Ela detesta poesia. Verdade. Ela me disse. Jamais pararia para ouvir um Poema. Livros de Poesia, nunca os leu. Arredia, é um pé de parede em que a rima fugidia escapa pra casa vizinha onde mora um cabra que, um dia sem querer, inventou a palavra saudade e mandou todos à volta à puta que os pariu. Nunca ouviu falar de Joaquim Cardozo e pouco, ou quase nada, sabia sobre João Cabral. Mas gostava de flores e de pássaros e ficava feliz se o Poeta lhe falasse de luas e estrelas. Mas detestava Poesia, mesmo amando o Poeta. Adorava quando o Poeta lhe dizia – Eu Te Amo! Na verdade, ela ama Poesia.

2 Comentários

  1. Caro Xico Bizerra:

    Interessante! Tenho uma prima que é assim! Ainda está professora por vocação, mas nunca havia gostado de poesia! Dizia ser um saco, principalmente os clássicos, de Camões a Ascânio Lopes…

    Nunca gostou dos livros de poesias, apesar de ensinar gramática. Domingos Paschoal Cegalla era sua predileção em tempos áureos!

    Mas um dia um “pretendente”, com muita lábia, declamou-lhe no pé do ouvido “Amor” de Álvares de Azevedo, “musicalizado” e ela gostou tanto que se enamorou com ele, casaram-se e ainda hoje “veve” junto como se jovem fossem, como diz o marido agricultor!

    Mas nessa história todo, quem ganhou e perdeu fui eu, que lhe emprestei “Fernando Pessoa – Uma Quase Autobiografia” do genial poeta português, escrito pelo maior jurista brasileiro da atualidade, Dr. José Paulo Cavalcanti Filho e ela gostou tanto, mas tanto, que me prometeu devolvê-lo só em outra encarnação, se houver!

    Parabéns, Poeta e Compositor por A POESIA, O POETA E A MUSA! Minha prima já leu e adorou!

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