18 maio 2018 DEU NO JORNAL

DOIS INOCENTES VÍTIMAS DA JUSTIÇA INJUSTA

O juiz Rafael Estrela, da Vara de Execuções Penais do Rio, atendeu pedido de renovar a permanência de Fernandinho Beira-Mar por mais um ano no presídio federal de Porto Velho.

* * *

A presidente do PT, a ré GleisI Hoffmann, acabou de emitir uma nota protestando por mais esta arbitrariedade da justiça partidarizada deste país.

Fernandinho Beira-Mar e Lulinha Beira-Sítio: dois perseguidos pela justiça injusta de Banânia

18 maio 2018 CHARGES

LUTE

DOIS POEMAS DE ZÉ DA LUZ

Severino de Andrade Silva (Itabaiana/PB, 1904 – Rio de Janeiro/RJ, 1965), mais conhecido como Zé da Luz, foi um alfaiate de profissão e poeta popular brasileiro

* * *

A TERRA CAIU NO CHÃO

Visitando o meu sertão
que tanta grandeza encerra,
trouxe um punhado de terra
com a maior satisfação.

Fiz isso na intenção,
Como fez Pedro Segundo,
de quando eu deixasse o mundo
levá-lo no meu caixão.

Chegando ao Rio, pensei
guardá-lo só para mim
e num saquinho de brim
essa relíquia encerrei!

Com carinho e com cuidado
numa ripa do telhado,
o saquinho pendurei…

Uma doença apanhei
e vendo bem próxima a morte
lembrando as terras do norte
do saquinho me lembrei.

Que cruel desilusão!
As traças, sem coração
meteram os dentes no saco,
fizeram um grande buraco
e a terra caiu no chão.

* * *

CANTADÔ E VIOLÊRO

Eu nunca aprendí a lê.
Eu nunca tive im iscóla.
Mas, Deus mi deu o sabê,
De sê impruvisadô
E tocadô de viola.

Eu não invejo a sabênça
De nenhum hôme letrado.
Deus mi deu intiligênça,
Qui tem feito diferença
A munto doutô formado.

De que serve os anelão
Qui êsses doutô tem nos dêdo,
Se de uma impruvização
Êles não sabe o segrêdo?

As iscóla, a Acadimía,
Faz doutô de todo jeito:
– Faz doutô de inginharía;
Doutô Juiz de Dereito;
Doutô prá curá duênça;
Faz inté doutô dentista.
Mas, nunca há de fazê,
Um doutô saí de lá,
Formado na puisía,
Num puéta repentista!

Quando eu pego na vióla
Qui óiço o gemê das prima,
Os verso sái da cachóla
Im cachuêras de rima!

Praquê maió aligría,
Prá um cabra impruvisadô,
De que numa canturía
Êle lová u’a moça,
Pra dispôis dela lováda,
Fica tôda derrengáda
Agradicendo o lovô?

E a vióla, contente,
Ficá tocando um baião,
Inquanto o cabôco sente,
Outra vióla tocando
Cá dentro do coração?…

Se os versos q’eu impruviso
Não tem graça nem belêza,
Piçuí um grande valô:
– Êsses verso, eu aprendí
No livro da Naturêza
Tendo Deus pru professô!

O cantadô de repente
Tem tudo qui êle quizé:
– Tem os rio, as cachuêra,
Tem as noite inluaráda,
O rompê das arvoráda
E a graça das muié!

E tem o céu brasilêro
Qui cobre as terra Norte!
E tem o cabôco forte,
Tem o valente vaquêro,
As “Festa de Apartação”,
Tem o calô das fuguêra
Das noites de São João!

Tem os cabôco valente
Flô da alma do sertão!
Êsses cabôco ribusto,
Qui vinga a honra ultrajada,
Sem tê mêdo, sem tê susto,
Cum um “Bacamarte” na mão!

Praquê livro ou iscóla,
Praquê ané de doutô?
Se eu piçúo uma vióla,
Tenho livro e prufessô;
Tenho Deus e a Naturêza
Aonde tá a grandêza
De tudo qui Êle criou!?

Eu sou feliz, meu patrão.

Eu vivo nesse mundão
Bem satisfeito e contente.

E peço à Deus das artura,
(Ao meu grande prufessô)
Qui não mi farte o repente,
Esse dom qui Êle mi deu
Cum Seu pudê verdadêro
De eu sê impruvisadô,
Cantadô e violêro!

18 maio 2018 CHARGES

PELICANO

18 maio 2018 DEU NO JORNAL

O PT ESTÁ PRESO

18 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

MÚSICA ETERNA

01 – La Gazza Ladra – (Rossini) – Paul Mauriat & Orquestra – 1985
02 – Luar do Sertão – (Catulo da Paixão Cearense) – Johan Dalgas Frisch – 1962
03 – Hooked On A Song – (V.A.) – The Royal Philharmonic Orchestra – 1981
04 – Song of Índia – (Rimsky / Korsakov) – Henry Jerome & Orquestra Metais em Brasa – 1960
05 – Marcha Turca – (Mozart) – Altamiro Carrilho – 1980
06 – Schubert´s Serenade – Ray Conniff Orquestra e Coral – 1958
07 – Valsa das Flores – (Tchaikovsky) – London Symphony Orchestra – 1997
08 – Strauss & Co. – André Rieu & Johann Strauss Orchestra – 1994
09 – Symphony 40 – (Mozart) – Orquestra Waldo de Los Rios – 1969
10 – Hooked On Swing – (V.A.) – Larry Elgart & His Manhattan Swing Orchestra – 1982

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VERONEZI

18 maio 2018 JOSIAS DE SOUZA

LAVA JATO ENCARCERA A FINA FLOR DO PODER PETISTA

O TRF-4 rejeitou nesta quinta-feira o último recurso que separva José Dirceu da cadeia. Trata-se de um embargo de declaração do embargo infringente, eufemismo para embromação. Com o retorno de Dirceu para o xadrez, o PT chega a um ponto situado muito além do fundo do poço. Lula e os nomes que ele próprio considerava como opções presidenciais — Dirceu e Antonio Palocci — foram dissolvidos pela Lava Jato. Fica demonstrado que um raio pode cair várias vezes sobre o mesmo partido.

Houve um momento em que o PT poderia ter saído do caminho da ruína, tomando a trilha da ética. Em 2005, quando foi deslocado do Ministério da Educação para a presidência de um PT em chamas, Tarso Genro pronunciou a palavra mágica. Contra o desgaste do mensalão, ele sugeriu a “refundação” do partido. Continuando nessa linha, o petismo chegaria à autocrítica. Mas Tarso foi desligado da tomada pelo grupo “Construindo um Novo Brasil”, antigo Campo Majoritário —uma corrente personificada na figura de José Dirceu.

O tempo passou. Lula reelegeu-se em 2006. Em 2010, sem condições de prestigiar Dirceu e Palocci —feridos respectivamente pelo mensalão e pelo caso da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo—, a divindade petista fabricou o “poste” Dilma Rousseff. Nessa época, Lula cavalgava uma popularidade acima dos 80%.

O relógio correu mais um pouco. Em maio de 2014, ao discursar na convenção em que o PT aclamou Dilma como candidata à reeleição, Lula parecia adivinhar o que estava por vir. Comparou o PT original, fundado por ele em fevereiro de 1980, com o partido que ocupava a Presidência da República havia 12 anos:

“Nós criamos um partido político foi para ser diferente de tudo o que existia”, declarou. “Esse partido não nasceu para fazer tudo o que os outros fazem. Esse partido nasceu para provar que é possível fazer política de forma mais digna, fazer política com ‘P’ maiúsculo.” A Lava Jato dava seus primeiros passos. Sem suspeitar que a operação iluminaria seu próprio calcanhar de vidro, Lula foi ao ponto:

“Nós precisamos recuperar o orgulho que foi a razão da existência desse partido em momentos muito difíceis, porque a gente às vezes não tinha panfleto para divulgar uma campanha. Hoje, parece que o dinheiro resolve tudo. Os candidatos a deputado não têm mais cabo eleitoral gratuito. É tudo uma máquina de fazer dinheiro, que está fazendo o partido ser um partido convencional.”

Hoje, sabe-se que, enquanto Lula discursava, o dinheiro sujo que a Odebrecht roubara da Petrobras entrava na caixa registradora do comitê Dilma Rousseff-Michel Temer. Não é intriga de inimigo. Quem contou foi o casal do marketing petista — João Santana e Monica Moura.

Sabe-se também que o próprio Lula já havia se tornado “uma máquina de fazer dinheiro.” Afora os milhões amealhados sob o pretexto de remunerar palestras, já havia o provimento dos confortos do tríplex e do sítio. De novo, não é intriga da oposição. Além das delações de empreiteiras companheiras (Odebrecht e OAS) e das provas reunidas pela força-tarefa de Curitiba, há a palavra de Palocci.

Preso e moído pelas investigações, Palocci tentou apresentar Lula a si mesmo numa carta que enviou ao PT, desfiliando-se da legenda: “Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do ‘homem mais honesto do país’ enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto Lula são atribuídos a dona Marisa?”, indagou.

A Lava Jato encarcerou a fina flor do poder petista. No momento, o PT é presidido por uma boneca de ventríloquo: Gleisi Hoffmann, ré da Lava Jato, prestes a ser julgada no Supremo. Sua única missão é convencer a plateia de que Lula, preso e inelegível, retornará ao Planalto. Embora tenha ultrapassado o fundo do poço, o PT escolheu viver no mundo da Lua. E a pergunta de Palocci continua ecoando: “Até quando?”

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CORTE DE BENEFÍCIOS APROXIMA LULA DA REALIDADE

18 maio 2018 CHARGES

J. BOSCO

18 maio 2018 DEU NO JORNAL

COITADA… NÃO TERÁ DEFESA NO JBF

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT, recebeu R$ 885 mil de um esquema de corrupção alvo da Lava Jato. É o que afirma a Polícia Federal em relatório de inquérito que investiga a petista. O dinheiro, repassado em cinco pagamentos, teve origem em um esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

Gleisi é investigada no Supremo Tribunal Federal por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Quatro dos pagamentos realizados à senadora, de acordo com o relatório, foram feitos pela empresa Consist, a mesma investigada na Operação Custo Brasil, que tem como principal alvo o ex-ministro do Planejamento e marido da petista, Paulo Bernardo. Outro pagamento, de R$ 300 mil, partiu da TAM Linhas Aéreas.

Ainda de acordo com as investigações da PF, os pagamentos à senadora foram feitos por meio do escritório do advogado Guilherme Gonçalves, que atuava para o casal.

A Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, chegou a prender preventivamente Paulo Bernardo, que ficou preso, em junho de 2016, por seis dias.

O alvo da investigação é a assinatura de um contrato entre o Ministério do Planejamento, o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar (SINAPP) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

O objeto do contrato era a gestão de empréstimos bancários consignados para evitar que trabalhadores excedessem a cota permitida por lei. Após a assinatura do contrato, as entidades contrataram a Consist Software Ltda.

O esquema criminoso envolvendo a Consist, segundo a PF, desviou cerca de R$ 100 milhões de contrato assinado quando Paulo Bernardo era ministro do Planejamento. Ele ocupou o cargo entre 2005 e 2011.

Durante a investigação, a PF concluiu que há indícios de que Gleisi, Paulo Bernardo e pessoas ligadas ao casal receberam aproximadamente R$ 7 milhões originários do “fundo Consist” e pagos pelo escritório de Gonçalves.

