17 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

17 maio 2018 DEU NO JORNAL

ELO DO SÍTIO COM A PETROBRAS

17 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

AGRURAS DA LATA D’ÁGUA

Este colunista e o Quinteto da Paraíba:

17 maio 2018 CHARGES

LUTE

17 maio 2018 DEU NO JORNAL

UMA EXCELENTE NOTÍCIA PRA ESTA QUINTA-FEIRA!

A 4ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou, por unanimidade, o último recurso do ex-ministro José Dirceu (PT) contra uma condenação sua na Operação Lava Jato.

A partir de agora, de acordo com o acórdão da condenação original, o juiz Sergio Moro pode determinar a qualquer momento que o petista comece a cumprir a pena de 30 anos, nove meses e dez dias de prisão, pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro

* * *

Eu gostei mesmo foi da expressão “por unanimidade” contida nesta notícia aí de cima.

Não há divergência. Concordância absoluta. Perfeita unanimidade entre os juízes.

Não custa nada lembrar que Zé Imitação-de-Lula Dirceu foi condenado por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro .

Apenas isto.

Só isto.

Nada mais que isto.

Crimes corriqueiros entre a cúpula do bando vermêio-istrelado. Crimes tipicamente petistas.

A condenação de Zé foi de 30 anos e 9 meses.

Isto dá um total de 369 meses.

Lula, que por enquanto está com apenas 145 meses de cadeia, deverá chegar ao mesmo número que seu baba-ovo com as próximas sentenças que virão em breve futuro.

Uma excelente notícia pra esta quinta-feira.

Sinal de que teremos um final de semana abençoado.

Agora, só falta o Dr. Sérgio Moro enfiar o martelo sentenciador de grosso calibre no olho do furico deste cabra safado, O Herói Roubador do Dinheiro do Povo Brasileiro.

17 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

17 maio 2018 PERCIVAL PUGGINA

INDULTOS, SAIDINHAS, PROGRESSÕES, SEMIABERTOS, FORA!

Até quando os poderes de Estado continuarão vivendo às nossas custas sem fazerem o que devem? Até quando deixarão de lado o interesse nacional para curtirem seus “baratos” ideológicos, platitudes filosóficas e nebulosas teorias? Indignar-nos ante a violência e a insegurança é tudo que podemos e, até a isso, se permitem execrar classificando como “sanha punitivista”. Padece e não reclama!

Irmãos nossos estão sendo mortos, bens estão sendo tomados e há uma violenta guerra assimétrica declarada pelo crime contra a indefesa sociedade. Como chegamos a isso? Com governantes que deveriam construir presídios e não o fizeram e com legisladores e magistrados que, detendo o monopólio da reação, da elaboração das leis, da condenação e da execução penal, distribuindo benefícios aos criminosos na magnanimidade de quem leva presente de Natal ao asilo. Ora, por favor!

Na cena de ontem, um delegado da polícia federal foi morto dentro de casa por dois bandidos, um dos quais beneficiado por generosa “saidinha” do Dia das Mães. Na cena de anteontem, o criminoso da vez investiu, arma na mão, contra mães e crianças diante de uma escola (!), com o intuito de assaltar uma ou todas. Felizmente, o caso acabou bem, com o bandido morto graças à ação expedita e correta de uma militar. É pouco provável que se tratasse de iniciante na vida criminosa.

Graças à impunidade oficializada, sacramentada por magistrados e legisladores ideologizados e avoados, que olham para essas cenas e se penalizam dos bandidos, convivemos com condenados soltos, a praticar crimes, e há mais criminosos nas ruas do que nas prisões. A contragosto, centenas de milhares de brasileiros estão deixando o país para levar suas vidas em lugares mais seguros.

Nas próximas eleições temos que exigir daqueles em quem votarmos compromisso com a construção de presídios, apoio à atividade policial e avigoramento da legislação penal.

