21 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

PAULO FRANCIS, O POLEMISTA QUE FAZ FALTA AO BRASIL

Nascido no Estado do Rio de Janeiro no dia 02 de setembro de 1930, Franz Paul Trannin da Motta Heilborn, adotou o pseudônimo de Paulo Francis, por sugestão, à época, 1957, do ator, poeta, teatrólogo e diplomata Pascoal Carlos Magno, e com ele criou fama de polemista e provocador, na carreira de jornalista, crítico de teatro, diretor e escritor. Também escreveu para jornais, como Ultima Hora, O Pasquim, O Estado de São Paulo, A Folha de São Paulo, onde, durante muito tempo manteve a coluna O Diário da Corte, onde expunha suas opiniões com clareza, ironia, deboche e sarcasmo.

Com sua experiência de diretor, Paulo Francis notabilizou-se, em primeiro lugar, como crítico de teatro do Diário Carioca, entre 1957 e 1963, quando intentou realizar uma crítica de teatro que, longe de simplesmente fazer a promoção pessoal das estrelas do momento, buscava entender os textos teatrais do repertório clássico para realizar montagens que fossem não apenas espetáculos, mas atos culturais – nas suas próprias palavras, “buscar em cena um equivalente da unidade e totalidade de expressão que um texto, idealmente, nos dá em leitura […] a unidade e totalidade de expressões literárias”. Seu papel como crítico, à época, foi extremamente importante.

Paulo Francis foi o centro de diversas polêmicas e disensão. Dizia que a ferocidade que seria a marca registrada de seus textos nasceu na infância. Aos 7 anos foi arrancado dos braços da mãe e atirado às feras de um internato na ilha de Paquetá. Atribuía todo o sarcasmo e agressividade a essa brutal separação, contou ao jornalista José Castello, colunista da Folha de São Paulo à época.

Ficou famoso o ataque – que ele mesmo classificaria mais tarde de “mesquinho, deliberadamente cruel” – à atriz Tônia Carrero que, por havê-lo acusado de “sofrer do fígado” e ser “sexy” – na gíria da época, homossexual – foi por ele acusada de haver-se prostituído e de mercadejar fotos de si mesma despida. Foi por isso agredido fisicamente duas vezes – pelo então marido da atriz, Adolfo Celi, e pelo colega de Tônia no Teatro Brasileiro de Comédia, Paulo Autran.

Em 1983, a sexualidade de Paulo Francis foi, mais uma vez, alvo de ataques e de insinuações. Ele criticou a entrevista que Caetano Veloso fizera com Mick Jagger, alegando que o roqueiro inglês zombou do entrevistador. Caetano respondeu, dizendo que Francis era uma “bicha amarga” e uma “boneca travada”.

No final da década de 1970, Paulo Francis lançou-se como romancista, tentando fazer uma crítica geral da sociedade brasileira através dos seus romances Cabeça de Papel (1977) e Cabeça de Negro (1979). Para essa crítica por meio da literatura, Francis aproveitou suas experiências pessoais dentro da elite cultural e social do Brasil e principalmente do Rio de Janeiro.

Os dois romances são uma tentativa de retratar os meios jornalísticos e da boemia carioca dos anos 1960 e 1970, através do uso de um alter ego, que atua como narrador em primeira pessoa, num estilo subjetivo, à maneira já consagrada na ficção moderna por James Joyce e Marcel Proust; por outro lado, esta representação subjetiva, própria da literatura de elite, busca uma concessão ao interesse do leitor médio, ajustando-se, no entender de muitos, como o amigo de Francis, o cartunista Ziraldo mal a um enredo de thriller de espionagem sofisticado, à maneira de Graham Greene e John Le Carré.

Paulo Francis engajou-se na literatura de ficção com sua costumeira autossuficiência. Ele declarou, em entrevista ao Jornal do Brasil, que no Brasil só se fariam dois tipos de literatura: o registro de sensações e as reflexões existenciais de uma mulher intelectualizada, Clarice Lispector, ou as desventuras do povo oprimido pela elite do regionalismo de Jorge Amado, e que a ele caberia a tarefa de produzir uma literatura romanesca centrada não nos oprimidos de classe ou gênero, mas nas elites.

