O ESTUPRO

Existe atualmente em andamento um verdadeiro estupro praticado pelas estruturas governamentais do Brasil sobre o restante da população que não está dependurada e mamando nas tetas estatais. Não fosse suficiente o estupro praticado diuturnamente, desde os aspectos mais comezinhos da vida diária do cidadão, este é praticado juntamente com um verdadeiro escárnio e um tripudio sobre a vítima.

Diante do estado de miserabilidade e total falência da nossa economia, consequência direta do imenso volume de violências, canalhices e incompetências praticadas pelas nossas “Excelências”, podemos dizer que o referido estupro já se encaminha para a classificação de necrofilia, já que está sendo praticado em cima de um cadáver.

As metáforas que me veem à mente, sempre que nos referimos aos nossos “amados” governantes, são inúmeras. Gostaria de compartilhar algumas delas com meus queridos amigos fubânicos.

A primeira delas é o Rei Sadim. Creio que todos conhecem bem a história de Midas, rei da Frígia. Certo dia, Midas recebeu a visita de alguns camponeses que levaram a ele um velho, bêbado e perdido, que haviam encontrado em uma estrada. Midas reconheceu o velho: era Sileno, mestre e pai de criação de Baco. Midas cuidou de Sileno e o levou a Baco. O deus da vinha e do vinho, muito benevolente, concedeu um pedido a Midas. Este, sem refletir muito, pediu o dom de transformar em ouro tudo o que tocasse. Mesmo percebendo a ânsia gananciosa de Midas, Baco realizou o pedido.

Midas voltou para casa feliz. Transformou várias coisas em ouro pelo caminho: pedras, folhagens, frutos… Ao chegar a sua casa, ordenou aos criados que servissem a ele um banquete. Ao tocar no pão, este foi transformado em ouro. Ao pegar a taça de vinho e tocar com seus lábios na bebida, esta se transformou em ouro líquido. Midas ficou desesperado ao perceber que jamais poderia se alimentar novamente. Sua filha, Phoebe, vendo seu desespero tentou socorrê-lo e, ao tocá-lo, transformou-se em uma estátua de ouro.

Mais desesperado ainda Midas orou a Baco, pedindo que este o livrasse daquilo que, na verdade, era uma maldição. Baco consentiu e disse a Midas que deveria se banhar na fonte do rio Pactolo para que pudesse se lavar do castigo. Ao se lavar, Midas passou às águas do rio o poder de tudo transformar em ouro, sendo que a areia do Pactolo se tornou dourada.

Pois bem: O nosso governo, em todas as suas manifestações, é um Rei Midas ao contrário. Onde toca, vira merda! E, infelizmente, só há um rio que pode nos ajudar a livrar a nação desta maldição.

A segunda imagem que me salta à mente, ao pensar em nosso governo, é de um imenso Pantagruel. Para os que não sabem, este é o herói do romance de François Rabelais Les horribles et épouvantables faits et prouesses du très renommé Pantagruel Roi des Dipsodes, fils du Grand Géant Gargantua (“Os horríveis e apavorantes feitos e proezas do mui renomado Pantagruel, rei dos dipsodos, filho do grande gigante Gargântua”), publicado em 1532. Pantagruel é filho do gigante Gargântua e de sua mulher Badebec, que morre durante o parto.

Um grande boa-vida, alegre e glutão, destaca-se desde a infância por sua força descomunal – superada apenas por seu apetite. Esta seria a imagem perfeita de nossos governantes: Alegres, irresponsáveis e de um apetite descomunal, nunca estando satisfeito com suas imensas prebendas e privilégios.

A imagem que me vem à mente a seguir é a de um imenso Buraco Negro. De acordo com a Teoria da Relatividade Geral, um buraco negro é uma região do espaço da qual nada, nem mesmo partículas que se movem na velocidade da luz, podem escapar. Este é o resultado da deformação do espaço-tempo, causada após o colapso gravitacional de uma estrela, com uma matéria astronomicamente maciça e, ao mesmo tempo, infinitamente compacta e que, logo depois, desaparecerá dando lugar ao que a Física chama de singularidade, o coração de um buraco negro, onde o tempo para e o espaço deixa de existir. Um buraco negro começa a partir de uma superfície denominada horizonte de eventos, que marca a região a partir da qual não se pode mais voltar. O adjetivo negro em buraco negro se deve ao fato de este não refletir a nenhuma parte da luz que venha atingir seu horizonte de eventos.

