22 maio 2018 JOSIAS DE SOUZA

CHEGADA DO 1º TUCANO À GAIOLA QUALIFICA A FAXINA

Ao encaminhar Eduardo Azeredo para o xadrez, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais qualificou a faxina, tornando-a menos seletiva. A cúpula miliciana do PT, incluindo Lula, foi encarcerada. A falange do (P)MDB está representada no xadrez por presidiários do porte de Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e Geddel Vieira Lima. Até corruptores da estirpe de Marcelo Odebrecht já amargaram sua cota de cana. Faltava um tucano na gaiola. A prisão de Azeredo chega bem e vem tarde. Representa pouco se for considerado tudo o que já se descobriu sobre os seres da sua espécie. Mas já é um bom começo — sobretudo porque o PSDB vai preso junto com seu protegido.

O feitiço dos tucanos acabou enfeitiçando o ninho. Em 2005, quando se revelou que o mensalão petista tinha um DNA tucano, o PSDB meteu o malho na tesouraria petista ”não contabilizada” de Delúbio Soares e passou a mão no bico de Eduardo Azeredo, que tivera a caixa de campanha anabolizada pelas mágicas do mesmo operador: Marcos Valério. Azeredo servira-se dos truques financeiros de Valério na sua malograda campanha à reeleição para o governo mineiro, em 1998. Ao livrar o filiado ilustre das labaredas de um processo ético-disciplinar, o PSDB pulou na fogueira.

Os tucanos cometeram o mesmo erro que apontavam nos petistas. Trataram com consideração quem merecia punição. Hoje, sabe-se porque agiram assim: não havia inocentes na legenda, apenas culpados e cúmplices. Como sucede em todas as agremiações partidárias, ninguém ignora os crimes cometidos ao redor nos verões passados. Azeredo renunciou ao mandato de deputado para fugir da condenação no Supremo. E nenhum correligionário se animou a representar contra ele no Conselho de Ética da legenda. Azeredo foi condenado a mais de 20 anos de cana na primeira instância. E nada.

Ex-presidente nacional do PSDB, Azeredo chega à condição de corrupto com sentença de segunda instância e ainda mantém intacto seu assento na Executiva Nacional da legenda. Como o partido não foi capaz de mostrar aos transgressores a saída de incêndio, acumulou-se entulho na entrada. O réu Aécio Neves coleciona uma ação penal e oito inquéritos. A Odebrecht enfiou R$ 23 milhões numa caixa eleitoral de José Serra, com escala na Suíça. A mesma empreiteira empurrou R$ 10,3 milhões nas arcas eleitorais clandestinas do hoje presidenciável Geraldo Alckmin. Tudo isso sem uma delação do operador Paulo Preto.

O PSDB, como o PT, perdeu todas as oportunidades que a história ofereceu para demonstrar que possui uma noção qualquer de ética. O PT continuará afirmando que o PSDB protege os seus corruptos. E vice-versa. A má notícioa é que os dois partidos têm razão. A boa notícia é que a Lava Jato transformou a blindagem num péssimo negócio.

22 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

22 maio 2018 DEU NO JORNAL

UMA PARELHA DE CORRUPTOS

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais deve julgar nesta terça-feira (22) os embargos declaratórios apresentados pela defesa do ex-senador e ex-governador do estado Eduardo Azeredo (PSDB).

De acordo com o tribunal, este é o último recurso que a defesa pode apresentar na segunda instância, em Minas Gerais.

Se for rejeitado, poderá ser autorizada a prisão.

Azeredo foi condenado em segunda instância a 20 anos e um mês de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no mensalão tucano, em agosto passado.

* * *

Decretada a prisão deste larápio, o ideal seria que ele fosse cumprir a pena lá no frio de Curitiba.

Numa cela vizinha à de Lula.

Um corrupto petralha preso ao lado de um corrupto tucanalha.

Nós que não temos bandido predileto, seja do vermelho ou do azul, iríamos achar lindo!