Seja como for, Paulo Francis admitiria logo depois, em seu livro de memórias, O Afeto que se encerra (1980), que contava que o sucesso como escritor lhe garantisse recursos materiais suficientes para abandonar o jornalismo diário, mas vergou-se ao fracasso comercial dos livros, incluindo as duas novelas reunidas no volume Filhas do Segundo Sexo, de (1982), em que havia feito uma tentativa de tematizar a emancipação da mulher de classe média no Brasil da época, através de uma ficção sem muitos recursos formais, semelhante à do cronista José Carlos Oliveira, muito popular na época.

Para marcar a virada de Francis, a melhor referência é o economista Roberto Campos, seu alvo de crítica por dez anos, não faltando sequer insultos. Até que, em fevereiro de 1985, tudo mudou, na coluna “O guerreiro Roberto Campos”. Dizendo que o economista “melhorara horrores, em pessoa”, ele se desculpou: “Escrevi coisas brutais sobre Campos. São erradas. Retiro-as”. E acrescentou: “Cheguei à conclusão de que capitalismo num país rico é opcional. Num país pobre, no tipo de economia inter-relacionada de hoje, a suposta saída que se propõe no Brasil de o Estado assumir e administrar leva à perpetuação do atraso e do patrimonialismo”.

O fim do regime militar, em 1985, colocou Paulo Francis numa situação similar a outros membros da elite intelectual brasileira que haviam militado na “resistência” à ditadura: se o fim do regime ditatorial atendia às suas aspirações políticas e intelectuais, ao mesmo tempo sentiam-se dominados por um desencanto com um crescente plebeísmo dos costumes políticos brasileiros, combinado a uma consciência cada vez mais clara da incompetência e a corrupção dos governantes na Nova República. Tal desencanto tomaria a forma de rejeição especialmente com o Partido dos Trabalhadores.

Essa rejeição suscitaria um de seus artigos atacando o PT que teve grande repercussão e provocou, entre várias reações, uma resposta de Caio Túlio Costa, então ombudsman da Folha de S. Paulo. A tréplica gerou grande polêmica, sendo a possível causa de sua mudança da Folha de S. Paulo para o jornal O Estado de S. Paulo.

Em 1981, tornou-se comentarista televisivo das Organizações Globo – uma virada emblemática para quem havia acusado Roberto Marinho em 1971 de ter provocado o seu banimento do país durante uma de suas prisões, em um artigo n’O Pasquim, intitulado “Um homem chamado porcaria”, no qual dizia ser “caso de polícia que seu poder continue em expansão”. Estreou em 1981, como comentarista de política internacional. No mesmo ano, também foi o comentarista do Jornal da Globo, falando sobre política e atualidades. De Nova York, Francis também entrava no Jornal Nacional, emitindo opiniões sobre política internacional e cultura. Em 1995, dividiu com Joelmir Beting e Arnaldo Jabor uma coluna de opinião.

A partir de 1993, ao lado de Lucas Mendes, Caio Blinder e Nelson Motta, Francis fez parte do programa Manhattan Connection, então transmitido pelo canal pago GNT. A partir de junho de 1996, passou a trabalhar na Globo News entrevistando personalidades internacionais como o economista John Kenneth Galbraith.

Em inícios de 1997, durante o programa Manhattan Connection, Francis propôs a privatização da Petrobras – então presidida por Joel Rennó, e acusou os diretores da estatal de possuírem US$50 milhões em contas na Suíça – acusação pela qual foi processado na justiça norte-americana, sob alegação da Petrobras de que o programa seria transmitido nos Estados Unidos para assinantes brasileiros de TV por assinatura.

Amigos fizeram o possível para livrar o jornalista da guerra judicial. Chegaram a apelar ao então presidente Fernando Henrique Cardoso, que tentou, em vão, convencer os diretores da Petrobras a desistir da ação.

Na época, o comentarista da Globo estaria abalado emocionalmente por ser réu no processo cuja indenização exigida era de 100 milhões de dólares. Segundo seu amigo pessoal, o escritor Elio Gaspari, o processo ocupou um espaço surpreendente na alma de Francis. Tomou o lugar não apenas do sono, mas também dos seus prazeres da música e da leitura. Diogo Mainardi, pupilo de Francis, foi mais enfático: sugeriu que a pressão psicológica do processo pode ter contribuído para o futuro infarto fulminante do jornalista.

Doutor Joel Rennó, o senhor ganhou, escreveu Elio Gaspari na Folha de São Paulo em 1997, um dia após a morte de Paulo Francis.