17 maio 2018 CHARGES

SAMUCA

ATOLADO DE CRIMINOSOS

17 maio 2018 CHARGES

PATER

O DRAMA DOS TRÊS PORQUINHOS

Decididamente, o mimado trio de meninos de ouro do Roberto Marinho atingiu seu grau máximo de stress.

O real motivo de tanto desespero dos bilionários maninhos da rede Globo é Bolsonaro, pois ele declarou com todas as letras que, caso seja eleito, cortará drasticamente as generosas verbas publicitárias que a Rede Globo vem recebendo da governança federal nesses últimos 20 anos, principalmente, nos treze anos de podridão comandados por Lula e Dilma.

Por exemplo: de 2000 a 2014, período que engloba os três últimos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, os oito anos de Lula e o primeiro mandato de Dilma Rousseff, a governança federal gastou R$ 23 bilhões em mídia. Desse montante, 16,3 bilhões de reais foram para a televisão aberta, 73% do total. A TV Globo foi quem mais recebeu dinheiro para espaço publicitário: R$ 7,4 bilhões. Depois, vêm Rede Record e SBT. Os dados são do Instituto para Acompanhamento da Publicidade (IAP).

Diante do acima exposto, entende-se perfeitamente o exacerbado nervosismo dos irmãos Marinho, pois Bolsonaro, além de liderar as pesquisas, é recebido com festa em cada recanto que chega. Isso é fato. Gostem ou não gostem, queiram ou não queiram, Bolsonaro, hoje, tem reais possibilidades de ser eleito.

O pavor dos três porquinhos globais, donos de um império de mais de 50 bilhões de reais, é tão dramático, quanto bizarro…, pois apelaram-imagine só – até para a CIA, tão demonizada pela esquerdalha lesa-Pátria brasileira que agora, conforme se esperava, passou a venerá-la.

Desatinados com a real possibilidade de perderem tão farta mesada, os três aloprados judas globais ordenaram potência máxima em sua tenebrosa máquina de despejar lixo nos lares brasileiros, para que seus comunicadores – em velocidade cósmica – informassem seus “globobos” amestrados do tal relatório “bombástico e estarrecedor” revelado pela CIA. Ridículo!

Ora, ora… Utilizar-se de um suposto documento estrangeiro, sem testemunhas e que não relata nada com nada a não ser disque-disques, como se fosse uma devastadora “bomba atômica”, somente para tentarem inviabilizar a candidatura de um militar postulante ao cargo de presidente da República é, no mínimo, um ato traiçoeiro e de extrema leviandade. Ainda mais em se tratando de personalidades que já não estão entre nós.

Não custa lembrar que membros da CIA, em outras e diversas ocasiões, já fizeram inúmeras publicações apócrifas que depois foram cabalmente desmentidas. Essa, provavelmente, é mais uma delas.

Mas, digamos que o tal “relatório yankee” seja verdadeiro, onde estaria o problema? Afinal, combater terroristas mercenários orquestrados, financiados e comandados por Moscou – que tencionava anexar o Brasil como mais uma de suas Repúblicas Socialistas-, não se tratava de crime, e sim, de legítimo e sagrado dever dos responsáveis pela defesa do país de sanha estrangeira.

Guerra é guerra, e ponto final, meu camarada! Terrorismo não se combate com flor, verso e conversa fiada.

Traiu a Pátria, pegou em arma, quis dar uma de guerrilheiro tupiniquim a serviço de países totalitários? Aguenta chumbo quente na asa, meu chapa!

Ou, por acaso, não era uma guerra? Esses canalhas, traiçoeiramente, não se aliaram a um país estrangeiro para aqui instalarem uma ditadura comunista?

Comandados por oficiais russos e agentes da KGB, não pegaram em arma para atentarem contra seu próprio país, assaltando, sequestrando e assassinando covardemente 124 pessoas, inclusive seus próprios companheiros? Isso não caracterizou crime de traição à nacionalidade brasileira?