O delegado Ricardo Hiroshi Ishida aponta que os valores eram, na verdade, produto de corrupção

Já o pagamento feito pela TAM foi encontrado em uma planilha identificada como “eleitoral Gleisi” durante a Custo Brasil, no escritório de Guilherme Gonçalves.

* * *

É pena que a idolatria do nosso estimado colunista Goiano, petista roxo (mais que vermêio!) se restrinja ao presidiário Lula, engaiolado por grossa corrupção, conforme consta nos autos do processo.

Goiano nem liga pros demais corruptos da cúpula do bando, como Gleisi, Dirceu, Vaccari, Palocci, Delúbio, e tantos outros nomes ilustres desta fervilhante quadrilha.

Senão, ele faria uma magistral defesa dessa Gleisi botadeira de chifres, mais conhecida como Amante na lista de propinas da Odebrecht.

Uma pena mesmo.

Vamos ficar sem esta para alegrar o nosso final de semana.

18 maio 2018 CHARGES

CLÁUDIO

DIA JUNTANDO NUVENS

– A vida? É como o tempo se preparando para chover, meu jovem – falou o velho enquanto arrumava as brasas do fogo no chão, com uma vareta queimando na ponta.

– Como assim? – quis saber o menino.

Uma lufada de vento assanhou-lhe os cabelos.

O velho continuava mexendo nas brasas, o olhar fixo nas labaredas do fogo baixo e crepitante.

O seu silêncio já inquietava o menino, quando um clarão iluminou ainda mais a caverna onde estavam. Em poucos segundos o céu pareceu se partir ao meio, ao som rouco da natureza das nuvens em trabalhos de parto.

– Veja, meu querido – falou o velho apontando para fora, recolhendo a vareta e apagando o fogo da ponta, esfregando-a no chão de areia grossa. – A infância é como a aurora de um dia claro, de céu limpo e naturalmente alegre; mas, aos poucos se tornando nublado. Quem percebe tal fenômeno se enche de esperança pelo futuro do dia – falou escorando-se na parede da rocha. Calou-se um pouco em seguida, como se ouvisse alguma voz vindo de si. O fogo faulhando à sua frente, jogando ínfimas faíscas no ar.

– E? – perguntou o menino.

– Daí, sopram os ventos e ocorre o relâmpago da juventude. Tudo clareando, rápido, trazendo calor com o fogo do vigor da luz. É o que realmente pode fazer estragos. Porém, também é o algo mais belo em qualquer dia nublado.

Outro silêncio.

O menino sabia ansioso da continuidade das palavras do amigo mais velho. Mexeu-se em seu lugar duas vezes antes da continuação.

– Logo vem o trovão, sempre mais demorado em seu som, que o relâmpago em sua claridade, meu jovem – falou procurando os olhos do menino. Sorriu com os cantos da boca, sem abri-la, e continuou: – A juventude passa como um raio! E depois dela…

– Sim?

– … virá a maturidade do trovão. É quando se sente medo e saudades do dia ficando nublado.

– Compreendi – respondeu o menino abaixando a cabeça. – Estou na fase do relâmpago?

O velho alisou a barba, caminhando por ela com a palma da mão esquerda. A outra ainda segurava a vareta.

– Não. Ainda és um dia juntando nuvens no céu. Já eu, creio, estou no final do trovão.

O menino ficou balançando a cabeça afirmativamente. Por fim perguntou:

– E a vida, quanto dura?

– O mesmo tempo gasto por um dia juntando nuvens, ou o espaço preenchido pela claridade de um relâmpago. Com sorte, meu querido, terá a duração de um estrondo de trovão – respondeu batendo o chão com a vareta. E completou: – Oxalá o tempo de uma boa chuva. Mas, é breve. Sempre breve e frágil.

O menino olhou por sobre o ombro esquerdo para fora da caverna. Outro clarão iluminou a caverna.

Seguiu-se um som ainda maior e mais demorado que o do primeiro trovão.

