A crise causada no país pela paralisação dos caminhoneiros foi obra de três presidentes: Lula, Dilma e Temer.

Começou em 2008: para dar um impulso à economia, e aproveitando que as fábricas de caminhões tinham capacidade ociosa, o Governo Lula ofereceu juros baixíssimos aos compradores. As fábricas venderam e a frota cresceu 40% de lá para cá. Mas a economia só subiu 11% (os dados são do professor Samuel Pessoa, do Insper). Há caminhões sobrando – o que derrubou o valor dos fretes.

O Governo Dilma, para mascarar a inflação, manteve artificialmente baixo o preço dos combustíveis. A Petrobras acumulou prejuízos, que lhe custam altos juros (e ainda houve o Petrolão, que ordenhou a empresa).

O Governo Temer entregou a um executivo de primeira linha, Pedro Parente, a tarefa de recuperar a Petrobras, cobrindo os prejuízos passados e dando lucro. Parente cumpriu a tarefa: o diesel e a gasolina passaram a ter preços fixados dia a dia, com base na cotação do petróleo (em alta). O diesel aumentou de três em três dias, de 3 de julho de 2017 para cá. O preço subiu até 30%, contra inflação de uns 2%. Os transportadores foram sufocados: diesel mais caro, fretes mais baratos. O Governo não se preocupou com o problema: não houve qualquer movimento para permitir que o setor continuasse viável. Quebrados, os caminhoneiros venderam seus veículos para as grandes empresas – capazes de paralisar o país.

De boas intenções…

Todas as medidas, diga-se, foram tomadas com a melhor intenção. Dar um impulso à economia, segurar a inflação, recuperar a Petrobras. Só que o mundo é mais complexo do que imaginam os planejadores voluntaristas.

…há um lugar cheio

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, mostra o caminho que poderia ter sido seguido para que a recuperação da empresa fosse mais indolor: “Culpar a Petrobras pelos preços considerados altos nas bombas é ignorar a existência dos outros atores, responsáveis por dois terços do preço da gasolina e metade do preço do diesel”. Baixar impostos, só sob pressão.

Alô, alô

Talvez este colunista tenha se distraído e passado por cima da notícia. Mas não se lembra de ter lido a lista das reivindicações dos caminhoneiros. Nem de ter lido a nota oficial do Governo anunciando quais reivindicações foram atendidas. Como diria o gato de Alice no País das Maravilhas, se você não sabe aonde vai, não importa o caminho que vai tomar.

As hordas

Que não temos Governo, já sabíamos: um presidente assessorado por Moreira Franco, Eunício, pelo inacreditável Carlos Marun (até Geddel é melhor!) não pode saber o que fazer. O problema é que os caminhoneiros também não têm líderes: o grupo que negocia com o Governo concorda em suspender a paralisação, mas a paralisação continua. Situação complicada: se os dois lados não têm líderes, quem é que pode chegar a um acordo?

O ânimo do presidente

Josias de Souza, repórter respeitado, diz que um auxiliar de Temer, em conversa telefônica com um congressista, disse na noite de segunda que o presidente tem dado sinais de desânimo. Acredita que o motivo é a paralisação dos caminhoneiros e seu efeito sobre o desempenho da economia neste ano. O principal troféu de Temer é a recuperação da economia. Já não era lá essas coisas, mas com os atuais problemas a previsão de crescimento deve ser revista para baixo.

Temer tem outro problema sério: quando deixar a Presidência, estará sujeito aos juízes de primeira instância. E tem inquéritos a esperá-lo.

Bolsonaro acordou

Bolsonaro rejeita uma intervenção militar. Claro: se houver intervenção, o país será governado por um general, não por um capitão deputado.

Capital: Jerusalém

Pesquisa realizada pela Toluna, multinacional de pesquisas especializada em entender os desejos dos consumidores e as eventuais mudanças em suas expectativas, revela que a maioria simples da população brasileira acredita que Jerusalém deve ser a capital de Israel. No total da pesquisa, 27% dos entrevistados. E 7% acreditam que deva ser a capital de um Estado palestino. Durante os últimos 50 anos, Jerusalém foi escolhida por Israel como sede do Governo, mas as embaixadas se fixaram na antiga capital, Tel Aviv. Em maio último, os Estados Unidos transferiram sua embaixada para Jerusalém. como parte da comemoração dos 70 anos de independência de Israel. A embaixada brasileira continua em Tel Aviv.

Jerusalém como capital de Israel é a posição favorita da população do Brasil; em segundo lugar, quase empatada, está Jerusalém como capital de Israel e da Palestina.

4 Comentários

  1. Comentando a Foto:
    – o de vermelho já está em cana, e pelo jeito vai ficar um bom tempo por lá.
    – a do meio já jogamos para o lixo da história e em breve fará companhia ao de vermelho.
    – o da esquerda se os petistas quiserem ajudar a tirar, e se vierem sem mascarados e quebra quebra de bens públicos e privados, e principalmente vestidos de verde e amarelo, serão bem-vindos.

  2. Caros

    Temer, Lula e Dilma: TUDO GENTE BAIXA!

    Na foto parecem, inclusive, terem a mesma altura.

    E por falar nisso, essa editoria bem que poderia fornecer a altura de cada um deles.

    Sem qualquer preconceito com os de baixa estatura, vale a pena lembrar dos anões do orçamento…

  3. A cadeia é o lugar destas três tranqueiras e será em sequência, vai demorar, mas é inexorável Quanto ao Parente, é um excelente gestor, mas, se ele trabalha em prol dos acionistas privados da empresa e esquece do acionista majoritário que o povo brasileiro, então vamos privatizar, nada justifica! Quanto a Jerusalém, levando em conta os “milenios” e a história, Israel tem direitos sim. Quando da divisão em 1947, o que fizeram os palestinos? Nada, vivem, como viviam na época de Cristo, seu maior “guerreiro” Yasser Arafat, morreu riquíssimo e seu povo continua fudido. A Palestina não existe como país, vive de esmolas do mundo. Israel sempre!!!!!

  4. O papel do Estado é de regulador da economia; assim acontece nos países democráticos e economias mas desenvolvidas.
    Na crise de 2008, Europa, China, Japão, Canadá e EUA promoveram varias ações para aumentar a oferta de crédito, quando o sistema privado internacional retraiu. Assim, não há erro em incentivar setores da economia a se desenvolver, tal como foi a oferta de crédito a caminhoneiros. E a livre concorrência é salutar para a economia.
    Agora, precisamos entender qual a função social de uma empresa pública; ela não existe para concorrer e ganhar mais que o setor privado, ela existe para auxiliar o Estado no exercício do seu papel regulador.
    Petrobras é uma empresa pública bancada por 210 milhões de brasileiros e não para dar lucro a 287 millinvestidores – grande parte deles estrangeiros ou mesmo afortunados brasileiros que utilizam a Bolsa de Nova York para garantir (ou lavar) recursos fora do Brasil.
    Todos os governos das principais economias mundiais se utilizam de seu papel para controlar o impacto da alta do petróleo no mercado internacional, quer seja com estoques reguladores, políticas fiscais ou administração de preços quando detém petrolíferas estatais.
    Portanto, nesse cenário, só vejo um presidente e que errou: ao penalizar os 210 milhões para pagar a conta davariacao do preço do petróleo no mercado mundial, sendo o Brasil auto-suficiente em petróleo, para aumentar os dividendos pagos a 287 mil “investidores”, o crime de lesa Pátria tem dono: michel temer.

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