Talvez o presidente da Petrobrás, doutor Joel Rennó, não saiba (e sabe-se lá o que o doutor Rennó sabe), mas nos últimos meses ele foi um estrategista vitorioso. Conseguiu o seguinte:

Paulo Francis vivia sobressaltado pelo processo que a Petrobrás lhe movia na justiça americana, exigindo US$ 100 milhões de indenização por conta de ataques que fizera à diretoria da empresa no programa de televisão Manhattan Connection.

Era difícil conversar com Francis por mais que uns poucos minutos sem que ele se queixasse do absurdo da situação. Rennó o processava nos Estados Unidos por coisas, ditas numa televisão brasileira, que jamais foram ao ar fora do Brasil.

Francis perdeu o sono.

Naquela armadura de arrogância havia uma pessoa tensa, afetuosa, tímida, solitária e desajeitada. Era-lhe difícil comprar uma camisa na Brooks Brothers, incompreensível tratar com um advogado da defesa num processo que ameaçava arruiná-lo. Percebera a tática do doutor Rennó. Com os recursos ilimitados da empresa, mesmo sabendo que perderia o caso, o presidente da Petrobrás pretendia espichar o litígio até o limite do possível. Seu propósito era azucrinar a vida de Francis. Quem já teve uma questão judicial num simples condomínio de edifício sabe o aborrecimento que um processo provoca em quem não é advogado. Imagine-se o que vem a ser um processo de US$ 100 milhões, o maior do gênero na história brasileira e um dos maiores na dos Estados Unidos.

A partir de comentários aos quais Francis dava tom casual, um de seus amigos fraternais, pessoa de fina percepção psicológica, tocou um sinal de alerta para o Brasil: a situação era bem mais grave do que ele demonstrava. Há umas poucas semanas, Francis recuperara um pouco da tranquilidade. O presidente Fernando Henrique Cardoso, informado pelo senador José Serra do efeito que o processo do doutor Rennó causara ao estado emocional de Francis, pedira que se chegasse a um entendimento que desse fim ao caso. Foi uma melhora sensível, porém momentânea. Tratado o caso com o doutor Rennó, ele astuciosamente jogou a bola para os advogados que a viúva paga a Petrobrás em Nova York. Sugeriu que Francis os procurasse. Pessoa incapaz de sustentar com desembaraço uma conversa de coquetel com um estranho, Francis consultou seu advogado. Ele lhe explicou que a iniciativa devia caber a Petrobrás. A bola voltou ao meio do campo, e Francis viu-se diante da possibilidade de continuar sendo chutado de um lado para o outro.

Na última semana, tentava encontrar uma maneira de desatar o nó. Dissera que todos os diretores da Petrobrás tinham contas secretas na Suíça e, em pelo menos duas ocasiões, retratara-se quase que inteiramente.

Tinha duas preocupações. A primeira era o transtorno do processo. A segunda, o receio de que pudesse parecer intimidado. Estava abatido. Quanto mais magoado, mais atacava, como se Rennó tivesse conseguido produzir um mecanismo no qual sua valentia se alimentasse de angústia.

A gestão estimulada por FHC caducou na manhã de ontem. Paulo Francis está morto. O que o doutor Rennó precisa saber (e sabe-se lá o que ele sabe) é que conseguiu ferir o seu adversário. Seu processo ocupou um espaço surpreendente na alma de Francis. Tomou o lugar não apenas do sono, mas também dos seus prazeres da música e da leitura. O traço obsessivo de sua personalidade, que com muita frequência colocava a serviço do conforto dos amigos, foi ocupado pelo assombro de se ver perseguido.

Dizer que o processo do doutor Rennó o matou seria uma injustiça piegas, verdadeira estupidez. O que aconteceu foi outra coisa. O doutor Rennó conseguiu tomar uma carona no último capítulo da biografia de Paulo Francis. E, se algum dia Rennó tiver biografia, terá Paulo Francis nela. É difícil que consiga fazer coisa melhor, sobretudo à custa do dinheiro da viúva.

Encantou-se antes do prazo concedido pela Natureza por ter dito a verdade sobre a PETROBRAS: A mina de ouro de todos os políticos e funcionários ladrões!

21 maio 2018 CHARGES

ADNAEL

21 maio 2018 DEU NO JORNAL

LEVANTANDO O ASTRAL

O juiz federal Sergio Moro recebeu, neste domingo, 20, o título de Doutor em Direito honoris causa pela Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos.

Durante sua fala, o juiz brasileiro exaltou os feitos da Operação Lava Jato e citou, sem mencionar nomes, que a investigação foi capaz de julgar e condenar diversos empresários e políticos poderosos, dentre eles, um ex-presidente da República.

“Hoje, como resultado dessa investigação, mais de 157 pessoas foram condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro, dentre eles empresários das maiores empresas de construção do País, executivos da Petrobras, parlamentares, um ex-governador, um ex-ministro da Fazenda, um ex-presidente da Câmara dos Deputados e até um ex-presidente”, disse ele.

E complementou: “Diferente do passado recente de impunidade.”

Moro também disse que a população brasileira apoia a Lava Jato, como mostrou, segundo ele, uma pesquisa de abril deste ano, em que 84% dos consultados disseram que desejavam que a investigação continuasse.

O juiz também afirmou que “milhões” de brasileiros saíram às ruas, desde 2016, para protestar contra a corrupção e a favor da Lava Jato.

“Nossos esforços valem a pena. Todos os brasileiros têm esperança de que, no fim, nós teremos uma economia forte e uma democracia com mais integridade e com uma melhor qualidade. Não queremos ser conhecidos como o País da propina, mas como uma forte e moderna democracia, com a regra da lei”, disse, completando, que não sabe o que vai acontecer com o Brasil no futuro, mas que “construímos a chance” de viver em um País melhor.

Moro ainda aconselhou os formandos a “nunca desistir de uma boa causa” e a defender seus direitos e lutar pela democracia, sendo aplaudido em pé pelos alunos, professores, membros da universidade e parentes.

* * *

Contei aqui comigo 13 canalhas que vão ficar completamente emputiferados com as palavras do Dr. Moro no istranjeiro.

E lá naquela banda do istranjeiro onde ladrão de dinheiro público é condenado à prisão perpétua!

A platéia dos Zistados Zunidos aplaudiu de pé o real, o autêntico, o verdadeiro Herói do Povo Brasileiro.

E isto me deu uma alegria da porra.

Ver os tabacudos zisquerdóides-lulaicos de Banânia enfurecidos faz um bem enorme pra minha saúde e pro meu astral.

Comecei a semana bem pra caralho!!!!!!

Palmas pro Dr. Moro que ele merece!!!

21 maio 2018 CHARGES

IOTTI

A VISITA SEMPRE ESPERADA

21 maio 2018 CHARGES

VERONEZI

21 maio 2018 CHARGES

SINOVALDO

RINGO É GIULIANO GEMMA

Era uma terça-feira, dia primeiro de outubro de 2013, quando o cantor e compositor brasileiro, Roberto Carlos, recebeu uma triste noticia: o ator italiano Giuliano Gemma sofreu um acidente de carro nas proximidades de Roma e morreu após dar entrada em um hospital na cidade de Civitavecchia. Giuliano Gemma era o ator preferido do Rei, inclusive eram amigos… Pois bem!!! Indo de cabeça ao túnel do tempo, em 1969, no quarto do Hotel Glória, Praia de Copacabana, no Rio, Roberto descansava das filmagens que estava fazendo do seu filme O Diamante Cor-de-Rosa, quando de repente, não mais que de repente, foi armado um serviço de segurança especial, pois Giuliano Gemma tinha saído do seu hotel em que estava hospedado para conhecer pessoalmente, Roberto Carlos. Já que, embora nunca tivesse conversado tête-à-tête com o cantor, Gemma se lembrava de Roberto como vencedor do Festival de San Remo, na Itália: La festa è appena cominciata / È già finita… 

Eis o diálogo apurado pelas revistas da época, como Grande Hotel, Veja, Manequim, Noturno e tantas outras a respeito deste encontro: “PIACERE, CARO AMICO!!!” (“Muito prazer, amigo”, foram as primeiras palavras de Giuliano). “RINGO, NON AVREI MAI IMAGINATO UM INCONTRO COME QUESTO!!!” (Ringo, jamais imaginei um encontro desses!!!, respondeu Roberto). A seguir, escrevia a imprensa da época, eles brindaram com champanha. Nice estava encantada. Na Itália e no mundo inteiro, milhões de mulheres suspiram por Giuliano Gemma, o Ringo dos filmes de bangue-bangue. Êle tem 31 anos, olhos castanhos, 1,84 de altura e 72 quilos. Adorou as praias do Rio e prometeu voltar logo que fôr possível.

