19 maio 2018ODE AO AMOR



É difícil falar de amor sem parecer piegas. Ainda assim, resolvi entoar este cântico, mesmo correndo o risco de enveredar por um caminho ridicularmente sentimental. Que seja!

Afinal, o que é o amor e como defini-lo? Viajemos no tempo. O termo tem origem no latim amor, e guarda o mesmo significado de agora: afeição, carinho, afeto. Entretanto, definir amor é tão difícil quanto complexo, pois ele se apresenta sob diferentes formas e significados variados.

O amor pode estar num abraço, num olhar, num beijo prolongado. Ele se propaga, naturalmente, entre um homem e uma mulher, porém pode acontecer entre dois homens ou entre duas mulheres. Quando ele é verdadeiro ultrapassa barreiras sociais, raciais e econômicas.

O amor pode ser fraternal, incondicional, próprio, entre amigos e amor ao trabalho. Dizem que o amor é cego, e que é uma bela jornada. Afirmam, também, que ninguém consegue viver sem tal sentimento, que pode até durar para sempre – não se trata aqui do amor espiritual ao Deus de cada um.

Alguns filósofos, da antiguidade, assim definiram o amor:

Sófocles – Uma palavra nos liberta de todo peso e da dor da vida: essa palavra é amor.

Platão – Ao toque do amor todas as pessoas se tornam poetas.

Aristóteles – O amor é formado por uma única alma habitando em dois corpos.

E o que dizer do amor platônico? Aquele que você sabe que nunca vai ter, mas que é bom assim mesmo. O beijo é a mais significativa expressão de amor que o ser humano conhece. No beijo também se esconde a manifestação do que chamamos paixão. Esperem! Amor e paixão não representam o mesmo sentimento?

A psicologia define a paixão como a atração pela idealização que fazemos do próximo, e não, necessariamente, pela pessoa como verdadeiramente é. Nas pessoas apaixonadas, as características de atração são as físicas. Ao contrário do amor, onde enxergamos muito além das aparências alcançando o interior das pessoas.

Estudos sobre o comportamento humano afiançam que a paixão pode durar semanas ou de um a dois anos. Após esse período ou finda o relacionamento, ou se inicia uma verdadeira história de amor.

O amor é o combustível para o romantismo e inspiração para a poesia. Daí textos e músicas que falam de amor, tocar tão fundo em almas sensíveis.

Poucos poetas cantaram tão bem o amor, e com tanta intensidade e profundidade, como o cronista e poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade. Uma das amostras é o pequeno retalho a seguir, extraído de uma de suas obras, O Amor:

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer o seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção, pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro ou, às vezes encontram, e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar sem deixa-lo acontecer verdadeiramente…

Evite que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

6 Comentários

    • Na minha adolescência eu não teria coragem de escrever o texto, pois seria indubitavelmente estigmatizado com a alcunha de “bailola”. Forte abraço.

  1. Sr. Jose, falar de amor jamais, será piegas. Se estiverem certos aqueles que dizem que as palavras repetidas muitas vezes calam em nossa memória, falar de coisas boas é colaborar com a Paz nos corações agitados.

    De acordo com seu texto ao definir amor e paixão e sabemos que ambos fazem parte de nossas vidas, mas, também percebe-se com o passar do tempo que somente um deles perdura, o AMOR.

    Parabéns pelo texto.

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