E, nesse caso, convém lembrar que a própria Constituição Federal (inclusive a anterior) prevê pena capital para traição em tempo de guerra.

Aliás, até a legião stalinista empenhada na vil empreitada de entregar seu próprio país à sanha estrangeira, mantinha em suas fileiras, permanentemente organizados, “tribunais revolucionários” que puniam com pena de morte os companheiros ao menor sinal de desconfiança despertado por seus líderes. E não foram poucos os executados.

E, Para encerrar, reveja no vídeo abaixo o relato de um desses casos. Trata-se do ex-terrorista Carlos Eugênio (pasme – vivinho da silva e ainda aposentado como terceiro sargento do exército) confessando a execução de um seu parceiro:

17 maio 2018 CHARGES

NANI

17 maio 2018 DEU NO JORNAL

MAIS UMA PAJARACADA DA FEDERAL NO FURICO DOS CORRUPTOS

Após dois anos e seis meses de investigação, a Polícia Federal concluiu que a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, se beneficiou de dinheiro desviado em contratos do Ministério do Planejamento, que era ocupado por seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo.

Segundo a PF, as condutas da senadora paranaense podem configurar corrupção passiva, lavagem de dinheiro e crime eleitoral.

Existem indicativos de que Gleisi Helena Hoffmann de alguma forma colaborou para ocultar ou a dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores oriundos do esquema criminoso Consist, pois foram identificados diversos registros de pagamentos feitos em benefício da senadora Gleisi Helena Hoffmann ou pessoas relacionadas a ela e/ou ao marido Paulo Bernardo entre os anos de 2010 e 2015”, concluiu a PF.

Com base em planilhas apreendidas, depoimentos de testemunhas, acesso a dados bancários e mensagens eletrônicas, os policiais conseguiram rastrear todo o caminho de grande parte do dinheiro entregue a Gleisi, Paulo Bernardo e pessoas ligadas ao casal, que receberam recursos desviados no esquema de corrupção.

Gleisi, o marido, seus assessores e o escritório do advogado Guilherme de Salles Gonçalves, que representava o casal, receberam 7 milhões de reais do Fundo Consist em cinco anos. “Tais pagamentos aparecem como tendo sido feitos regularmente pelo escritório de Guilherme Gonçalves, mas na realidade tratavam-se de valores de corrupção recebidos pelo escritório de Guilherme Gonçalves”, diz a PF.

O Fundo Consist é uma referência às transferências feitas pela empresa que explorava o sistema de empréstimos consignados do Ministério do Planejamento. A empresa repassava a propina para o escritório do advogado Guilherme de Salles Gonçalves, que pagava todas as contas do casal, incluindo despesas de campanhas políticas, advogados eleitorais, assessores de campanha, salário do motorista e até contas de energia elétrica.

A PF ouviu um dos personagens que fazia os pagamentos do Fundo Consist no escritório de advocacia: trata-se de Luis Bender. Ele revelou que fazia saques na boca do caixa em determinada agência bancária e depositava o dinheiro em outro banco, a pedido do escritório de Guilherme Gonçalves. Bender admitiu que eram pagamentos “incomuns”. Bender recebeu ameaças por colaborar com a Justiça.

A documentação mostra que a quadrilha ligada à empresa Consist, que desviou 100 milhões de reais no Ministério do Planejamento, queria desviar outros 100 milhões no Ministério da Previdência.

Em uma das mensagens interceptadas pela polícia, um dos investigados, o empresário Washington Vianna, descreve, em 2011, no início do primeiro mandato de Dilma Rousseff, um plano para implantar o sistema no Ministério da Previdência: “Teríamos R$ 3,750 milhões/mês para fazer os acordos políticos necessários. Eu até diria que na Casa Civil, um apoio direto na próxima campanha presidencial durante 3 anos no total de R$ 100 milhões”.

