ALTERAÇÃO DE CONCEITOS

Determinada, destemida, guerreira, confiante nas ações e voluntariosa, a mulher vence obstáculos. Conquista espaço, obtém poder e superação com a força que lhe é peculiar, neste mundo ainda dominado pelo machismo. Realmente, não é fácil ser mulher para enfrentar a ganância do homem que menospreza este ser delicado, elegante, humilde e inteligente. Consciente de seu papel na natureza.

Abaixo, expresso uma expressão que se eternizou na memória. Não desapareceu da boca do povo, simplesmente pelo fato de permanecer atual, apesar da passagem do tempo ocorrer em veloz mudança de costumes. Os costumes serem distintos, discrepantes da época do mitológico Zeus.

Como a raça humana é curiosa, quer saber de tudo, mesmo que o tema não interesse a todos, mas o homem adora utilizar a criação de terceiros para tirar dúvidas. A mitologia grega assegura que a humanidade para satisfazer suas curiosidades cometeu erros. Extrapolou.

No início da vida, não existiam mortais, somente deuses e titãs. Zeus era o mais poderoso dos deuses, pois exercia plenos poderes nos céus, na administração dos raios, relâmpagos, trovão e na chuva. Embora não se descuidasse de manter a ordem e a justiça na ordem do dia.

No quadro de relacionamento, Zeus tinha amizade com dois titãs, os irmãos Prometeu e Epimeteu. Como leais seguidores, Zeus recompensou os dois titãs, dando poderes para criar seres viventes na Terra. Epimeteu criou os animais. Mais ambicioso, Prometeu fez o homem, utilizando o barro e a água.

Achando-se mais esperto, Prometeu quis enganar Zeus ao utilizar o fogo para proteger a sua criação. Acontece que o fogo era propriedade dos desuses, que não permitiam o uso por quem não possuísse divinais poderes. Enfurecido, Zeus puniu Prometeu, amarrando-o numa montanha para que fosse devorado pelas águias.

Indiretamente, o homem também foi punido por aceitar o dom do fogo. Como punição, Zeus criou Pandora, a primeira mulher na mitologia grega, enviada à Terra.

Na moldagem, para ser diferente, Pandora, recebeu diversos dons, beleza, doçura, sabedoria, bondade, flexibilidade, generosidade e saúde. Satisfeito com a criação, Zeus mandou Pandora para a Terra para se casar com Epimeteu. Era o seu presente de casamento para o leal servidor.

Pandora recebeu de Zeus uma caixa com a recomendação de que o presente jamais poderia ser aberto. Mas, curiosa, tido como um defeito feminino, Pandora abriu a caixa de onde escaparam péssimos sentimentos. Ambição, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte.

Na caixa, sobrou apenas um sentimento, a esperança, que suplicava para sair, escapar do cubículo. Arrependida, pelo ato julgado injusto, Pandora resolveu soltar a esperança que imediatamente começou a lutar contra a dor e o sofrimento.

No entanto, como em todos os temas há divergência, neste caso de Pandora, também surgiram discordâncias, assegurando que a esperança nunca foi liberada. Permaneceu guardada na caixa, com um único propósito. Mesmo nos arrependimentos contra os seus erros, o homem tem de creditar que “a esperança é a única que morre”.

Por isso, a esperança é a maior arma contra as doenças e as guerras. Experiência que foi repetida na vida de Adão e Eva. De acordo com a religião de Deus, o homem também desobedeceu ao permitir que Eva comesse a maçã. E como castigo o casal foi expulso do paraíso.

Em síntese, a mulher não é a culpada por todos os males que acontecem na Terra. Ao contrário de ser julgada inferior, o homem, com o emprego do machismo e da submissão, adora violentar e matar as parceiras, sem nunca atentar para o debate, as conversas, a troca de ideias em busca da verdade, da razão e da compreensão.

Mulher alguma gosta de viver na dependência de alguém que, egoisticamente, adora pisar na cabeça do ser julgado inferior. Embora o homem e a mulher sejam preparados de maneiras distintas para desempenhar o seu papel num relacionamento, porém, com o poder da sedução, e sem se sentir inferior, a mulher tem o dom da conquista. Sabe empregar a aptidão para mudar pensamentos e posturas. Dobrar a insensatez masculina.

Embora a desigualdade social, entre o homem e a mulher seja visível, mas com raça e personalidade, a mulher vai ocupando posições, além do tradicional papel de mãe, esposa e dona de casa.

A mudança começou com a Revolução Industrial, fato acontecido no século XIX, na Inglaterra. Atualmente, é normal a mulher preencher, com determinação, cargos de liderança. Madre Teresa de Calcutá, exibindo apenas raça e dignidade, ganhou, com humildade, o prêmio Nobel da Paz.

De uma coisa o homem tem consciência. Demonstrando capacidade para não ser julgada apenas subalterna, a mulher recebeu vários dons divinos, além daquele liberado por descuido da caixa de pandora. Gera vida, fornece o leite materno para tonificar a saúde do bebê, educa, ensina a amar, distribui cortesia, luta por união na humanidade, cobra do homem, chegado à violência, somente amor e paz. Mas, raramente é compreendida.

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