De maneira similar, o nosso governo, nas suas mais diversas manifestações, é possuidor de uma voracidade inenarrável e, ao mesmo tempo, não reflete absolutamente nada de positivo para os entes que o alimentam

Por último, e de longe a analogia mais importante, pelo menos segundo a minha maneira de entender a nossa atual situação, é a que considera a nossa casta dominante como apresentando comportamento altamente similar ao que foi apresentado pela Aristocracia Francesa, durante todo o período imediatamente anterior à revolução francesa de 1789.

Os sintomas são todos claramente os mesmos: Total irresponsabilidade e despreocupação com o interesse público; ausência completa de qualquer tipo de escrúpulos ao se apoderar da riqueza que lhes é disponibilizada através dos impostos e taxas; um grande pacto das elites para a autoproteção contra o desespero provocado em toda a população por esta se encontrar acéfala e dirigida por uma cambada de imbecis, todos altamente inúteis e inconsequentes e cuja única característica comum é a disposição para roubar o que puder e enquanto der; tudo isso a par com uma alienação das reais condições da população que beira a ingenuidade. “Se não tem pão, por que não comem brioches?”

O altíssimo nível de extorsão governamental, aliado com o também imenso nível de arbítrio contido nas decisões estapafúrdias oriundas de dirigentes totalmente despreparados e desonestos, nomeados por serem irmão do cunhado da piniqueira da rapariga do deputado, ou porque a sua mãe era amiga da mulher do presidente, ou porque foi advogado da turma do “Campo Majoritário” por muito tempo, ou por qualquer outro motivo que seja, por mais banal que possa parecer, desde que seja preservada a lealdade à gangue que se apossou do poder, é o que tem levado as aberrações a píncaros de paroxismo. Os despautérios se sucedem infinitamente. Pelo menos, até o terror começar e cabeças começarem a ser decepadas.

A esperança só renasce das cinzas ao vermos um coronel se pronunciar, declarando a firme disposição de cercar o STF e engaiolar todas as excelências sine die, caso viessem a liberar o facínora mor deste país através de alguma das dezenas de manobras jurídicas escusas já tentadas. Bastou isso para a famigerada 2ª turma cagar bem fininho e votar 5 a zero contra a liberação.

Por mim, teria aproveitado a ocasião e o motivo para dar um basta bem definitivo nesta putaria toda!

4 comentários

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  1. Sabias palavras, em outro comentário chamei o homem de tenente, não importa a patente, o que importa são seus planos, não podemos ficar como estamos, alguém tem que fazer alguma coisa, e o Coronel está falando o que queremos ouvir, se vai fazer, não sei, é apenas uma nesga de luz, nesta escuridão em que vivemos. Se FHC, Lula, Dilma e Temer fizeram de ministros vários guerrilheiros e ninguém reclamou, o Coronel pode nomear qualquer militar/patente, que vai estar tudo bem. Parabéns pelo texto.

      • Goiano em 14 de Maio de 2018 às 11:35
      • Responder

      Mas, caros Adônis e Marcos Pontes, e se isso for tudo um troço fake, para onde vão as esperanças de a Terra ser, realmente, plana?!
      http://www.boatos.org/politica/exercito-cercar-stf-lula-solto.html

    • C Eduardo em 14 de Maio de 2018 às 19:41
    • Responder

    Paty Not Set do Alferes, 14/05/2018

    Lamentavelmente não posso discordar de nada que o Mestre escreveu com propriedade. Só devo acrescentar que não há nada tão ruim que não possa piorar um pouco mais.

    • Adônis Oliveira em 15 de Maio de 2018 às 11:46
    • Responder

    Pois é, meu prezado Eduardo…
    Ao contrário do que preconiza o grande filósofo Tiririca, PIOR DO QUE ESTÁ, FICA SIM!!!!!

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