10 maio 2018 CHARGES

ZOP

10 maio 2018 DEU NO JORNAL

E TEVE GENTE QUE VOTOU NELA…

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NEWTON SILVA

TERRA DE NINGUÉM

Os depoimentos das testemunhas no processo relacionado com o Sítio de Atibaia, “o que é, sem nunca ter sido”, estão sendo colhidos. Esta semana tivemos Paulo Okamotto falando do interesse de Lula em comprar o sítio e, instigado pela advogada de Fernando Bittar, responde sobre um almoço no qual foi discutido essa compra. Nas suas palavras: “Teve um almoço. Lula, Kalil, Fernando, não sei se o Fábio também. Esse tema tinha sido tratado. O presidente Lula, já há algum tempo, achava que tinha que comprar o sítio como presente para dona Marisa. Ele tinha um pouco de dúvida, mas tinha essa impressão”. Se Okamotto estava presente nessa reunião ele deveria ter dito “não lembro se o Fábio também”. Ao dizer “não sei”, nitidamente, ele demonstra que isso não passa de uma balela. Se não sabe, então não estava presente e, como tal, deveria se recolher a sua nobre insignificância.

Em 2006, Paulo Okamotto, na CPI dos bingos, foi acareado com Paulo de Tarso Venceslau, ex-petista, e a sensação que se teve foi de absoluta culpa dele em desvios de recursos do então “valerioduto”. Na ocasião ele se manteve firme em não permitir a quebra do seu sigilo bancário para explicar a origem de R$ 29 mil que ele emprestou a Lula. Até Tião Viana, senador do PT, defendeu a quebra desse sigilo, mas ele invocou os direitos individuais para não permitir. Faltou pulso para a justiça decidir, mas a CPI não achou culpados. Como sempre.

O segundo depoimento marcante foi de Gilberto Carvalho. O homem que ficou no governo para vigiar Dilma. Ele disse uma coisa bela de se reproduzir: Lula pensou em comprar o sítio, mas achava longe. A justiça tem registro de 112 viagens de Lula ao sítio. Imagine se fosse perto.

Insistentemente, as pessoas, inclusive a defesa de Lula, não entendem a questão. Lula não está sendo processado pela propriedade do sítio, mas sim por não ter assumido tal propriedade. O delito é ocultação de patrimônio e, por isso, alegar que a escritura está em nome de Fernando Bittar, não afasta a questão, pelo contrário, reforça o uso de laranjas na formação do patrimônio dele. Até hoje, não houve, um esclarecimento sequer por parte da defesa, sobre o motivo da Odebrecht e OAS investirem recursos numa propriedade de Fernando Bittar. Então que se solicite a Marcelo Odebrecht um detalhamento das relações da empresa com Fernando Bittar. Qual a justificativa para as empresas reformularem o sítio, sendo ele de Fernando e de Suassuna?

Cabe lembrar que Emílio Odebrecht, no final do governo Lula, esteve no palácio informando que as obras seriam concluídas em tempo. Que elas foram feitas a pedido de Marisa Letícia, mas que Lula deu a entender que já sabia do assunto. Ninguém até o momento foi capaz de dizer que Emilio está mentido. Sabe por quê? Porque ninguém é doido de desmentir um cara que sabe muito da vida de Lula.

Acredito que há procedimentos elementares que podem esclarecer muitas coisas, mas que não se coloca nos depoimentos. Por exemplo: a OI instalou uma torre de telefonia junto ao sítio, a pedido de um sindicalista chamado José Zunga Alves de Lima. Logo, há uma ordem de serviços e, no mínimo, um estudo de viabilidade pata tal investimento. O sitio é de Fernando e foi entregue para uso indeterminado pela família de Lula, disse Carvalho. Vamos ouvir as gravações da Polícia Federal com o caseiro informando a Fábio sobre o assédio da imprensa. Vamos ouvir o irmão de Fernando pedindo autorização a Fábio para usar o sítio. Vamos entender os motivos que levaram o assessor de Lula, Rogério Aurélio Pimentel, ter aprovado as obras sem sequer pedir desconto, conforme depoimento prestado em 19/02/2018 pelo empreiteiro Carlos Rodrigo do Prado ao juiz Sérgio Moro. Certamente, tudo isso tem explicação, mas a sociedade espera uma explicação coerente.

