APARTHEID, GENOCÍDIO e LIMPEZA ÉTNICA

Um livro publicado em 1905, supostamente escrito a partir das anotações tomadas sobre as palestras proferidas no 1º Congresso Sionista de Basileia, Suíça, em 1897, vem há mais de um século assombrando o mundo. O mesmo tem sido sistematicamente acusado de ser uma fraude produzida pela polícia secreta do Czar da Rússia a fim de justificar o seu antissemitismo. O nome pelo qual este livro ficou conhecido foi “Os Protocolos dos Sábios de Sião”. Quem quiser lê-lo na íntegra, para tirar suas próprias conclusões, basta acessar aqui.

O jornal de Henri Ford, o Dearborn Independent, já em 1921, deu ampla publicidade a este livro e fez o seguinte comentário: “Este trabalho é terrivelmente real demais para ser simples ficção, bem argumentado demais para ser simples especulação, profundo demais no seu conhecimento dos segredos da vida para ter sido fraudado”.

Quem escreveu este livro? Provavelmente, jamais saberemos. Só sabemos que é muito pouco provável que tenha sido escrito por algum brutamontes da polícia secreta russa, como querem fazer-nos crer. Sua análise é tão penetrante e suas profecias são tão infalíveis, mesmo sendo historicamente dúbio, que qualquer pessoa familiarizada com os eventos ocorridos no último século os reconhecerá previstos no livro com notável precisão. Dentre outros eventos, o documento previu o colapso das monarquias europeias, a Revolução Bolshevique, as Guerras Mundiais e que estas não produziriam grandes mudanças territoriais, mas sim grandes mudanças nas finanças mundiais; a grande depressão provocada pela limitação do crédito, o desastre das nações afogadas em monstruosos débitos, o domínio dos meios de comunicação por esquerdistas, a hegemonia desta ideologia nas universidades e escolas, a destruição da família e a derrocada moral provocada pela “Revolução Sexual” e, por último, mas de longe não menos importante, o renascimento do Estado de Israel, dentre inúmeras outras.

Na minha modesta opinião, Os Protocolos (fraude ou não) refletem fielmente os planos e ambições de Meyer Amschel Rothschild, Adam Weishaupt, Albert Pike, Mazzini, e tantos outros líderes demoníacos.

Ao longo dos quase dois milênios da diáspora judaica, os judeus de todo o mundo sempre alimentaram a aspiração de retornar à Palestina e recriar uma pátria judaica. Muitos, estudiosos, para lá se dirigiam a fim de realizar estudos bíblicos, assim como inúmeros idosos para lá se dirigiam a fim de serem enterrados na “Terra Santa” quando morressem. Ao final do século XIX, e com a realização de sucessivas campanhas de perseguição e extermínio dos judeus nas cidades do leste europeu, a palavra eslava “Pogrom” entrou definitivamente no léxico ocidental e, ao mesmo tempo, provocou a intensificação da emigração de judeus para a Palestina. No início do século XX, os judeus eram menos de 10% da população total da região, dispersos em propriedades adquiridas paulatinamente.

De 1517 a 1917, a Palestina esteve sob o comando do Império Otomano. Ao final da Ia Guerra Mundial, os Otomanos foram derrotados pelos Ingleses e estes passaram a deter um Mandato da Liga das Nações a fim de controlar toda a região, inclusive a Jordânia. O Líbano e a Síria ficaram sob controle francês.