“A única coisa que estranhei foi o calor. Durante esta curta permanência no Rio de Janeiro tomei mais de 5 mil copos de mate gelado. Foi o único problema. As amizades que fiz, as pessoas e os lugares maravilhosos que conheci contribuíram para que esta viagem fôsse uma das mais agradáveis que já fiz. Espero voltar breve e vou aguardar, na Itália, a visita de Roberto Carlos e Nice. Êles querem conhecer minha filha de apenas três meses de idade”. A partir desse momento eles se conheceram e ficaram amigos. O famoso ator dos faroestes italianos ficou encantado com a cordialidade dos brasileiros e com as músicas de Roberto e pretendia utilizá-las na trilha sonora de seu próximo filme.

No imaginário do público, ele é eterno Ringo ou o pistoleiro de O Dólar Furado. Dono de uma carreira iniciada aos 18 anos e com mais de 100 longas no currículo, Gemma ficou conhecido por encarnar o personagem Ringo em clássicos do chamado “western spaghetti”, um tipo de filme de faroeste muito popular na Itália, nos idos de 1960. Um ator carismático, cujo talento o tornou inesquecível entre os brasileiros que puderam vê-lo no Brasil em 1969 quando foi convidado para ser jurado no festival Internacional da Canção no Maracanãzinho onde teve um encontro histórico com o rei da música brasileira Roberto Carlos que na época filmava “O Diamante Cor-de-Rosa” e em 1986 quando Gemma veio em férias e chegou até marcar presença no Programa “Discoteca do Chacrinha” da TV Globo.

Segundo consta nos escritos ou acervo do cinéfilo paulista Edelzio Sanches, Uma Pistola para Ringo (1965) foi o filme que lançou Giuliano Gemma como cowboy do faroeste. Nesse ano, durante as filmagens, o ator conheceu Natália Roberti , com quem se casou e teve duas filhas: Giuliana e Vera. O casamento durou até 1995, quando sua esposa veio a falecer. Os filmes de Ringo conquistaram a todos e o ponto máximo do sucesso foi “O Dólar Furado”. Excelente western com uma bonita trilha sonora composta por Gianni Ferrio.

Nos cinemas do interior brasileiro o público aguardava ansioso pelas sessões de finais de semana, para ver o Ringo se defrontar contra o vilão mexicano, interpretado pelo espanhol Fernando Sancho. Pois se o filme tinha Giuliano Gemma, o sucesso era garantido.

O Dolar Furado foi o ápice com seu tema marcante. Com uma trilha sonora instrumental com o famoso título (O dólar Furado) foi tão marcante que chegou a entrar nas paradas de sucesso do Rádio Brasileiro, disputando os primeiros lugares com Elton John, The Beatles, Rolling Stones e outros artistas de sucesso na época. O tema de O Dólar Furado está para o bang-bang como Ave Maria está para a igreja católica. Segundo uma pesquisa curiosa, as gravações mais vendidas durante a semana de julho de 1966, em todo o Brasil, era a seguintes: Tristeza, de Jair Rodrigues; O Coruja, Deny e Dino; TEMA DE O DÓLAR FURADO(“Se tu non fosse bella como sei”. – Se Você Não Fosse Tão Bonita Como Você É). Mamãe Passou Açúcar em Mim, Wilson Simonal; Quero Que Vá Tudo Pro Inferno, Roberto Carlos e Dio Come Te Amo com Gigliola Cinquetti.

Passados quase 50 anos do fim do ciclo do westerns-spaghettis, O Dólar Furado (Um Dollaro Bucato) conquistou um incalculável público novo para o faroeste, inclusive no Brasil, público que passou a ter Giuliano Gemma como um de seus maiores ídolos. Assim como havia sido Burt Lancaster na década anterior. Antes de ficar conhecido como Ringo, Giuliano Gemma teve papéis em filmes como BEN HUR, com Charlton Heston, e O Leopardo, com o francês Alain Delon.

Quem acompanha diretores de filmes faroestes há de perceber que, o italiano Sergio Leone está para o western-spaghetti assim como John Ford está para o faroeste norte-americano. Na verdade, o cinema italiano deu uma lição de far west aos americanos. Deu um novo sabor a um gênero que já se extinguia. Giuliano Gema e Franco Nero disseram a John Wayne que eles poderiam ir mais além, e foram!!! Porém, para tristeza dos fãs, sua última aparição no cinema aconteceu em “Para Roma Com Amor”, um dos filmes dirigidos pelo ator, cineasta e roteirista Woody Allen na Europa e que chegou às telonas em 2013, logo após a sua morte.

Nenhuma outra canção emoldura melhor a imagem inesquecível de Giuliano Gemma que a composição de Gianni Ferrio para o western “O Dólar Furado” (Un Dollaro Bucato). O que o leitor vai fazer a seguir é viajar na garupa de um alazão chamado passado. Até porque o passado nos completa… Nos dá alegria de verdade… Um passado que teima em está presente… No vídeo abaixo ao som desse marcante tema musical relembramos o saudoso mocinho que era o rei do gatilho em seu filme de maior sucesso.

21 maio 2018 CHARGES

DUKE

21 maio 2018 A PALAVRA DO EDITOR

O GOSTO DO GOSTOSÃO

A mãe da neguinha tem o cabelo pixaim e ela mesma, a neguinha, era militonta, zisquerdoidinha, puliticamente correta, envolvida com os chamados “movimentos sociais” e, enfim, era uma idiota muderninha como tantas outras tabacudas que existe no mundo.

Mas não resistiu à pica do príncipe e, sobretudo, às mordomias da realeza.

E teve a glória que queria: foi notícia em todo o planeta Terra e vai viver o resto da vida nadando na mordomia.

Nunca mais ele vai saber o que é um boleto a pagar!!!

De minha parte, eu acho que este neto de Elizabeth, garanhão e fuderoso, poderia ter arranjado coisa melhor.

Pelo menos uma que tivesse uns peitinhos mais volumosos e atraentes.

Quanto às coxas e às canelas, num é bom nem falar…

Vôte!

21 maio 2018 CHARGES

CLAYTON

REFLEXÕES DO MEU PAI

Meu pai tinha muitos problemas. Dormia mal e se sentia exausto. Era irritado, mal-humorado e amargo. Até que um dia, de repente, ele mudou.

Certa vez, minha mãe, disse-lhe: – Amor, estou há três meses a procura de um emprego e não encontrei nada. Vou tomar chá com as minhas amigas. Meu pai respondeu: Está bem…

Meu irmão, disse-lhe: Pai, obtive notas baixas em todas as matérias da faculdade. Ele respondeu: – Está bem.Você vai se recuperar. E se não o fizer, poderá repetir o semestre. Porém, vai pagar a sua taxa de matrícula.

Minha irmã disse-lhe: – Pai, colidi com o meu carro. Ele respondeu: – Está bem filha. Leve-o para uma oficina e procure uma forma de efetuar o pagamento. E enquanto eles consertam, vá andando de ônibus ou metrô.

Sua nora disse-lhe: – Sogro, eu vim passar alguns meses com vocês. Meu pai respondeu: – Está bem. Acomode-se no sofá da sala e procure alguns cobertores no armário.

Reunimos na casa dos meus pais para conversar sobre as últimas atitudes paternas. Nós propusemos, então, fazer um “questionamento” para afastar qualquer possibilidade de reação que fosse provocada por efeito colateral de alguma medicação por ele ingerida. Entretanto, qual foi a nossa surpresa quando o meu genitor nos explicou:”Demorou muito tempo para perceber que cada um é responsável por sua vida. Levou-me anos para descobrir que minha angústia, minha mortificação, minha depressão, minha coragem, minha insônia e meu estresse não resolveriam os seus problemas. Mas, sim, exacerbaram os meus. Eu não sou responsável pelas ações dos outros. Eu respondo pelas reações de como eu me expresso perante as adversidades. Portanto, cheguei à conclusão que o meu dever para comigo mesmo é manter a cal ma e deixar que cada um resolva seu obstáculo da forma que lhe convier. Tenho feito cursos de ioga, de meditação, de desenvolvimento humano, de higiene mental, de vibração e programação neurolinguística . E, em todos eles, eu encontrei um denominador comum: no final, todos nos levam ao mesmo ponto. Ou seja, eu só posso ter ingerência sobre mim mesmo. Vocês têm todos os recursos necessários para resolver suas próprias vidas. Eu só posso dar meu conselho se por acaso me pedirem. E cabem a vocês decidirem segui-lo ou não. Então, de hoje em diante, parei de ser o receptáculo de suas responsabilidades, o advogado de seus defeitos, o Muro das Lamentações. De agora em diante, eu os declaro todos adultos, independentes e autossuficientes.”

Todos permaneceram em silêncio. Desde aquele dia, a família começou a funcionar melhor porque todo mundo ficou sabendo exatamente o que lhes cabia fazer.

Fonte: Este texto foi encontrada na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos e pela importância do assunto resolvi publicar no JBF.

21 maio 2018 CHARGES

CLÁUDIO

21 maio 2018 DEU NO JORNAL

LAPA DE CORRUPTO QUE O DIGA

Sergio Moro discursou ontem na cerimônia de formatura da Universidade de Notre Dame, nos EUA.