Uma parelha linda: um corrupto do azul e um corrupto do vermelho

* * *

Complementando:

Eu havia acabado de editar esta postagem quando uma notícia fresquinha foi ao ar.

Vejam que linda manchete, que novidade maravilhosa:

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou o último recurso do ex-governador do estado Eduardo Azeredo (PSDB) contra a sua condenação a vinte anos e um mês pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro no processo conhecido como “mensalão tucano”.

O TJ-MG decidiu decretar a prisão imediata do ex-governador de Minas Gerais.

22 maio 2018 CHARGES

NANI

MAURÍCIO STRUTZ – CORONEL FABRICIANO-MG

Veja só, caro editor Berto, o PT completou sua chapa carcerária.

Uma caso único na história brasileira.

Um abraço deste fiel leitor do JBF.

22 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

22 maio 2018 DEU NO JORNAL

UMA ANTA CARREGANDO FOICE, MARTELO E BOSTA NA CABEÇA

O PC do B, partido da presidenciável comunista Manuela d’Ávila, emitiu uma nota intitulada “Vitória retumbante do povo venezuelano” em comemoração do resultado da fraude eleitoral venezuelana.

“Vitória ainda mais contundente no contexto do boicote eleitoral promovido pela direita, que convocou a abstenção, da agressão econômica, do cerco imperialista, da ofensiva midiática, das ameaças de golpe e intervenção externa.”

A nota diz ainda que o PC do B “regozija-se com o povo venezuelano, o Partido Socialista Unido da Venezuela, o Partido Comunista da Venezuela e demais forças políticas que comandaram a batalha e a vitória.”

* * *

Não custa nada ressaltar que o pensamento desta idiota é o mesmo pensamento das zisquerdas banânicas.

Aquelas zisquerdas que formam um amontoado de tolôtes descerebrados lotando um pinico ideológico da idade da pedra.

O que ela pensa e o que ela falou sobre a “eleição” na ditadura venezuelana é o retrato cagado e cuspido do que pensam aqueles que padecem de uma oftalmopatia incurável aqui em Banânia.

Não é por acaso que o maior zisquerdista do país é conhecido pelo nome de Ceguinho, um fubânico que muito diverte os leitores desta gazeta escrota.

E é um Ceguinho Teimoso. Não enxerga porra alguma e ainda fica teimando.

Pelo que a idiotinha Manuela falou sobre a “eleição” encenada pelo ditador Maduro, vamos dedicar à desmiolada comunista (desculpem a redundância) uma linda melodia.

Esta é toda pra você, lindinha, com muito carinho deste Editor:

 

22 maio 2018 CHARGES

CLÁUDIO

GARANTISMO UMA OVA!

No último fim de semana, a sociedade brasileira, em sua maioria apavorada com a insegurança generalizada que assola o País e animada com a possibilidade de a impunidade vir a ter fim pela brava ação de uma nova geração de agentes da lei, acompanhou, petrificada, duas notícias coincidentes. De seu gabinete no Supremo Tribunal Federal (STF) o ministro Marco Aurélio Mello disparou uma penada autocrática que garantiu a liberdade de 11 facínoras do tráfico de drogas no Ceará. Num gabinete próximo, no mesmo prédio, seu colega Gilmar Mendes soltou quatro investigados na Operação Rizoma, que estavam presos no Rio.

Num colegiado que nem sempre prima por atender às duas exigências básicas para a ocupação de uma cadeira no órgão máximo do Judiciário – notório saber e indiscutível lisura –, o ex-advogado geral da União no governo Fernando Henrique e o juiz do Trabalho nomeado pelo primo Fernando Collor são tidos e havidos pelos advogados que frequentam a dita “alta Corte” entre os mais preparados tecnicamente.

