BRASIL EM ASCENSÃO

Parente bom é parente longe, um dito popular que se encaixa no acontecimento do pedido de demissão do Presidente da Petrobras Pedro Parente. Infelizmente ele adotou a maneira petista de ser e partiu para os benefícios espúrios de favorecimento próprio como ficou constatado na reportagem da Crusoé. Eram várias as participações dele, direta ou indiretamente, em outras empresas com interesses na Petrobras. É um caso que vai rolar por muito tempo na seara judicial. Esta situação que vive o Brasil tem origem na formação da personalidade do brasileiro em que o mérito de atingir graus na escala social foi trocado do “ser”, que implica em saber, cultura, conhecimento, pelo “ter”. Este focado unicamente em boa conta bancária refletida nos bens materiais representados pelos automóveis os quais estabeleciam, e ainda estabelecem, pela marca e origem, a sua escala de valor na vida da sociedade.

Consolidou-se com isso o comportamento egocêntrico no brasileiro. Mais que isso, entranhou no nosso povo um pensamento individualista que se tornou um entrave para sair desta vertente em sua conduta. Não importam, para grande parcela da população, as mazelas que o governo venha a praticar. Interessa é ignorar o Estado e se utilizar das mais variantes formas de ludibria-lo já que ele, com seus dirigentes, é praticante contumaz de desvios de conduta na condução da sua administração. Sonegar é a meta de quase 100% da população ativa economicamente. Entende ela, que são sonegados os direitos básicos mínimos com o retorno do que lhe é “tomado” pelo mastodonte estatal. Essa roda de “assaltos” entre a população e o Estado definha cada vez mais a possibilidade de crescimento do País. Sacrifica uma gigantesca massa populacional mantendo-a na linha da pobreza e subjugando-a à uma vida cruelmente sofrida e despojada, pela limitação cultural, de qualquer possibilidade de aspiração à sua qualidade. Usurpam este povo de baixo salário com impostos altíssimos em seu consumo básico de alimentação e saúde. Isso tudo para manter o gigante monstro estatal, que nada produz, via seu circo da alegria, mordomias e permissividade com a roubalheira.

O ainda individualismo do brasileiro, elimina a possibilidade de desenvolvimento do espírito coletivo. Este faz parte da maioria dos países desenvolvidos, onde o governo trabalha pelo bem-estar da coletividade, pelo crescimento do seu povo em todas as áreas. Os impostos cobrados retornam para a população em forma de bons serviços prestados e benefícios. O Estado é mínimo e todos que trabalham no governo são dotados de sentimento coletivo, realizam seu serviço com vontade e orgulho e são valorizados pela população. No Japão, é o Imperador que se curva diante de um professor, dado o valor e reconhecimento que este representa para a Nação. No Brasil o professor apanha de alunos e fica indefeso pela inanição do comando do Estado. Isso tem origem na percepção da população de que ela não conseguirá, por mais que lute, escapar da moldura de pobreza em foi colocada pelos detentores do Poder. Mérito não valor. É esta razão que leva grande parte dela a não recusar uma oportunidade de cooptação eleitoral pelos favores dos candidatos aos cargos eletivos. É também isso que emperra o crescimento do País.

Não bastasse a falta de caráter natural de muitos candidatos, ela, população, ainda sofre o assédio e a lavagem cerebral de muitos deles com ideologias esquerdistas e outras perturbações mentais. Aliás, esta ação ideológica da esquerda, com o socialismo, é que determina o pensar coletivo voltado para o Estado, o único ente a receber apoio da coletividade. É a inversão de papel, resulta em obrigações do povo em trabalhar para o Estado e os dominadores do Poder e não deles pelo povo. Mudar isso será sofrido e demandará tempo, a não ser que aconteça uma ruptura. Estivemos bem perto disso e os movimentos políticos que acontecem desde 2014 nas eleições para as prefeituras, nos deram sinais claros de que, lentamente, caminhamos para uma mudança na vida do nosso Brasil, verde e amarelo. O último deles, dos caminhoneiros, mostra que a população está mais madura e, apesar da sua carência cultural, está aprendendo a avaliar melhor o que lhe foi imposto pelos oportunistas e ilusionistas. O governo, por sua vez, começa a colocar as barbas de molho e ver que o caminho está mudando de direção, um alerta aos que estão por vir em outubro. Eu entendo que o Brasil está em ascensão.

1 comentário

    • Lena em 2 de junho de 2018 às 20:55
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    Quero muito acreditar em seu diagnóstico, meu caro! Também é um sofrimento para mim, ver o individualismo dos brasileiros em todas as circunstâncias, desde um jovem que deixa um idoso em pé no ônibus enquanto permanece comodamente sentado no assento reservado aos idosos, até os empresários que se aliam a um governo apodrecido para saquear os cofres da nação. E tudo isso regado a muita ideologia esquerdizante que tem entre seus objetivos idiotizar os jovens universitários nacionais, transformando-os, não somente em zumbis que apenas repetem frases de efeito mas, principalmente, em pessoas incompetentes para exercer suas profissões em atividades de que o Brasil tanto necessita. Dessa forma não há mesmo muito a esperar, embora alguns pequenos sintomas positivos já se apresentem, como citado no artigo, depois de termos atingido o fundo do poço. Espero que estejamos sentindo a brisa que trará o vento da mudança. Que Deus permita!

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