Moro, que foi o principal orador do evento, disse que o trabalho da Lava Jato não tem sido fácil e falou em “ameaças, riscos e tentativas de difamação”.

“Alguns criminosos não querem mudar o status quo da corrupção e da impunidade. E eles são muitos, e poderosos”.

* * *

Ameaças e tentativas de difamação são armas comuns nas mãos dos bandidos banânicos.

Todos nós já sabemos disto.

O fato é que o Dr. Moro acertou em cheio: os criminosos safados e felas-da-puta são muitos e poderosos.

Mas não tem corrupto poderoso que resista a uma canetada do Dr. Moro.

Num é mesmo, Lula???

21 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

VERDE OU AZUL?

Minha cor preferida era o verde até Bernardo me confessar que sua cor predileta era o azul. Então vi como estava errado: claro que o azul é a cor mais bonita, muito mais bonita que o verde. A partir daí, minha cor preferida passou a ser o azul, não importa se claro ou escuro, mas o azul. Não há como discordar da sabedoria de Bernardo. Meu barquinho azul hoje navega no mar azul e as estrelas azuis povoam o azul do céu. E nós, eu e Bernardo, conseguimos vislumbrar barquinhos e estrelas. Nossos olhos vêem as cores que queremos ver. Doce e singelamente. E aí, todos os meus lápis de cor agora são de uma cor só que eu não posso revelar. Ganha um presente azul quem descobrir a cor dos meus lápis. São tão coloridos quanto os lápis azuis de Bernardo.

21 maio 2018 CHARGES

S. SALVADOR

21 maio 2018 DEU NO JORNAL

A CHIFREIRA VERMÊIA-ISTRELADA VOANDO NAS ASAS DA PROPINA

Investigadores ligados à Lava Jato suspeitam que os pagamentos de propina da TAM à senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) podem estar ligados à decisão do governo Dilma Rousseff que favoreceu empresas aéreas.

Com a decisão do Ministério do Planejamento, cujo titular era seu marido Paulo Bernardo, o governo federal passou a fazer compra direta de passagens aéreas, dispensando as agências de viagem. 

Segundo a Polícia Federal, Gleisi recebeu R$1,3 milhão em propinas.

Somente a antiga TAM (hoje Latam) pagou R$ 345 mil.

O governo não economiza com a compra direta de passagens, mas as empresas aéreas economizam comissões às agências de viagem.

Desde a decisão do Planejamento, as empresas aéreas são os únicos fornecedores do governo pagos à vista, usando cartões corporativos.

Além da venda direta e do recebimento à vista, as aéreas nem precisam recolher na fonte o imposto de renda, CSLL e PIS/Cofins.

* * *

Eu tô com pena de Gleisi porque aqui no JBF ela não terá direito à defesa do fubânico petista Ceguinho Teimoso.

Em se tratando de fêmeas vermêio-istreladas, Ceguinho é um mulherófobo da porra, não se dando nunca ao trabalho de defender a Amante Chifradeira, ou até mesmo a ex-presid-Anta Vaca Peidona.

Pro Ceguinho só interessa mesmo defender o seu Deus Lula, sua paixão, seu ídolo, seu farol e seu guia.

Pra que Gleisi não fique muito triste, este Editor oferece a ela uma linda interpretação da música “Leviana“, com o saudoso Reginaldo Rossi.

21 maio 2018 CHARGES

GENILDO

RELATO IMORREDOURO

Os livros não técnicos, eu os costumo dividir entre os deletáveis da memória e os que permanecem ao longo do tempo, sempre a estimular uma nova “espiadinha”, pelo conteúdo e pelo estilo sedutor do autor. Para quem gosta como eu de acontecimentos históricos vinculados à Segunda Guerra Mundial, indico com densa emoção um lançamento recente: Os meninos que enganavam nazistas, Joseph Joffo, São Paulo, Vestígio, 2018, 284 p. Uma narração sobre dois ainda não adolescentes, Joseph e Maurice Joffo, 10 e 12 anos respetivamente, judeus, que perambularam sozinhos por várias estradas fugindo da morte, buscando uma zona livre das atrocidades nazistas impostas pelos seguidores alemães e não alemães do assassino psicopata Adolfo Hitler, que imaginava um império de raça ariana pura por mais de mil anos.

Incentivados pelo pai judeu barbeiro, que tinha um conceituado salão num dos bairros da capital francesa, os garotos resolveram seguir os irmãos mais velhos, que já tinham partido poucos meses antes em busca da liberdade.

