30 maio 2018 CHARGES

LEONARDO

30 maio 2018 DEU NO JORNAL

TODOS OS HOMENS DO EX-PRESIDENTE

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve nesta quarta-feira (30) a pena do pecuarista José Carlos Bumlai em nove anos e dez meses de prisão por corrupção e gestão fraudulenta de instituição financeira.

Em setembro de 2016, o juiz Sergio Moro havia condenado Bumlai a nove anos e 10 meses de prisão.

Segundo a acusação, o pecuarista tomou um empréstimo de R$ 12 milhões em seu nome, no banco Schahin, em 2004, e repassou os valores ao PT, atuando como um operador do partido.

O empréstimo nunca foi quitado – um acordo garantiu que o Schahin perdoaria a dívida em troca de um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Petrobras, em 2009, para a operação de um navio-sonda.

* * *

Vamos repetir um trecho desta notícia aí de cima:

“O pecuarista tomou um empréstimo de R$ 12 milhões em seu nome, no banco Schahin, em 2004, e repassou os valores ao PT”

E o empréstimo nunca foi quitado.

Isto mesmo: nunca foi quitado!!!!

Ou, melhor dizendo, a empresa estatal Petrobras, de propriedade da República Petralhal Banânica, quitou a mísera quantia de 12 milhões de reais com juros de 13% ao minuto.

O partido que recebeu o dinheiro, como é do conhecimento de todos vocês, é de propriedade do prisioneiro Lula.

Este Editor sabe que a maior alegria do fubânico luleiro Ceguinho Teimoso é desmentir este tipo de realidade e despejar números e estatísticas pra negar este tipo de fato.

De modo que fico alegre que só a porra de proporcionar esta felicidade ao nosso estimado amigo fubânico.

Aguardemos o pronunciamento defensório do Ceguinho, esculhambando mais uma decisão desta entidade tendenciosa chamado TRF-4, especializada em condenar inocentes.

O chefe do bando oferece o ombro amigo a outro componente da quadrilha, agora condenado a quase uma década de cadeia: solidariedade corrupcional

* * *

30 maio 2018 CHARGES

LUTE

BULE -BULE BULIÇOSO

Bule-Bule com esta colunista

Encontrei com Bule-Bule
Pras bandas do Cariri
Bule-Bule é buliçoso
Digo isso porque vi
Comigo não bula não
Sou abelha do sertão
Não assanhe o enxuí.

Bule-Bule bem pimpão
Com seu jeitinho brejeiro
Cantando verso bonito
Não tinha dó do pandeiro
Ouvindo o bardo cantar
Comecei a requebrar
Para animar o terreiro.

Com viola ou com pandeiro
Bule-Bule vai além
Fazendo versos gaiatos
Argumento sempre tem
Bule-Bule não é mole
Com todo mundo ele bole
Não abre para ninguém.

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30 maio 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

30 maio 2018 DEU NO JORNAL

VAGABUNDAGEM VERMÊIO-ISTRELADA

Petroleiros cruzaram os braços nesta quarta (30) mesmo após liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou a greve ilegal e abusiva.

Sob multa diária de R$ 500 mil, a Federação Única dos Petroleiros afirmou que a greve da categoria atinge as refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos.

Os líderes do movimento são ligados ao Partido do Trabalhadores há muitos anos, o que atribui conotação partidária à paralisação malandra de 72 horas, marcada para esta quarta-feira exatamente para que seu encerramento coincida com os dois dias do fim de semana, garantindo cinco dias de folga.

* * *

Esta é a Greve do Feriadão.

Mercada pra começar em data mais que conveniente.

A editoria do JBF dedica uma música a esta cambada de vagabundos vermêio-canalhas.

Uma música da autoria de um inspirado luleiro, também puliticamente aleijado em consequência da idiotice ideológica.

30 maio 2018 CHARGES

CLAYTON

30 maio 2018 PERCIVAL PUGGINA

O BRASIL NA BEIRA DA ESTRADA

As fotos são inacreditáveis. Quando estes dias forem uma triste lembrança e amarga lição, as imagens da greve dos caminhoneiros em 2018 ilustrarão momentos em que o Brasil, levado à beira do abismo, soube pisar no freio. Soube? É o que ainda espero, ao escrever estas linhas.