– O som do trovão… – falou indeciso o jovem. – O que será que ele deseja dizer com tanta força?

– “Calma! Já virão as águas. Aquieta-te e verás a renovação de tudo quanto elas alcançarem”. E por melhor que sejam as águas, meu querido, continuarás a sentir saudades de quando o dia só iniciava seu exercício de juntar nuvens no céu.

A chuva começou lá fora.

18 maio 2018 CHARGES

PAIXÃO

18 maio 2018 A PALAVRA DO EDITOR

CONSELHO

Este Editor dá um conselho pra todos os leitores fubânicos:

Quando você estiver se sentindo um imbecil completo, um idiota fundamental, um descerebrado sem rumo, um pateta ajumentado, assista ao vídeo abaixo que estes sentimentos passarão de imediato.

18 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

DELAÇÃO PREMIADA

Acredita-se que o sucesso da Lava Jato tem relação com as delações premiadas. Não se descarta essa associação, mas não se pode conceber que a justiça assista, passivamente, essa corja de ladrões que tomou o estado brasileiro, usar este instrumento como uma válvula de escape da lei. A questão é a postura dos saqueadores do erário. Vejamos o caso de Palocci. Desde seu depoimento a Moro que ele tenta um acordo de deleção premiada que o Ministério Público Federal não aceitou. O descaramento de Palocci ao dizer que tinha informações que poderiam prorrogar a Lava Jato por mais tempo é absurdo. Deveria mofar na cadeia porque acima dos interesses pessoais deveria estar o interesse da sociedade. Agora, a Polícia Federal colheu seu depoimento e encaminhou a proposta de delação para o STF4, apesar da posição contrária do MPF. A briga está na posição do MPF que entende que apenas ele pode firmar tais acordos. Mas, já existe maioria no STF sobre acordos firmados com a PF, por isso o pedido de vistas do processo é somente uma protelação.

Outro exemplo de abuso (diga-se com todas as letras: abuso) é o caso de Paulo Preto que decidiu não fazer deleção premiada, por enquanto. Veja bem: por enquanto. Então, fica a pergunta: quando fará? Quando perceber que não haverá socorro suficiente para lhe tirar da cadeia. Então, o que se tem é uma pessoa que conhece as nuances de um crime e por interesse próprio não denúncia. Alguns dirão: a constituição diz que ninguém é obrigado a produzir provas contra si, mas neste caso não é mais contra ele, propriamente dito, porque já se tem sua digital em dinheiro podre.

Fica, absolutamente, claro que estas pessoas sabem muito mais do que externam e que não relatam, imediatamente, porque usam a delação como moeda de troca não apenas para reduzir seu tempo atrás das grades, mas para pressionar os possíveis delatados a se mover no sentido de falar com o ministro certo e este influenciar outro para tirar o sacripanta da cadeia. No caso de Gilmar Mendes, independe de credo, cor, raça, religião, tamanho do roubo ou qualquer outra prerrogativa. Qualquer um que estiver preso por roubo ou falcatrua tem em Gilmar um santo protetor. São Gilmar Mendes, indicado por Fernando Henrique Cardoso, soltou o operador do PSDB antes que ele se desesperasse e entregasse Alkmin e companhia bela. Gilmar Mendes soltou o operador do MBD, antes que ele intensificasse as denúncias contra Temer, por exemplo.

Ao longo dos depoimentos das pessoas no processo do Guarujá, um dos argumentos de Lula era que a PF ou MPF só fechavam acordos se os delatores prometessem envolver o seu nome. Na verdade, os delatores fizeram de tudo para não envolver Lula nas falcatruas, mas é preciso dizer que o pessoal que investiga não é burro. O cara conta uma história fantasiosa e, imediatamente, as pessoas percebem que aquilo não poderia ocorrer sem a interferência de alguém com mais poder. Então, rejeitam por ocultação de informação. O cara tripudiou da sociedade desviou recursos públicos e agora quer tripudiar dos investigadores contando lorotas.

