“Minha mãe foi caprichosa
Rezava e dizia amém
Marcou meu rosto com beijos
Pra mim fazer um bem
Por fora não tem mais marcas
Mas por dentro ainda tem.”

Zé Viola

“O filho se sente bem
Quando a vida continua
Tendo apoio dos amigos
E das mulheres da rua
Porém o amor de mãe
Não há quem substitua.”

Severino Feitosa

“A mãe nunca nos atrasa,
E o filho que assim conhece;
Se expressa na verdade;
Sabe que ela merece;
No altar da consciência
Fica rezando uma prece.”

Lourival Batista (1915 – 1992)

“Amor de mãe é profundo
E seu instinto é quase santo
Faz de tudo nessa vida
Para o filho não verter pranto
No mundo não tem ninguém
Que saiba amar do seu tanto.”

Valdenor de Almeida

“Mãe é rosa no jardim
Virada pro sol nascente
Esposa e filha merecem
O nosso carinho ardente
Mas não há mulher no mundo
Do jeito da mãe da gente.”

João Santana

5 Comentários

  1. A homenagem às mães em formas de versos dá um colorido maior e mais belo a quem dedicou a vida para educar os filhos. A sextilha de Zé Viola é muito bonita e merece nota 10. Parabéns pelo belíssimo tributo.

  2. Vitorino,

    Grato por seu valioso comentário. Quando falamos em sentimentos, podemos citar vários, porém de todos eles o maior sem sombra de dúvida, é o amor, e de todos os amores, o que preenche o coração é o da mãe para o filho e o do filho para mãe. Compartilho um tributo poético do gaúcho Mario Quintana sobre o amor materno:

    MÃE…

    “São três letras apenas,
    As desse nome bendito:
    Três letrinhas, nada mais…
    E nelas cabe o infinito
    E palavra tão pequena
    Confessam mesmo os ateus
    És do tamanho do céu
    E apenas menor do que Deus!”

    Saudações fraternas,

    Aristeu

  3. Prezado Aristeu Bezerra:

    Parabéns pela postagem, bonita e pertinente, em homenagem às mães! Todos os repentistas focalizados são excelentes. Destaco os versos de Zé Viola, como os mais bonitos e marcantes.

    Um abraço da sua fiel leitora,

    Violante Pimentel Natal (RN)

  4. Violante,

    Muito obrigado por gentil comentário. Mãe é uma palavra pequena, entretanto com um significado infinito, pois quer dizer amor, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria. Ser mãe não é só dar a luz, mas também participar da vida dos seus frutos gerados ou criados. Compartilho um belíssimo poema sobre mãe do poeta e jornalista mineiro Giuseppe Ghiaroni (1919 – 2008):

    Dia das Mães

    “Mãe! eu volto a te ver na antiga sala
    onde uma noite te deixei sem fala
    dizendo adeus como quem vai morrer.
    E me viste sumir pela neblina,
    orque a sina das mães é esta sina:
    amar, cuidar, criar, depois… perder.

    Perder o filho é como achar a morte.
    Perder o filho quando, grande e forte,
    já podia ampará-la e compensá-la.
    Mas nesse instante uma mulher bonita,
    sorrindo, o rouba, e a avelha mãe aflita
    ainda se volta para abençoá-la.

    Assim parti, e nos abençoaste.
    Fui esquecer o bem que me ensinaste,
    fui para o mundo me deseducar.
    E tu ficaste num silêncio frio,
    olhando o leito que eu deixei vazio,
    cantando uma cantiga de ninar.

    Hoje volto coberto de poeira
    e ten encontro quietinha na cadeira,
    a cabeça pendida sobre o peito.
    Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.
    Quero acordar-te, mas não sei se devo,
    não sinto que me caiba este direito.

    O direito de dar-te este desgosto,
    de te mostrar nas rugas do meu rosto
    toda a miséria que me aconteceu.
    E quando vires e expressão horrível
    da minha máscara irreconhecível,
    minha voz rouca murmurar:”Sou eu!”

    Eu bebi na taberna dos cretinos,
    eu brandi o punhal dos assassinos,
    eu andei pelo braço dos canalhas.
    Eu fui jogral em todas as comédias,
    eu fui vilão em todas as tragédias,
    eu fui covarde em todas as batalhas.

    Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
    Vivi a vida, vivi muitas vidas,
    e só agora, quando chego ao fim,
    traído pela última esperança,
    e só agora quando a dor me alcança
    lembro quem nunca se esqueceu de mim.

    Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
    Mas que foi? De repente ouço um ruído;
    a cadeira rangeu; é tade agora!
    Minha mãe se levanta abrindo os braços
    e, me envolvendo num milhão de abraços,
    rendendo graçs, diz:”Meu filho!”, e chora.

    E chora e treme como fala e ri,
    e parece que Deus entrou aqui,
    em vez de o último dos condenados.
    E o seu pranto rolando em minha face
    quase é como se o Céu me perdoasse,
    me limpasse de todos os pecados.

    Mãe! Nos teus braços eu me tranfiguro.
    Lembro que fui criança, que fui puro.
    Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
    que eu compreendo o que significa:
    o filho é pobre, mas a mãe é rica!
    O filho é homem, mas a mãe é santa!

    Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
    mas que me beija como agradecendo
    toda a dor que por mim lhe foi causada.
    Dos mundos onde andei nada te trouxe,
    mas tu me olhas num olhar tão doce
    que , nada tendo, não te falta nada.

    Dia das Mães! É o dia da bondade
    maior que todo o mal da humanidade
    purificada num amor fecundo.
    Por mais que o homem seja um mesquinho,
    enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
    cantará a esperança para o mundo! ”

    Saudações fraternas,

    Aristeu

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