A MODA AGORA

Para culpar o desgoverno golpista, inaugurado com o “impeachment” de Dilma Roussef, os anta gonistas ao Partido dos Trabalhadores apontam o dedo para os petistas, acusando que “foram vocês que elegeram o Temer”, responsabilizando o PT pelos descaminhos e alegando que petistas não podem reclamar nem manifestar-se contra o governo, por serem os responsáveis por Temer estar na presidência.

É claro que todos sabem que a inclusão de Temer como candidato à vice-presidência na chapa de Dilma nada mais foi do que a composição que os partidos precisam fazer com seus aliados, independente da coincidência de programas de governo, filosofias, ideologias e estatutos.

Vejamos alguns exemplos:

1) João Goulart, o Jango, do PTB, foi “escolhido” para compor com os presidentes Juscelino, do PSD, e Jânio, do PTN.

2) Itamar, do PRN e PMDB, compôs com Collor, do PTC.

3) Marco Maciel, do PFL, compôs com o FHC, do PSDB.

4) José de Alencar, do PL e PRB, compôs com Lula, do PT.

5) Temer, do PMDB (hoje MDB), não por acaso o maior partido no Congresso, compôs com Dilma, do PT.

E, ainda, dizer que Temer foi uma “escolha” do PT é algo como uma falácia ou, na melhor das hipóteses, uma ingenuidade: Temer foi aceito e não escolhido, assim como os demais componentes de chapas acima citados. “Ter sido escolhido” faz parte das aparências convenientes do jogo político, nada mais que isso.

Agora – e aí sim – colocar Temer na presidência, embora seja uma conseqüência natural da vacância da presidência, foi escolha de quem acusa os petistas de o terem colocado na vice-presidência, pois foi graças ao apoio maciço dos chamados “coxinhas”, que serviram de massa de manobra, como inocentes úteis, para as forças antidemocráticas que queriam se apossar do governo por meios escusos (forças essas compostas pelos partidos políticos que desejavam o poder e se viam impossibilitados de fazê-lo pelo voto popular, uma vez que o PT ameaçava continuar vencendo as eleições futuras, como fizera nas quatro oportunidades anteriores), foi graças a esse apoio que Dilma foi tirada à força da presidência, dando lugar à assunção de Temer, onde ele permanece apesar de sua rejeição popular ameaçar atingir os cem por cento!

Para tirar Dilma do poder, por um processo que ainda há quem diga regular (teriam sido cumpridos os trâmites legais e respeitada a Constituição… parece piada!), os congressistas não se envergonharam de fazê-lo mesmo convencidos de que não se provara o cometimento de crime de responsabilidade.

A situação está posta, quem deu e quem apoiou o golpe deve assumir essa responsabilidade e arcar com as conseqüências: Dilma está fora, Lula inelegível, o caos implantado e nos aproximamos das eleições na iminência de eleger aquele que represente os anseios populares mais retrógrados que se possa imaginar, iludidos com as idéias infantis e ilusórias do tipo de que nos basta ter uma arma na cintura para acabar com a violência.

Vamos lá: em breve estarão, novamente, batendo panelas.

40 comentários

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    • Saniasin em 28 de maio de 2018 às 10:17
    • Responder

    ***
    Pois foi justamente por ter feito “composição” para se eleger que o Perda Total deixou de ser uma esperança de melhora para virar um partido político tradicional. Fisiologista, corrupto, mentiroso, subserviente ao poder econômico e, o que é pior, traidor os seus ideais e de suas origens.
    As pessoas perceberam que o modelo de política (e de estado) que se faz na banânia não tem como funcionar.
    Esta greve de transportadoras – clamando por intervenção militar – é a pá de cal na sepultura da Nova República.
    O governo não governa mais.

    O que virá?
    Volatilidade, como se diz no mercado.
    Porém, depois de passada a turbulência, teremos um país melhor e um povo mais consciente dos seus direito, mas, principalmente, dos seus deveres.
    Uma imprensa mais cuidadosa com o que divulga, pois as redes sociais desmentem as mentiras e manipulações.
    Só não dá para esperar nada de bom pelo lado dos eternos demagogos (leia-se políticos profissionais), mas a influência deles será cada vez menor.
    A economia de mercado, privatizações, sistemas de controle financeiro mais rígidos, menores impostos e concorrência irão tirando uma a uma as boquinhas. nas quais mamam. gulosamente. o dinheiro dos impostos.
    O povo entenderá que “não existe almoço grátis” em lugar nenhum deste planeta sofrido.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 14:38
      • Responder

      Saniasin, tens razão nisso, o PT entrou no jogo e fez a política da moda, no que tange às composições e à compra, por dinheiro ou por cargos (o que devia dar na mesma, em termos de irregularidade, mas trocar apoio por cargo tem sido considerado “normal”) de apoio parlamentar. Realmente, esse “erro” foi cometido, mas tu mesmos adiantas o por quê: o sistema o exige! Sabes que o PT não governaria se assim não fizesse. Nenhum partido, no sistema político que vivemos obteria governabilidade, isolando-se e contando exclusivamente com o apoio dos que comungam com seus programa e ideologia – no Brasil de hoje, no sistema atual, é impossível governar sem fazer os chamados “acordos espúrios” (a ressalva seria no caso de o povo votar maciçamente nos parlamentares do partido do presidente). Deixar de lado a fisiologia, no panorama brasileiro do século vinte e um, é suicídio político, determinado pela falta de realizações decorrentes da obstrução que a maioria imporia.
      Por fim, devo dizer que não acredito que a grave dos caminhoneiros determinará alguma melhoria do sistema – apenas nos livrará de alguma exorbitância, quem sabe passageira, no preço dos combstíveis.
      E, como estamos vendo, o governo está sendo obrigado a “usar a Petrobras” para chegar a preços dos combustíveis um pouco menos astronômicos, se não pela ação mesma, direta, da empresa, pela espécie de subsídio que está tendo de fazer, na marra. Um sacrifício do governo do tipo de vão-se os anéis, fiquem os dedos.
      O FMI não deve estar gostando nada disso. Felizmente conseguimos obter uma relativa libertação de suas amarras. Apenas relativa.