A PF fez um laudo sobre o sítio e tem copia circulando na internet. O laudo é imparcial e relata, com fotos, a presença de Lula agindo como dono. Essa ação, se externa de forma tão intensa a ponto de o irmão do dono legal solicitar autorização do filho do suposto dono para frequentar, por um fim de semana, o sítio.

Muitos juristas dizem que as provas do sítio de Atibaia são mais robustas do que as provas do apartamento do Guarujá. A defesa de Lula é incompetente porque ao invés de focar a denúncia, eles preferem fazer firulas e emitir notas públicas dizendo “o presidente não é proprietário do sítio”, “o sítio está registrado em nome de Fernando Bittar”. Nesse ritmo, vão conseguir muitos anos de grade.

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YKENGA

VELHO OESTE NOS ARES

Fui pros Estado Zunidos
E ali consultei o Texas.
Procurava um Rock Lane
Ou até mesmo um xerife
Que quisesse duelar.
E no bóig, em pleno ar
Abri a cortina da primeira classe
Procurando o fugitivo de segunda.
Fitei um velho oeste
Bambando em pernas de tamborete
No fundo da aeronave.

Um aeromoço xerife
Com semblante de xerife,
Boca torta de xerife,
Roupa preta de xerife,
Prevendo grande duelo,
Encarou-me em cartucheira
E disse: – Renda-se, cabra da peste!!

Eu, com o olhar de roliúde
Mirei a decoração:
O peito era brilho só.
E eu disse:
– É nada, estrela!!!
Com tragédia no andar
Abri asas de caubói
E o oeste em fim de nave
Palitando os incisivos.

De repente, a fala da difusora:

– Avisamos ao mocinho, ao bandido e ao xerife
Que não é permitido atirar a bordo.

Voltei pra primeira classe e tornei a cochilar.

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CÉSAR

10 maio 2018 DEU NO JORNAL

UM REFRIGERANTE AUTENTICAMENTE BANÂNICO

Laerte Codonho, dono da Dolly, foi preso hoje, acusado de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

O golpe é estimado em 4 bilhões de reais.

Sim, bilhões!!!

A polícia apreendeu um carro e dois helicópteros de Cadinho.

* * *

Segundo apurou o Departamento de Fuxicos do JBF, não há qualquer ligação aparente de Laerte Codonho com Lula ou com o PT.

Pelo menos até agora nada foi descoberto.

Aguardemos.

O fato é que o refrigerante Dolly, com um rombinho de apenas 4 bilhões em golpe fiscal, revela-se como sendo uma bebida autenticamente banânica.

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TACHO

UM DEUS VIVO VERMÊIO-ISTRELADO PERTINHO DO DEVOTO

Comentário sobre a postagem O SÍTIO DE ATIBAIA

Itararé Limeira:

“Dizem que quando Galileu usou o telescópio para investigar o espaço e descobriu, entre outras coisas, as manchas solares e os satélites de Júpiter, chamou um religioso para ver aquilo.

O cara viu, mas se recusou a acreditar, pois ia contra a interpretação literal da Bíblia.

Não sei porque, me lembrei desse episódio ao ler mais essa defesa apaixonada do Goiano.

Parabéns Cara, poucos seres humanos vivenciam uma crença tão intensa em alguém.

Deve ser reconfortante, saber que há um Deus vivo pertinho de você.”

* * *

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JORGE BRAGA

ARNALDO ALCÂNTARA ROSSI – AIMORÉS-MG

Ilustre editor Berto,

Uma colaboração para o nosso jornal da Besta, deste leitor viciado.

Grande abraço e muito sucesso.

