8 maio 2018 DEU NO JORNAL

OS GOLPISTAS ESTÃO CORRENDO PRA PÁTRIA MÃE

Mais de 80 mil brasileiros migram para Portugal em busca de segurança.

Os brasileiros são a maior comunidade de estrangeiros residentes em Portugal.

Oficialmente, são cerca de 80 mil pessoas, mas especialistas afirmam que este número é bem maior.

Os dados foram divulgados pelo escritório de estatística da União Europeia.

Fugir da crise e da violência, buscar qualidade de vida e segurança são apenas alguns dos motivos que estão levando muitos brasileiros a fazerem a mudança.

* * *

Segundo o fubânico luleiro Ceguinho Teimoso, este povo que deixa o Brasil alegando falta de segurança é tudo golpista e reacionário.

E, acima de tudo, é um povo mentiroso.

Ceguinho garante que, além extinguir a fome, a infelicidade, a miséria, a sífilis, a diarreia, a tristeza, a peste bubônica, a pobreza, a gonorreia, a insalubridade, a gripe e de ter transformado o Brasil num dos países mais prósperos do mundo, Lula fez deste torrão o recanto mais seguro do Planeta Terra.

Lula extinguiu a marginalidade dando emprego a todos os bandidos de Banânia!!!

As estatísticas de Ceguinho, sempre usadas aqui no JBF, não deixam dúvidas: as taxas de roubo, violência, assassinato, estupro e outras barbaridades são as mais baixas do mundo por aqui.

Sobretudo, afirma Ceguinho, as taxas são baixíssimas no estado do Rio de Janeiro, que foi governado por um dos maiores aliados de Lula, o impoluto, honrado e probo ex-governador Sérgio Cabral, injustamente condenado a mais de um século de prisão por corrupção. 

Uma condenação tão injusta quanto a do seu colega de cadeia, o também honesto, digno e confiável Lula, um coitado que está sendo covardemente acusado de ser dono do Sítio de Atibaia, uma propriedade que nunca foi dele!!!

Ceguinho Teimoso odeia os delatores que caluniam os honestos só pra terem suas penas diminuídas.

Mas, lamentavelmente, argumento de Ceguinho Teimoso pra defender Lula é igual peito em homem: não serve pra porra nenhuma!

8 maio 2018 CHARGES

MIGUEL

O SÍTIO DE ATIBAIA

Já anunciei por mais de uma vez que Lula é vítima de uma armação oportunista e muito oportuna para delatores.

As empreiteiras sempre estiveram sedentas de fazer agrados a autoridades, para, como é sabido e como declararam mais de uma vez representantes e donos de empresas, estarem bem com os governantes, vale dizer, com presidentes da república, deputados, senadores, governadores, prefeitos, bem como seus satélites, ou seja, seus auxiliares com poder de influência.

Não necessariamente os favores envolvem contrapartida, embora a contrapartida, na forma de corrupção, seja freqüente.

A quem parte da convicção de que isso é impossível, cito vários fatos, dentre eles o de que inúmeras empresas têm feito doações de campanha a milhares de candidatos a cargos políticos sem que isso, em geral, represente toma lá dá cá; assim como verificou-se que no caso do processo do armazenamento dos bens de Lula não se configurou corrupção por troca de favores, mas apenas a disposição da empreiteira envolvida em colaborar.

É assim que, no caso de Lula, empreiteiras pretenderam sempre estar um passo à frente dos interesses dele. Dotados de agudo sendo de oportunismo, sabiam que Lula não só se mantinha ativo dentro da política, como deveria voltar a ser a autoridade máxima do País.

Isso, que aconteceu na embrulhada do apartamento triplex do edifício Solaris, no Guarujá, repetiu-se no armazenamento dos bens do ex-presidente levados da presidência quando de sua saída do cargo, por força da legislação própria, bem como no interesse de Lula de adquirir um terreno para instalação de nova sede para o Instituto Lula e no de adquirir um sítio, no caso o de Atibaia, para usufruir de um recanto sossegado para o descanso dele e de sua família.

Assim como Dilma Roussef nunca cometeu o crime de responsabilidade pelo qual foi afastada, Luiz Inácio Lula da Silva jamais praticou atos de corrupção pelos quais foi condenado e está sendo investigado e processado.