O inquérito registra uma ameaça aos assessores de Gleisi e Paulo Bernardo, feita em 2016 pelo empresário Luis Aparecido Tel, que prestou serviços gráficos e tentava receber parcela do dinheiro de campanha, que, segundo ele, não tinha sido contabilizado: “Essa conta é da Gleisi, e vai aumentar ainda mais, pois vou denunciar tudo, onde busquei dinheiro, com quem e para quem”, escreveu Luís.

Há mensagens escritas pelo próprio Paulo Bernardo, em 2015, quando foi encarregado por Gleisi de atender às demandas financeiras de um de seus assessores: “Gláudio, Gleisi me pediu para ‘cuidar’ de você. Rsrs. Já tenho uma ideia e até semana que vem eu vejo isso”.

No mês seguinte ao diálogo com Paulo Bernardo, o assessor Gláudio Renato de Lima passou a receber pagamentos mensais do Fundo Consist, segundo a PF.

* * *

Quanto mais se futuca, mais se descobre merda no esgoto petralha.

É uma fedentina da porra!

Uma linda parelha: a ré por corrupção Gleisi e o ex-presidiário por corrupção Paulo Bernardo. O casal que rouba unido, permanece unido.

E, mais ainda, permanece unido com o marido corno e a mulher botando chifres nele.

Botando chifres e roubando dinheiro público.

Lula escalou Gleisi para o cargo certo, o cargo que ela exerce atualmente: presidente do PT.

Uma ladrona comandando uma quadrilha.

Segundo apurou a Editoria do JBF, o fubânico petista Ceguinho Teimoso já se ofereceu pra desmentir esta nova calúnia da Polícia Federal contra as figuras e o partido que tiraram o Brasil do atraso, acabaram com a fome, extinguiram a pobreza e, sobretudo, erradicaram a corrução em Banânia!!!

17 maio 2018 CHARGES

MIGUEL

NÃO ME DEIXE PRA TRÁS

E quando não havia mais esperança eu simplesmente parei na beirada e olhei pra baixo. Nunca me senti tão leve. O pânico era alheio, não meu. Olhei pra cima, estiquei os braços ao máximo que consegui, como se eu sentisse que iria receber alguma bênção, e relaxei o corpo. Os pés juntos, na beira da ponte, com os dedos quase totalmente para fora de onde eu podia pisar com segurança, e eu não sentia nada além de alívio.

Por ali fiquei por segundos, longos, parecia passavam lentamente. Poderia ter me irritado com isso, mas naquele momento eu não queria mesmo que o tempo passasse. Aquela sensação de liberdade deveria durar mais tempo… Meus cabelos longos me cegaram por momentos, a brisa passou tão forte que eles se emaranharam em meu rosto. Não vi nada… e não precisei, bastava sentir.

Continuei com os braços lindamente esticados, me dando, perigosamente, uma instabilidade inapropriada para o momento. Não liguei. Não entende que não era importante? Não me importava com o perigo iminente, ou escancaradamente mortal, parecia, para mim, apenas fugaz.

Fugaz! Pensei naqueles dias em que pensei que seu carinho por mim seria menos efêmero. Duradouro, na verdade, isso que achei. Este pensamento subitamente doeu-me o coração… se é que isso, literalmente é possível. Pois é, com você aprendi que os fatos são como são, não há maneiras de deixá-lo romântico o suficiente se uma das partes o torna cruel por simples prazer. A sua partida foi muito cruel. Inesperada, desnecessária, brusca…

Mesmo num estado de êxtase e meditação angelical, o pensamento em você me fez sentir uma lágrima amarga descer pelo rosto. O desequilíbrio chegou por momentos poucos; lembrar sua partida egoísta me causou desconforto. Desci os braços junto ao corpo, realmente procurando equilíbrio. Abri os olhos e percebi onde estava. Num estado de lucidez apenas desci do parapeito. O barulho da água batendo nas pedras laterais ficou ensurdecedor… o que antes era apenas quietude. Foi você, foi o pensamento em você me trazia caos, imagine a presença…

