6 junho 2018ENTREVISTA



Eu descia apressado do carro estacionado na Avenida Prudente de Morais, movimentada via cortando Natal de Sul a Norte, quando se aproximou de mim um repórter com seu microfone na mão.

– Senhor – chamou a minha atenção exatamente quando o alarme acionado dava dois gritos secos no ar.

– Pois não?

– Estamos fazendo uma matéria para a TV sobre o patriotismo aflorando nos dias da Copa do Mundo – explicou mostrando com o queixo o cinegrafista de câmera na mão. – O senhor se importaria em participar? Serão apenas duas perguntas.

– Claro que não. Desde que não demore muito.

Ele fez sinal de positivo com o polegar e se ajeitou na postura.

Todos a postos, ao sinal do profissional da câmera o jovem repórter me perguntou:

– Qual o melhor país do mundo?

Respondi sem pestanejar:

– O meu quando fecho por dentro a porta da minha casa.

Ele ficou com cara de não-sei-o-quê. Mudo.

Ainda esperei alguns segundos, enquanto ele trocava olhares com o cinegrafista.

Como a segunda pergunta não veio, eu segui para tentar trabalhar sem sequer receber um obrigado.

Também não me despedi dos dois.

Irá ao ar?

1 Comentário

  1. resposta inteigente e sobretudo real , ate o momento , pois pelo andar da carruagem como vai indo nem o nosso mundo da porta para dentro mesmo que trancada , servira para nos guardadr da criminalidade vicejante , plantada pela quadrilha petista , nos ultimos quinze anos nao se passa uma semana sem que tenhamos conhecimento da morte de algum conhecido ou parente , assassinado pelos rejeitados da sorte e pavor do trabalho honesto

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