Como de costume, quando se trata de Lula acompanho de perto desde às acusações, às investigações e denúncias ao julgamento e, quanto a este em andamento, além de ler o noticiário, com as revelações sobre os atos processuais, assisto aos vídeos dos depoimentos e, finalmente, assim como li no caso do triplex, lerei atentamente a sentença.

É claro, parto do princípio, pelos antecedentes, pelo que conheço de Lula, embora jamais tenha estado com ele, de que ele é um homem honesto, sem ignorar as concessões próprias da política – mas isso é outra história.

Concluindo: no caso “Sítio de Atibaia” os vídeos dos depoimentos de arrolados pela defesa de Jorge Bittar, do qual ele tem a escritura, adiantam a defesa de Lula, começando pelo de Paulo Okamoto, que diz saber que Lula já teve a intenção de adquiri-lo.

Espero que as pessoas que pensam conhecer o assunto, sem, muitas vezes, nada saber a respeito dos fatos, façam como eu e, além de inteirar-se do material disponível, usem o tempo necessário para assistir aos vídeos.

1) Depoimento de Paulo Okamoto:

2) Depoimento de João Muniz Leite, contador de Fernando Bittar:

3) Depoimento de Fernando Luiz Pinheiro:

4) Depoimento de Rafael Elias da Costa Leite:

5) Depoimento do empresário Paulo Fernandes:

6) Depoimento de Jorge Miguel Samek:

Assim, quem sabe, opiniões pertinentes poderão ser construídas, alheias à pura paixão.

8 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

MICHELE PEREIRA DA LUZ – BELO HORIZONTE-MG

Berto,

Você já conhecia a Imobiliária Boulos?

Se não conhecia, fique conhecendo agora.

Abraços

8 maio 2018 CHARGES

EDRA

8 maio 2018 CHARGES

AROEIRA

8 maio 2018 DEU NO JORNAL

O JAPONÊS PENSA QUE SOMOS IDIOTAS COMO SÃO OS PETISTAS

8 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

FERNANDO ALVES – HARTSDALE – NOVA YORK-EUA

Caro Berto,

Fiz uma doação via Pag Seguro, com os meus agradecimentos por manter este blog, um dos muito poucos no nosso sofrido Brasil que, ao mesmo tempo, tem OPINIÃO, INFORMA corretamente, INSTRUI e DIVERTE.

O que mais posso pedir?

Peço que mantenha sua postura, guiada pelo saudosíssimo Millôr: “Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”.

Receba um abraço de seu leitor fiel, que hoje acessa o JBF desde Hartsdale, estado de Nova York.

R. “Tem Opinião, Informa, Instrui e Diverte”.

Fiquei ancho que só a porra com esta sua opinião sobre o JBF, o recanto de mundo mais escroto que existe na internet.

Caro leitor, você acertou na tampa: eu sigo ao pé da letra esta frase do meu Mestre e Guru, o saudoso Millôr Fernandes.

Um cabra que mora na minha estima e pelo qual eu tenho uma imensa admiração.

Imprensa é oposição. 

Quem tem bandido predileto fica puto, mas eu não abro mão de modo algum deste princípio.

Intelectual honesto e que dorme com a consciência tranquila é aquele que se coloca sempre na oposição, cobrando, exigindo, criticando, fiscalizando.

E, desta maneira, presta um excelente serviço ao seu país

Eu sempre gosto de lembrar que Millôr era um oposicionista feroz ao tempo do governo FHC.

Foi só o PT chegar ao poder, e Millôr, imediatamente, passou a ser um crítico arrasador de Lula.

Veja estas duas charges de Millôr, uma com o Tucano e a outra com o Vermêio:

Cababom e honesto!!!

Outra coisa:

Millôr, como bom profeta que era, adivinhou que um dia o Ceguinho Teimoso, a partir daqui do JBF, iria comandar a multidão de oftalmopatas que canonizaria Lula na Igreja Petralhal.

Veja só esta charge dele:

A ridícula postura dos ziquetelequituais zisquerdóides de Banânia hoje em dia, endeusando Lula, puxando o saco de Lula, oferecendo o furico a Lula, lambendo os ovos de Lula e gritando que Lula é inocente como um cordeirinho, é de um ridículo atroz, uma atitude ignominiosa, desprezível, degradante, vergonhosa, aviltante.