        • saniasin em 28 de maio de 2018 às 17:27
        • Responder

        ***
        Goiano.

        A classe política estava de costas para o povo e agora tem suas ações pautadas pela greve dos caminhoneiros.
        Acredito que eles estão começando a aprender é que não se governa sem povo.

        É possível que existam pessoas que se acham perfeitas e únicas, mas que agora descobrem que existem humildes trabalhadores que lhes garantem o conforto e que, eles sim são imprescindíveis e merecedores de todo o respeito e consideração.
        Pode ser que entendam que existe uma interdependência muito maior do que se pensa entre as pessoas.

        O crescimento as vezes se dá com dores e desencantos.
        As ilusões são doces, mas deixam sempre um travo amargo.
        A conta dos erros cometidos sempre chega, assim como o crédito pelos acertos.

        Dias melhores virão.

          • Goiano em 28 de maio de 2018 às 19:07
          • Responder

          Também tenho esperança.

    • Ronaldo em 28 de maio de 2018 às 10:22
    • Responder

    Sr Goiano, se não estou enganado na época da eleição do Janio, os cargos de presidente e de vice presidente não compunham uma unica chapa, podia ser , como foi, eleito o presidente de um partido e o vice presidente de outro partido, sem que os partidos estivessem em uma unica chapa, como ocorreu com a eleição de Dilma e Temer que foi escolhido por ter tempo na tv, mas que foi elogiadíssimo por ser um politico de dialogo e fiel(?).
    Dialogo que pudesse favorecer a ele e a seus asseclas, e fiel unicamente a ele.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 14:52
      • Responder

      Ronaldo, trate-me por cachorro mas não me chame de senhor.
      É verdade, de 1945 a 1965, as eleições para presidente e vice-presidente eram independentes, podendo ser eleitos candidatos de chapas distintas.
      Quanto ao discurso político, é normal babar-se o ovo do aliado, mesmo quando ele corresponde a um escorpião se põe no bolso. Por isso, é um argumento boboca esse que tem sido feito aqui no Jornal da Besta Fubana, inúmeras vezes, a respeito da babação de ovo de Lula, Dilma e outros, elogiando, abraçando e beijando na boca daqueles que em seguida cuspiriam.
      Querias o quê? Um exemplo de discurso da Dilma Roussef:
      – Companheiros e companheiras! Fizemos uma aliança com essa droga desse partido que é o PMDB, colocamos uma porcaria que é o Temer na chapa, fomos eleitos juntos mas odiamos esse cara!
      Porra, vamos e venhamos.

    • C Eduardo em 28 de maio de 2018 às 10:39
    • Responder

    Paty Not Set do Alferes, 28/05/2018
    Meu prezado Goiano, você está cometendo o mesmo erro de todos que diziam: eu não votei no PT, portanto, não tenho nada a ver com esse desastre. Todos pagamos a conta juntos independente da sua escolha na hora do voto.
    O PT fez uma aliança criminosa com o PMDB para juntos se lambuzarem no melado que escorria das tetas da vaca gorda. Você está sugerindo que o PT foi forçado a aceitar Michel Temer como vice? Goiano isso é uma cretinice que não combina com sua inteligência.
    Estamos vivendo uma tragédia que os brasileiros ainda não se deram conta do tamanho do problema. Não é hora de deboche.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 14:59
      • Responder

      Caro C Eduardo, o PT foi obrigado pelo sistema político brasileiro a fazer as alianças espúrias. Se assim não fosse não governaria. Caso não saibas, no Brasil do século vinte e um (pelo menos) não se pode governar sem ter maioria no Congresso. Muito menos se manter no poder sem essa maioria, ou contra ela: Dilma caiu porque o MDB lh retirou apoio, ao mesmo tempo que lhe passava uma rasteira. Grosso modo.
      Por isso, a meu ver não é cretinice; e não foi Temer que foi “imposto”, foi o maior Partido do Congresso que o foi. Como já dissemos, e já vimos, Dilma colocou um escorpião no bolso para atravessar o rio, mas ele a picou no meio da travessia…

    • José Crente em 28 de maio de 2018 às 11:04
    • Responder

    Ué se ele foi apenas aceito, então porque não se decidiu na época não aceitá-lo? não tinha nenhuma opção?
    Fugir das consequências agora é muita covardia, o que não é nada estranho vindo de petistas.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 15:05
      • Responder

      José Crente, tanto fazia, Temer, Henrique Eduardo Alves, Cunha, Padilha ou o nome que fosse. Tinha de ser o então PMDB! Era e é o partido mais poderoso e numeroso do Congresso (dentre os demais). Para ter maioria na condução de sua política, o PT precisava dele. Se Cunha fosse o indicado, Cunha teria sido o “escolhido”. E Dilma diria que Cunha é o exemplo de gente fina…

    • Luís Roberto em 28 de maio de 2018 às 11:32
    • Responder

    Eu acho que o Goiano não existe ; é apenas o nosso respeitado editor que, abusando de sua inteligência e criatividade, inventou um personagem engraçado. Muito engraçado. Parabéns ao Berto.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 15:08
      • Responder

      Luís Roberto, não deixo de ser uma “invenção” de Berto, na medida em que ele me botou para dentro e me mantém aqui.
      Às vezes sou engraçado, mas outras, como agora, estou sendo sério pra caralho.

