25 maio 2018 CHARGES

PAIXÃO

GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS

Valdir Teles, grande poeta cantador pernambucano, glosando o mote

Meu passado infantil não foi bonito
Mas eu tenho prazer em recordar.

Lá em casa não tinha geladeira
Guarda roupa ,sofá nem energia
Tinha um pote revendo água fria
Enfiado em um gancho de madeira
O chapéu de papai andar pra feira
E as roupas da gente passear
Por não ter um cabide pra botar
Pendurava em um gancho de cambito
Meu passado infantil não foi bonito
Mas eu tenho prazer em recordar.

* * *

Moyses Lopes Sesyom glosando o mote:

Se Celina me matar,
Ninguém tenha dó de mim.

Não posso mais suportar,
É grande a minha paixão,
Perdoo de antemão
Se Celina me matar.
Se dela me aproximar
Terei um prazer sem fim;
Se alguém me vir assim
Chupando o beicinho dela,
Se eu morrer fodendo nela,
Ninguém tenha dó de mim.

* * *

Marcos Rangel glosando o mote:

Mocidade é um vento passageiro
Beija a face do homem e vai embora.

Mocidade foi ontem que passou
E hoje vivo sentindo falta dela
Já mandei mil recados para ela
Mais nem mesmo um só me respostou
Muita gente viu e perguntou
Por que ela passava tão ligeiro
Respondi sem pensar e sem exagero
Ela veio, me usou e jogou fora
Mocidade é um vento passageiro
Beija a face do homem e vai embora.

Aprendi descrever essa passagem
Que vivi como ontem em minha vida
Sem dizer que a época foi perdida
Descrevendo somente, igual miragem
Que chorar o passado é bobagem
E saudade é flagelo que devora
Esse homem que em tua frente chora
Dos perfumes da vida sabe o cheiro
Mocidade é um vento passageiro
Beija a face do homem e vai embora.

* * *

Ademar Macedo glosanto o mote:

O sertão é um poema
Que a natureza escreveu.

Deus na sua magnitude,
Fez do sertão um palácio,
Deixou escrito um prefácio
Na parede do açude;
Disse da vicissitude
Da flor e do gineceu,
De um concriz que se escondeu
Nos garranchos da jurema,
O sertão é um poema
Que a natureza escreveu.

* * *

Geraldo Amâncio glosando o mote

O nordeste se enche de alegria
Na chegada da chuva no sertão.

Numa tarde de inverno o céu se agita
Uma nuvem pesada esconde o sol
Aparece relâmpago, caracol
A cascata do rio enche e vomita
Desce raio de fogo o trovão grita
Na cabeça de um grande torreão
Passa o vento entoando uma canção
Que o porão do açude se arrepia
O nordeste se enche de alegria
Na chegada da chuva no sertão.

Na esperança o campônio se agarra
Do fantasma da seca sente medo
Quando chega o natal, acorda cedo
Para ver se aurora trás a barra
Inimiga da seca é a cigarra
Que só canta no tempo do verão
O profeta do inverno é o carão
Quando está pra chover ele anuncia
O nordeste se enche de alegria
Na chegada da chuva no sertão.

Quando chove na entrada de janeiro
O riacho transborda e solta roncos
Lambe os galhos do mato, arrasta troncos
De raízes que encontra em todo aceiro
Passam sapos montados no balseiro
Parecendo um chofer de caminhão
Não dirige, mas dá a impressão
Onde tem um perigo ele desvia
O nordeste se enche de alegria
Na chegada da chuva no sertão.

No inverno o vaqueiro tange bois
O roceiro na luta mete a cara
Queima a broca o que sobra faz coivara
Deixa arranca de touco pra depois
Corta a terra na baixa de arroz
Faz remonte de cerca aduba o chão
Abre cova semeia e enterra o grão
Tudo quanto plantar a terra cria
O nordeste se enche de alegria
Na chegada da chuva no sertão.