Respirei fundo, bem fundo. Acho que procurava a vida. Não sei, queria perdê-la, já tinha perdido você. Firmei as mãos na beira da ponte, segurando-me firmemente, em mim mesma. Pensando que este gesto externo me daria forças para achar-me internamente. Trêmulos, os braços, me seguraram em mais um momento de lucidez. Como enxergaria minha sombra como uma apenas se já me acostumara a vê-la como dupla? Mais lágrimas densas e teimosas me desceram as bochechas. Caiam, aqui, agora e chega. Abro os olhos e vejo apenas o horizonte à frente… Preparada para seguir em frente, abri-me para os sentidos naquele instante. O primeiro passo para sair dali foi duvidoso.

Inesperadamente sua voz surge ao fundo. Inebriada pelas emoções dos últimos segundos, em que a decisão de continuidade estava ainda delicada, escutei você ainda mais perto. Os olhos o procuravam em várias direções e, mesmo sem vê-lo, sua voz já chegava como um grito ao ouvido. Não tive mais dúvidas, senti-me forte o suficiente para juntar-me a você. Fui, sem repensar. Não deixei vestígios. Apenas um corpo inerte, já desfalecido pelo encontro com a água gélida.

17 maio 2018 CHARGES

SINOVALDO

17 maio 2018 A PALAVRA DO EDITOR

TEM FUBÂNICO EM TUDO QUANTO É CANTO!

A comunidade fubânica se espalha pelo Brasil inteiro e entope cada vez mais o oco do mundo.

Temos leitores de norte a sul, de leste a oeste.

Esta semana saí com Aline pra comprar minha frutas (principalmente manga espada, manga rosa e pinha) e, lá no mercado, nos encontramos com um fiel e antigo frequentador deste antro de escrotidão.

Trata-se do pernambucano Marcos Siqueira, sertanejo de São José do Egito, conhecida como a Terra dos Poetas.

Gratíssimo por suas elogiosas palavras, pela força e pela audiência.

Continuamos contando com você e com todos os fieis leitores do JBF.

Abraços, sucesso, saúde e muita alegria!

17 maio 2018 CHARGES

VERONEZI

TRAIÇOEIRAS VÍRGULAS

O governo cancelou mesmo aquele slogan com que pretendia se auto elogiar – O Brasil voltou, 20 anos em 2. Inspirado no 50 anos em 5, de JK. E ainda bem. Que pegaria mal, caso a vírgula fosse cortada. Seria, então, O Brasil voltou 20 anos em 2. Um desastre. Lembro algo parecido. Quando, no início dos anos 1970, um capitão do Exército se vangloriou. Ao dizer ter visto, no parachoque de um caminhão, Médici, o povo pelo Presidente. Olhando bem para ele, perguntei: “Tinha mesmo essa vírgula?” Pareceu não entender. E até agradeci, por isso. Que, sem ela, a frase seria pronunciada de outro jeito, Mede-se o povo pelo Presidente. E eu, com o histórico que tinha, iria em cana.

Com relação às vírgulas, tudo começou na Grécia antiga. O templo de Apolo ficava nas encostas do monte Parnaso. E lá funcionava o Oráculo de Delfos, em que vivia sacerdote conhecida como pitonisa (pítia, serpente, seria o nome original do deus Apolo). Investigações recentes sugerem que, de fenda no rochedo, àquele tempo sairia um gás – etileno, metano, sulfato de hidrogênio (não dá mais para saber, depois de um terremoto) – que provocava o frenesi da pitonisa. Fazendo com que fizesse previsões ininteligíveis. No episódio mais famoso, Alexandre Magno queria saber o destino que teria em guerra próxima. Ela teria respondido “irás voltarás não morrerás lá”. Interpretado, pelo interessado, como “Irás. Voltarás. Não morrerás lá”. Só que Alexandre deixou seu jovem corpo enterrado na Babilônia (atual Iraque). E os generais foram pedir explicações. A pitonisa só completou a pontuação do texto, que ficou assim: “Irás. Voltarás? Não. Morrerás lá”.

