MENOS JUSTO, MAIS “DEMOCRÁTICO”

Meus amigos fubânicos, estamos assistindo abestalhados o espetáculo de incompetência desse Governo absolutamente falido. A fragilidade do Executivo somado ao descrédito do Legislativo e a incompetência comum aos dois, torna quase insolúvel esse quadro desolador provocado pelos caminhoneiros. Os grevistas não fizeram nada ao não ser expor a Nação e ao mundo, toda situação que estava fermentando a tempos e começa a emergir. O desarranjo não é só entre caminhoneiros e Petrobrás, em todos os setores da economia é possível sentir a mão pesada do Governo atrapalhando e encarecendo os negócios.

A insatisfação de todos é flagrante e legitima. Falta justiça eficiente, segurança, saúde, educação, trabalho. Sobram impostos, burocracia e corrupção. Todos nós combinamos até aqui. Começamos a discordar quando escolhemos os métodos para dissolver esse angu encaroçado. É nisso que precisamos pensar.

Tenho a impressão que a maioria dos eleitores ainda não se deu conta que vivemos num grande condomínio chamado Brasil e que as despesas são pagas com nossos impostos. Aqui na nossa comunidade esse assunto não é novidade porque os fubânicos tem consciência de que como dizia Roberto Campos, “não há nada que o Estado possa te dar sem que antes tenha tirado de você mesmo”. Mas, falar sobre isso é chave para entender que governo nenhum, nem de direita, nem de esquerda, cisgênero, ou transgênero será solução. Se esperarmos que nosso “condomínio” endividado, com despesas crescentes possa prestar melhores serviços é um engano. Precisamos de menos governo e mais atitude.

Voltando para o caso dos caminhoneiros como exemplo atual. Temos uma economia quase sem crescimento enquanto o mundo cresce bem mais do que nós. A maior demanda por commodities, consequência do crescimento global, nos beneficia por um lado, mas também pune por outro. A alta do petróleo encarece o combustível, enquanto a nossa economia fraca não aumenta a demanda por fretes para compensar. Numa economia de mercado puro-sangue a lei da oferta e da procura atuaria para estabelecer preços que conciliem contratantes e contratados. Porém, nossa sociedade parece confiar mais no projeto de lei 121 (preço mínimo para o frete) de autoria do Dep Assis do Couto – PT para revogar a lei da oferta e da procura (mão invisível do mercado) e entregar a solução desse caso para Suas Excelências, sempre dispostas a criar dificuldades para vender facilidades. Esse caminho do governo salvador está esgotado. Na minha visão, mas muita gente ainda credita na burocracia estatal.

O custo do óleo mais caro é um fato e que a oferta de frete é maior do que a demanda também ficou evidente com o que está exposto pela turma do caminhão. O que estamos decidindo é de que forma a sociedade vai pagar esse custo para o país voltar a rodar. Na forma de preço, ou imposto. Não existe outra saída. A mão invisível do livre mercado empurra para a negociação entre os interessados e por consequência o custo vai para os preços. Uma forma mais justa. Pela mão pouco hábil do governo, vamos acabar distribuindo para todos, na forma de subsidio para os transportadores/Petrobrás e imposto para o cidadão. Mais “democrático”.

Espero que o desgaste dessa greve grave, ou grave greve, não deixe como resultado apenas a definição do preço do diesel e do frete, mas que deixe a dolorosa lição de que o Governo serve a sociedade e não o contrário. Como destacou nosso confrade Aristeu Bezerra na sua coluna desta semana. “Há dois tipos de dores no mundo: A dor que te machuca e a dor que te muda” Se ao final da greve a solução for uma medida provisória, teremos sofrido à toa.

Precisamos aprender a andar sozinhos sem o amparo desestabilizador do governo.

9 comentários

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    • Ex-microempresário em 29 de maio de 2018 às 14:45
    • Responder

    Perfeito, Carlos Eduardo. Pena que falar em livre mercado e em lei da oferta e procura é quase palavrão por aqui. Nosso povo prefere acreditar que o governo bonzinho vai nos dar tudo que nós queremos, e de graça.

    “Precisamos aprender a andar sozinhos sem o amparo desestabilizador do governo.” resume em uma frase centenas de páginas produzidas por “intelectuais” e “analistas políticos” por aí.

    Pena que só vai acontecer quando vampiro doar sangue e saci-pererê andar de patinete.

    • A. Luís em 29 de maio de 2018 às 15:55
    • Responder

    “”” … , estamos assistindo abestalhados o espetáculo de incompetência desse Governo absolutamente falido. “””
    Exatamente!
    Também, pudera!
    O vice indicado/imposto pelo
    HEXA-MAIOR LADRÃO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE,
    eleito EM PESO pelos IDIOTAS petralhentos e petralhosos,
    só poderia ser assim mesmo !
    e nem vou falar da defenestrada/com pés nos glúteos…

  1. A lei da oferta e procura não é palavrão por aqui. Mas o seu mau uso pode justificar roubos e outros crimes. Em essência nem tem valor em dignidade. É individualmente a lei do mais forte. Não existe competência comercial aí, só esperteza de algumas pessoas de péssimos hábitos. Aproveitar o caos é unir-se a ele. É o mesmo que roubar. É como se todos os que apoiaram conscientes ou não a paralisação acreditando que fosse uma melhora para o país, tivessem que pagassem de forma abusiva por este apoio. É crime contra a economia popular, quer queiram quer não!.