25 maio 2018 CHARGES

AMARILDO

ESTAS DEIXARAM SAUDADES

01 – Yester-me, Yester-you, Yesterday – (Ron Miller / Bryan Wells) – Stevie Wonder – 1969
02 – Sorry – (Bernie Adam / Thierry Noritop) – The Sixties – 1983
03 – Knock Three Times – (Irwin Levine / L.Russell Brown) – Tony Orlando & Dawn – 1970
04 – Forever and Ever – (S.Vlavianos / A.R.Costandinos) – Demis Roussos – 1973
05 – Mamy Blue – (Hubert / Giraud / Weigel) – Ricky Shayne – 1971
06 – I Love You – (Chris White) – People – 1968
07 – Love Me Like a Stranger – (Mario Zan / Palmeira / Hamilton) – The Lettermen – 1975
08 – Mirrors – (S.Oldfield) – Sally Oldfield – 1978
09 – Loving You – (M.Riperton / R.Rudolph) – Minnie Riperton – 1974
10 – Only Yesterday – (Richard Carpenter / John Bettis) – The Carpenters – 1975

 

25 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

25 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

AUGUSTO LOPES – RIO DE JANEIRO-RJ

Dois homens caminhavam certa madrugada pela Rua do Ouvidor no centro do Rio de Janeiro.

Iam em direção oposta e cada um cantarolava uma canção.

O que parecia ser mais velho, tinha um cigarro no canto da boca e cantava assim:

Seu garçom faço o favor de me trazer depressa uma boa média que não seja requentada“.

O outro tinha cara de menino e, com as mãos no bolso, quase sussurrava:

Estava à toa na vida o meu amor me chamou pra ver a banda passar cantando coisas de amor“.

Ao se cruzarem cumprimentaram-se:

– Boa noite, Francisco !

– Boa noite, Noel !

O curioso é que nunca se conheceriam pois um morreu em 1937 e o outro só nasceria sete anos depois.

Eram os compositores brasileiros Noel Rosa e Chico Buarque de Holanda

25 maio 2018 CHARGES

RONALDO

25 maio 2018 A PALAVRA DO EDITOR

RECORDAR É SE RIR-SE-MOS

Vaca Peidona e Lobisomem formam uma dupla que é o retrato cagado e cuspido da pulítica banânica.

Uma é tolôte do PT e o outro é tolôte do MDB.

Os dois formam uma parelha perfeita.

Vamos alegrar a nossa sexta-feira se rindo-se com os vídeos abaixo.

Vídeos que vão deixar puto o fubânico luleiro Ceguinho Teimoso, aquele que vive a gritar “Foi Golpe” quando se refere à sucessão perfeitamente constitucional e legal – sem uso de força, de tanques ou de armas -, da passagem de gunverno de uma bovina pra um equino.

Um impeachment votado no Poder Legislativo que teve como consequência a troca de uma merda por um bosta.

* * *

* * *

25 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

SEM VENENO

25 maio 2018 CHARGES

PAIXÃO

O BRASIL É UM NÓ CEGO

Essa situação que estamos enfrentando com a greve dos caminhoneiros, me leva a uma questão: O que é inviável, a Petrobrás ou as transportadoras?

Vivemos num país que tem problemas em 3D, de leste a oeste e de norte a sul, de cima para baixo e de baixo para cima. Se os caminhoneiros não podem pagar pelo combustível tão caro, a Petrobrás também não pode trabalhar como trabalhou no passado recente, vendendo mais barato do que comprava. Entre eles está a bocarra do Tesouro que cobra impostos exagerados dos dois lados.

Apesar da carga tributária enorme, isso não chega para os gastos descontrolados e crescentes do nosso Estado. Todo ano temos necessidade de aumentar um pouco mais o endividamento para cobrir o déficit. Quando o país começa a botar a cabeça de fora, vamos crescer depois de três anos sem crescimento econômico, quando a inflação não ameaça mais, os juros ficam menos pesados nas contas públicas. Quando o cidadão acredita que agora vai! Surge essa ameaça que sabemos como está começando, mas não sabemos como e quando pode acabar. Um golpe fulminante na nossa vida.

Fui ao mercado para comprar frutas e verduras e fiquei surpreso ao me deparar com uma imagem que estamos acostumados a ver nos noticiários da TV quando falam da situação da Venezuela. Prateleiras vazias, sem nenhuma verdura, poucas frutas, quase nada de ovos. Assustador. Ficou evidente a inconveniente dependência de um serviço mais do que essencial para o funcionamento do Brasil. O caminhão na estrada é vital (hoje mortal) para nós. Sempre soubemos que o trabalho dessa categoria era importante, mas foi a greve que mostrou a verdadeira dimensão dessa ameaçadora dependência.