Millôr e Stanislaw Ponte Preta estão fazendo uma falta da porra nos dias atuais.

Você viu o “intelectual” Frei Boff (frei um caralho, seu farsante!) falando ontem sobre Lula?

Pois é.

Putz… Chega senti vontade de vomitar.

Gratíssimo pela doação, meu caro.

Vocês leitores são a força que impulsiona esta gazeta escrota.

Um abraço pra toda a comunidade fubânica daí dos Estados Unidos, onde temos leitores que só a peste!!!

8 maio 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

8 maio 2018 AUGUSTO NUNES

FAROESTE À BRASILEIRA

No universo paralelo criado pelo PT, os xerifes ficam insones e os bandidos dormem com a serenidade de bebê de colo

“Tenho certeza de que sou vítima de um conluio entre a imprensa e a Força Tarefa da Lava Jato que não sabem como sair da emboscada que se meteram com tantas mentiras. Estou tranquilo e sereno. Não sei se os acusadores dormem com a consciência tranquila que eu durmo. A minha tranquilidade é porque eu tenho vocês”.

Lula, em nota aos participantes da vigília do PT em Curitiba, confirmando que no faroeste à brasileira inventado pelo partido que virou bando, os xerifes têm insônia e os vilões dormem com a serenidade de bebê de colo.

* * *

Os protagonistas do show de cinismo homicida

O ex-deputado Robson Tuma, que ganha um gordo salário para cuidar do patrimônio da União em São Paulo, apareceu no Largo Paissandu decidido a denunciar o culpado pelo desabamento do prédio no Largo Paissandu: foi a burocracia, repetiu em sucessivas entrevistas o representante do governo federal no elenco dos responsáveis culpados pelo desabamento do prédio de 24 andares. Deixou o local do crime sem elucidar o mistério das “dificuldades burocráticas”. E continua no emprego que lhe permite viver sem trabalhar.

O governador Márcio França revelou que a tragédia era “mais ou menos previsível”. Sem explicar por que nada fez para evitar que a previsão se consumasse, retomou a campanha eleitoral que empreende para prolongar por quatro anos o inquilinato no Palácio dos Bandeirantes. O prefeito Bruno Covas mandou interditar cinco prédios em situação de risco, e garantiu que outros setenta serão vistoriados com urgência. Dispensou-se de informar por que só depois que um prédio cai são vistoriados os que estão para cair.

Guilherme Boulos, único sem-teto do mundo que jamais dormiu ao relento, precisou apenas de dois vídeos e alguns recados em redes sociais para subir algumas posições no ranking mundial da cafajestagem política. Absorvido pela agenda de candidato do PSOL à Presidência da República, o chefão do MTST inventou a terceirização do estupro do direito de propriedade. Invasões no centro de São Paulo, garantiu, são agora explorados por um certo Movimento de Lula Social por Moradia, vulgo MLSM.

Além de um número ainda impreciso de vidas não vividas, o prédio assassinado também soterrou imposturas paridas por gigolôs da miséria. Há pelo menos dez anos, por exemplo, Lula jura que a pobreza acabou. Seria feita só de estrangeiros importados por Michel Temer essa gente que não tem sequer onde morar? Dilma recita de meia em meia hora que o Minha Casa Minha Vida operou o milagre da multiplicação das residências populares. Se há teto para todos, todo sem-teto é uma miragem.

O edifício Wilton Paes de Almeida não existe mais. O espetáculo do cinismo homicida, esse não tem prazo para terminar.

8 maio 2018 CHARGES

ZOP

LAURO RESNIER – VOLTA REDONDA-RJ

Amigo Berto,

veja aí uma receita para destruir o Brasil.

Aniquilar tudo sem precisar de usar de bomba atômica:

8 maio 2018 CHARGES

DUKE

8 maio 2018 DEU NO JORNAL

ASSESSOR FUBÂNICO NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

O presidente da República, Michel Temer, discursou durante a abertura da feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas) e afirmou que seu governo fez em dois anos o que se esperava há mais de 20.

Ele lembrou que a reforma do ensino era debatida há mais de 21 anos.