Enquanto o Brasil estertora no acostamento, uma parte da sociedade parece delirar. O país vai quebrar? Deixa quebrar. Quem tem trabalho não está conseguindo trabalhar e quem está produzindo não consegue produzir? Deixar estar. Quem tem o que vender, não encontra quem venha comprar? Faz parte. O PIB está levando um tombo muitas vezes bilionário? Não importa. Mas afinal, o que importa? Pois é, li que na pauta dos caminhoneiros existem itens que me agradam, como a queda do preço da gasolina, e o fim das urnas eletrônicas. Ah!

No cardápio das postulações há para todos os gostos. O que importa é capturar apoio popular para a mobilização dos “heróis” que, com insuperável eficiência, conseguiram mostrar a Temer o quanto todos, inclusive eu, o desprezamos. E sim, claro, isso é muito mais importante do que o Brasil.

Assisti, há alguns minutos, vídeo em que um caminhoneiro aos gritos, perguntando à longa fila de espera diante de um posto de combustível se os cidadãos que ali estavam pretendiam comer gasolina, porque, quisessem ou não, iria faltar alimento. O militante estava convencido de que a população devia subordinar-se às determinações do multiforme politburo grevista e ficar hibernando em casa enquanto eles cuidam de deteriorar a situação de todos. Fica proibido trabalhar. Ficam proibidas todas as atividades que envolvam direito de ir e vir. “Estátua!”, brincavam antigamente as crianças, obrigando os demais a permanecerem como estivessem. E assim comandam, hoje, os novos senhores de nosso cotidiano.

É quase inacreditável que tanta gente se deixe iludir pelas artimanhas de um movimento que foi infiltrado pelo que há de pior na política brasileira. A infiltração os fez afinar-se com os mesmos petroleiros que se tapavam de alaranjado com Lula e Dilma em reiterados comícios enquanto a Petrobras era saqueada e vampirizada a ponto de se tornar escárnio mundial e miniatura de si mesma. A infiltração passou a acolher terroristas, black blocs, a escória de 2013 e representantes dos hospedeiros da carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Os que se deixaram seduzir pelo movimento dos caminhoneiros parecem não perceber que se tornam reféns, meros objetos, favas contadas, na chantagem que eles impõem ao Estado.

Basta ouvi-los quando disseminam áudios e vídeos em falsa surdina ou tons ameaçadores para reconhecer o vocabulário. Qualquer pessoa com experiência em linguagem política sabe o que está na cabeça de quem assim se expressa. Buscam o caos com intuito revolucionários.

Não é mediante um cardápio de propostas difusas e confusas que se avança com seriedade pela via democrática, mas com a legitimação eleitoral de propostas consistentes. Cinco boas medidas de combate aos inimigos do Brasil, para pautar a eleição de outubro seriam:

1) não reeleger corruptos, coniventes e incompetentes;

2) agravar a lei penal e combater a impunidade;

3) diminuir em 10% a carga tributária, com redução compatível do custo do setor público mediante alterações constitucionais que o permitam;

4) extinção dos privilégios adquiridos;

5) fim do foro privilegiado.

Quem, tendo uma eleição ali adiante, opta pelo caos para fazer revolução, quer o caos e não a democracia. O caos é o tempo dos piores, dos oportunistas, dos bandidos, dos sem escrúpulos. Não é o tempo dos democratas nem dos estadistas. Perguntem a cubanos e venezuelanos.

30 maio 2018 CHARGES

SINOVALDO

30 maio 2018 DEU NO JORNAL

TÁ FEITO COURO DE RÔLA

Paulo Vieira de Souza, apontado como operador do PSDB, é preso novamente.

O ex-diretor da Dersa foi solto no último dia 11 após habeas corpus concedido por Gilmar Mendes.

* * *

Esse tucano tá feito couro de pica: pra frente, pra trás.

Preso, solto… preso, solto…

Enquanto o ministro Gilmar Boca-de-Buceta continuar soltando ladrões, vai ser sempre esta pisada.