Pouco antes da vitória inglesa, o então Secretário Britânico dos Assuntos Estrangeiros, Arthur James Balfour, dirigiu uma carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica e, provavelmente, o homem mais rico da Terra na ocasião, assegurando-lhe a intenção do seu governo, caso ganhasse a guerra, de facilitar a criação da pátria judaica. A carta foi escrita nos seguintes termos:

Tenho o grande prazer de endereçar a V. Sa., em nome do governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia quanto às aspirações sionistas declaração submetida ao gabinete e por ele aprovada:

O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento, na Palestina, de um Lar Nacional para o Povo Judeu, e empregará todos os seus esforços no sentido de facilitar a realização desse objetivo, entendendo-se claramente que nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não-judaicas existentes na Palestina, nem contra os direitos e o estatuto político de que gozam os judeus em qualquer outro país. (O grifo é meu)

“Desde já, declaro-me extremamente grato a V. Sa. pela gentileza de encaminhar esta declaração ao conhecimento da Federação Sionista. “Arthur James Balfour.”

A partir da vitória Britânica, o texto da carta passou a fazer parte de todos os tratados relativos à região. A emigração judaica explodiu, especialmente depois que Hitler tentou exterminá-los durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1947, a ONU, sob o comando do brasileiro Oswaldo Aranha, decidiu dividir a Palestina em duas regiões federadas e unidas economicamente: Uma árabe e outra judia. Belas intenções!

Todas viraram palavras vazias, desde Balfour até hoje, e foram solenemente para o vinagre diante da volúpia dos judeus em dominar a região por completo e estabelecer um estado religioso mais radical que o mais radical estado islâmico. A consequência foi a criação de uma nova diáspora, desta vez do povo Palestino. Hoje, estima-se que sejam cerca de 5 milhões, espalhados em todo o mundo, expulsos que foram de suas terras ancestrais pelo terrorismo sionista, que não consegue conviver em paz com ninguém que apresente a mínima diferença de herança genética ou religiosa, a não ser de uma posição de poder e de dominação.

As técnicas que o governo israelense tem adotado para alcançar seu objetivo de dominar completamente o território são as mais malignas desenvolvidas no século XX: o Muro de Berlim, “Apartheid”, limpeza étnica, terrorismo de estado, campos de concentração, estrangulamento econômico, ocupações ilegais e à revelia das determinações da ONU, etc

Morei e trabalhei na Jordânia durante quase um ano. Nesta ocasião, fui praticamente adotado pela família árabe de meu patrão, mesmo eles sabendo que eu sou cristão. Falaram-me com tremendo respeito sobre as pregações de Jesus. Afirmam que ele seria um profeta tão grande quanto Maomé. Consideram Maria como sendo o exemplo de mulher honesta e dedicada à família, e por aí vai. Dizem que o fato de ser cristão é uma excelente base para a compreensão dos conceitos do Alcorão. Somos povos irmãos, afirmam!

Já os judeus, no TALMUD, livro dos ensinamentos dos seus sábios, afirmam que Maria seria uma prostituta, que Jesus seria filho bastardo de um centurião, que Maria teria se divertido com toda a tropa romana, que Jesus seria um bandido agitador, maligno e farsante, e que teria aprendido mágicas enquanto esteve no Egito. Estaria sendo cozido no inferno, dentro de um pote de excrementos por toda a eternidade, por conta disso. Bem interessante, não?

Um povo que, ao receber o maior de todos os profetas, um homem cujas palavras só traziam votos de paz, compreensão, respeito, bondade e perdão, condenou-o a uma morte terrivelmente ignominiosa e sofrida, simplesmente porque pregava conceitos que estes jamais conseguirão entender, tanta é a maldade dos seus corações; e que ao final, inquiridos por Pilatos, quando este disse não ver culpa nenhuma neste justo, mesmo assim urrou ordenando: “Crucifica-o! E que seu sangue caia sobre as nossas cabeças e dos nossos filhos”. É de se estranhar que sejam considerados por muitos, ao longo de toda a história, como sendo um povo amaldiçoado e com o qual não dá para conviver?

24 comentários

Pular para o formulário de comentário

    • CARLOS EDUARDO CARVALHO DOS SANTOS em 27 de maio de 2018 às 08:18
    • Responder

    SEU TRABALHO ESTÁ MAGNÍFICO.
    SOBREMODO, DIDÁTICO.
    MOSTRA TUDO QUE PRECISÁVAMOS SABER.
    MUITO GRATO.

    • Jorge C. Silva em 27 de maio de 2018 às 08:49
    • Responder

    Adonis, você se deixou contaminar pela doença “utopia”.

    • sergio soares em 27 de maio de 2018 às 12:35
    • Responder

    Sempre cairemos nas mãos de quem manda no mundo e na Nova Ordem Mundial : os trilhonários Rothschild em primeiro lugar,os também trilhonários (embora bem atrás ) Rockefellers em segundo ,e depois Ford e colegas do Clube de Bilderberg.Mandam desde 1913 no maior banco central do mundo ,o FED americano.O movimento contra a NOM está em andamento nos EUA ,com parte dos republicanos e no Reino Unido ,após o brexit.A internet fez aflorar as maiores verdades jamais publicadas e expor o que fazem as mainstreams da mídia em geral.Nada são além de sofisticados meios de desinformação.

      • sergio soares em 27 de maio de 2018 às 12:43
      • Responder

      Israel de hoje vai totalmente contra a NOM.A equaçao sobre Israel é falha totalmente neste sentido.Já alguém está financiando a transferência de grupos islâmicos para a Europa e EUA.Não seriam pessoas e grupos sob a batutas de cidadãos acima de qualquer suspeita como George Soros (até com rótulo de pessoa mal vista em seu país de nascimento,Hungria)?

    • Goiano em 27 de maio de 2018 às 13:27
    • Responder

    Como eu já disse, essas questões históricas tratadas por Adônis são demasiadamente intrincadas para mim. Entretanto, a respeito do livro citado, há uma notícia de que ele é assim meio que falso, não sei se essa informação ajuda ou atrapalha alguma coisa:
    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/11/1936890-livro-que-desfaz-lenda-do-protocolo-de-siao-e-lancado-em-portugues-em-sp.shtml

    • Paulo Terracota em 27 de maio de 2018 às 14:38
    • Responder

    O estado de Israel não pode se dar o direito de ser fraco.

    • Saniasin em 27 de maio de 2018 às 15:06
    • Responder

    ***
    Ah, se sesse tão simples assim…

    • Ex-microempresário em 27 de maio de 2018 às 17:12
    • Responder

    Eita, que só faltava briga Israel X Palestina aqui no jornal do Berto. Agora vai ficar bom.

    Como se diz lá no sul, “Baile que é bom tem peleia!”

    • Republicano de Curitiba em 27 de maio de 2018 às 17:58
    • Responder

    Prezado Adônis

    Parece-me que formamos uma confraria, ora para malhar o Goiano, ora para malhar você, ora para malhar quem não concorda com você e nem com o Goiano.

    Eu tenho meu conceito, opinião, postura, e qualquer coisa que seja contrária a tudo, tudo mesmo, relativo a religião. Sou muito na linha da letra da música IMÉGINE (Imagine) de JOHN LENNON, pois tudo que ocorre de ruim e de mal no mundo atualmente é devido a religião. Somando-se as os atritos e revoluções devido as diferenças políticas, a diferença de cor, a diferença de língua, diferença de times, e agora mais atual ainda diferença de “orientação sexual”. Pelo girar da roda logo vamos ter sérios atritos entre “maconheiros” e “não maconheiros”.

    Hoje temos pastores misturando religião católica, evangélica, apostólica, etc… com o diabo a quatro. A Igreja Universal mantém seu gado com a mistura de leitura do evangelho com as crentices (ou cretinices) africanas.

    Todas, todas as religiões, indistintamente, está bilionárias.

    Árabes só aceitam sua religião como verdadeira, e morte aos infiéis.

    O Islamismo é uma religião que teve a mesma origem das escrituras da religião católica e cristã. Não acha muita coincidência dois profetas terem o mesmo propósito, e na mesma região. Será que Deus queria garantias de conversão dos povos? Há um livre interessante sobre religiões. “Viagens de Théo”. É uma boa leitura.

    Mas, resumindo. Nada é devido a religiosidade. Tudo é domínio econômico. Do mais forte para o mais fraco. No meio disso tem o povo sendo massa de manobra, com elementos espúrios a moral, instigando a todos utilizando a religião como arma.

    Particularmente acho que a religião é um mal necessário. Bem utilizada Doma os indomáveis, protege os inocentes, aquece os friorentos, dá alimento a quem tem fome, etc, etc..

    Mas no caso dos Judeus e Palestinos, quero que os inocentes de alma e coração vivam bem e seguro. Os demais, sem parcialidade nenhuma. Quero que vão para o INFERNO deles.

      • Ex-microempresário em 27 de maio de 2018 às 18:12
      • Responder

      Concordo e aplaudo, caro colega !

      “A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa, e pelos governantes como útil” (Seneca, o Jovem (4 AC – 65 DC))

    • Carlos Domingues em 27 de maio de 2018 às 18:39
    • Responder

    Alguém me esclareça, por favor: trilhonários seriam magnatas do aço que fabricam trilhos em aço? Obrigado.

    • d.matt em 27 de maio de 2018 às 19:43
    • Responder

    Vamos com calma! Nem tudo é o que parece. Se os palestinos consideram Jesus um grande profeta ( Está no alcorão, um belo livro), porque então os muçulmanos matam, esfolam e cortam a cabeça dos cristãos infiéis ? Pelo seu texto Jesus era um Deus
    (conceito católico ) de perfeição, como crêem todos os cristãos, que também mentiram e vilipendiaram Maria Madalena chamando-a de prostituta rameira , o que nunca foi verdade.
    O que dizer dos assassinatos dos papados ? as Cruzadas (genocidio) e as perseguições religiosas
    da igreja católica aos judeus e a todos aqueles que não rezavam sob a cartilha do papado romano?
    Porque acusar somente os Judeus no assassinato de Jesus ? . E os romanos? estavam somente assistindo o espetáculo de camarote ?
    Valha-me Deus, tamanha mágica de raciocínio.
    Meus comentários acima são apenas uma resposta ao trecho do seu artigo, no qual
    exalta Jesus, como uma divindade que não pode ser mencionada, e que foi vilipendiado
    pelos Judeus, numa afronta a sua divindade.
    Para finalizar, digo sem medo de errar, que tudo isso não tem nada a ver com Jesus ou Maomé. É tudo politica territorial e finanças e não é justo colocar o Talmud no meio dessa bagunça. Já li e respeito muito o Alcoorão e achei um grande livro cheio de ensinamentos, conselhos e conceitos (mais uma vez essa palavra ) da melhor qualidade. Maomé realmente aponta Jesus como um grande profeta. Mas maomé não é seguido , nem respeitado devidamente pelos sanguinários muçulmanos, haja vista o ódio
    sanguinário quer devotam aos cristãos e Judeus.
    Quanto a sua familia adotiva palestina, ela sem dúvida merece um OSCAR pela bela
    atuação.

    • Adônis Oliveira em 27 de maio de 2018 às 20:03
    • Responder

    Prezados amigos,
    Nem Jesus é seguido devidamente pelos cristãos, que mataram e esfolaram em seu nome; nem Maomé é seguido devidamente pelos seus crentes, que cometem atrocidades em seu santo nome, nem os seguidores de todas as outras religiões praticam o que pregam.
    Paz na terra aos homens de boa vontade!
    P.S. É um privilégio participar de debates com um time de pessoas tão maravilhosas. Muito obrigado a todos.

    • alberto santo andre em 27 de maio de 2018 às 21:12
    • Responder

    como costumava dizer um professor meu de historia , e estudioso da biblia e de outros livros considerados sagrados , costumava dizer , todos eles sem exceçao carecem de confiabilidade historica , servem e muito bem como livro de estorias que mutavam ao interesse de cada um que tinha um grande poder nas maos , nenhum dos ditos livros sagrados foram escritos antes do seculo tres da era crista, , e hoje mesmo com o advento das imagens se contam estorias , de interesse de cada hum , mesmo a revelia das imagens imaginem aquela epoca onde ate a escrita , eram o famoso bocaa boca , portanto tenho todos estes livros como bons livros de estorias , ao eestilo nostradamus .

    • arre-égua em 27 de maio de 2018 às 22:12
    • Responder

    Professor Adônis,
    dizem os escribas, entre eles o estudioso ucraniano Vadim Skuratovsky, que a responsabilidade pelos Protocolos é da dupla Mathieu Golovinski/ Charles Joly, por volta de 1897.
    Golovinski era um exilado russo na França, mas a serviço da polícia secreta do Nicolau II, doido para pegar quem andava querendo acabar com os czares, enquanto Charles Joly era filho de Maurice Joly, autor d´ “O diálogo no inferno de Maquiavel e Montesquieu”, usado como base para os Protocolos.
    A mais, só sei que o livro que o chefe fascista Gustavo Barroso fez questão de lançar e divulgar no Brasil, em benefício dos nazistas, é uma leitura interessante.

    • Pablo Lopes em 27 de maio de 2018 às 22:14
    • Responder

    Prezado Adonis, vejo que gosta de um vespeiro; meteu a mão neste duas vezes! Mas assim que é bom.

    De minha parte, acho que cada povo é o resultado de suas histórias e escolhas.

    Judeus são perseguidos há séculos: pogroms, expulsões, holocausto. Foram mortos até sob acusação de serem culpados pela peste negra que devastou a Europa no seculo XIV .

    Ou seja, jamais estiveram seguros vivendo em meio a outros povos.

    Se para o senhor a morte de Jesus justifica a perseguição aos Judeus, para mim a violência de que foram vítima ao longo da história explica sua luta por uma pátria e a política de atacarem primeiro e com força.

    Não sei como a confusão na palestina pode ser resolvida; acho que ninguém sabe. Porém, não será imputando a um dos lados toda a culpa em razão de uma suposta maldade de coração e pretenções de dominação mundial.

    Isso já aconteceu antes e não deu certo.

    • carlos alberto domingues em 27 de maio de 2018 às 22:36
    • Responder

    É isso meus amigos. Cada um com suas culturas e hábitos. Uns furam as orelhas das meninas (e hoje, até dos meninos – sabe lá o que vai dar – logo,..) quando nascem. Outros cortam um pedaço da rola dos meninos. E segue o enterro…

    • Arre-égua em 27 de maio de 2018 às 22:41
    • Responder

    Caro Professor Adônis.
    Complementando o que disse anteriormente, gostaria de acrescentar que quem quiser bem inteirar-se dos Protocolos, pode recorrer à leitura da magnífica obra de ficção de Umberto Eco, O Cemitério de Praga, onde o mestre italiano além de nomear os personagens reais envolvidos no misteriosa criação dos Protocolos, examina outros casos de falsificação e cria seu próprio fictício autor do livro anti-judaico – Simone Simonini.

    • Joe Bass em 28 de maio de 2018 às 07:01
    • Responder

    Caro colunista, seu texto – intencionalmante anti-sionista – acaba intencionalmente ou não roçando no anti-semitismo. Não vou nem entrar nos méritos do “Protocolo dos Sabios de Sião” pois essa lenda já foi desatinada há bastante tempo.
    Gostaria apenas de lembrá-lo basicamente que:

    – Um dia após a declaração da criação do Estado de Israel, a Liga Arabe decretou guerra contra o recém-formado Estado e prometeu que empurraria todos os judeus para o mar. Israel resistiu mesmo sem ter uma força armada constituida e fixou sua fronteira além das linhas determinadas pela ONU.
    – Em 1967, a Liga Árabe voltou a tocar o terror e foi escoraçada por Israel na chamada “Guerra dos Seis Dias”. A cada tentativa frustrada de eliminar o Estado de Israel, as fronteiras se redefiniam. Em 67 Israel ocupou a Cisjordãnia, Jerusalem oriental, as colinas de Golã, a faixa de Gaza e o Sinai. Este ultimo território foi devolvido aos egipcios após tratado de paz assinado entre os dois países.
    – Em 1972 os países da Liga Arabe tentaram mais uma vez aniquilar o Estado de Israel na chamada Guerra do Yon Kippur e se deram mal mais uma vez.

    Por conta dessas agressões, do não reconhecimento do Estado de Israel por vários paises árabes, e por constantes ameaças de aniquilamento do Estado Sionista, Israel não voltará nunca a aceitar as fronteiras de 1947 como quer o mundo árabe.
    Quanto ao muro, uma malandragenzinha básica é sempre atribuir sua construção a uma vontade unilateral dos judeus malvados. O muro infelizmente é um mal necessário pois as duas intifadas e os constantes ataques terroristas em território israelense obrigaram os judeus à efetuar um controle minucioso de seus acessos à população palestina. O resultado foi a quase extinção de ataques terroristas em território israelense.

    Israel é acusado de um “genocídio ” na qual a raça supostamente exterminada só aumenta em população e de um “apartheid” onde a raça descriminada possue cargos publicos e assentos na Knesset

    • Adônis Oliveira em 28 de maio de 2018 às 12:13
    • Responder

    Prezados Amigos,
    Talvez eu não tenha conseguido explicar claramente como eu vejo esta situação tão complexa.
    Da mesma maneira como sou frontalmente contra todas as indignidades que foram assacadas contra os judeus ao longo da história, sou também contra todas as violências praticadas pela igreja contra quem se opusesse aos seus planos de hegemonia e, de forma semelhante, contra todas as idiotices e radicalismos praticados pelos árabes contra os judeus, especialmente após a partilha da Palestina, e que provocaram reações semelhantes, ou até mais radicais, do lado sionista.
    Talvez eu seja um sonhador inveterado mas, meu desejo, seria um retorno à época de ouro, vivida na Espanha e Portugal quando do domínio árabe, quando as 3 religiões viviam em paz e harmonia, sem necessidade de se trucidarem mutuamente de tempos em tempos.
    Infelizmente, sei bem o quanto estamos longe desta possibilidade.

    • nelson em 29 de maio de 2018 às 02:36
    • Responder

    Caramba!! Você fala merda, espalha merda,come merda e deve viver na merda.

    • Arre-égua em 29 de maio de 2018 às 23:57
    • Responder

    Porra! Estamos todos batendo papo e educadamente expondo nossos conhecimentos sobre o assunto apresentado pelo professor Adônis quando, sem mais nem menos e destoando de tudo, aparece um sujeito que abre a boca e vomita o que estava comendo nas páginas da Besta.

    • Adônis Oliveira em 1 de junho de 2018 às 10:55
    • Responder

    Prezado Nelson,
    Bastante interessante este seu ponto de vista.
    Posso deduzir de suas declarações que o senhor entende bastante deste assunto.

    • d.matt em 1 de junho de 2018 às 12:52
    • Responder

    Comentarista Nelson. Não entendemos e não aceitamos sua agressão estúpida ao professor ADONIS. todos os comentaristas acima, apoiam ou discordam do professor
    no seu conceito sobre a crise em questão, mas em nenhum momento o agredimos por
    discordar da nossa opinião. Todos tem o direito de pensar diferente de nós, seja da maioria ou da minoria .
    Pedimos, em seu nome e no nosso, desculpas ao insigne professor pela agressão recebida, indevidamente.

Deixe uma resposta

Seu e-mail não será publicado.