Fernando Henrique Cardoso foi outra vítima do mal uso das tais vírgulas. Numa entrevista escrita, perguntaram se ele iria privatizar a Petrobrás. Sua resposta, curta, foi publicada assim: “Eu não sou contrário à privatização da Petrobrás”. Barulho grande. E apenas depois do estrago feito, esclareceu que era o contrário. Faltava uma vírgula, na sua frase, que mudava tudo: “Eu não, sou contrário à privatização da Petrobrás”. Por falar em vírgulas, elas só não faltam mesmo em José Saramago. Que usa, em média, 20 por frase (21 no Evangelho, 19 em Caim).

Slogans são sempre complicados. Em 1959, passou a funcionar o Metropolitano de Lisboa. Pronuncia-se METRO (como a medida de distância); e não, como na França, METRÔ. Escolhido para fazer o slogan, apesar de vez por outra ser preso pela PIDE (de Salazar), foi o poeta português Alexandre (Manuel Vahia de Castro) O’Neill. Contratado e pago, seu slogan foi Vá de Metro, Satanás. Obviamente inspirado na fórmula do exorcismo da Igreja Católica. O mesmo dístico que, desde 1789, vem gravado no verso das medalhas de São Bento, VRSNSMV (do latim Vadre Retro Satana Nunquam Suade Mihi Vana – Retira-te, Satanás, nunca me aconselhes coisas vãs). Apesar de tão instigante, a administração do METRO vetou a publicidade. É pena.

E não é caso único de slogan vetado. Em 1985, no início da campanha de Jarbas à Prefeitura do Recife, houve reunião em sua casa. O marqueteiro paulista da PROPEG apresentou o material preparado, começando por outdoor inspirado em Blaise Pascal (Pensées): O coração tem razões que a própria razão desconhece. Depois, a frase foi muitas vezes adaptada por Gilberto Freyre. Mas essa é outra história. Certo é que acabou popularizada por uma velha marchinha (Aos pés do céu) de Marino Pinto. Aplausos gerais. Foi quando Lailson, gênio da raça, pegou seu lápis, sem dizer uma palavra, e, continuando os versos (não de Pascal mas) da música, grafitou o outdoor: Faz promessas, e juras, depois esquece. Risos gerais. E campanha no lixo. Pensando bem, taí um slogan bom para o pessoal de Brasilia: Governo Temer: O que faz promessas, e juras, depois esquece.

17 maio 2018 CHARGES

DUKE

17 maio 2018 A PALAVRA DO EDITOR

ABRINDO UMA EXCEÇÃO

Um gesto raro aqui nesta gazeta escrota: este editor aplaudir uma otoridade.

Abro uma exceção para Aloysio Nunes, ministro da Relações Exteriores, que divulgou nota sobre o manifesto contra a prisão de Lula assinado por perfeitos idiotas e cretinos europeus, como Massimo D’Alema e François Hollande:

“Recebi, com incredulidade, as declarações de personalidades europeias que, tendo perdido audiência em casa, arrogam-se o direito de dar lições sobre o funcionamento do sistema judiciário brasileiro. Qualquer cidadão brasileiro que tenha sido condenado em órgão colegiado fica inabilitado a disputar eleições. Ao sugerir que seja feita exceção ao ex-presidente Lula, esses senhores pregam a violação do estado de direito. Fariam isto em seus próprios países? Mais do que escamotear a verdade, cometem um gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira e seu compromisso com a lei e as instituições democráticas.”

Palmas para Aloysio!!!!