      • Ex-microempresário em 29 de maio de 2018 às 16:45
      • Responder

      Joaquim, boa parte dos brasileiros acha “feio” não comprar algo porque é caro, outra parte acha que tem “direito” de comprar tudo que quer e que é obrigação do governo controlar o preço para que ele não seja privado dos seus “direitos”. Se vc acha que a relação oferta-procura pode ter “mau uso”, é porque vc não quer que ela exista, ou quer que exista só quando é a seu favor. A maioria dos brasileiros acha que o preço das verduras deve cair no verão, mas acha um absurdo que suba no inverno.

      No sentido prático, se um supermercado tem mil clientes querendo tomate, mas só tem tomate para duzentos, o que o mercado deve fazer?
      – Ele pode deixar o preço como está, os primeiros duzentos compram tomate e oitocentos ficam sem.
      – Ele pode fazer um sorteio ou qualquer outro método para definir arbitrariamente quem vai comprar tomate e quem vai ficar sem.
      – Ele pode esconder o tomate e vender só para os amigos e conhecidos. (opção muito usada quando o governo impõe tabelamentos, congelamentos, etc).
      – Ele pode subir o preço. Algumas pessoas vão deixar de comprar tomate (não mata ninguém), outras vão comprar menos (vai dar para mais gente) e se alguém realmente acha que não vive sem tomate, paga o preço e leva. Querendo ou não, é a forma MENOS injusta de lidar com a escassez.

      Por curiosidade, vc lembra do tempo do plano cruzado, do Sarney, quando as pessoas se orgulhavam de “pagar ágio” para comprar coisas cujo preço estava supostamente “congelado” ?

      Um dica: fala-se em LEI da oferta e da procura porque é como a LEI da gravidade: vc pode não gostar, achar que não deveria existir, mas se vc desafiá-la, vai acabar caindo no chão!

    • Sandra em 29 de maio de 2018 às 17:31
    • Responder

    Boa noite
    O governo e incompetente e imoral, concordo, mas isso vem lá de trás, não se pode massacrar o Temer sem lembrar q quem causou o mal maior foi Dilma quando congelou os preços dos combustíveis antes de se reeleger e o que foi pior… financiou através do Bb, veículos de carga a juros baixíssimos a longuíssimo prazo , um prejuízo pro bndes, uma medida super populista com a única finalidade de se reeleger as nossas custas!!

  2. Bom , não podemos discutir sobre comportamentos , mas não se trata de achar feio comprar algo caro. Comprasse perfumes de altíssimos custos, roupa de grife, carros de altíssimos valores e ainda se fica na fila de espera, e ninguém se incomoda. Mas a questão agora envolve algo parecido com extorsão. Pessoas querendo lucrar em cima do próximo . Não são muitos , mas seria bom que todos os marcassem bem, para evitá-los . Os mercados precisam de gêneros para revenderem , os perecíveis chegam em fase que não da para estocar, muitas empresas fecham e se complicam,quem está empregado fica pensando como será daqui para frente, mas o aproveitador , que se delicia com a situação usa a tal lei da oferta e da procura para aumentar seus ganhos ,em detrimento dos outros. Não se desafia a lei da gravidade por ser ela natural, já a outra foi “criada” por outros motivos que não foi por certo extorsão. Não defendemos o engessamento da economia de maneira nenhuma , até porque isso só beneficia político, mas não podemos aceitar este crime contra a economia (e nenhum outro)popular. Quanto ao plano Sarney, estava passeando pelo sudeste baiano, tive problemas para retornar, mas não vi nem paguei ágio em nada , apenas não tinha nada naqueles dias par se comprar. Todos sobrevivemos, como sobreviveremos a este e os próximos.

      • Ex-microempresário em 29 de maio de 2018 às 19:07
      • Responder

      Não leve mal, mas você fugiu do assunto e não respondeu.

  3. Não há o que levar a mal , e acho que respondi, mas não posso obrigar ninguém a aceitar minha opinião .
    A coisa que podemos passar sem (tido antes como supérfluos). Outra não, e dependendo da situação coisa tidas como supérfluos hoje já não o são. Os aproveitadores acolhem bem a situação e certamente gostariam que permanecesse assim. Farinha pouca , meu pirão primeiro , este pensamento não é o do consumidor. É o do aproveitador e faz coro ao quanto pior melhor. Tem muitos comerciantes honestos trabalhando com uma gama enorme de produtos ,sem usar tal expediente , mas é tolice tentar passar o contrário. Aqui mesmo em outras postagens podes ver citações e até fotos do que é o aproveitador. Na tv podes ver quem precisa de combustíveis para trabalhar e quando chega o preço é elevado, incompatível ao que se destina. As donas de casa reclamando. Apesar da ausência forçada, o produto existe em abundancia , todos sofrem sua falta, mas o aproveitador faz a festa. Devem sim pagar pelo abuso. Não é preciso dominação de preços pelo governo,mas é salutar saber quem trabalha honestamente e quem é aproveitador. São apenas opiniões, direito seu , meu e de todos.

    • Sonia Regina em 29 de maio de 2018 às 21:47
    • Responder

    Sr. Carlos, a greve que apoiei no início já ficou muito danosa. Moro na cidade de Santos e hoje ao procurar feijão fui obrigada a comprar o que achei no terceiro mercado que entrei e acredite, meu gaz já foi bem alvejado devido a qualidade ruim, ou seja quem acha que o problema está no amanhã vive de sonho. O problema já vem a tempos e só piora.

    Concordo com o comentário de Sandra, todos ficaram bem quietinhos quando a arrogante fez o desmonte. É fato que alguns avisaram mas, parece que todos estavam entorpecidos e fizeram ouvidos de mouco.

    Resumo da opera; a maioria de nossos políticos são salafrários, incompetentes e pior, acham que somos um bando de ignorantes que engolem tudo.

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