Entra e sai, entra e sai…

30 maio 2018 CHARGES

CLÁUDIO

30 maio 2018 JOSIAS DE SOUZA

TRIBUNAL “CONDENA” ERÁRIO A PAGAR STAFF PARA LULA

O desembargador André Nabarrete Neto, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), restabeleceu nesta terça-feira o “direito” de Lula de manter carros e assessores bancados pelo Tesouro Nacional mesmo enquanto estiver preso. Isso inclui dois veículos oficiais com motoristas, quatro seguranças e dois assessores de nível superior. Os benefícios haviam sido suspensos por ordem do juiz federal Haroldo Nader, da 6ª Vara Federal de Campinas.

O magistrado do TRF-3 atendeu a um pedido da defesa de Lula. Em seu despacho, ele escreveu que “a simples leitura dos dispositivos (legais) mencionados evidencia que aos ex-presidentes da República são conferidos direitos e prerrogativas (e não benesses) decorrentes do exercício do mais alto cargo da República e que não encontram nenhuma limitação legal, o que obsta o seu afastamento pelo Poder Judiciário, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes, eis que haveria evidente invasão da competência legislativa”.

O juiz de Campinas havia cancelado os benefícios de Lula sob o argumento de que, preso em Curitiba, sob custódia permanente da Polícia Federal, o ex-presidente dispõe de mais segurança do que se estivesse em liberdade, sob proteção dos dois guarda-costas que costumavam acompanhá-lo. O magistrado considerou também ”absolutamente desnecessária a disponibilidade de dois veículos, com motoristas, a quem tem direito de locomoção restrito ao prédio público” da PF.

De resto, ao julgar uma ação popular contra Lula, o juiz escreveu em seu despacho que não há “justificativa razoável” para manter “assessores gerais a quem está detido, apartado dos afazeres normais, atividade política, profissional e até mesmo social.” E mandou interromper os “atos lesivos ao patrimônio público.”

No recurso, os advogados de Lula alegaram que o corte dos carros e do staff “colocaria em risco a dignidade e a própria subsistência” do ex-presidente, pois ele seria privado, “no mais difícil momento de sua vida, (…) de receber o auxílio de pessoas que com ele convivem de longa data e que conhecem suas necessidades pessoais.”

A defesa de Lula argumentou também que, mesmo preso, o seu cliente “necessita do auxílio dos assessores que a lei lhe assegura.” Sustentou, de resto, que os assessores “precisam dos veículos para cumprir tal função.”

Ainda de acordo com a defesa, Lula precisa “de medicamentos, roupas e outros itens necessários à sua dignidade e subsistência.” Nessa versão, os auxiliares bancados com verbas do contribuinte seriam “imprescindíveis” para que o presidiário “possa receber e ter acesso a esses itens.” Alegou-se que os assessores também pagam as contas de Lula e cuidam da manutenção do seu acervo de ex-presidente da República. Um acervo que “integra o patrimônio cultural brasileiro”.

O desembargador do TRF-3 comprou toda a argumentação da defesa. Anotou em seu despacho que a legislação garante aos ex-presidentes “não apenas a segurança pessoal, como também o apoio pessoal e a segurança patrimonial, de maneira que os servidores de sua confiança são necessários para a manutenção de sua dignidade e subsistência (fornecimento de medicamentos, roupas e outros aspectos pessoais), assim como do patrimônio cultural do país.”

O doutor Nabarrete Neto prosseguiu: “Os dois veículos oficiais, com os respectivos motoristas, servem de instrumento material para a consecução dessas finalidades pelos servidores.” Para o desembargador, não há “desvio de finalidade”. Ele também avalia que “não se sustenta o argumento de custo desnecessário ao erário.” Por fim, o magistrado acha que o encarceramento de Lula “não é fundamento para afastar direitos e prerrogativas consagradas em lei a todos os ex-presidentes da República.”

Não há no recurso formulado pelos advogados de Lula nem no despacho do desembargador qualquer detalhamento sobre a divisão de tarefas entre os oito assessores cedidos a Lula. Quem lê os documentos fica sem saber se os dois motoristas e os carros oficiais foram deslocados para Curitiba. Não há comprovação de que os servidores tenham sido acionados para suprir a alegada demanda de Lula por “medicamentos, roupas e outros itens.” Além da assistência diuturna da PF, o preso recebe visitas periódicas de familiares e advogados.