17 maio 2018 CHARGES

CLAYTON

17 maio 2018 DEU NO JORNAL

A MULHER QUE MATOU O BANDIDO

J.R. Guzzo

A cabo Kátia da Silva Sastre, da Polícia Militar de São Paulo, é uma heroína das mulheres brasileiras. No último sábado, em defesa da filha que tinha ido buscar na escola, de outras meninas que saíam com ela e das mães que as esperavam na calçada, matou com três tiros um bandido que apontava uma arma de fogo contra as crianças e mulheres. Foi uma cena que só se vê em série de TV americana, onde a polícia age sempre com heroísmo, competência, respeito à lei e boa pontaria. Kátia não errou nenhum dos três tiros que disparou do revólver que sacara da bolsa. Com o assaltante caído no chão, depois de atirar nela duas vezes, deu-lhe voz de prisão ─ e afastou com o pé, para fora do seu alcance, a arma que ele havia apontado para as meninas e suas mães. Em seguida, mantendo o criminoso imobilizado no chão, esperou pela chegada da polícia. Levado para o hospital, o sujeito morreu uma hora e tanto depois.

A cena, gravada em vídeo pelas câmeras de seguranças instaladas no lugar, está à disposição de todos, a qualquer momento, pelo Google ou o YouTube. Logo saiu da grande periferia de São Paulo e passou a correr o Brasil pela internet ─ é possível que tenha ido ainda além.

Qual a surpresa? O ato da policial da PM paulista foi um desses casos claros ─ e raros ─ de vitória absoluta do bem sobre o mal. É o tipo do episódio pelo qual torcem nove entre dez brasileiros exaustos com a praga dos assaltos, com a crueldade demente dos bandidos ou com a humilhação de se verem toda hora obrigados a deitar no chão para tentarem sobreviver aos tiroteios nas “comunidades”. É o dia em que o monstro perde ─ dia de lavar a alma para os milhões de cidadãos decentes que sofrem a opressão diária dos criminosos e só têm guerreiras como a cabo Kátia para arriscar a vida em sua defesa. 

Para completar, o caso aconteceu justo na véspera do Dia das Mães. A imagem da mulher sem medo, defendendo de arma na mão as crianças e mães aterrorizadas sob a mira do bandido, ficará por longo tempo no pensamento de quem padece a angústia diária, sem descanso, de não saber se hoje os filhos vão voltar vivos da escola. Para todas essas mães, enquanto houver Kátias haverá alguma esperança.

Não é nenhuma surpresa, naturalmente, que nenhum de todos esses “movimentos femininos” que vivem de denunciar a “violência contra as mulheres” tenha dito uma única palavra em apoio a Kátia Sastre. Seu ato de heroísmo não existiu, simplesmente. Na verdade, a moça terá sorte se não acabar sendo denunciada, ou algo assim, por essas “lideranças” que estão todos os dias nas primeiras páginas e nos horários nobres. Ela não é negra, nem lésbica, nem favelada, nem líder comunitária, nem do PSOL-PCdoB-PT. É mãe de família, policial e vai buscar a filha na escola, como milhões de outras. Ou seja, é o tipo da pessoa detestada nesse ambiente ─ e amada pela massa dos cidadãos, o que só comprova mais uma vez o quanto os movimentos “populares”, na vida real, se afastam do povo.

É o mesmo que acontece nos meios de comunicação, onde o bandido foi descrito como “suspeito” do assalto, embora tenha sido filmado, com o máximo de clareza, apontando o seu revólver para a cabeça de uma menina de seis ou sete anos de idade. Também foi chamado de “rapaz”. Assim: “O rapaz foi atingido com três tiros”. Rapaz? A preocupação central, como sempre acontece, é saber se a policial se excedeu ao atirar no criminoso que tinha atirado duas vezes nela, ou se a sua atitude não poderá incentivar a “letalidade” da polícia. Foram buscar a opinião de “criminalistas” para medir os prós e contras da questão ─ como se houvesse contras.

É provável que passem a exigir, junto com as alas “militantes” do Ministério Público, uma apuração rigorosa do gesto da mãe que enfrentou o bandido. Cada vez mais, junto com os “movimentos” feministas e outros bichos parecidos, se descolam da realidade e se colocam como adversários do povo brasileiro.


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