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NANI

GARIS DA NATUREZA

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CLAYTON

MAIS VASTO É MEU CORAÇÃO

Carlos Drummond de Andrade escreveu um belo Poema de Sete Faces. Problema é que toda gente recita, dele, só poucos versos: “Mundo mundo vasto mundo/ Se eu me chamasse Raimundo/ Seria uma rima, não seria uma solução”. Esquecendo até os dois que seguem, e dão sentido aos anteriores, “Mundo mundo vasto mundo/ Mais vasto é meu coração”.

Já no fim da vida, ficamos amigos. Nos falávamos toda semana. Mais ainda quando, em vias de perder para o câncer a filha única Julieta, decidiu parar de escrever. Em sua homenagem, pus um daqueles versos como nome de pequeno barco que tínhamos – Mais vasto é meu coração. A Capitania dos Portos não quis registrar. Argumentei haver lanchas com nomes lamentáveis – Amante, Viciado, Cachaceiro, como poderiam recusar Drummond? No fim, registro feito. Graças ao bom Deus.

Tirei foto e lhe mandei. Era junho de 1987. Junto com versinhos improvisados: “O barco vai navegar/ Mais vasto é meu coração/ Será livre como o mar/ Generoso como o pão/ Quem quiser me encontrar/ Enquanto a estrela brilhar/ Até o dia raiar/ Nele serei capitão”. Respondeu: “Meu verso num barco – haverá maior prêmio para um poeta? É comovidamente que digo obrigado!!!”. Dois meses depois, foi navegar em outras águas, as de Caronte – imprecisas, distantes, insondáveis, definitivas.

Tudo isso me vem à memória porque, depois, transferi esse barquinho para Demócrito Laurindo. Sempre com seu pistom desafinado, era o mais alegre e festeiro do grupo. O amigo José Maria Gomes se lembra dele como “o dançarino mais disputado do Clube Internacional”. Era, também, o pior pistonista do mundo. Mas o melhor amigo do mundo. E, por muitos anos mais, o vimos singrando os mares, feliz, no Mais vasto é meu coração.

Um dia, estávamos na praia, telefonou. Precisava falar. Coisa séria, disse. Cheguei na sua casa e, assim que me viu, passou a tocar um frevinho no pistom. Música tinha. Título também, seria Me engana que eu gosto. Faltava só a letra. Por isso me chamou. Pedi caneta, papel e escrevi: “Diz que eu sou decente/ E trabalhador/ Sou doido, sou crente/ Menor infrator/ Diz que sou parente/ Do governador/ Me engana que eu gosto, meu bem/ Diz que eu sou roqueiro/ E contraventor/ Banqueiro, usineiro,/ Doleiro e pastor/ Que fui teu primeiro/ E único amor/ Me engana que eu gosto, meu bem./ Que eu sem você/ Não sou ninguém/ Me engana que eu gosto, meu bem”. Acabou sendo a música daquele Carnaval, em Toquinho.

Passa o tempo e, agora, foi a morte quem enganou o amigo Demócrito. Tão cedo. Silenciosamente. Diógenes da Cunha Lima (em Tempo Meditação) disse: “A vida não serve/ Que a alma é longa/ E o corpo é breve”. Mas seguimos, agora sem ele. Fernando Pessoa (Bernardo Soares, no Desassossego) escreveu: “Somos todos mortais, com uma duração justa. Nunca maior ou menor. Alguns morrem logo que morrem, outros vivem um pouco, na memória dos que os viram e amaram; outros, ficam na memória da nação que os teve… Mas a todos cerca o abismo do tempo, que por fim os some”. Saudades daquele tempo em que éramos mais jovens, mais magros e, provavelmente, mais felizes. Saudades de um Brasil mais promissor que o de hoje. De Demócrito e seu pistom. De mim. De todos nós.

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LUTE

10 maio 2018 A PALAVRA DO EDITOR

PROFISSIONAL HONRADO ENCARA VAGABUNDO TERRORISTA

* * *

Caro jornalista Augusto Nunes:

Se você quiser, a Editoria do JBF tem uma arma que você pode usar contra o malandro terrorista Guilherme Boulos, um zisquerdóide idiota que é incapaz de apresentar uma carteira de trabalho ou um atestado de residência se for comprar fiado numa loja.