* * *

Eu tô desconfiado que ao dar este tipo de declaração, “Fiz em dois anos o que ninguém fez em vinte”, uma declaração que é cagado e cuspido o estilo de Lula, Temer está sendo assessorado pelo fubânico Ceguinho Teimoso.

É uma honra pra esta gazeta escrota ter um assessor do nosso bando ao lado de um presidente que foi escolhido por Lula pra ser vice de Dilma na chapa do PT.

Afinal,  safadeza, sacanagem e tudo o que não presta neste mundo é mesmo matéria prima para o JBF.

8 maio 2018 CHARGES

ALPINO

DÉFICIT DE VERGONHA

Os desvalidos da sorte não têm onde morar no Brasil desde priscas eras. Desde sempre, aliás, se têm amontado em morros de difícil acesso e bairros na periferia das grandes cidades sem que a autoridade responsável pela ordem pública intervenha e resolva esse problema, que tem produzido efeitos maléficos e duradouros na paz social. Para se dar uma ideia desse tempo basta lembrar a origem da denominação de tais ocupações: favela, como é conhecida uma planta rústica encontrada nas cercanias de Canudos, no sertão da Bahia, durante as campanhas do Exército Brasileiro contra os beatos de Antônio Conselheiro, retratadas na obra-prima da literatura brasileira Os Sertões, de Euclides da Cunha. Hoje os bairros precários nas “coroas de espinhos” (apud dom Paulo Evaristo Arns) das maiores cidades do País não podem mais ser chamados de favelas, como dantes, em mais um eufemismo que desvia o assunto sem resolver o problema. Chamam-se agora comunidades, mas o drama em que nelas é encenado não apenas não foi resolvido como só se agravou.

Dados confiáveis do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informam que faltam mais de 6 milhões de moradias no Brasil. A palavra usada para denominar as ocupações de mais de cem anos na periferia das metrópoles – favela – liga esse fenômeno ao do êxodo rural e regional do campo para a cidade e das áreas mais pobres para as mais ricas, que oferecem trabalho com remuneração mais digna e condições mais decentes. Do ponto de vista cultural, a música popular (Asa Branca, de Luiz Gonzaga), a literatura e o cinema (Vidas Secas, obra de Graciliano Ramos, filmada por Nelson Pereira dos Santos) identificam a origem nordestina da maioria dessas vítimas. Seria simplismo em exagero relacionar o drama da falta de teto a tal fuga, mas o êxodo bíblico ainda está presente nas histórias de vida de pessoas mortas, feridas e desabrigadas em incêndios e desabamentos que assolam o cotidiano dessas comunidades.

A crise moral, política, econômica e financeira que desabou sobre a população em geral no desastre institucional provocado pelos dois desgovernos Lula e mais um mandato e meio de sua afilhada Dilma Rousseff teve o condão de agravar o problema e também aumentou o caos generalizado. Mas seria injusto concentrar toda a crítica nesse episódio, que não é atípico na História do Brasil, nem único do ponto de vista das causas da situação de miséria e desespero das famílias atingidas pelo descaso e pela indiferença de um poder público alienado, corrupto e mal gerido. Todos os gestores e todos os partidos têm sua parcela de (ir)responsabilidade nas raízes podres do problema e também na desídia da inexistência de políticas para atacá-lo como se deveria fazê-lo.

À época da ditadura militar, ficou célebre o Banco Nacional de Habitação, cuja sigla, BNH, se tornou praticamente uma senha para representar o acesso das camadas baixas à casa própria. Nunca, porém, esse esforço pôde sequer ser comparado com iniciativas bem-sucedidas no exterior. O caso mais radical que conheci pessoalmente foi o de Singapura, com déficit zero de habitações alcançado graças a um sucesso de gestão da elite chinesa que governa com punho de ferro a ilha estrategicamente situada na Ásia, que servia antigamente de escala de viagens entre o Ocidente e o Oriente e hoje é um importante centro de administração de dados por computador, em nossa civilização cibernética. Trata-se de um caso singular que o Brasil jamais teria condições de emular. Mas o que dizer do bem-sucedido negócio imobiliário dos Estados Unidos que permite acesso universal à moradia em planos de financiamento acessíveis a famílias sem alta renda? Há uma distância abissal em termos de PIB entre os ianques e nós outros, mas isso não justifica a incapacidade crônica de nossos gestores públicos de, pelo menos, amenizarem essa tragédia.

