POSTURAS DA HUMANIDADE

É como diz o ditado, cada povo com suas manias, educação e maneiras de se comportar coletivamente. Em cada país, a população age de modo diferente das demais. Raramente procede de modo semelhante. Tudo depende do nível de cultura. Do modo como o homem atua em relação ao conhecimento, às artes, crenças, leis e a moral.

É pela cultura que o homem alicerça um país. Constrói a economia, forma a cidadania impondo a ordem, o respeito ao próximo e a obediência às leis ou então, desarruma a organização do país pela molecagem e bandidagem.

Sabendo usar com segurança, o conhecimento desenvolve uma economia com sustentabilidade. Permite implantar um desenvolvimento sustentável, baseado em ideias, estratégias e atitudes tremendamente corretas. Altamente viáveis.

Foi o que ocorreu em diversos países, depois que sofreram as consequências de desastres ecológicos, identificados por temporais, furacões e terremotos. Como nem tudo estava perdido, a população, atingida pelas intempéries do universo, soube tirar de letra os efeitos devastadores provocados por esses fenômenos naturais.

Em março de 2011, o Japão sofreu um dos piores terremotos da história. O fenômeno, com magnitude 8.9, causou enorme destruição no país. O tsunami que se formou após o abalo sísmico, formou ondas gigantescas com até 10 metros de altura que atingiram a costa Nordeste do país e por onde passou arrastou quase tudo por água abaixo.

Carros e barcos foram arrastado como se fossem de brinquedos. Destruiu 18 mil casas, danificou 130 mil edifícios, matou, segundo registros, mais de 11 mil pessoas.

A catástrofe foi tão forte que o país nipônico necessitou de cinco anos para reconstruir o que foi levado pelo tsunami.

Todavia, ordeiro e consciente dos deveres, o japonês soube trabalhar com equilíbrio e honradez, comprando somente o necessário, sem a tradicional esperteza de levar vantagem em tudo, para não afetar as pessoas prejudicadas.

Os americanos também souberam se comportar com cidadania, após sofrer os abalos do furacão katrina que arrasou o litoral Sul dos Estados Unidos, no ano de 2005. A cidade de Nova Orleans, em Luisiania, sofreu horrores. Perdeu turistas, moradores e muito dinheiro. Morreram 1.800 pessoas e mais de 100 mil perderam suas casas.

Porém, os americanos atingidos pelo furacao souberam se recompor da tragédia. O comércio, numa bela atitude, resolveu vender produtos com preços baratos para diminuir o sofrimento das pessoas vitimadas pelo fenômeno atmosférico.

Outro exemplo grandioso de educação e polidez foi dado pelos franceses depois que o terrorismo detonou ataques mortais à população de Paris e Saint-Denis em novembro de 2015. Na ocasião, os franceses sofreram fuzilamento em massa, atentados suicidas, explosões e uso de reféns.

Nos ataques terroristas mais de 180 pessoas morreram, grande parte no famoso teatro Bataclan, enquanto 350 ficaram feridas.

Mas, o bonito da história, foi a atitude dos taxistas franceses que resolveram fazer corridas gratuitas para ajudar a população abalada com os ataques.

Porém, impossível é engolir a sabedoria de alguns brasileiros que se passaram por comerciantes durante a greve dos caminhoneiros.

Com o intuito de ludibriar as pessoas necessitadas, os falsos comerciantes, num ato de desonestidade e banditismo, passaram a vender a gasolina a R$ 9,99 o litro, a alface a 7,00 o maço, enquanto a batata teve o preço reajustado em 90%.

Este é o tipo de comportamento de um tipo de gente desonesta e indecente que não devia jamais ser qualificada com brasileira. Mas, simplesmente ser tutelada como ladrão e receber as penas da lei por agredir o carater e as necessidades das pessoas vítimas das atrocidades da greve.

4 comentários

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    • Ex-microempresário em 31 de maio de 2018 às 16:38
    • Responder

    Só acho que não é justo comparar um furacão ou um terremoto com as tolices que acontecem aqui. Vou repetir o que já disse em outro post: O que causa queixas nos brasileiros não são “tragédias”, nem mesmo “problemas”: são simplesmente as consequências óbvias e inevitáveis das decisões que nós mesmos tomamos.

    Como bem disse o coronel Ronald Tito, aqui mesmo no JBF, em brilhante artigo, o brasileiro vem se caracterizando cada vez mais por se recusar a assumir a responsabilidade pelo que faz.

    • Carlos Ivan em 1 de junho de 2018 às 04:18
    • Responder

    Caro Microempresário as catástrofes mencionadas no texto serviram apenas para demonstrar o tipo de comportamento, educação da população dos países atingidos tiveram após sofrerem os efeitos dos abalos. Ao contrário do brasileiro que sem postura aproveita as intempéries para tirar proveito dos outros. Sem educação e egoísta, o brasileiro acha que tirar dos outros nos piores momentos só para demonstrar sagacidade, sabedoria é crime. Pena que os criminosos, como aquele falso motorista que bateu, socou covardemente no verdadeiro motorista está impune, quando merecei era cadeira elétrica para saber que em país decente este tipo de crime não deve existir.

    • CÍCERO TAVARES em 1 de junho de 2018 às 20:51
    • Responder

    Caríssimo colunista Carlos Ivan:

    O nobre colunista está certíssimo: qualquer que seja a catástrofe fortuita que ocorra no Brasil: Enchentes, estouramento de barragens provocadas, secas, epidemias, etc. e tal. – tudo é motivo para roubalheira e só quem ganha com isso são os agentes públicos que deveriam zelar pela coisa. Está no DNA do brasileiro, principalmente quando ele se arvora a ser político!.. Ainda bem que as coisas estão melhorando um pouco. Considero a LAVA JATO um divisor de água, graças ao Herói Nacional, o juiz Sérgio Moro!

    A pergunta que não quer calar é a seguinte: Por que isso não acontece nos Estados Unidos, na China, no Japão, só para ficar nesses países? Porque se agentes públicos de lá fizerem a merda que fazem os daqui serão, no mínimo, fuzilados!

    Estamos precisando de Leis duras, meu nobre colunista, e de juízes machos! Não canalhas feito Gilmar Mendes, Recardo Lewandowski, Dias Tofilli e Marcos Aurélio Mello, que avacalham e desmoralizam tudo!

    Ótimas observações, as suas! Meus parabéns por mais essas contribuições pertinentes!

    • Carlos Ivan em 3 de junho de 2018 às 11:02
    • Responder

    Caríssimo Cícero Tavares, do alto de sua sapiência, vc diz as coisas com tremenda naturalidade e conhecimento de causa. Vc não fala, apenas por falar. Letrado e a par das noticias, vc tira de letra qq assunto. Como acaba de dizer puras verdades, aprovo integralmente. Parabéns, por se expressar pelo povo brasileiro.

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