou para o bom senso dos chantagistas. O Comando Militar do Sul usou um tom de entregador de flores, não de garante da lei. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, pôs a Polícia Federal à caça dos mandantes do locaute, mas o que disse, pelo visto, não assustou ninguém.

Com o Legislativo agindo como clube privado de parlamentares, e não um Poder que representa o povo, como de hábito, e o STF embuçado na retórica vazia da presidente Cármen Lúcia, as vivandeiras de quartéis, de que falava Castelo Branco em 1964, ressurgiram munidas de bandeiras e besteiras. Ao lado delas rosnaram “valentinhos” de esquerda, caso do preso mais famoso do Brasil, Lula, que se manifesta pela voz sem eco do líder do partido na Câmara, José Guimarães.

No país do quem pode grita mais e chora menos, estamos no mato acuados pela matilha.

31 maio 2018 CHARGES

ZÉ DASSILVA

KARINA SOUZA – RECIFE-PE

Prezado editor,

Quando recebi esse vídeo só lembrei da sua gazeta.

Grande abraço pro sr, Aline e João.

R. De fato, cara leitora, este vídeo tem tudo a ver com o JBF.

Falou em “furico” a gente se lembra logo deste recanto de safadezas.

Aliás, se eu fosse cobrar direitos autorais sobre todas as expressões que são usadas aqui e que ganharam o mundo, o nosso caixa não estaria tão vazio como está.

É pena que neste vídeo que você nos mandou a palavra “penico” não esteja grafada na ortografia fubânica, que é pinico.

31 maio 2018 CHARGES

PAIXÃO

POSTURAS DA HUMANIDADE

É como diz o ditado, cada povo com suas manias, educação e maneiras de se comportar coletivamente. Em cada país, a população age de modo diferente das demais. Raramente procede de modo semelhante. Tudo depende do nível de cultura. Do modo como o homem atua em relação ao conhecimento, às artes, crenças, leis e a moral.

É pela cultura que o homem alicerça um país. Constrói a economia, forma a cidadania impondo a ordem, o respeito ao próximo e a obediência às leis ou então, desarruma a organização do país pela molecagem e bandidagem.

Sabendo usar com segurança, o conhecimento desenvolve uma economia com sustentabilidade. Permite implantar um desenvolvimento sustentável, baseado em ideias, estratégias e atitudes tremendamente corretas. Altamente viáveis.

Foi o que ocorreu em diversos países, depois que sofreram as consequências de desastres ecológicos, identificados por temporais, furacões e terremotos. Como nem tudo estava perdido, a população, atingida pelas intempéries do universo, soube tirar de letra os efeitos devastadores provocados por esses fenômenos naturais.

Em março de 2011, o Japão sofreu um dos piores terremotos da história. O fenômeno, com magnitude 8.9, causou enorme destruição no país. O tsunami que se formou após o abalo sísmico, formou ondas gigantescas com até 10 metros de altura que atingiram a costa Nordeste do país e por onde passou arrastou quase tudo por água abaixo.

Carros e barcos foram arrastado como se fossem de brinquedos. Destruiu 18 mil casas, danificou 130 mil edifícios, matou, segundo registros, mais de 11 mil pessoas.

A catástrofe foi tão forte que o país nipônico necessitou de cinco anos para reconstruir o que foi levado pelo tsunami.

Todavia, ordeiro e consciente dos deveres, o japonês soube trabalhar com equilíbrio e honradez, comprando somente o necessário, sem a tradicional esperteza de levar vantagem em tudo, para não afetar as pessoas prejudicadas.

Os americanos também souberam se comportar com cidadania, após sofrer os abalos do furacão katrina que arrasou o litoral Sul dos Estados Unidos, no ano de 2005. A cidade de Nova Orleans, em Luisiania, sofreu horrores. Perdeu turistas, moradores e muito dinheiro. Morreram 1.800 pessoas e mais de 100 mil perderam suas casas.