    • Neco do Sul em 28 de maio de 2018 às 11:32
    • Responder

    Com todo o respeito, que cara chato!

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 15:08
      • Responder

      Chato é carrapato!

    • Republicano de Curitiba em 28 de maio de 2018 às 12:05
    • Responder

    Goiano,

    Está piorando. Para explicar o inexplicável, virou TENDENCIOSO. Quer convencer com esta balela. Acredito que queira convencer algum VERMElhinho que quer abandonar o barco dos petralhas. Lula criou o mensalão, gerenciado pelo Zé dirmeu – nada é seu tudo é meu, para governar e deixou seus aliados comprados roubar o que fosse possível. Dilma segurou os preços e em paralelo lula criou o petrolão, agora gerênciado pelo Palocci e Mantegna. Convencer que o PT está isento da existência do Temer só um cego, surdo e mudo aceitaria. Deve se recordar que os que bateram panela queria a anulação da eleição de 2014,, pois foi fraudada. Dilma já impedida e tendo um mês após seu impedimento o julgamento da eleição de 2014 adivinha qual um dos partidos que mais lutaram, além do PMDB, agora seu ex-aliado, para que a chapa fosse impugnada. O PT. Sim o PT. Então seu tendencioso e membro do fã clube do Gilmar Mendes, sim o PT é responsável sim pela merda que o Brasil é hoje (perdoe a dupla afirmativa). Sugiro que vá ver se a digníssima não está andando por aí de metrô, ônibus, trem, ou qualquer outro COLETIVO público (petista gosta de coletivo, não?

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 15:19
      • Responder

      Meu Republicano de Curitiba, se honras a alcunha, certamente não apoiarás a tal intervenção militar que se apregoa.
      Mas, vamos aos fatos: 1) Sim, o PT não é responsável por Temer, ele foi posto na chapa pelo PMDB, que, se quisesse, poderia ter posto qualquer um outro que o PT acataria, desde que com isso se estabelecesse o apoio desejado (e indispensável, nas circunstâncias).
      2) Dizer que as eleições foram fraudadas éo mesmo que acreditar que a Terra é plana.
      3) Não se pode isentar o PT de responsabilidades pelos caminhos e descaminhos pelos quais o País tem passado; o governante tem essa responsabilidade, em parte material, em parte formal. Ao PT os adversários só atribuem os descaminhos e se esquecem dos caminhos, dos belos caminhos.
      4) A minha digníssima, se estás se referindo a minha esposa, anda onde e como quiser, não sou seu dono. Não sou, por isso, mais, ou menos, corno. Entretanto, creio que isso não interessa ao debate.
      5) Continuo na dúvida se te mando um beijo à ou para o coração.
      6) Para quem criticou meus escritos, pelo baixo calonismo deles, andas muito pouco elegante.

    • Republicano de Curitiba em 28 de maio de 2018 às 12:18
    • Responder

    Me perdoem. Pela pressa e indignação pelas defesas incondicionais (será!) do pernicioso, desculpa, tendencioso Goiano, deixei duas palavras a serem inseridas no meu texto. Quem é Não. Insiram nos lugares apropriados.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 15:22
      • Responder

      Seria melhor que tu mesmo enfiasses.
      Está difícil de saber onde.

    • John Doe em 28 de maio de 2018 às 12:51
    • Responder

    O último parágrafo de seu artigo deveria ser incluido num próximo onto erótico que você escrever. Assim “Dilma vinha vindo, vindo e acabou fondo”. Aliás fondo, não, fudeu o Brasil segurando artificialmente o preço da gasolina, A merda é que o inútil do Temer não se mancou a tempo da ameaça dos caminhoneiros e agora empastelou tudo. Veja só o que tínhamos: um poste e um mordomo de filme de terror no governo. Agora temos só o mordomo e o poste se queixando de golpe. Goiano, quem dá golpe em poste é carro.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 15:27
      • Responder

      John, o que dói em tu dói em todos nós.
      Segundo Temer, ele pegou a Petrobras fudida e graças a sua política de flexibilização dos preços dos combustíveis, atrelados ao preço internacional, a Petrobras se recuperou.
      Se isso for verdade, ela se recuperava à custa do teu escalpo. E do meu. E dos demais brasileiros.
      Nós vínhamos, e continuamos, pagando a conta de liberar a estatal de sua função social.
      Se Dilma tivesse continuado, a Petrobras estaria de caixa baixa, mas os brasileiros estariam pondo diesel e gasolina no tanque a preços justos, ou menos escorchantes.
      Doe a quem Doe, o golpe foi dado, é passado. Vamos em frente.

    • Chatonildo em 28 de maio de 2018 às 12:51
    • Responder

    O Ronaldo tem razão, o presidente e o vice recebiam votos isoladamente (na eleição do Janio e do Jango), mas me recordo que o atualmente presidiário foi quem escolheu o vice da chapa Dilma e Temer!
    Mas voltando ao assunto do momento, o preço da gasolina e do diesel, acho que quando a Dilma era presidente os aumentos só eram feitos com autorização do governo, mesmo quando o barril do petróleo baixou não houve queda do preço da gasolina nem do diesel.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 15:31
      • Responder

      Quanto à questão da chapa, esclareci aí em cima que até 1965 as chapas eram separadas e podiam contemplar candidatos de partidos diferentes, ou não.
      Quanto ao preço da gasolina não subir, quando os preços internacionais subiam, e não baixar, mesmo quando acontecia o inverso, pode ser uma questão de compensação, não? Teríamos de rever as circunstâncias de cada momento, pesquisar, para saber ao certo como e por que isso ocorreu como dizes.

    • Ex-microempresário em 28 de maio de 2018 às 12:52
    • Responder

    Precisa tanto texto para dizer que o Brasil está na merda e aí continuará ?

    Aquilo que os brasileiros chamam de “problemas” são simplesmente a consequência natural de suas escolhas.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 15:33
      • Responder

      Das minhas escolhas… não!
      Eu escolhi os cabras certos!

    • a verdade está lá fora em 28 de maio de 2018 às 13:19
    • Responder

    Isto tudo sobre o Temer e Dilma é mesmo que dizer que o pescoço escolheu a corda no caso do Tiradentes para tirar a culpa dos portugueses.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 15:35
      • Responder

      Uma coisa é assumir a responsabilidadepelos próprios erros e outra é assumi-la pelos erros alheios.
      Se me dizes que o PT tem responsabilidades por seus erros, posso concordar que o PT cometeu erros e é responsável e deve ser responsabilizado por eles.
      Agora, dizer que o PT é responsável pelos erros do governo Temer, que já tem dois anos de atuação, aí é foda meu velho.

    • Pablo Lopes em 28 de maio de 2018 às 15:43
    • Responder

    Goiano.

    Acho que seus argumentos não se sustentam com os exemplos que apresentou. Explico:

    Lula compôs com José Alencar porque este era um empresário e, assim, acalmaria o mercado. Ou seja, a escolha do vice não obedecia ao critério de apoio parlamentar, vez que o PL não ara assim tão grande no congresso. O nome de Alencar foi escolhido dentro da lógica da carta ao povo brasileiro.

    Ademais, o PMDB, atual MDB, sempre foi e sempre será governo, com ou sem vice, bastando que receba os ministérios com maior orçamento.

    Não nego que nosso sistema exija composição com os partidos para se obter governabilidade; porém nada disso pressupões desmandos e corrupção desenfreada, como tem acontecido nos governos em geral e nos do PT em particular.

    Minha crítica ao Lula (e nem entro no mérito da corrupção) reside justamente neste ponto: se houve presidente que reuniu condições de mudar este estado coisas, este foi Lula.

    Mas faltou-lhe visão de mundo e estofo moral para apreender o momento histórico e deixar um legado positivo às as futuras gerações. Lambuzou-se nos índices de popularidade e nas benesses oferecidas pelos que rapinavam o país com sua conivência ( e participação ativa, em minha opinião) e o resultado é este que sofremos hoje.

    Quem aplaudiu a queda de Dilma não o fez porque queria Temer, mas por não mais suportar a incompetência e a corrupção nunca antes vistas neste país ( e nem discuto se o processo foi ou não legítimo). A assunção de Temer foi a consequência institucional do impeachment.

    Não dá pra imputar aos “coxinhas” a crise atual; elá é resultado de anos de desmandos, corrupção e más escolhas. Além disso, quem garante que se Dilma estivesse no poder as coisas estarim melhores…?

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 19:31
      • Responder

      Pablo, a política é rica em situações: Jango foi vice porque estava em uma chapa independente do presidente e conseguiu sua própria votação.
      José Alencar, como dizes, interessava para acalmar o mercado.
      Itamar, quem sabe, talvez fosse para dar uma força ao Collor.
      A FHC Marco Maciel poderia interessar por identificação? E melhorar na obtenção de votos para o candidato a presidente?
      E Temer para dar ao PT o apoio de que falei e quem sabe mais quais os outros motivos fisiológicos – ou estás querendo dizer que Temer entrou na chapa porque Lula e Dilma o adoravam? Talvez por sua estampa?

      A crise atual não é responsabilidade dos coxinhas, mas na mesma medida que não é responsabilidade dos mortadelas, oras. Sempre nos acusam e agora querem tirar da reta?
      Tudo bem, eu assumo que o PT cometeu erros, assumo que, como governo, tem responsabilidade pela crise de 14, mas ressalvo que a crise brasileira teve como causas principais fenômenos externos, notadamente a perda no mercado chinês, a questão do preço internacional do petróleo, com a exploração do xisto pelos norte-americanos para complicar mais, a questão climática interna, tudo agravado pela questão política, com o processo do impeachment e queda do governo, e até mesmo com os reflexos no mercado da Operação Lava-Jato (não a estou condenando, ela é necessária, preciava vir, mas é inegável que, além dos aspectos positivos, teve os negativos sobre a economia, além, e isso é matéria para outra temática, de dar uma subvertida na ordem jurídica brasileira). Além de tudo isso, é claro que faltou alguma coisa ao governo Dilma para administrar tudo isso.
      A corrupção, também, é outro capítulo,pois temos convivido com ela, nem dá para dizer que foi maior do que em outros tempos, sabemos que foi destampada; mas é certo que seus danos sobre o orçamento não causariam a crise, sequer a aumentariam consideravelmente, sendo de convir que o dinheiro desviado do governo faz falta ao governo mas retorna à economia e reaparece nos cofres públicos na forma de novos impostos (salvo se o dinheiro for guardado no colchão ou enviado para o exterior, o que consta ser uma menor parte).
      Sobre a visão do Lula: manteve a economia estável, o povo feliz, sem greves nem manifestações, enquanto esteve no trono (até o fim de 2010). Parece que algumas pessoas não viveram seus oito anos de governo, a julgar pelo que dizem agora dele. Vamos à biblioteca recuperar jornais e revistas, vídeos e áudios, para refrescar nossa memória do que foram aqueles anos.

        • Pablo Lopes em 28 de maio de 2018 às 20:21
        • Responder

        Pois é, Goiano…

        Não imputei a culpa da crise aos mortadelas; sinceramente acho que a divisão do povo em nós e eles só faz dificultar uma saída pacífica da crise que ora enfrentamos.

        Dito isso, quero me ater à sua argumentação de que a crise econômica iniciada no governo Dilma decorreu de fatores externos. Posso concluir, a contrário senso, que o período de vacas gordas também contou com auxilio luxuoso do panorama externo.

        E reside justamente aí minha crítica ao Lula. É no período de bonança, com o povo feliz, como dizes, (tenho minha opinião sobre isso, mas acho que é conversa pra outra hora) que os bons governantes tomam as medidas necessárias, ainda que impopulares, para prevenir as futuras crises.

        Afinal, é da natureza dos regimes capitalistas a alternância de bons e maus períodos. Infelizmente, tivemos o homem errado na presidência quando a história nos deu uma chance que demorará muito a se repetir.

        Políticas populistas; nacionalismo anacrônico; visão estreita de mundo, além da arrogância que impede o reconhecimento dos erros. Eis os grandes pecados de Lula e do PT.

          • Goiano em 28 de maio de 2018 às 21:21
          • Responder

          Pab lo, não há como ignorar as divergências, há nós e eles, há os da direita radical, os da direita atenuada, os da direita ao centro, os da esquerda, os das esquerdas, os das esquerdas radicais. Há católicos, espíritas, protestantes, agnósticos, ateus. Há ricos e pobres, miseráveis e remediados. Há lulistas e bolsomitas, alkimistas e temerosos. Isso é da natureza social, pode ser eventualmente ruim ou bom, depende de como se conduzem as coisas. Não vejo porque devamos temer (ops!) essas circunstâncias e insistir, contrariando a realidade, que José Ortega y Gasset ewstava dizendo algo genial ao afirmar que “ser de esquerda é, como ser de direita, uma infinidade de maneiras que o homem pode escolher de ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas de paralisia moral”. Na verdade, ser de esquerda é, no momento, uma contingência, uma necessidade de posicionamento para identificar-se e mostrar-se ao outro, de dizer do que é a favor e do que se é contra!

          Quanto ao Lula, que seja, pegou um período deixado pelo FHC favorável e poderia tê-lo posto a perder, mas, ao contrário, levou o País a dez anos de felicidade (não te lembras, não é mesmo?). E, sim, Lula tomou medidas impopulares, como matar a fome de cinqüenta milhões de pobres, gastando o rico dinheirinho daqueles que condenavam e condenam isso pois acreditam que matar a fome do faminto mata o homem que é são de vergonha ou lhe vicia com comida. Se o assistencialismo resulta em votos, deve-se deixar que o brasileiro morra de fome para que não se acuse o assistencialista de fisiológico, comprador de votos. E que se lasque a infância, pois quem se incomoda com a mortalidade infantil se há coisas mais importantes a fazer, segundo “eles”? (e aí está patente a necessidade de identificar quem soumos nós e quem são “eles”).

          Lula adotar medidas para evitar crises futuras, ou seja, aquelas que viriam a partir de 2014, tendo ele deixado o gov erno em 2010?! Vai ser previdente assim lá longe!

          E, quanto a crises, também não estás lembrado de como passamos pela crise internacional de 2008. Ah, memória…

          Políticas populistas estão sendo confundidas com as políticas praticadas pelo PT em favor do povo e que, é claro, rendem apoio e votos! O PT ganhou quatro eleições seguidas porque fez uma política voltada para o povo!

          A crise de 2014 devia ser superada, vencida, ultrapassada, com possivelmente menos sobressaltos dos que os que foram provocados pela crise política (leia-se “golpe”). Por isso, estamos afundados nela, 2018, meio do ano, greve dos caminhoneiros, não à toa.

          Se tivemos o homem errado no governo, como dizes, imagino que o Brasil teria sido mesmo o paraíso, se Lula fosse o homem certo!

          Recomendo: ida á biblioteca, resgate de jornais, revistas, vídeos, áudios, filmes, fotografias, da época dos governos do Lula, para tirar um nó da memória ou para conhecer a história de uma época que não foi vivida por quem a condena.

            • Pablo Lopes em 28 de maio de 2018 às 22:53

            Beleza, Goiano, o papo tá bom e acho que dá pra esticar mais um pouquinho.

            Quando citei o “nós e eles”, me referia à pratica perniciosa e alienante que impede, por exemplo, que uma boa proposta seja rejeita por “nós” pelo simples motivo de que foi apresentada por “eles”. Mas acho que você entendeu isso…

            Não gosto de políticos que lançam mão de medidas populistas para obtenção de votos, mas, vá lá, é parte do jogo e às vezes pode dar certo: obtém-se apoio popular e, com isso, força política para tomada das verdadeira medidas impopulares e necessárias.

            Entre estas medidas, caro Goiano, não se inclui matar a fome dos miseráveis. Aliás, lamento que pessoas esclarecidas continuem dando curso à falácia de que o ódio a Lula decorre da pretensa inclusão de miseráveis ao mercado de consumo.

            Me referia a coisas tolas como as reformas da previdência e tributária; à diminuição do tamanho do estado e à redução de privilégios, entre outras, só possíveis a governantes responsáveis, moralmente íntegros e politicamente fortes.

            A Lula sobrou força política (hoje sabemos que tal força também decorria do dinheiro que jorrava da Petrobras para os cofres dos partidos e o bolso de políticos) mas faltou moral e responsabilidade.

            Vivi os anos Lula, Goiano, e conheci seu governo “por dentro”. Sei do que estou falando, pode acreditar.

            Por fim, gosto de bibliotecas; é um de meus lugares favoritos, e o convido a ir em uma comigo. Após recuperarmos os anos Lula e nos lamentarmos por aquilo que poderia ter sido feito e não o foi, poderemos recuar um pouco mais no tempo e visitar os grandes líderes mundiais. Te garanto que estre eles não encontraremos nenhum que tenha se lambuzado entre bajuladores, corruptos e nulidades.

            • Goiano em 29 de maio de 2018 às 10:36

            1) Aí é preciso, quanto ao nós e eles, identificar quem está falando e qual o significado, pois o comum é dizer, dentre outras coisas, que o PT dividiu o País entre nós e eles, jogando uns contra os outros, como mais uma das tentativas de lançar farpas sobre o PT e diminuir sua força na opinião pública, a qual, sabemos, também é suscetível de sofrer influências da propaganda – caso congtrário a publicidade poderia ser banida.
            2) Tua idéia de “nós e eles” conduz à questão: deveria a política estar constituída da forma em que está, em que “nós” não conseguimos o apoio de “eles” mesmo que nossas propostas sejam boas e apenas porque “eles” são “eles” e “nós” somos “nós”? Pois, é exatamente isso que força às tais alianças, sejam elas púrias ou espúrias…
            3) Muitos entendem, não sei se tu também, que Bolsa Família é “medida populista para obtenção de votos”. Se for, pelo amor de Deus, que os governos produzam mais medidas populistas, essas que socorrem imediatamente o povo, como é o caso desse programa social. Na certa, esse populismo tem duas faces: uma é a satisfação popular; outra é o voto que essa satisfação determina.
            4) O que parece falácia para ti, de que existe o ódio ao Lula por ter ele incluído os miseráveis na sociedade de consumo, nem sempre se manifesta como falácia (aqui mesmo no Jornal da Besta Fubana), onde se garante que os programas sociais incentivam o ócio e a dependência, que constituem uma esmola que humilha ou vicia o cidadão (nunca se preocuparam em conhecer a estrutura, princípios, metas e objetivos desses programas sociais). O ódio a Lula não é só por isso, Pablo, mas também por isso.
            5) Está bem, O PT, ou Lula (e Dilma, ainda de rebarba) não fizeram tudo o que desejavas, o que não significa que foram governos (especialmente os de Lula) ruins. Embora muitos acreditem que Dilma fracassou, também os números de seus governos indicam o contrário, e não pretendo, repito, voltar a trazer os calhamaços que indicam, até a crise de 14 (seis anos), bom nível de emprego, inflação baixa, controle da moeda estrangeira, produção interna adequada, liberdades garantidas,…
            6) Se ter “vivido por dentro” lhe dá força cognitiva, também posso apelar a esse argumento, pois conheço a fera de dentro de suas entranhas.
            7) A força política de Lula não decorre do dinheiro jorrado da Petrobras em forma de corrupção; os partidos políticos têm recebido, por dentro e por fora (leia-se caixa um e caixa dois) dinheiro do empresariado há muito tempo, então diríamos que todos têm sua força política originada no dinheiro que vem das doações. É um raciocínio algo nebuloso. A força política de Lula, evidentemente, e ninguém deveria negá-lo, vem de sua atuação política e de sua atuação administrativa, de suas qualidades como Estadista, que o projetaram mesmo a nível universal.
            8) Ah, me pegaste! Sou mais de bar, muito pouco de biblioteca, apesar de tê-la usada em meus argumentos. O ambiente silencioso, sombrio, taciturno e profundo das bibliotecas me incomoda!
            9) Esticar é comigo mesmo!

    • Chatonildo em 28 de maio de 2018 às 17:41
    • Responder

    Estou entendendo que assumes que o PT errou, mas o PT não assume. Aliás, quer voltar a errar. Essa tua estória de que o PT foi obrigado pelo sistema político brasileiro a fazer as alianças espúrias não cola. O PT cansou de dizer que era um partido diferente e agora estas confessando que era igualzinho aos demais por causa do sistema, daqui a pouco vais dizer que foi por causa das forças ocultas ou do lado negro da força. Um partido que tem a sua cúpula investigada e condenada pela justiça não pode ser considerado um partido honesto.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 19:38
      • Responder

      Há, Chatonildo, diversas autocríticas no panorama, feitas por membros e autoridades do PT, algo parecido com o que nós, pais, nos penitenciamos; tendo criado filhos excelentes, costumamaos observar que poderíamos ter feito melhor e deixado de cometer alguns equívocos em sua educação. Assim o PT, que foi um partido diferente, pelo que realizou na área social, pelo fato de ter mantido o capitalismo em vigor, por ter posto mãos à obra em diversas ações, como voltar-se para portos e ferrovias, melhoria de estradas e, até, por ter resolvido a construção dos canais que levam água ao semi-árido nordestino. Sobre as realizações posso encher páginas e páginas, e o tenho feito, mas sobre os defeitos escreveria pouco, embora não sem importância.
      O PT foi um partido que queria ser muito diferente, mas não pôde sê-lo tanto quanto queria e deveria, mas foi SUFICIENTEMENTE diferente, dentro das possibilidades desse sistema aqui vigente.

      • Goiano em 28 de maio de 2018 às 19:56
      • Responder

      DESTAQUE
      Chatonildo disse, creio que referindo-se ao PT:
      “Um partido que tem a sua cúpula investigada e condenada pela justiça não pode ser considerado um partido honesto”.
      Essa referência pode ser parcialmente verdadeira, mas restritiva.
      Só no Senado, para ficarmos em um exemplo, há 23 senadores investigados:
      Eunício Oliveira, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, Edison Lobão, Garibaldi Filho e Eduardo Braga são filiados ao MDB, o envergonhado PMDB.
      Do PT são a Gleisi Hofmann, o Lindbergh Faria e o Humb erto Costa.
      Ora, direis: arrá, pegou esse exemplo de minoria no Senado porque lheé conveniente.
      Eu responderei: Vá ver na Câmara dos Deputados.
      Pode dar uma esticada também nos Estados.
      Uma relação de políticos ferrados pela justiça federal em todo o Brasil coloca o PT em nono lugar (as colocações vão até 14. O PT está praticamente na rabeira…
      Ou seja, há uma visão carregada de má vontade contra o PT, que pode ser até desculpável por sua evidência no poder, onde reinou por mais de uma década.

        • Chatonildo em 28 de maio de 2018 às 20:56
        • Responder

        Estava me referindo ao PT sim! Quanto aos investigados sejam eles senadores, deputados ou que tais, até onde eu soube ainda não foram condenados. Mas com certeza os partidos dirão o mesmo que você e os petistas falam: Ah, mas os outros também foram condenados! ou então dirão que os juizes e desembargadores foram parciais. A única coisa que dizes corretamente é que a maioria dos políticos estão sendo investigados e espero que se forem condenados não venham a ser beneficiados com celas especiais. Quanto a minha visão é carregada de má vontade com o PT, PSDB, PMDB e demais P.

          • Goiano em 28 de maio de 2018 às 21:36
          • Responder

          Então tá, Chatonildo, copiei do jeito que achei e
          nessas condenações vi poucos políticos”;

          OS 109 CONDENADOS POR MORO (lista de 2017)

          Adir Assad – Lobista e operador de propinas

          Agenor Franklin Magalhães Medeiros (2 vezes) – Executivo OAS

          Agosthilde Monaco – Executivo Petrobrás

          Alberto Elisio Vilaça Gomes – Executivo Mendes Júnior

          Alberto Youssef (6 vezes) – Doleiro e operador de propinas

          Alexandrino de Salles Ramos de Alencar – Executivo Odebrecht

          André Catão de Miranda – Doleiro e operador de propinas

          André Luiz Vargas Ilário – Ex-deputado do PT

          Antônio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini – Advogado operador de propina

          Antonio Palloci Filho – Ex-ministro do PT

          Antônio Pedro Campelo de Souza – Executivo Andrade Gutierrez

          Augusto Ribeiro de Mendonça Neto – Empresário Setal

          Bruno Luz – Lobista e operador de propinas

          Carlos Alberto Pereira da Costa (3 vezes) – Laranja e operador de propinas

          Carlos Emanuel de Carvalho Miranda – Empresário operador de propinas

          Carlos Habib Chater ( 2 vezes) – Doleiro e operador de propinas

          Cesar Ramos Rocha – Executivo Odebrecht

          Cleverson Coelho de Oliveira – Operador de propinas

          Dalton dos Santos Avancini – Executivo Camargo Corrêa

          Dário de Queiroz Galvão Filho – Empresário Galvão Engenharia

          Dário Teixeira Alves Júnior – Laranja e operador de propinas

          Demarco Epifânio – Executivo Petrobrás

          Ediel Viana da Silva – Laranja e operador de propinas

          Eduardo Aparecido de Meira – Empresário e operador de propinas

          Eduardo Consentino da Cunha – Ex-deputados PMDB

          Eduardo Costa Vaz Musa (4 vezes) – Executivo Petrobrás e Sete Brasil

          Eduardo Hermelino Leite – Executivo Camargo Corrêa

          Elton Negrão de Azevedo Júnior – Executivo Andrade Gutierrez

          Enivaldo Quadrado – Operador de propinas

          Erton Medeiros Fonseca – Executivo Galvão Engenharia

          Esdra de Arantes Ferreira – Laranja Labogen

          Faiçal Mohamed Nacirdine – Doleiro e operador de propinas

          Fernando Antônio Falcão Soares (2 vezes) – Lobista e operador de propinas

          Fernando Antonio Guimarães Hourneaux de Moura – Lobista e operador de propinas

          Fernando Augusto Stremel Andrade – Executivo OAS

          Fernando Migliaccio da Silva – Executivo Odebrecht

          Fernando Schahin (2 vezes) – Empresário Grupo Schahin

          Flávio Gomes Machado Filho – Executivo Andrade Gutierrez

          Flavio Henrique de Oliveira Macedo – Empresário e operador de propinas

          Gerson de Mello Almada (2 vezes) – Executivo Engevix

          Hamylton Pinheiro Padilha Júnior – Lobista e operador de propinas

          Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho – Executivo Odebrecht

          Iara Galdino da Silva – Doleira

          Ivan Vernon Gomes Torres Júnior – Laranja ex-assessor de Pedro Corrêa

          Jayme Alves de Oliveira Filho – Operador de propinas

          Jean Alberto Luscher Castro – Executivo Galvão Engenharia

          João Augusto Rezende Henriques (2 vezes) – Lobista e operador de propinas do PMDB

          João Carlos de Medeiros Ferraz – Executivo Sete Brasil

          João Cerqueira de Santana Filho (2 vezes) – Marqueteiro do PT

          João Claudio de Carvalho Genu – Assessor do PP operador de propinas

          João Luiz Correia Argolo dos Santos – Ex-deputado do PP

          João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado – Laranja e operador de propina

          João Ricardo Auler – Executivo Camargo Corrêa

          João Vaccari Neto (5 vezes) – Tesoureiro do PT

          Jorge Luz – Lobista e operador de propinas do PMDB

          Jorge Afonso Argello – Ex-senador do PTB

          Jorge Luiz Zelada (2 vezes) – Executivo Petrobrás

          José Adolfo Pascowitch – Lobista e operador de propinas

          José Aldemário Pinheiro Filho (3 vezes) – Executivo OAS

          José Carlos Costa Marques Bumlai – Pecuarista amigo de Lula

          José Dirceu (2 vezes) – Ex-ministro do PT

          José Ricardo Nogueira Breghirolli – Executivo OAS

          Juliana Cordeiro de Moura – Doleira operadora de propinas

          Julio Cesar dos Santos – Ex-sócio de José Dirceu

          Júlio Gerin de Almeida Camargo (2 vezes) – Lobista e operador de propinas

          Leandro Meirelles – Doleiro e operador de propinas

          Leon Denis Vargas Ilário – Irmão do ex-deputado André Vargas

          Leonardo Meirelles – Doleiro e operador de propinas

          Luccas Pace Júnior – Doleiro e operador de propinas

          Luiz Carlos Moreira – Executivo da Petrobrás

          Luiz Eduardo da Rocha Soares – Executivo Odebrecht

          Luiz Eduardo de Oliveira e Silva (2 vezes) – Irmão de José Dirceu

          Luiz Inácio Lula da Silva – Ex-presidente

          Marcelo Bahia Odebrecht (2 vezes) – Empresário Odebrecht

          Marcelo Rodrigues – Operador de propinas Odebrecht

          Márcio Andrade Bonilho – Empresário e operador de propinas

          Márcio Faria da Silva (2 vezes) – Executivo Odebrecht

          Maria Dirce Penasso – Doleira operadora de propinas

          Mario Frederico Mendonça Goes – Lobista e operador de propinas

          Matheus Coutinho de Sá Oliveira – Executivo OAS

          Milton Pascowitch – Lobista e operador de propinas

          Milton Taufic Schahin (2 vezes) – Empresário Grupo Schahin

          Mônica Regina Cunha Moura (2 vezes) – Marqueteira do PT

          Nelma Mitsue Penasso Kodama – Doleira operadora de propinas

          Nestor Cunat Cerveró (3 vezes) – Executivo Petrobrás

          Olívio Rodrigues Junior (2 vezes) – Operador de propinas Odebrecht

          Paulo Roberto Costa (7 vezes) – Executivo Odebrecht

          Paulo Roberto Dalmazzo – Executivo Andrade Gutierrez

          Pedro Argese Júnior – Laranja Labogen

          Pedro da Silva Correa de Oliveira Andrade Neto – Ex-deputado PP

          Pedro José Barusco Filho (3 vezes) – Executivo Petrobrás

          Rafael Ângulo Lopes (2 vezes) – Operador de propinas

          Raul Henrique Srour – Doleiro operador de propinas

          Renato de Souza Duque (6 vezes) – Executivo Petrobrás

          Renê Luiz Pereira – Doleiro operador de propinas

          Ricardo Hoffmann – Publicitário

          Ricardo Ribeiro Pessoa (2 vezes) – Empresário UTC

          Rinaldo Gonçalves de Carvalho – Funcionário Banco do Brasil

          Roberto Gonçalves – Executivo Petrobrás

          Roberto Marques – Ex-assessor José Dirceu

          Rogério Cunha de Oliveira – Executivo Mendes Júnior

          Rogerio dos Santos Araújo (2 vezes) – Executivo Odebrecht

          Salim Taufic Schahin – Empresário Grupo Schahin

          Sérgio Cunha Mendes – Empresário Mendes Júnior

          Sérgio de Oliveira Cabral Santos Filho – Ex-governador Rio

          Sônia Mariza Branco – Operadora de propinas

          Waldomiro Oliveira – Empresário e operador de propinas Sanko Sider

          Walmir Pinheiro Santana (2 vezes) – Executivo UTC

          Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho – Ex-secretário de governo do Rio

          Zwi Skornicki – Lobista e operador de propinas

            • Chatonildo em 28 de maio de 2018 às 22:26

            Até onde se divulga o juiz Moro não podia processar políticos com mandato. Portanto, não vais achar nenhum político condenado pelo Juiz Moro. Talvez agora que o STF mandou vários processos de políticos para a 1ª instancia a lista de políticos condenados cresça. Estou torcendo para que TODOS os corruptos sejam condenados e tenham que cumprir a pena em presídio e não em salas especiais como o ex-presidente e o ex-governador Azeredo e outros que estão em prisão domiciliar. De qualquer modo ainda faltam muitos à serem investigados. Vamos esperar as outras delações (premiadas).

            • Goiano em 29 de maio de 2018 às 10:02

            Me repito quando observo que o PT ficou em 9º lugar, numa escala de 1 a 14, em uma lista de 2016, que classificava os partidos por cassações na Justiça Eleitoral.
            No quadro geral, vemos que o PT não é o campeão em condenações judiciais gerais, mesmo se incluir o Mensalão e os Mensalinhos.
            Na verdade – e isso parece claro – a carga se faz contra o PT porque é (era) o PT no poder e era o PT que se precisava afastar para dar lugar ao que temos agora (e teremos). Por isso que conviria ficar definitivamente esclarecido que o PT não é o Chefe, o PT é um partido político que, como os demais, e nem tanto, fez suas lambanças. Mas também convém que fique claro que foi um partido que no governo realizou pra caralho, e eu não pretendo voltar a me repetir com aqueles calhamaços que os antagonistas desdenham, apesar de contundentes.
            Quanto a este capítulo, já que alegaste que a lista de Moro não é significativa para a linha e rumo do debate, cabe a ti trazer as listas significativas, para a coisa ficar assim tipo ping-pong, réplica e tréplica, bate e volta.

    • Nikolai em 29 de maio de 2018 às 01:42
    • Responder

    Tô ansioso pra ver o malabares bostífero que o Ceguinho Teimoso fará quando se constatar o dinheiro do Kadaff na campanha de 2002, o que implicará automaticamente na cassação do partidão…

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