12 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

12 maio 2018 AUGUSTO NUNES

FAZ SENTIDO

Gilberto Carvalho explica que Lula considerava muito longe o sítio que visitou 111 vezes em Atibaia

“Ele considerava Atibaia muito longe“.

Gilberto Carvalho, ex-ministro de Lula e caixa-preta do PT, em depoimento à Polícia Federal, explicando que Lula não tinha certeza se devia ou não comprar de Lula o sítio que era de Lula por considerar muito longe o lugar onde passou 111 fins de semana em quatro anos.

* * *

TEMER: VEJA COMO FICA QUEM CONVIVE CINCO ANOS COM DILMA

Na semana passada, durante uma palestra na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo, Michel Temer tentou explicar por que, embora o desemprego tenha diminuído, o desemprego aumentou.

A plateia saiu de lá com uma certeza: ninguém convive impunemente por tanto tempo com Dilma Rousseff.

12 maio 2018 CHARGES

LUSCAR

O INVESTIGADOR DE MENORES

Para nós que gostamos de escrever e temos oportunidade de publicar, cabe comentar modos de vida de tantos anos passados, neste caso, o comportamento dos meninos entre 10 e 15 anos, que viveram em 1950.

Já se disse que em certo momento se chega a uma fronteira de vida. A fase em que a gente nota que de repente, tudo fica restrito; como se notássemos que a vida se transforma num nada.

É o tempo da maturidade. Dos acertos de consciência. De dar um balanço e verificar o que vai perdurar; o que poderemos deixar para os nossos pósteros; o saldo do que ficará para servir de amostra do que fomos.

Assim, para quem ultrapassou a fronteira das oito décadas de existência, vale transmitir ao leitor de hoje, partes de tempos vividos, quando tudo era diferente; o Recife sombreado e bucólico. Até parece que estamos vivendo em outro mundo.

Vale conhecer para avaliar e comparar. A exemplo, na década de 50, quando eu tinha 12 anos, o grande divertimento semanal eram as matinés de domingo principalmente no Cinema Eldorado, de Afogados, tão ansiosamente esperadas.

Cinema Eldorado

Projetado especialmente para ser sala de cinema, teve a construção a cargo do engenheiro Jorge Martins Jr. e foi inaugurado em 1937, com capacidade para 790 pessoas.

Ali entravamos no mundo-maravilha que a cinematografia americana oferecia aos nossos olhos ávidos por emoções e conhecimentos do que se passava nos “outros mundos”. Os filmes surgiam acompanhados de lindas músicas que ficariam para sempre em nossas memórias.

Mas havia impedimentos. Quando os filmes eram impróprios para menores de 14 anos, notava-se a presença de um policial; um homem enorme, mal encarado, de chapéu atolado na cabeça; o cão em pessoa, conhecido como “Investigador de Menores”, que se postava na fila da bilheteria para impedir as transgressões.

O policial conhecia nossas idades pelas faces e nos “barrava”. Éramos porém solidários. Se um dos quatro do grupo fosse barrado todos sairiam da fila.

Acabava-se nossa “festa” se o filme não fosse “Sensura Livre.” Aí, a única saída era ir a pé para o bairro do Prado, a fim de assistir gratuitamente as insípidas corridas de cavalos, coisa para nós sem emoção nenhuma.

Hoje, temos o cinema e os jogos eletrônicos na ponta dos dedos; sem restrições nem “Investigadores de Menores”. As crianças vão absorvendo tudo quanto é ruim sem quaisquer censura dos pais. Como serão nossos bisnetos amanhã diante de tanta facilidade de escolhas?

Dos tempos vividos observo que o majestoso prédio do Eldorado se transformou numa igreja evangélica e os meninos de hoje não têm pavor a Seu Abelardo, o “Investigador de Menores”.

Todavia, s tempos e modos não se misturam. São bem diferentes entre si.

12 maio 2018 CHARGES

LUTE

GUSTAVO ALBERNAZ – FORMOSA-GO

Grande Berto, editor do nosso viciante Jornal da Besta Fubana,

O legendário Lincoln disse que “não se pode enganar a todos todo o tempo“.

Ele não sabia que um dia iria aparecer no Brasil um Ceguinho Teimoso que poderia ser enganado por Lula o  dia todo, a semana toda, o ano todo, o tempo todo.

KKKKKKKKKKKKKKK

Sucesso, sucesso e sucesso para o nosso jornal!!!!!!!

