26 maio 2018PALHAÇADA



Caso queira levar a sério a vida neste País de palhaçadas, você morre. Não há outra forma de encarrar os acontecimentos que o Brasil vive nos últimos 15 anos. A primeira e a mais séria das palhaçadas foi a eleição do presidiário Lulla com o apoio, por trás dos panos, do Fernando Henrique Cardoso. Iludiram a população brasileira com a toada de que um governo popular, – como se os demais eleitos não tivessem as mesmas mensagens, vide Collor-, transformaria a Nação e todos teriam qualidade de vida, um crescimento incomensurável e que seríamos parte do mundo desenvolvido. Prometia um Brasil voltado ao social em que qualquer cidadão desta terra teria amplas e diversificadas condições de crescer com seu trabalho honesto e com apoio de um governo sério, ético e moralista. Essa era a promessa que nunca se realizou. Muito pelo contrário, foi o marco maior da instalação da corrupção generalizada e da compra da consciência do trabalhador com planos de cabrestos e o crédito fácil para manter subjugada a população, com a crença de um governo do povo, foi esse o ilusório resultado petista dos planos do FHC. O objetivo maior desmantelou-se e levou junto o bolivarianismo e os mandamentos do “Fórum São Paulo”, algo insano.

A greve ou movimento dos caminhoneiros está aí para mostrar o quanto o governo não leva a sério aquilo que se compromete fazer. Transformou acertos e ajustes em grandes e homéricas mentiras e canais de desordens. Este movimento tem sua razão de ser, mas também não pode impor, em defesa de suas reivindicações, sofrimento à população e muito menos ser ponta de lança de qualquer grupamento político. É logico que em uma mobilização dessa envergadura, campo fértil para infiltrações, grupos radicais e oportunistas se façam presentes na tentativa de direcionar as ações do movimento em seu benefício político. Aparecem nesse cenário as mais diferentes caricaturas de lideranças procurando capitalizar para si as glórias dos resultados obtidos. Os ideólogos de plantão fazem as mais estapafúrdias e tendenciosas análises e críticas. Não procuram, porque não é interessante à sua linha de motivação, fazer um apanhado do histórico que levou a mobilização, ficando cada grupo entrincheirado na defesa dos seus argumentos e interesses.

A Petrobras era uma ponta de lança ao discurso de reeleição do presidente Temer que teria, na sua recuperação como uma das maiores petroleiras do mundo, uma marca do seu governo. Não há outro caminho, dado o espaço de tempo até as eleições, para o reerguimento da estatal que não a sua reorganização financeira. Só que a corda foi estirada além do limite, foram testando até onde poderíamos aguentar, e deu no que deu. Não tinha sido isso o ajustado com os transportadores algum tempo atrás. Nenhum acordo feito foi cumprido até esta data. Radicalizar era a única saída aos transportadores, mas, para tal, teria que ter um planejamento para que a população não pagasse, como sempre, pela falta de palavra do governo. É preciso analisar que os aumentos dos combustíveis geram aumentos nos preços dos produtos em cascata e generalizadamente. Essa situação favorece a arrecadação do governo em todos os setores da economia brasileira.

O incrível dessa história tragicômica que vivemos nos últimos anos, é que, apesar de queda de arrecadação e outras reduções de ganhos de produtividade do Brasil, mesmo com toda essa mobilização e mil reuniões para emitir um novo documento que não vai cumprir, o governo em nenhum momento se referiu ao fato de fazer um ajuste/corte na própria carne. Falou muito sobre o rombo e na queda da arrecadação que vai provocar a retirada de impostos dos combustíveis e na solução que remeterá em maiores impostos para a população para cobrir o “rombo”. Rombo é o governo manter, por exemplo, um gigantesco aparato ao amparo de empregos aos parasitas e para fazer suas benesses políticas. São bilhões de reais que se jogam fora com os monstruosos ministérios e seus altos salários. Alguns com finalidade que não tem a menor utilidade ou necessidade, como são mais de vinte deles. Rombo é a gigantesca estrutura física, salarial e de mordomia do Congresso Nacional e do Judiciário em detrimento da população sem escolas e hospitais. Ao invés de pensar em cortar despesas para equilibrar as contas, o governo procura alternativas para tirar do nosso bolso o dinheiro que vai supri-las sem mexer na farra pública das benesses. Amordaça a população, coloca o cabresto e faz o povo trabalhar para manter o mastodonte e intocável Estado, uma subversão à finalidade de sua função que é a de promover o bem-estar social e de trabalhar pela população. É uma palhaçada.

1 Comentário

  1. realmente e a pura verdade , a incapacidade e o populismo que o brasil vive desde 2003 , e que levaram o pais a este caos , assim como tambem e acertada , a definiçao de colocar FHC como cumplice efetivo desta mediocrizaçao do pais , o seu vies socialista mediocre e que levou o pais a retroagir mais de tres decadas , portanto fgc passou de o cara que domou a inflaçao , a ser o cara que bancou a corrupçao , nao ha como negar isto ,, mas temos que ter em mente que pessoas como a MARINA , como CIRO< BOULOS < E OUTROS ESQUERDOPATAS NADA MAIS SAO QUE O CONTINUISMO DO POPULISMO E SEUS NEFASTOS RESULTADOS< COMO TEMOS VISTO NA VENEZUELA < E TENHAM CERTEZA DE UMA COISA < QUALQUER DESTES QUE ELOGIARAM AS ELEIÇOES DO DITADOR MADURO NADA MAIS SAO QUE CRIMINOSOS QUERENDO ASCENDER AO PODER < LEMBREM_SE DISTO QUANDO FOREM VOLTAR

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