As desastradas gestões ditas socialistas do PT no governo federal exploraram com muito estardalhaço sua tentativa de suprir moradias com um programa de denominação sugestiva, o Minha Casa Minha Vida, de Dilma Rousseff. Mera fantasia de marketing! O melhor exemplo dessa farsa criminosa está contido na reportagem de Fabiana Cambricolli, Fábio Leite e Isabela Palhares, publicada na página A16 do Estado de São Paulo de domingo, Só 8% do Minha Casa Minha Vida acolhe faixa mais pobre, a partir de dados do Ministério das Cidades que “mostram que, desde 2010, quando o programa de habitação federal foi criado, menos de 5 mil das quase 57 mil unidades finalizadas foram destinadas a pessoas com renda até R$ 1,8 mil”. O noticiário sobre a roubalheira na contratação das obras e a precariedade da construção das unidades complementa o horrendo cenário desse tipo de exploração meramente publicitária, que por si só desnuda a imoralidade e a desfaçatez sem limites desses governantes.

Esse, contudo, está longe de ser o exemplo mais terrível da exploração política do criminoso déficit habitacional brasileiro. A reportagem do alto da mesma página em que foi feito esse registro relata a existência de 162 movimentos de sem-teto que exploram esse veio populista. Só rematados ingênuos ainda acreditam que essa miríade cometa apenas o crime de exploração da boa-fé dos pobres, que trabalham muito, ganham muito pouco e não têm tempo de desconfiar dos discursos de “luta social”, sob cuja bandeira se abrigam “revolucionários” marxistas como Guilherme Boulos, que chegou ao topo da carreira na condição de pretenso presidenciável do PSOL, legenda à esquerda do PT de Lula e Dilma. O incêndio do edifício Wilton Paes de Almeida, perto do Largo do Paiçandu, no centro de São Paulo, expôs as entranhas desses grupos, que cobram aluguel e estão sob suspeita de conexões “heterodoxas” com o crime organizado.

Não convém dar azo a tais suspeitas, de vez que a polícia garante que as está investigando a partir de informações obtidas com os sobreviventes do incêndio e posterior desabamento do edifício, que de ícone do modernismo a sede da Polícia Federal virou um monte de escombros num terreno baldio. Entre as negativas de Boulos de sequer reconhecer o tal Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM), que organizou e administrava a ocupação do prédio, e os depoimentos de sobreviventes, a prudência recomenda dar ouvidos a estes. Convém lembrar que até o presidente da República cometeu a temeridade de levar sua solidariedade aos desabrigados. Boulos, líder máximo do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), contudo, não deu o ar de sua graça no local.

Mais de uma semana depois da tragédia, Michel Temer (MDB), o governador Márcio França (PSB) e o prefeito Bruno Covas (PSDB) falaram, mas não agiram. Covas citou mais de cem prédios em situação similar à do que desabou. Mas não se tem notícia de que a União ¬– proprietária de muitos, incluído o palco do horror no feriadão do Dia do Trabalho –, o Estado e o Município tenham tomado providências efetivas para evacuar o Largo do Paiçandu, ocupado por desabrigados dispostos a manter distância dos sem-teto que pretendiam fazer-lhes companhia no local. E muito menos de que outros edifícios com problemas semelhantes (cujos riscos, aliás, Prefeitura, Corpo de Bombeiros e Ministério Público desprezaram solenemente) escaparão do destino do prédio que ruiu. Continuarão investindo no milagre de nenhum deles ter repetido o sinistro?

A verdade é que não houve na Rua Antônio de Godoy, nas proximidades da Avenida Rio Branco, um acidente. O incêndio e o desabamento que vitimaram Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, o Tatuagem, surpreendido pelo fogo quando tentava salvar a vida de outros moradores do prédio, não resultaram de mero acaso, ou falta de sorte. Na verdade, aquilo tudo foi um crime bárbaro. Em sua origem está o déficit de vergonha dos políticos brasileiros que estão nos poderes federal, estadual e municipal e nunca tomam conhecimento da tragédia habitacional, nem quando ela mata e desabriga. E também os da esquerda irresponsável, que explora a miséria do povo politicamente e ainda a transforma num negócio criminoso e lucrativo, diante dos olhos e ouvidos fechados de autoridades indignas dos cargos que ocupam, algumas delas por delegação popular. A tentativa de pôr a sujeira sob o tapete da semântica ao trocar “favela” por “comunidade” agora tem efeito mais grave: a impunidade dos exploradores da miséria popular e a cumplicidade com eles daqueles que o povo elege para resolver seus problemas. É o terrível retrato da crônica anunciada da tragédia brasileira.