12 maio 2018 CHARGES

CLÁUDIO

12 maio 2018 PERCIVAL PUGGINA

SOBRE ESCOLAS E PRESÍDIOS

Em uma conferência proferida em 1982, Darcy Ribeiro foi incisivo: “Se os governantes não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”.

Darcy Ribeiro era estreitamente ligado a Leonel Brizola, que governou o Rio Grande do Sul de 1959 a 1963 contabilizando, entre suas realizações, a construção de mais de três mil escolas. Desde então, prédios e professores nunca foram, no Rio Grande do Sul, um problema a que se pudesse ou se possa atribuir nossos altíssimos índices de criminalidade. Durante décadas, o estado gaúcho ponteou os indicadores educacionais do país. Era “referência nacional”, dizia-se há algumas décadas, com a também reconhecida “modéstia” sulina.

Como explicar, então, o banditismo e a consequente insegurança instalada nestas bandas? Como explicar que em Porto Alegre ocorram duas vezes e meia mais homicídios/10 mil habitantes do que no Rio de Janeiro e quatro vezes mais do que em São Paulo, tornando-se a capital mais violenta do país fora das regiões Norte e Nordeste? Há algo aí cobrando, dos peritos, as necessárias explicações.

A Folha de São Paulo, em matéria de 17 de julho do ano passado, relatou que a cada dia, em média, quase dois professores são agredidos em seus locais de trabalho no Estado de São Paulo, com agressões que vão de socos a cadeiradas (tais dados só foram obtidos pelo veículo por meio da lei de acesso a informação). Numa pesquisa da OCDE que ouviu 100 mil professores em 34 países, 12,5% dos brasileiros relataram que são agredidos ou intimidados uma vez por semana dentro da escola. Sublinho: tudo isso acontece “dentro das escolas”! E o Brasil é o número 1 nesse lamentável indicador.

Na matéria de O Globo mencionada acima, a pesquisadora Rosemeyre de Oliveira, da PUC-SP, atribui a violência nas escolas à impunidade. Diz ela: “O aluno que agride o professor sabe que vai ser aprovado. Pode ser transferido de colégio – às vezes é apenas suspenso por oito dias”. Ou seja, também aí, no microcosmo da sala de aula, nossa tão conhecida impunidade é a regra, com resultados assustadores.

É possível que Darcy Ribeiro, se vivo fosse, estivesse postulando escola em tempo integral, solução pedagogicamente importante para ocupação do tempo das crianças e adolescentes, reduzindo sua disponibilidade para a influência das más companhias. Mas não creio que seja uma “solução” técnica e financeiramente factível por um setor público saqueado, vampirizado e falido. No RS, com drástica redução do crescimento demográfico, não faltam escolas (ao contrário, há unidades sendo fechadas). A despeito disso, os presídios estão superlotados e, visivelmente, pelos dados sobre ocorrências criminais, há mais bandidos soltos do que presos. É a impunidade no macrocosmo, estimulando a criminalidade e gerando insegurança.

A simples existência de vagas prisionais tem claríssima e indispensável função pedagógica.

12 maio 2018 CHARGES

CLAYTON

PENDÃO DE BROMÉLIA

12 maio 2018 CHARGES

AMARILDO

12 maio 2018 AUGUSTO NUNES

ÓDIO MORTAL

Jandira Feghali deseja aos venezuelanos mais cinco anos de Nicolás Maduro no poder

“O PCdoB expressa sua solidariedade ao presidente Nicolás Maduro, ao Governo e ao seu povo, conclamando as forças democráticas e progressistas a intensificarem suas ações de solidariedade em defesa da autodeterminação e do respeito à soberania venezuelana.#ElMundoConMaduro”.

Jandira Feghali, deputada federal pelo PCdoB do Rio de Janeiro, sem esclarecer por que odeia tão intensamente o povo venezuelano.

12 maio 2018 CHARGES

J. BOSCO

SONETO DE LOUCURA

Amo-te de um amor tão excessivo
que nem sei te dizer que te amo, e quanto!
Um receio, uma dúvida, um quebranto
empedram-me na véspera em que vivo.

Teu olhar me é delícia e morte. Entanto,
sofro no êxtase — e, morto, sobrevivo.
Livre, chamo-te ainda, e eis-me cativo
desses teus olhos que umedece o pranto.

Quando enfim te direi? Que frase, a medo,
te contará meu pálido segredo,
a ti, que finges não saber, embora?

Hoje? nunca? amanhã? Olho-te, aflito,
o olhar em que sucumbo e ressuscito.
—Te amar é uma alegria dolorosa.