Porém, os americanos atingidos pelo furacao souberam se recompor da tragédia. O comércio, numa bela atitude, resolveu vender produtos com preços baratos para diminuir o sofrimento das pessoas vitimadas pelo fenômeno atmosférico.

Outro exemplo grandioso de educação e polidez foi dado pelos franceses depois que o terrorismo detonou ataques mortais à população de Paris e Saint-Denis em novembro de 2015. Na ocasião, os franceses sofreram fuzilamento em massa, atentados suicidas, explosões e uso de reféns.

Nos ataques terroristas mais de 180 pessoas morreram, grande parte no famoso teatro Bataclan, enquanto 350 ficaram feridas.

Mas, o bonito da história, foi a atitude dos taxistas franceses que resolveram fazer corridas gratuitas para ajudar a população abalada com os ataques.

Porém, impossível é engolir a sabedoria de alguns brasileiros que se passaram por comerciantes durante a greve dos caminhoneiros.

Com o intuito de ludibriar as pessoas necessitadas, os falsos comerciantes, num ato de desonestidade e banditismo, passaram a vender a gasolina a R$ 9,99 o litro, a alface a 7,00 o maço, enquanto a batata teve o preço reajustado em 90%.

Este é o tipo de comportamento de um tipo de gente desonesta e indecente que não devia jamais ser qualificada com brasileira. Mas, simplesmente ser tutelada como ladrão e receber as penas da lei por agredir o carater e as necessidades das pessoas vítimas das atrocidades da greve.

31 maio 2018 CHARGES

J. BOSCO

MARIA BONITA

Maria Bonita
Bonita Maria
De laço de fita.

Escrita de embelezar.

Moça de cor azeitonada
Gestos cáqui
Chapéu valente…
Bem dizer fez Virgulino
Levitar em munição.

Sem a mínima ligança
Pras balas ferinas
De boas avenças
Entrou na questão.

De água em moringa
Deu seiva ao cangaço
Que nem sorveteiro
De grito em morango:

– Sorvete!!!!!!!!!!!

E ganhou alvará
Para se arvorar
No bravo Sertão.

E de Royal Briar
Banhou-se de cheiro
De alma em paixão.

E de rifle e punhal
É flor principal
Do amor fortidão.

E de léguas beiçais
Embrenhou-se na história
De toda a nação.

31 maio 2018 CHARGES

PIRES

SENDO VISITADA

31 maio 2018 CHARGES

SERI

31 maio 2018 DEU NO JORNAL

APENAS 72 VEZES

O tenente Valmir Moraes da Silva, da equipe de segurança de Lula, disse ontem a Sergio Moro que Lula esteve no sítio de Atibaia em cerca de 72 finais de semana de 2012 a 2015.

O segurança depôs como testemunha de defesa no processo que apura se Lula se beneficiou de R$ 1,02 milhão em benfeitorias no sítio, pagas por Odebrecht e OAS.

* * *

Segundo o fubânico Ceguinho Teimoso, crente devoto da Igreja do Reino de Lula, apenas 72 finais de semana na propriedade provam, de maneira definitiva e indesmentível, que o sítio NÃO é do ex-presidente prisioneiro, condenado por corrupção.

E este cabra, o tenente que entregou esta dezena 72 pro Dr. Moro, é testemunha de defesa!!!!

Imaginem se fosse de acusação.

Vôte!!!

Uma lapada de aguardente na adega do sítio de Atibaia, que não é de Lula, segundo afirma o próprio Lula, e também segundo Ceguinho Teimoso, que acredita em Lula

Foto tirada por Paulo Gordilho (ao lado de Lula), arquiteto da OAS, responsável pela reforma do sítio

31 maio 2018 CHARGES

SINFRÔNIO

31 maio 2018 CHARGES

LUTE

MOISÉS FEDER – LAMBARI-MG

Caro editor do JBF, a gazeta mais escrota do Brasil,

A situação está cada dia pior.

