19 maio 2018FUTEBOL NO BRASIL



Mal acabou uma Copa do Mundo, que deixou pelo País um rastro de roubalheira e obras não acabadas, e em pouco tempo estamos de volta ao campeonato mundial de seleções. Fico até a pensar, sobre a copa passada, que a criatura se virou contra o criador. Foi o presidiário que através das gorjetas e em uma festa descaradamente de falsas alegrias com gritos, choros, saltos com soco no ar em que até o inventor do salto, o Pelé, participou. As propinas ofertadas pelo governo do ilusionista Lulla, determinaram a escolha do Brasil como sede da Copa de 2014. Tudo foi falso, mentiroso e enganador no governo petista. A Copa foi armada com a visão da corrupção dos governantes que a esperavam ganha-la e com isso aplacar o que viria depois, ou seja, roubamos, mas ganhamos.

O Canadá, como diz uma postagem em meu facebook, não classificou a sua seleção para a Copa da Rússia. Afinal, a Copa do Mundo que costuma competir é outra, a do prêmio Nobel, onde já ganhou vinte e três troféus e para isso tem o preparo de um dos níveis mais altos de qualidade de vida. Devem estar se moendo de tanta inveja do nosso pentacampeonato mundial. Temos algo que eles não nos alcançarão com toda certeza, é quase impossível os canadenses chegarem na marca dos 28 milhões de desempregados.

Acredito que o Brasil seja o campeão mundial nesse campo e marcha célere para um portentoso avanço real nessa área tão logo o Bolsa Família, grupo desempregado, mas não considerado como tal, não encontre mais fonte de financiamento. São, aproximadamente, 45 milhões de pessoas provenientes de 15 milhões de famílias dependentes desse programa. O que torna sério estes dados, é que os beneficiados não buscam por trabalho porque a eles não interessam perder a condição ofertada pelo Estado servil. Empregos, por exemplo, foram ofertados pela indústria têxtil do Ceará que forneceu cursos preparatórios, mas na hora de assinar o contrato ninguém aceitou em razão do risco de perder o cartão do Bolsa Família. Essa é a seleção de miséria que estamos montando e dificilmente seremos superados por qualquer competidor no campeonato do desemprego. E estamos formando um senhor time reserva, são 53 milhões que estão aí aptos para o mercado de trabalho, a turma do PIA (População em Idade Ativa). Solução para isso temos e existem muitas propostas. Acontece que o egocentrismo e individualismo somados à incompetência dos nossos representantes não permitem avanços no campo de propostas.

O Brasil até no futebol é enganador. É enganador porque na verdade, os jogadores que participam da seleção há muito deixaram de ser amantes e praticantes desse esporte jogado no Brasil. O futebol brasileiro está à míngua e o gigantesco manancial de jovens sonhadores com ele não pensam em outra coisa a não ser se mandarem do Brasil. É um desestimulo ficar por aqui. São poucos os times que, mal e porcamente, oferecem alguma coisa de elevado nível na preparação e condição de se desenvolver no futebol. Os clubes não têm sua própria estrutura técnica de pessoal para a preparação física, ficando a mercê dos técnicos e sua equipe de trabalho. Como se muda de técnico a cada mês, mudam-se também os preparadores e toda estrutura e os jovens recomeçam um novo aprendizado de estratégia e formação física.

Considero a seleção brasileira uma imagem falsa do que é o nosso futebol. O mérito, se ganharmos a Copa, deverá ser dado ao treinador, mas muito mais aos preparadores e treinadores dos times europeus que, através de sua organização administrativa e de apoio ao jogador, os preparam com espetacular condição física e emocional e os tornam homens responsáveis e cientes de que a profissão é muito mais do que apenas jogar bola, os aprontam para a vida. Aqui no Brasil os meninos revelações estão entregues a própria sorte, inclusive em relação aos seus próprios agentes. Os clubes não estão nem aí com isso, esperam apenas que se revelem e rendam muito dinheiro aos cofres. A única forma de recomeçar a dar valor ao nosso futebol, é não convocar para a seleção aqueles que lá fora estão e valorizar os que jogam neste chão duro e mal preparado dos nossos estádios, os verdadeiros representantes do futebol pentacampeão. Aliás, foi com a participação de 13 nativos que conquistamos esse quinto título. O futebol no Brasil pode ser, se bem administrado e com seriedade nas propostas de organização, um excelente campo de trabalho a milhares de jovens. Para isso eles precisam confiar de que é real a possibilidade de um dia crescer no esporte e vestir a camisa verde amarela. Tenho fé que voltaremos a ter estádios cheios e com o hoje esquecido, mas verdadeiro, futebol do Brasil.

4 Comentários

  1. Caro Rafael, como professor, hoje aposentado, tinha confianca que o Pais estaria se juntando ou se aproximando dos paises desenvolvidos. Ledo engano, descemos a ladeira em carrinho de rodas de rolimãs e sem freio. Decaimos em todos os setores, a educacão foi atingida em cheio, tanto pela acão dos governos, como dos professores mal preparados e mal pagos . As próximas eleicões nos trarão, por culpa dos partidos, candidatos piores dos que hoje ocupam o triste e desolador cenário das assembleias, da camara e do senado nacional. A justica assusta pelas decisões que chocam a sociedade trabalhadora e honesta que não entende a aceitacão de tantos e tantos recursos dos poderosos. A vida não tem muito ou nenhum valor, mata-se com a maior frieza por um simples telefone ou gesto, e quando a policia haje corretamente eliminando um assaltane, a furia da imprensa e de alguns setores da sociedade transformam o bandido em vitima . Regredimos e muito. Nào temos um unico estadista, os politicos e candidatos que ai estão, nãotem condicões e estofo para vencer atual anarquia instalada em nossas terras. INFELIZMENTE PERDEMOS DE NOVO DE 7 X 0

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