12 maio 2018 CHARGES

ADNAEL

12 maio 2018 A PALAVRA DO EDITOR

LINDINHO BABACA

Um petralha idiota (desculpem a redundância), cagando tolôtes pela boca, atrapalhando a vida de quem trabalha e passando o vexame de não ser escutado pelo povo.

Um autêntico devoto descerebrado da Igreja Lulaica.

12 maio 2018 CHARGES

PATER

RICARDO NOMURA – ANDRADINA-SP

Editor Berto,

A história que me contaram sobre este vídeo não sei se é verdadeira.

Foi assim:

A polícia chegou, desconfiou da patota e pensou que os rapazes eram vagabundos.

Eles disseram que eram artistas.

E o policial ordenou: “Então provem”

E eles provaram o que diziam com esta dança:

12 maio 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

NA SAÚDE E NA DOENÇA

O noivo pode até ignorar detalhes da festa ou do vestido da noiva na cerimônia do casamento; a noiva, por sua vez, pode não lembrar o modelo do traje do amado ou do buquê que lançou para as amigas; porém, certamente ambos jamais esquecerão o instante do juramento proferido no altar durante a união do casal:

Eu (fulano ou fulana) recebo a ti, (fulana ou fulano), como minha legítima esposa (ou legítimo marido), e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias de nossa vida, até que a morte nos separe.

A empolgação daquele momento realça no imaginário de ambos somente os pontos positivos da promessa declarada: alegria, saúde, riqueza, amor e fidelidade. Ninguém atenta para o reverso da medalha, onde e quando poderão enfrentar tristezas, doenças ou a pobreza em algum momento da união.

Não importa e nem existe espaço para tais pensamentos. Ali eles vivenciam instantes felizes de propriedade exclusiva do casal. Na promessa, os nubentes dão ênfase ao amor. Cá entre nós, mas se forem somente frases lançadas ao vento? Impossível! O sentimento chamado amor não se resume a palavras.

O amor se faz presente nas ações espontâneos, em achados inesperados, na beleza da doação mútua, ao se entregar sem cobranças, no prazer de dividir e na felicidade de compartilhar. São manifestações que nunca deixarão a união entre casais que se amam verdadeiramente, perder-se no limbo.

Aqui abro um parêntese. Laura e Manoel, meus pais, partilharam um casamento de 65 anos. Ambos tinham a mesma idade. Nesse período, certamente houve turbulências, porém, nada que desestruturasse o enlace. Meu pai morreu primeiro, minha mãe, sete meses depois, de saudade e solidão.

Nada nem ninguém conseguia afastá-la da lembrança do esposo. Em suas orações rogava ao companheiro que viesse buscá-la. No aniversário de um dos netos, ela, eufórica, revelou aos presentes uma cena contumaz no seu sono noturno:

Nos meus sonhos, Manoel aparece postado sob a sombra de uma árvore. Uma cerca nos separa. Ele acena em despedida e parte. Ontem foi diferente. Manoel, antes de se afastar, me chama para acompanhá-lo. A cerca estava arriada.

No mesmo dia, dona Laura faleceu por força de um infarto anunciado. Não suportou a ausência daquele a quem havia prometido ser fiel, respeitar e amar durante toda a sua existência. Na ótica de minha mãe, somente a morte iria juntá-los novamente. Este exemplo define ou não um amor verdadeiro? Fecho parêntese.

No meu entender, das promessas contidas no juramento matrimonial, a mais significativa é a conservação do respeito, da fidelidade e do amor durante a doença de um dos cônjuges. Porque, uma coisa é amar na saúde e na beleza; a outra, é querer bem na decrepitude e na feiura com a mesma intensidade.

Ninguém casa com a expectativa de separação na cabeça, embora supondo que o cotidiano embote o brilho da convivência a dois. Imperceptível, também, é o mecanismo sublime que interfere a favor da união do casal que se ama.

Expondo a um amigo minha teoria para casamentos duradouros, perguntei-lhe qual a receita para o seu relacionamento de meio século. Ele respondeu:

Tolerância, meu caro! Justificamos muitos dos atos que praticamos creditando-os a carências masculinas, sem atentarmos que as mulheres possuem necessidades assemelhadas às nossas. O segredo é esbanjar tolerância!

Acolhamos a voz da experiência. Tenho dito!

12 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

SERGE GAINSBOURG & JANE BIRKIN

Em 1969, época de seu lançamento, “Je t`aime…moi non plus” causou uma enorme polêmica pois nenhuma outra canção até então havia representado o sexo de forma tão explícita, nem mesmo em meio a revolução sexual da década de 1960. Foi proibida em diversos países inclusive no Brasil.


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