A injusta e ilegal prisão de Lula deixou seus eleitores revoltados.

Saudações mineiras

31 maio 2018 CHARGES

CLÁUDIO

31 maio 2018 JOSIAS DE SOUZA

BARROSO CRITICA LIBERTAÇÃO DE CORRUPTOS “A GRANEL”

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, disse que os corruptos tornaram-se “uma minoria muito bem protegida no Brasil.” A despeito de desviarem milhões e manterem contas no exterior, essas pessoas “são libertadas a granel”, declarou Barroso neste sábado, num congresso de magistrados, em Maceió. Embora não tenha mencionado nomes, Barroso soou como se criticasse o colega Gilmar Mendes. Adepto da política de celas vazias, Gilmar mandou soltar dez presos envolvidos em casos de corrupção apenas neste mês de maio.

Falando para uma plateia de juízes, Barroso empilhou decisões do Supremo que favoreceram minorias e grupos vulneráveis. Citou a validação da Lei Maria da Penha, a interrupção da gravidez em casos de fetos anencefálicos, o direito ao aborto no primeiro trimestre da gravidez, o reconhecimento da união homoafetiva e as cotas para negros e deficientes em universidades. De repente, o ministro engatou na sua lista a minoria dos corruptos, insinuando que ela também é beneficiária da suprema proteção.

“Existe uma minoria muito bem protegida no Brasil, atualmente: são os corruptos. Pessoas que desviaram milhões e mantêm suas contas no exterior e são libertadas a granel”, disse Barroso (confira no vídeo acima, a partir de 2min24s). São “liberações que expõem e desprestigiam os juízes de primeiro grau, que enfrentam essa cultura de desigualdade que sempre protegeu os mais riscos, essa cultura de compadrio. E as pessoas que ousam corajosamente romper com esse círculo vicioso da história brasileira são frequentemente desautorizadas, quando não humilhadas, por decisões judiciais de tribunais mais elevados.”

Barroso solidarizou-se com os juízes que prendem os corruptos libertados posteriormente por decisões superiores. “Sou solidário com quem se dispõe a fazer esse trabalho. Ele é difícil, tem um custo pessoal alto, mas a história está do nosso lado. Há uma velha ordem sendo transformada. Essa é a minha convicção. Os aliados da corrupção no Brasil fazem um discurso libertário, quando na verdade é uma leniência com uma velha ordem e uma cultura de desvio de dinheiro público.”

As palavras de Barroso chegam nos últimos dias de um mês em que seu desafeto Gilmar Mendes frequentou o noticiário como uma espécie de libertador-geral da República. Soltou uma dezena de presos. Enviou ao meio-fio, por exemplo, Hudson Braga, secretário de Obras do multicondenado Sergio Cabral, ex-governador do Rio. Soltou também Carlos Miranda, principal operador de Cabral.

Gilmar mandou para casa Milton Lyra. Vem a ser um lobista ligado a caciques do MDB do Senado —todos investigados em inquérito sobre desvios no Postalis, o fundo de pensão dos Correios. Na sequência, Gilmar estendeu o habeas corpus a outros quatro presos enrolados no mesmo caso: Marcelo Sereno, ex-secretário nacional de comunicação do PT; Adeilson Ribeiro Telles, do Postalis; Carlos Alberto Valadares Pereira, ex-membro do Conselho de Administração do Serpros, fundo de pensão do Serpro; e Ricardo Siqueira Rodrigues, operador financeiro.

Outro beneficiário de um alvará de soltura expedido por Gilmar foi Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Trata-se de um suspeito de intermediar o recebimento de propinas destinadas a políticos do PSDB de São Paulo. De resto, o ministro mandou abrir as celas do empresário Sandro Alex Lahmann e do delegado Marcelo Luiz Santos Martins, ambos enrolados em inquérito que apura irregularidades no sistema prisional do Rio de Janeiro.