Condenado a pagar os salários dos assessores, a manutenção e a gasolina dos carros, o contribuinte brasileiro não tem a mais remota ideia do volume de trabalho e da carga horária dos assessores supostamente dedicados a zelar pelo acervo do ex-presidente. De resto, não há vestígio de explicação sobre as atividades dos quatro guarda-costas. Ninguém sabe o que fazem eles desde 7 de abril, quando Lula se entregou à Polícia Federal.

Os defensores de Lula limitam-se a argumentar que a legislação que rege o provimento dos benefícios não prevê o cancelamento em caso de prisão. O desembargador do TRF-3 concordou. Natural. Nunca na história desse país os legisladores imaginaram que um presidente da República seria condenado a 12 anos e um mês de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

30 maio 2018 CHARGES

AMARILDO

30 maio 2018 AUGUSTO NUNES

DE VOLTA AO PESADELO

Maria do Rosário tem saudade do governo que levou o país à maior recessão das últimas décadas

“Tiraram um Governo que fazia políticas voltadas para o desenvolvimento social”.

Maria do Rosário, deputada federal pelo PT gaúcho, sem explicar se entre as “políticas voltadas para o desenvolvimento social” do governo Dilma Rousseff estão a volta da inflação, o desemprego recorde e o maior saque aos cofres públicos da história.

Maria do Rosário e Dilma Roussef: uma parelha autenticamente petralhal banânica

30 maio 2018 CHARGES

PAIXÃO

IL EST TROP TARD

Lisboa. Maio de 1968. A França em fogo. Parecido com essa greve das empresas de transporte. Estudantes, pelas ruas, faziam lembrar as barricadas vistas na Revolução de 1848 (Primavera dos Povos), contra a Monarquia. Tudo sob o comando de um jovem (de 23 anos) franco-alemão, Daniel Marc Cohn-Bendit (ele e mais Alain Geismar e Jacques Sauvageot). Não há consenso em relação ao preciso significado dessa insurreição de 1968. No início com estudantes, apenas. Depois, também agregando trabalhadores e gente do povo. Contra, difusamente, tudo que pudesse representar autoridade – exclusão social, horário de trabalho, baixa qualidade na educação, repressão sexual. Cito resumo do que aconteceu, por lá, em palavras do ator francês André Glucksmann: “Maio de 1968 é um momento tanto sublime, como detestado, que nós queremos comemorar ou enterrar”. Seja como for era, sobretudo, um ato em favor da liberdade. Mais tarde Cohn-Bendit, Danny le Rouge (O Vermelho), acabou no partido ecologista Die Grünen. E Deputado Europeu. Mas essa é outra história.

No fim de 1968, indo ao Sacré Coeur, passei pela Place de Tertre. E encontrei escrito, num muro, Il est trop tard; mais, au mois de mai, tout est possible (É demasiado tarde; mas, no mês de maio, tudo é possível). Pichada meses antes, claro, e ainda não apagada. Converti a citação em lema de vida. Por aqui, ainda naquele ano de 1968, e sob as mãos da junta militar, começava a mais negra fase da Ditadura de 1964.

Mestre Zuenir Ventura escreveu livro que retrata bem aqueles tempos, 1968, o Ano que não Terminou. Ele está certo. Como sempre. Não terminou porque sobrevive dentro de nós. Complicado é que agora, 50 anos depois, a desesperança bate novamente à nossa porta. Com um Brasil fragmentado, em conflito e sem horizontes. Sendo cada vez mais necessário que vivamos uma nova utopia. Lembro lição do amigo Eduardo Galeano (em Las Palavras Andantes, citando Fernando Birri): “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.