Marco Aurélio notabilizou-se pela postura autossuficiente, que o tornou uma espécie de campeão do colegiado em votos vencidos e lhe valeu, para o bem ou para o mal, a fama de “espírito de porco” da Corte. A metáfora remonta à Bíblia: sãoMateus contou que um endemoniado, exorcizado por Jesus Cristo em pessoa, foi curado com a expulsão dos demônios que o possuíam transferidos para uma manada de porcos que, por coincidência, passava ao largo. Os porcos atiraram-se num precipício e o exorcismo passou a ser uma prática cristã, cada vez menos usada, mas ainda considerada apropriada. Até hoje, alguns sacerdotes usam o título de exorcista para repetirem na vida real o milagre do Filho de Deus. O evangelista, contudo, não se referiu ao imenso prejuízo causado pelo milagre ao dono dos porcos, de quem nada sabemos. Se aqueles porcos eram seu único patrimônio, o que não seria absurdo, seu prejuízo foi uma “perda total”, como se define em sinistros também pela sigla “PT”.

Sua Excelência desligou-se da chama do nepotismo desde que, no julgamento que depôs o primo e patrono da Presidência da República, considerou-se impedido de votar. Mas, durante as votações do colegiado em decisões que afetaram o destino da ex-presidente Dilma Rousseff, ele nunca deixou de dar seus votos, que amenizaram sua fama de antípoda dos colegas, mas não reduziram sua coleção de votos vencidos. O autor destas linhas prefere eximir-se de qualificar tais votos e aconselha o leitor interessado a buscar encontrá-los na memória comum do Google, fácil nesta nossa era dita cibernética, assim definida pelo matemático norte-americano Norbert Wiener.

Minoritários ainda são seus votos na Primeira Turma, na qual costuma perder decisões que confirmam a jurisprudência, mercê da decisão de Rosa Weber, que foi voto vencido como ele em sua fixação, autorizando a prisão após segunda instância, mas sempre apoia a decisão da maioria do colegiado. Há quem lamente a coerência da ministra gaúcha, mas dessa queixa o primo de Collor não padece nem sequer por Dilma, que terminou deposta, mas ainda a tempo de nomear Letícia, filha do ministro e advogada precoce numa banca carioca, desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), abrangendo Rio de Janeiro e Espírito Santo. Há dois anos, interrogado no Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo sobre a nomeação, ele disse que a filha tinha feito voto de pobreza, pois poderia ganhar mais como advogada. Recentemente, o extremoso pai votou a favor do habeas corpus de Lula, pleito defendido pelo ex-marido da filha prodígio, Cláudio Pereira de Souza Neto. Para o ministro, essa história de que o vínculo de genro com sogro permanece mesmo com a dissolução do conúbio não passa de lenda urbana.

Certo mesmo é que o genro (ou ex-genro, como talvez ele prefira) milita na causa dos advogados que lutam pela perpetuação da confusão estabelecida entre “culpa” e “prisão” na leitura marota do artigo constitucional que encaminha réus condenados na segunda instância à eternidade do que nestes trópicos se intitula “trânsito em julgado”. O sogro (ou, quem sabe, ex-sogro) continua patrocinando causas nesse sentido. Sua decisão de soltar bandidos comuns é, portanto, coerente com seus votos, que contrariam frontalmente, com insistência e impaciência, a decisão majoritária do plenário, do qual é o segundo mais antigo membro.

Nessa posição tem sido acompanhado por colegas da outra turma, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, a dupla Ricardo Toffoli, Pelé-Coutinho dos habeas corpus de todo dia no STF. Nem sempre foi assim. O mato-grossense Gilmar Mendes, respeitado por seu notório saber jurídico, de gênero explosivo, deu os votos menos “garantistas” do mensalão, o que não o impediu de ser acusado (do que nunca se defendeu) de comandar jagunços em seu latifúndio natal. Mesmo nomeado por Fernando Henrique Cardoso para a vaga, o ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que absolveu a chapa Dilma-Temer por “excesso de provas”, contudo, deu uma guinada de 180 graus. Em 2016, inimigo de Lula e do PT, votou a favor da decisão do colegiado de autorizar início de cumprimento de pena após condenação em segunda instância, mas mudou de opinião desde que ela foi tomada para cá. A ponto de Wadhy Damus, procurador informal de Lula na Câmara dos Deputados, tê-lo definido como “amigo do PT” para justificar a peregrinação petista a seu gabinete quando o “Lula livre” passou a contar com seu voto, sua simpatia e, sobretudo, seus rugidos de fera indomável da garantia da liberdade de todos quantos lho permitam seus conceitos acadêmicos e o sucesso de seus negócios fabulosos.

