FORO PRIVILEGIADO

Que o Brasil é fecundo em desigualdades sociais isso todos sabemos. As centenas de favelas e palafitas — que adornam as cidades para que pareçam mais formosas — atestam essa realidade. Neste País, onde tantos têm tão pouco e poucos têm tanto, a desigualdade começa na Constituição Brasileira: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza {.}”!

Sublinhei a exclamação.

Se todos fossem iguais perante a lei não existiria o foro especial por prerrogativa de função, o popular “foro privilegiado” destinado a aveludar as malfeitorias dos portadores de nomeadas, dos famanazes, dos mandarins, dos argentários, dos etiquetados com dignidade real, dos nobres de preeminência. Essa regalia, que enche os brasileiros de indignação, é a prova cabal de que fidalgos merecem ser tratados com maciez, o populacho não.

Quando o Brasil terá leis iguais para todos? Quando surgirão medidas que venham pôr rasoura nessas desigualdades; que reavivam a face da monarquia em detrimento da democracia republicana? Retidão dispensa privilégios.

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