Antes que fosse tarde demais, o pai dos garotos, ouvindo o relato dos meninos sobre os insultos e agressões sofridos desde quando foram obrigados a usar uma estrela amarela no casaco, reuniu os dois irmãos à beira da cama e principiou uma sincera conversa de despedida: “- Não é uma conversa muito interessante e não teria fascinado vocês por muitas noites, mas vou contar o essencial. Quando era pequeno, bem menor que vocês, eu vivia da Rússia, e na Rússia havia um chefe todo-poderoso chamado tzar. Esse tzar era como os alemães de hoje, gostava de fazer a guerra e tinha imaginado o seguinte esquema: enviava emissários…” E ele complementou, depois de explicar aos meninos o que seriam emissários: “- Ele enviava emissários às cidadezinhas, e, lá, eles reuniam meninos como eu e os levavam para campos onde se tornavam soldados. Davam-lhes uniformes, ensinavam-nos a marchar, a obedecer ordens sem discutir e a matar inimigos. Então, quando atingi a idade que poderia ser pego por esse emissários, meu pai falou comigo como estou fazendo com vocês hoje… Ganhei minha vida, aos 7 anos, escapando dos russos, e podem crer que nem sempre foi fácil. Fiz de tudo um pouco. Juntei neve por um pedaço de pão com uma pá que era o dobro do meu tamanho. Encontrei pessoas boas que me ajudaram e outras que eram ruins. Aprendi a usar tesouras e me tornei cabeleireiro. Andei mundo afora. A mãe de vocês tem uma história parecida com a minha. Todo dinheiro que ganhei foi com meu suor...”

E com a voz embargada complementou: “- Vocês sabem que não podem voltar para a casa todos os dias nesse estado. Sei que sabem se defender e que não têm medo, mas precisam entender uma coisa: quando não se é mais forte, quando se é apenas dois contra 10, 20 ou 100, a verdadeira coragem é deixar o orgulho de lado e dar o fora. Vocês notaram que os alemães estão ficando cada vez mais duros com a gente. Já teve o recenseamento, o aviso no salão, as revistas, hoje a estrela amarela, amanhã seremos presos.” E concluiu, sem perder a calma aparente: “- Agora, vocês vão guardar bem o que vou lhes dizer. Vão partir esta noite. Vão pegar o trem até a estação de Austerlitz, e lá conseguirão uma passagem para Dax. Em Dax, terão de atravessar a linha. É claro, não terão documentos para passar, terão de se virar… Finalmente, precisam saber de uma coisa. Vocês são judeus, mas nunca admitam isso. Entenderam? NUNCA!

E foi então que aconteceu o último teste. O pai chamou Joseph e indagou dele se ele era judeu. Ouvindo um “não” de resposta, estapeou fortemente o rosto do menino, embora nunca tivesse batido neles antes. E esbravejou: – Não minta! Você é judeu, Joseph? E diante de uma contundente nova resposta “não”, o pai declarou emocionado, alto e bom som: “- É isso. Acho que está tudo claro agora.” E foi então que as duas crianças, Joseph e Maurice, perceberam que suas infâncias estariam terminadas daquela noite em diante.

O que se segue, peripécias mil, bondades recebidas e artimanhas arquitetadas, além de mil e uma firulas para sobrepujar as sacanagens engendradas pelos “sabidos”, torna a leitura do livro inesquecível, favorecendo a nossa convicção de uma existência de uma solidariedade universal surge de onde menos se espera, favorecendo o caminhar da humanidade para uma fraternidade que consolidará definitivamente a Criação.

Seguramente, uma autobiografia repleta de muita espontaneidade, gigantesca ternura desfricotada e um humor judaico que bem comprova a superação dos momentos mais sombrios, quando se está a exigir ponderações dos mais variados calibres, inclusive uma fé inquebrantável nos destinos redentores do Ser Humano.

Vale a pena dar uma espiadinha leitural cidadanizadora. Para melhor entender a supimpa advertência do romancista francês Victor Hugo, autor do famoso romance Os Miseráveis: “Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha”.

21 maio 2018 CHARGES

PATER

SIDNEY MILLER & NARA LEÃO

A Estrada e o Violeiro” de Sidney Miller conquistou em 1967, o prêmio de melhor letra no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Sidney e Nara Leão interpretaram a música. Este vídeo está atendendo pedido do leitor/ouvinte, Carlos Macaé.


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