Gilmar Mendes já criticou publicamente, inúmeras vezes, as prisões preventivas de Curitiba. Já comentou que os presos só seriam soltos mediante delação. Mas, na essência não deveria haver mais rigidez com a soltura? Está se colocando nas ruas uma pessoa que cometeu crimes isolada ou coletivamente; que sabe quem mais participou daquela tramoia, então o correto não seria deixar o cara pensando um bom tempo nas bobagens que fez para que ele entendesse que o crime não deveria compensar?

Paulo Preto sabe muito dos roubos do PSDB ao longo de todos esses anos governando São Paulo. A prisão dele seria a oportunidade de descobrirmos quem mais de locupletou dos recursos públicos. Precisa dizer que Gilmar Mendes colocou na rua um cara que tem R$ 113 milhões depositados em contas de bancos suíços? Esquecemos que na campanha presidencial de Serra, este cidadão fez sumir R$ 4 milhões de doações e ainda ameaçou Serra com recados diretos e públicos alegando ter documentos com a assinatura dele? José Serra chegou a ponto de dizer que não conhecia Paulo Preto.

O Brasil só mudará certos costumes se houver mudança na lei. Enquanto nós tivermos o interesse social abaixo dos interesses individuais e enquanto tivermos canalhas fazendo leis em benefício próprio, não seremos capazes de erguer a bandeira da credibilidade. Veremos dinheiro da educação, saúde, segurança, etc. sendo canalizado para contas particulares, preferencialmente no exterior, de pessoas que deveriam trabalhar pela sociedade.

Em outros países, a corrupção é combatida com rigor. A ladroagem é punida com execuções, até. Aqui, precisamos do trânsito em julgado para dizer que um cara que enriqueceu ilicitamente é culpado..

18 maio 2018 CHARGES

J. BOSCO

18 maio 2018 EVENTOS

É HOJE! – PARA OS LEITORES DE FORTALEZA – COLUNISTA FUBÂNICO LANÇA LIVRO

18 maio 2018 CHARGES

AMARILDO

18 maio 2018 DEU NO JORNAL

ARROCHA, DOTÔ!!!

O juiz federal Haroldo Nader, da 6ª Vara de Campinas, suspendeu imediatamente, por meio de uma liminar, as regalias concedidas ao ex-presidente Lula.

Para o magistrado, o petista não precisa de segurança, motorista, veículo e cartão corporativo já que está preso.

O decreto que prevê estas regalias foi assinado por Lula em 2008 e garante de dois veículos oficiais, com respectivos motoristas, e serviços de seis servidores — quatro para segurança e apoio pessoal e dois para cargos em comissão.

Em sua decisão, Nader afirma que, no presídio, Lula tem toda a segurança que precisa e que o pagamento dos assessores que continuam designados a Lula causarão prejuízos aos cofres públicos e que não há “qualquer justificativa razoável” para mantê-los no cargo.

Em relação aos dois carros, o magistrado aponta que “qualquer necessidade de transporte a outro local é de responsabilidade policial federal e sob escolta”.

Para o juiz, a permanência das regalias pagas com dinheiro público é um ato lesivo “ao patrimônio público, pois é flagrante a inexistência dos motivos”.

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Esta medida tomada pelo do Dr. Haroldo estragou o final de semana do fanático lulista Ceguinho Teimoso.

Eu lamento bastante pelo nosso querido peruador fubânico.

Toda vez que um petista sofre, eu sofro junto com ele.

Confesso que fui às lágrimas.

