É PRECISO SONHAR

É interessante que, e aqui não faço nenhuma defesa, apenas constato, a divulgação do documento americano sobre o período autoritário dos militares é uma informação que não menciona a fonte e nenhum outro meio que a possa ter gerado. É bem provável que está em curso a operação “abafa Bolsonaro”. Há uma situação interessante nesta divulgação e ela está atrelada ao fato de que todos documentos do Tio Sam sempre foram rejeitados pela esquerda por entender que criados ou montados contra seus líderes, mas este documento imperialista é válido. Pedro Dallari, que foi presidente da Comissão da “Verdade”, surgiu esbaforido dizendo-se “estarrecido” com o que consta do citado documento: as ordens de execuções dos companheiros de guerrilha determinadas pelo então Gal. Figueiredo, chefe do SNI com conhecimento do ex presidente Geisel. Nada justifica qualquer execução, mas o mesmo pensar tem que valer para as ações de execuções do outro lado da trincheira. Pedro Dallari, como todas esquerdas festivas e psicopatas, omite, sem considerar “estarrecedoras”, as ordens de execuções de companheiros revolucionários, considerados traidores, e de muitos outros opositores aos terroristas. Essas ordens partiam, segundo divulgação na mídia, da chefe do comando “revolucionário” Dillma Rousseff, conhecida pela alcunha “Wanda”, “Heloísa”, “Marina” e outras. Tanto para um como para outro lado, era o preço da luta empreendida dentro do conceito de que a toda ação corresponde uma reação de igual grandeza ou intensidade.

Este tipo de informação sempre repercute em países de frágil estrutura cultural e política. Tem o alvo das candidaturas a Presidente da República. Estão ficando cada dia mais consolidadas as questões que envolvem o candidato Geraldo Alckmin com a justiça e malfeitos. A meta do marketing, gerado pelos canais formadores de opinião, está direcionada à desconstrução da pessoa do candidato. Bolsonaro estava preservado, até este momento, dessa ação. O documento sobre os comandantes do Exército cai como um presente aos opositores dele, Bolsonaro, porque afeta diretamente a sua formação de origem militar. Os dois, Alckmin e Bolsonaro, são as apostas de outubro até o momento. Estas ações visam viabilizar a desmoralizada composição MDB e PT. Ainda restam esperanças de que, ambos, associados a outras candidaturas, PSDB incluso, consigam se manter de alguma forma ao lado do Poder. É nesta toada do campo de salvação, que serão conduzidas as campanhas dos partidos que viveram nas tetas do governo.

Alckmin mesmo que sobreviva aos problemas com a justiça, dificilmente terá avanços, é frágil fora da fronteira paulista. Acredito que o João Doria deve ser lançado para ocupar esse espaço e com grandes chances diante do que está a exigir o momento político e a situação econômica e social do Brasil. João Dória, em tese, é o contra ponto do populismo que deveria ser assumido pela figura do Alckmin, que se perdeu, entre outros atos, ao se posicionar contra a cassação do Temer e aceitar sua aproximação, ao abraçar a defesa do Aécio Neves e ainda ser tolerante com o PT (Dillma e Lulla). A religião petista é uma dissidência da igreja PSDB, mas unidas nos interesses dos grupos da velha política. O João Dória, presume-se, preservará certa distância nessa conjunção de “desejos”. Ele é o único fato novo visível aos olhos da população. Para mim é a transição para uma gigantesca mudança na forma de fazer política. No mundo todo o atual processo político partidário se esgotou e não terá muito tempo de vida, está na fase dos últimos suspiros. Não adianta, por exemplo, eleger Macron, presidente da França, se o sistema (o mecanismo) o engole. Queiram ou não, ainda vivemos, em grande parte do mundo, dentro de um cenário engessado de um caudilhismo, dependentes de um líder. A população já percebeu isso e não quer mais pagar a conta, onde poucos usufruem daquilo que pertence a todos. Temos que abraçar essa visão e lutar por ela para que o Brasil tire do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional, o mofo político que tomou conta. Então, só nos resta sonhar e torcer.

5 comentários

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  1. Gostaria de partilhar sua opinião, mas Dória me decepcionou como prefeito, mas, se o caos é iminente, vou de Bolsonaro, pode não ser o melhor, mas no momento, fala o que o povo quer ouvir, é contra bandidos, desarmamento, corrupção, enfim, segurança (pode estar mentindo), mas todos os oponentes, só falam em direitos humanos (dos bandidos), estou farto do politicamente correto: bandido é bandido, viado é viado, sem esta história de “direitos des LGBTVXYZ, temos que cuidar da família, pessoas do bem, jovens, aposentados, trabalhadores dignos, fim dos sindicatos, mst, mtst e outras tranqueiras. Vivi o período militar, cometeram erros? Claro! Mas também muitos acertos, Vivíamos uma guerra interna, morreram pessoas dos dois lados, os, Celso vagabundos que queriam implantar o comunismo, perderam, os que conseguiram sobreviver, Dirceu, Dilma, Tasso, Pimentel, Celso Amorim, José Seera, Aluísyo Nunes (motorista de Mariguela), FHC, Lula, estão todos vivos e só pensam (naquilo!) em implantar um regime bolivariano. Se não aparecer uma novidade, vou com tenente.

    • ue o digam. Abração todos. em 13 de maio de 2018 às 21:57
    • Responder

    Concordo plenamente com você Marcos Pontes. Parabéns.

    • Edu Baianal. em 13 de maio de 2018 às 21:58
    • Responder

    Concordo plenamente com você Marcos Pontes. Parabéns.

    • Goiano em 14 de maio de 2018 às 11:26
    • Responder

    Consta que o documento só veio à tona agora porque teria acabado o prazo de confidencialidade, ou seja, o governo não o deixou vazar para abafar o Bolsonaro.
    Aliás, o Bolsonaro é candidato bastante conveniente: à falta de lideranças no PSDB, no DEM e no MDB, qualquer renascimento da extrema dieita serve.
    Não faço , dizendo estas coisas, qualquer crítica ao voto em Bolsonaro, estamos em uma democracia, garantida pelo PT em seus quatro governos, e cada um vota em quem quer, o que me leva a lembrar a todos que meu cachorro Ranger será candidato apoiado por Lula, caso o Lula fique de fora.

    • Osmario em 14 de maio de 2018 às 22:38
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    A Rede Globo tem uma gaveta cheia, desses, “documentos bombásticos” e os usará a conta gotas, em sua luta desesperada para sabotar Bolsonaro. Duvido que surta algum efeito. O eleitor esclarecido (eles existem, viu, Organizações Globo) não se deixa mais influenciar, pela cantilena das viúvas do muro de Berlim. Quanto aos generais, cumpriram com seu dever, de defender o Brasil da tara assassina chamada comunismo. De minha parte: parabéns a eles!

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