Uma arma que é bem mais mais eficaz que um processo na justiça ou uma sentença dum tribunal.

Use e abuse da pica do jumento fubânico Polodoro, pra enfiar no furico desse cabra safado!

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DUKE

D

ORGULHO E PERDÃO

O orgulho, bom amigo,
É uma corda desgraçada
Que ao redor do pescoço
Do sujeito é passada
Enforcando lentamente
E a pessoa nem sente
Que está morrendo amarrada.

Coisa muito abençoada
É o perdão, uma corrente
Feita pelas mãos de Deus
Amarrando diferente:
Liberta qualquer sujeito
E a pessoa, em seu peito,
Sente a paz que ninguém sente.

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SINOVALDO

10 maio 2018 DEU NO JORNAL

NÃO SE RIAM-SE, POR FAVOR

Gilberto Carvalho disse a Sergio Moro que Lula “queria comprar” o sítio de Atibaia, mas achava “muito longe”.

Carvalho alegou também que o hóspede ilustre da carceragem da PF em Curitiba só soube do sítio em 15 de janeiro de 2011, depois que deixou o mandato.

Documentos de pedágio coletados pela força-tarefa da Lava Jato mostram, porém, que a família de Lula viajou 111 vezes ao sítio desde 2012.

Isso é que é “interesse em comprar”.

* * *

Mais uma notícia infame da grande mídia golpista na miserável campanha difamatória contra o homem mais honesto de Banânia.

Vocês leitores fiquem tranquilos: o colunista fubânico Goiano vai explicar, com detalhes e minúcias, o que significa este número 111.

Uma centena que diz a quantidade de vezes que a família Lula da Silva foi ao repudiado sítio (que não é de Lula), desde o ano de 2012. 

Adianto que o número 111 vem desta soma abaixo:

13 + 13 + 13 + 13 + 13 + 13 + 13 + 13 + 7=111

A dezena 13 é nossa velha conhecida, enquanto que o número 7 é apelidado pela infalível sabedoria popular de “a conta do mentiroso“.

De modo que, mesmo que o número 111 tenha sido rigorosamente apurado pela Lava Jato, tudo não passa de uma ardilosa mentira.

Aguardem que Goiano vai provar isto.

Enquanto vocês aguardam, sugiro que leiam o texto O Sítio de Atibaia, escrito pelo nosso estimado colunista.

E, sobretudo, leiam os comentários que lá estão do próprio autor do texto.

Leiam de semblante sério, por favor.

“Não consegui seguir o conselho do Editor: se mijei-me todinho de tanto se rir-se-me!!!”

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CLÁUDIO

QUASE HISTÓRIAS: O TOMADOR DE DINHEIRO

Sempre foi um sujeito da pior espécie. Fazia jus à fama que, desde sempre, sua categoria profissional desfruta. Advogado medíocre, foi vereador e mais tarde conselheiro do Tribunal de Contas de uma grande capita brasileira. Um larápio bem-sucedido.

Certa feita, apresentou projeto de lei que obrigava os supermercados de médio e grande portes a dispor de um determinado número de vagas para automóveis e a contratar seguro para cobrir eventuais danos causados aos veículos da clientela. A iniciativa lhe rendeu espaços generosos em jornais, rádios e sites informativos. Colheu muitos elogios aqui e acolá.

O projeto passou por todas as comissões temáticas da Câmara. Quando estava pronto para ser votado em plenário, o autor tomou a decisão de pedir seu arquivamento. Ninguém entendeu nada.

Um funcionário do parlamentar – dublê de assessor de imprensa e bobo da corte –, no entanto, tinha uma justificativa para tal recuo na ponta de língua:

– Meu vereador é muito esperto. Ele apresentou o projeto a pedido das empresas de seguro. Depois, pediu seu arquivamento por pressão dos donos de supermercados. Levou dinheiro dos dois lados. Hehehe. O cara é fera.


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