Snif, snif, snif, xiuf, xiuf, xiuf…

18 maio 2018 CHARGES

ALECRIM

O RIRRI

A história do zíper, fecho éclair ou simplesmente “fecho”, começou em 1893, na Exposição Mundial de Chicago, nos EUA, onde esse objeto deslizante, para fechar e abrir roupas, foi apresentado pela primeira vez. Tratava-se de uma versão primitiva do dispositivo, com minúsculos ganchos e argolas, desenvolvida pelo engenheiro americano Whitcomb Judson. Cansado de abrir e fechar todos os dias os cordões dos seus sapatos, ele teve a ideia de criar um artefato rústico, composto de ganchos e furos, para facilitar. Porém, esse tipo de zíper não era muito eficiente: não fechava com facilidade e abria em horas impróprias.

O mecanismo atual do zíper, com o uso de dentes que se engancham, surgiu, somente, em 1912, desenvolvido por Gideon Sundback, um engenheiro elétrico sueco, que trabalhava nos Estados Unidos. No mesmo ano, a patente para um sistema semelhante foi concedida na Europa em nome de uma mulher chamada Catharina Kuhn-Moos. A indústria de confecção foi a mais beneficiada com essa invenção, que facilitou, de maneira fantástica, o abrir e fechar de roupas.

Antes do zíper, as roupas tinham fileiras intermináveis de botões.

A palavra “zíper” só surgiu em 1923. Ela foi criada por um funcionário da empresa americana B.F. Goodrich, que usou o termo para dar nome ao fecho deslizante, que acabava de ser lançado numa linha de galochas de borracha, as chamadas Zipper Boots (“Botas Zipper”).

Antigamente, no interior nordestino, os fechos de saias e vestidos eram chamados de “Rirri”. Zíper e Fecho-Eclair não eram palavras conhecidas. Toda saia ou vestido tinha um “Rirri”, costurado numa fenda lateral ou nas costas, que variava de 20 a 35 centímetros. Tinha a finalidade de facilitar o vestimento da peça, na passagem pela cabeça. O nome está ligado ao som, provocado pelo seu fechamento ou abertura, quando as duas carreiras de dentinhos de metal deslizam sobre os trilhos que o compõem.

De acordo com o costume, as barguilhas (ou braguilhas) das calças masculinas eram fechadas com botões. Somente com a moda de calças Jeans (Faroeste, Lee etc), tecido bastante pesado, os botões foram substituídos pelo Rirri.

Convém salientar que, enquanto os botões nunca causaram danos físicos ao homem, o “Rirri” lhe tem causado muitos “acidentes”. Já houve casos do homem ficar preso a ele, pela pele do membro sexual, ao abrir ou fechar a calça ou bermuda, com necessidade de procedimento cirúrgico.

A primeira participação desse utilitário, na indústria do vestuário, aconteceu durante a I Guerra Mundial, quando os uniformes dos soldados norte- americanos foram confeccionados com zíper nas calças.
Na II Guerra, foi usado em sacos de dormir, uniformes, malas e sacolas para transporte de mortos.

Na década de 50, a calça “LEE” fez, a união do z¡per com jeans, quando lançou a calça de jeans feminina.
Na década de 70, o zíper triunfou no setor do vestuário, entrando em contato com a alta costura. Também esteve a serviço do vestuário dos Hippies e dos Astronautas.

No Brasil o maior fabricante do zíper é a YKK, Yoshida Brasileira Indústria e Comércio, com sede no Japão e atuando em 44 países. Os outros fabricantes são: Linhas Correntes e Metalúrgica Ultra.
Há casos hilários, envolvendo o zíper.

Uma certa noite, um jovem casal de “sem carro”, com os hormônios fervendo, estava namorando na calçada da casa da moça. Já era tarde, a rua deserta, e o pai da jovem assobiou, dando sinal de que estava na hora de entrar. Ao ver a filha demorando, o homem foi até a calçada e flagrou o casal abraçado, debaixo de um pé de Castanhola, sem poder se apartar. O rapaz, em pânico, tentava fechar o zíper da calça, que ele mesmo abrira, e não conseguia. O pai da moça deu um escândalo com os dois e marcou a data do casamento na hora.

18 maio 2018 CHARGES

NANI


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