Mas qual o sentido dessa utopia?, nos anos que correm. Essa é a pergunta certa. Andar só por andar é quase nada. Especialmente num país fraturado pela exclusão social. Sem rumos. Perdido. Onde o debate foi substituído por ofensas. Sinto isso ao constatar que poucos são otimistas com o futuro. Outubro vem aí. Será um novo mês de maio?, onde as esperanças florescem. Ou será uma antevisão do caos?, prenunciando anos ainda mais difíceis. Difícil saber. Melhor, então, apenas acreditar naquela frase que foi sempre uma lição de não perder as esperanças. Nunca. Mesmo quando tudo pareça trop tard. Sendo bom lembrar que, aconteça o que acontecer, tout est possible. Deus nos proteja.

30 maio 2018 CHARGES

IOTTI

PAULO RENATO FERRAZ – RIO VERDE-GO

Prezado Editor Berto,

Eu soube que Gleisi Hoffmann pediu para os caminhoneiros que só parem a greve com Lula livre.

Eles responderam que 12 anos é muito tempo !!!

R. Meu caro leitor, não são apenas 12 anos. 

São 12 anos e mais um mês.

Se deixarmos de fora os 12 anos, e imaginarmos “apenas” 1 mês de greve, sem gasolina e desabastecimento total, o Inferno de Dante vai ser fichinha se comparado com Banânia.

Vôte!!!

30 maio 2018 CHARGES

FRED

CRÔNICA DE UMA CRISE ANUNCIADA

A crise causada no país pela paralisação dos caminhoneiros foi obra de três presidentes: Lula, Dilma e Temer.

Começou em 2008: para dar um impulso à economia, e aproveitando que as fábricas de caminhões tinham capacidade ociosa, o Governo Lula ofereceu juros baixíssimos aos compradores. As fábricas venderam e a frota cresceu 40% de lá para cá. Mas a economia só subiu 11% (os dados são do professor Samuel Pessoa, do Insper). Há caminhões sobrando – o que derrubou o valor dos fretes.

O Governo Dilma, para mascarar a inflação, manteve artificialmente baixo o preço dos combustíveis. A Petrobras acumulou prejuízos, que lhe custam altos juros (e ainda houve o Petrolão, que ordenhou a empresa).

O Governo Temer entregou a um executivo de primeira linha, Pedro Parente, a tarefa de recuperar a Petrobras, cobrindo os prejuízos passados e dando lucro. Parente cumpriu a tarefa: o diesel e a gasolina passaram a ter preços fixados dia a dia, com base na cotação do petróleo (em alta). O diesel aumentou de três em três dias, de 3 de julho de 2017 para cá. O preço subiu até 30%, contra inflação de uns 2%. Os transportadores foram sufocados: diesel mais caro, fretes mais baratos. O Governo não se preocupou com o problema: não houve qualquer movimento para permitir que o setor continuasse viável. Quebrados, os caminhoneiros venderam seus veículos para as grandes empresas – capazes de paralisar o país.

De boas intenções…

Todas as medidas, diga-se, foram tomadas com a melhor intenção. Dar um impulso à economia, segurar a inflação, recuperar a Petrobras. Só que o mundo é mais complexo do que imaginam os planejadores voluntaristas.

…há um lugar cheio

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, mostra o caminho que poderia ter sido seguido para que a recuperação da empresa fosse mais indolor: “Culpar a Petrobras pelos preços considerados altos nas bombas é ignorar a existência dos outros atores, responsáveis por dois terços do preço da gasolina e metade do preço do diesel”. Baixar impostos, só sob pressão.

Alô, alô

Talvez este colunista tenha se distraído e passado por cima da notícia. Mas não se lembra de ter lido a lista das reivindicações dos caminhoneiros. Nem de ter lido a nota oficial do Governo anunciando quais reivindicações foram atendidas. Como diria o gato de Alice no País das Maravilhas, se você não sabe aonde vai, não importa o caminho que vai tomar.

As hordas

Que não temos Governo, já sabíamos: um presidente assessorado por Moreira Franco, Eunício, pelo inacreditável Carlos Marun (até Geddel é melhor!) não pode saber o que fazer. O problema é que os caminhoneiros também não têm líderes: o grupo que negocia com o Governo concorda em suspender a paralisação, mas a paralisação continua. Situação complicada: se os dois lados não têm líderes, quem é que pode chegar a um acordo?

O ânimo do presidente

Josias de Souza, repórter respeitado, diz que um auxiliar de Temer, em conversa telefônica com um congressista, disse na noite de segunda que o presidente tem dado sinais de desânimo. Acredita que o motivo é a paralisação dos caminhoneiros e seu efeito sobre o desempenho da economia neste ano. O principal troféu de Temer é a recuperação da economia. Já não era lá essas coisas, mas com os atuais problemas a previsão de crescimento deve ser revista para baixo.

Temer tem outro problema sério: quando deixar a Presidência, estará sujeito aos juízes de primeira instância. E tem inquéritos a esperá-lo.

Bolsonaro acordou

Bolsonaro rejeita uma intervenção militar. Claro: se houver intervenção, o país será governado por um general, não por um capitão deputado.

Capital: Jerusalém

Pesquisa realizada pela Toluna, multinacional de pesquisas especializada em entender os desejos dos consumidores e as eventuais mudanças em suas expectativas, revela que a maioria simples da população brasileira acredita que Jerusalém deve ser a capital de Israel. No total da pesquisa, 27% dos entrevistados. E 7% acreditam que deva ser a capital de um Estado palestino. Durante os últimos 50 anos, Jerusalém foi escolhida por Israel como sede do Governo, mas as embaixadas se fixaram na antiga capital, Tel Aviv. Em maio último, os Estados Unidos transferiram sua embaixada para Jerusalém. como parte da comemoração dos 70 anos de independência de Israel. A embaixada brasileira continua em Tel Aviv.

Jerusalém como capital de Israel é a posição favorita da população do Brasil; em segundo lugar, quase empatada, está Jerusalém como capital de Israel e da Palestina.

30 maio 2018 CHARGES

DUKE

UMA DÚVIDA CRUDELÍSSIMA

Comentário sobre a postagem A PUTARIA CORRUPCIONAL NÃO TEM IDEOLOGIA

Goiano:

“Então me expliquem:

Porque é que todo o mundo recebe as propinas em grana viva, mas Lula, O Chefe, só ganha apartamento triplex, apartamento vizinho, sítio de Atibaia, terreno para o Instituto, armazenamento de bens e torre de telefonia?

* * *

30 maio 2018 CHARGES

NICOLIELO

PRA8 – RÁDIO CLUB DE PERNAMBUCO (1919)

Rádio Clube de Pernambuco

Com a suspensão da censura telegráfica, em janeiro de 1918, os telegrafistas amadores do Recife tiveram suas atenções despertadas no sentido da criação de um Instituto de Telegrafia sem Fio. Um esboço dos estatutos dessa sociedade é conservado pela Fonoteca da Fundação Joaquim Nabuco, no qual estão relacionados os primeiros associados com seus respectivos prefixos: Abelardo Rego Barros, ARB; George E. Gatis, GEG; João P. Lyra, QCT; Augusto Pereira, MJV; Lino M. Cerqueira, LCB; Luiz de Carvalho, LCB; Alfredo Watts, AWG.

Em seis de abril de 1919, segundo noticia a edição vespertina do Jornal do Recife, é fundado uma associação, com o objetivo de congregar amadores em radiotelegrafia, sob a denominação de Radio Club:

Consoante convocação anterior, realizou-se ontem na Escola Superior de Eletricidade, a fundação do Rádio Club, sob auspícios de uma plêiade de moços que se dedicam ao estudo da eletricidade e da Telegrafia sem fio.

Ninguém desconhece a utilidade e proveito dessa agremiação, a primeira no gênero fundada no país.
Foram tomadas diversas medidas, como sejam, designações de comissões para se entenderem com as autoridades do Estado etc.

Ao Exmo. Sr. Ministro da Viação foi endereçado um telegrama comunicando a instalação do club e solicitando a sua Excia. o seu patriótico apoio a novel associação.

Procedida a eleição para a diretoria, esta deu o seguinte resultado:

Presidente, Augusto Pereira; secretário Alexandre Braga; orador, Carlos Rios; tesoureiro, Artur Coutinho; suplentes, 1º secretário Severino Mendonça; 2º Alfredo Watt e 3º Ismar Just.

Almejamos ao Rádio Club um êxito feliz no seu desiderato.

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