O professor doutor Gilmar, formado na Alemanha, possui um negócio fabuloso no prodigioso ramo da educação privada, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), dispondo-se a cruzar permanentemente o Atlântico para comparecer a reuniões de ócio e negócio em Portugal, país chamado por Carlos Lacerda de “nosso avozinho”. Como Marco Aurélio, Gilmar nunca se preocupou com o fato de dar habeas corpus a clientes do escritório do qual a mulher, Guiomar, é sócia. Nem ao rei dos ônibus do Rio, Jacob Barata, de cuja filha foi padrinho de casamento. Desde que a Lava Jato incluiu tucanos na lista de suspeitos, passou-se para o lado “garantista” com o fervor e a fúria de sempre. Pode ter sido coincidência de datas, mas o fato é inegável. Inimigo figadal do Ministério Público e de juízes federais, tais como Bretas e Moro, não os tem poupado dos mesmos impropérios com que, à época do mensalão, mimoseava Lula e seus comparsas. Fiel à nova posição, mandou soltar os ditos “operadores” – nababescos ofícios neste país de mais de 24 milhões de desiludidos (apud IBGE) do MDB de seu conviva permanente Michel Temer e do PSDB de guerra e paz, de Aécio Neves e Eduardo Azeredo.

Seja qual for o motivo, certo é que Gilmar e Marco Aurélio pregam a fábula do “garantismo” para soltar traficantes e doleiros com idêntico refrão: os indigitados não oferecem mais nenhum risco às investigações que protagonizam. Assim consagram, em decisões que não podem ser contrariadas pelas funcionários das três instâncias jurídicas abaixo da dele, que ainda acreditam que a pena criminal deveria servir, prioritariamente, para punir quem delinque com afastamento do convívio social. Faz isso em nome do que o advogado que defendeu Lula no STF, Roberto Battochio, chamou de “punitivismo” cruel, desumano e tirânico.

Vivemos numa democracia, sob o império da lei, e aprendi com meu pai, chefe político da UDN no sertão da Paraíba, que decisão de juiz se cumpre, não se contesta. Autoridade de pai sertanejo não se perde depois da morte. Mas também sou pai e avô e, em consequência, responsável pela vida de meus filhos e netos. E em nome da integridade física e mental de meus descendentes e dos brasileiros que não têm patrimônio para pagar a advogados de togas elegantes que vão a Brasília pedir vênia aos “supremos”, eu sentiria que eles ficariam mais protegidos se criminosos pagassem com penas na forma da lei os delitos que cometem, como sempre se fez no contexto do que se chama de Estado de Direito, condição basilar da civilização humana.

22 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

22 maio 2018 A PALAVRA DO EDITOR

A BANDA DECENTE DO BRASIL BRILHANDO LÁ FORA. E O ESGOTO VERMÊIO FEDENDO AQUI DENTRO

Estes vídeos vão sem comentários deste Editor.

Reproduzo com uma única finalidade:

Matar de raiva os babacas banânicos.

Tomara que eles fiquem putos o bastante pra enfiar o dedo no cu e rasgar até o umbigo.

 

E após estes vídeos, quero informar aos zisquerdóides banânicos que o Financial Times entrevistou Sérgio Moro na semana passada, descrevendo-o como “o homem que encerrou cinco séculos de impunidade no Brasil”. 

Quem quiser ouvir o verdadeiro Herói do Povo Brasileiro esbanjando seu inglês no jornal britânico, é só clicar aqui .

* * *

Vou fechar esta postagem mostrando aos nossos leitores uma babaquice inominável.

Trata-se de uma charge dum auto-declarado zisquerdóide petralha. Um dos mais idiotas que já apareceram no esgoto dos “artistas” vermêio-istrelados.

Um tabacudo que atende pelo nome de Jota Camelo.

Acho que o mais apropriado seria ele assumir o nome de Jota Jumento (sem qualquer ofensa aos jumentos…)

Vejam o lixo contido numa charge que este babaca fez sobre a passagem do Dr. Moro lá nos EUA.

Uma bosta de péssimo gosto que transpira ódio, inveja e burrice pelos quadro lados.

22 maio 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

GEOGRAFIA DAS MÚSICAS – “I WANNA TO GO BACK DO BAHIA”

Paulo Diniz: inglês de Joel Santana, numa letra homenageando Caetano Veloso

Alguns tinham-no como desparecido, outros como morto, havia ainda os que, precisos nas minúcias, falavam de doença terminal.

Nos últimos tempos, Paulo Diniz vinha realizando shows em cidades do interior, mas a doença que o acometeu (esquistossomose) agora já não o premite sair de casa, inspirar-se com o cotidiano.

Diniz compôs e cantou muitos sucessos nacionais, principalmente entre os anos 1970 e 1980.

O seu maior grande hit foi a canção “I wanna to go back do Bahia”, na qual homengeou Caetano, então auto-exilado em Londres.

De 12 aos 16 anos, Diniz trabalhou numa fábrica de doces da sua cidade natal Pesqueira-PE.

Mais tarde, mudou-se para o Recife, onde tentou ganhar a vida engraxando sapatos, como crooner e baterista em casas noturnas, locutor de casas comerciais e, em seguida, locutor e ator da Rádio Jornal do Commercio.

Do Recife seguiu para Caruaru-PE, depois para Fortaleza-CE. Em 1964 foi para o Ro de Janeiro.

Nascido em 1940 (78 anos), Paulo Diniz compôs inúmeros sucessos como: Chorão, Ponha um Arco-Iris na sua Moringa, Pingos de Amor, “E agora, José” (poema de Drummond), Um chopp para distrair, entre outros. Odibar foi o principal parceiro de Paulo Diniz.

Suas canções foram gravadas por Clara Nunes, Emílio Santiago e Simone.

Eu Vim de Piri-Piri (Paulo Diniz/Odibar)

Semana que vem, tem mais

22 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

22 maio 2018 PERCIVAL PUGGINA

AMARRARAM CACHORRO COM LINGUIÇA

Desculpem a expressão pouco polida e, ainda menos, criativa. No entanto, é a exclamação que me ocorre diante do que se cristalizou como cenário das próximas eleições parlamentares.

Promover uma grande renovação nas duas casas do Congresso Nacional era a principal aspiração da sociedade brasileira para a futura eleição parlamentar em 7 de outubro. Tratava-se de pura racionalidade: afastar os corruptos, os coniventes com a corrupção e os incompetentes, preservando os melhores. A conduta dos eleitores, aliás, deveria ser sempre essa, mas os eventos dos últimos anos – em especial os achados da Lava-Jato e operações análogas – tornaram tal conduta uma imposição dos fatos a todo eleitor consciente, a todo cidadão preocupado com o presente e o futuro do país.

Foi no contexto desse clima político-eleitoral que começaram as pressões para extinguir o financiamento empresarial aos candidatos e partidos. Seria esse financiamento (e não o irracional modelo político) “a” causa fundamental da corrupção, por gerar conluio de interesses escusos entre financiadores e financiados. Tão indigno sistema – assim se dizia – deveria ser substituído por uma fonte pública, imune a quaisquer compromissos.

Chamada a opinar, a sociedade não aderiu à tese. Nem mesmo a poderosa organização formada por mais de uma centena de entidades e associações que se integraram na famosa “Coalizão por Reforma Política e Eleições Limpas”, sob a liderança da OAB e da CNBB, conseguiu sensibilizá-la. Empenharam-se os patrocinadores da tese em campanha que se estendeu por mais de um ano, entre 2014 e 2015, tentando, inutilmente, coletar 1,5 milhão de adesões a um projeto de iniciativa popular. O financiamento público encabeçava as propostas. Alegavam expressar o desejo social e pediam assinaturas durante missas em todo o país, mas nem assim conseguiram os patrocinadores coletar a metade disso! O povo jamais considerou ser de seu dever custear campanhas eleitorais, através de recursos públicos pelos quais cada cidadão estaria, inclusive, financiando candidatos contrários às próprias convicções.

A falsa lógica do beatificado fundo eleitoral público, porém, já havia contaminado os “legisladores” do STF. Em setembro de 2015, por oito a três, atropelando, inclusive, um projeto em sentido oposto que procurava disciplinar o financiamento por pessoas jurídicas, o Pleno decidiu que ele era “inconstitucional”.

Resultado: em 2017, o Congresso aprovou a formação de um fundo público para a eleição de 2018. Esse recurso, no montante de R$1,7 bilhão, será destinado aos partidos e neles manejados por seus líderes. E quem são estes? Como regra quase geral, nas executivas nacionais e nas secções estaduais, são deputados federais e senadores. Ou seja, os recursos “públicos” serão privatizados por aqueles que, em grande proporção, a sociedade não deseja ver reeleitos, frustrando-se a efetivação do cristalino anseio nacional pela renovação. OAB, CNBB e STF estão devendo explicações para esse terrível malfeito que realiza o sonho de todos os corruptos cuja reeleição estava em risco! Amarraram cachorro com linguiça, entregando-lhes – logo a eles! – o privilégio de se financiarem com meios que a nação sangrou para produzir e arrecadou na forma de tributos federais. Quem quiser furar esse esquema que trate de correr o chapéu juntando trocados de pessoas físicas, na base da “vaquinha”, ou do me dá um dinheiro aí.

Apesar desse desastroso papelão, persiste o desejo de renovação. Não se omita, não vote em corruptos, preserve os bons e renove. Sobretudo, dedique tempo à escolha que fará, e renove!

22 maio 2018 CHARGES

PATER

FRANCISCO ITAERÇO – IMPERATRIZ-MA

Meu querido Papa Berto,

publique esta notícia tão estapafúrdia quanto verdadeira.

Para deguste dos nossos leitores e colunistas, enquanto eu preparo mais um STAND-UPA COM POESIA.

Obrigado meu editor.

* * *

MARANHÃO UM PAIS À PARTE

Pra nascer, vá a Maternidade Marly Sarney

Para maorar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney.

Para estudar há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney.

Para pesquisar, apanhe um taxi no Posto de Saúde, Marly Sarney, e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior Universidade Particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney.

Para inteirar-se das notícias, leia o Jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM, e FM, do tal José Sarney.

Se estiver no interior do Estado, ligue para uma das 35 emissoras de rádios ou uma das 13 repetidoras da TV Mirante. Todas do mesmo propri(otário). Ou desculpem, proprietário. Otário, somo nós que aceitamos tudo isso.

Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor).

Para entrar ou sair da cidade de São Luiz, atravesse a Ponte José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande por algumas horas pelas esburacadas estradas maranhenses e aporte num dos municípios José Sarney.

Não concordou com nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao foro José Sarney, procure o salão de imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à sala da Defensoria Pública Kiola Sarney…

Seria cômico, se não fosse tão trágico.

22 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

COM A CABEÇA PLENAMENTE SAUDÁVEL

Comentário sobre a postagem CONSELHO

Goiano:

“Berto, estou entrando só para dizer que gostaria que tu soubesses que estou iniciando uma campanha em prol do retorno de tua sanidade mental, que é a campanha que já conta com inúmeras adesões, “BERTO, VOLTA A BEBER!”.

Está em fase de preparação um abaixo-assinado com a campanha inundando o Avaz, que marchará ombro a ombro com o nosso desejo de que Lula seja agraciado com o Nobel da Paz e tu agraciado com uma garrafa de uma branquinha.

Beijo no teu coração, meu querido!”

* * *

Nota do Editor:

Vindo de um adorador luleiro, o comentário acima é uma prova inconteste e irrefutável de que estou em pleno gozo (êpa!) das minhas faculdades mentais, apesar da abstinência compulsória. Aproveito para declarar que não me ofendi com a execrável expressão “beijo no coração” (argh!!!). Nesta gazeta escrota tem espaço pra todo tipo de escrotidão horrorífera.

O Editor protegendo a caixa dos peitos com um pinico, se obrando de medo de levar um “beijo no coração”

22 maio 2018 CHARGES

AMARILDO

NOTAS

A educação no Brasil é tão desestimulante que muita gente prefere abandonar os estudos, antes de completar o ensino médio. Muitos adolescentes, de até 25 anos, motivados pelo fracasso escolar, com a falta de uma didática atraente nos estudos que leva à repetência, com prédio da escola completamente desestruturado> Outros, forçados pelas necessidades, empurrados pelas desigualdades sociais e enlaçados pela baixa renda familiar trocam a escola pelo trabalho, antes do tempo. Na Bahia, de cada de dez jovens, seis não concluem o ensino médio. No país, são milhares de adolescentes enquadrados nessa situação. Uns, incentivados pela falta de merenda, que em algumas escolas é roubada, por incrível que possa parecer, outra quantidade, mais vulnerável de jovens, prefere enveredar pelo caminho dos atos ilícitos. Drogas, roubos e assaltos. O inconcebível é perceber as autoridades mostrando-se indiferentes e incompetentes diante de tão grave circunstância.

*
James Harrison é australiano, atualmente, com 81 anos. Na adolescência, quando tinha 14 anos, Harrison passou por uma cirurgia no peito que necessitou de muitas transfusões de sangue. Como recebeu a atenção de muita gente, que lhe doaram sangue, James, detentor de raro anticorpo favorável para combater doenças hemolíticas, resolveu agradecer de uma forma prática. Ser doador para as pessoas necessitadas. Tornar-se eterno doador de sangue. Passou 60 anos salvando recém-nascidos e mulheres grávidas de sérias complicações. Agora, sendo oitentão, Harrison sente-se agradecido por ter ajudado com plasma a salvar da morte milhares de crianças e grávidas que apresentavam incompatibilidade do Fator RH no sangue da mãe e do bebê.

*
Olinda, cidade história de Pernambuco, padece do mesmo defeito apresentado por muitos municípios brasileiros. Calçadas quebradas, ruas e vias esburacadas, crítico sistema de drenagem, péssima iluminação, precário saneamento, carência de recursos, ausência de indústria e escassez de comércio. Por conta disso, Olinda abriga enorme pobreza que se sente desassistida por gestores que só visam beneficiar a elite. Inseguros, os frequentadores da orla reclamam da falta de policiamento na praia, principalmente nos domingos e feriados. Agora, com a inauguração do primeiro shopping na cidade, o medo na população aumenta. Aliás, vizinho ao Patheo Shopping existe um lixão na calçada de uma casa abandonada, onde os carroceiros, cientes da falta de fiscalização, despejam toneladas de entulhos que sobram das reformas de casas de moradores. Pra completar o desânimo da população, até o serviço de requalificação da faixa de praia, onde foram gastos R$ 25 milhões, durante cinco anos da administração anterior, atualmente apresenta problemas. A pista de caminhada, pessimamente construída, se desgruda do chão, formando obstáculos pra o caminhante, muretas desaparecem pela ferrugem, os equipamentos de ginástica quebram fácil, bancos sem o encosto, brinquedos de recreação infantil somem e até os quiosques da orla, quando não estão degradados, apresentam nojento aspecto para a ocupação comercial.

*
As regiões central e do Norte de Portugal enfrentaram intenso período de seca. A estiagem, causou sérios reflexos ambientais. Muitos transtornos. Incêndios florestais, destruição da vegetação, morte de animais, degradação do solo, erosão e prejuízos para a economia. Fora a chuva e o vento, que desempenham papel natural, compete aos animais polinizadores, insetos, aves e mamíferos, manter a biodiversidade em ordem, garantir a produção de frutos e sementes e a renovação da mata. Dentre os polinizadores, a abelha se destaca. Para produzir mel, a abelha visita as flores com o intuito de coletar néctar. No retorno à colmeia, a abelha converte o néctar em mel. Mas, com a seca a produção de mel em Portugal caiu 80%. Para reverter o prejuízo, o governo português distribuiu toneladas de açúcar com os apicultores que transformam o produto em melaço, que é o alimento alternativo da abelha. Desta maneira, Portugal combate a fome, mantém os apicultores em atividade, recupera a produção de mel por um determinado tempo, sustenta o setor em atividade. Evitando a queda da renda na apicultura e a respetiva arrecadação nos cofres públicos. Quer dizer, usando a cabeça e determinação, muitos dos problemas públicos são eliminados. Pelo menos, temporariamente.

*
Não tem coisa mais ridícula e estrambólica do que constatar a prisão de três ex-governadores e duas primeiras damas que, apesar da fama e da riqueza, vêem ou viram o sol nascer quadrado, atrás das grades. Mas, ao contrário do normal, os ilustres prisioneiros, sob a complacência de alguém, gozaram da liberdade de festejar a vida na prisão, saboreando saborosos manjares. Deliciarem-se com regalias gastronômicas, enquanto faltou dinheiro para pagar a folha de pagamento dos servidores do Rio de Janeiro, quebrado e nú de moral e correção mental. A excessão, lógico, foi ver o Legislativo, Judiciario e Executivo estadual não terem o salário atrasado, um dia sequer. Aliás, a praga se alastrou. Não existe um dia para os telejornais e a mídia não se entopirem com notícias sobre a corrupção no país. São figurões, geralmente políticos e empresários envolvidos com esquemas criminosos, peculato, abuso de poder, suspeita de cobrança e recebimento de propinas, atos de favorecimento de empresas, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, desvio e roubo de recursos públicos, descoberta de malas cheias de dinheiro escondidas em apartamentos. O impressionante é que, engrossando a lista de presos, atrás das grades ou em casa, usando tornozeleiras, encontra-se um ex-presidente e vários ex-ministros enjaulados por condenação jurídica. Daqui a pouco, pelo andar da carruagem, pode faltar presídio para acomodar tantos envolvidos com crimes de lesa pátria. Como não cuidaram a tempo dos casos de suborno que foram aparecendo, desde a década de 1960, os escândalos se multiplicaram até a Lava Jato entrar em cena. Devido ao descaso e omissão de vários governos, a população vive estressada com a fraqueza da economia. completamente vulnerável. Então para reverter a crítica situação, só existe um caminho. A cobrança do povo pela transparência no foco da questão. Eliminar o suborno no âmbito do setor público.

22 maio 2018 CHARGES

CAZO

JAIR RODRIGUES

“Disparada” foi escrita por Geraldo Vandré e Théo de Barros e interpretada por Jair Rodrigues, acompanhado do Trio Maraiá e do Trio Novo. Uma das principais composições da época dos festivais de música popular brasileira, foi a vencedora, juntamente com “A Banda” de Chico Buarque, dividindo o primeiro lugar no II Festival da TV Record, em 1966.


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