8 maio 2018 CHARGES

VERONEZI

EDSON MATOS – SÃO MIGUEL DO GUAMÁ-PA

Papa Berto I,

Minha contribuição de R$ 50,00 para nossa gazeta.

Como Vossa Santidade, por motivos impostos, tornou-se abstêmio, daqui a pouco vou tomar uma lapada da branquinha em sua homenagem.

R. Pois tome mesmo uma lapada de aguardente, meu caro.

Aliás, tome logo duas: uma pra você e outra por mim.

E muito obrigado pela doação.

Um agradecimento também aos leitores fubânicos Antonio Edmar, Benigno Aleixo e Maurício, além da colunista Violante Pimentel, pelas suas generosas doações.

Essa comunidade fubânica é porreta e colabora decisivamente pra manter esta gazeta escrota no ar.

Um grande abraço.

8 maio 2018 CHARGES

NANI

GEOGRAFIA DAS MÚSICAS – “PINDURADO NO VAPOR”

“Pindurado no Vapor”: o rock rural magistral de Sá, Rodrigues e Guarabyra

“Pindurado no Vapor” é uma das mais lindas melodias produzidas por Sá, Rodrix e Guarabyra, o ponto alto do movimento de rock-rural brasileiro. Tomo a liberdade de chamá-los de fundadores da road-music nacional, mesmo que a viagem seja de trem ou de vapor.

O trio aparece num momento pouco antes ou pouco depois, do ocaso precipitado do samba-canção, da nova onda, a bossa-nova, da música de protesto, dos festivais, da psicodelia e por aí vai.

Ecológicos de primeira hora, poetas do vento, do pó da estrada, e da madeira dos vapores, sabiam da importância das matas ciliares e da necessidade da conservação de um Brasil rural, por preservação e contemplação.

É possível que tenham deixado escola – Renato Teixeira, Almir Sater e indicado professores – Helena Meirelles – mas como eles e com tanta qualidade não vi tantos.

Sá e Guarabyra – já sem a presença fundamental de Rodrix – continuam na estrada e nos palcos, pois os rock-rural ainda não acabou.

“Pindurado no Vapor”, Sá Rodrix e Guarabyra (1973)

Em Pindurado no Vapor, os três cantores-compositores-músicos-arranjadores, descrevem uma longa e aventureira viagem no vapor Benjamim Guimarães (o úlimo a funcionar), de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, a Pirapora, em Minas.

Foram cinco dias pendurados no vapor, subindo a correnteza do rio São Francisco. Ninguém registrou isso melhor do que eles..

Velho Chico: Trecho entre Bahia e Minas Gerais

O ‘Benjamim’, foi um dos três últimos dos tradicionais vapores que há mais de um século, desde 1871, singravam as águas do rio São Francisco. Na época, os vapores tinham extrema importância para o transporte de passageiros e mercadorias, atuando como forte fator de integração social e econômica no país.

Vapor que fez o trajeto Bom Jesus da Lapa-BA a Pirapora-MG

Esse tipo de embarcação se tornou parte integrante da paisagem, compondo a cultura e o imaginário popular de todo o trecho médio e alto da da Bacia do São Francisco.

Chegaram a coexistir mais de 30 vapores de linha, fazendo o trajeto de Pirapora, em Minas, até os sertões nordestinos.

Em meados do século passado, foram considerados obsoletos e antieconômicos.

Substituídos por rebocadores a diesel, foram enconstados, sucateados e desmantelados. A hegemonia do transporte rodoviário foi o golpe de misericórdia.

Para quem não conhece, vale a pena escutar com atenção o som dos meninos. Um bônus com outros trabalhos do trio:

Casa no Campo/Caçador de Mim/Espanhola

Semana que vem, tem mais..

8 maio 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

8 maio 2018 DEU NO JORNAL

FELIZ 1 MÊS DE CADEIA!


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