Jerusalém é o lugar sagrado para os judeus, cristãos e muçulmanos. É a cidade sagrada que une história, tradição religiosa e é um centro urbano em Israel.

Sem motivo plausível aparente, existem inúmeros registros da ocorrência de manifestações estranhas em pessoas que visitam a cidade santa de Jerusalém, em Israel.

O comportamento dessas pessoas pode variar desde sintomas obsessivos de cunho religioso a exacerbação psicótica de delírios e alucinações em vários níveis, muito embora, na maioria dos casos, após forte e intenso sinais de aspectos predominantemente religiosos, o sintoma se esvai depois de algumas semanas em que é removido do perímetro da cidade.

A percepção do sintoma na manifestação da referida síndrome, é marcada, principalmente, pela mudança comportamental de pessoas ditas equilibradas e sem histórico de quaisquer sinais anteriores de psicopatologia. Muitos apresentam estado agudo de delírio, alucinações , sentimentos de perseguição ou flagelamento, desrealização, despersonalização, ansiedade, e, também manifestações psicossomáticas, tais como tontura, taquicardia, sudorese, etc.

Destaque-se que o fenômeno não é afeito a uma única religião, mas afeta judeus e cristãos de variadas formações socioculturais.

Segundo registrou o Dr. Yair Bar El et al, essa síndrome específica, ocorre em turistas sem histórico psiquiátrico anterior. Em contrapartida, os doutor Moshe Kalian e o Professor Eliezer Witztum asseguram que há registros de turistas que mostravam perturbações mentais antes mesmo de virem a Jerusalém.

Polemica à parte, o certo é que Já na década de 1930, houve os primeiros registros clínicos apontados pelo renomado psiquiatra de Jerusalém, o doutor Heinz Herman e, mesmo assim, ainda se discute se é em decorrência do fato de se visitar Jerusalém, já que tais fatos assemelham-se aos de outras regiões de relevância histórica e religiosa – Roma, Meca, Índia – e de anotações ocorridas já idade média.

Tais manifestações e afetações são mais frequentes nos adoradores no Muro das Lamentações, da Igreja do Santo Sepulcro e, em numero maior, na Esplanada das Mesquitas.

Discute-se se a síndrome de Jerusalém, propriamente dita, é uma forma distinta de psicose ou simplesmente uma outra forma de manifestação de uma enfermidade psicótica pré-existente que não foi percebida pelas autoridades médicas de Israel.

Preventivamente, guias turísticos conscientes da síndrome de Jerusalém são orientados a encaminhar o turista para uma instituição hospitalar para avaliação psiquiátrica, numa tentativa de se antecipar aos estágios subsequentes da síndrome. Quando ignorada a orientação, geralmente haverá acometimento desta síndrome.

SINAIS LATENTES

Em várias ocasiões, anota-se a deliberada neura de estar limpo e puro: obsessão por tomar banhos e duchas; compulsão por aparar as unhas das mãos e pés.

Obsessão em bradar bem alto, salmos ou versículos da Bíblia, cantarolar hinos religiosos, seguir roteiros para locais específicos e sagrados de Jerusalém.

Os números relatos e registros em clínicas e hospitais da região de milhares de turistas com sérios problemas mentais relacionados à Jerusalém, não deixam dúvidas quanto a uma real afetação de disfunção psíquica.

É tão notória a ocorrência da síndrome, que o fato já foi até tema de filmes, livros/romances, matéria de varias TVs espalhadas pelo mundo.

Jerusalém, em hebraico Yerushaláyim = Habitação de paz.

11 Comentários

  1. Em Brasília ocorre situação semelhante, muitos daqueles que se mudam para lá, especialmente com o intuito de trabalhar(?) na Esplanada ou na Praça dos 3 Poderes acabam acometidos por uma síndrome que envolve embevecimento com o poder, distanciamento do povo, cleptomania, percepção que são deuses intocáveis e sentimento de perseguição pela mídia e imprensa. No geral tornam-se ladrões, inescrupulosos e mentirosos. A cada 4 anos renova-se a lista de pessoas que transferem-se para Brasília e são acometidos pela síndrome. Estudos recentes mostram que a maioria já era safado e mentirosos antes de ir para o planalto central, só não tinham escancarado os sintomas.

    • Excelente, Rodrigo.

      A diferença é que Brasília pode não ser cidade santa, mas está repleta de santos.

      São Gilmar a muitos perdoa.

  2. concordo plenamente com o rodrigo de leon , mas tambem e notorio que esta obsessao deir a jerusalem , ja demonstra um desiquibrio psicotico , , ja o meu embora nao seja tao obsessivo , e conhecer as boates de las vegas , muito mais instrutivo

  3. É facim, facim de resolver a síndrome de Jerusalém ou de qualquer outro lugar: É só tomar um passe com Dona Gina, a maior catimbozeira de Palmares e está tudo resolvido. Papa Berto que o diga!

    • A verdade está lá fora, boa tarde.

      Na verdade o colunista é cristão e advogado.

      Quis trazer o intrigante tema, por constatar em um amigo de família supostamente acometido pela síndrome. Daí, ouvi uma série de comentários relacionados a questão, conversei e consultei minha filha que é psicóloga, para logo em seguida mergulhar em pesquisa e trazer, mesmo que de forma bastante resumida, o tópico que chega a fascinar, até mesmo incrédulos.

      Obrigado pela participação.

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