Se não temos alternativas ao transporte rodoviário, também não temos alternativa ao monopólio obsoleto da Petrobrás. Falta concorrência em tudo nesse nosso país. Competição ao invés de proteção é o que faz a humanidade progredir. Porém não vemos ações concretas para facilitar a vida das empresas e estimular novos investimentos. As concessões e privatizações tão necessárias para a modernização ficam apenas como promessas. Se o Governo não tem poupança (nem competência) para investir que permita o setor privado fazer os investimentos. Precisamos dos serviços, não necessariamente que sejam estatais.

Vivemos num país por construir, numa época onde o capital está atrás de oportunidades, mas não oferecemos condições estáveis economicamente e confiáveis do ponto de vista legal, para grandes investimentos. Nem brasileiros, nem estrangeiros sentem-se seguros para injetar capital em projetos de longa maturação. Nossa fotografia que já não está bonita pode piorar ainda mais. Estamos às vésperas de uma eleição que tem chances de aumentar muito a incerteza. Temos dois candidatos que parecem misseis com ogiva nuclear desorientados, navegando para um alvo desconhecido. Duas balas perdidas. Aqueles que são previsíveis representam a continuidade desse quadro triste.

E agora? Ronald Reagan é quem tinha razão: Governo não é a solução, é o problema.

25 maio 2018 CHARGES

MARIANO

EDUARDO NASCIMENTO – QUEIMADAS-PB

Boa noite berto

escrevo pela primeira vez para essa gazeta escrota

mas hoje fiquei em casa a tarde

sou Eduardo trabalho com eletricidade paraibano da cidade de Queimadas;

hoje por falta de combustível tive que ficar em casa ;

fiquei matutando um deputado federal custa a nação mês em torno de trezentos mil ;

a presidência o senado, o famigerado supremo federal, os ministérios, cargos do primeiro e segundo escalão,

se tiracemos desse povo 30% sera que dava pra cobrir o rombo da previdência e equilibrar as contas publicas

geralmente o pau só quebra no rabo dos mais fracos

sera que não é hora de pedirmos

isso é um desabafo de alguém que trabalha que só jumento pra segurar uma turma de saguesuga do povo brasileiro

boa noite berto ;

lembrando que o exercito esta de olho e muito calados com tudo que vem ocorrendo no nosso brasil

obrigado

R. Pronto, caro leitor, seu desabafo tá publicado do jeito que você mandou.

Um abraço pra toda turma dessa bela Queimadas, aprazível recanto de mundo com 41.297 habitantes, localizado na região metropolitana de Campina Grande, terra do grande poeta paraibano Jessier Quirino, colunista desta gazeta escrota.

Disponha sempre deste espaço e tenha um excelente final de semana!

25 maio 2018 CHARGES

HERINGER

DIA DOS NAMORADOS NO ZINGA BAR

Zinga Bar – praia de Riacho Doce

Gustavão dirigia feliz da vida seu Gordini vermelho, era noite de sexta-feira, véspera de Santo Antônio, dia dos namorados. Solteiro, boêmio, 27 anos, iniciava mais um fim-de-semana de alegria. Percorria a estrada do Litoral Norte rumo ao Zinga Bar na praia de Riacho Doce, de repente sentiu o carro “morrer”, parou no acostamento, abriu o capô, olhou com ajuda de uma lanterna se alguma peça estava solta, não entendia de mecânica, resolveu trancá-lo, travá-lo, no dia seguinte traria com um mecânico. Com o dedo polegar ficou a pedir carona aos carros em direção ao Zinga. Parou uma Kombi, deu sorte, era o deputado com amigos e amigas, tinham o mesmo destino.

O Zinga Bar foi um empreendimento arrojado de Cláudio Barbosa, a construção se estendia do asfalto à praia, em Riacho Doce, foi o grande sucesso da cidade no final dos anos 60, aliás, revolucionário, mudou os costumes. Naquela época as moças casadouras só saiam à noite acompanhadas dos pais ou irmãos para festas em casa de famílias ou clubes. Depois do Zinga Bar o mulherio de Maceió deu um grito de liberdade, em grupos começaram a frequentar aquele Bar-Restaurante-Boate. Dava-se início a uma tímida revolução sexual, a virgindade estava deixando de ser tabu. O Zinga foi marco histórico na vida da cidade.