A rivalidade entre Barroso e Gilmar costuma eletrificar as sessões do Supremo. Eles integram turmas diferentes. Barroso tem assento na Primeira Turma. Mais rigoroso no julgamento de pedidos de habeas corpus, esse colegiado foi apelidado de “Câmara de Gás”. Gilmar compõe a Segunda Turma, cuja generosidade no deferimento de pedidos de liberdade inspirou a denominação de “Jardim do Éden.” A divergência entre os dois magistrados aflora no plenário da Suprema Corte.

Num dos embates que travaram em plenário, no dia 26 de outubro de 2017, Barroso e Gilmar escancararam as visões distintas que cultivam sobre a prisão de integrantes da minoria dos corruptos. Estava em julgamento uma ação sobre a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará. Ao votar, Gilmar criticou a forma como o Rio de Janeiro, Estado de origem de Barroso, aplicava dinheiro de terceiros depositado na Justiça para pagar dívidas discutidas em processos pendentes de julgamento.

Abespinhado com a menção ao Rio, Barroso mencionou o Mato Grosso, Estado de Gilmar, “onde está todo mundo preso”. Gilmar indagou: “E no Rio não estão?” Barroso emendou: “Nós prendemos, tem gente que solta.” Seguiu-se um bate-boca que pode ser revisto no vídeo abaixo. A certa altura, irritado, Barroso foi à canela de Gilmar: “Não transfira para mim essa parceria que vossa excelência tem com a leniência em relação à criminalidade de colarinho branco.”

Noutro ponto, Gilmar respondeu: “Quanto ao meu compromisso com o crime de colarinho branco, eu tenho compromisso com os direitos fundamentais. Fui o presidente do STF que foi, inicialmente, quem liderou todo o mutirão carcerário. São 22 mil presos libertados e era gente que não tinha sequer advogado. Não sou advogado de bandidos internacionais.”

E Barroso: “Vossa excelência vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu. Isso não é Estado de direito, é Estado de compadrio. Juiz não pode ter correligionário.” No discurso deste sábado, Barroso disse coisas muito parecidas, com outras palavras: “Os aliados da corrupção no Brasil fazem um discurso libertário, quando na verdade é uma leniência com uma velha ordem e uma cultura de desvio de dinheiro público.” Além de Barroso, participaram do encontro de juízes em Maceió outros três ministros do Supremo: a presidente Cármen Lúcia, o vice-presidente Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello.

31 maio 2018 CHARGES

RONALDO

MORDOMIA VERMÊIO-ISTRELADA POR DECRETO

Comentário sobre a postagem TRIBUNAL “CONDENA” ERÁRIO A PAGAR STAFF PARA LULA

Deco:

Simples assim!

LEI Nº 7.474, DE 8 DE MAIO DE 1986

Art. 1º O Presidente da República, terminado o seu mandato, tem direito a utilizar os serviços de 4 (quatro) servidores, destinados a sua segurança pessoal, bem como a 2 (dois) veículos oficiais com motoristas, custeadas as despesas com dotações orçamentárias próprias da Presidência da República.

Ao regulamentar a LEI Nº 7.474, o Lula simplesmente dobrou de 4 para até 8 o número de servidores.

DECRETO Nº 6.381, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2008.

Regulamenta a Lei no 7.474, de 8 de maio de 1986, que dispõe sobre medidas de segurança aos ex-Presidentes da República, e dá outras providências.

Art. 3o Para atendimento do disposto no art. 1º, a Secretaria de Administração da Casa Civil da Presidência da República poderá dispor, para cada ex-Presidente, de até oito cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS, sendo dois DAS 102.5, dois DAS 102.4, dois DAS 102.2 e dois DAS 102.1.

Brasília, 27 de fevereiro de 2008; 187o da Independência e 120o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro
Jorge Armando Felix

* * *

“Essas porra desses leitô do JBF é tudo invejoso”

31 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa