29 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

MENOS JUSTO, MAIS “DEMOCRÁTICO”

Meus amigos fubânicos, estamos assistindo abestalhados o espetáculo de incompetência desse Governo absolutamente falido. A fragilidade do Executivo somado ao descrédito do Legislativo e a incompetência comum aos dois, torna quase insolúvel esse quadro desolador provocado pelos caminhoneiros. Os grevistas não fizeram nada ao não ser expor a Nação e ao mundo, toda situação que estava fermentando a tempos e começa a emergir. O desarranjo não é só entre caminhoneiros e Petrobrás, em todos os setores da economia é possível sentir a mão pesada do Governo atrapalhando e encarecendo os negócios.

A insatisfação de todos é flagrante e legitima. Falta justiça eficiente, segurança, saúde, educação, trabalho. Sobram impostos, burocracia e corrupção. Todos nós combinamos até aqui. Começamos a discordar quando escolhemos os métodos para dissolver esse angu encaroçado. É nisso que precisamos pensar.

Tenho a impressão que a maioria dos eleitores ainda não se deu conta que vivemos num grande condomínio chamado Brasil e que as despesas são pagas com nossos impostos. Aqui na nossa comunidade esse assunto não é novidade porque os fubânicos tem consciência de que como dizia Roberto Campos, “não há nada que o Estado possa te dar sem que antes tenha tirado de você mesmo”. Mas, falar sobre isso é chave para entender que governo nenhum, nem de direita, nem de esquerda, cisgênero, ou transgênero será solução. Se esperarmos que nosso “condomínio” endividado, com despesas crescentes possa prestar melhores serviços é um engano. Precisamos de menos governo e mais atitude.

Voltando para o caso dos caminhoneiros como exemplo atual. Temos uma economia quase sem crescimento enquanto o mundo cresce bem mais do que nós. A maior demanda por commodities, consequência do crescimento global, nos beneficia por um lado, mas também pune por outro. A alta do petróleo encarece o combustível, enquanto a nossa economia fraca não aumenta a demanda por fretes para compensar. Numa economia de mercado puro-sangue a lei da oferta e da procura atuaria para estabelecer preços que conciliem contratantes e contratados. Porém, nossa sociedade parece confiar mais no projeto de lei 121 (preço mínimo para o frete) de autoria do Dep Assis do Couto – PT para revogar a lei da oferta e da procura (mão invisível do mercado) e entregar a solução desse caso para Suas Excelências, sempre dispostas a criar dificuldades para vender facilidades. Esse caminho do governo salvador está esgotado. Na minha visão, mas muita gente ainda credita na burocracia estatal.

O custo do óleo mais caro é um fato e que a oferta de frete é maior do que a demanda também ficou evidente com o que está exposto pela turma do caminhão. O que estamos decidindo é de que forma a sociedade vai pagar esse custo para o país voltar a rodar. Na forma de preço, ou imposto. Não existe outra saída. A mão invisível do livre mercado empurra para a negociação entre os interessados e por consequência o custo vai para os preços. Uma forma mais justa. Pela mão pouco hábil do governo, vamos acabar distribuindo para todos, na forma de subsidio para os transportadores/Petrobrás e imposto para o cidadão. Mais “democrático”.

Espero que o desgaste dessa greve grave, ou grave greve, não deixe como resultado apenas a definição do preço do diesel e do frete, mas que deixe a dolorosa lição de que o Governo serve a sociedade e não o contrário. Como destacou nosso confrade Aristeu Bezerra na sua coluna desta semana. “Há dois tipos de dores no mundo: A dor que te machuca e a dor que te muda” Se ao final da greve a solução for uma medida provisória, teremos sofrido à toa.

Precisamos aprender a andar sozinhos sem o amparo desestabilizador do governo.

29 maio 2018 CHARGES

AMARILDO

29 maio 2018 DEU NO JORNAL

A PUTARIA CORRUPCIONAL NÃO TEM IDEOLOGIA

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte entrou com ação de improbidade administrativa contra o senador José Agripino Maia (DEM) pelo recebimento de quase R$ 1 milhão em propina da empreiteira OAS, responsável pela construção do estádio Arena das Dunas, na cidade de Natal.

O ex-presidente da construtora, Léo Pinheiro também é alvo da ação.

* * *

Teve outro político que, assim como Agripino Maia, era muito chegado ao dono da OAS, o empresário Léo Pinheiro.

O generoso Léo, empresário de mão aberta pra soltar propinas, reformou um sítio e, mais ainda, deu um triplex de presente a este político, que hoje está atrás das grades.

Um político do PT.

Enfim, PT e DEM são bostas do mesmo pinico banânico.

Propina não tem ideologia.

Seria ótimo se Agripino, do DEM, também fosse cagar de coca na cadeia ao lado do proprietário do PT.

Mas, o danado é que Agripino é Senador, tem foro privilegiado, e está fora do alcance das canetadas de Dr. Moro.

Que pena.

No flagrante acima, Léo Pinheiro, que comprou um figurão do DEM, entregando as chaves de um luxuoso triplex para o proprietário do PT.

Segundo o fubânico petista Ceguinho Teimoso, adorador lulaico, isto é tudo mentira.

Fatos, fotos, realidade e depoimentos em juízo não provam nada, absolutamente nada contra o dono do PT, garante Ceguinho.

29 maio 2018 CHARGES

SINOVALDO

O MAQUIAVEL DO IÊ-IÊ-IÊ

Num show em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, a orquestra executou os primeiros acordes de uma canção de muito sucesso desde os anos 1980, e o autor, Roberto Carlos, o rei do iê-iê- iê, permitiu-se uma introdução engajada. “Às vezes”, disse ele, “os fins justificam os meios. Meu carinho e meu respeito por todos os caminhoneiros que estão fazendo todo esse movimento. As causas que eles estão reivindicando com certeza não são causas só deles. São nossas causas. Meu abraço e meu carinho para esses nossos heróis caminhoneiros de todas as estradas. Para a gente realizar este show, por exemplo, temos o trabalho de caminhoneiros valentes. Caras que enfrentam coisas incríveis”. Em seguida, entoou os primeiros versos de uma canção de amor romântico descabelado, que tem tanto que ver com a saga “heroica” de seus personagens quanto a Marselhesa com a máquina de degolar do dr. Joseph-Ignace Guillotin.

O apoio de Roberto Carlos Braga, que era o alvo favorito dos engajados contra a ditadura militar por ser considerado o papa do estrelato “alienado” no Brasil, é algo a ser comemorado pelos “grevistas” das estradas como um feito realmente extraordinário. Até recentemente ele foi tão alheio a temas políticos que muitos atribuíam sua neutralidade suíça ao fato de se considerar realmente “rei” e, portanto, acima de meras querelas republicanas. Na verdade, imune a guerras que não dão lucro, como, por exemplo, pelos direitos humanos, ele sempre foi muito atento a causas que afetam seu patrimônio particular. Foi ao Senado com um grupo de estrelas defender a interferência estatal na atuação do Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad), na certa por sentir ameaçado seu naco no bolo autoral. Aderiu também à cruzada de famosos das artes para censurar biógrafos no mesmo Congresso Nacional, convencido de que incertos historiadores abelhudos não deviam ganhar rios de dinheiro à sua custa.

No ano passado, o prenome composto pelo qual ele zela muito, a ponto de processar para impedir o corretor imobiliário Roberto Cavalli de vender terrenos na praia do Conde, no litoral sul da Paraíba, usando as próprias iniciais, RC, foi citado falsamente em sites petistas. Segundo estes, ele teria dito no programa de Jô Soares que seria inaceitável o que está acontecendo com Lula e que o lugar do ex-dirigente sindical seria a Presidência da República. O portal Boato desmascarou a fake news. Afinal, Jô não tinha mais um programa para chamar de seu e, ao contrário do que os apoiadores do petista disseminaram, o que se encontrou dele sobre a Lava Jato, cujas investigações já levaram Lula à cadeia após condenação em duas instâncias, foi chamar o juiz federal Sergio Moro de “maravilhoso”.

Agora o PT e a direita pitbull, que quer dois em um – Bolsonaro eleito presidente e intervenção militar – encontraram, enfim, uma declaração indiscutível em que novamente o criador da Jovem Guarda apoiou uma luta na qual a esquerda larápia e a direita truculenta se empenham com fervor. De verdade, o autor de Se Você Pensa meteu os pés pelas mãos. Sua homenagem aos heróis das redes sociais e novos veículos do “fora Temer” começa com o famoso lema comuno-fascista, que o georgiano Stalin viveu para confirmar no poder: “Os fins justificam os meios” – falsamente atribuído a Nicoló Maquiavel, conselheiro político, cujas pérolas da Realpolitik são populares há seis séculos.

Logo em seguida, Sua Majestade da guitarra elétrica decretou édito imperial conforme o qual as causas dos caminhoneiros são “as nossas”. De quem mesmo, cara-pálida? O decreto real merece um reparo que deve ser estendido aos noticiários nos meios de comunicação. A obstrução de pontos nas estradas de todo o País tem sido chamado de “greve”, definida no Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa como “cessação voluntária e coletiva do trabalho, decidida por assalariados para obtenção de benefícios materiais e/ou sociais, direitos trabalhistas, etc., ou ainda para se garantirem as conquistas adquiridas que, porventura, estejam ameaçadas de supressão”. Nos pontos de obstrução nas estradas (quebra da liberdade de ir e vir), reúnem-se, segundo os próprios participantes dos bloqueios, motoristas autônomos. Ou seja, que não trabalham para ninguém e, portanto, não fazem greves. A duração do movimento e sua pauta de reivindicações autorizam quem acredita que eles contem com apoio e infra-estrutura de transportadoras de cargas. Se for verdade, já é o caso de apontar a segunda ilegalidade, ou seja o locaute, aportuguesamento da expressão inglesa lock out, paralisação de patrões, proibida por lei..

O desgoverno federal tornou-se o principal responsável pelo caos gerado pelo desabastecimento de derivados de petróleo, que paralisou fábricas, aeroportos e transportes que não consomem diesel e centrais e mercados de frutas, verduras, carnes e hortaliças, por se ter mostrado incapaz de entender e reprimir à altura o terceiro crime cometido pelos soit-disants manifestantes: a chantagem. Na prática, uma espécie de sequestro em que os produtores, comerciantes e consumidores de outros derivados de petróleo e alimentos, incluindo o sr. Braga, somos vítimas, e não beneficiários eventuais das exigências de suas pautas.

Estes são os caminhoneiros autônomos, as transportadoras, as grandes empresas proprietárias de frotas que consomem preferencialmente diesel, cujo preço passou a ser subsidiado com a subtração de 46 centavos por litro. Os sacrifícios a que Temer se referiu em sua fala do trono no domingo serão não do governo, como disse, mas do contribuinte, que arcará com o pagamento do resgate no valor de R$ 13,5 bilhões, divididos em prestações nos sete meses que ainda restam ao desgoverno Temer.

A benemerência do constitucionalista de Tietê com o chapéu dos outros brasileiros, entre os quais 24 milhões de desempregados e desiludidos, atenderá às transportadoras, como ele fez questão de acentuar, retirando-as das listas das empresas que não terão desoneradas suas folhas de pagamento. Criará uma figura estranha à pretensa ideologia liberal da atual gestão, qual seja, a reserva de mercado dos fretes da Companhia de Abastecimento (Conab). E revolucionará a relação entre capital e trabalho com o estabelecimento de um tabelamento mínimo do frete, uma jabuticaba inacreditável em que o doutor Michel superará seus dois mestres nesse gênero de malabarismos: o colega José Sarney e a ex-titular do cargo Dilma Vana Rousseff, ambos já batidos pelo discípulo no quesito impopularidade extrema.

Em favor de RC, o Único, pode-se dizer que suas vantagens pecuniárias, com o aumento da circulação da canção O Caminhoneiro, não podem ser comparadas nem com esses benefícios citados nem com os outros, de natureza política. O ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba e consegue fazer-se ouvir do lado de fora da cadeia sempre que é visitado por algum companheiro, criticou a maneira como o desgoverno Temer tem conduzido a “greve” dos caminhoneiros contra o aumento no preço dos combustíveis e que paralisou o país ao longo da semana. Segundo o líder da oposição na Câmara, José Guimarães (PT-CE), Lula lhe disse: “A que ponto chegamos, o preço da gasolina, uma greve deste porte, cadê o governo, o governo não faz nada?”. Não é mesmo emocionante?

De Lula, contudo, não se podia esperar nada diferente. O mesmo não se pode dizer de Eunício Oliveira, presidente do Senado e correligionário do presidente, que se manifestou contra a política de preços da Petrobrás, à qual atribuiu a crise. Também pudera: o cidadão é candidato à reeleição e seu MDB é um dos 24 partidos que, sob a liderança do presidenciável Ciro Gomes, do PDT, quer reeleger o governador petista do Ceará.

O oportunismo populista deve ser considerado estranho na voz de Roberto. O mesmo se pode dizer do vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima, que rasgou os discursos liberais de seu partido, o PSDB, ao pedir a cabeça de Pedro Parente pelo crime de estar trabalhando corretamente para evitar a falência da Petrobrás, empreendida pela dupla Lula-Dilma. Ou da governadora do Paraná, Cida Borghetti, mulher do ex-ministro da Saúde de Temer, Ricardo Barros, ao declarar que no seu Estado não permitirá que tropas desmanchem os piquetes dos recalcitrantes praticantes dos crimes continuados de obstrução à mobilidade, garantida pela Constituição, locaute, sequestro e chantagem.

29 maio 2018 CHARGES

MIGUEL

CADÊ O DEFENSOR LULAICO???

Comentário sobre a postagem PALOCCI AFUNDA O PT

Tiago Cortez:

“Goiano, cadê você?”

* * *

29 maio 2018 CHARGES

PATER

RAIO X DA SOLUÇÃO OU DO PROBLEMA?

Para solucionar algumas crises passadas, PSDB e PT quando não subsidiavam o objeto daquela peleja, acabavam criando cargos comissionados. Era a prática do “cala a boca. Volta para casa”.

O que não fica muito longe da intenção atual do governo do MDB através de Temer; aliás repetindo um modo de solução adotado por Sarney, do velho PMDB (velho pelo passar dos anos. Afinal, as caras ainda são as mesmas no novo MDB. As mesmas!), e copiado por seus sucessores de PSDB e PT.

No Brasil temos seiscentos mil (!) cargos comissionados. Nos EUA, com uma população cinquenta por cento maior, pois bem, lá existe algo em torno de sete mil.

Há pouco li algo desesperador escrito em julho de dois mil e dezesseis: Um “relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou a administração pública federal – incluindo Executivo, Legislativo e Judiciário federais – gastando hoje R$ 3,47 bilhões por mês com funcionários em cargos de confiança e comissionados. O valor representa 35% de toda a folha de pagamento do funcionalismo público na esfera federal, que é de R$ 9,6 bilhões mensais”.

O quadro continua o mesmo.

Para sustentar essa turminha, cria-se ou aumenta-se impostos.

A luta por um Estado mínimo é colocada à margem pela maioria da mídia, sensacionalizando e minimizando tudo, como se as ações de protestos fossem exclusividade de uma classe se defendendo absurdamente. Ainda demoniza os insatisfeitos.

Por outro lado, a boa maioria rebatendo essa mídia, acusando-a por exemplo de vendida, se perde em seu discurso por pertencer justamente aos quadros comissionados de alguma estatal, município, unidade federativa ou federal de fato. A maioria, eu disse. Não todos.

Essa “boa maioria” luta por menos impostos, preços mais justos, mais empregos, bem-estar social, e esquece do aparelhamento do Estado sendo o maior empecilho para esses fins.

Menos políticos, menos assessores, menores salários marajás no setor público, menos aspones, menos cargos comissionados, menos auxílios…

Afinal, como em todas as crises anteriores, desde 1986, para a solução desse momento ora visto e parando o Brasil, nenhum cargo será extinto, nenhuma estatal deficitária será negociada ou se cortará os soldos da sua diretoria apadrinhada, nenhum salário acima do teto (os marajás do poder público) será diminuído, nenhum auxílio deixará de ser pago, nenhuma super-aposentadoria será reavaliada… Enfim, nenhum privilégio de qualquer natureza cairá. Seja de cartão corporativo, carro, de moradia, de paletó, passagens, estadias, etc.

O governo novamente tenta resolver a crise com mais subsídios, e outra vez a conta cairá em nosso colo.

Os três poderes continuarão no ápice das despesas do Estado. Neles não pode haver mudança alguma, porque o loteamento do Estado em troca de apoio não pode ser revisto por quem faz a lei para dela se beneficiar. São os mesmos que, por suas ações e colocações tantas vezes jogadas para a arquibancada, no fundo acham melhor o Estado deixando de investir em Educação, em Saúde e em Segurança. Porém, mexer em seus privilégios nem pensar!

Se o governo não corta na carne do Estado, continuará cortando na carne da nação.

E nós continuaremos chorando e sangrando, nos dividindo de acordo com o que mais lemos ou ouvimos.

Ou seja, com o sentimento forte naquilo mais alimentado por nossa atenção.

29 maio 2018 CHARGES

CLÁUDIO

29 maio 2018 DEU NO JORNAL

ELEITORADO BANÂNICO

Pesquisa Ibope:

Suplicy e Datena lideram em São Paulo para o Senado

* * *

Isto no rico, desenvolvido, alfabetizado e industrializado estado de São Paulo.

E depois ficam mangando do eleitorado daqui do fudido e atrasado Nordeste…

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!!

Uma dupla da porra: tão idolatrados quanto o prisioneiro Lula entre o eleitorado de Banânia

Acho que esta semana eu vou a Palmares, tomar uns passes com Dona Gina, a maior catimbozeira e benzedeira da nossa cidade.

Com esse eleitorado, só vai mesmo com reza braba.

Vôte!!!

29 maio 2018 CHARGES

FRANK

GEOGRAFIA DAS MÚSICAS – BRANT E MILTON

Itamarandiba-MG, preciosidade do Vale do Jequitinhonha

Itamarandiba-MG, afamada e feita canção pelo excelente Fernando Brant (morto em 2015) e Milton Nascimento, é município possui extensa e diversificada área no Alto Vale do Jequitinhonha, sendo um dos principais municípios da região que estende-se sobre os domínios da Mata Atlantica – a leste – e Cerrado.

O relevo é marcado pelas grandes chapadas e pela Serra do Espinhaço – designada Reserva da Biosfera pela UNESCO.

A origem do município remonta ao século XVII, com a chegada do bandeirante Fernão Dias – o caçador de esmeraldas – no processo de expansão da América Portuguesa. A etimologia da palavra é de origem indígena e significa “pedra miúda que rola juntamente com as outras pedras”.

Antiga sede da prefeitura

Em 1997, Itamarandiba recebeu o título de Cidade Solidária do Brasil, pela presidência da República. A implantação de programas sociais, ligados à agricultura familiar, e a crescente preocupação com a assistência social no município levaram à conquista.

Itamarandiba, de Fernando Brandt e Milton Nascimento

A cidade hoje possui dois grandes centros sociais, instalaçoes da APAE e Ginásio Poliesportivo.

Itamarandiba abriga várias associações de assistência, entre elas a “Fazenda de Recuperação de Dependentes Químicos”, referência nacional no assunto.

Semana que vem, tem mais..

29 maio 2018 CHARGES

GABRIEL RENNER

29 maio 2018 DEU NO JORNAL

A PRISÃO DA CÚPULA PETISTA

Editorial do Estadão

Com a volta do deputado cassado José Dirceu à prisão, agora toda a cúpula do primeiro governo de Lula da Silva, exercido de 2003 a 2006, encontra-se na cadeia. Dirceu, Lula e o ex-ministro Antonio Palocci estão condenados por corrupção. Nada há a celebrar nesse desfecho, a não ser o auspicioso fato de que a Justiça, no Brasil, finalmente alcançou gente tão poderosa e com tanta influência política. No mais, é triste que a República tenha sido entregue, por meio de eleições livres, a indivíduos tão acintosamente despreparados para o exercício minimamente ético do poder, gente que agiu à margem da lei de forma sistêmica e profissional, usando como desculpa a fajuta promessa de “justiça social”.

A coincidência — chamemos assim — da prisão dos três homens mais importantes do primeiro mandato petista na Presidência dá àquela gestão ares de organização criminosa — coisa que, aliás, já havia ficado razoavelmente clara, até para o mais inocente observador, desde que estourou o escândalo do Mensalão, em 2005.

Recorde-se que a campanha eleitoral que levou esse pessoal ao poder incluiu ferozes ataques aos políticos governistas de então, comparados, em uma peça publicitária, a ratos que estavam a roer a bandeira do Brasil. A peça, concebida pelo marqueteiro Duda Mendonça, veio acompanhada de um chamamento dramático aos eleitores: “Ou a gente acaba com eles, ou eles acabam com o Brasil. Xô, corrupção. Uma campanha do PT e do povo brasileiro”. Como se sabe, Duda Mendonça confessou mais tarde que o PT pagou por esse e outros serviços com transferências milionárias para contas secretas em paraísos fiscais, coisa típica de quem tem muito a esconder. Era apenas um fiapo do Mensalão, que se revelaria um dos maiores escândalos de corrupção da história — só não foi o maior porque, em seguida, viria o Petrolão, que dificilmente será destronado.

O PT nunca admitiu a corrupção de seus próceres. Ao contrário, tratou-os como “guerreiros do povo brasileiro”, como se tudo o que se comprovou a respeito dos crimes por eles cometidos fosse mentira. Segundo os petistas, as evidências colhidas contra Lula, Dirceu, Palocci e tantos outros — nada menos que três ex-tesoureiros do partido foram encarcerados — integram uma imensa conspiração das elites para impedir que os pobres tenham uma vida decente — algo que, conforme o evangelho petista, só é possível com a turma de Lula da Silva no poder.

Se resolvesse seguir à risca seus estatutos, o PT teria de expulsar todos os que foram condenados por receber propinas, casos de Lula da Silva e de seus parceiros. Mas é evidente que essa ameaça não vale o papel em que está escrita. A expulsão está reservada aos que ousam mostrar que o rei Lula está nu, como aconteceu com um dos fundadores do PT, Paulo de Tarso Venceslau, que em 1997 denunciou um esquema de corrupção engendrado por um compadre do demiurgo de Garanhuns em prefeituras administradas por petistas. A Paulo de Tarso foi reservado o estigma dos traidores; já o esquema por ele denunciado revelou-se um aperitivo do que viria a ser o Petrolão.

Do PT não é possível esperar regeneração. Enquanto estiver sob o domínio de Lula da Silva — e nada parece capaz de diminuir esse domínio, nem mesmo sua condição de presidiário —, o partido será a expressão do cinismo dos que se dizem campeões da “ética na política”, mas exercem o poder como se nenhum limite moral lhes dissesse respeito, ademais de se considerarem proprietários do governo, e não inquilinos temporários. É isso o que explica por que razão Lula da Silva, José Dirceu e Antonio Palocci, esteios do primeiro governo petista, estão presos.

Em um país civilizado, não se admite que um grupo político com esse comportamento tão explicitamente criminoso, que fez da corrupção um método de governo, com o objetivo de permanecer para sempre no poder, escape impune. Ainda há um longo caminho a percorrer para que a influência deletéria dessa turma seja inteiramente neutralizada, mas a prisão da poderosa troica petista é um excelente começo.

29 maio 2018 CHARGES

HERINGER

TRIO DE OURO

Philipe Hoffmann, Amanda Seroiska e Gabriel Morgante revivem o “Trio de Ouro” nas vozes de Herivelto Martins, Lourdinha Bittencourt e Raul Sampaio no curta metragem “O Trio de Ouro” que foi uma produção da Oficina de Artes Rosina Pagan, com direção de Dimas Oliveira Jr. no Projeto Memórias/ Velhos Nomes, Novos Talentos, que vem sendo realizado desde 2014.


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