O deputado, os amigos e amigas tomaram uma mesa ao ar livre, podia-se conversar melhor e ver a lua tremeluzindo no mar de Riacho Doce. Mesa cheia com três belas jovens e uma senhora, aliás, uma coroa risonha, solteirona, à beira dos cinquenta. Conversa divertida, maior alegria quando a orquestra iniciou os acordes “Love is a many splendore thing”. Yolanda, a coroa, convidou Gustavo para dançar. No dancing romântico, bela vista ao mar, colaram-se do corpo à cabeça, arrastando-se com leveza ao som do sax e clarinete. Ela puxou-o sentindo prazerosamente o corpo de seu par. Eles mudos, o carinho na nuca, a rigidez nas pernas falavam mais que qualquer palavra.

A orquestra parou para descanso, o casal retornou à mesa. Bom uísque, tira-gosto, muita conversa, a coroa com os pés descalços por baixo da mesa alisava as pernas de Gustavão. Certa hora a Banda animou no São João, “Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo, olha pra que balão multicor, que lá no céu vai sumindo…” Todos levantaram dançando feito quadrilha ao som de músicas juninas de Gonzaga. Cada vez mais Gustavo e Yolanda, a coroa, se atraiam, deu-se o desejo imenso, ânsia louca de beijo na boca. Gustavão pediu discretamente a chave da Kombi do deputado. O casal se escafedeu, um quilometro a mais Gustavo encostou a Kombi embaixo de uma árvore. À luz de uma lua maravilhosamente prateada tiveram momentos de amor no banco traseiro como apenas os grandes amantes conseguem, era dia dos namorados.

Retornaram ao Zinga com aquele sorriso de felicidade dos bem amados, de bem com a vida. Os companheiros de mesa perceberam, não houve uma piada, uma recriminação, a juventude mudava o comportamento, afinal amar é necessidade natural. Dançaram, rodaram, beberam até o dia amanhecer, os boêmios foram cumprimentar o dia nascendo andando na praia, dançando ciranda, pegando o Sol com a mão. Gustavão e a coroa celebravam a vida.

Dia seguinte Gustavo acordou-se por volta de meio dia, telefonou para um amigo mecânico de automóvel, foram em busca do Gordini quebrado. Surpresa, o carro arriado no chão, a jante no asfalto do acostamento, levaram os quatro pneus, no vidro traseiro escrito em batom: “Obrigada pelo presente do dia dos namorados, de sua Odete”. O jeito foi arranjar quatro pneus velhos numa borracharia, levar o Gordini para casa. Na segunda-feira nosso boêmio recebeu um telefonema anônimo informando, os quatro pneus estavam guardados com o vigia do Zinga Bar. Assim foi o dia dos namorados de Gustavão naquele ano de transformação do mundo. 1968.

25 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

25 maio 2018 DEU NO JORNAL

UM NEGÃO ARRETADO

O ator americano Morgan Freeman, de 80 anos, foi acusado por oito mulheres de assédio sexual, que comentaram os episódios em entrevista à CNN.

Nesta quinta-feira (24), o canal publicou em seu site parte do conteúdo das declarações.

De acordo com a reportagem, foram ouvidas ao todo 16 pessoas.

Oito delas declararam ter sido vítimas do que chamaram de assédio.

As demais citaram “comportamento inapropriado” da parte de Morgan.

* * *

Não custa nada ressaltar e realçar que “assédio” é uma coisa infinitamente diferente de “estupro”.

Na verdade, “assédio” é uma babaquice inventada pelos idiotinhas do puliticamente correto pra designar a saudável e universal cantada, o que antigamente se chamava de “cortejar”, “galantear”, uma instituição sem a qual o mundo seria uma merda.

Dito isto, quero dizer mais outra coisa:

Sou fã desse negão há muito tempo.

Já vi todos os filmes dele.

Agora, depois dessa notícia, fiquei mais fã ainda.

Arroche, seu cabra!

Continue dando em cima destas tabacudas e insistindo pra comer os furicos delas.

Se não quiserem, que vão se lascar e parem com esta babaquice de dizer que estão sendo “assediadas”.

“Comportamento inapropriado” um caralho! (Êpa! Eu acho que é isto mesmo o que elas desejam…)

Elas já conseguiram o que queriam: seus 15 minutos de fama dando entrevista pra CBN.

Vou pegar carona nesta postagem pra, novamente, fustigar os tabacudinhos do puliticamente correto.

Repito um vídeo já publicado aqui no JBF onde Morgan Freeman diz o que pensa sobre racismo. 

* * *

“Despedida em grande estilo”, com Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin. Trailer oficial

25 maio 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

VOCÊ É MEU SUBTERFÚGIO

Por muito tempo nada foi igual, nada encaixava em mim, era como se eu fosse uma farsa totalmente exposta, mas ninguém realmente via isso. Eu realmente me achava uma fraude, sem vida, sem sentido estar por aqui…Como se faltasse um propósito e que ele fosse realmente válido, tão válido que me aceitassem sem eu precisar de toda essa carga que eu carregava e que no fundo era inútil, só eu mesma é que via assim.

A cor do esmalte, o tipo de roupa, o perfume cítrico… não combinavam com a minha personalidade. Vaguei por muitas ruas, noites e noites, sem ninguém entender a minha confusão. Os dias nem contavam, cheios de compromissos e responsabilidades, enchiam as horas de vazios incansáveis.

Isso se deu por longos meses, ou poucos meses; isso vai depender se você é daquelas pessoas que enxergam o copo meio vazio ou meio cheio. É, vejo vídeos motivacionais, nada a acrescentar sobre eles aqui e nada a exaltar também… enfim, o foco é que tudo era meio vazio mesmo: copo, cama, coração.

Até que teve um começo. Um começo no meio da história. Você veio, chegou com esse tamanho de lucidez. Enxergou tudo. Sentia tudo… e soube, na primeira conversa, quem eu era. Demorei a entender essa organização no meu caos. Fugia de você, das suas cobranças caladas. Achava engraçado sua procura por mim, uma procura na qual eu também compartilhava, entende?

Por que você ficou? Sabe que continuei para simplesmente, de forma egocêntrica, descobrir a resposta desta pergunta… qual o motivo de, ainda vendo tudo e sabendo de tudo, você escolheu ficar? Deixei-nos levar. As brincadeiras foram ficando mais sérias, os carinhos mais intensos e os sentimentos mais verdadeiros. Seus beijos mais tocantes, meus sonhos mais reais e sua estadia mais palpável.

Já não achava que partiria sem voltar, já sabia escolher a cor do esmalte que mais combinava comigo e, com certeza passei a entender que minha personalidade feminina combinava com o perfume doce que me presenteara. Isso, claro, sem contar com a prova cabal de que se inebriava com meu cheiro em meu pescoço quando dele eu fazia uso, propositalmente.

Não consigo admitir que foi meu ‘norte’, mas seu caminho me mostrou o meu. Engraçado como nos deixamos completar por pessoas aleatórias. Veja bem, não se ofenda, não quis dizer ‘sem importância’, mas não era alguém de papel em minha vida… Encontrar-me sentada a ler no pequeno e único espaço coberto do parque foi aleatório, não? Minha leitura o instigou assim como seu interesse fez o mesmo comigo. Por que se interessou?

Hoje isso realmente importa? Eu não sei, acho que me daria uma satisfação infantil saber. Não, deixa pra lá, toda vez que a porta se abre e vejo sua barba a chegar perto de mim, encho-me de certezas e me deixo apenas curtir essa descoberta. Sim, a cada dia sento-me descoberta por você. A cada momento em que passamos juntos eu me vejo uma mulher diferente, ou melhor, uma mulher! E com várias qualidades diferentes, despertadas. Espero que esse interesse continue mesmo após a novidade. Dizem que o tempo tira esse frescor. Ai, sem mais devaneios, pensamentos de copos meio cheios, só beije-me por vários instantes; aleatórios e constantes.

25 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

ROBERTO SPILMANN – CACHOEIRA DOURADA-GO

Caro Berto,

vi no tweeter e repasso para você.

Acho que merece ser publicado para conhecimento dos amigos fubânicos.

Abraços deste leitor fiel e diário

R. Tá publicado conforme você mandou, caro leitor.

Eu só faria um pequeno reparo:

Onde está escrito “para os comunistas brasileiros“, poderíamos colocar “para todos os idiotas banânicos, zisquerdóideis, peteiros, luleiros, comunisteiros, bolivarianeiros e babaqueiros“.

Em especial para a idiota da Gleisi Hoffmann, a Amante da lista de propinas da Odebrecht que, a mando de Lula, vive elogiando Maduro e a ditadura venezuelana.

Tomara que ela visite a Venezuela e que por lá tenha uma caganeira.

Sem papel higiênico, a botadeira de chifres vai ter que limpar o furico com sabugo de milho.

Aliás, Gleisi vai comprovar que sabugo é melhor do que papel higiênico, porque, além de limpar, ainda coça e penteia!!

25 maio 2018 CHARGES

IOTTI


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa