27 maio 2018 CHARGES

BRUM

STATUS QUO

Os velhos problemas do Brasil nos são apresentados como se novos fossem. Diariamente.

O estado das coisas não mudam o Estado. Digo, o brasileiro.

Todos se dizem inocentes antes e depois; como também proclamam culpados ontem e hoje. Sempre os mesmos nomes.

Mas nós só ouvimos os gemidos dos inocentes, de fato, esses preocupados com o porvir.

Há gente defendendo por correto exatamente o contrário do que dizia ser errado há alguns anos.

Vejo outros, irritados no passado, comemorando hoje as ações de protestos tantas vezes condenadas.

E assim seguimos nós, a cada dia um novo passo.

Com o Brasil passando vergonhosamente na TV.

Indo em busca do caos fantástico pela divisão de ideais.

De ideais. Não de ideias. Afinal, as ideias são tão poucas, sequer podem ser divididas.

Entre os grupos divididos – cada um ao seu modo – impera a necessidade de manutenção do seu próprio status quo, sob um lençol manchado pelo fanatismo exacerbado; fantasiado de luta de princípios, em suas sujeiras de noites mal explicadas, quando cobriam – ou cobrem – a pior das prostituições: a da moral.

Conveniente divisão do estado das coisas.

Porque o fanatismo é conveniente a quem está pendurado, de alguma forma se beneficiando, em qualquer braço do Estado, dos sindicatos, dos movimentos tidos por sociais, ou dos patronatos. E seja lá qual for o corpo desse braço, a corda esticada foi trançada na mais pura exploração de outrem. O nó de segurança é a mais pura falta de ética. Sobra apenas a covardia de quem luta armado e em um exército de muitos, contra poucos sem armas.

A esperança resiste entre pedras, em solo seco e infértil, cultivada por muitos com quase meio século de “boa vontade”; hoje apresentados como “Salvadores da Pátria”; quando na verdade suas pátrias estão por trás dos seus próprios umbigos, por baixo da pele da falsidade, da gordura da hipocrisia e músculos da dissimulação. Um pouco mais abaixo do coração cujo único sentimento é o desejo do poder pelo poder do status.

Os mesmos beneficiados pelo estado das coisas do Estado, há tantos anos que se perde a conta de quantos são.

27 maio 2018 CHARGES

AROEIRA

CANAL 7

Esse era o numero no seletor de canais da antiga TV Record, fundada por Paulo Machado de Carvalho em 1953, pioneira ao apresentar grandes programas de auditório ao vivo. Raul Solnado, artista português, participou de vários programas e sempre foi muito aplaudido pela plateia da época.

* * *

MEU JEITO!

A música é muito conhecida e foi gravada por diversos artistas. Escolhemos uma apresentação com belíssimo visual e legendas em português na interpretação de Frank Sinatra.

* * *

DICA:

Outra série de TV do gênero western, O Rancho Chaparral, foi produzida pela NBC de 1967 a 1971, num total de 98 episódios. É inegável que a indústria cinematográfica americana ao produzir suas séries na década de 60/70, procurava além do entretenimento, mostrar ao seu modo, a saga de seus antepassados. Aliás, nos dias atuais, o canal via cabo History tem no programa Trato Feito, um arsenal de pequenas histórias ligadas aos produtos que lá são negociados e na sua maioria originam-se nos EUA. Clique aqui para assistir.

27 maio 2018 CHARGES

MYRRIA

BODE GUISADO EM SERRA TALHADA

Este colunista e Josildo Sá comendo um bode guisado

* * *

Quixabinha, um samba de latada com Josildo Sá

27 maio 2018 CHARGES

DUKE

BB, O BANCO DA BOSTA

Comentário sobre a postagem BB É A CARA DO GOVERNO: RUIM, CHATO E IMPOPULAR

Herman João Froeder Neto:

Fui funcionário do BB por mais de 22 anos, desde que tomei posse (1993), só vi a entidade andar para trás, cada vez mais sobrecarregando seus funcionários, reduzindo salários e postos de trabalho, informatizando-se e maltratando cada vez mais a clientela.

Vi muitos deles migrando para outros bancos, pois suas prioridades não eram atendidas.

Quem afirma que o banco só é bom para os funcionários, não sabe do que está falando. Deve ser algum frustrado com a vida ou invejoso.

Existem algumas mordomias sim, mas no andar de cima.

Nas agências é muita cobrança e muito estresse.

O mesmo se aplica à estabilidade. O BB é sociedade de economia mista e somos regido pela CLT. Não há estabilidade. Há metas a serem cumpridas.

Vi vários colegas perderem suas comissões por não atingirem metas absurdas e outros perdendo seus empregos.

Quanto àquela figura do comercial, além de ridícula é muito mal-educada.

Não consigo entender o mau gosto da equipe de marketing do BB.

Lamentável! Ridícula!”

* * *

Nota do Editor:

Atenção equipe de marketing do Banco do Brasil: por qualquer pixulecozinho, por mais miserável que ele seja – um salário mínimo por mês, digamos -, esta gazeta escrota está à disposição pra fazer reclame do banco o dia todo.

O rombo nas finanças desta gazeta escrota está maior do que o rombo na Petrobras depois da administração do PT!!!! 

Prometo botar no ar o vídeo abaixo 13 (êpa!) vezes por dia se o BB nos socorrer!!!

27 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

HUMILHAR-SE, PAGAR, SER ENGANADO

O caro leitor se preocupa com as negociações entre Governo e líderes dos caminhoneiros grevistas? Preocupe-se mais: é tudo pior do que parece.

Greve de caminhoneiros não houve: o que houve é locaute, paralisação promovida por patrões. Greve é regulada em lei. Locaute é proibido por lei.

Governo não há: o sistema oficial de informações (apelidado, veja só, de “inteligência”) não sabia da paralisação. O festejado ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, candidato à Presidência, não tinha percebido que a alta dos preços do diesel, por mais correta que fosse, estava prejudicando o setor dos transportes, e não havia pensado em nenhuma compensação para salvá-lo. Quando a paralisação foi deflagrada, o Governo não sabia o que fazer. Presidido por um doutor em Direito Constitucional, em vez de recorrer à lei deixou-se conduzir pelo Congresso. Tudo bem, nosso Congresso é o melhor que o dinheiro pode comprar, mas parece insaciável. Cobrou mais e reduziu a receita do Governo, já atolado num imenso déficit.

Na hora de negociar com os líderes da paralisação, o Governo já deveria ter notado que se tratava de um locaute: praticamente só havia empresários do outro lado da mesa. Michel Temer poderia (e deveria) exigir ao menos o fim dos bloqueios nas estradas. Preferiu deixar a lei pra lá, ceder tudo, pedir desculpas por existir, para a qualquer custo evitar o confronto.

Esqueceu a dignidade do cargo, humilhou-se. E teve o confronto.

Voracidade

A redução de impostos aprovada às pressas pela Câmara derruba em mais R$ 12 bilhões a receita do Governo (que já é insuficiente para cobrir as despesas). O substituto de Meirelles no Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, diz que não há onde buscar dinheiro para cobrir o rombo. Mas a voracidade dos nobres parlamentares era tão grande que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, filho de conhecido economista, errou na conta: garantiu que o custo seria de R$ 3,5 bilhões. Quem liga para R$ 8,5 bilhões de diferença? Afinal, não é ele que paga a conta. E por que tanta vontade de baixar impostos? Ora, alguns parlamentares para dizer aos eleitores que lutam contra tanto imposto. Outros, para lembrar aos setores beneficiados que um voto nessa questão que tanto lhes interessa é precioso, vale ouro.

O confronto

Sejamos sinceros: a Presidência da República é exercida, hoje, pelo general Sérgio Etchegoyen, de excelente reputação. Tem problemas: suas decisões, como presidente de fato, têm de passar pelo presidente de direito, Michel Temer. Ele participou (ao lado do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e do ministro da Defesa, general da reserva Joaquim Silva e Luna), da reunião em que Temer anunciou que as Forças Armadas iriam participar do confronto com os caminhoneiros. Na véspera da reunião, quando Temer ainda acreditava que os líderes da paralisação cumpririam o acordo de trégua com o Governo, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, já determinava a mobilização da tropa. Não tomou essa decisão sozinho, nem por ordem de Temer. Se, como prometeu um dos líderes da paralisação, os militares não forem obedecidos, pode haver incidentes sérios. Militar manda ou obedece. E a ordem é desbloquear as estradas, com apoio das PMs. É um confronto complicado: boa parte dos líderes da paralisação quer ver as Forças Armadas dirigindo o Brasil.

Lembrando

Há alguns anos, este colunista visitou Guaxupé, simpática cidade mineira que hospeda a maior cooperativa de café do mundo. Na época, com preços mais baixos do que hoje, a Guaxupé movimentava US$ 300 milhões por ano. O maior shopping center da cidade chama a atenção: é igualzinho a uma estação de estrada de ferro. O motivo é que lá, antes, era a estação ferroviária. Um dia, houve um problema na linha da Fepasa, no Estado de S.Paulo, que exigia a troca de uns dois quilômetros de trilhos, reforço da base de concreto e brita e novos dormentes. O Governo paulista preferiu desativar a linha, isolando Guaxupé. E os US$ 300 milhões anuais de café passaram a seguir para Santos de caminhão. Quem dá força à paralisação?

Pá de cal 1

A ideia de Lula, de registrar sua candidatura à Presidência e esperar que alguém a impugne, para ganhar tempo até, quem sabe, as eleições, pode morrer nos próximos dias: o Tribunal Superior Eleitoral deve votar a norma que impede o registro de candidatos que não atendam aos requisitos da Lei da Ficha Limpa. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a tendência do TSE é aprová-la por unanimidade. Em seguida, o Ministério Público pediria uma decisão que torne automática a proibição de pedir registro ao TSE.

Pá de cal 2

Se Alckmin tem hoje dificuldade para decolar, imagine se Josué Alencar sair mesmo candidato pelo mesmo setor político e pagando sua campanha.

27 maio 2018 CHARGES

SÉRGIO PAULO

27 maio 2018 DEU NO JORNAL

É DE FAZER INVEJA AO COMANDO VERMELHO!

Juristas avaliam ingressar na Justiça com uma ação para que o PT seja considerado “organização criminosa”, nos termos da lei 12.850.

Para eles, o PT não passa de uma Orcrim, como investigadores se referem às gangues, que é definida em lei como um grupo de quatro ou mais pessoas que se unem, com divisão de tarefas, para a prática criminosa com objetivo de obter vantagens ilegais.

O PT já teve três presidentes, três tesoureiros e dirigentes presos no mesmo esquema de corrupção.

Três ex-presidentes do PT foram presos por corrupção: Lula, José Dirceu e José Genoino, cuja sentença já foi extinta pelo STF.

Também foram presos três ex-tesoureiros do PT: João Vaccari, Paulo Ferreira e Delúbio Soares (está solto, mas com a prisão decretada).

* * *

As milicias dos morros cariocas e o Comando Vermelho morrem de inveja do PT.

Por mais que se esforcem, não conseguem nem chegar perto dos índices da quadrilha vermêia-istrelada.

Fernandinho Beira-Mar e Marcola ficam de caras fechadas e putos de raiva com a desenvoltura de Lula.

27 maio 2018 CHARGES

VERONEZI

APARTHEID, GENOCÍDIO e LIMPEZA ÉTNICA

Um livro publicado em 1905, supostamente escrito a partir das anotações tomadas sobre as palestras proferidas no 1º Congresso Sionista de Basileia, Suíça, em 1897, vem há mais de um século assombrando o mundo. O mesmo tem sido sistematicamente acusado de ser uma fraude produzida pela polícia secreta do Czar da Rússia a fim de justificar o seu antissemitismo. O nome pelo qual este livro ficou conhecido foi “Os Protocolos dos Sábios de Sião”. Quem quiser lê-lo na íntegra, para tirar suas próprias conclusões, basta acessar aqui.

O jornal de Henri Ford, o Dearborn Independent, já em 1921, deu ampla publicidade a este livro e fez o seguinte comentário: “Este trabalho é terrivelmente real demais para ser simples ficção, bem argumentado demais para ser simples especulação, profundo demais no seu conhecimento dos segredos da vida para ter sido fraudado”.

Quem escreveu este livro? Provavelmente, jamais saberemos. Só sabemos que é muito pouco provável que tenha sido escrito por algum brutamontes da polícia secreta russa, como querem fazer-nos crer. Sua análise é tão penetrante e suas profecias são tão infalíveis, mesmo sendo historicamente dúbio, que qualquer pessoa familiarizada com os eventos ocorridos no último século os reconhecerá previstos no livro com notável precisão. Dentre outros eventos, o documento previu o colapso das monarquias europeias, a Revolução Bolshevique, as Guerras Mundiais e que estas não produziriam grandes mudanças territoriais, mas sim grandes mudanças nas finanças mundiais; a grande depressão provocada pela limitação do crédito, o desastre das nações afogadas em monstruosos débitos, o domínio dos meios de comunicação por esquerdistas, a hegemonia desta ideologia nas universidades e escolas, a destruição da família e a derrocada moral provocada pela “Revolução Sexual” e, por último, mas de longe não menos importante, o renascimento do Estado de Israel, dentre inúmeras outras.

Na minha modesta opinião, Os Protocolos (fraude ou não) refletem fielmente os planos e ambições de Meyer Amschel Rothschild, Adam Weishaupt, Albert Pike, Mazzini, e tantos outros líderes demoníacos.

Ao longo dos quase dois milênios da diáspora judaica, os judeus de todo o mundo sempre alimentaram a aspiração de retornar à Palestina e recriar uma pátria judaica. Muitos, estudiosos, para lá se dirigiam a fim de realizar estudos bíblicos, assim como inúmeros idosos para lá se dirigiam a fim de serem enterrados na “Terra Santa” quando morressem. Ao final do século XIX, e com a realização de sucessivas campanhas de perseguição e extermínio dos judeus nas cidades do leste europeu, a palavra eslava “Pogrom” entrou definitivamente no léxico ocidental e, ao mesmo tempo, provocou a intensificação da emigração de judeus para a Palestina. No início do século XX, os judeus eram menos de 10% da população total da região, dispersos em propriedades adquiridas paulatinamente.

De 1517 a 1917, a Palestina esteve sob o comando do Império Otomano. Ao final da Ia Guerra Mundial, os Otomanos foram derrotados pelos Ingleses e estes passaram a deter um Mandato da Liga das Nações a fim de controlar toda a região, inclusive a Jordânia. O Líbano e a Síria ficaram sob controle francês.

Pouco antes da vitória inglesa, o então Secretário Britânico dos Assuntos Estrangeiros, Arthur James Balfour, dirigiu uma carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica e, provavelmente, o homem mais rico da Terra na ocasião, assegurando-lhe a intenção do seu governo, caso ganhasse a guerra, de facilitar a criação da pátria judaica. A carta foi escrita nos seguintes termos:

Tenho o grande prazer de endereçar a V. Sa., em nome do governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia quanto às aspirações sionistas declaração submetida ao gabinete e por ele aprovada:

O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento, na Palestina, de um Lar Nacional para o Povo Judeu, e empregará todos os seus esforços no sentido de facilitar a realização desse objetivo, entendendo-se claramente que nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não-judaicas existentes na Palestina, nem contra os direitos e o estatuto político de que gozam os judeus em qualquer outro país. (O grifo é meu)

“Desde já, declaro-me extremamente grato a V. Sa. pela gentileza de encaminhar esta declaração ao conhecimento da Federação Sionista. “Arthur James Balfour.”

A partir da vitória Britânica, o texto da carta passou a fazer parte de todos os tratados relativos à região. A emigração judaica explodiu, especialmente depois que Hitler tentou exterminá-los durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1947, a ONU, sob o comando do brasileiro Oswaldo Aranha, decidiu dividir a Palestina em duas regiões federadas e unidas economicamente: Uma árabe e outra judia. Belas intenções!

Todas viraram palavras vazias, desde Balfour até hoje, e foram solenemente para o vinagre diante da volúpia dos judeus em dominar a região por completo e estabelecer um estado religioso mais radical que o mais radical estado islâmico. A consequência foi a criação de uma nova diáspora, desta vez do povo Palestino. Hoje, estima-se que sejam cerca de 5 milhões, espalhados em todo o mundo, expulsos que foram de suas terras ancestrais pelo terrorismo sionista, que não consegue conviver em paz com ninguém que apresente a mínima diferença de herança genética ou religiosa, a não ser de uma posição de poder e de dominação.

As técnicas que o governo israelense tem adotado para alcançar seu objetivo de dominar completamente o território são as mais malignas desenvolvidas no século XX: o Muro de Berlim, “Apartheid”, limpeza étnica, terrorismo de estado, campos de concentração, estrangulamento econômico, ocupações ilegais e à revelia das determinações da ONU, etc

Morei e trabalhei na Jordânia durante quase um ano. Nesta ocasião, fui praticamente adotado pela família árabe de meu patrão, mesmo eles sabendo que eu sou cristão. Falaram-me com tremendo respeito sobre as pregações de Jesus. Afirmam que ele seria um profeta tão grande quanto Maomé. Consideram Maria como sendo o exemplo de mulher honesta e dedicada à família, e por aí vai. Dizem que o fato de ser cristão é uma excelente base para a compreensão dos conceitos do Alcorão. Somos povos irmãos, afirmam!

Já os judeus, no TALMUD, livro dos ensinamentos dos seus sábios, afirmam que Maria seria uma prostituta, que Jesus seria filho bastardo de um centurião, que Maria teria se divertido com toda a tropa romana, que Jesus seria um bandido agitador, maligno e farsante, e que teria aprendido mágicas enquanto esteve no Egito. Estaria sendo cozido no inferno, dentro de um pote de excrementos por toda a eternidade, por conta disso. Bem interessante, não?

Um povo que, ao receber o maior de todos os profetas, um homem cujas palavras só traziam votos de paz, compreensão, respeito, bondade e perdão, condenou-o a uma morte terrivelmente ignominiosa e sofrida, simplesmente porque pregava conceitos que estes jamais conseguirão entender, tanta é a maldade dos seus corações; e que ao final, inquiridos por Pilatos, quando este disse não ver culpa nenhuma neste justo, mesmo assim urrou ordenando: “Crucifica-o! E que seu sangue caia sobre as nossas cabeças e dos nossos filhos”. É de se estranhar que sejam considerados por muitos, ao longo de toda a história, como sendo um povo amaldiçoado e com o qual não dá para conviver?

27 maio 2018 CHARGES

LUSCAR

CARLOS EDUARDO GOMES – PATY DO ALFERES-RJ

Prezado Editor Berto,

talvez você já tenha assistido essa entrevista com o economista Paulo Guedes. O homem que está fazendo a programação do míssil atômico Jair Bolsonaro.

Caso Paulo Guedes consiga programar o artefato para atingir o alvo correto, estaremos salvos.

Mas é uma tarefa difícil, assim como domar um jumento chucro.

Caso não tenha assistido recomendo enfaticamente que sente no seu confortável sofá, porque além de muito didático o homem é divertido e vale muito a pena ver o diagnóstico dele sobre nossos problemas passados, presentes e futuros.

São 45 minutos que não levam 10 para chegar ao fim.

Um grande abraço do seu leitor fiel,

R. Para assistir ao vídeo enviado pelo nosso estimado colunista fubânico, basta clicar aqui .

Nele a jornalista Joice Hasselmann entrevista Paulo Guedes, assessor de economia do candidato a presidente Jair Bolsonaro.

27 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

AS BRASILEIRAS II – BÁRBARA DE ALENCAR

Bárbara de Alencar (1760-1832)

Bárbara Pereira de Alencar nasceu em Exu, em 11/02/1760. Bem antes de ser avó do romancista José de Alencar, foi uma destacada ativista que participou da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador, em 1824. Três de seus cinco filhos – José Martiniano de Pereira Alencar, Carlos de Alencar e Tristão Gonçalves – também foram revolucionários (o primeiro era padre, político e jornalista, foi o pai do romancista José de Alencar). Ainda adolescente, mudou-se para a vila do Crato, onde se estabeleceu e tornou-se matriarca de uma família que se notabilizou no Ceará, numa época onde a mulher se restringia a criar filhos e o patriarcado se impunha de modo rigoroso. Casou, aos 22 anos, com o comerciante português José Gonçalves dos Santos. Ela própria fez o pedido de casamento.

No Crato, ela constituiu em sua casa o núcleo do movimento revolucionário, em meados de 1815, que se organizava em Pernambuco. “Dona Bárbara sempre foi considerada a cabeça pensante. Ela tinha a política nas veias e, na articulação, era a referência do grupo”, afirma o escritor Roberto Gaspar, autor do livro Bárbara de Alencar, a Guerreira do Brasil. Quando estourou a Revolução Pernambucana, em 1817, Ela junto com seu filho José Martiniano (futuro pai do romancista), durante a missa dominical, proclamou a república tal como se fizera no Recife. As tropas da coroa portuguesa foram enviadas para conter a revolta, prenderam todos e foram enviados a pé para Fortaleza sob o sol escaldante, e levaram um mês num percurso de 600 km.

Uma vez presa, obrigaram-na a fazer uma peregrinação pelos calabouços de Fortaleza, Recife e Salvador. Em 1821 foi libertada, mas não se intimidou nem abandonou o sonho de ver o Brasil livre do jugo português. Em 1824 o movimento revolucionário “Confederação do Equador”, liderado por Frei Caneca, no Recife se espalhou pelo Nordeste e encontrou-a junto aos filhos pronta para a nova revolta. Carlos de Alencar e Tristão Gonçalves morreram em combate; José Martiniano (se tornaria senador em 1832)

O sobrenome Alencar foi perseguido pelo poder constituído durante muitos anos após a Confederação do Equador. Algumas pessoas dotadas do sobrenome, mesmo sem participação na vida política, acabaram virando mártires. Conta-se que pelo menos 13 parentes, por consanguinidade e afinidade, foram assassinadas. Quando seu filho José Martiniano foi eleito Senador do Império, em 1832, Dom Pedro II vetou seu nome. Mesmo já tendo sido Ministro da Justiça, o Imperador temia o sangue revolucionário que corria nas veias da Família Alencar.

Assim foi que Bárbara de Alencar se tornou a primeira revolucionária e primeira presa politica da História do Brasil. Não deixa de ser paradoxal o fato de até hoje, quando o feminismo avança no País, ainda se trava uma batalha pelo seu reconhecimento como heroína da História brasileira. Falecida em 18/08/1832, apenas no Ceará seu nome é reconhecido e ainda lembrado no imaginário popular. Luiz Gonzaga, também nascido em Exu, nos seus shows na região do Cariri, gostava de saudar “Dona Bárbara de Alencar”. Em Fortaleza, a partir de 11 de fevereiro de 2005, O Centro Cultural que leva seu nome agracia três mulheres com a “Medalha Bárbara de Alencar”, uma respeitável condecoração. O Centro Administrativo do Governo do Ceará é batizado com seu nome. Uma estátua da heroína foi erguida na Praça Medianeira.

Em 1980, o poeta Caetano Ximenes de Aragão lançou o livro-poema Romanceiro de Bárbara, publicado pela Secretaria de Cultura do Ceará. Seu nome passou a denominar alguns logradouros; seu túmulo ainda está em processo de tombamento; e seu reconhecimento como heroína nacional ocorreu agora há pouco, em 22 de dezembro de 2014, pela Lei 13.056, com seu nome inscrito no “Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria Tancredo Neves, em Brasília. Só está faltando os historiadores se darem conta de sua importância na História do Brasil e passarem a incluir seu nome nos manuais didáticos da história.

27 maio 2018 CHARGES

S. SALVADOR

RAY CONNIFF ORQUESTRA E CORAL

Ray Conniff Orquestra & Coral interpretam de Consuelo Velázques , “Bésame Mucho“. Ray associou vozes masculinas a trombones, trompas e saxofones baixo, e vozes femininas a pistons, clarinetes e saxofones alto, o que dava-lhe uma característica inusitada e só sua. Seu coral limitava-se a pronunciar sons ao invés de palavras, o que imprimia um ” colorido musical “, intensificando os tons mais suaves e, ao mesmo tempo, abrandando os mais fortes.

27 maio 2018 CHARGES

FRED


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa