VIVA A MULHER, VIVA A MÃE

Súbito, a luz.

A claridão invade os olhos e tudo aquilo que não se via agora está à vista. Parece tão simples quanto um interruptor que, a um simples toque, permite que o dedo invente o claro e faça o escuro já não ser.

E é assim, tão simples quanto sublime, a invenção que antecedeu a de Thomas Edison, muito tempo antes de a lâmpada ter sido inventada.

Um homem, uma mulher, o amor. Depois de nove meses, a luz. Naturalmente. O desprisionamento, a liberdade, a vida.

O acolher no colo, o amar e o babar a cria, cumprindo o milagre divino da vida, dádiva de Deus.

Do óvulo à gente, a parição sublime, o dormir seu resguardo com as tetas cheias de leite para nutrir o novo cidadão que acaba de conhecer o claro.

Viva a luz e viva aquela que a produz!

Viva a mulher mãe!

(In BREVIÁRIO LÍRICO DE UM AMOR MAIOR QUE IMENSO, Xico Bizerra, Edições Bagaço, 2013)

2 comentários

    • CÍCERO TAVARES em 13 de maio de 2018 às 20:38
    • Responder

    Grande Xico: Deus lhe deu um dom que somente Ele explica: O de escrever bem, magnificamente bem e todos entendermos!

    Seus contos, suas crônicas, suas poesias, suas letras musicais, são sublimes como a Natureza! É por isso que nós, eu e meu irmão José Tavares, lhe temos uma admiração imensa!

    Parabéns por esse magnifico: Súbito, a luz.

    • Cardeal Xico Bizerra em 15 de maio de 2018 às 09:03
    • Responder

    Obrigado, Cícero, por gostar de meus escritos modestos, mas apenas buscados no fundo do peito. Grande abraço

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